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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

PELA UNIDADE E SOBERANIA DO IRAQUE




"The Iraqi leadership believes that the Palestinians - and it does not matter who they are and how we [in Iraq] view one figure or another - are not terrorists. The Palestinians fight and struggle with legitimate means... it is a legitimate activity which we support explicitly and not in secret..."
Iraqi Deputy Prime Minister, Tareq Aziz, in response to the speech of US President Bush, MBC Television, 14 September 2002.

Tareq Aziz enfrenta ‘corte’ do invasor e homenageia Sadam

“Tive a honra de trabalhar com o herói Sadam, responsável pela unidade e soberania do Iraque”, afirmou Tareq com altivez na corte-farsa montada por Bush para funcionar no QG ianque da Zona Verde

Em plena corte-farsa de Bush, no interior do QG da invasão em Bagdá, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, prestou nessa segunda-feira dia 5 sua homenagem ao “herói Sadam”e afirmou ainda que foi o Irã, “com gás cianeto”, que “matou milhares de curdos em Halabja, e não o Iraque”.

“O governo do qual fiz parte não cometeu genocídio contra o povo curdo”, reiterou o líder iraquiano, que compareceu como testemunha do ex-ministro da Defesa Sultan Hachim, no assim-chamado, pelo invasor, ‘caso Anfal’.

“Tive a honra de trabalhar com o herói Sadam, responsável pela unidade e soberania do Iraque”, afirmou Tareq com altivez, apesar de seu conhecido estado precário de saúde e ao qual o invasor se nega a dar cuidados.

Tais declarações levaram o fantoche Mohamed Oreib Al Kalifa, que encena ser “juiz” chefe, a tentar silenciá-lo com ameaças.
Ao que Tareq reagiu com ironia: “já sou um prisioneiro. Que mais pode me fazer?”.
Depois de Sadam, é Tareq a face mais conhecida no mundo inteiro da revolução iraquiana.
Também de sua amplitude, um cristão, companheiro de sunitas, xiitas, curdos, turcomentos – todos iraquianos.

ANFAL

O ‘caso Anfal’ não passa de um apêndice da principal peça de propaganda do governo ianque contra a revolução iraquiana, e de demonização de Sadam, a tragédia de Halabja, onde cinco mil foram mortos por ataque com gás venenoso durante a guerra Irã-Iraque.
Tareq foi, pois, direto à questão.
“As armas químicas usadas naquele tempo que causaram a morte de milhares de pessoas [em Halabja] eram feitas de gás cianeto e não de gás mustarda. Quem tinha esse gás era o Irã, não o Iraque”, destacou.

“O ataque químico à aldeia curda de Halabja foi cometido pelos iranianos em uma ofensiva contra a população curda”, assinalou Tareq.
Ele acrescentou que a ofensiva iraniana com armas químicas em 1988 “é confirmada por documentos internacionais”.
Isso ficou estabelecido até mesmo através de relatórios do Pentágono, como um “publicado em 1989 e disponível na internet”, lembrou.
Também citou um artigo de Milton Viorst na revista norte-americana “New Yorker”.

Tareq apontou outro indício de que o governo iraquiano nada tinha a ver com Halabja.
Nas conversações de 1991, entre os líderes iraquianos e uma delegação curda que incluía o atual ‘presidente’ Jalal Talabani, “sobre compensações para as vítimas curdas da guerra”, Halabja não foi “sequer mencionada por qualquer das partes”, registrou.

Aliás, por todo o Oriente Médio, foi o Iraque, a revolução de Sadam, que mais direitos concedeu aos curdos.
Direito de ter sua língua, escolas, assembléia.
A única condição era a de que se reconhecessem como iraquianos e a grande maioria dos curdos se integrou na revolução, inclusive de armas na mão, contra os iranianos, na época – como testemunhou o correspondente de então do “Guardian”, Patrick Cockburn.
Que também considerou impossível que “182 mil curdos” fossem mortos nessas imediações e isso não transpirasse imediatamente.

ANALISTA DA CIA

Provavelmente o relatório a que Tareq se refere trata-se do estudo conduzido pelo analista sênior da CIA sobre o Iraque no decorrer da guerra Irã-Iraque e professor da Escola de Guerra dos EUA, Stephen Pelletiere, que concluiu que “foi gás iraniano que matou os curdos, não iraquiano”.
De acordo com sua investigação para o Pentágono, “as condições dos corpos dos civis curdos indicaram que eles tinham sido mortos por um agente sanguíneo – isto é, um gás à base de cianeto – que, como se sabe, era usado pelo Irã’.
Os iraquianos – que tinham gás mostarda, que atua por princípio diferente – “não tinham agentes sanguíneos na época”.

O relatório a que Tareq aludiu, desmonta, portanto, a fantasia reacionária do “exército de Sadam jogando gás venenoso no seu próprio povo”.
Não se trata de uma peça contra o Irã, como alguns poderiam alegar, porque diz que “a tragédia de Halabja ocorreu no decorrer de uma batalha entre iraquianos e iranianos – estes últimos no controle da cidade – que definiria o estratégico controle da maior represa do país, Darbanddikhan, e assim, das águas do Tigre e do Eufrates”.
Portanto, se deu no meio de uma batalha e não tendo civis curdos como alvo.
Como destacou Pelletiere, “os civis que foram mortos tiveram o infortúnio de serem pegos no meio disso”.

Quanto ao ‘Anfal’, não passa de uma projeção, sobre os líderes revolucionários iraquianos, dos crimes de guerra de que são useiros e vezeiros os capos do império, como está aí o próprio Iraque, Afeganistão, Vietnã, Coréia para serem exemplos.
Se, como alegam os invasores ianques, seus fantoches e mariposas, “foram mortos 182 mil curdos”, passados quatro anos de ocupação no Iraque inteiro e 16 anos de “autonomia da região” curda, todo dia devia ter alguém achando uma, duas covas em massa, ainda mais com os invasores dispostos a premiar com verdinhas.
Também já deveria ter aparecido alguém, algum renegado, que teria participado da matança, para dar “detalhes”.
Mas não encontram nada porque não há nada.


