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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

CONVOCAÇÃO DO PRESIDENTE SADDAM HUSSEIN

“Que todos vocês protejam a terra natal e se engajem na resistência”

“Não os deixem tomar seu petróleo e sua riqueza.”

A defesa da pátria é um dever nacional e religioso.


“Eu os convoco, filhos do Iraque, a transformar as mesquitas em centros de resistência e a garantir o triunfo da religião, do Islã e da pátria, e a fazer o inimigo sentir que vocês o odeiam por meio de palavras e de ato”.


Iraquiana beija a foto de Saddam na capital do Iraque!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Só a resistência iraquiana é legal









No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - Armada, Política e Civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.


Só a resistência iraquiana é legal


Hana Albayaty, Abdul Ilah Albayaty, Ian Douglas(Comitê do Tribunal de Bruxelas)

05 de outubro de 2006
(original disponível em
http://www.brusselstribunal.org/ResistanceLegal.htm)


A ocupação do Iraque, dirigida pelo EUA, é uma viela sem saída política, nem militar, nem moral, nem econômica.
A Resistência Popular Nacional no Iraque é a única legal e legítima representação do povo iraquiano e da República do Iraque.
Só a resistência popular nacional pode e tem autoridade para decidir o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Em 2005, o Júri de Consciência do Tribunal Internacional sobre o Iraque (1) estabeleceu claramente a ilegalidade e imoralidade da invasão, ocupação e destruição do Iraque como um Estado e como uma nação, capitaneadas pelo EUA.

A legalidade está com o Iraque.
Enquanto a plêiade de ilegalidades cometidas pelo EUA no Iraque continua desenfreada, a lei internacional afirma:
- A ocupação do Iraque comandada pelo EUA é expressamente proibida sob a lei internacional, intituindo mudanças objetivadas a alterar permanentemente as estruturas fundacionais do Estado Iraquiano, incluindo as instituições judiciárias, econômicas e políticas e o tecido social (2).

Ademais, e dado que a invasão do Iraque em 2003 foi inequivocadamente ilegal sob a lei internacional, são ilegais não apenas a Constituição Permanente designada pelo EUA e a Assembléia Nacional, mas toda lei, tratado, acordo e contrato assinados no Iraque desde o início da invasão ilegal e subsequente ocupação.

Todos os Estados são obrigados, sob o direito internacional, a não reconhecer como legais as consequencias de atos ilegais levados a cabo por outros Estados. (3)
- A ocupação comandada pelo EUA é proibida, sob o direito internacional, de firmar quaisquer contratos de longo prazo que não tenham o acordo de um governo iraquiano soberano representando o soberano povo iraquiano (4).

Dado que, por definição, tal governo não pode existir sob ocupação, todos os intentos de vincular o futuro do petróleo iraquiano a multinacionais estrangeiras - particularmente por meio dos desfavoráveis “Acordos de Produção Compartilhada (PSAs) (5) - são ilegais, sem validade, efeito ou valor.
- A ocupação comandada pelo EUA é inequivocadamente proibida, sob o Direito Internacional, de promover ou permitir a divisão do Iraque em três ou mais unidades federais (6).

Tal resultado seria uma grave violação das leis de guerra que regem a ocupação beligerante.

É igualmente ilegal que a ocupação comandada pelo EUA engendre e fomente conflitos étnicos e sectários com o fim de levar a cabo políticas opostas aos interesses do povo iraquiano (7).
- Tendo as políticas da ocupação comandada pelo EUA fracassado, as autoridades da ocupação não têm o direito de intentar sujulgar os iraquianos pela força. Conduzindo operações punitivas que indiscriminadamente afetam civis ao longo de cidades inteiras - por exemplo os planos em curso para pacificar Baghdad pela quarta vez - são ilegais e puníveis sob o direito internacional (8).

A ocupação capitaneada pelo EUA e por seus mandatários feudais impostos, estão perpetrando punições coletivas, crimes contra a humanidade, utilizando armas proibidas e violando as leis de guerra ao não reconhecer os combatentes da resistência como combatentes (9).
- A campanha em curso de assassinatos, torturas, violações e terror contra os cidadãos sunitas do Iraque, incluindo a operação de esquadrões da morte financiados pelo EUA, constitui genocídio sob a Convenção sobre Genocídio de 1951 (10).

O fracasso das forças de ocupação em proteger, como são obrigados sob a lei internacional, o direito à vida e em assegurar a segurança de todos os cidadãos iraquianos - independemente de crenças confessionais ou outras singularidades - constitui Crime de Guerra e Crime contra a Humanidade (11).


- Só a resistência popular nacional é legal no Iraque.


Sua legalidade e legitimidade é baseada em numerosos instrumentos do Direito Internacional, incluindo documentos fundamentais e determinantes como a Carta das Nações Unidas (12).

Deveria ser reconhecida como um exército combatente e como a continuidade do Estado Iraquiano.

Só a resistência é legal
No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - armada, política e civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.
A total responsabilidade pelos desastres que se têm causados sobre o povo iraquiano recai sobre o EUA e seus fracassados “processo político” e medidas de segurança. Nenhuma escalada militar pode prover uma solução.

A ocupação deve acabar, e acabar já.
_____________________________________Notas dos autores e de IraqSolidaridad (
www.iraqsolidaridad.org)

1. Clique aqui para acessar, em espanhol, o documento final da sessão de Istambul do Tribunal Internacional sobre o Iraque, de 24 a 27 de junho de 2005.
2. Artigos 43 e 55 da Convenção de Haia IV, 1907, relativos às leis e costumes da guerra terrestre;

artigos 54 e 64 da Convenção de Genebra IV, 1949, sobre a proteção de civis em tempos de guerra.
3. Artigo 41(2) dos Artigos Preliminares sobre Responsabilidade Estatal da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, representando a norma do direito internacional consuetudinário (e adotada na Resolução 56/83 da Assembléia Geral das Nações Unidas de 26/01/2002, “Responsabilidade dos Estados por Atos Internacionalmente Ilícitos”), impede os Estados de se beneficiarem de seus próprios atos ilegais:

“Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação (de uma obrigação derivada de uma norma obrigatória do Direito Internacional geral)” (destaque do autor);

Seção III(e), Resolução 36/103 da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.
4. Resolução 1803 (XVII) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Soberania Permanente sobre Recursos Naturais”.
5. Veja-se em IraqSolidaridad: “Em 2006 será aprovada uma nova lei de hidrocarbonetos. EUA insta governo iraquiano a liberalizar o setor petrolífero” (
http://www.iraqsolidaridad.org/2006/docs/econ_6-09-06.html), e ligações relacionadas.
6. Em 11/10/2006 o parlamento iraquiano dava sinal verde à lei que permitirá o estabelecimento de regiões autônomas no Iraque.
7. Resolução 1514 (XV) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1960, “Declaração sobre a Concessão de Independência aos países e povos coloniais”.
8. Artigo 50 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907; artigo 33, Convenção de Genebra IV, 1949: “Estão proibidas as punições coletivas e qualquer medida de intimidação ou de terrorismo”;

artigo 51, Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977.
9. Artigo 3 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907: “As forças armadas das partes beligerantes podem consistir em combatentes e não-combatentes. Em caso de captura pelo inimigo, ambos têm direito a serem tratados como prisioneiros de guerra”.
10. Artigos 2 e 3 da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, 1951.
11. Princípio VI, Princípios do Direito Internacional Reconhecidos na Carta do Tribunal de Nuremberg e no Julgamento do Tribunal, adotado pela Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, 1951.
12. Os direitos à autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional, e soberania sem interferência externa foram afirmados numerosas vezes por uma série de organismos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembléia Geral, a Comissão de Direitos Humanos, a Comissão de Direito Internacional e a Côrte Internacional de Justiça.

