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sábado, 19 de janeiro de 2008

IRAQUE EM FOTOS



From: lnyousif

About This Video

View Iraq in Iraqi people eyes (Veja o Iraque pelos olhos dos iraquianos)
Added: December 21, 2006
www.FromBaghdadToNewYork.com

Added: December 21, 2006


Category: News & Politics
Tags: Iraq Nature Travel Baghdad War Saddam News Basra Dohouk Fun عراق بغداد صدام طبيعة سفر

Save the dying Iraqi children and women before God gets mad! Chase the American intruders out of the ancient land of Mesopotamia! moominmama01 (4 months ago)



http://www.youtube.com/watch?v=OXIgkmYejJg&feature=related

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

O "FOGO AMIGO" DOS EUA

Lacaios reclamam que o ‘fogo amigo’ dos EUA matou 50 deles

Bombardeio norte-americano em Taji liquidou cerca de 50 colaboracionistas do “Conselho do Despertar”, anunciou desolado o chefe dos traíras, sheik Jasim Zaidan Khalaf.

Ele relatou, ainda, que durante a chuva de mísseis e bombas seu irmão Mansour Abd Salim “tentou freneticamente falar pelo telefone com o comando americano”, sem conseguir.

É, realmente não é mole a vida dos colaboracionistas no Iraque.

Quando não é a Resistência que está arrancando o couro deles, é o fogo amigo dos amos norte-americanos.
Dos 21 fantoches capturados no local pelos norte-americanos, já foram libertados 13, de acordo com Mr. Khalaf.

PENTÁGONO

Mas o Pentágono insiste em que “matou 25 da Al Qaeda” e que, nas palavras do porta-voz Justin Cole, “tínhamos alguém no solo nos dizendo que esses indivíduos eram bad boys”.

O “alguém” deve estar rindo até agora.

Enrolou os ianques, arrumou um dinheirinho para as despesas do dia a dia da luta, e ainda liquidou 50 fantoches.

Vá lá, 25.

O ataque norte-americano foi realizado com aviões, helicópteros e forças de terras.

Em entrevista a um canal de TV, o irmão Salim contou seu infortúnio.

As bombas começaram a cair às 22 horas de terça-feira, dia 13.

Lá foi ele para o telefone.

Duas horas da manhã as bombas continuavam caindo.

E o Salim no telefone.

As agências de notícias não esclareceram se o problema foi com a orientação-aos-lacaios do serviço telefônico pára-bombardeio do Pentágono:
“if bomb, dial two; if missil, dial five; bomb and missil, dial nine”.

Salim reclamou também que os carros do grupo colaboracio-nista estacionados no local tinham as bandeiras fosforescentes dadas pelos americanos “para identificá-los como aliados”.

É, as bandeirolas devem ter ajudado muito na hora de bombardear.

Quanto às alegações do Pentágono, têm certa lógica.

Aquela mesma do Vietnã:
todo vietnamita morto é um perigoso Vietcong.
Agora, é iraquiano, está morto, foram os norte-americanos que mataram, então certamente é da insurgência.

A propósito, a Casa Branca e o Pentágono vivem se gabando dos seus
“sunitas a favor da invasão” do “Conselho do Despertar”.

Outro sheik do “Conselho”, seção Anbar, posou para uma foto com Bush e logo, logo foi pelos ares.

O sheik Khalaf, pelo menos, ainda está inteiro.

página 8 - 21 e 22/11/2007
http://www.horadopovo.com.br/

domingo, 18 de novembro de 2007

EUA: Um risco para a PAZ MUNDIAL



Bush ironiza os Direitos Humanos


O presidente estadunidense, George W. Bush, que assume a
autoridade pessoal para matar, seqüestrar, torturar e espiar
qualquer "inimigo da liberdade dos Estados Unidos", ironicamente
abriu seu discurso anual na ONU, no último dia 25 de setembro,
citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O presidente
eleito da nação estadunidense fez uso da declaração da ONU,
adotada em 1948, para justificar a sua "guerra contra o terrorismo" e
outras políticas supostamente adotadas para "eliminar terroristas e
ameaças".
"Para conquistarmos as promessas da Declaração, precisamos
confrontar ameaças de longo-termo, e também responder às
necessidades imediatas de hoje, incluindo a destruição de redes
terroristas e levar à justiça os seus operantes",
afirmou.