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

DESVENDANDO VERDADES

I - ASPECTOS GERAIS DO IMPERIALISMO AMERICANO


ESTADOS UNIDOS, UMA DEMOCRACIA TERRORISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531214543992998159

BREVE HISTÓRIA DO IMPERIALISMO AMERICANO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531251628888115471

ESTADOS UNIDOS, O PAÍS MAIS ODIADO DO PLANETA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531851859157666063

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DO IMPERIALISMO AMERICANO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531258992609544463

EUA - DOUTRINA DO DESTINO MANIFESTO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531271368557807887

O PRIMEIRO MASSACRE DOS EUA CONTRA OS MUÇULMANOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531279756628936975

HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531291799717234959

DE VOLTA À IDADE MÉDIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531280205453019407

CONTE A VERDADE AO POVO, SR. PRESIDENTE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531306954509338895

MENTIRAS DE ESTADO - A TRADIÇÃO MENTIROSA DOS EUA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531430948067690767

OVER THERE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531308236557076751

A VÍBORA AMERICANA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531421112592582927

O CAPITALISMO LIBERAL

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531278869718190351

DE HITLER A BUSH: O IRAQUE E O NEW AMERICAN CENTURY

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531292933588601103

RESUMO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531588442370951439

COMO O US ARMY RECRUTA SEUS SOLDADOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531304186402916623

O US ARMY E O ROUBO DO TREM DE OURO NAZISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531414676584089871

NOAM CHOMSKY - LIVRO - O QUE TIO SAM REALMENTE QUER

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531464916964034831

CRIMINOSOS DEMOCRÁTICOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531481684509142369

EXPORTAR É PERIGOSO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531481338764275041

A "RECONSTRUÇÃO" DO IRAQUE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531480451853528417

OS EUA E O ÚLTIMO CRIME DE GUERRA DO SÉCULO XX

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531305202162682127

A NOVA ARMA DOS EUA: A MANIPULAÇÃO DO CLIMA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531416456848034063

A MILITARIZAÇÃO DA NEUROCIÊNCIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531631471500806415

UMA AMEAÇA PIOR QUE O TERRORISMO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531422184186923279

A AGENDA DOS EUA PARA A DOMINAÇÃO MILITAR GLOBAL

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531617278781376783

IRAQUE - O SEGREDO POR TRÁS DAS SANÇÕES

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531613930854369551

CARTA DE RAMSEY CLARK À ONU

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531613112663099663

FRASES DE FAMOSOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531612930126989583

RESUMO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531588442370951439

ECHELON - ESPIONAGEM MUNDIAL VIA SATÉLITE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531457922609793295

NEOCONS - O QUE SÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531421597923887375

PSICO-GUERRA MACIÇA CONTRA A VENEZUELA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531634561729775887

O PORMAIOR DO FINANCIAMENTO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531634306179221775

O TERROR OCIDENTAL

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531874463570544911

GORE VIDAL - PORQUE O AFEGANISTÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531588893342517519

GORE VIDAL - COM BUSH PERDEMOS A CONSTITUIÇÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531590173242771727

GORE VIDAL - OS EUA DE BUSH VIRARAM REPÚBLICA BANANEIRA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531590710113683727

IRÃ - A MAIOR CRISE DOS TEMPOS MODERNOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531640733597780239

CONSEQUÊNCIAS DE UM ATAQUE AO IRÃ COM BOMBAS NUCLEARES

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531645123054356751

O BRANQUEAMENTO DOS LUCROS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531850993721755919

IMPERIALISMO USA BRASILEIRO PARA BUCHA DE CANHÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531675333854316815

A RESSURREIÇÃO ECONOMICISTA DA RELIGIÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531849035216668943

ATROCIDADES DOS EUA NA GUERRA DA CORÉIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531877240266901775

AS CLOACAS DO MUNDO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531873202997643535

VIETNÃ - CHACINAS DE MY LAY E TUONGAN

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531425214286350607

VIETNÃ LUTA CONTRA LEGADO DO AGENTE LARANJA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531426174211541263

CONDENAÇÃO DOS MUROS DE BAGDÁ E EUA/MÉXICO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531855166282483983

PUTIN COMPARA EUA À ALEMANHA NAZISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532154508323145999

RUSSIA - UM NOVO BUNKER À DOMINAÇÃO GLOBAL?

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532153694426843407

BLACKWATER: O EXÉRCITO SOMBRA DE BUSH

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532245078446000399&start=1

MEMORIAL DE ATROCIDADES DA CIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531841246293477647

COMO A CIA DERRUBOU MOSSADEQ, DO IRÃ

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531840861893904655

1964- O GOLPE DO IMPERIALISMO

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O CAOS FUNDAMENTALISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531826213907941647

EUA AMEAÇAM RÚSSIA

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400 MILHÕES VIVEM E TRABALHAM EM CAMPOS MINADOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532534849152043279

UNITED FRUIT E AS "REPÚBLICAS BANANEIRAS"

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2533288630944876815

posted by Jaime Munhoz

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As infundadas acusações estadunidenses


Irã falava a verdade desde
o início

As infundadas acusações estadunidenses

Na última segunda-feira (3), o novo relatório de inteligência dos
Estados Unidos concluiu que o Irã desativou o seu programa de
armamentos nucleares há mais de 4 anos.
Mais uma vez, o mito das
“armas de destruição em massa” voltou para assombrar a
administração Bush também no caso do Irã.

Irã falava a verdade desde o início
Na última segunda-feira (3), o novo relatório de inteligência dos
Estados Unidos
concluiu que o Irã desativou o seu programa de
armamentos nucleares há mais de 4 anos.
Mais uma vez o governo
estadunidense tem sua credibilidade colocada em xeque – ao que
tudo indica, o mito das “armas de destruição em massa” de Saddam
Hussein (que nunca existiram) voltou para assombrar a
administração Bush também no caso do Irã.
O relatório da Estimativa de Inteligência Nacional (EIN) sobre o Irã,
que expressa consenso entre todas as 16 agências de inteligência
estadunidenses, indica com “muita confiança” que o Irã paralisou
seu programa para desenvolver armamentos atômicos em 2003 “em
resposta à pressão internacional”.
O resultado contradiz as
ameaças da Casa Branca de que a República Islâmica estaria atrás
de “desenvolver armas nucleares” – o motivo pelo qual duas
sanções econômicas foram impostas contra o país recentemente
.
Ao mesmo tempo, o relatório comprova o que o Irã afirma há anos:
que seu programa nuclear é pacífico, voltado apenas para a
geração de eletricidade com fins civis.
As “descobertas” da EIN não representam uma novidade para
aqueles que seguiam o caso do Irã de perto.
O reeleito presidente
russo, Vladimir Putin
, havia anunciado anteriormente, baseado em
suas agências de inteligência, que “não existem evidências” de que
o Irã estaria atrás de construir uma bomba.
Mohamed El-Baradei,
chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA),
encarregada de inspecionar as instalações iranianas, também
respondeu positivamente, afirmando que o relatório sustenta sua
posição de que “não há evidências de um programa de armas
nucleares não declarado em lugar algum” no Irã.
A novidade significa que o Irã venceu?
De acordo com oficiais do
Pentágono, o relatório “fortaleceu o Irã e enfraqueceu os demais”.
De fato, o Irã comemorou a mais recente derrota da administração
Bush.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr
Mottaki,
declarou que “está se tornando claro para o mundo que o
programa nuclear do Irã é mesmo pacífico”.
A televisão estatal
iraniana qualificou o relatório como “a confissão nuclear” dos
Estados Unidos, e afirmou que o mesmo representa “uma vitória"
para a República Islâmica.
Apesar disso, a máquina de propaganda
militar de George W. Bush não descansou.
Assim como no Iraque, em que a cada vez que um mito era
desmascarado outro novo era criado (das “armas de destruição em
massa” à “presença da Al-Qaeda no Iraque”)
, o governo
estadunidense já iniciou a sua nova campanha de acusações contra
o Irã.
Em uma entrevista coletiva em Washington, Bush disse que o
relatório, na verdade, “dá motivo para mais pressão” (sic) contra o
governo do líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
Após
comprovado que a afirmativa do governo iraniano era mesmo
verdade, as novas acusações estadunidenses são voltadas para a
“intenção” de desenvolver armas nucleares, e não mais a
capacidade – um argumento difícil de ser avaliado.
Segundo Bush,
o Irã pode retomar um programa atômico militar secreto.
“O Irã foi
perigoso.
O Irã é perigoso.
E o Irã será perigoso, se tiver o
conhecimento necessário para fazer uma arma nuclear”,
afirmou
ele.
O desenvolvimento de
tecnologias nucleares é legal
perante a Lei Internacional para
os países que assinarem o
Tratado de Não-Proliferação
Nuclear.
Considerando isso, o
Irã tem o direito de enriquecer

