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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

QUEM SÃO OS IRAQUIANOS

Who are the Iraqis?

By JOE BOB BRIGGS


NEW YORK, Nov. 11 (UPI) --

Every decade or so, we should remind ourselves of who the Iraqis are:

1. Twelve-thousand years ago, they invented irrigated farming. They got to be so good at it that, today, they can still produce all the food they need even when "sanctions" are imposed.

2. They invented writing.

3. They figured out how to tell time.

4. They founded modern mathematics.

5. In the Code of Hammurabi, they invented the first legal system that protects the weak, the widow and the orphan.

6. Five-thousand years ago, they had philosophers who attempted to list every known thing in the world.

7. They were using Pythagoras' theorem 1,700 years before Pythagoras.

8. They invented artificial building materials, some kind of pre-fab-crete stuff used to construct high-rise towers.

9. Ur, in southeast Iraq, is assumed to be the place we're all descended from.

10. They were the first people to build cities and live in them.

11. For thousands of years, they wrote the greatest poetry, history and "sagas" in the world.

12. Because they were great horse breeders, they invented the cavalry in war.

13. The Iraq Museum in Baghdad contains some of the most outstanding stone, metal and clay sculptures and inscriptions created in the history of the world. Some of them are more than 7,000 years old. If a bomb hits this place, art lovers around the world will go into mourning.

14. The first school for astronomers was established by Iraqis. This is how the "wise men" got to be so wise. They knew how to follow the star.

15. Beginning around 800 A.D., the Iraqis founded universities that imported teachers from throughout the civilized world to teach medicine, mathematics, philosophy, theology, literature and poetry.

16. For the first 1,200 years of its existence, Baghdad was regarded as one of the most refined, civilized and festive cities in the world.

17. Abraham, the father of Israel, was from Iraq.

18. Abraham, the father of Islam, was from Iraq.

19. Abraham, the father and "model" of Christian faith,
was from Iraq.

Categoria: Notícias e política

domingo, 27 de janeiro de 2008

A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS

Poder ao povo (palestiniano)!
Por Jeff Halper*

O povo da Palestina fê-lo novamente – tomar o próprio destino nas suas mãos depois de ter sido abandonado na sua luta pela liberdade pela direcção política “moderada” e, de facto, pela comunidade internacional.
Hoje [24 de Janeiro] ao princípio da manhã, os palestinianos simplesmente rebentaram com o muro que separa Gaza do Egipto, quebrando um cerco que lhes fora imposto por um governo árabe em colaboração com Israel.

Nesta profunda recusa de uma sociedade civil em aceitar a subjugação, o abandono à sua sorte pelos governos, incluindo o seu próprio, para quem as vidas das pessoas comuns são meros joguetes nas suas charadas políticas, – sendo que Annapolis e o decorrente “processo de paz” constituem a sua última expressão de cinismo -, nesta recusa, nós, os povos do mundo, devíamos ver grandes motives de orgulho e encorajamento.
Porque os palestinianos representam muito mais do que eles e elas próprias.
A sua recusa em submeter-se ao ditames dos governos, ou à falta de interesse dos governos no bem-estar do povo em geral, reflecte o desejo de biliões de pessoas oprimidas por identidade, liberdade, uma vida decente e concretização dos seus direitos e potenciais, colectivos e individuais.
A maioria dos oprimidos, os “condenados da terra”, como lhes chamou Franz Fanon há meio século, também estão preocupados com a sufocante luta quotidiana pela sobrevivência para organizar e resistir.
Outros resistem numa grande variedade de formas, mas quase sempre são reprimidos pelos seus próprios “dirigentes” políticos e económicos, desaparecendo do mapa anonimamente.
Em alguns, poucos, casos, conseguiram organizar uma resistência efectiva contra a opressão, ou mesmo prevalecer – embora os biliões gastos em guerra “contra-insurreccional” pelos EUA, Rússia, Israel e muitos países “em vias de desenvolvimento” sejam um mau prenúncio para os povos que tentam derrubar regimes opressores.

Nisto os palestinianos encontram-se na vanguarda da insistência dos povos para que sejam respeitados pelos governos os seus direitos, bem-estar e valores fundamentais como seres humanos.
E fazem-no (e eu escrevo-o como israelita, com grande desgosto e vergonha) contra uma dos mais implacáveis e fortes potências militares do mundo – uma potência que lhes expropriou 85% da sua terra, que tenta transformar a sua ocupação num regime de apartheid permanente, que gastou décadas a empobrecê-los, a quarta maior potência nuclear, que no entanto se faz passar por vítima.
Não só os palestinianos têm passado pela experiência de desumanização de todos os povos oprimidos e colonizados, não só se tornaram a imagem mesma do maior medo dos ricos e poderosos, como “terroristas” perversos que podem destruir-lhes a civilização privilegiada, mas também foram transformados em cobaias.
Israel consegue ganhar um avanço na indústria da contra-insurreição e ganhar acesso ao núcleo duro do complexo americano de alta tecnologia, ao transformar os territórios ocupados num laboratório para o desenvolvimento de armamento sofisticado e de tácticas para usar contra os povos.