A frase do
presidente estadunidense ironiza a Declaração Universal dos
Direitos Humanos e faz pouco caso de estudos internacionais como
o realizado pelo jornal médico britânico The Lancet, que alerta que
"os números de 655 mil civis iraquianos mortos pela ocupação
desde 2003 é subestimado".

Infelizmente, Bush conta com o apoio
da mídia ocidental para disseminar as suas propagandas de paz.
Ao analisar brevemente os 30 artigos descritos no texto da
Declaração, alguns deles vêm à tona como incompatíveis com a
política imperialista conduzida pelo governo dos Estados Unidos:
"todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança
pessoal; ninguém será submetido à tortura nem a penas ou
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes; ninguém pode ser
arbitrariamente preso, detido ou exilado; nenhuma disposição da
presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver
para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se
entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a
destruir os direitos e liberdades aqui enunciados".

Apesar de Bush e
a sua "guerra contra o terrorismo" terem violado todos esses direitos
universais, a Declaração ainda sim foi utilizada por ele como a base
de sua política criminosa internacional.
Em 2006, a própria ONU, através da sua Comissão de Direitos
Humanos, elaborou um relatório de cerca de 40 páginas em que,
com base em testemunhos recolhidos junto a ex-reclusos e seus
respectivos familiares, concluiu que "o governo estadunidense não
só tortura os prisioneiros do campo de concentração de
Guantánamo, como lhes nega o legítimo direito a um julgamento
imparcial, mantendo-os em prisão arbitrária, em alguns casos há
mais de quatro anos"
.

É no mínimo irônico que o próprio acusado
formal de conduzir tais crimes discurse hoje sobre Direitos
Humanos perante a ONU, justificando a todo o mundo os seus
crimes exatamente através dos artigos pelos quais foi acusado.


Infelizmente, parece que o povo estadunidense, que

democraticamente elegeu George W. Bush como seu líder por duas
vezes seguidas, continua alienado e aberto somente às
interpretações fabricadas pela mídia ocidental.

Em setembro, a
aprovação quanto à maneira que o presidente estadunidense tem
lidado com a guerra no Iraque cresceu, representando um salto de 8
pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado
em julho, segundo a última pesquisa NBC/Wall Street Journal.

São
poucos os estadunidenses que, de fato, conseguem analisar a
extensão dos danos causados pelos seus próprios crimes
.

O
pacifista estadunidense Kevin Danaher, integrante da Global
Exchange, organização de defesa dos direitos humanos com sede
em São Francisco, nos Estados Unidos, explicou bem a relação do
governo e da mídia com a ignorância do povo estadunidense:

"Nos
Estados Unidos, há uma tradição de os governos criarem grandes
mentiras. Atualmente, muitas pessoas devem acreditar que foi o
Iraque que atacou os Estados Unidos".

"A base do imperialismo é a
apatia e a ignorância existente na mente dos estadunidenses",
argumentou Danaher.


Enquanto o governo
estadunidense continua os
massacres no Afeganistão e no
Iraque
, no intuito de trocar o
sangue iraquiano pelo sucesso
econômico e político pessoal de
Bush e seus aliados, o povo

estadunidense mostrou ser condizente com os crimes pelos quais
os Estados Unidos foram culpados pela ONU.

As recentes
pesquisas estadunidenses fazem lembrar o testamento de
Mohammad Sidique Khan, um dos supostos envolvidos nos ataques
em Londres em 2005:

"Nossas palavras não têm qualquer efeito
sobre vocês, portanto vou falar em uma língua que vocês
entendem. Os seus governos democraticamente eleitos continuam
a perpetuar atrocidades contra o meu povo. Nós estamos em
guerra, e eu sou um soldado – agora vocês também experimentarão
a realidade dessa situação".