urânio, já que a República Islâmica assinou o tratado ainda em
1968.
Apesar disso, os Estados Unidos parecem decididos a atrasar
o desenvolvimento do país, que tem um papel fundamental na
divisão de poderes do Oriente Médio
.
Um recente relatório da AIEA,
que antecedeu o relatório estadunidense, confirmou
inequivocamente que “o programa nuclear do Irã é de natureza
civil”,
e que “o Irã não tem intenção e nem condição de fabricar
armas nucleares”.
O governo estadunidense, porém, não se
mostrou interessado em fatos.
“Acho que o relatório divulgado
ontem é um sinal de advertência, porque poderiam [o Irã] reiniciá-lo
[o programa nuclear]. Tiveram o programa e o paralisaram”,
afirmou
Bush, acrescentando que “todas as opções” continuam sobre a
mesa em relação às medidas a serem tomadas contra Teerã
Pelo
menos por enquanto, a verdade venceu.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Curdos: entre a rebeldia e a paz

Breve histórico do curdos do Iraque.

Muitos estão pagando, e outros virão a pagar um preço muito alto pelo desmantelamento do Iraque, dentre eles os curdos.
Os curdos são um povo tribalizado, suas lideranças não são centralizadas, são divididos em "tribos", ao longo de sua história sempre houve lideres próximos ao Iranianos, outros ao Turcos e alguns próximos ao árabes iraquianos.
Essa divisão que sempre foi, na verdade, o maior inimigo da independência curda.
A comissão britânica que desenhou as linhas de fronteira do norte do Iraque, colocou propositalmente a região curda como parte do Iraque, assim a monarquia iraquiana que atuava como defensora da empresas petroliferas do Iraque, teria controle sob os poços de petroleo dessa região.
Desde então as relações entre curdos e arabes tem sido marcadas por altos e baixos, a principio, a monarquia iraquiana, um regime pro-Ocidente extremamente repressor, adotando uma tática de controle semelhante à que a Turquia exerce atualmente, negava aos curdos o acesso ao ensino superior, entre outros direitos básicos, ocorrendo assim de maneira semelhante aos xiitas do sul, grande parte da população vivia em um regime de semi-feudalismo.
Depois veio a revolução popular de 1958, que destruiu a familia real, a situação melhorou relativamente para os curdos do Iraque, já que a revolução mudou os rumos da politica petrolifera, mas como marca da relações curdo/iraquiana sempre houve alternância em periodos de rebeldia e de paz.

Depois de alguns anos de conflitos, o partido Baa's(baath) realizou uma serie de acordos com os curdos em 1969, e em 1971 o Baa's reconheceu o direito dos curdos a ter um pais, o curdistão se tornou de fato uma região autônoma dentro do Iraque, além disto o Baa's cedeu participação no governo aos curdos.
Mas por outro lado, isso não viria a garantir a paz, pois as lideranças curdas(Barzani) em 1973, procurou aproximação com os piores inimigos do Iraque: Israel, Irã e a CIA.
O que fez retomar as tensões entre os curdos e o partido Baa's que atingiram seu ápice em uma atrevida reivindicação de posse sobre poços petroliferos situados em cidades mistas ao norte de Bagdad.
Em 1980 quando se iniciou a terrivel guerra Irã x Iraque, o Baa's procurou aproximação com os curdos, mas somente o PKK(partido do trabalhadores do curdistão, o mais ativo contra a Turquia) se aliou ao Baa's.
Enquanto o PKD(partido democratico do curdistão) cujo braço armado é as milicias peshmerga, e o lider é o Barzani(sic), se tornaram aliados do Irã.
O Partido Baa's como represália ao fato do PKD no inicio da guerra ter se tornado aliado do Irã, removeu todos vilarejos perto da fronteira Irã x Iraque, onde ficava as principais bases de milicos do PKD.
Em torno de 1985, a guerrã Irã x Iraque estava sendo travado em territorio Iraquiano, e apostando na derrota do Iraque, tanto o PKK e como o PKD se aliaram ao Irã, chegando ao ponto de combaterem juntos contra o Iraque na cidade de Basra.
O partido Baa's diante deste quadro trágico iniciou a operação liquidação dos traidores, tendo o seu ápice no que ficou conhecida como a operação Anfal.

Apesar dos altos e baixos, sempre houve expressiva participação curda no governo e no exército do Iraque; dos 8 homens "fortes" de Saddam, 2 eram curdos.
Barzani e Talabani(do PKD) em 2001 forjaram um acordo com a Turquia para esta não entrar no Norte do Iraque, acordo este que não inclui o PKK, o partido mais atuante contra a Turquia.
Grande parte da região chamada etnicamente de Curdistão se encontra na Turquia, os curdos da Turquia vivem em um regime de escravidão, é negado o direito a falar seu idioma e ao ensimo médio perpetuando o ciclo que os leva a somente a trabalhar em empregos de "segunda classe".
Por isso a Turquia mantem olhos abertos sobre o norte do Iraque, ja que o PKK tem forte bases lá.

Os curdos pagam um preço muito caro pelas más escolhas de seus lideres, em janeiro deste ano assistimos o Irã disparar obuses contra vilarejos curdos. Este é o presente do Irã por eles o terem ajudado.
Com o que a Turquia faz atualmente, é dificil imaginar que um dia em 1919 os curdos ajudaram a Turquia no episódio conhecido como o genocidio armênio e no massacre do assirios iraquianos em 1920.

sábado, 1 de dezembro de 2007

EUA INVADIU IRAQUE.CULPA DE QUEM?


O Presidente dos Estados Unidos da América ouviu os conselhos da CIA

e por isso invadiu o Iraque.




Hoje, esse mesmo presidente aconselha-se com o General Petreaus sobre como retirar do Iraque (inteiros).

