domingo, 29 de julho de 2007

IRAQUE: VENCEDOR DA COPA DA ÁSIA







29/07/2007 01:07 - Com o título, o Iraque está classificado para a Copa das Confederações de 2009, que reunirá todos os campeões continentais e da Copa do Mundo na África do Sul

Soldado iraquiano exibe bandeira e fuzil durante festa
Indonésia, 29/07/2007 - O torcedor iraquiano, acostumado a guerra e a sofrimentos, vive momento de extrema alegria com sua seleção
Iraque, 29/07/2007 - Soldados iraquianos comemoram com fuzis nas mãos a conquista histórica da Copa da Ásia

Iraque, 29/07/2007 - A guerra deu lugar a festa em diversas cidades do Iraque
Comemoração da Copa da Ásia deixa 4 mortos no Iraque
Dezenas de milhares de iraquianos saíram às ruas hoje, desafiando um toque de recolher imposto pelo governo, para comemorar a inédita conquista da Copa da Ásia de futebol.
Na final do torneio, em Jakarta (Indonésia), os "leões da Mesopotâmia" venceram a seleção da Arábia Saudita por 1 a 0.
Segundo o governo iraquiano, pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas pelos disparos feitos durante as comemorações.
Mas não houve informes de carros-bomba como o que matou pelo menos 50 pessoas em Basra na última quarta-feira, depois de a seleção do Iraque vencer a da Coréia do Sul na semifinal da Copa da Ásia.
"Longa vida ao Iraque" e "Bagdá é vitoriosa", gritavam os torcedores ao dançar e dar tiros para cima em cidades como Bagdá, cuja população é mista de xiitas e sunitas, em Basra (predominantemente xiita), em Tikrit (cidade sunita onde nasceu o presidente Saddam Hussein, deposto após a invasão do país pelos EUA) e Sulaimaniyah (de maioria curda).
"Há uma grande diferença entre os Leões da Mesopotâmia, que lutam para pôr um sorriso nas faces de seu povo, e aqueles que trabalham nos cantos escuros, espalhando a morte e a lamentação entre o povo inocente.
Estamos orgulhosos de vocês. Vocês merecem nosso amor e respeito", disse em comunicado aos jogadores o primeiro-ministro Nouri al-Maliki (xiita).
O governo iraquiano ofereceu um prêmio de US$ 10 mil a cada jogador da seleção.
Já o presidente do Iraque, Jalal Talabani (curdo), anunciou um prêmio de US$ 20 mil para Younis Mahmoud, o autor do gol na vitória sobre os sauditas, depois de um passe do único jogador curdo da seleção, Mulla Mohammed.
Durante entrevista em Jakarta depois da vitória, Mahmoud disse que não voltaria ao Iraque para comemorar.
"Não quero que o povo iraquiano fique zangado comigo, Mas, se eu voltar com a equipe, qualquer um poderá me matar. Um de meus amigos mais chegados, gente do governo foi à casa dele para prendê-lo e nem eu, nem sua família soube onde ele estava durante mais de um ano", disse o jogador.
Mahmoud, que atua no futebol do Qatar, no Golfo Pérsico, também criticou a ocupação de seu país por tropas dos EUA.
"Quero que a América saia. Hoje, amanhã ou depois de amanhã, mas que eles saiam. Eu gostaria que os americanos não tivessem invadido o Iraque e espero que isso termine logo", acrescentou.
A seleção iraquiana não joga em seu próprio país desde a primeira invasão norte-americana, há 17 anos.
Como quase todos os jogadores da seleção iraquiana são xiitas, a partida entre Iraque e Arábia Saudita, predominantemente sunita, foi apelidada de "Ali versus Omar", lembrando a origem da oposição entre as duas principais correntes religiosas do mundo muçulmano (segundo os xiitas, no final do século VII, Omar Ibn al-Khatab, o segundo califa, teria usurpado o poder de Ali Ibn abi-Taleb, primo do profeta Maomé).
Em Bagdá, o comando das forças de ocupação norte-americanas informaram que dois soldados dos Estados Unidos morreram hoje em ataques ocorridos em diferentes pontos da capital.
Essas baixas elevam para 3.648 o número de militares dos EUA mortos no Iraque desde a invasão, em março de 2003.
Ao todo, a coalizão que invadiu o Iraque contabiliza 3,940 militares mortos.
Há estimativas de que o número de iraquianos mortos desde o início do conflito supera os 650 mil.

NOS BASTIDORES DA GUERRA DO IRAQUE


Filme sobre bastidores na guerra do Iraque chega aos cinemas
26/07/2007 - 12h53

Da France Presse
LOS ANGELES - Depois de vários filmes sobre soldados e civis nas frentes de batalha no Iraque, o diretor americano Charles Ferguson lança uma obra que enfoca os artífices do conflito e os preparativos para iniciá-lo.
No documentário No End In Sight, que levou o prêmio especial do júri no Festival de Cinema de Sudance, o diretor mostra como foram tramadas as decisões para a invasão dos Estados Unidos no Iraque, em 2003.
A fita será lançada nesta semana nos EUA.
Ferguson, formado em Ciências Políticas, foi membro do centro de pesquisa e análise política do Washington Brookings Institute e, em 1996, ganhou 133 milhões de dólares com um negócio na internet, com o que autofinanciou seu filme de dois milhões de dólares.
Meticuloso como um cirurgião, o diretor de 52 anos desenha de forma ferina os planos que os Estados Unidos traçaram para depois da invasão do Iraque, servindo-se do testemunho de 70 figuras-chave.
Revelando uma cadeia de decisões políticas da Autoridade Provisória da Coalizão (CPA), que incluíram a dissolução do exército iraquiano, o desmantelamento do Partido Baath, de Saddam Hussein, e o fracasso para conter as desordens civis, o filme explora de forma meticulosa cada passado tramado pelos arquitetos do conflito.
As conclusões resultam fulminantes e tal como afirmou um crítico esta semana: "inclusive o público mais bem informado ficará de queixo caído".
Ferguson afirma que desejava fazer o filme como uma resposta à forma como a guerra no Iraque foi abordada pelos meios de comunicação.
"Como especialista em Ciências Políticas, com muitos amigos analistas de política externa, fiquei especialmente preocupado com a qualidade da cobertura", afirmou.
"Foram escritos livros muito bons sobre o Iraque, mas poucos americanos têm tempo para ler um livro de 400 páginas.
Não podemos ter uma idéia geral de um problema complicado vendo televisão ou lendo os jornais", explicou.
"Eu já conhecia boa parte dos fatos gerais, mas quando fui me inteirando de como era idiota e absurdo o comportamento da administração, resolvi não voltar atrás com o projeto", acrescentou, citando como exemplo de indignação a decisão do chefe da CPA, Paul Bremer, de desmantelar o exército iraquiano.
Esta medida foi analisada como uma das causas do reforço da insurreição, dos milhares de iraquianos sunitas que se somaram a fileiras rebeldes porque se encontravam desempregados e estavam enfurecidos com as forças invasoras. "Bremer tomou esta decisão seguindo as recomendações de Walter Slocombe (um conselheiro da CPA), quando nenhum dos dois viveu no Iraque e quando Bremer tinha apenas nove dias no posto", denunciou Ferguson.
Para ele, a grande pergunta é se os principais artífices da guerra, o ex-secretário da Defesa americana, Donald Rumsfeld, e seu adjunto, Paul Wolfowitz, vão prestar contas por estes fatos.
Ambos se negaram a aparecer ante as câmeras do diretor. "Estou certo de que serão julgados severamente pela história, e isso já começou", concluiu.

O ESPORTE QUEBRA BARREIRAS, UNE POVOS E PROPAGA A PAZ!







Técnico brasileiro une sunitas e xiitas para conquista inédita do Iraque

A seleção de futebol iraquiana se classificou nesta quarta para a final da Copa da Ásia.