O princípio da autodeterminação prevê que quando se suprime estes direitos pela força, pode-se fazer uso da força para opôr-se e conseguir a autodeterminação.

A Comissão de Direitos Humanos tem rotineiramente reafirmado a legitimidade da luta contra a ocupação com todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução nº 3, XXXV, dessa Comissão, 21/02/1979).

Expressamente, a Resolução 37/43 da Assembléia Geral, adotada em 03/12/1982: “Reafirma-se a legitimidade da luta dos povos por independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação da dominação colonial e estrangeira, por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada” (Ver também as Resoluções da Assembléia Geral 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 e 32/154).

O artigo 1(4) do Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977, considera as lutas por autodeterminação como situações de conflito armado internacional.

A Declaração de Genebra sobre o Terrorismo estabelece: “Como reiteradamente reconhecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas, os povos que estão lutando contra dominação colonial, ocupação estrangeira e regimes racistas, no exercício do seu direito a autodeterminação têm o direito de usar a força para conseguir seus objetivos nos marcos do Direito Internacional Humanitário.

Tal uso legal da força não pode ser confundido com atos de terrorismo internacional”.

No exercício do seu direito a autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito “de lutar…e buscar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta [das Nações Unidas]” e, em conformidade com a Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados.

É nesses mesmos termos que o artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução 3314 (XXIX) da Assembléia Geral, 14/12/1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira.

A Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados (Resolução 2625(XXV) da Assembléia Geral) cita o princípio de que “Os Estados se absterão em suas relações internacionais, da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra atuação incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.

O reconhecimento, pela ONU, da legitimidade da luta dos povos sob dominação ou ocupação colonial e estrangeira está em consonância com a proibição geral do uso da força consagrado como princípio fundamental da Carta das Nações Unidas, porque um Estado que forçosamente subjuga um povo a dominação colonial e estrangeira está cometendo um ato ilegal tal como definido no Direito Internacional, e o povo submetido, no exercício de seu inerente direito a autodefesa, lutará para defender e conseguir seu direito a autodeterminação.
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Luta Internacional

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

CONTRA A EXECUÇÃO DAS TRÊS RESISTENTES IRAQUIANAS

Contra a execução de três resistentes iraquianas

"As execuções dos que eles chamam 'terroristas' e 'criminosos' têm ocorrido às dúzias desde há um ano para cá.
Uma execução pública teve lugar em Mossul, no norte do Iraque, há dois meses.
Todavia, é a primeira vez que se ouve falar da condenação de mulheres à morte".
Haifa Zangana, escritora e Resistente Iraquiana
Wassan Talib, de 31 anos, Zainab Fadhil, de 25 anos, e Liqa Omar Muhammad, de 26 anos, podem ser enforcadas a qualquer momento, todas condenadas por “atentado contra bens públicos” por um governo que nem sequer é capaz de fornecer energia eléctrica mas enche as ruas de cadáveres.
Estão em Bagdade, na prisão de Al-Kadhimiya.
Duas delas têm filhos pequenos consigo.
A filha de um ano de Liqa nasceu na prisão.
As três mulheres negam as acusações que lhes podem valer a forca.
O parágrafo 156 do Código Penal Iraquiano, nos termos do qual foram julgadas, diz: “A pessoa que voluntariamente cometer um acto com intenção de violar a independência do país ou a sua unidade ou a segurança do seu território e que, pela sua natureza, originar essa violação é punível com pena de morte”.
O governo “fantoche” acusa estas mulheres pelos crimes que ele próprio comete.
Nenhuma das três mulheres foi autorizada a comunicar com um advogado.
Os julgamentos a que foram sujeitas são ilegais à luz das leis internacionais.
As três mulheres são prisioneiras de guerra, cujos direitos são protegidos pela Terceira Convenção de Genebra.
Executá-las seria, não apenas ilegal e sumário, mas completamente imoral.
A civilização mundial reprova a pena de morte, mas os líderes feudais do Iraque fazem das suas execuções um espectáculo público.
Num país onde é evidente não existir um Estado nem um sistema judicial, a ocupação e o seu governo fantoche servem-se, como todos os regimes repressivos na história, de falsos tribunais para exterminar quem se lhes opuser.
Não pode haver um julgamento legal onde não existem as condições civilizacionais para um processo justo, no mínimo com a presença e a segurança de haver advogados.
As mulheres iraquianas são o legado da vida da nação iraquiana.
Ao contrário, o governo instalado pelos EUA, com o seu carácter retrógrado, apenas impõe uma cultura da morte.
No Iraque, que era o país mais progressista da região quanto aos direitos das mulheres, a invasão dos EUA fez eliminar todas as protecções legais.
Os EUA e os seus conspiradores locais, provocando a existência de centenas de milhares de viúvas e reduzindo a vida no Iraque a uma luta pela sobrevivência, colocaram as mulheres na sua mira e agora no cadafalso.
As mulheres são sempre as primeiras e as últimas vítimas da guerra.
Nós admiramos os inumeráveis actos de resistência das mulheres iraquianas, pela sua reacção à cultura de violações, torturas e assassinatos dos EUA e das tropas iraquianas, pela força moral com que continuam a gerar a vida no meio do genocídio promovido pelo Estado, pela dignidade com que tentam assegurar alguma normalidade aos seus filhos e famílias, pela coragem com que sepultam os maridos, os filhos, as filhas ou os irmãos, ou pela acção directa com que enfrentam uma ocupação militar ilegal e falhada.
Exigimos a libertação de Wassan, de Zainab e de Liqa, e de todos os presos políticos do Iraque.
Apelamos a todas as pessoas, organizações, parlamentos, trabalhadores, sindicatos e Estados para que deixem de reconhecer este governo iraquiano, sectário e favorável à ocupação.
Apelamos a que se promovam de imediato protestos em todas as embaixadas do Iraque no mundo.
Não há honra nenhuma no assassínio de mulheres.
A ocupação é a pior das formas de ditadura.
Não são estas três mulheres quem deveria ser acusado em tribunal; é, isso sim, este governo e o seu promotor estrangeiro.
Hana Albayaty
Ian Douglas
Abdul Ilah Albayaty
Iman Saadoon
Dirk Adriaensens
Ayse Berktay
É vital denunciar a condenação à morte das resistentes iraquianas.
Importa repudiar mais esta barbaridade, informar o maior número de pessoas de mais este horror e compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença.
Mais informações em Tribunal Iraque.
# Servido por Dolores Ibárruri pelas 17:20
Comments:
é cada vez mais óbvio que a ocupação americana do iraque não trouxe nada de bom para o povo iraquiano.uma mão cheia de privilegiados enchem os bolsos de dinheiro e as mãos de sangue.as mulheres são um grupo particularmente vulnerável (veja-se a notícia do DN de hoje (http://dn.sapo.pt/2007/02/24/internacional/cem_anos_prisao_para_militar_violou_.html).mas tão capazes de resistir e combater a opressão.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Saddam Hussein e o Povo Iraquiano