Este mesmo presidente teve seis conselheiros (e por acaso, todos da mesma religião) e entretanto, todos perderam o seu emprego por razões diferentes, mas sobre tudo pelas derrotas no Iraque.
São muitas as razões do desastre total no Iraque e as opiniões sobre quem é culpado diferem:


O General Petraeus culpa a Al-Qaeda


Condi Rice culpa o Irão


George Bush culpa o terrorismo global


Ehud Olmert culpa a Síria


a minha sogra culpa a minha escrita


Hilary Clinton culpa os veículos Hummer não blindados


Barak Obama culpa o jet lag das tropas


Al Gore culpa o aquecimento global


Ossama Bin Laden culpa os infiéis


os dois milhões de refugiados culpam o Alto Comissariado para os Refugiados e


um milhão de mortos culpam…ninguém, já não culpam ninguém.




Pessoalmente, eu culpo muitas pessoas,mas culpo principalmente o único ganhador deste jogo:O Estado de Israel… quem mais??


Raja Chemayel
Sem culpa… mas frustrado!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Devils for Bush

Muito provavelmente é verdade que George W. Bush fala com Deus, mas resta saber se Deus, alguma vez falou com George.
Sendo tão ignorante sobre tantos temas e disciplinas ele também é muito fraco, especialmente a geografia, supostamente foi “pedido” a George W. Bush que “invadisse o Irão” mas acabou por incendiar o Iraque, independentemente de quem lhe tenha pedido para o fazer…
O George errou no alvo… apenas por uma letra…e um milhão de mortos e quatro milhões de refugiadosconsideram-no responsável… sem esquecer também…vinte cinco mil norte-americanos que usamuma cadeira de rodas ou um membro artificial…
Em segundo lugar, de certeza que foi alguém, que não Deus,que pediu ao George que “invadisse o Irão”ou praticamente para invadir o Iraque…
De qualquer forma, o Diabo, Haliburton, Blackwater,Al-Qaeda e Israel não se queixam da ignorância ou do erro do George.
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Iraque

domingo, 19 de agosto de 2007

INIMIGOS PRINCIPAIS OU INIMIGO PRINCIPAL?

Na semana passada as duas maiores autoridades executoras da política de guerra do governo Bush, a secretária de Estado, Condoleeza Rice, e o da Defesa, Robert Gates, fizeram uma incursão no Oriente Médio.
Primeiramente foram juntos ao Egito.
Depois visitaram a Arábia Saudita. Em seguida, a delegação dividiu tarefas.
Rice seguiu viagem à Palestina ocupada (Jerusalém e Ramallah), enquanto Gates deslocou-se ao Kuweit e aos Emirados Árabes Unidos.

Na primeira etapa da visita, os secretários de Bush reuniram-se em Charm el-Cheik, no Egito, com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuweit.

A missão teve três objetivos, todos relacionados com a aplicação do plano de reestruturação do Oriente Médio, a prioridade do segundo mandato de George W. Bush.

O primeiro objetivo foi conseguir apoio para estabilizar o Iraque.
Mais de quatro anos depois de iniciada a guerra de agressão, o imperialismo norte-americano colhe um retumbante fracasso.
O Iraque se insurgiu, as forças patrióticas foram capazes de organizar uma tenaz resistência, que inflige pesadas perdas humanas e materiais aos agressores (ver artigo “Por que os EUA perderam”, de Abdul al-Bayaty e Hanna al-Bayaty em www.cebrapaz.org.br).
É muito limitada a capacidade de ação desses países árabes no conflito iraquiano.
Por mais reacionários e pró-americanos que sejam, um envolvimento direto desses países ao lado das forças de ocupação atiça ainda mais o nacionalismo árabe, resultando no efeito contrário ao esperado.

Os emissários de Bush levaram na bagagem um pacote de ajuda militar para a aquisição de armamentos e tecnologia, no valor de 20 bilhões de dólares a serem negociados com a Arábia Saudita e outros países.
Ao Egito e Israel os belicistas estadunidenses ofereceram um pacote de ajuda militar da ordem de 43 bilhões de dólares.
A mensagem é clara.
Os Estados Unidos estão apostando em mais militarização da região, o que, independentemente de qualquer intenção proclamada, redundará em maior instabilidade.

O segundo objetivo foi fazer com que esses países exerçam pressão sobre o Irã no sentido de desencorajar a continuidade do programa nuclear desse país.
Ora, o Irã já sofreu duas resoluções da ONU ameaçando aplicar sanções caso não suspenda o programa nuclear, mas a atitude de Teerã é inabalável, não havendo qualquer sinal de que vá submeter-se aos ditames de Washington.
Disso se conclui que o exercício de pressões sobre o Irã, seja por parte dos Estados Unidos ou de interpostas forças também só acarretará mais instabilidade na região.

O terceiro objetivo relacionou-se com a Palestina.
Rice buscou envolver seus aliados nos esforços para organizar uma conferência de “paz” no final do ano.
Também nesse aspecto os resultados tendem a ser pífios.
A tática de distribuir migalhas tem por resultado o aprofundamento das divisões entre as diferentes forças que atuam naquele cenário.
A tentativa de isolamento, cerco e aniquilamento do movimento Hamas, que venceu as eleições, conduzirá a mais dilacerações, portanto a mais guerra, nunca à paz nem à criação de um verdadeiro Estado Palestino.
Além do que, é indefectível a posição pró-israelense do governo Bush.

Quem deu o principal argumento para atestar o fracasso da missão de Rice e Gates foram os próprios, quando proclamaram quem são os inimigos principais dos Estados Unidos na região: a Síria, o Irã, o Hezbolá e o Hamas.
A Síria e o Irã são dois países soberanos e não dão mostras de estar dispostos a renunciar aos seus objetivos nacionais.
Atacá-los militarmente cobraria um preço altíssimo que os EUA não estão em condições de pagar na presente situação.
Quanto ao Hezbolá e ao Hamas, são dois movimentos de resistência que já estão nos campos de batalha.
A amarga experiência israelense, derrotado pelo Hezbolá durante a guerra de julho-agosto do ano passado, indica que se trata de uma força difícil de aniquilar, pela sua capacidade de combate, pelas profundas raízes que deitou no seio da população libanesa e pelo imenso prestígio de que desfruta em todo o mundo árabe.
Quanto ao Hamas, desalojá-lo à força das posições que conquistou poderá representar uma tragédia humanitária numa Palestina já martirizada há muitas décadas.