Jorvan Vieira, que comanda o time do Oriente Médio, falou com exclusividade ao G1.
Dani Blaschkauer Do G1, em São Paulo
Reuters
Jogador iraquiano Bassim Abbas reza após vitória de sua seleção (Foto: Nicky Loh/Reuters)

O esporte quebra barreiras, une povos e propaga a paz.
Quantas vezes você já leu ou ouviu isto?
Então, prepare-se, porque nesta quarta-feira (25) a frase ganhou um reforço.

Um brasileiro conseguiu fazer com que jogadores esquecessem a rivalidade étnica para fazer o Iraque chegar a um posto que nunca alcançou antes: a seleção de futebol se classificou para a decisão da Copa da Ásia ao vencer a Coréia do Sul por 4 a 3 nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.
Até então, o melhor resultado do time iraquiano fora um quarto lugar em 1976 (clique aqui para ver o site de futebol internacional do GloboEsporte).

Num dos países mais violentos do mundo, foi a surpreendente união entre povos que levou o time à final do campeonato.

"Aqui, eles brincam, se beijam, se abraçam, dão as mãos e até tocam música árabe juntos. O ambiente é o melhor possível”, contou Jorvan ao G1, por telefone, direto de Kuala Lumpur, na Malásia.

“A tônica de nossas conversas e preleções é justamente esta: dar o exemplo de que é possível a convivência pacífica”, completou ele.

CLIQUE AQUI PARA COMENTAR A NOTÍCIA
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL76962-5602,00.html#frmPost

De arma na mão iraquiano comemora com amigos vitória da seleção na Copa da Ásia (Foto: Reuters)
Os conflitos no Iraque, principalmente entre xiitas e sunitas, existem desde quando Saddam Hussein liderava o país sob uma ditadura linha-dura.

Após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, a minoria sunita perdeu o poder para os xiitas.
A mudança levou a um aumento da tensão entre os dois grupos, que chegou à atual guerra civil (clique aqui para ler mais e ver o mapa da divisão sectária).
Reuters

O treinador brasileiro Jorvan Vieira (Foto: Reuters)

“A situação no país é trágica. Eles têm várias linhas da religião. É um fato memorável poder reunir todas estas três tribos [sunitas, xiitas e curdos], no bom sentido", diz o brasileiro Jorvan Vieira.

O feito inédito para a história do futebol iraquiano fez até o brasileiro virar embaixador honorário do Iraque.

“O secretário do primeiro-ministro (Nuri al-Maliki) veio até aqui nos parabenizar. E disse que eu, a partir de agora, serei sempre o embaixador do país. Recebi a informação com muita honra e alegria. O futebol nos leva para este tipo de situação”, disse ele, que contou que se o time for campeão (enfrentará a Arábia Saudita, do técnico brasileiro Hélio dos Anjos, na decisão no próximo domingo, dia 29) os atletas ganharão uma viagem de avião para Bagdá.
“Espero poder entrar neste Airbus 300. Botamos os capacetezinhos, coletes à prova de bala e vamos para lá. Quando aceitei a proposta de dois meses para comandar o Iraque, uma das razões era poder dar um sorriso para este povo tão sofrido”, completou o técnico brasileiro (clique aqui para ler mais sobre Jorvan).

arte
Mapa do Iraque dividido (Arte: G1)


sexta-feira, 27 de julho de 2007

EU QUERO SER LIVRE!


Freddie Mercury nasceu como Farokh Bommi Bulsara, no dia 5 de setembro de 1946, em Zanzibar (atualmente parte da Tanzânia).

Seus pais, Bomi e Jer Bulsara, eram persas.

No colégio os colegas começaram a chamá-lo de Freddie, nome que a família acabou adotando.

A música a que ele tinha acesso era principalmente indiana, mas também escutava algumas obras de origem ocidental.

Ele ficava cantando sozinho e preferia a música às tarefas escolares.

Freddie começou a aprender a tocar piano.

Tornou-se também membro do coral e participava regularmente nas produções teatrais da escola.

Ele adorava as aulas de piano e se empenhou nelas com determinação.

Em 1964, muitos dos britânicos e indianos, devido a distúrbios políticos, deixaram Zanzibar, embora não tenham sido pressionados.

Entre os que saíram, estavam os Bulsara, que foram para Inglaterra. Freddie tinha 17 anos e decidiu que queria ir para uma faculdade de Arte.
Seu histórico e suas habilidades naturais garantiram que ele fosse aceito pela Faculdade Ealing de Arte e em setembro de 1966, Freddie começou um curso de Ilustração gráfica.
Um de seus colegas de classe, era o baixista Tim Staffell, de quem Freddie se tornou grande amigo.

Assim que sua amizade com Tim aumentou, Tim levou Freddie para participar dos ensaios de sua banda chamada Smile.
Apesar de Freddie gostar do som da banda, ele estava comprometido em seus próprios projetos e participou ora como vocalista, ora como guitarrista de outras bandas.

Isso até abril de 1970, quando a banda Smile é reformulada e Freddie acaba ficando de vocalista.

Freddie decide mudar o nome da banda para Queen, e também, resolve mudar seu nome para Mercury.
Mercury (mercúrio) foi escolhido, reza a lenda, por dois motivos: um por ser o deus dos mensageiros e outro por ser o planeta do seu signo ascendente. Também em 1970, Freddie conheceu Mary Austin, eles viveram juntos por 7 anos e se mantiveram bons amigos até o final de sua vida (inclusive a casa de Freddie em Londres é dela hoje).
Além do sucesso espetacular com o Queen, Freddie teve trabalhos solos de grande sucesso, tais como: Barcelona, Álbum e Mr. Bad Guy.
Dia 24 de novembro de 1991, freddie morreu em sua casa em Londres, de pneumonia e decorreria da Aids, um dia após ter declarado publicamente que estava com a doença.
Em uma declaração um pouco antes de morrer, Freddie dá a melhor definição de si mesmo:

"Você é a ultima pessoa com quem falo.... provalvemente vai ter a melhor entrevista, meu caro.

Não quero mudar o mundo.

O que mais me importa é a felicidade.

Quando estou feliz, meu trabalho reflete.

No final, os erros e as desculpas são minhas.

Gosto de sentir que estou sendo honesto.

No que me compete, quero aproveitar a vida, a alegria, a diversão, o Maximo que puder, nos anos que ainda me restam.

Pronto, já gravou?

Agora, use. Foi o mais perto que cheguei a me emocionar em uma entrevista. "
Freddie foi cremado e não há túmulo que os fãs possam visitar.

Em 1992 foi erguida uma estátua em sua homenagem em Montreux, na Suíça.

ESTE É O MUNDO QUE NÓS CRIAMOS?

Queen - Is this the world we created?
Freddie Mercury / Brian May
Words and music by Freddie Mercury and Brian May


Just look at all those hungry mouths we have to feed
Take a look at all the suffering we breed
So many lonely faces scattered all around
Searching for what they need
Is this the world we created?
What did we do it for?
Is this the world we invaded
Against the law?
So it seems in the end
Is this what we're all living for today?
The world that we created
You know that every day a helpless child is born
Who needs some loving care inside a happy home
Somewhere a wealthy man is sitting on his throne
Waiting for life to go by
Is this the world we created?
We made it on our own
Is this the world we devastated
Right to the bone?
If there's a God in the sky looking down
What can he think of what we've done
To the world that He created?


Queen - Is this the world we created? (tradução)

Freddie Mercury And Brian May


"É esse o mundo que nós criamos?"
Apenas olhe para aquelas bocas famintas
Que temos que alimentar.
Dê uma olhada em todo o sofrimento que originamos.
Tantos rostos solitários espalhadas por todo lado
Procurando o que eles precisam
É este o mundo que criamos ?
Para que o fizemos?
É este o mundo que invadimos contra a lei ?
Assim, parece que no fim das contas,
É por isso que estamos vivendo hoje ?
O mundo que criamos
Você sabe que todo dia
Nasce uma criança indefesa,
que precisa de um pouco de carinho
Dentro de um lar feliz
Em algum lugar um homem rico
Está sentado em seu trono,
esperando a vida passar...
É este o mundo que criamos?
Nós o fizemos sozinhos
É este o mundo que devastamos
Até não poder mais ?
Se existir um Deus no céu olhando para baixo,
O que Ele deve achar sobre o que nós fizemos
com o mundo que Ele criou?