E no entanto o povo palestiniano – e em especial aqueles que na Palestina permanecem firmes – continua não só a resistir mas também a surpreender e a confundir a cada instante o seu putativo amo israelita.
Apesar de um controle ilimitado, de um completo monopólio do uso da força, de uma completa insensiblidade e de um reputado Shin Beit, o serviço de informações militar israelita, os palestinianos votam como querem, resistem, fazem as suas vidas quotidianas com dignidade – e abrem enormes buracos nos muros e nas políticas construídas para aprisioná-los e derrotá-los.

Nada disto está nas cabeças das pessoas desesperadas que passaram hoje para o lado egípcio.
Talvez não tenham a “grande visão”.
E no entanto merecem o respeito e a gratidão de qualquer pessoa que deseje um mundo melhor, baseado em direitos humanos e em dignidade, um mundo inclusivo.
Como judeu israelita, tem-me entristecido e mortificado ver que o meu próprio povo, depois de ter passado por tudo o que passou, não veja o que está a fazer a outros.
Mas, numa escala mais ampla, não como judeu israelita mas como ser humano, sinto-me encorajado pela activa recusa dos palestinianos a deixarem-se abater sob um sistema global que produz riquezas e crescimento inimagináveis para uns poucos à custa de um aumento das fileiras dos condenados.

Não sou um palestiniano, não sou um dos oprimidos.
Espero apenas que possa usar os meus privilégios de modo a fazer valer a dádiva do povo de Gaza a todos nós: a compreensão de que o povo tem poder e pode triunfar perante uma potência esmagadora.
Cada um de nós pode assumir a sua responsabilidade perante o povo de Gaza da maneira que mais lhe agrade, mas como privilegiados devemos fazer alguma coisa.
Estamos em dívida com os palestinianos e os palestinianos merecem pelo menos esse apoio.

* Jeff Halper é o presidente do Comité contra as Demolições de Casas

Fonte: MRZine

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PALESTINOS CRUELMENTE PUNIDOS EM GAZA

Crueldade


Mais de um milhão e meio de palestinos que vivem em Gaza estão sendo cruelmente punidos pelo “Estado Judeu”.

Pelo menos 800 mil pessoas estão no escuro.
A catástrofe está afetando hospitais, clínicas, poços de água, casas, fábricas, enfim, todos os aspectos da vida.
Este ano o inverno está extremamente rigoroso e muita crianças e idosos deverão morrer de frio.


É a pior punição coletiva de todo um povo de que se tem registro.
A ONU continua alertando que “o fechamento das fronteiras deve apenas aprofundar a crise que a região já atravessa".
E que “a maior parte dos habitantes de Gaza já depende de ajuda humanitária para sobreviver”.

Ainda Segundo a ONU, “a suspensão das operações da principal usina elétrica de Gaza pode ter um impacto devastador sobre a população de cerca de 1,5 milhão de palestinos”.

Essa atitude da ONU comprova mais uma vez a falência da organização.
Por muito menos ela aceitou a invasão do Afeganistão, por que não toma a mesma providência em relação a Israel?

posted by bourdoukan

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Não ao acordo entre Mercosul e Israel


FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL
A intenção de assinar um Acordo entre Israel e o Mercosul
Durante a invasão israelense ao Líbano, em 2006, os diplomatas israelenses se conformaram em aguardar uma ocasião mais oportuna para a assinatura do Tratado de Livre Comércio entre os países do Mercosul e Israel, afinal seria deveras inconveniente para a diplomacia sul americana assinar um acordo com um estado invasor e terrorista ao mesmo tempo que este, através de sua máquina de guerra, promovia um massacre contra a população civil libanesa.
Em matéria do jornal O Valor, de 26/11/07, lê-se : “O primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com um país de fora da América Latina pode ser com Israel, no começo de 2008” (ver matéria abaixo).
Nada mudou de 2006 a 2007 que possa justificar a assinatura deste acordo.
Israel continua ocupando os territórios palestinos, o muro do apatheid continua sendo erguido, mais de 12 mil prisioneiros palestinos, controle da água, confisco de mais terras férteis , bombardeios e incursões contra as cidades palestinas, centenas de mortes de civis, boicote a todas as formas de ajuda humanitária à população palestina, centenas de chek points, a construção de mais colonias judaicas nos territórios ocupados continua.
O processo de paz, a reunião de Anápolis, nao produziu nada de imediato, concreto, que possa nos convencer que Israel realmente deseja uma paz justa e duradoura com os palestinos e os árabes em geral.
Portanto, reiteramos nosso veemente repúdio a qualquer assinatura de acordos comerciais, culturais, cientificos e de qualquer outra natureza, dos paises do Mercosul com Israel, um estado fora-da-lei, terrorista e assassino do povo palestino.
Reiteramos nossa total indignação a esse tipo de acordo que trará dividendos financeiros que serão usados por Israel para continuar sua ocupaçao e seus crimes de guerra.
Avaliamos que caso esse acordo seja assinado, o governo brasileiro e os governos do Mercosul estarão sendo cúmplices diretos da ocupação israelense e todas as suas consequencias para o povo palestino.
Tal qual em 2006, onde o protesto da sociedade civl chegou ao Palácio do Planalto e ao Itamaraty, chamamos as entidades islâmicas, árabes e palestinas no Brasil, chamamos a todas as entidades da sociedade civil brasileira ,todas as entidades solidárias com o povo palestino, chamamos a todos os amigos e amigas do povo palestino, chamamos todos os cidadãos e cidadãs brasileiras e brasileiros para protestar e transmitir ao Governo Brasileiro um firme pedido:NÃO AO ACORDO ENTRE MERCOSUL E ISRAEL!
PRESIDENTE LULA, NÃO ASSINE ESTE ACORDO!http://www.petitiononline.com/pal2006/petition.html
posted by bourdoukan