As pessoas morrem com bombas e
tiros, mas antes que isso aconteça, elas são assassinadas por
idéias – esse é o caso dos Estados Unidos, um risco para a paz
mundial.


8 de outubro de 2007
Edição 77

sábado, 20 de outubro de 2007

Mensagem do Dia

INDEPENDENCIA OU MORTE.
"Só o sentimento Nacional pode inir os iraquianos e vencer tantos latrogenocidas. Sigam o exemplo dos Vietnamitas e dos Afgaos, lutem lutem lutem, se nao conseguirem pelo menos morreram lutando. Se conseguirem, serao respeitadíssimos por sua coragem e determinaçao. E vagabundo internacional nenhum ousará colocar botas militares imundas em suas terras para roubar e matar, pelos proximos 50 anos. Abraçao".
posted by Faria

sábado, 13 de outubro de 2007

TORTURAS CONTRA IRAQUIANOS

Relatório aponta abusos "sádicos" contra iraquianos
Por Caroline Drees,
Reuters, 1o de maio, 2004

Prisioneiros iraquianos enfrentaram numerosos "abusos criminais sádicos, gratuitos e ostensivos" por parte dos soldados norte-americanos, incluindo sodomia e espancamentos, de acordo com um relatório do Exército dos Estados Unidos citado pela revista New Yorker.
A New Yorker disse ter obtido uma cópia do relatório interno de 53 páginas sobre supostos abusos na famosa prisão Abu Ghraib, perto de Bagdá.
Em um artigo publicado em seu site no sábado, a revista informou que o relatório foi autorizado pelo tenente-general Ricardo Sanchez, o principal oficial dos EUA no Iraque, e ficou pronto em fevereiro.
A edição de 10 de maio da revista chega às bancas na segunda-feira.
O relatório do Exército citou abusos como "quebrar lanternas fosforescentes e jogar o líquido fosfórico nos detentos;
...bater nos prisioneiros com um cabo de vassoura e uma cadeira;
ameaçar os presos homens com estupro;
permitir que um guarda policial militar desse pontos em um detento ferido após ser jogado contra a parede de sua cela;
sodomizar um preso com uma lanterna fosforescente e
talvez com um cabo de vassoura".
Escrito pelo general-de-divisão Antonio Taguba, o relatório afirma que as evidências que provam as acusações incluem "depoimentos detalhados de testemunhas e a descoberta de evidência fotográfica extremamente descritiva".
Uma autoridade da defesa dos EUA, que pediu para não ser identificada, disse que não tinha conhecimento do relatório mencionado pela New Yorker, mas afirmou: "Levamos a sério todos os relatos de abuso de presos. Todas as acusações de maus-tratos são investigadas. Estamos comprometidos a tratar todas as pessoas sob nosso controle com dignidade, respeito e humanidade. O Exército dos EUA agiu imediatamente em todos os casos de suposto abuso".

Investigação em curso
A notícia do relatório militar aparece dias depois da divulgação de fotos mostrando abusos dos soldados dos EUA contra prisioneiros iraquianos.
As fotos mostraram soldados norte-americanos sorrindo, fazendo poses ou sinal de positivo enquanto prisioneiros iraquianos aparecem nus, empilhados ou simulando atos sexuais uns com os outros.

O presidente dos EUA, George W. Bush, se disse na sexta-feira profundamente aborrecido com o abuso, mas afirmou que apenas "poucas pessoas" deveriam ser responsabilizadas.
Ele defendeu a conduta das forças de ocupação norte-americanas, enquanto a Casa Branca tenta controlar a repercussão negativa das fotos no Iraque e no mundo árabe.