(Tradução: Nicholas de Campos)

terça-feira, 24 de julho de 2007

IRAQUE - MUITO INTERESSANTE

IRAQ - VERY INTERESTING - DID YOU KNOW?
IRAQ - VERY INTERESTING - DID YOU KNOW?

IRAQUE - MUITO INTERESSANTE - VOCÊ SABIA?

1. The garden of Eden was in Iraq.
2. Mesopotamia, which is now Iraq, was the cradle of civilization!
3. Noah built the ark in Iraq.
4. The Tower of Babel was in Iraq.
5. Abraham was from Ur, which is in Southern Iraq!
6. Isaac's wife Rebekah is from Nahor, which is in Iraq.
7. Jacob met Rachel in Iraq.
8. Jonah preached in Nineveh - which is in Iraq.
9. Assyria, which is in Iraq, conquered the ten tribes of Israel.
10. Amos cried out in Iraq!
11. Babylon, which is in Iraq, destroyed Jerusalem.
12. Daniel was in the lion's den in Iraq!
13. The three Hebrew children were in the fire in Iraq (Jesus had been in Iraq also as the fourth person in the fiery furnace!)
14. Belshazzar, the King of Babylon saw the "writing on the wall" in Iraq.
2. Mesopotamia, que é agora Iraq, era o berço da civilização!
3. Noah construiu a arca em Iraq.
4. A torre de Babel estava em Iraq.
5. Abraham era de Ur, que está em Iraq do sul!
6. A esposa Rebekah de Isaac é de Nahor, que está em Iraq.
7. Jacob encontrou-se com Rachel em Iraq.
8. Jonah preached em Nineveh - que está em Iraq.
9. Assyria, que está em Iraq, conquistou os dez tribes de Israel.
10. Os Amos gritaram para fora em Iraq!
11. Babylon, que está em Iraq, destruiu Jerusalem.
12. Daniel estava no den do leão em Iraq!
13. As três crianças Hebrew estavam no fogo em Iraq (Jesus tinha estado em Iraq também como a quarta pessoa na fornalha impetuosa!)
14. Belshazzar, o rei de Babylon viu a “escrita na parede” em Iraq.

IMAGEM VIVA DE SADDAM NO IRAQUE

Iraque está repleto de retratos e monumentos de Saddam sem cabeça ou outras partes do corpo removidas certamente pelos americanos.
Neste momento Iraquianos ainda acreditam que o ditador voltará.
A cada segundo um Iraquiano usa a frase "NOSSO PRESIDENTE"!
A foto mostra a cidade natal de Saddam em Tikrit.

Iraq is full of Saddam portraits and monuments without heads and other body parts removed mainly by the Americans.
At this time Iraqis still believed that the dictator would come back.
Every second an Iraqi uses the phrase "Our President"!
The photo shows Saddam's birthplace in Tikrit.


DESAPROVAÇÃO IRAQUIANA ÀS FORÇAS DE COALIZÃO


Um clima anti-americano está crescendo!
An anti-American atmosphere is growing.
Iraqis are taking advantage of every chance to demonstrate their disapproval of the American presence.
Iraquianos estão de todos os modos demonstrando desaprovação à presença americana.
An Iraqi waves his National flag over a house destroyed by coalition forces.
Um iraquiano tremula a sua Bandeira Nacional em cima de uma casa destruída pelas forças de coalizão.
Bagdad.
Bagdá.

VOCÊ CONSEGUE LER?

Se vc conseguir ler a primeira linha, seu cérebro automaticamente lerá as outras. Se conseguir avisa, é linda essa mensagem...

3M D14 D3 V3R40, 3574V4 N4 PR414,
0853RV4ND0 DU45 CR14NC45 8R1NC4ND0 N4 4R314.
3L45 7R484LH4V4M MU170 C0N57RU1ND0 UM C4573L0 D3 4R314, C0M 70RR35, P4554R3L45 3 P4554G3NS 1N73RN45.
QU4ND0 3575V4M QU453 4C484ND0, V310 UM4 0ND4 3 D357RU1U 7UD0,
R3DU21ND0 0 C4573L0 4 UM M0N73 D3 4R314 3 35PUM4..
4CH31 QU3, D3P015 D3 74N70 35F0RC0 3 CU1D4D0, 45 CR14NC45 C41R14M N0 CH0R0; C0RR3R4M P3L4 PR414, FUG1ND0 D4 4GU4, R1ND0 D3 M405 D4D45 3 C0M3C4R4M 4 C0N57RU1R 0U7R0 C4573L0.
C0MPR33ND1 QU3 H4V14 4PR3ND1D0 UM4 GR4ND3 L1C40;
G4574M05 MU170 73MP0 D4 N0554 V1D4 C0N57RU1ND0 4LGUM4 C0154 3 M415 C3D0 0U M415 74RD3, UM4 0ND4 P0D3R4 V1R 3 D357RU1R 7UD0 0 QU3 L3V4M05 74N70 73MP0 P4R4 C0N57RU1R.
M45 QU4ND0 1550 4C0N73C3R 50M3N73 4QU3L3 QU3 73M 45 M405 D3 4LGU3M P4R4 53GUR4R, 53R4 C4P42 D3 50RR1R!!
S0 0 QU3 P3RM4N3C3 3 4 4M124D3, 0 4M0R 3 C4R1NH0

quinta-feira, 19 de julho de 2007

DEPÓSITO DE CORPOS


RIO Tigre vira 'depósito de corpos' no Iraque


Mona Mahmoud e Sebastian Usher


Cerca de 30 corpos descem o Rio Tigre por dia, de Bagdá para Suweira


Ao menos quinhentos corpos mutilados lançados no Rio Tigre chegaram às margens em dois anos na cidade de Suweira, cem quilômetros ao sul da capital, Bagdá.Pescadores nas águas turvas do rio encontram corpos decompostos.

Às vezes sem a cabeça.

Dois pescadores, ouvidos pela BBC, contam que enormes redes, normalmente usadas para retirar plantas flutuantes e lixo do rio, pegam corpos arrastados pelas águas a partir de Bagdá.

"Isto acontece todos os dias, dois ou três corpos por dia", diz um dos pescadores.

O outro diz que os corpos não podem ser recolhidos depois do por do sol.

"Nós deixamos o corpo até o amanhecer e depois o recuperamos, porque se estiver tarde da noite ninguém pode vir com a gente", afirmou.

"De manhã nós vamos e recolhemos o corpo, preparamos seu sudário - um saco plástico - até que alguém venha de Suweira para levar o corpo ao hospital".


'Baleado'
No hospital mais próximo, em Kut, uma cidade com cerca de 300 mil habitantes, um legista pede informações a um policial sobre o mais recente corpo trazido.
"O corpo foi baleado?", ele pergunta.

"Ele tem algum ferimento de bala?"
"Sim, o dishdasha (capa tradicional) dele está cheio de buracos", responde o policial.
"Até agora, nós recebemos cerca de 500 corpos", afirmou o chefe do departamento de perícia forense do hospital.
"Eles vão dos 20 aos 45 anos de idade - a maioria homens. Nós recebemos cerca de dez mulheres entre 20 e 35 anos."
"A maioria deles foi baleada ou torturada. Eles estão em estado avançado de decomposição, então não se pode ficar perto deles por muito tempo."
Leva pelo menos três dias para os corpos flutuarem até a área depois de lançados no rio.