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Um Iraque diferente


“Sei do perigo de cobrir uma guerra, mas, mesmo assim, gostaria de voltar e terminar o meu trabalho. É muito interessante”


Em um dia foi informado que poderia ir cobrir a guerra no Iraque, duas semanas depois já estava com a mala pronta e um equipamento de 80 mil dólares sob sua responsabilidade.


O jornalista da TV Bandeirantes Herbert Moraes, primeiro goiano a cobrir uma guerra, ou uma “pré-guerra”, conta em entrevista exclusiva para o Jornal Opção todos os detalhes sobre como é o Iraque sob um foco nada sensacionalista, e, sim, humanista.

Herbert traça o perfil da sociedade iraquiana, seus costumes, curiosidades e fala sobre fatos que o marcaram.


Como foi repórter e cinegrafista ao mesmo tempo, além de fotógrafo, Herbert Moraes retrata uma Bagdá com a riqueza de detalhes da informação narrada pelo povo e documentada por suas lentes.


Nas imagens apresentadas a seguir, Herbert conseguiu documentar lugares proibidos de serem fotografados e que se há 30 dias existiam, hoje, quatro dias do início da guerra, já estão todos destruídos.
Euler Belém — Como foi decidido que você iria para o Iraque?
Eu estava na redação, quando o então diretor executivo da Band, Carlos Amorim perguntou, na redação, quem falava bem inglês.
Disseram que eu falava.
Ele, então, me chamou e perguntou como estava o meu inglês.
Falei que estava bom.
Ele disse para eu preparar a documentação e a minha mala que eu iria para o Iraque.
Eles pediram o meu passaporte e uma semana depois voltaram a me chamar.
Foi quando disseram que dentro de quatro dias eu iria para o Iraque.
Estudei muito sobre o Oriente Médio antes de ir.
Euler Belém — Qual é a rota para chegar ao Iraque?
Depende.
O normal seria São Paulo–Amsterdã, Amsterdã–Amã na Jordânia, depois para Bagdá.
O problema no meu caso foi quando cheguei em Damasco, Síria.
O espaço aéreo estava fechado no Iraque, então, tive de pegar um ônibus para Bagdá.
A viagem durou quatorze horas.
Euler Belém — Quantos quilômetros?
São mil quilômetros no deserto.
Euler Belém — Qual era o ônibus?
Uma marinete, o mesmo que aquelas jardineiras antigas.
Era um ônibus velho, sem banheiro.
O vidro da frente estava quebrado e entrava um poeirão terrível.
Euler Belém — Tem militares na estrada?
Tem e eles checam tudo.
Como eu estava com o pessoal da Federação das entidades árabes, e eles eram convidados do governo iraquiano, não tive problema.
Euler Belém — Você foi a convite do governo iraquiano?
A Band não, mas, nos quatro primeiros dias, estive acompanhado de um grupo que estava a convite do governo do Iraque.
Por isso, tivemos algumas regalias.
Por exemplo: quando entrei na Síria, tive problema com o equipamento, já no Iraque, não.
Na saída, tive problemas, porque não estava mais com o grupo.
Quase que não consigo voltar.
Patrícia Moraes — O seu equipamento foi apreendido?
Foi apreendido na Síria.
A Síria tem um problema sério com Israel por causa das Colinas de Golan.
Israel tomou as Colinas de Golan da Síria.
Não chega a ser uma guerra, mas é um problema militar.
Por isso, eles desconfiam muito de quem entra com equipamento.
Na Síria, não pude usar o meu equipamento.
Euler Belém — A estrada entre Síria e Bagdá tem restaurante?
Somente depois de ter entrado no Iraque a gente parou num posto militar que tinha um restaurante e havia um pessoal preparando carneiro.
Ofereceram carneiro, mas o grupo que estava comigo e eu não aceitamos.
Estava muito frio, eram umas seis horas da manhã.
Tomamos um chá e comemos pão sírio, que eles fazem na hora, com queijo.
Euler Belém — Como era sua alimentação no Iraque?
Comida árabe.
Eles fazem um arroz-de-carreteiro muito bom.
Euler Belém — Arroz-de-carreteiro com carneiro?
Com carneiro, tabule e homus.
Eles comem muito pepino.
No café-da-manhã eles comem tomate, pepino, azeitona, homus. [pasta de sementes de grão-de-bico]
Euler Belém — Na Síria, como eles analisam a situação entre Iraque e Estados Unidos?
A Síria tem uma relação muito boa com o Iraque.
Ambos são governos ditatoriais.
É normal para eles passarem o poder de pai para filho.
Eu não acredito que essa invasão americana vá provocar um movimento do povo contra Saddam Hussein.
Euler Belém — Quais são as conseqüências do embargo econômico na sociedade iraquiana?
O abastecimento alimentar é contornado com os países vizinhos.
Tanto na Síria como no Iraque não há Coca-Cola.
Eles tomam uma bebida parecida com Pepsi que é produzida no Irã.
Refrigerantes vêm do Irã, arroz do Vietnã e açúcar do Brasil.
O mercado negro é muito grande e sem nenhum tipo de controle do governo.
Há muita mercadoria da China, Taiwan e Irã.
Mesmo tentando contornar as dificuldades provocadas pelo embargo, o Iraque tem 1 milhão de famintos.
Euler Belém — A vida em Bagdá é muito cara?
Muito cara.
O dinar iraquiano não vale nada.
Por exemplo, 1 dólar corresponde a 8 notas de 250 dinares, isto é, 2 mil dinares.
Com 2 mil dinares se consegue comer bem em Bagdá.
Com 10 dólares pode se comer um banquete no restaurante mais caro.
Eu entrevistei um garçom que ganha um dólar por dia e estava muito feliz.
O recepcionista do hotel onde eu estava hospedado ganha 75 dólares por mês, que é muito no Iraque.
Euler Belém — Água é importada?
A água de garrafa é do Irã.
O grupo que ficou comigo durante quatro dias tomou água da torneira do hotel e teve diarréia.
Patrícia Moraes — Como é o sistema de saúde?
O Hospital Central de Criança Saddam Hussein já foi referência no mediterrâneo e, hoje, não tem mais nem equipamentos, tudo está sucateado.
Não há nem mesmo antibióticos básicos. Quem tem leucemia está condenado a morte, por exemplo.