Um jornal britânico também publicou fotos mostrando soldados britânicos aparentemente urinado em um prisioneiro de guerra iraquiano algemado.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse no sábado que o abuso dos presos iraquianos é "completa e totalmente inaceitável"...

terça-feira, 24 de julho de 2007

DESAPROVAÇÃO IRAQUIANA ÀS FORÇAS DE COALIZÃO


Um clima anti-americano está crescendo!
An anti-American atmosphere is growing.
Iraqis are taking advantage of every chance to demonstrate their disapproval of the American presence.
Iraquianos estão de todos os modos demonstrando desaprovação à presença americana.
An Iraqi waves his National flag over a house destroyed by coalition forces.
Um iraquiano tremula a sua Bandeira Nacional em cima de uma casa destruída pelas forças de coalizão.
Bagdad.
Bagdá.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

O IRAQUE PÓS-SADDAM

Foto: "Um soldado Britânico ajudando um menino iraquiano perdido mostrando a ele onde seu papai e mamãe foram".
Baghdad


"Se você vir uma patrulha dos EUA, você deve frear bruscamente e manter-se longe deles. Os atiradores nos veículos matam as pessoas todos os dias por ficarem perto demais deles. Cada Iraquiano tem uma história de horror sobre um amigo ou um parente que não entendeu uma instrução, freqüentemente em inglês, e foi morto".

John Simpson, BBC News

sábado, 30 de junho de 2007

A INTERNET E AS LUTAS NO ORIENTE MÉDIO

Imagem do site de contagem de corpos no Iraque http://www.iraqbodycount.net/
Ninguém mais duvida da importância que a Internet tem para o mundo atual. Nem nas fileiras da esquerda e muito menos na direita. Não sabemos mais viver sem a rede mundial, a “teia” de computadores interligados. É certo que boa parte da população da terra, talvez metade dela, ainda não tenha acesso às vantagens da rede. Mas, olhando pelo outro lado, pelo menos três bilhões de pessoas têm acesso, de alguma forma, ou de casa, ou do seu trabalho, ou em locais chamados de cyber café ou lan house. Nossa coluna de hoje traz alguns endereços comentados, a partir de contatos que mantemos sistematicamente com vários países do mundo, sobre a questão do Oriente Médio. Vamos dar os endereços de páginas muito interessantes na internet, divididas em seis grandes blocos:
1. páginas relacionadas com a luta no Iraque;
2. páginas relacionadas com a questão palestina e algumas feitas por judeus;
3. páginas de apoio à causa árabe de um modo geral;
4. páginas que clamam pela condenação de Bush e Blair.
É a nossa forma de contribuir para todas essas lutas, às quais estamos envolvidos. Só lamento que a grande maioria dessas páginas sejam todas em inglês. Algumas têm a opção de versões de conteúdo em espanhol.
1. Sites sobre a questão do Iraque