Necrotério
Dois funcionários do necrotério tomam nota da vestimenta de cada cadáver meticulosamente.
"Nós anotamos marcas identificáveis no corpo, porque ele não tem um nome ou nada (nenhuma identificação)", explica um dos técnicos. "Nós nos apoiamos nestas marcas."
Famílias em Bagdá agora sabem que quando um parente desaparece, ele pode ser encontrado aí.
Diante do departamento de perícia forense, familiares telefonam para suas casas para confirmar os detalhes de roupas e características do desaparecido - qualquer coisa que dê a eles uma possibilidade de identificação.
"Meu irmão está desaparecido", disse um homem. "Ele estava a caminho de Bagdá, mas foi assassinado em Yusufiya com um grupo de homens que o acompanhavam."
"Nós identificamos o corpo de um homem que estava com ele",
acrescentou.
Algumas famílias têm mais sorte, pelo menos no sentido de ter seu maior medo confirmado.
"Nós andamos procurando (meu filho) e três outros homens que estavam com ele", disse um homem idoso de Mahaweel.
Muitas vítimas de violência sectária são jogadas no rio"Nós encontramos algumas pessoas e elas nos disseram para ir para Suweira procurá-lo. Eu vim aqui e eles nos disseram: 'Vá para Kut, você vai encontrar o seu filho lá.'"
"Eu vim para o hospital em Kut e nós o encontramos com os outros... eu vi a foto dele."


Sepultamento
Vários dos corpos, no entanto, não são identificados.
O necrotério é pequeno demais para armazenar todos e, no calor, o sepultamento não pode ser adiado por muito tempo.
No cemitério, uma nova área foi separada para os corpos encontrados descendo o rio a partir de Bagdá.
Funcionários públicos e voluntários lidam com centenas de corpos da melhor forma que podem, mas há poucos recursos.
Abdul Hussein, que gerencia o cemitério, disse que eles fazem o que podem.
"O Estado paga os salários dos trabalhadores. Nós também ajudamos qualquer membro da família que está procurando um corpo. Se eles não têm dinheiro, nós os ajudamos", explicou Hussein.
"Para sepultar, nós tiramos a poeira do corpo", acrescentou. "Nós poderíamos lavar o corpo com água, mas com freqüência ele está em avançada decomposição."
"O cabelo e as unhas vão cair se nós lavarmos os corpos, e isso é haram (proibido)",
acrescenta.
"No passado costumávamos tirar as roupas dos corpos. Então recebemos ordens de deixar as roupas, para que eles ainda possam ser identificados."


Cova rasa
Por fim os corpos enterrados em covas rasas para que possam ainda ser exumados, na tentativa de identificação.
Os coveiros recitam os detalhes finais da vítima e até tiram fotos.
A última cerimônia é rápida, os coveiros recitam uma oração.

Um deles, Abdul Hussein passa por isso diariamente.
"No final de cada enterro, me sinto muito triste pelas famílias dos corpos não identificados. (...) Me sinto muito mal pelo povo iraquiano", disse.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

QUEM SÃO OS CULPADOS?

Qualquer acidente no qual morram inúmeras pessoas sempre será motivo para alarmismo, sensacionalismo.
A primeira coisa a pensar é quem é o culpado ou quem serão esses.Um tem que ser o culpado mas enquanto a verdade não aparece, muitos serão os culpados: a pista, o piloto, o aeroporto, os controladores de vôo, o avião, o mau tempo, o alagamento, o Presidente, o trabalho... Enfim, TODOS SÃO CULPADOS!
Para os povos do exterior que tomaram conhecimento acerca do acidente ocorrido no Brasil, "País de Terceiro Mundo", assim considerado por esses, é óbvio que haverá mais críticas negativas do que positivas, pois países de terceiro mundo, no entendimento desses, promovem desgraças com maior facilidade.
Isso tudo está errado.
O pensamento deles está equivocadíssimo!
Acidentes podem acontecer tanto aqui como em qualquer parte deste Mundo.
Não devemos também culpar o BRASIL por isso também, além dos demais aqui enumerados.
Corrupção existe em todo lugar, até no "bar da esquina"!
Acidentes ocorrem em toda a parte.
A morte anda à solta nos Quatro Cantos deste Mundo!
Final dos Tempos?
Pode ser.
Guerras, torturas,humilhações, privações, massacres estão ocorrendo em demasia e isso reflete no dia-a-dia de cada indivíduo, aqui no Brasil e em toda parte deste Mundo.
Aqui no Brasil nos vemos e nos sentimos dilacerados ao saber que na Guerra ao Iraque, desde o ano de 2003 mais de 650 mil iraquianos foram mortos, que civis têm sido alvo das forças de ocupação, que mercenários têm sido contratados por empresas americanas para fazer o "serviço sujo", que todos os dias mais de cinqüenta pessoas são assassinadas por ataques de bombas, que tem sido usado armas químicas, fósforo branco, napalm e outros agentes químicos pelas forças de ocupação nas cidades iraquianas.
Tudo isso para "libertar um País, O Iraque?
De um ditador, Saddam Hussein?
Que "ditador"?
Quem dita a lei aqui neste Mundo?
Quem são esses que "ditam" como deve ser e quem será o punido ou o absolvido?Os países de terceiro Mundo são vítimas desses ditadores.
Ficaria aqui descrevendo todas as atrocidades que têm sido cometidas pelas chamadas "grande potências" por mil e uma noites, sem que algo ou alguém faça alguma coisa para deter isso, para punir os culpados, condenando-os por crimes de guerra, mesmo sendo as tais "grandes potências" as causadoras dessas tragédias.
A relação que faço é que como o Brasil é considerado um "País de Terceiro Mundo", tudo que ocorra será mal considerado por essas "grandes potências", a fim de se colocarem sempre como "ditadoras" dos bons costumes, das boas ações.
Isso está errado e tem que ser mudado para o bem da Humanidade.
O respeito à dor, as tristezas desses países de "terceiro, quarto mundos" têm que ser respeitados.
Será que essas "grandes potências" não sabem ou "fingem não saber" que são elas as maiores causadoras de dores alheias pelo Mundo todo?
O acidente com o avião da TAM será esclarecido assim como tantos outros acidentes ocorridos em muitos outros países também o foram.
Que os povos do exterior entendam que esta fatalidade ocorreu no Brasil em 17 de julho de 2007 mas poderia ter ocorrido em qualquer outra parte deste Mundo e que as autoridades brasileiras, como já divulgado pelo Presidente do Brasil, já estão tomando as devidas providências para resolver todos os pontos pertinentes ao caso e para que fatalidades como essas não mais aconteçam aqui no nosso país, porque o Brasil é um país, embora considerado do "terceiro mundo", é um país de PAZ, comprometido com a segurança do nosso povo e com o bem estar de todos os outros povos que fizeram deste país a sua Pátria.
Bernardete Baronti

HOMENAGEM AOS PASSAGEIROS E TRIPULANTES DO VÔO JJ 3054/TAM

COMUNICADO TAM 5 – 01h25

A TAM expressa os mais profundos sentimentos aos familiares e amigos dos passageiros que estavam no vôo número JJ 3054.