Euler BelémVocê falou que o iraquiano está pronto para a guerra, e que respeita muito Saddam Hussein.
Qual é a explicação?
Um pouco é resultado da repressão, e a outra explicação é a lealdade e a admiração por Saddam Hussein.
O fato de ele ter sido soldado e, hoje, ser um líder faz com que tenha respeito na sociedade.
Euler Belém — Existe oposição a Saddam Hussein?
Existe uma oposição, mas bem camuflada.
Euler Belém — Se os Estados Unidos conseguirem derrubar Saddam Hussein vão conseguir implantar um novo governo?
Não. Se Saddam Hussein cair, quem vai governar é Frank Tomy, que é o senhor dos anéis.
É impossível implantar uma democracia onde existem tribos.
Os curdos, os sunitas, os xiitas possuem estilo de vida diferente.
Patrícia Moraes — A ditadura Saddam Hussein oferece condições de vida para a sociedade?
Oferece.
Não existe analfabetismo no Iraque, são 6 milhões de crianças estudando.
Patrícia Moraes — Mas a saúde é precária.
A saúde é precária, porque existe o embargo, mas todos têm acesso aos hospitais, e, antes do embargo, o governo dava tudo para os iraquianos em termos de saúde. As universidades são públicas ou particulares. Eu fui a uma universidade de economia, onde os alunos pagam 100 dólares por ano. Todos os iraquianos querem trabalhar para o governo.
Patrícia Moraes — Há muita diferença social?
Tem classe alta, média e baixa.
O bairro mais miserável de Bagdá é habitado por curdos que são contra o regime de Saddam.
Lá, a miséria é como em São Paulo.
Não há saneamento, recolhimento de lixo.
O governo abandonou a população.
As pessoas ricas trabalham para o governo.
Euler Belém — Você chegou a conversar com algum opositor ao regime de Saddam Hussein?
Conversei com um homem, na feira, que não concordava com o governo Saddam.
Foi a única pessoa entre as centenas que eu conversei que falou mal do governo Saddam.
Disse que, apesar de não gostar, tinha que abaixar a cabeça, porque mora ali e trabalha para o governo.
Ele também disse que não podia falar mal do governo Saddam dentro da casa dele para os filhos. E quando fala do governo é para a mulher, trancados no quarto, e muito baixo.
Euler Belém — Como você se comunicava com as pessoas?
Eu tinha um guia que trabalhava para o Ministério das Relações Exteriores.
Tudo o que ele me dizia era filtrado.
Era de acordo com o que ele achava que eu podia saber.
Em Bagdá, os jornalistas são obrigados a sair com guia.
Uma vez eu fui fazer uma reportagem junto com um jornalista português.
O tema era a saída dos iraquianos de Bagdá.
Fomos a uma empresa de ônibus internacionais que fazia Bagdá–Damasco, Bagdá–Amã.
Quando estávamos entrevistando o dono de uma loja, o guia do jornalista português, que era uma pessoa medrosa, disse que ninguém estava deixando Bagdá.
Eu percebi que a tradução não tinha sido verídica e fui dar uma volta, foi quando conversei com um funcionário da mesma loja.
Perguntei como estava o negócio e ele falou que o número de pessoas viajando tinha aumentado por causa da guerra.
Euler Belém — Para onde os curdos vão?
Para a Síria, Jordânia.
Euler Belém — Você notou tensão e medo nas pessoas?
Muito disfarçado.
As pessoas estavam seguindo com a vida normalmente, mas por causa do governo.
A imagem que aparece das crianças jogando bola foi colocada na televisão pelo governo, que não revelou o limite de 48 horas estipulado pelos Estados Unidos para o início da guerra.
O governo maquia muito.
Euler Belém — A televisão estatal controla tudo?
Tudo.
São três canais que a toda hora passam clipes horrorosos do Saddam Hussein e músicas em sua homenagem.
As mensagens são passadas exaustivamente na televisão.
Há dois anos que ele não aparece em público.
Patrícia Moraes — Que característica da sociedade pareceu mais interessante para você?
Várias.
As mulheres são gordas e os casamentos são muito interessantes.
Os noivos não participam da festa de casamento.
Eles chegam depois com a família.
Os homens não participam desse ritual.
Participam da festa as mulheres de ambas as famílias que são as mães, irmãs, a tia da tia, a cunhada da cunhada.
É a família inteira mesmo.
Elas vão para a porta do elevador e começam a cantar, representando a hora do acasalamento.
O noivo sobe em um elevador com a família dele e ela sobe em outro elevador com a família dela. Eles chegam ao andar das núpcias e as famílias acompanham os noivos até a porta do quarto.
A noiva chora, se despedem e a família volta para a festa.
Patrícia Moraes — Vestida de branco?
Vestida de branco, de véu e grinalda.
Patrícia Moraes — Muitas jóias?
Muitas pedras preciosas e muita maquiagem.
As mãos também são pintadas.
Euler Belém — Os homens também são gordos?
São e todos usam bigode.
Fumam muito, exageradamente.
Euler Belém — Cigarro ou cachimbo?
Cigarro.
É estranho quem não fuma.
Não fumar e não ter filhos é estranho no Iraque.
No elevador, tem cinzeiro.
Outra coisa muito interessante aconteceu quando fui de Bagdá para Damasco.
Eu estava no avião de uma empresa iraquiana, quando, de repente, o piloto que estava taxiando na pista começou a rezar.
Depois, todos começaram a fumar.
Euler Belém — Você não ficou sufocado?
Na hora eu chamei a aeromoça e perguntei se as pessoas podiam fumar.
Ela disse que sim.
As mulheres não fumam, mas todos os homens fumam.
Euler Belém — As pessoas se paqueram?
Eles não são como no Irã ou no Afeganistão.
Não são tão radicais com a religião.
Nem todas as mulheres usam véu.
Depende da tribo.
Os xiitas admitem que elas usem véu, mas não precisam usar burca;
as sunitas podem usar maquiagem e não precisam usar véu.
Euler Belém — Tem prostituição?
Tem, mas muito disfarçada na Rua Arassat, a mais chique de Bagdá.
Onde estão os bons restaurantes e lojas.