Seiscentos líderes iraquianos repelem corte de Bush e exigem devolução do Poder a Sadam

Seiscentos líderes tribais de todas as regiões do Iraque – norte, sul e centro - divulgaram no dia 6 uma carta dirigida aos parlamentares do Partido Democrata dos EUA,
em que denunciam a sentença de morte contra o Presidente Sadam Hussein, repudiam o tribunal de Bush, exigem sua libertação e retorno ao poder.

“Nós, como representantes da maioria do povo iraquiano, acreditamos que Sadam Hussein é o único presidente legítimo do Iraque.
Os EUA o encarceraram como prisioneiro de guerra, apesar de ser contrário à lei internacional levá-lo a uma corte ilegal e a um julgamento injusto”, apontou a mensagem.
O documento acrescenta que “por todos esses anos, desde março de 2003, a maioria do povo iraquiano crê que a segurança e estabilidade do Oriente Médio não será conseguida, a menos que o Presidente legítimo do Iraque, Sadam, retorne ao poder.”
“A propósito, queremos informar-lhes que a maioria dos líderes tribais que assinaram esse documento éramos oponentes de Sadam nos anos antes da ocupação”, destacaram os signatários.
Sobre o tribunal de Bush, os líderes tribais apontaram que “não tem qualquer legalidade e foi estabelecido pelo governador civil americano, Bremer, e vocês sabem que a lei internacional proíbe o invasor de alterar as leis e o sistema econômico do país sob ocupação, e o Iraque é hoje um país sob ocupação de acordo com as resoluções da ONU e leis internacionais”.
“Sob as atuais circunstâncias, onde ninguém pode proteger a si mesmo ou a sua família, inclusive as autoridades dos EUA e os membros do governo que usam helicópteros, tanques e milhares de guardas, como vários de vocês viram quando estiveram em Bagdá, não há a menor chance de que haja um julgamento imparcial”, acrescenta a carta.
“Como é possível ser um tribunal justo, quando nove dos advogados de defesa foram assassinados durante o julgamento?
Como pode ser justo, se as testemunhas de defesa não podem chegar até o tribunal?”

“Gostaríamos de lhes informar que Presidente algum serviu o Iraque como Sadam o fez.
E assim, como fizemos meses atrás em Kirkuk, anunciamos nossa demanda pela libertação de Sadam e retorno à sua posição. Anunciamos ainda, naquele encontro, que a execução de Sadam levaria mais milhões dos nossos homens armados contra as forças dos EUA.
E responsabilizamos o governo dos EUA pela destruição da infra-estrutura e morte de mais de 655 mil iraquianos e pelos quatro milhões mortos nos 13 anos de sanções contra nosso povo.
Assim, acreditamos que é de vossa responsabilidade ética ajudar-nos a restabelecer as coisas como elas eram antes da invasão e evitar qualquer dano a Sadam, e tendo em vista que ele é um preso de guerra sob custódia de vocês”, sublinharam.

Para concluir, os líderes iraquianos expressaram aos congressistas democratas “nossa aspiração pela paz entre nossos países.
Gostaríamos de restabelecer boas relações com os EUA, e o único modo para isso é começar a devolver a autoridade aos legítimos líderes iraquianos, e evitando que qualquer dos seus fantoches atinjam Sadam”.
A.P.
Matéria da Edição de 08/12/2006

domingo, 9 de dezembro de 2007

EUA NÃO ESTÃO GANHANDO A GUERRA NO IRAQUE

Novo chefe do Pentágono diz que EUA perde guerra no Iraque e Grupo Baker-Hamilton confirma:

“Ataques às forças dos EUA com baixas têm média alarmante”

A confissão de desastre de Robert Gates no Senado aconteceu em paralelo à divulgação do relatório “bi-partidário” de James Baker e Lee Hamilton, que conclui não ser mais viável “manter o curso” e declara que a situação no Iraque é “grave e piora”
O novo chefe do Pentágono, Robert Gates
, confessou na audiência de confirmação do seu nome no Senado, nesta terça-feira dia 5, que
os EUA “não estão ganhando a guerra” no Iraque.
A questão foi apresentada pelo senador democrata do Michi-gan, Carl Levin, que indagou dele “se os EUA estão vencendo no Iraque?”, obtendo como resposta:
“Não, Senhor”.
Gates, ex-diretor da CIA, foi aprovado e será empossado no dia 18, em substituição ao fracassado Donald Rumsfeld.
No dia da audiência, o Pentágono reconheceu a morte de dez soldados americanos e somente nos últimos dez dias a Resistência iraquiana derrubou um avião F-16 e quatro helicópteros.

A confissão de desastre de Gates aconteceu em paralelo à divulgação do relatório “bi-partidário” Baker-Hamilton, que afirma que não há mais como “manter o curso” e declara a situação no Iraque “grave e piorando”, e em meio aos boatos de que o próximo a rodar, depois de Rumsfeld e Bolton (o embaixador anti-ONU), será “Zal” – o atual vice-rei de Bush no Iraque.
Aliás, o próprio Gates era um dos dez integrantes da comissão, composta meio a meio por republicanos e democratas, mas cujo comando era, indiscutivelmente, do velho comparsa de Bush Pai, e ex-secretário de Estado, James Baker, convocado às pressas para colar com cuspe o que o Júnior quebrou.

LETALIDADE
Antes das 79 (setenta e nove!) sugestões para W. Bush, o relatório diagnostica que “a violência está aumentando em escopo e letalidade. Os ataques a forças americanas e as baixas americanas continuam ocorrendo com uma média alarmante.”
Haja lucidez.
Mas, propor um cronograma de retirada, claro e definido, que é bom, nada.
Vamos trabalhar para “criar as condições para as tropas americanas comecem a deixar o país de forma responsável”, prometeu Baker.