Lamentamos confirmar os nomes dos passageiros que estavam a bordo do vôo:

ADELAIDE MOURA
AKIO IWASAKI
ALANIS ANDRADE
ALEJANDRO CAMOZZI
ALEXANDRE GOES
ANA CAROLINA CUNHA
ANDERSON CASSEL
ANDRE DONA
ANDREA SEICZKOWSKI
ANDREI MELO
ANGELA HAENSEL
ANTONIO CARLOS ARAUJO DE SOUZA
ARNALDO BATISTA RAMOS
ARTHUR QUEIROZ
ATILIO SASSA BILIBIO
BRUNA DE VILLI CHACCUR
BRUNO FERRAZ
BRUNO NASCIMENTO
CAIO AUGUSTO BUENO DAL PRATA
CAIO FELIPE CUNHA
CARLA FIORATTI
CARLOS ALBERTO ANDRIOTTI
CARLOS ROCKEMBACK
CARLOS ZANOTTO
CARMEN LUISA VICTORIA FONSECA
CASSIO VIEIRA SERVULO DA CUNHA
CATILENE OLIVEIRA
CHRISTINE SOUZA
CIRO NUMADA
CLAUDEMIR ARRIERO
CLOVE MENDONÇA JUNIOR
DECIO TEVOLA
DEMETRIO TRAVESSA
DENILSON LOPES COSTA
DEOLINDA MAGALY VICTOR FONSECA
DOUGLAS TEIXEIRA
EDMUNDO SMITH
EDUARDO MANCIA
ELCITA RAMOS
ELENILZE FERRAZ
ELIANE DORNELLES
ELIDA DEMBINSKI
EMERSON FREITAG
ENRICO SHIOHARA
ESIO FREITAS
FABIANA AMARAL
FABIANE RUZANTE
FABIANO ROSITO MATOS
FABIO BALSELLS
FABIO MARQUES
FABIO VELLOZA
FATIMA SANTIAGO
FELIPE FRATEZI
FERNANDO ANTONIO LARO OLIVEIRA
FERNANDO MARQUES
FERNANDO PESSOA
GABRIEL CORREIA PEDROSA
GILMAR TENORIO ROCHA
GOTTFRIED TAGLOEHNER
GUILHERME MORAES
GUILHERME PEREIRA
GUSTAVO MARTINS
HELOIZA HELENA LOPES
HEURICO TOMITA
INES MARIA KLEINOWSKI
IVALINO BONATO
IVANALDO CUNHA
JAMILLE LEAO
JANUS SILVA
JAQUELINE DIAS
JOAO BRITO
JOAO CALTABIANO
JOAO VALMIR
JOSE A FLORES AMARAL
JOSÉ LIMA LUZ
JOSÉ PINTO
JULIA CAMARGO
JULIA ELIZABETE GOMES
JULIO CESAR REDECKER
KATIA ESCOBAR
KATIANE LIMA
JOSE CARLOS PIERUCETTI
LARISSA FERRAZ
LEILA MARIA OLIVEIRA DOS SANTOS
LEVI LEÃO
LINA BARBOSA CASSOL
LISIANE SCHUBERT
LUCAS PALOMINO MATTEDI
LUCIANA SIQUEIRA LANA ANGELIS
LUIS SCHNEIDER
LUIZ BARUFFALDI
LUIZ LUZ
LUIZ ZACCHINI
MARCELO MARTHE
MARCELO PALMIERI
MARCELO PEDREIRA
MARCELO STELZER
MARCIO ALEXANDRE DE MORAES
MARCIO ANDRADE
MARCO ANTONIO DA SILVA
MARIA ELIZABETE CABALLERO
MARIA ISABEL GOMES
MARIANA PEREIRA
MARIANA SELL
MARIO GOMES
MARLI PEDRO SANTOS
MARTA ALMEIDA
MELISSA ANDRADE
MERY VIEIRA
MIRTES SUDA
NADIA MOYSES
NADJA SOCZECK
NELLY PRIEBE
NELSON WIEBBELLING
PAULA MASSERAN DE ARRUDA XAVIER
PAULO CASSIANO FELIZA OLIVEIRA
PAULO PAVI
PAULO ROGERIO AMORETTY SOUZA
PAULO SILVEIRA
PEDRO ABREU
PEDRO AUGUSTO CALTABIANO
JOSE CARLOS DE OLIVEIRA
PRISCILA BERTOLDI SILVA
RAFAELA BUENO DAL PRATA
RAQUEL WARMILING
REBECA HADDAD
REMY MOLLER
RENAN KLUG RIBEIRO
RENATO RIBEIRO
RENATO SOARES
RICARDO ALMEIDA
RICHARD SALLES CANFIELD
ROBERTO GAVIOLI
ROBERTO WILSON WEISS JUNIOR
RODRIGO BENACHIO
RODRIGO PRADO
RODRIGO SOUZA MOREALE
ROGERIO LAURENTIS
ROGERIO SATO
ROSANGELA MARIA DE AVIL SEVERO
ROSPIERRE VILHENA
RUBEM WIETHAEUPER
SANDRO SCHUBERT
SERGIO FREITAS
SILVAN STUMPF
SILVANIA REGINA DE AVILA ALVES
SILVANO ALMEIDA
SILVIA GRUNEWALD
SIMONE WETRUPP
SONIA MACHADO
SORAYA CHARARA
SUELI FLECK
SUELY FONSECA
THAIS SCOTT
VALDEMARINA SOUZA
VALDIR CORDEIRO DE MORAES
VANDA UEDA
VILMA KLUG
VITACIR PALUDO
ZENILDA SANTOS


A TAM está mantendo contato com os familiares dos passageiros, prestando todo o atendimento por meio de seu Programa de Assistência às Vítimas e Familiares.

Assessoria de Imprensa – TAM
Tel: (11) 5582-8167/8685/8153

www.taminforma.com.br

O dia em que o Brasil for invadido

Animação de recortes, que mostra a hipotética invasão do Brasil pelos EUA, com o objetivo de tomar posse dos recursos naturais do país. A elite das forças especiais do exército americano irá liderar a invasão. Só um país será o vencedor.

Animação feita como projeto de conclusão de curso das Faculdades Integradas Barros Melo. (mais) (menos)
Categoria Filmes e desenhos
Palavras-chave:
cutout cut out invasão recortes Brasil animação petróleo Bush paródia Abel Filho Barros Melo aeso AESO amazônia guerra (mais)

segunda-feira, 16 de julho de 2007

IRAQUIANOS COM ARMAS QUÍMICAS?!!!!!!!!!!


Afinal eles têm "a segunda maior reserva de armas do mundo"...

A trindade: Saddam - Blair - Bush

Onde está o "poodle"?

GATO IRAQUIANO

Gato iraquiano

No Iraque, até os gatos andam armados...

SADDAM HUSSEIN RECONTADO POR ISRAELENSES

HBO E BBC PRODUZEM MINISSÉRIE SOBRE SADDAM HUSSEIN COM ATORES ISRAELENSES
Minissérie vai recontar os 24 anos de poder de Saddam Hussein no Iraque
A HBO e o canal inglês BBC vão produzir uma minissérie de quatro episódios sobre Saddam Hussein, morto por enforcamento em dezembro do ano passado. "Between two rivers" centra-se na vida particular do ex-ditador iraquiano durante seus 24 anos no poder.
O israelense Yigal Naor vai viver Saddam Hussein na minissérie, que será filmada no norte da África.
O ator Uri Gavriel, também israelense, será o primo de Saddam, Ali Hassan Al-Majid, mais conhecido como 'Ali Químico'.
Na semana passada, o governo iraquiano condenou Al-Majid à morte por ter envenenado seu próprio povo.
A atriz Shohreh Agdashloo, que viveu uma terrorista na quarta temporada de "24 Horas", vai interpretar Sajida, uma das esposas de Saddam.
Saddam escreve livro de poesia na prisão
O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein acaba de terminar um novo livro de poesias e "tem o moral muito alto", disse um de seus advogados, Mohammed Salah Armuti, que se reuniu com ele em Bagdá.
Armuti, entrevistado hoje pelo diário jordaniano Alarab Alyawm, explica que "o presidente nos disse que acaba de terminar a redação de um novo livro em 28 de dezembro e que passa o tempo lendo, escrevendo e recitando o Corão".
O livro contém principalmente poesias e crônicas, explicou o advogado, líder do Colégio Jordaniano de Advogados, que está em Bagdá.

De lá explicou ao jornal que se reuniu no domingo passado durante cinco horas com Saddam, junto a um grupo de outros sete advogados árabes e não-árabes, para preparar a próxima sessão do julgamento contra ele, programada para amanhã.
Saddam se queixou a seus defensores de ter sido "isolado do mundo exterior" por seus carcereiros americanos e lamentou não saber "o que está acontecendo fora daqui".