Euler Belém — A riqueza é ostensiva?
Os prédios, as construções?
Não.
A riqueza é vista somente nos Palácios de Saddam Hussein.
Euler Belém — As companhias de petróleo são todas do governo?
São todas estatais.
Tem algumas companhias estatais que possuem acordos comerciais com França, Rússia.
Euler Belém — Você não tem medo de cobrir guerra?
Não tive medo nenhum.
No primeiro dia, quando peguei o ônibus de Damasco para Bagdá, tive um pouco de medo. Durante as 14 horas de viagem, o motorista deu carona para uma família com cinco filhos, um iraquiano e a mulher.
E para dois tunisianos que estavam indo para Bagdá fazer parte de um protesto pró-Iraque.
No meio do caminho, eu tomei um Dramin para dormir.
Eu nunca tinha tomado Dramim e apaguei.
Atrás do ônibus tinha um banco grande que a gente revezava, porque dava para deitar.
Na minha vez, como eu tinha tomado Draminm, dormi e não acordei mais.
O pessoal ficou nervoso comigo, porque não tinha cristo que me levantasse.
Numa determinada hora da viagem o ônibus parou numa barricada, todos desceram e eu continuei dormindo.
Alguém pediu para que o tunisiano me acordasse.
Ele era escuro, grandão, vestia um casaco preto e usava bigode.
Ele foi me acordar sacudindo e falando árabe.
Eu só via esse homem falando árabe comigo, de casaco preto, com cara de árabe.
O ônibus vazio, pensei: bom, mataram todo mundo e só faltou eu.
Me descobriram aqui no canto e agora sou eu.
Nesse momento, alguém lá fora me chamou: “Herbert desce daí”.
Foi quando eu me acalmei. [Risos]
Euler Belém — Você gritou?
Não, fiquei olhando, parado.
Ainda estava sob o efeito do remédio.
Esse foi o único medo que passei.
Euler Belém — Você ainda pode voltar para o Iraque. Agora não é mais arriscado?
É. Eu não voltaria para o Iraque, porque, como não há serviço de embaixada, não há ninguém para autorizar a entrada no país.
Agora é cada um por si.
Euler Belém — Como os jornalistas do New York Times conseguiram entrar?
Porque eles já estavam em Bagdá.
Euler Belém — Eles não saem também?
Se quiserem, podem sair.
Euler Belém — Onde eles ficam?
Há alguma área de menos risco?
Não.
Toda a imprensa fica no prédio do Ministério da Informação, porque ninguém pode trabalhar fora.
Embaixo do prédio existe um abrigo antiaéreo.
Esse pode ser um dos alvos. [No primeiro dia de bombardeio este prédio foi um dos primeiros alvos acertados.]
Euler Belém — Você iria para o Kuait ou para a Síria?
Iria para o Kuait.
A Síria está muito longe de Bagdá.
Patrícia Moraes — Há muitos abrigos espalhados pela cidade?
Muitos.
Euler Belém — Você acha que Saddam Hussein foge?
Ele não tem uma Al Qaeda.
O Bin Laden tem uma rede atrás dele e pode se esconder em cavernas.
Saddam Hussein não é o tipo que se esconde em caverna.
Euler Belém — Você sabe de algum grupo terrorista finlandês ligado ao Saddam?
Desconheço essa história.
Eu encontrei dois finlandeses no Iraque e achei estranho.
Na Síria, também tinha um finlandês.
Euler Belém — Qual o motivo que eles dão para a guerra?
Petróleo.
Eles odeiam os americanos.
Patrícia Moraes — Você falou de uma curiosidade da sociedade.
Agora me fala sobre alguma coisa que te surpreendeu?
As privadas.
Não tem privada, é latrina.
No banheiro tem um buraco, com um lugar para colocar os pés e é preciso abaixa para fazer as necessidades.
Euler Belém — Um mau cheiro terrível?
É.
Tem outra curiosidade.
O grupo que viajou comigo me disse que as fezes ficariam da cor de doce de leite.
Foi dito e feito.
Euler Belém — Por que acontece isso?
Por causa da comida.
Não sei o que eles usam, mas ficou parecendo doce de leite.
Eu estava no aeroporto, na Síria, quando fui usar o banheiro e vi umas fezes com a cor também de doce de leite.
O povo, realmente, tem as fezes cor de doce de leite.{risos]
Euler Belém — Como são os jornais?
Tem um jornal para estrangeiros, o Irait Dain, que é uma porcaria.
O papel é bom, mas no canto sempre tem um pensamento de Saddam com uma foto dele.
A primeira manchete sempre é alguma coisa relacionada a Saddam.
Tem umas matérias ridículas de meia página sobre como surgiu o guarda-chuva.
Patrícia Moraes — Quanto da sociedade fala inglês?
Muito pouco e eles falam um inglês macarrônico.
Somente quem trabalha no alto escalão do governo fala inglês.
Mas, nas escolas, têm aulas de espanhol e de inglês.
Euler Belém — Quais são as marcas físicas e psicológicas da guerra de 1991?
Física nenhuma, porque tudo o que foi bombardeado, foi demolido.
Por isso, há muito espaço aberto em Bagdá.
Al Meria era um abrigo para 450 crianças e mulheres.
Todos estavam lá, no dia do ataque, em 1991.
Eles preservaram o lugar como ficou naquela época.