Quanto arrodeio, como diria o coronel marine e deputado democrata John Murtha, que defendeu publicamente a retirada imediata, o “cut and run” que o relatório tenta esconder. Mas não é provável que as manobras protelatórias enfeixadas no calhamaço de 142 páginas consigam saciar a sede do povo americano, conforme manifestou nas urnas de novembro, pela imediata retirada das tropas do Iraque, e menos ainda, do povo iraquiano e da Resistência.
Então, a “nova abordagem” de Baker irá, nos próximos meses, caso W. Bush se digne a aplicá-la, pelos ares, assim como muitos tanques Abrams, blindados Bradley e Humvees já foram.

Recentemente, duas personalidades com laços com a Resistência, o ex-embaixador do Iraque na Índia e no Vietnã, Salah Al Mukhtar, e o líder da Associação dos Clérigos Muçulmanos, Harith Al Dari, este refugiado após ter sua prisão decretada, relataram o quadro do ponto de vista da Resistência.
“O exército iraquiano está reconstruído e comanda as operações da Resistência por todo o Iraque. Estamos prontos para tomar o poder, quatro a cinco horas após a retirada dos EUA”, afirmou Al Mukhatar.
“A Resistência liquidou 25 mil soldados americanos, destruiu 5 mil veículos militares e derrubou 35 aviões”, destacou Al Dari.

TRUQUE NOVO
O novo truque do prestidigitador Baker é que a tropa colaboracionista faça o que as tropas americanas, muito mais armadas e treinadas, falharam.
Propõe quadruplicar – de cinco mil para 20 mil – o número de soldados americanos embutidos no treinamento e operações da tropa colaboracionista.
Antigamente, chamavam isso de “vietnamização” da ocupação, mas agora estamos no Iraque. Devem gostar muito daquele interessante filme sobre a fuga de Saigon e apreciar o calor que faz no caminho de Bagdá para o Kuwait.
O relatório também ameaça “tirar o apoio” do governo colaboracionista, se este “não funcionar”.
Tempos atrás, isso era conhecido como golpe e inclusive não faltaram boatos sobre o assunto na véspera da reunião do primeiro-fantoche Maliki com Bush.
A “nova abordagem” também tenta envolver os países vizinhos nas lides da ocupação.

PELA CULATRA
O relatório de Baker confessa ainda que a guerra baratinha, que seria paga com o petróleo roubado do país invadido, saiu pela culatra, e os custos da invasão podem ultrapassar US$ 2 trilhões.
Já o secretário de Defesa Gates, também conhecido como um dos figurões do escândalo “Irã-Contras”, resolveu, depois da confissão de que os EUA estão perdendo a guerra, lá pelo meio do depoimento, remendar que “não está perdendo nem ganhando”.
Deve estar marcando empate no placar, com decisão marcada, qualquer dia desses, no Estádio de Bagdá.
Vai ser um estrondo.
ANTONIO PIMENTA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Resistência Iraquiana versus ocupação militar do imperialismo ianque

Resistência iraquiana: signo esperançador da impotência imperialista no actual caos sistémico mundial capitalista


Boníssima notícia para todos os explorados do planeta: o povo iraquiano resiste contra a ocupaçom militar do imperialismo ianque.


Cada dia ataca e cada semana fai baixas aos invasores.


O saque do petróleo nom pode pagar as despesas da invasom porque as sabotagens impedem o seu roubo.


Bush corre sério risco de nom ser reeleito no próximo ano.


A evoluçom militar da situaçom no Iraque é um signo MUITO esperançador para o imediato futuro da Humanidade.


Porque evidencia a impotência imperialista no actual caos sistémico mundial capitalista.


Os últimos 500 anos dessa desgraça universal que é o capitalismo tenhem criado os cinco mil milhons de pessoas que actualmente estám em situaçom de sofrimento extremo ou grave neste planeta, demonstrando empiricamente a validade da lei geral da acumulaçom capitalista enunciada por Marx no Livro primeiro do Capital.


Eu próprio tenho argumentado esse cálculo no meu recente livro Que fazer?


Lutar por Euskal Herria contra a Uniom Europeia e o capitalismo mundial.


Esse funesto recorde histórico conseguido polo capitalismo (nunca antes na história da humanidade houvo tanta miséria, tanto sofrimento humano como o que o capitalismo tem fabricado) coincide com a crise terminal do Modo de Produçom Capitalista.


Agudizadas as suas contradiçons genético-estruturais, levadas a máximos já insuportáveis e insustentáveis a sua contradiçom primeira (o Capital contra o Trabalho) e a sua contradiçom segunda (o Capital contra a Natureza), o capitalismo é já incapaz de repetir os seus êxitos anteriores: os de atingir novos reequilíbrios que prolonguem a sua vida mediante a "purga" de umha das suas crises periódicas genético-estruturalmente programadas no seu ADN.


E tem-se sumido (e tem sumido o planeta) no típico caos sitémico mundial característico das vésperas da mudança de um Modo de Produçom.


Tam sido nessa conjuntura histórica (desconhecida nos últimos 500 anos) que pola primeira vez em muitas décadas a extrema direita ianque tem deixado de ser o grupo de pressom que influi no (e se beneficia do) poder executivo dos Estados Unidos.


Para passar a ocupá-lo directamente. Isso nom tinha acontecido nunca nos sessenta anos do período 1941-2001.


Esses "falcons", esses ultradireitistas ianques dos quais o imbecil e criminosos Bush é apenas o pelele e o mascarom de proa, tenhem reconhecido a excepcionalidade da crise mundial capitalista.


E propositadamente tenhem deixado de tentar manter o Modo de Produçom Capitalista para ensaiarem um novo sistema alternativo: um fascismo planetário imperialista baseado na manutençom e o uso da supremacia militar incontestável dos exércitos dos Estados Unidos.


Como tem escrito Immanuel Wallerstein:


"Acreditam que os Estados Unidos tem o exército mais poderoso do mundo, que podem vencer qualquer campanha militar que empreendam, e que o prestígio e o poder estado-unidense no sistema-mundo somente podem ser restaurados por umha demonstraçom de força"


(http://www.basque-red.net/gap/iwg/105g.htm )
por isso levavam anos a reclamar umha guerra contra o Iraque.


Por exemplo reclamárom-na publicamente durante os últimos anos da presidência de Clinton mediante um manifesto assinado por vinte "falcons" entre os que estavam o actual vicepresidente Cheney e o actual secretário da Defesa Rumsfeld.


Por isso apenas seis dias após a queda das Torres Gémeas Bush assinou um documento, clasificado como "alto segredo", polo qual o presidente se dirigia ao Pentágono instando-o a começar a planejar "opçons militares" para umha invasom do Iraque.


Por isso em 17 de Setembro de 2002 a Presidência de Bush emitiu a sua "Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América".