"No entanto, encontramos o presidente com o moral muito alto, lhe pusemos em contato com os principais assuntos do Iraque, do mundo e da região árabe, em particular da resistência (iraquiano), das pressões contra a Síria e da crise nuclear iraniano".
Em referência aos conflitos da região, Saddam disse a seus advogados que os países árabes são culpados de permitir a "ingerência" do Irã na política iraquiana e a participação do país vizinho na "ocupação" do Iraque.
"O perigo iraniano persiste, porque os iranianos guardam rancores históricos contra os países árabes e islâmicos", disse Saddam, segundo a versão do advogado.
De acordo com o ditador hoje preso, foi o "perigo iraniano" o que justificou a guerra de oito anos que ele declarou em 1980 contra o vizinho persa.
Saddam também disse que "é natural que a Síria sofra pressões em troca das atitudes nacionalistas e panarabistas do presidente (Bashar) Al-Assad", segundo Armuti.

"Os Estados Unidos tem planos contra todos os estados árabes", afirmou Saddam, segundo o advogado.

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI845590-EI865,00.html

domingo, 15 de julho de 2007

FEMINISTAS AFEGÃS ON LINE



A televisão é banida sob o regime do Taliban

Feministas Afegãs On Line

A RAWA quer publicar a situação das mulheres afegãs
Um grupo de feministas afegãs tem usado a internet para chamar a atenção sobre as atrocidades e abusos dos direitos humanos cometidos contra as mulheres sob o regime do Taliban.
A Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA) fixada em Peshawar, no vizinho Paquistão, elas esperam que a website aumente a consciência internacional sobre a condição ruim das mulheres no Afeganistão.
A RAWA diz que tem aproximadamente 2000 membros que trabalham tanto dentro como fora do Afeganistão.
Elas secretamente educam meninas e conseguem fundos para ajudar mulheres que são proibidas pelo Taliban de trabalharem.
A Website não é para os sensíveis.
Contém muitas fotografias tiradas pela RAWA que mostram as atrocidades contra as mulheres, que aparentemente estas fotografias foram contrabandeadas do Afeganistão.
Sob o regime do Taliban, as mulheres são banidas de trabalharem fora de seus lares.
O regime fundamentalista tem também proibido as escolas e universidades e forçaram as mulheres a se vestirem da cabeça aos pés.
A Assistência Médica é segregada e frequentemente é difícil para as mulheres serem tratadas por um médico homem.
E o Taliban advertiu pelo rádio que as mulheres não obedientes seriam punidas no rosto.
Uma porta-voz da RAWA disse a agência de Notícias BBC que elas não tinham muita ajuda dentro do Afeganistão mesmo com as facilidades da Website, por causa dos "vigilantes" do Taliban.
"O nosso maior propósito, portanto, é acordar o mundo para saber sobre a condição das mulheres no Afeganistão".
Assistência Técnica e treinamento para a Website foram providos pelos homens, mas o site é mantido e desenvolvido por mulheres.
Ameaças
A porta-voz disse que a RAWA recebeu ameaças via internet, muitas delas foram vulgares e impúdicas; mas ela acrescentou: a website precisa de visitantes e publicidade.
As mulheres são incentivadas a não retrucarem com violência.
Mas, tanto dentro do Afeganistão como no Paquistão, muitos grupos tem levado a cabo sua tarefas em segredo e isto pode ser perigoso.
A porta-voz disse que a RAWA emitiu uma "fatwa" ou sentença islâmica contra os seus membros.
"Eles ordenaram sua forças a prenderem os membros da RAWA e as apedrejarem em público até a morte" diz a porta-voz.
As mulheres dizem que muitas delas tiveram sorte, muitas ativistas foram presas, mas mais tarde foram soltas.
'Status Marginalizado'
As Nações Unidas fizeram uma reportagem em Outubro do ano passado sobre o extremismo religioso em que as mulheres no Afegansitão foram reducidas a um status marginalizado, foram atormentadas pela exclusão nos campos social, econômico e cultural.
A organização dos direitos humanos, a Anistia Internacional, disse numa reportagem que sob o regime do Taliban, as mulheres eram punidas pelas violações de seu código islâmico, as penalidades eram apedrejamentos até a morte.
A própria WebSite do Taliban diz que a mídia internacional está distorcendo a situação no país e que eles estão "incentivando completamente o desenvolvimento das mulheres nos campos social, econômico e cultural" no emprego, na educação e outras áreas.
Imagens reproduzidas com a gentil permissão da RAWA.

De:
http://news.bbc.co.uk/hi/english/world/south_asia/newsid_1235000/1235583.stm
Meena (1956-1987)
RAWA's martyred founder

If you are freedom-loving and anti-fundamentalist, you are with RAWA. Support and help us.

Biografia da Martire Meena-Fundadora Líder da RAWA
Meena (1957-1987) nasceu em 27 de Fevereiro de 1957 em Kabul. Os estudantes de Kabul e de outras cidades afegãs contemporâneos de Meena eram fortemente engajados com ativismo social e movimentos emergentes de massa. Ela deixou a Universidade para se dedicar ao trabalho social de organizar e educar mulheres. No seu intuito de obter o direito à liberdade de expressão e exercer atividades políticas, Meena fundou a RAWA em 1977. Esta organização tem a função de representar a expressão do pensamento das mulheres afegãs, oprimidas e silenciadas. Em 1979, Meena iniciou uma campanha contra as forças russas presentes em território afegão e seu regime controlador, organizando inúmeras reuniões em escolas, faculdades e na Universidade de Kabul para mobilizar a opinião pública. Outro importante serviço conquistado por ela a favor das mulheres afegãs foi o lançamento, em 1981, da revista bilíngüe Payam-e-Zan (Mensagem das Mulheres), através da qual a RAWA tem corajosamente divulgado as causas da população feminina afegã.
Payam-e-Zan mostra constantemente a natureza criminosa dos grupos fundamentalistas. Meena fundou também as Escolas Watan para crianças refugiadas, um hospital e centros de artesanato para mulheres refugiadas no Paquistão com o objetivo de apoiar financeiramente as mulheres afegãs. No final de 1981, a convite do governo da França, Meena representou o movimento de resistência afegã no Congresso do Partido Socialista Francês. A delegação soviética no Congresso, liderada por Boris Ponamaryev, saiu do hall envergonhada enquanto os participantes comemoraram quando Meena começou a fazer o sinal v de vitória. Além da França, ela também visitou vários outros países europeus, nos quais encontrou suas personalidades eminentes. Seu trabalho social ativo e sua advocacia efetiva contra as idéias fundamentalistas e o regime controlador russo provocaram a ira das forças russas e fundamentalistas, e ela foi assassinada por agentes da KHAD (a organização afegã da KGB) e seus parceiros fundamentalistas em Quetta, no Paquistão, em 4 de fevereiro de1987.


Livro sobre Meena


Tradução de Parte de um poema de Meena.

Eu nunca retornarei

Eu sou a mulher que acordou

Eu resurgi e me tornei a tempestade das cinzas das minhas crianças queimadas

Eu resurgi das marcas do sangue dos meus irmãos

A colera da minha nação me deu forças

Minhas vilas queimadas e aruinadas me encheram de odio contra o inimigo

Oh compatriota, nao me julgues fraca e incapaz,

Minha voz se juntou a milhares de mulheres resurgidas

Meu punho se juntou com punhos dos meus compatriotas

Para acabar com todo esse sofrimento, todas as formas de escravidao

Eu sou a mulher que acordou

Eu encontrei o meu caminho e nunca mais retornarei.


Texto completo do poema em: [ingles] [persa] [frances] [espanhol] [italiano] [japones] [grego]

Meena's voice - A voz de Meena

I'll Never Return a poem by Meena declaimed by herself (in Persian) (Eu nunca retornarei um poema de Meena declamado por ela (em Persa)
Click here to download Mp3 (2,848 KB, 3:28 Min)Click here to download Wave (1,221 KB, 3:28 Min)

http://www.rawa.us/movies/meena.htm

RAWA - ASSOCIAÇÃO REVOLUCIONÁRIA DAS MULHERES DO AFEGANISTÃO


RAWA - Associação Revolucionária da Mulheres do Afeganistão

Procuro com este post conscientizar as pessoas e lembra-las da infeliz situação em que se encontram essas pobres mulheres.