Assim, é mais provável que, ao invés de alcançar os objetivos anunciados, o resultado da missão de Rice e Gates seja uma mais nítida caracterização do imperialismo norte-americano como o inimigo principal dos povos do Oriente Médio.
José Reinaldo de Carvalho*
jornalista é Diretor de Comunicação do Cebrapaz.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Saddam escreve livro de poesia na prisão
O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein acaba de terminar um novo livro de poesias e "tem o moral muito alto", disse um de seus advogados, Mohammed Salah Armuti, que se reuniu com ele em Bagdá.
Armuti, entrevistado hoje pelo diário jordaniano Alarab Alyawm, explica que "o presidente nos disse que acaba de terminar a redação de um novo livro em 28 de dezembro e que passa o tempo lendo, escrevendo e recitando o Corão".
O livro contém principalmente poesias e crônicas, explicou o advogado, líder do Colégio Jordaniano de Advogados, que está em Bagdá.

De lá explicou ao jornal que se reuniu no domingo passado durante cinco horas com Saddam, junto a um grupo de outros sete advogados árabes e não-árabes, para preparar a próxima sessão do julgamento contra ele, programada para amanhã.
Saddam se queixou a seus defensores de ter sido "isolado do mundo exterior" por seus carcereiros americanos e lamentou não saber "o que está acontecendo fora daqui".

"No entanto, encontramos o presidente com o moral muito alto, lhe pusemos em contato com os principais assuntos do Iraque, do mundo e da região árabe, em particular da resistência (iraquiano), das pressões contra a Síria e da crise nuclear iraniano".
Em referência aos conflitos da região, Saddam disse a seus advogados que os países árabes são culpados de permitir a "ingerência" do Irã na política iraquiana e a participação do país vizinho na "ocupação" do Iraque.
"O perigo iraniano persiste, porque os iranianos guardam rancores históricos contra os países árabes e islâmicos", disse Saddam, segundo a versão do advogado.
De acordo com o ditador hoje preso, foi o "perigo iraniano" o que justificou a guerra de oito anos que ele declarou em 1980 contra o vizinho persa.
Saddam também disse que "é natural que a Síria sofra pressões em troca das atitudes nacionalistas e panarabistas do presidente (Bashar) Al-Assad", segundo Armuti.

"Os Estados Unidos tem planos contra todos os estados árabes", afirmou Saddam, segundo o advogado.

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI845590-EI865,00.html

sábado, 14 de julho de 2007

GRUPO REVOLUCIONÁRIO QUE ENFRENTA O TALIBÃ


RESISTÊNCIA
Grupo revolucionário enfrenta o Taliban
Andrea Assef
Mas você vai saber também que nem tudo está perdido. No meio desse cenário árido de desesperança, surge uma resistência. É a Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (Rawa), uma entidade formada por duas mil mulheres que vivem na clandestinidade dentro e fora do Afeganistão. A Rawa foi fundada em 1977, em Cabul, por um grupo de intelectuais afegãs lideradas por Meena (para proteger os familiares, elas não usam o sobrenome), com o objetivo de lutar contra a invasão soviética. Dez anos depois, Meena, com apenas 30 anos, foi assassinada por agentes da KGB, a polícia secreta da União Soviética. Atualmente, a Rawa, que transferiu a sua sede para Quetta, no Paquistão, representa a única força de oposição aos homens do Taliban. A principal tarefa da Rawa é atender os 2,6 milhões de refugiados afegãos. Nos campos de refugiados, a Rawa mantém hospitais e escolas para meninas e meninos. Mesmo sob a intensa vigilância Taliban, a entidade atua secretamente no Afeganistão. Escolas clandestinas para meninas e assistência médica para mulheres nas áreas mais remotas do país são as principais ações dessas bravas guerreiras.
DINHEIRO conversou com uma das líderes do Rawa, a afegã Mehmooda, que vive num campo de refugiados no Paquistão. Ela, assim com todas as integrantes do Rawa, vem recebendo ameaças de morte.
“Não vamos desistir nunca”, avisa. Ninguém melhor do que Mehmooda para contar o que está ocorrendo com a economia do Afeganistão, devastada por essa exclusão social das mulheres afegãs. “O Aiatolá Khomeini, o horrível tirano do Irã, disse certa vez: ‘a economia pertence às bestas.’ Assim pensam também os talibans”, explica Mehmooda.
Contatos para contribuição à causa da mulher afegã podem ser feitos pelo e-mail (rawa@rawa.org) ou por carta P.O.Box 374, Quetta, Paquistão.
http://www.dinheironaweb.com.br

HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS INVISÍVEIS DO AFEGANISTÃO


As Vítimas Invisíveis

Nunca saberemos qual foi o custo total de vidas humanas dos ataques aéreos dos Estados Unidos, mas morreram muito mais pessoas do que aquelas massacradas diretamente pelas bombas

The Guardian, 20 de maio de 2002

Jonathan Steele in Herat

Um afegão levanta a cabeça de uma criança que, junto com outros 11 civis, morreu durante ataques aéreos a Cabul Um homem e seus sete filhos foram mortos quando uma bomba explodiu em sua casa (foto AP)More photos


Quem matou Asaq Mohammed? Seu tio o viu morrer.



Logo depois que os Estados Unidos começaram a bombardear o Afeganistão no outono passado, o menininho, que tinha só dois anos idade, fugiu de casa com seus pais e outros familiares nas costas de um burro.
Viajaram durante quatro dias pelas montanhas, em trilhas cobertas de neve.

À noite, sua única proteção contra o frio era um punhado de lençóis.
Não tinham tendas.
Depois de três anos de seca, todos já estavam enfraquecidos pela fome antes de partirem da aldeia de Ghorambay, na região oeste do Afeganistão.

A longa viagem a pé foi demais para os mais vulneráveis.
Quando chegaram exaustos à cidade de Owbeh, Asaq e seu irmão de seis meses, Abdul Rahman, não conseguiram se recuperar.
Suas vidas breves se esvaíram.
Seyd Mohammed acredita que seus dois sobrinhos ainda estariam vivos se não tivessem sido obrigados a fugir.


"Eles não teriam morrido se tivessem ficado aqui," diz ele com tristeza do lado de fora de sua casa.
Depois que o bombardeio acabou, os aldeões voltaram para Ghorumbay a fim de juntar os pedaços de sua vida desmoronada.

Como todas as outras casas do povoadozinho à beira de uma rodovia, a de Seyd Mohammed tem o telhado de grama seca espalhado por cima de uma estrutura leve.
À medida que a fome foi aumentando no ano passado, as pessoas foram ficando tão desesperadas por dinheiro para comprar comida que tiraram as vigas originais do telhado para vender na cidade mais próxima.

Depois foi a vez das vigas das janelas.
Agora a casa de Seyd Mohammed lembra uma prisão, com fileiras de galhinhos pregados nas janelas como as barras de uma cela.
A morte de seus sobrinhos pode ser atribuída à seca, à pobreza, ao frio, ao Talibã ou aos norte-americanos, ou a uma combinação de alguns ou todos esses fatores.

Não é fácil descobrir os responsáveis.


Mas é importante para toda tentativa de calcular o custo em vidas humanas dos ataques aéreos dos Estados Unidos ao Afeganistão.