Site da Resistência Iraquiana:
http://www.iraqresistance.net/
É uma página feita na França, cujo conteúdo maior é todo em francês. As versões em inglês e espanhol têm menos conteúdo. É feita por membro da direção da Resistência e da Insurgência, sejam eles sunitas, xiitas ou cristãos, ou ainda sem religião. O que os unifica é a exigência da retirada das tropas anglo-americanas de ocupação. É ricamente ilustrada, com fotos.
Site do Tribunal Internacional do Iraque:
http://www.worldtribunal.org/
É a página do Tribunal Internacional que julgou as violações das convenções internacionais sobre a guerra contra o Iraque e a sua ocupação. Ele vem sendo alimentado desde 2003 e concluiu seus trabalhos em junho último, na cidade de Istambul na Turquia, onde Bush e Blair foram duramente condenados. É composto por entidades em todo o mundo, intelectuais, religiosos e pessoas progressistas e patriotas de todos os países. Realizou pelo menos 15 sessões nacionais em diversos países. Os militantes do Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade pela Paz - estão empenhados em construir no Brasil um tribunal semelhante, para ser instalado ainda no segundo semestre, com apoio das maiores e mais importantes entidades da sociedade civil organizada deste país. Nesta página podem ser assistidos vídeos sobre as sessões do Tribunal e fotos de todos os países que instalaram as sessões nacionais.
Site de contagem de corpos no Iraque:
http://www.worldtribunal.org/
Esta é uma página feita por ingleses contrários à guerra. Ganhou destaque nos jornais do mundo inteiro com a divulgação de que os americanos ocupantes do Iraque mataram quatro vezes mais civis do que a própria insurgência com os seus ataques às tropas americanas e seus colaboradores. Eles se propõe a contar os corpos das pessoas mortas. Usam diversas fontes como referência e por isso divulgam números “mínimos” e “máximos”, pois não é uma contagem precisa. Começaram a fazer isso por uma declaração infeliz, mas convicta, de um dos generais chefe da ocupação, que disse que eles não podem fazer isso (contar corpos). Há uma pequena parte do site que é feita em português. Vale a pena vê-la e navegar sobre ela.
Site Eletrônico da guerra contra o Iraque:
http://electroniciraq.net/news/
Na mesma linha do site que falaremos abaixo, o Eletrônico da Intifada Palestina, este site é feito por jornalistas e veteranos de guerras dos Estados Unidos, mas que hoje são pacifistas e contrários a qualquer tipo de guerra. Totalmente em inglês. Em junho de 2003, quando iniciou sua campanha pela retirada das tropas, chegou a receber até um milhão de visitações na página, muito bem elaborada, com muitos recursos, banco de dados, relatórios, fotos. Muitos de seus elaboradores, são correspondentes e alguns moram no Iraque e países da região, prestando assim um grande serviço contra a guerra de Bush. A atualização do site é praticamente diária.
Site pela retirada das tropas do Iraque:
http://www.troopsoutnow.org/
Feito por americanos e veteranos de guerra, é um dos mais poderosos nos Estados Unidos. O site não é tão cheio de dados e de recursos, mas vale pelo banco de imagens, de banners, de fotos, de modelos de outdoors, que podem ser salvos em qualquer computador. São os publicitários americanos se esforçando contra a guerra e prestando um serviço a favor da paz. Site totalmente em inglês. As pessoas podem se cadastrar no site para receber material e assinar petições no ar pela retirada das tropas.
2. Sites sobre a questão Palestina
Site eletrônico da Intifada Palestina:
http://electronicintifada.net/new.shtml
É a página eletrônica da Intifada Palestina. É feita por um coletivo de palestinos, mas sem ligação direta com a Autoridade Nacional. Muito bem feita, visual muito bonito, chamativa, instrutiva, com um grande acervo de documentos e fotos, imagens, banners, cartazes, filmes etc. infelizmente, apenas na versão inglesa.
Site da História da Palestina:
http://www.palestinehistory.com/
É o melhor site sobre a história da Palestina que conheço. É feita por um palestino nascido nos Emirados Árabes Unidos em 1968, mas expulso das terras de seus antepassados que moravam em Gaza há mais de 700 anos. Seu nome é Esam Shasha, de 37 anos, que edita a página. É muito bem feita, muito ilustrada e, claro, é firme defensora do direito histórico dos palestinos àquelas terras. Eles concentram a contagem da história a partir de 1900, quando inicia a forte imigração judaica, com apoio do sionismo, para as terras Palestinas, então ocupadas pelos turcos, que posteriormente passariam às mãos dos britânicos na divisão do Oriente Médio feita a partir dos tratados de San Remo e Versalhes de 1922.