"Desde que tomou o Afeganistão, em 1997, o grupo islâmico Taliban tem imposto terríveis regras de restrição às mulheres - fechando escolas e hospitais, banindo as mulheres do mercado de trabalho e exigindo que se vistam com o "burqa", vestimenta que as cobre dos pés à cabeça, inclusive o rosto. Hoje, as mulheres são completamente privadas do direito à educação, ao trabalho, o direito de ir e vir, do direito à saúde, do direito ao recurso legal, do direito ao lazer, e do direito de ser humana. O espancamento de mulheres por razões "disciplinares", pelo mínimo pretexto (por caçarem sapatos com cores vibrantes, por mostrarem calcanhares desnudos, por aumentarem as vozes ao falar, pelo seu riso alcançar os ouvidos de homens desconhecidos ou pelo ruído dos seus sapatos ao andar etc.) é uma rotina no Afeganistão do Taliban. A RAWA, Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão, é a única organização política/social feminista das mulheres afegãs, anti-fundamentalista, que luta pela paz, liberdade, democracia, e pelos direitos das mulheres no maligno fundamentalismo afegão."

Site do RAWA: http://www.rawa.org/

Versão em português: http://www.rawa.org/portuguese.htm

Mais algumas traduções: http://www.mulher.org.br/afeganistao/


Eu sei que o que estou tentando fazer, divulgando a associação não é muita coisa, mais prefiro fazer pouco do que não fazer nada.


MULHERES AFEGÃS FORA DA ESCURIDÃO

A imagem da cidade de Cabul mudou. Há quatro anos, na anarquia pós queda do regime taliban, não se viam mulheres na rua. Apenas burkas, ondulantes, vestes azuis que retiravam a existência às mulheres. Timidamente os tempos são de mudança. Elas, sobretudo as mais novas, arriscam mostrar o rosto. Não prescindem dos véus ou dos lenços e das saias que lhe escondem as formas até aos pés, mas ganharam expressão. E a cidade está diferente. Claro que Cabul é a cidade afegã mais vulnerável à pressão internacional. Na província a tradição ainda dita as regras, e as regras incluem a burka. É por isso que Aliema, uma jovem de 20, está cheia de sorte. Não usa burka, quer estudar engenharia civil para construir edifícios bonitos no seu país - e o pai autoriza.

As mulheres do Afeganistão educam e se organizam em defesa dos direitos humanos.
Elas vem de uma terra onde as mulheres estão sendo confinadas a escuridão, então Sajeda Hayat e Sehar Saba, para sua própria segurança, precisam permanecer nesta escuridão.
É o alerta do governo fundamentalista Taliban no Afeganistão.

Elas viajam usando pseudônimos e tiram fotos discretamente.

Mesmo assim essas duas jovens se recusam a ficar em silêncio.
Juntando líderes da "Não Violência", o grupo de resistência anti-Taliban, chamada de RAWA, sigla em inglês que significa "Associação Revolucionária das mulheres do Afeganistão", Hayat e Saba tem vivido quase todas as suas vidas como num exílio.
As meninas foram forçadas a fugir para o vizinho Paquistão no começo dos anos 80 durante a invasão soviética no Afeganistão. Foram nos campos de refugiados paquistaneses que elas atingiram a maioridade e aprenderam sobre o trabalho da RAWA, isso para valorizar a mulher afegã.
No final da recente viagem aos Estados Unidos, Hayat e Saba falaram a Amnesty Now sobre o seu trabalho.

A especialista Margaret Ladner que é coordenadora e que representa o Afeganistão na Anistia Internacional dos Estados Unidos no Sul da Ásia conduziu a entrevista.
Amnesty Now: O que é a RAWA e quais os objetivos da organização?
Hayat:
A RAWA foi fundada em 1977 para lutar pelos direitos das mulheres no Afeganistão, porque mesmo antes da invasão soviética e antes dos fundamentalistas, as mulheres eram vendidas como gado. Mas enquanto o país era ocupado pela Rússia, a RAWA mudou sua organização política, porque nós acreditávamos que todas as pessoas tem algum direito a liberdade, isso foi um grande significado para falar sobre os direitos das mulheres. E isso é verdade hoje, porque nós devemos falar sobre os direitos humanos, qualquer pessoa no Afeganistão é privada de muitos direitos básicos. Nós acreditamos que o governo deve ser baseado no secularismo e na democracia.
AN:
Vocês estão fixadas hoje no Paquistão?
Hayat:
No começo dos anos 80 a RAWA transferiu parte das suas atividades para o Paquistão por causa da difícil situação no Afeganistão devido ao regime soviético.
Naquele tempo nós estabelecemos programas seculares, nós tínhamos também uma clínica para mulheres e crianças refugiadas, estabelecemos cursos de enfermagem, literatura e outros cursos para ensinar as mulheres a terem os seus direitos.

AN: A RAWA ainda é capaz de operar dentro do Afeganistão?
Hayat:
É claro, os membros da RAWA especialmente dentro do Afeganistão tem muitos riscos. Até mesmo no Paquistão, durante uma demonstração em 1998, A RAWA foi atacada pelo Taliban. Isso é o porque que nós temos que ter muito cuidado, não somente no Afeganistão mas também no Paquistão.
No Afeganistão, nós temos salas de aula instaladas em casas, cursos de literatura, especialmente para viúvas que não tem parentes homens. Nós a capacitamos para ganhar algum dinheiro.

AN: O quão são ruins as condições para as mulheres no Afeganistão?
Saba:
A situação já não era boa antes mesmo dos fundamentalistas quando eles tomaram o poder. Mas desde 1992 o Afeganistão é como uma grande prisão, especialmente para as mulheres. As mulheres são banidas de todas as atividades públicas, elas não podem ir a escola e nem trabalhar, não podem ir ao médico sem serem acompanhadas por um parente do sexo masculino e elas precisam usar o " Burka " para cobri-las totalmente.
AN:
Vocês tem falado sobre serviços para ajudar as mulheres, mas a RAWA também leva em conta ações políticas?
Saba:
Nós queremos isso o quanto nós fazemos para as mulheres, então nós temos muitas atividades, como por exemplo, demonstramos a nossa causa no dia 28 de Abril, o dia em que os fundamentalistas tomaram o poder, o dia mais negro da história do Afeganistão.
AN: O que vocês levaram em conta durante a viagem que fizeram aos Estados Unidos?
Saba:
Foi realmente uma grande oportunidade para a nossa organização, porque foi a primeira vez que a RAWA veio para os Estados Unidos e nós estamos muito agradecidas.
Estivemos em mais de 15 universidades e falamos com pessoas muito prestativas, havia uma menina de 16 anos de New Hampshire e ela organizou uma demonstração na sua escola no dia 28 de Abril condenando todas as atrocidades humanas no Afeganistão.Ela nos convidou para sua escola, foi a maior reunião que tivemos em 2 meses.
AN: Como nós dos Estados Unidos, podemos ajudar?
Hayat:
Não somente grupos de direitos humanos, mas pessoas do mundo inteiro podem fazer muito. Claro que organizações de direitos humanos como a Anistia Internacional, podem fazer mais, desde que eles estejam ativos nestes campos. Mas indivíduos americanos podem por exemplo ajudar a RAWA com diferentes projetos; um dólar faz diferença, pode prover um caderno, uma caneta ou um lápis.
AN: Como cada uma de vocês se envolveu nesta vida perigosa?
Hayat:
Eu me tornei membro com 17 anos, mas antes disso eu já ia para a escola da RAWA e minha mãe era um membro.
Saba: Eu também era muito jovem quando entrei para a escola da RAWA, isso foi em 1994, os professores eram membros da RAWA e além de ensinar, eles falavam sobre o direito das mulheres, eu me envolvi nessas atividades e me juntei como membro quando eu estava com 17 anos, agora eu estou no Comitee Estrangeiro e ensino em uma de nossas escolas num campo de refugiados.
AN: Os amigos e a família incentivam vocês?
Saba:
Sim, a minha família. Minha mãe é membro da RAWA, meus pais e meus irmãos são muito prestativos. Mas não são todos os meus parentes, alguns deles são contra o meu trabalho.
Hayat: Para mim também, meus pais são muito prestativos com o meu trabalho. Todas as minhas irmãs e meus irmãos estão involvidos na RAWA. Alguns de meus parentes não sabem, mas muitos deles são prestativos, mesmo meu avô e minha avó, eles são muito tradicionais.
AN:
Vocês já sentiram medo nas suas vidas?
Hayat:
Nós não sentimos medo, mas temos que ser muito cautelosas, se nós tivéssemos medo não escolheríamos este caminho, nós sabemos que a luta necessita de sacrifício.
AN: Como vocês tentam amenizar o perigo?
Saba:
Dentro do Afeganistão, todos os lugares que os membros da RAWA vivem são subterrâneos e o mesmo ocorre no Paquistão. Nós temos que por exemplo mudar a toda hora de casa e não deixar que o governo do Paquistão e nem os fundamentalistas saibam onde estamos.
AN:
Tem alguma mensagem que vocês gostariam de transmitir para os membros da AIUSA?
Hayat:
Eu acho que deveria dizer ao mundo o que está acontecendo no Afeganistão.
Saba:
E diga para as pessoas do Afeganistão que eles não estão sozinhos e que não serão esquecidos.