As vítimas diretas das bombas e mísseis norte-americanos chamaram muita atenção dos políticos e da mídia e, apesar disso, ninguém sabe ao certo quantas delas houve.

Uma reportagem de fevereiro publicada pelo The Guardian estima que houve entre 1.300 e 8.000 mortes.


Uma investigação do The Guardian sobre as "vítimas indiretas" confirmou a crença de muitos órgãos de assistência de que elas excedem o número daqueles que morreram de ataques diretos.
Até 20 mil afegãos podem ter perdido a vida como conseqüência indireta da intervenção norte-americana.


Eles também fazem parte de qualquer contagem do número de mortos.
O bombardeio teve três efeitos principais sobre a situação humanitária.


Causou deslocamentos maciços ao levar centenas de milhares de afegãos a fugir de suas casas. Interrompeu a entrega de suprimentos às vítimas da seca que dependiam de ajuda de emergência.


Provocou intensificação das lutas e transformou um impasse militar em fluidez caótica, que levou mais pessoas ainda a fugir.
É impossível contar com exatidão o número dessas vítimas.


Os afegãos muçulmanos enterram seus mortos em 24 horas e os túmulos daqueles que morreram durante a fuga pelas montanhas, depois de abandonar seus lares, só são conhecidos por seus parentes mais próximos.
Ninguém tem tempo de entrevistar os sobreviventes ou averiguar suas histórias.


A única maneira de chegar a uma estimativa é com extrapolações e palpites razoavelmente bem fundamentados.
Em primeiro lugar, o deslocamento.


Pouco menos de 250 mil afegãos fugiram para o Irã e Paquistão depois do 11 de setembro, quando ficou claro que os Estados Unidos atacariam.


O que foi uma verdadeira proeza, pois envolvia pagamento a contrabandistas ou suborno aos guardas das fronteiras.


Ambos os países fecharam as fronteiras com o Afeganistão.
Apesar dessas restrições, o órgão dos refugiados da ONU, a UNHCR, estimou que cerca de 160 mil afegãos entraram no Paquistão em dezembro, muitas vezes secretamente e em pequenos grupos.


O número que passou pela fronteira iraniana é difícil de estimar, mas os oficiais iranianos entrevistados por The Guardian em Zahedan, no sudeste do Irã, disseram que 60 mil afegãos cruzaram a fronteira no primeiro mês depois do bombardeio.


Outros 9 mil ficaram em campos de refugiados do lado afegão.
Em ambos os casos, esses refugiados receberam uma assistência razoável depois de sua chegada, fundando comunidades de refugiados/imigrantes ou em campos que recebiam ajuda oficial. A viagem é que era o problema.


Um número desconhecido morreu no caminho.


Os refugiados que pretendiam cruzar a fronteira tendiam a estar em melhores condições de vida, pois sabiam que teriam de pagar e levar fundos para isso.
Aqueles que se deslocaram dentro do Afeganistão enfrentaram problemas diferentes.


Alan Kresko, secretário-assistente do órgão norte-americano que lida com as questões populacionais, migração e refugiados, estimou que 150 mil pessoas foram desalojadas.


Outros acham que o número foi maior.
A UNHCR estimou que 900 mil pessoas já haviam sido desalojadas dentro do Afeganistão antes de 11 de setembro.


Em março, mais de um milhão ainda estavam desalojadas.


Subtraindo aqueles que voltaram para casa para tentar aproveitar as chuvas de primavera, ainda resta um mínimo de 200 mil e possivelmente mais que fugiram de seus lares, mas continuaram no Afeganistão depois de 11 de setembro.
Os que tiveram mais sorte entre essas populações desalojadas internamente (PDIs) mudaram-se para a casa de parentes que ficava perto da sua.


Foi o caso de muitos da cidade ocidental de Herat que escaparam para aldeias a apenas alguns quilômetros de distância.
Lá continuaram tendo abrigo e quantidades adequadas de comida. Para eles, o maior problema foi o trauma.


"O bombardeio foi muito severo. Eles queriam atingir principalmente alvos militares, mas a força das explosões era muito intensa. Foi horrível para crianças e cardíacos. Meus filhos corriam para mim e eu sentia o coração deles batendo como um passarinho na mão," disse Gholam Rassoul, motorista de Herat.
O grupo que correu mais perigo foi daqueles que se dirigiram para áreas de fome e frio, onde correram mais riscos do que se tivessem ficado em casa.
Nas palavras de Kate Stearman, presidente das comunicações do ramo britânico da Care International, "Depois de 11 de setembro houve um pânico generalizado no Afeganistão, com o preço dos alimentos subindo vertiginosamente e fuga em massa das cidades.... O bombardeio e a deterioração das condições de segurança levaram a movimentos populacionais imensos e, em geral, sem qualquer tipo de registro. Embora se esperasse mais de um milhão de refugiados no Paquistão, eles não apareceram, e esse fato em si era preocupante, porque indicava que muitos mais ficaram presos dentro do Afeganistão, sem que se saiba o que houve com eles."
Em Qala-i-Nau, a capital de Badghis, uma das províncias mais afetadas pelos três anos de seca, o bombardeio norte-americano levou centenas a fugirem da cidade para aldeias onde as pessoas estavam mais perto de morrer de inaniação do que os moradores da cidade.
Os aldeões não tinham com o que alimentar os recém-chegados, disse Faisal Danesh, um assistente social da instituição de caridade World Vision.


O bombardeio interrompeu a entrega do suprimento de comida por via aérea, levando assistentes sociais expatriados a saírem do Afeganistão, e fizeram com que a equipe afegã parasse de prestar ajuda e serviços médicos em campos de PDIs, piorando ainda mais a sua situação.


"Durante duas semanas nossos agentes de saúde afegãos não viajaram até o campo de refugiados por causa da insegurança criada pelo bombardeio. Tivemos de sair muito antes," disse o dr. David Hercot da Medecins du Monde, que trabalha no campo de refugiados cada vez maior de Maslakh, na periferia de Herat.
Ninguém tem cifras exatas sobre quanta assistência deixou de ser dada em resultado da desintegração causada pelo bombardeio.


Em outubro, estima-se que a entrega de suprimentos caiu para 40% em nível nacional.
O principal fornecedor de alimentos, o Programa World Food, redobrou seus esforços quando as condições de segurança melhoraram, e choferes de caminhão concordaram em levar as cargas de volta ao Afeganistão em novembro e dezembro.


Mas continuou difícil distribuí-los para os campos de refugiados e aldeias.
Antes de 11 de setembro, o Afeganistão já na corda bamba, e cortamos essa corda durante três meses. Ou, falando sem rodeios: antes de 11 de setembro, o Afeganistão tinha um dos mais elevados índices de mortalidade infantil do mundo e um dos menores índices de expectativa de vida.


"Interromper a maior parte dos programas internacionais de assistência durante três meses só piorou as coisas," disse um analista ocidental dos direitos humanos.