Quando se entra, ainda é possível sentir o cheiro de queimado.
Doze anos depois, é impressionante.
Todas as 400 e tantas pessoas que estavam lá dentro morreram.
No teto do abrigo está o buraco do míssil que entrou.
Euler Belém — Há alguma possibilidade de você ter que voltar?
Toda.
Eu sou a única pessoa que tem visto na Bandeirantes para entrar no Iraque.
Euler Belém — É cara a estada no Iraque?
É.
Eu gastei 4 mil dólares em duas semanas.
O hotel é muito caro.
Eu fiquei em dois hotéis.
Em um hotel gastei 400 dólares e, no outro, 1.700 dólares.
Gastei muito com telefone, porque tinha que ligar para os guias.
Do dia 20 a 25, gastei 200 dólares por dia para poder trabalhar.
É preciso ter uma autorização do Ministério da Informação, que, na verdade, é uma forma deles tirarem dinheiro dos jornalistas.
Eles cobram 200 dólares por dia para o jornalista poder trabalhar.
No total, eram 200 dólares e mais 100 dólares para o guia indicado por eles, ou seja, esse dinheiro também vai para o ministério.
Como foram 300 dólares por dia, em cinco dias eu gastei 1.500 dólares.
Na Babilônia, também gastei muito.
Logo que cheguei, comecei a filmar quando um homem que fica vigiando me perguntou se eu tinha autorização do Ministério do Patrimônio Histórico e da Cultura, que custa 5 mil dólares.
Como eu não tinha, o guia, que estava comigo, me disse para seguir a visita sem a câmara.
Eu segui com o guia da Babilônia e o outro que mora lá ficou conversando com o meu guia. Quando voltei, o guia que me mostrou a Babilônia foi embora e o meu guia me disse que, se eu pagasse 200 dólares para o guia que mora lá, poderia filmar.
Paguei e filmei tudo, até um dos palácios de Saddam Hussein que não podem ser filmados.
Tudo em Bagdá funciona com propina.
É o “rachim”.
Euler Belém — A Babilônia está conservada?
Está bonita.
Na verdade, como tudo foi destruído e o que sobrou foi levado pelos alemães.
Saddam Hussein reconstruiu tudo.
Quando se entra na Babilônia há uma placa enorme com o perfil de Nabucodonosor [que viveu antes de Cristo] e, ao lado, o perfil de Saddam Hussein.
Ele gosta de se igualar aos grandes reis da Mesopotâmia, tanto que construiu um palácio ao lado.
Euler Belém — Não há turistas?
Desde 1991, os 1.500 turistas que visitavam a Babilônia, por dia, sumiram.
Patrícia Moraes — Você entrevistou o vice-primeiro ministro, Tarik Aziz, o que ele falou?
Perguntei para ele que opinião tinha sobre a afirmação de George W. Bush de que o Iraque seria o 54º Estado americano depois do ataque.
Ele respondeu que era um absurdo, que o povo iraquiano não iria admitir essa supremacia americana e que todos os iraquianos estavam preparados para a guerra.
Então perguntei se ele estava preparado.
Ele falou que estava e que jamais abandonaria o Iraque.
Patrícia Moraes — Você passou por algum treinamento de segurança?
Nada.
Euler Belém — Você está com vontade de voltar?
Estou, porque é muito interessante.
Mas, como tenho noção do perigo, passaria por um treinamento de segurança, como o jornalista Caco Barcelos, na Inglaterra, antes de ir.
Euler Belém — Caco Barcelos foi para o Kuait?
Marcos Uchôa está no Kuait.
Eu só iria se tivesse um aparato maior.
Eu não iria como fui dessa vez, carregando equipamento de 180 mil dólares na mão.
Euler Belém — Por que a Globo foi expulsa do Iraque?
Quem a tirou de lá?
Dizem que foi por causa da história dos guias.
Em uma das reportagens do Luiz Carlos Azenha, ele falou que, finalmente, tinha conseguido entrevistar os iraquianos para saber o que eles pensavam sobre a vida em Bagdá.
O embaixador do Iraque, na hora, ligou daqui para o Iraque e contou.
Na mesma hora, mandaram eles de volta.
Euler Belém — Como é o clima?
À noite, agora, faz muito frio, porque é inverno.
Mas, na quinta-feira, 20, começa a Primavera.
Euler Belém — Lá tem árvores?
Muitas tâmaras.
Euler Belém — Você viu alguma livraria, banca de revista?
Não.
Euler Belém — E farmácia?
Poucas .
Euler Belém — A presença militar lá é ostensiva?
É.
Não se pode fotografar nada.
No dia que eu fotografei o prédio com a imagem de Saddam o policial quis tomar a minha câmera.
Euler Belém — Com fuzil na mão?
Fuzil na mão.
Euler Belém — Fuzil novo?
Não, velho. Tudo sucateado
Patrícia Moraes — Como é o povo iraquiano?
São amigáveis, inteligentes e interessados.
Euler Belém — Não perguntaram se você era jogador de futebol?
Toda hora eles falavam Ronaldo, Ronaldinho.
Patrícia Moraes — Há boates, bares para sair à noite?
Não.
O estádio de futebol funciona todos os dias com jogos ou shows de música.
Eles prezam muito a família.
Euler Belém — Há droga?
Quem usa droga é condenado à morte.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Teatro de Paz