Documento que era a declaraçom clara e global da política estado-unidense posterior à guerra fria e ao 11-S.


Que além de umha hipócrita retórica incluía o aviso de que os Estados Unidos exigiam o monopólio do uso (e do abuso) da guerra preventiva para esmagar as que eles definam como ameaças estrangeiras.


A guerra preventiva nom só foi estigmatizada como crime de guerra em 1946 nos tribunais de Nuremberga ("Principiar umha guerra de agressom nom só é um crime; é o crime internacional supremo, que difere unicamente do resto dos crimes de guerra em que nele se contém a acumulaçom de toda a maldade dos ditos outros crimes").


É que desde a Paz de Westfalia de 1648 todo o funcionamento político internacional do sistema interestatal do mundo capitalista tem estado pivotado precisamente sobre a negaçom do direito à guerra preventiva.


Por isso a sua proclamaçom polos "falcons" ianques actualmente governantes é o sintoma inequívoco da sua tentativa de substituiçom de um mundo baseado no Modo de Produçom Capitalista (que reconhecen já ferido e em crise) por um império fascista planetário ianque baseado na indiscutível hegemonia militar.


Baseado noutra proclamaçom do documento sobre a "Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América": a intençom dos Estados Unidos de se manterem na medida do possível militarmente tam por diante de qualquer possível rival que aspire à hegemonia mundial como para que a este lhe resulte absurdo pensar sequer em apresentar o desafio.


Por isso neste ano de 2003 a despesa em Defesa dos Estados Unidos vão igualar A SOMA do gastado polos nove estados que o seguem no gasto militar: a Rússia, França, o Japom, Inglaterra, a Alemanha, a China, a Arábia Saudita, Itália e o Brasil.


Mas a resistência iraquiana está a crescer e a ganhar.


Está a demonstrar que o poder militar ianque pode ganhar guerras MAS NOM PODE MANTER OCUPAÇONS.


O fascismo militar planetário ianque É INVIÁVEL.


A guerrilha urbana converte as cidades em selvas do Viet Nam.


E hoje a maioria da populaçom do Terceiro Mundo concentra-se já em gigantescas macroconurbaçons.


O poder militar atómico ianque poderia destruir a populaçom de países inteiros.


Mas nom pode mantê-los submetidos.


E está por ver se os seus pilotos nom se rebeleariam como acaba de fazer a elite dos pilotos israelianos.


Como disse Bertolt Brecht:


General, o teu tanque é mais forte do que um carro.

Arrasa um bosque e esmaga cem homens.

Mas tem um defeito: necessita um condutor.

General, o teu bombardeiro é poderoso.

Voa mais rápido do que a tormenta e carrega mais do que um elefante.

Mas tem um defeito: necessita um piloto.

General, o homem é muito útil,

Pode voar e pode matar.

Mas tem um defeito: pode pensar.
Honra, pois, à
heróica resistência contra o invasor do Povo Trabalhador Iraquiano.


Que os criminosos de guerra Aznar, Blair e Bush chamam, é claro, "terrorismo".


Numa parede em Faluja uma legenda em árabe.


"Aquele que der a mais mínima ajuda aos americanos é um traidor e um colaborador".


Serve na Galiza, Països Cataláns, Canárias, Astúries, Ceuta, Melilha e Euskal Herria substituindo americanos por espanhóis.

PALAVRAS DO PRESIDENTE SADDAM HUSSEIN:


"Levantem-se contra o ocupador, não confiem naqueles que falam sobre sunitas e xiitas, porque a única questão agora para o nosso grande país é a ocupação."

"Não há prioridades exceto expulsar o ocupador infiel, criminoso, assassino e covarde..."

"O Iraque...será vitorioso...e nós reconstruiremos o Iraque que eles querem dividir em pedaços.


Unam-se e o inimigo e os traidores que vieram com ele fugirão...
Boicotem o ocupador, essa é a sua missão sob o Islã, a religião e o país."


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

RESISTÊNCIA IRAQUIANA


Jornal Oriente Médio Vivo, Edição 84 - Resistência Iraquiana


Added: December 02, 2007
Jornal Oriente Médio Vivo, Edição 84 - Resistência Iraquiana: eventos da 4º semana de novembro






"Com a colaboração de Salim Alabasi, correspondente oficial do ORIENTE MÉDIO VIVO no Iraque,diretamente da cidade de Al-Basrah, esta coluna é uma tentativa de ilustrar claramente as operações que acontecem em solo iraquiano,contendo detalhes que as redes de mídia de massa ignoram".

Humam al-Hamzah
orientemediovivo.com.br

website oficial ( www.orientemediovivo.com.br ) com todas as demais edições passadas para Download, e o Fórum de Discussões ( www.orientemediovivo.com.br/forum )


http://youtube.com/watch?v=TRPKzWTD8ds

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

QUEM LUTA NO IRAQUE?

Quem luta no Iraque?
Uma pergunta básica, mas poucos sabem responder




Quem é o inimigo?
Quem luta contra quem?
Passados quase 5 anos
desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque atrás das “armas
de destruição em massa” de Saddam Hussein, que nunca existiram,
essas são questões básicas e óbvias mas que, ao mesmo tempo,
não são fáceis de responder.

As forças estadunidenses
passaram por tantos planos fracassados nesse período, apoiando
uns e deixando de apoiar outros aleatoriamente, que não se sabe
mais quem é aliado e quem é inimigo.
Os sunitas iraquianos estão divididos.
O Partido Islâmico do Iraque,
que desde 2003 é parte do governo-fantoche iraquiano pós-Saddam
Hussein, e a aliança tribal de Al-Anbar
estão decididamente a favor
das forças de ocupação, procurando se integrar ao atual governo
iraquiano sob a retórica de “tolerar a ocupação”
.
Ao mesmo tempo,
a Resistência Iraquiana, que tem o Partido Ba’ath, de Saddam
Hussein, como um dos seus principais financiadores, se recusa a
negociar com as forças de ocupação, mas, ao mesmo tempo,
começa a ganhar espaço no atual governo iraquiano.

Recentemente, 22 grupos da Resistência anunciaram a criação de
uma frente única, sob a liderança de Izzat Ibrahim al-Douri, hoje o
homem do regime de Saddam Hussein mais procurado pelos
estadunidenses
.
Os sunitas do Ba’ath abriram diálogo com Ayad
Allawi, político xiita iraquiano
que se tornou o primeiro governante
do país da era pós-Saddam Hussein.
Allawi é um dos fundadores
do Acordo Nacional Iraquiano, um dos atuais partidos políticos
iraquianos no governo do país.