Site do Palestine Monitor:
http://www.palestinemonitor.org/nueva_web/
É um bom site também, feito por palestinos militantes de uma ONG, chamado “Rede Palestina Não Governamental”, formada de militantes e ativistas da luta palestina, formada a partir de setembro de 2000, quando se inicia a segunda Intifada palestina. Muitos são advogados. Não tem vínculos com a ANP e, também na maioria de seu conteúdo, é toda em inglês, mas nada que uma boa navegada, os internautas não possam localizar fotos, imagens, vídeos e banners que possam ser utilizados amplamente no dia-a-dia.
Site da Campanha Mundial contra a Construção do Muro de Israel: http://www.stopthewall.org/
É o site oficial da campanha mundial contra a construção do que vimos chamando de “Muro da Vergonha” de Israel. É feita tanto por palestinos, como seus apoiadores em várias partes do mundo. Ela angaria inclusive donativos, pede ajuda para que a página seja amplamente divulgada. As pessoas podem se cadastrar para receber o boletim eletrônico sobre a campanha. Há farto material, imagens, notícias, artigos, vídeos, desenhos que podem ser aproveitados, de livre uso.
Site do Centro Israelense de Informações e Direitos Humanos para os Palestinos: http://www.btselem.org/English/index.asp
Este é um site feito por uma ONG judaica, chamada Centro Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados. É feita em hebraico, mas é integralmente traduzida m seu conteúdo para o inglês. Existe desde 1989 e é composta por membro do parlamento israelenses, jornalistas, acadêmicos e intelectuais progressistas. Vale a pena. Tem muitos recursos à disposição.
Site contra a Ajuda Militar Americana à Israel:
http://www.stop-us-military-aid-to-israel.net/
Este também é um dos sites mais interessantes na luta palestina. É feito pelo esforço de dois cidadãos, um e origem palestina, o Sami Abuhamdeh e pelo israelense Benjamin Balak, economista e professor. É um site de campanha para que se interrompa os recursos financeiros dos Estados Unidos para Israel. Alguns estimam esse valor desde 1948 em mais de 1,5 trilhão de dólares. Esses recursos servem para reprimir cada vez mais os palestinos em suas terras. Este site e esta campanha é apoiada por mais de 21 outras grandes entidades e páginas na Internet, também disponível no site. As pessoas podem assinar a campanha e divulgarem a mesma em seus sites pessoas ou de entidades.
Site do Comitê Israelense contra a Demolição de Casas palestinas: http://www.icahd.org/eng/
Este também é um site feito por judeus, que se colocam contra a demolição de casas de palestinos, feitas a partir dos tratores da empresa Caterpilar dos EUA, chamados de “buldozzers”. Foi um desses tratores que esmagou a ativista dos direitos humanos americana, Rachel Courrie, cujo trator passou por cima de seu corpo em 2003, esmagando-a completamente. O endereço acima é da versão em inglês, pois o site é feito oficialmente nas línguas árabes e hebraica. É feito por uma ONG que se proclama contra a violência e de “ação direta”. Também fartamente ilustrado.
3. Sites de apoio à causa árabe em geral
Site do Comitê de Solidariedade com a Causa árabe (em espanhol):
http://www.nodo50.org/csca/
É um dos sites feitos em espanhol, engajados na causa do povo árabe, de sua luta. Ele deriva do jornal Nação Árabe, existente há 18 anos. O site em si tem apenas cinco anos de existência. As pessoas podem se cadastrar para receber boletins informativos e podem ter acesso a charges, desenhos, pôsteres, fotos relacionados com a luta dos árabes contra a opressão, contra a ocupação de suas terras. Desse site as pessoas podem navegar por dezenas de outros relacionados e de boa qualidade, na área da resistência iraquiana, da luta dos palestinos. Muito bem elaborado e mostra uma relação harmoniosa com os árabes que vivem na Espanha, país ocupado pelo império árabe por quase 700 anos seguidos.
Site do projeto de Informações e Pesquisas do Oriente Médio: http://www.merip.org/
É o site oficial do Centro de Informações e Pesquisas para o Oriente Médio. Ainda que totalmente em inglês, este site é derivado de uma entidade que já existe há 32 anos, sendo originário a partir de uma publicação de 1971, do jornalista francês Eric Rouleau. É uma ONG, sem fins lucrativos e tem sede em Washington, EUA. Esse site edita o Boletim “Relatório do Oriente Médio”, uma das mais respeitadas publicações sobre o tema, que já esta em seu número 235 (verão de 2005).