Por que Annapolis é um teatro?
A mídia ocidental agiu em massa ao comemorar os resultados da
recente “Conferência de Paz de Annapolis”, nos Estados Unidos.
A
iniciativa do presidente estadunidense, que trouxe 49 nações ao
país, incluindo a Arábia Saudita e a Síria, além de organizações
internacionais, foi relatada como “um primeiro passo de sucesso”.
Entretanto, nada foi comentado sobre como o povo palestino e
israelense viram a conferência, apesar de serem eles quem
realmente decidirão o futuro da Questão Palestina.
Provavelmente, a mídia ocidental ignorou as principais peças do
jogo pelo fato de a Conferência de Annapolis ter sido recebida, por
ambos os lados, com incerteza e descrença.
De fato, os políticos
envolvidos, Ehud Olmert (77% da população está insatisfeita com
sua condução dos assuntos do país), Mahmoud Abbas (que teve
seu partido unanimemente derrotado pelo Hamas nas últimas
eleições palestinas) e George W. Bush (que tem uma lista
incalculável de mentiras, crimes e fracassos diplomáticos),
perderam força dentro de suas nações, e estão sem credibilidade.
De qualquer maneira, por eles foi prometido que, até o fim de 2008,
“a paz será alcançada” na Palestina.
Todo o espetáculo foi muito
bem feito, mas não se mostrou
realista.
Abbas nem sequer tem
o controle da Palestina no
momento, isolado na
Cisjordânia e ausente na Faixa
de Gaza
, controlada pelo
Hamas.
Olmert, que carrega o peso de sérias acusações de
corrupção e da humilhante derrota para o Hizbollah no ano
passado, depende de uma coalizão de políticos israelenses que já
ameaçaram, mesmo sem o início de algo, que abandonarão o plano
caso ele faça concessões de assuntos como o status da cidade de
Jerusalém ou o direito de retorno dos palestinos.
Além das questões
internas da Palestina, a recusa do governante saudita Saud al-
Faisal
, ministro do Exterior, em cumprimentar Olmert foi uma
manifestação clara do longo caminho a ser percorrido.
O jornal israelense Maariv classificou Annapolis como “fazendo paz
para as câmeras”.
“Cerimônias de paz são feitas quando a paz é
alcançada”,
criticou o diário.
Uma pesquisa de outro jornal
israelense, o Haaretz, mostrou que a maioria dos israelenses
considera a conferência, de antemão, “um fracasso”.
A posição do
povo israelense é clara, já que Annapolis pode destruir o sonho de
colonos sionistas caso Olmert realmente pare de expandir os
assentamentos ilegais sobre as terras privadas palestinas – uma
decisão vital para se alcançar a paz.
Na Palestina, uma pesquisa na
Cisjordânia (controlada pelo próprio Abbas) mostrou que 62% dos
palestinos acreditam que “nada mudará” após Annapolis.
Em Gaza,
protestos anti-Abbas foram marcados pela revolta contra o
esquecimento da região na conferência.
“As pessoas que se
encontraram em Annapolis não representam o povo palestino, mas
sim eles mesmos”,
afirmou um dos líderes do protesto.
A “Conferência de Paz de Annapolis” começou mal.
Assim como
nas demais iniciativas no passado, fatores indispensáveis foram
deixados de lado pelos mentores do plano.
Se os líderes da
Palestina e de Israel (Abbas e Olmert) não têm credibilidade dentro
de seus países, e Bush, intermediário da questão, é malquisto por
toda a comunidade internacional, como o plano poderia ter
sucesso?
De fato, tudo não passou de um teatro, em que os atores
no palco foram aplaudidos, mas aqueles nos bastidores foram
ignorados.