Para mais informações sobre os direitos da mulheres afegãs, contate a AIUSA, programa de direitos humanos das mulheres em Nova York ou visite o site da RAWA (http://www.rawa.org)

Amnesty Now, Uma publicação da Anistia Internacional, EUA, (outono 2000).

http://sic.sapo.pt/online/institucional/No_pais_das_burkas.htm

RESOLUÇÃO DA RAWA

Resolução da RAWA sobre os ataques terroristas aos Estados Unidos
O Povo do Afeganistão não tem nada a ver com Osama e os seus cúmplices
A 11 de Setembro de 2001 o mundo ficou perplexo perante os horríveis ataques aos Estados Unidos da América.
A RAWA alinha com o resto do mundo expressando a sua dor e condenando este acto bárbaro de violência e terror.
A RAWA já tinha, inclusive, avisado que os Estados Unidos não podiam apoiar as facções fundamentalistas islâmicas mais traiçoeiras, criminosas, antidemocráticas e machistas existentes porque, depois de tanto os Taliban como os Mujahid terem cometido todo o tipo de crimes horrendos contra o nosso Povo, não teriam certamente nenhum tipo de problemas em cometer o mesmo tipo de crimes contra o Povo Americano, que eles consideram infiel.
Aliás, para se poderem manter no poder, estes bárbaros assassinos estão dispostos a seguir qualquer via assassina.
Mas infelizmente temos que assumir que foi o próprio governo dos Estados Unidos que apoiou o ditador paquistanês Gen. Zia-ul Haq.
A criar milhares de escolas religiosas que vieram a formar os primeiros Taliban.
Similarmente, como é claro para todos, Osama Bin Laden era o menino dos olhos da CIA.
Mas o mais espantoso é que os políticos norte americanos ainda não aprenderam a lição com a sua política no nosso país e continuam a apoiar esta ou aquela facção fundamentalista.
Na nossa opinião, qualquer tipo de apoio a qualquer fundamentalista, seja Taliban ou Mujahid, é um atentado aos direitos das mulheres e aos direitos humanos.
Confirmando-se que os suspeitos autores dos ataques terroristas estão fora dos Estados Unidos, provar-se-á uma vez mais a nossa constante denúncia de que os terroristas fundamentalistas devorarão os seus criadores.
O governos dos Estados Unidos deveria pensar bem nas causas de fundo deste acontecimento, que não o primeiro nem será o último.
Os Estados Unidos devem, duma vez por todas, acabar com o seu apoio aos terroristas afegãos e seus apoiantes.
Agora, porque os os Taliban e Osama Bin laden são os principais suspeitos aos olhos dos oficiais de guerra americanos, vão os Estados Unidos submeter o Afeganistão a uma ofensiva militar similar à de 1998 e matar milhares de inocentes afegãos por crimes cometidos apenas pelos Taliban e Osama Bin Laden?
Será que os Estados Unidos pensam que, aniquilando milhares de vidas de afegãos pobres e inocentes, atingirão as reais causas de fundo do terrorismo?
Ou será que se incentivará ainda mais esse terrorismo?
Do nosso ponto de vista, uma grande e indiscriminada ofensiva militar sobre uma nação, há mais de duas décadas, enfrenta permanentes desastres e está quase totalmente destruída, não é nenhum motivo de orgulho.
Não pensamos sequer que um ataque desta natureza seja o desejo da maior parte dos cidadãos americanos.
O Governo Americano e os seus cidadãos deviam saber que há uma grande diferença entre o pobre e destroçado povo afegão e os terroristas criminosos Mujahid e Taliban.
Reafirmamos a nossa solidariedade e apresentamos as mais profundas condolências ao povo norte americano, mas mantemos que a sua tristeza não será nunca aliviada por o Afeganistão ser atacado e o seu martirizado e desamparado povo ser assassinado.
Esperamos sinceramente que o grande povo americano saiba diferenciar o povo afegão duma mão cheia de terroristas fundamentalistas.
Os nossos corações estão com eles.
Fim ao Terrorismo!
Associação Revolucionária da Mulher Afeganistão (RAWA)
14 de Setembro de 2001
http://www.rawa.org/ny-attack_pr.htm

sábado, 14 de julho de 2007

GRUPO REVOLUCIONÁRIO QUE ENFRENTA O TALIBÃ


RESISTÊNCIA
Grupo revolucionário enfrenta o Taliban
Andrea Assef
Mas você vai saber também que nem tudo está perdido. No meio desse cenário árido de desesperança, surge uma resistência. É a Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (Rawa), uma entidade formada por duas mil mulheres que vivem na clandestinidade dentro e fora do Afeganistão. A Rawa foi fundada em 1977, em Cabul, por um grupo de intelectuais afegãs lideradas por Meena (para proteger os familiares, elas não usam o sobrenome), com o objetivo de lutar contra a invasão soviética. Dez anos depois, Meena, com apenas 30 anos, foi assassinada por agentes da KGB, a polícia secreta da União Soviética. Atualmente, a Rawa, que transferiu a sua sede para Quetta, no Paquistão, representa a única força de oposição aos homens do Taliban. A principal tarefa da Rawa é atender os 2,6 milhões de refugiados afegãos. Nos campos de refugiados, a Rawa mantém hospitais e escolas para meninas e meninos. Mesmo sob a intensa vigilância Taliban, a entidade atua secretamente no Afeganistão. Escolas clandestinas para meninas e assistência médica para mulheres nas áreas mais remotas do país são as principais ações dessas bravas guerreiras.
DINHEIRO conversou com uma das líderes do Rawa, a afegã Mehmooda, que vive num campo de refugiados no Paquistão. Ela, assim com todas as integrantes do Rawa, vem recebendo ameaças de morte.
“Não vamos desistir nunca”, avisa. Ninguém melhor do que Mehmooda para contar o que está ocorrendo com a economia do Afeganistão, devastada por essa exclusão social das mulheres afegãs. “O Aiatolá Khomeini, o horrível tirano do Irã, disse certa vez: ‘a economia pertence às bestas.’ Assim pensam também os talibans”, explica Mehmooda.
Contatos para contribuição à causa da mulher afegã podem ser feitos pelo e-mail (rawa@rawa.org) ou por carta P.O.Box 374, Quetta, Paquistão.
http://www.dinheironaweb.com.br