A batalha entre a classe trabalhadora e a elite xiita, representados
respectivamente pela Assembléia Suprema para a Revolução
Islâmica do Iraque e pelo Partido Islâmico Dawa, são parte do atual
governo-fantoche e têm o apoio dos Estados Unidos
.
Ao mesmo
tempo,
o Jaish al-Mahdi, a milícia do clérigo Muqtada al-Sadr,
causador de pelo menos 20% de todas as baixas estadunidenses
no Iraque desde 2003, freou suas operações depois do mês de
agosto, se organizando politicamente para a eventual retirada das
forças de ocupação.

Os curdos, minoria étnica no Iraque, se mantém politicamente a
favor das forças de ocupação
.
Cerca de 50 mil soldados da milícia
curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) apóiam os
Estados Unidos desde 2003 e auxiliaram a invasão do Iraque pelo
norte do país.
As primeiras batalhas de forças estadunidenses no
norte do Iraque foram baseadas em inteligência e assessoria dos
militantes curdos.
Em troca, os Estados Unidos garantiram que o
Curdistão, região semi-autônoma que o PKK controla e luta para
torná-la independente da Turquia e do Iraque, se tornaria uma
região sem a interferência das forças estadunidenses.
Apesar disso,
o PKK é designado oficialmente como uma organização terrorista
pelos próprios Estados Unidos, pela OTAN e pela União Européia, o
que os torna um aliado imprevisível.

A Al-Qaeda no Iraque reflete
com perfeição o caos gerado
pelas forças de ocupação no
Iraque – de fato, a Al-Qaeda
chegou ao Iraque
simultaneamente à ocupação,
um bônus à “liberdade e
democracia”
prometida ao povo iraquiano por George W. Bush.
Exatamente como as forças estadunidenses, a Al-Qaeda é mais um
órgão estrangeiro atormentando a política iraquiana
.
A milícia
sunita, espelhada na organização de Osama Bin Laden
, tem como
seu foco principal o ataque às forças de ocupação, mas
recentemente também tem investido contra a Resistência Iraquiana
e milícias xiitas, devido à oposição maciça do povo iraquiano quanto
às operações do grupo no país.

Esses são os principais grupos étnicos, religiosos e ideológicos
envolvidos com a atual destruição do Iraque, em função da
desastrosa invasão estadunidense do país.
Durante os quase cinco
anos de ocupação,
entre as dezenas de planos que foram testados,
todos esses grupos tiveram, em um momento ou outro, apoio dos
Estados Unidos.
Milícias curdas e xiitas tiveram apoio das forças de
ocupação contra os sunitas do Partido Ba’ath na invasão do país,
assim como milícias sunitas foram armadas pelos estadunidenses
para combater os xiitas pró-Irã, e até a própria Al-Qaeda entrou em
negociações com oficiais das forças de ocupação em função de
interesses semelhantes, porém conflitantes, que ambos têm no
país.
Em função da derrotada campanha estadunidense, não se
sabe mais quem é aliado e quem é inimigo no Iraque, e é por esse e
outros motivos que a ocupação do país deve se estender além do
planejado.

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_84.pdf

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O "FOGO AMIGO" DOS EUA

Lacaios reclamam que o ‘fogo amigo’ dos EUA matou 50 deles

Bombardeio norte-americano em Taji liquidou cerca de 50 colaboracionistas do “Conselho do Despertar”, anunciou desolado o chefe dos traíras, sheik Jasim Zaidan Khalaf.

Ele relatou, ainda, que durante a chuva de mísseis e bombas seu irmão Mansour Abd Salim “tentou freneticamente falar pelo telefone com o comando americano”, sem conseguir.

É, realmente não é mole a vida dos colaboracionistas no Iraque.

Quando não é a Resistência que está arrancando o couro deles, é o fogo amigo dos amos norte-americanos.
Dos 21 fantoches capturados no local pelos norte-americanos, já foram libertados 13, de acordo com Mr. Khalaf.

PENTÁGONO

Mas o Pentágono insiste em que “matou 25 da Al Qaeda” e que, nas palavras do porta-voz Justin Cole, “tínhamos alguém no solo nos dizendo que esses indivíduos eram bad boys”.

O “alguém” deve estar rindo até agora.

Enrolou os ianques, arrumou um dinheirinho para as despesas do dia a dia da luta, e ainda liquidou 50 fantoches.

Vá lá, 25.

O ataque norte-americano foi realizado com aviões, helicópteros e forças de terras.

Em entrevista a um canal de TV, o irmão Salim contou seu infortúnio.

As bombas começaram a cair às 22 horas de terça-feira, dia 13.

Lá foi ele para o telefone.

Duas horas da manhã as bombas continuavam caindo.

E o Salim no telefone.

As agências de notícias não esclareceram se o problema foi com a orientação-aos-lacaios do serviço telefônico pára-bombardeio do Pentágono:
“if bomb, dial two; if missil, dial five; bomb and missil, dial nine”.

Salim reclamou também que os carros do grupo colaboracio-nista estacionados no local tinham as bandeiras fosforescentes dadas pelos americanos “para identificá-los como aliados”.

É, as bandeirolas devem ter ajudado muito na hora de bombardear.

Quanto às alegações do Pentágono, têm certa lógica.

Aquela mesma do Vietnã:
todo vietnamita morto é um perigoso Vietcong.
Agora, é iraquiano, está morto, foram os norte-americanos que mataram, então certamente é da insurgência.

A propósito, a Casa Branca e o Pentágono vivem se gabando dos seus
“sunitas a favor da invasão” do “Conselho do Despertar”.

Outro sheik do “Conselho”, seção Anbar, posou para uma foto com Bush e logo, logo foi pelos ares.

O sheik Khalaf, pelo menos, ainda está inteiro.

página 8 - 21 e 22/11/2007
http://www.horadopovo.com.br/

domingo, 18 de novembro de 2007

Limitações e Desafios da Resistência Árabe

IRAQUE e PALESTINA









O desenvolvimento da Resistência do Povo Iraquiano contra a ocupação político-militar da coligação imperialista encabeçada pelo USA e a Resistência do Povo Palestino contra a ocupação sionista e sua truculência nos territórios palestinos têm revelado ao mundo a grandeza do povo árabe pela sua libertação e autodeterminação.
É ainda um exemplo imortal para toda a humanidade de como um povo de um país esmagado pelo imperialismo pode colocar-se de pé e lutar contra as forças mais retrógradas da história.
A luta do povo árabe pela sua libertação e autodeterminação é uma árdua e prolongada luta e nos dias atuais, no Iraque e Palestina ocupados, reedita o exemplo belo de dignidade das massas populares oprimidas ao longo da história.
A resistência popular através da guerra de guerrilhas uma vez mais na história se afirma como a arma invencível das massas oprimidas.
Mais que nunca, na época das guerras mais modernas, na época dos meios de guerra mais desenvolvidos, das altas tecnologias, a guerra de guerrilhas segue impondo golpes demolidores na superioridade bélica dos opressores.
De que tem valido todo o arsenal fantástico e tido como todo-poderoso do imperialismo ianque?
Se o povo iraquiano não pôde deter, como regra geral nenhum país hoje, objetivamente poderia impedir uma investida das forças militares e bélicas ianques, tomados isoladamente, está provando que passada a invasão, a guerra se modifica completamente e a resistência ganha força.
São os países e povos oprimidos que, como maiores vítimas do sistema de dominação e exploração imperialista, estão provando uma vez mais que mesmo um pequeno país, desde que este se una e se levante, pode enfrentar os todo-poderosos opressores.
A guerra de Resistência do Povo Iraquiano e Palestino está dando provas de que a guerra de guerrilhas e que somente através dela é possível fazer frente ao imperialismo e lutar de fato e honradamente em defesa da libertação e autodeterminação.

