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sexta-feira, 6 de julho de 2007

UNIDADE NO IRAQUE

Quarta, 4 de julho de 2007, 21h46
Zawahri, nº 2 da Al-Qaeda, aparece em novo vídeo
O segundo homem na hierarquia da Al-Qaeda apareceu em um novo vídeo divulgado nesta quarta-feira em um site usado por militantes islâmicos.
Ele pediu unidade na jihad e conclamou à destruição de governos muçulmanos "corruptos" no Oriente Médio.
Uma versão do vídeo tinha como título "Conselho de um Preocupado" e mostrava o clérigo egípcio Ayman al-Zawahri com uma túnica branca, falando em árabe, com legendas em inglês.
O Instituto Site, dos Estados Unidos, que monitora sites islâmicos, divulgou uma transcrição do vídeo de 95 minutos gravado pela As Sahab, a "produtora" da Al-Qaeda.
Zawahri expõe em detalhes o que chama de corrupção da família real saudita, condena as concessões dos palestinos a Israel e critica o governo egípcio por ser aliado dos Estados Unidos.
O vídeo tem edição sofisticada, incorporando clipes da Al Jazeera, da TV pública americana e de outras emissoras internacionais.
A certa altura, ele cita o livro Plano de Ataque, escrito pelo célebre jornalista americano Bob Woodward a respeito da guerra do Iraque.
O vídeo cita como data da sua produção o mês lunar islâmico, que corresponde ao período de meados de junho a meados de julho.
Zawahri critica os que não aceitam o "Estado Islâmico do Iraque", que ele diz ser crucial para a recriação de um Califado Islâmico.
Comandantes dos Estados Unidos dizem que líderes tribais árabes estão cada vez mais se voltando contra a Al-Qaeda, mas Zawahri afirma haver um apoio crescente entre o povo iraquiano.
"Hoje, o vento ¿ graças a Alá ¿ está soprando contra Washington", diz ele.
Segundo a transcrição, Zawahri pede unidade no Iraque.

"Os mujahideen (combatentes) do Islã no Iraque do Califado e da Jihad (guerra santa) estão avançando com passos seguros rumo à vitória", declarou.
Segundo ele, o plano de "longo prazo" consiste em lutar para mudar os "regimes corruptos e corruptíveis" e "apressar os campos da jihad, como Afeganistão, Iraque e Somália, para o preparativo e treinamento jihadista".
Reuters

quarta-feira, 4 de julho de 2007

IRÃ E IRAQUE CONDENAM DISCURSO DE BUSH

(foto: No Irã, Kharrazi disse que Bush foi 'arrogante')

30 de janeiro, 2002 - Publicado às 16h01 GMT


Irã e Iraque condenam discurso de Bush


Bush classificou o Irã e o Iraque como 'eixos do mal'


O primeiro discurso do presidente George W. Bush sobre o "Estado da União" gerou reações irritadas por parte dos países que ele classificou como "patrocinadores do terror" - particularmente o Irã e o Iraque que, junto com a Coréia do Norte, foram descritos como "eixos do mal".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharrazi, disse: "Com essas declarações arrogantes, o governo americano mostra sua verdadeira face e prova a vontade de espalhar sua hegemonia pelo mundo."


O Iraque acusou os Estados Unidos de praticar "terrorismo de Estado" contra aqueles que não se renderam aos pedidos do país.


Grupos militantes mencionados no discurso de Bush, como os palestinos Hamas e Jihad Islâmico, também desprezaram as ameaças feitas pelo presidente americano, que disse que os Estados Unidos estão prontos para agir contra eles.


"Eixos do mal"


No seu discurso dirigido ao Congresso e à nação, Bush afirmou que suas três prioridades são ganhar a guerra contra o terror, tornar os Estados Unidos mais seguros contra ataques e reaquecer a economia.


O presidente Bush disse que a guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo está longe de terminar.


No Irã, Kharrazi disse que Bush foi 'arrogante'


Segundo Bush, um de seus objetivos é "impedir que regimes que patrocinam o terror ameacem os Estados Unidos ou seus amigos e aliados com armas de destruição em massa".


Bush disse que a Coréia do Norte está equipada com mísseis e armas de alto poder de destruição.


"O Irã continua a se armar agressivamente e a exportar o terror", acrescentou o presidente.


"O Iraque segue expondo sua hostilidade em relação aos Estados Unidos e apoiando o terror", declarou."

Países como esses, e seus aliados terroristas, são eixos do mal", concluiu.


Reação imediata


Em Teerã, o ministro Kharrazi reagiu imediatamente: "O objetivo de Bush é distrair a opinião pública dos acontecimentos no Oriente Médio e preparar as pessoas para continuar com o apoio a Israel na repressão ao povo palestino", afirmou.


O Iraque respondeu de maneira semelhante.


"Os Estados Unidos são o único país do mundo, junto com a entidade sionista, a praticar terrorismo de Estado contra povos e governos que não se rendem aos seus desejos, sob o pretexto de que estão combatendo as fontes do terrorismo", disse à agência de notícias AFP Salem al-Qubaissi, chefe da comissão parlamentar de relações árabes e internacionais.


Um submundo terrorista atua em florestas e desertos remotos, escondendo-se das cidades grandes


George W. Bush


"Submundo terrorista"


Bush disse que ainda existem campos de treinamento de terror em pelo menos doze países, mas não disse quais.


"Milhares de assassinos perigosos, formados em métodos de assassinato, geralmente apoiados por regimes ilegais, estão espalhados pelo mundo como bombas-relógio", afirmou o presidente americano.


"Um submundo terrorista - que inclui grupos como Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmico e Jaish-e Mohammed - atua em florestas e desertos remotos, escondendo-se das cidades grandes."


Tanto o Hamas quanto o Jihad Islâmico desprezaram o discurso de Bush e prometeram continuar a luta contra Israel.