"De meados de setembro a meados de dezembro," acrescentou ele "pode-se dizer que em áreas com níveis já elevados de desnutrição e abandono deve ter havido aumentos nos índices de mortalidade."
Entre essas áreas estavam o centro, o norte e o oeste do Afeganistão.


"Que aumentos foram esses, ninguém pode dizer, mas o fato de terem ocorrido não está em questão."
O terceiro efeito do bombardeio foi aumentar a instabilidade provocando o Talibã.


Até 11 de setembro, a guerra civil afegã estava num impasse há quase três anos.


Exceto em partes da região central perto de Bamiyan, as linhas de frente não tinham se alterado de forma significativa.


A assistência às vítimas da seca entrou nas áreas controladas pelo Talibã ou por seus adversários da Aliança do Norte com relativamente pouca dificuldade.


Houve escassez, mas porque os governos ocidentais não conseguiram responder aos apelos da ONU para ajudarem o Afeganistão.


A assistência que foi dada conseguiu chegar a seu destino.
Para os afegãos das áreas rurais, o fato da maioria das cidades serem controladas pelo Talibã não tinha grande importância.


Mal viam os fundamentalistas pashtun.


Na aldeia tajik de Kondolan, na região de Badghis afetada pela seca, por exemplo, as mulheres rurais não usavam a burca. Não fazia parte dos costumes locais e o Talibã nunca a impôs.


O Talibã proibiu as meninas de freqüentarem a escola, mas essa proibição também não teve o menor efeito: "Não temos nenhum tipo de escola há 25 anos," disse Mirza Behbut, um agricultor da região.
A intervenção dos Estados Unidos agravou o impasse militar e político.


Privados de comida quando os aviões norte-americanos atacavam seus comboios de suprimentos, o Talibã começou a roubar tudo o que era enviado para as vítimas da seca.
"Antes de Setembro, o Talibã nunca tinha saqueado. Recebia ajuda do Paquistão e de alguns países árabes. Depois de Setembro, enfrentou dificuldades para conseguir comida," disse Faisal Danesh, do World Vision.


"Isso fez muita diferença quando os expatriados foram embora. Não teríamos tido uma crise tão grave se eles tivessem ficado."
O Programa World Vision não tinha um escritório em Qala-i-Nan nessa época, mas o sr. Danesh diz que as sementes e grãos da Organização do Povo Norueguês e do Comitê Dinamarquês de Ajuda aos Refugiados Afegãos, que eram os principais órgãos na região antes do bombardeio, foram roubados de seus armazéns pelas milícias do Talibã.
O início do bombardeio levou as tensões políticas para um nível perigoso.


Em Ghorambay, a aldeia onde Seyd Mohammed e seus sobrinhos moravam, o mojahedim apareceu e distribuiu armas, insistindo com os aldeões para que fizessem emboscadas aos comboios do Talibã que passassem por ali.
Com base nas palavras de um informante, o Talibã atacou a aldeia de surpresa em busca das armas.


Não encontraram nada, mas levaram cinco aldeões para a tortura.


Com medo de que os homens detidos confessassem (e confessaram), os aldeões restantes fugiram para as montanhas naquela noite, na viagem que levou as duas crianças à morte.
O melhor ponto de partida para calcular o número de mortes indiretas provocadas pelas bombas e mísseis norte-americanos é o índice de mortalidade nos campos de PDIs.


The Guardian passou vários dias no oeste do Afeganistão, o centro da região afetada pela seca.
Em Herat, Medecins du Monde mostrou a The Guardian arquivos do campo de Maslakh, onde constavam o nome das pessoas e a causa da morte.


Esses dados foram compilados por 15 agentes de saúde afegãos que visitam regularmente as PDIs para verificar seu estado de saúde.


Cada um deles concentra-se numa pequena seção do campo.


Alguns são mulheres e, por isso, conseguem conquistar a confiança das mulheres das PDIs.
Medecins de Monde descobriu que o total de mortes no campo Maslakh foi em média de 145 por mês entre setembro e dezembro de 2001, quase o dobro do total de 79 em fevereiro de 2002, um indício claro de que as coisas pioraram durante o período do bombardeio.
O total de 580 mortes de setembro a dezembro foi registrado nas duas principais áreas do campo, cuja população era estimada em 80 mil pessoas (uma pesquisa de fevereiro de 2002 descobriu que uma estimativa anterior de 350 mil estava inflacionada).


Isso equivale a um índice de mortalidade de 1.8 por cada mil pessoas por mês.
"Não temos educadores em Maslakh Três, a área para onde se dirigiram os que chegaram depois de 11 de setembro. Viviam em tendas, e não em abrigos de alvenaria. Achamos que seu índice de mortalidade foi maior,"
disse o dr. David Hercot a The Guardian.
Em outros três campos menores de PDIs em outras partes do Afeganistão, os índices de mortalidade foram superiores ao de Maslakh, embora as estatísticas pareçam ter sido compiladas com menos rigor (ver o gráfico).


Em Dehdadi, ao sul de Mazar-i-Sharif, que abrigava 15 mil pessoas, 230 morreram entre 11 de setembro - quando a ajuda internacional foi suspensa - e 11 de janeiro.


Disse Stephan Goetghebuer da Medecins sans Frontieres a Time Asia.


Esse é um índice de mortalidade de cerca de 4 por cada mil pessoas por mês.
Nos campos de Baghe Sherkat e Amirabad, perto de Kunduz, WHO afirma que 164 pessoas - entre uma população desalojada internamente de 25 mil pessoas - morreram de fome, frio e doenças num período de aproximadamente dois meses, o que corresponde a um índice de 3 por mil pessoas por mês.
O índice de mortalidade foi menor no campo de Dasht-e-Arzana, na periferia de Mazar-i-Sharif. Funcionários disseram a Lynne O'Donnell, do jornal The Australian, que o índice de mortalidade do início de dezembro esteve por volta de 1.15 por mil por mês, numa população de 21 mil pessoas.


No campo de Nasaji, na província de Balkh, com 14.500 pessoas, 19 morreram de desnutrição e abandono em novembro, um índice de 1.3 por mil naquele mês.
Levando em conta a diferença de tamanho dos campos, o índice médio de mortalidade chegou a 2 por mil pessoas por mês.


Os campos de refugiados abrangidos por esses números continham cerca de três quartos da população total desalojada internamente de aproximadamente 200 mil pessoas.
Extrapolando, isso significa uma média de 400 mortes nos campos todo mês, ou 1.600 entre setembro e o final de dezembro.


É difícil saber com certeza se o 1 milhão de pessoas fora dos campos teriam índices de mortalidade comparáveis.


Se tiveram, o número de mortes foi de 8 mil entre setembro e dezembro de 2001.
O Projeto de Alternativas de Defesa do Commonwealth Institute, sediado em Massachusetts, tem uma visão crítica da intervenção norte-americana.