Enquanto governos lacaios se comportam como vermes, uns e outros, das formas mais cínicas, desfilam pelo mundo e pelos meios de comunicação dos monopólios imperialistas, dando a si ares de soberania inexistente, os povos combatem uma guerra brutal e desigual.

Enquanto governos se exibem com proposições grandiloquentes de “salvadores dos pobres” e de “descobridores da pólvora”, a guisa de um brilho que não possuem, os povos combatem heróica e destemidamente sob as rajadas desbocadas desta mesma mídia boquimole que os asseteam de terroristas.
É o paradoxo moderno da pusilaminidade e da honradez.

Que vergonha e que heroicidade!
Abaixo os governo lacaios e Viva a Heróica Resistência do Povo Iraquiano e Palestino!
Quando avança, quando recua
Ao mesmo tempo que lutam e resistem os povos árabes enfrentam limitações e desafios gigantescos em sua causa.
As limitações são reveladas na carência de uma direção científica para potencializar, vertebrar estrategicamente a resistência e dotá-la de uma perspectiva histórica.
O fato de a resistência não ter um centro baseado na direção da classe operária a faz limitada e débil frente aos ardis do inimigo.
Uma resistência baseada numa frente de classes sociais heterogêneas tem como desafio nos momentos cruciais das investidas e manobras astutas do inimigo o perigo da capitulação.

Assim a história e a experiência da luta de libertação dos povos têm ensinado.
Nenhuma classe social, em meio a todas que se acham oprimidas pelo imperialismo, está dotada de perspectiva histórica para levar até o fim a resistência, derrotar o inimigo e estabelecer uma nova ordem verdadeiramente justa e democrática, expressa numa forma estatal popular, que não seja a classe operária.
E disto carece a resistência árabe com todo seu heroísmo e capacidade de combate e luta que têm revelado.
Isto faz interrogar sobre os destinos da resistência, de sua perpectiva e da perpectiva para as nações árabes quando vencerem e escorraçarem o invasor.
Num brilhante artigo intitulado Dez lições estratégicas da experiência de Falluja, o doutor em ciências econômicas e ativista da causa árabe, Ibrahim Alloush, demonstrou com fatos que a luta de libertação do povo árabe sempre que se encontrou no ambiente de desorganização estatal pôde desenvolver-se e triunfar, citando a luta em Beirute em 1982, do acampamento de Yenin em 2002 e a batalha de Falluja agora em 2004.
Demonstrou isto, simplesmente revelando a natureza e caráter do Estado nos países árabes de serviçais do colonialismo e que mesmo quando suas direções se dispõem a enfrentar os dominadores, dado a esta natureza e caráter do Estado, corrupto, apodrecido e portanto, sem qualquer credibilidade popular, não podem vertebrar uma autêntica resistência.
Muitos diriam ser absurda tal compreensão, na medida em que um povo não dispondo de uma estrutura e aparelho estatal como que isto pode lhe favorecer, senão que debilitá-lo, na luta de resistência a um invasor poderoso.
A vida de fato tem comprovado que a Resistência Popular do Povo Árabe só tem obtido sucesso quando nasce, se nutre e se sustenta do apoio popular.
Demonstra-o a própria experiência da OLP antes e depois do conluio com o inimigo que conduziu o estabelecimento da “Autoridade Palestina”.
Comprova-o a Resistência Iraquiana antes e depois da invasão imperialista.
Na verdade, esta não é uma característica ímpar da luta do povo árabe, mas sim de todos os povos e nações que se acham submetidos por um Estado serviçal do imperialismo.
Dos grandes desafios que tem desde já a resistência árabe destaca-se o de ser capaz e poder tecer e forjar, em meio ao processo de luta, uma nova direção alicerçada na ideologia proletária, para desenvolver o seu processo de libertação e autodeterminação.
Tal direção implicaria consequentemente em potencializar a resistência transformando-a em uma autêntica guerra popular, garantia para vencer todos os ardis do inimigo, conjurar os perigos de capitulação e assegurar seu triunfo total com a edificação de uma nação livre e um Estado popular, por isso mesmo verdadeiramente democrático.
E são exatamente estas conclusões que perseguem o artigo das “Dez lições estratégicas da experiência de Falluja”.
A bravura, o destemor e o espírito de sacrifício com que expressam, marcam e remarcam nos fatos do dia a dia, com atos contundentes que repercutem em todo mundo, merecem muito mais de parte dos democratas e revolucionários de todo mundo do que a atenção, preocupação, solidariedade e apoio que se tem manifestado até agora.
Sua feroz e intrépida resistência contra todas as formas de brutalidades e horror praticados de forma sistemática pelas hordas imperialistas faz estremecer o espírito e vibrar mais forte o coração de todos os oprimidos da terra.
De fato, o povo iraquiano e palestino estão dando mostras de um profundo amor não apenas à sua liberdade tão justa e merecida, mas à toda a humanidade.
De fato, os democratas e revolucionários verdadeiros de todo o mundo precisam fazer muito mais na luta contra o imperialismo e principalmente contra o ogro feroz e mais monstruoso de todos, o imperialismo ianque.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

"CHOQUE E TERROR" NO IRAQUE

Invasão de Bush ao Iraque já matou mais de 655.000 civis
Por: Antonio Pimenta/HP

Três milhões de pessoas foram forçadas a se deslocarem de seus lares, fugindo das tropas ianques e dos esquadrões da morte de Bush.
No assalto a Faluja, marines usaram armas químicas, queimando civis vivos com fósforo branco e napalm

Por mais diversionismo que faça com seu tribunal-farsa, não há como Bush ocultar que é ele o criminoso de guerra no Iraque.
A invasão e ocupação do país pelas tropas dos EUA matou mais de 655 mil iraquianos, revelou a mais tradicional publicação médica do mundo, a inglesa “The Lancet”.

Foi Bush que transformou Abu Graib num superlotado campo de tortura e humilhações sexuais, o escândalo que indignou o mundo.
No assalto a Faluja, em 2004, os marines usaram armas químicas contra civis, queimados vivos com fósforo branco e napalm.
Mais de três milhões de pessoas foram forçadas a se deslocarem de seus lares, fugindo das tropas ianques e dos esquadrões da morte de Bush.
Dezenas de milhares de iraquianos se exilaram.