4. Sites contra Bush e Blair e contra a Guerra
Site do Julgamento Popular de Bush, nos EUA: http://www.peoplejudgebush.org/
Existem diversos sites na Internet que se propõe a fazer oposição a bush e a blair. Este se propõe a fazer o julgamento popular de Bush e é um dos mais ativos e organizados. Ele é parte de uma campanha iniciada na primavera de 2004 nos Estados Unidos, que cresceu muito em função de grandes evidências dos crimes cometidos pelo presidente americano contra o povo do Iraque e de outros povos do mundo. Eles tem muitos endereços de outros sites correlacionados, tem banco de charges e imagens contra Bush. Vale a pena ser visitado, apesar de totalmente em inglês. As pessoas podem assinar a petição contra Bush no próprio site.
Site do Fórum Global de Política: http://www.globalpolicy.org/
Este é um dos mais respeitados e famosos sites de política internacional. Ele trabalha com a própria Organização das Nações Unidas – ONU e é, tem com ela um status de consultiva. Tem por objetivo o monitoramento de toda a política global da própria ONU, sua aplicação no mundo, acompanhando as aplicações das decisões tomadas em plano mundial e como isso afeta os povos, suas conseqüências etc. procura também mobilizar as pessoas e os cidadãos a participarem mais ativamente da vida política nas questões das relações internacionais e como as decisões da ONU afetam a vida das pessoas. Existe desde 1993. tem um grande banco de dados e recursos que merecem ser consultados e pesquisados.
Site do International Action Center de Ramsey Clark: http://www.iacenter.org/
É o site do famoso ex-procurador geral dos Estados Unidos, Ramsey Clark, ligado ao Partido Democrata. Esse cidadão, advogado respeitadíssimos em seu país, é um dos que coordena o comitê de mais de mil advogados incumbidos da defesa do presidente do Iraque, Saddam Hussein. O site se proclama como sendo de informação, ativismo e resistência ao militarismo dos Estados Unidos, à guerra e se propõe a lutar contra todas as formas de discriminação e racismo e opressão que parte dos EUA. Tem muitos recursos, links para outros sites correlacionados.
Manteremos nosso compromisso com nossos leitores de informá-los bem sobre todos os desdobramentos que ocorrem no oriente Médio, seja na Palestina, no Iraque, no Irã, no Líbano e tantos outros países árabes ou não daquela explosiva região da terra. Em outros momentos e em outras colunas, vamos seguir difundindo os melhores sites de luta que envolvem assuntos do Oriente Médio. Haveriam ainda muitos outros endereços a serem difundidos, mas ficaremos com os aqui já comentados neste momento.
Andes solidárias com os palestinos
A pedido da combativa e ativa professora Soraya Smaili, da Unifesp e da Regional/SP do Andes e presidente do Instituto de Cultura Árabe, publico a seguir uma moção aprovada no último congresso da entidade, realizado em Fortaleza este mês de julho, de solidariedade ao povo palestino. Peço a todos que puderem, darem divulgação à mesma, por tratar-se de uma importante reunião ocorrida recentemente em Paris, que reuniu o maior número de entidade em apoio à causa palestina.
Moção – A 9 de julho p.p. se reuniram, em Paris e sob auspício da ONU, representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais da Palestina. Depois de amplo debate, emitiram uma declaração contendo um chamado a uma campanha internacional em defesa do direito inalienável de autodeterminação para o provo palestino. As reivindicações propostas são:
“1. Fim da ocupação e colonização de todas as terras árabes, e desmantelamento do Muro;
2. Reconhecimento dos direitos fundamentais e igualitários dos cidadãos árabe-palestinos de Israel;
3. Respeito, proteção e promoção do direito dos refugiados palestinos ao retorno aos seus lares e propriedade, como estipula a resolução 194 da ONU”.
O chamado está assinado por quase duzentas organizações representativas do movimento nacional e social da Palestina.
O 50º CONAD do ANDES – Sindicato Nacional, fiel às suas tradições internacionalistas e solidárias com os povos oprimidos do mundo, faz suas as reivindicações dos representantes do povo palestino, e se compromete a envidar esforços para a realização com toda força desta importante campanha internacional no Brasil.

* Lejeune Mato Grosso de Carvalho, Sociólogo, professor da Unimep e membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabes de Lisboa