Carl Conetta, seu diretor, que em janeiro fez a primeira tentativa de calcular os custos humanitários da intervenção, afirmou que o 1 milhão de membros das populações desalojadas internamente fora dos campos de refugiados estavam correndo um grave risco.
"No pior dos casos, pode ter havido 2 mil famílias dos planaltos centrais que tiveram índices de mortalidade de mais de 7,5 pessoas por cada 1 mil por mês," escreveu ele numa reportagem que pode ser lida em www.comw.org.
O melhor dos casos seria o das pessoas entrevistadas por The Guardian perto de Herat, que fugiram para as aldeias dos vales próximos.


Além de refugiados e de populações desalojadas internamente, cinco milhões de afegãos muito pobres ficaram em casa durante os bombardeios, mas a assistência à seca que eles estavam recebendo foi suspensa.
Supondo que os índices de mortalidade relativos a essas 5 milhões de pessoas fossem os mesmos dos campos de PDIs, teríamos um número adicional de 40 mil mortes que poderiam ter sido evitadas entre setembro e dezembro de 2001;
Essa é uma suposição máxima.
Somando a esse número a estimativa de 1.600 mortes nos campos e as 8 mil fora dos campos de refugiados, a cifra final seria de 49.600.


O sr. Conetta chegou à conclusão preliminar de que o número de mortes indiretas acima de 20 mil eram improváveis, principalmente por causa da falta de relatórios ou evidências específicas.
Quantas mortes teriam ocorrido de qualquer forma depois do 11 de setembro, mesmo que não tivesse havido bombardeios, uma vez que tantos afegãos estavam enfraquecidos pela seca?
Tudo quanto se pode dizer é que os bombardeios provocaram uma redução de 40% na entrega de suprimentos ao Afeganistão em outubro.


Embora depois essa redução tenha se agravado muito, a distribuição dentro do país ficou muito mais difícil do que antes dos bombardeios.
Tomando os 40% como ponto de referência, poderíamos concluir que a intervenção dos Estados Unidos causou cerca de 40% do número máximo de mortes supostas.


Isso equivale a 19.840 pessoas.
Mesmo que dividíssemos esse número pela metade, tomando 20% como ponto de partida, um total aproximado de 10 mil pessoas teriam morrido "indiretamente" por causa da campanha norte-americana.


O leque de estimativas é amplo, mas excede claramente a escala daqueles mortos pelas bombas.
Ninguém jamais vai saber qual é o número exato e, à medida que o tempo passa, é mais provável que diminuam do que aumentem as chances de chegarmos a uma estimativa mais rigorosa da escala de morte.
Os túmulos sem nomes das colinas do Afeganistão, em locais no deserto e em cantos obscuros dos campos de refugiados serão lentamente esquecidos.
j.steele@guardian.co.uk
Os afegãos ainda estão morrendo enquanto os ataques aéreos continuam. Mas ninguém está contando o seu número.
Aldeões falam de mais de 100 mortes
Os mortos inocentes de uma guerra covarde
Ataques de surpresa dos EUA matam 100 afegãos
Bombardeios norte-americanos matam mais de 40 no Afeganistão
Mais de 60 morrem quando os EUA bombardeiam líderes tribais numa guerra equivocada
Bombas norte-americanas arrasam aldeia
4 funcionários da ONU mortos no ataque inicial ao Afeganistão
Há notícias de centenas de paquistaneses massacrados
Relatórios da ONU falam de execuções em Mazar-e-Sharif
Habitantes de Cabul temem a Aliança do Norte e se preocupam com sua segurança




quarta-feira, 4 de julho de 2007

IRÃ E IRAQUE CONDENAM DISCURSO DE BUSH

(foto: No Irã, Kharrazi disse que Bush foi 'arrogante')

30 de janeiro, 2002 - Publicado às 16h01 GMT


Irã e Iraque condenam discurso de Bush


Bush classificou o Irã e o Iraque como 'eixos do mal'


O primeiro discurso do presidente George W. Bush sobre o "Estado da União" gerou reações irritadas por parte dos países que ele classificou como "patrocinadores do terror" - particularmente o Irã e o Iraque que, junto com a Coréia do Norte, foram descritos como "eixos do mal".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharrazi, disse: "Com essas declarações arrogantes, o governo americano mostra sua verdadeira face e prova a vontade de espalhar sua hegemonia pelo mundo."


O Iraque acusou os Estados Unidos de praticar "terrorismo de Estado" contra aqueles que não se renderam aos pedidos do país.


Grupos militantes mencionados no discurso de Bush, como os palestinos Hamas e Jihad Islâmico, também desprezaram as ameaças feitas pelo presidente americano, que disse que os Estados Unidos estão prontos para agir contra eles.


"Eixos do mal"


No seu discurso dirigido ao Congresso e à nação, Bush afirmou que suas três prioridades são ganhar a guerra contra o terror, tornar os Estados Unidos mais seguros contra ataques e reaquecer a economia.


O presidente Bush disse que a guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo está longe de terminar.


No Irã, Kharrazi disse que Bush foi 'arrogante'


Segundo Bush, um de seus objetivos é "impedir que regimes que patrocinam o terror ameacem os Estados Unidos ou seus amigos e aliados com armas de destruição em massa".


Bush disse que a Coréia do Norte está equipada com mísseis e armas de alto poder de destruição.


"O Irã continua a se armar agressivamente e a exportar o terror", acrescentou o presidente.


"O Iraque segue expondo sua hostilidade em relação aos Estados Unidos e apoiando o terror", declarou."

Países como esses, e seus aliados terroristas, são eixos do mal", concluiu.


Reação imediata


Em Teerã, o ministro Kharrazi reagiu imediatamente: "O objetivo de Bush é distrair a opinião pública dos acontecimentos no Oriente Médio e preparar as pessoas para continuar com o apoio a Israel na repressão ao povo palestino", afirmou.


O Iraque respondeu de maneira semelhante.


"Os Estados Unidos são o único país do mundo, junto com a entidade sionista, a praticar terrorismo de Estado contra povos e governos que não se rendem aos seus desejos, sob o pretexto de que estão combatendo as fontes do terrorismo", disse à agência de notícias AFP Salem al-Qubaissi, chefe da comissão parlamentar de relações árabes e internacionais.


Um submundo terrorista atua em florestas e desertos remotos, escondendo-se das cidades grandes


George W. Bush


"Submundo terrorista"


Bush disse que ainda existem campos de treinamento de terror em pelo menos doze países, mas não disse quais.


"Milhares de assassinos perigosos, formados em métodos de assassinato, geralmente apoiados por regimes ilegais, estão espalhados pelo mundo como bombas-relógio", afirmou o presidente americano.


"Um submundo terrorista - que inclui grupos como Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmico e Jaish-e Mohammed - atua em florestas e desertos remotos, escondendo-se das cidades grandes."


Tanto o Hamas quanto o Jihad Islâmico desprezaram o discurso de Bush e prometeram continuar a luta contra Israel.