A limpeza étnica cometida por Bush entope os necrotérios no país inteiro.
Tropas ianques têm matado a sangue frio famílias inteiras.
Os bombardeios ianques destroem casas,
hospitais e mesquitas.
A infra-estrutura foi arrasada e falta água e luz a maior parte do tempo.
Não há empregos.
O governo legítimo do Iraque foi derrubado e as reservas do país surrupiadas por Bush.
Os museus e milenares sítios históricos, saqueados.
E como todos esses crimes são cometidos para roubar o petróleo iraquiano, trata-se, ainda, de latrocínio.

COMPLÔ - O primeiro crime de guerra de Bush foi montar um complô, para enganar seu próprio povo, usando mentiras e falsificações sobre “armas de destruição em massa” e inexistentes “vínculos com a Al Qaeda”, e invadir o Iraque, em violação da lei internacional e contra a ONU.

Pelos critérios do Tribunal de Nuremberg, “começar uma guerra de agressão” – como a invasão de Bush – “não é somente um crime internacional; é o crime internacional supremo, diferindo dos outros crimes de guerra somente pelo fato de conter em si mesmo o mal acumulado do todo”.
O crime de guerra seguinte: matar ou ferir milhares de iraquianos, no assalto ao Iraque, cuja operação-chave era denominada de “Choque e Terror”;
depor seu governo legítimo;
fechar seu parlamento;
“dissolver” o exército iraquiano;
cassar a constituição, a corte suprema e o código legal;
tomar os campos de petróleo e refinarias;
instalar um vice-rei, Paul Bremer;
e impor o sectarismo, para uma artificial divisão entre “xiitas”, “curdos” e “minoritários sunitas”.

Imediatamente após a tomada de Bagdá, a cidade foi alvo de uma onda de saques e vandalismo cometidos por uma turba, ao que tudo indica, montada pelo agente da CIA Ahmed Chalabi.
A horda também pilhou o Museu Nacional, roubando milhares de peças milenares das várias civilizações da Mesopotâmia, o atual Iraque, berço da civilização, e do Califado de Bagdá.
Tudo sob escolta dos marines.
Um inominável crime contra a Humanidade e o Iraque.

ESCÂNDALO - O grande escândalo inicial, que desvelou os crimes de guerra de Bush, foi o vazamento das fotos da tortura e sevícias em Abu Graib.
As pilhas de presos nus, os cães, o prisioneiro morto na tortura, tornaram-se o retrato da ocupação.
Veio a público que Bush havia resolvido levar para Abu Graib as “técnicas” de seu campo de concentração de Guantánamo;
que havia outras prisões em Bagdá e Basra, e mais dezenas de centros de tortura.
Na realidade, o que ficou caracterizado como o escândalo de Abu Graib era apenas a parte preliminar da tortura.
Como apresentado na audiência pública em Berlim, pelo indiciamento de Donald Rumsfeld, desta semana, testemunhos de ex-prisioneiros e ex-soldados “mostram que os prisioneiros eram submetidos a choques elétricos; espancados; lacrados em caixas. Substâncias ferventes eram despejadas nos seus narizes; cadeiras eram quebradas nas suas costas. Urinavam neles e eles sofriam abusos sexuais”, afirmou o advogado Wolfgang Kaleck.

Até 2005, segundo o historiador Jeremy Brecher, o número de presos mortos na tortura, “sob custódia dos EUA”, ultrapassava os 100.
Mulheres e crianças eram seqüestradas, sob ameaça de estupro ou morte, para forçar que os procurados se entregassem.

GENOCÍDIO - Os números do genocídio promovido por Bush no Iraque – 655 mil pessoas desde a invasão – foram estabelecidos por uma equipe de médicos epide-miologistas iraquianos e americanos, supervisionada pela Escola de Medicina Pública da Universidade Johns Hopkins, e publicados na “Lancet”.

O estudo afirma que ocorreram 655 mil mortes a mais, do que teria havido se a invasão não tivesse ocorrido.
A estimativa foi estabelecida através de entrevistas, por amostragem, ao acaso, no Iraque inteiro – um método usado para estabelecer o número de mortes em casos de desastres naturais e fome, para comparação com a taxa de mortalidade precedente.

Do total de 655 mil “mortes em excesso”, 601 mil foram causadas por violência e o resto por doenças e outras causas, afirmou o estudo.
Incapaz de conter a Resistência, a ocupação lançou-se a todo tipo de atrocidades. Contra Faluja, foram oito semanas de bombardeio,
36 mil casas destruídas,
60 escolas e 65 mesquitas.
O hospital foi invadido.
Os marines cortaram a água,
a luz,
os telefones e o
suprimento de alimentos e remédios.
“Eu recebi a ordem de ficar atento porque estava sendo usado fósforo branco em Faluja. Eu vi os corpos queimados de mulheres e crianças. O fósforo explode e cria uma nuvem. Quem estiver dentro de 150 metros está morto”, afirmou o ex-soldado Jeff Englehart, veterano de Faluja.
Outros massacres foram cometidos em dezenas de cidades e aldeias.

ESQUADRÕES DA MORTE - Bush também mandou montar os esquadrões da morte, a chamada “Opção El Salvador”, tarefa levada a cabo pelo organizador dos esquadrões da morte na guerra suja da América Central, John Negroponte, que foi nomeado embaixador e levou para o Iraque um experiente coronel da sua equipe dos anos 80.
A fase “industrial” da ação dos esquadrões da morte teve início depois da explosão do segundo principal sítio sagrado da fé xiita, a mesquita dourada de Samarra, levada a cabo por agentes americanos, quando o templo estava cercado por tropas dos EUA e sob toque de recolher.

Aos crimes diretamente organizados pelo comando ianque, somam-se outros, cometido por grupos de soldados, e rotineiramente relatados como “mortes de insurgentes em combate”.
Em um desses, em Hadita, foram friamente mortos 24 civis.
Em Mahmudia, soldados ianques assassinaram uma família inteira, para estuprar uma criança de 14 anos.
Em outra aldeia, contou o jornalista Seymour Hersh, soldados de uma patrulha dos EUA, que teve um dos três veículos atingido por uma bomba por controle remoto, dispararam contra um campo de futebol onde ocorria um jogo.
“Dez minutos mais tarde, os soldados começaram a juntar os corpos e a jogar armas ali. Isso foi reportado como 20 ou 30 insurgentes mortos naquele dia”.
A este gigantesco rol de crimes de guerra, somam-se os da primeira guerra de Bush Pai e os dos anos de bloqueio, em que mais de 1,5 milhão de civis morreram, incluindo mais de 500 mil crianças, devido aos bombardeios e sanções.