sábado, 1 de dezembro de 2007

EUA INVADIU IRAQUE.CULPA DE QUEM?


O Presidente dos Estados Unidos da América ouviu os conselhos da CIA

e por isso invadiu o Iraque.




Hoje, esse mesmo presidente aconselha-se com o General Petreaus sobre como retirar do Iraque (inteiros).

Este mesmo presidente teve seis conselheiros (e por acaso, todos da mesma religião) e entretanto, todos perderam o seu emprego por razões diferentes, mas sobre tudo pelas derrotas no Iraque.
São muitas as razões do desastre total no Iraque e as opiniões sobre quem é culpado diferem:


O General Petraeus culpa a Al-Qaeda


Condi Rice culpa o Irão


George Bush culpa o terrorismo global


Ehud Olmert culpa a Síria


a minha sogra culpa a minha escrita


Hilary Clinton culpa os veículos Hummer não blindados


Barak Obama culpa o jet lag das tropas


Al Gore culpa o aquecimento global


Ossama Bin Laden culpa os infiéis


os dois milhões de refugiados culpam o Alto Comissariado para os Refugiados e


um milhão de mortos culpam…ninguém, já não culpam ninguém.




Pessoalmente, eu culpo muitas pessoas,mas culpo principalmente o único ganhador deste jogo:O Estado de Israel… quem mais??


Raja Chemayel
Sem culpa… mas frustrado!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Tudo pelo Bem... De quem?

DEZ PASSOS PARA CHEGAR AO ISRAÓLEO

Primeiro, dizemos que o Presidente Saddam era um ditador perverso
Em segundo lugar,acusamos Saddam de ter Armas de Destruição Massiva
Em terceiro lugar,bombardeamos e invadimos o Iraque.
Em quarto lugar,declaramos que a agressão barbárica é uma “missão cumprida”pelo bem da democratização no berço da civilização.
Em quinto lugar,promovemos, iniciamos e organizamos o caos total no Iraque levando ao poder os senhores da guerra, os poderes feudais, os mullahse até os ladrões + 107.259 mercenários.
Em sexto lugar,perdemos a guerra e depois culpamos a Al-Quaeda e tentamos encontrar uma saída...
Se não, passamos ao número 7…
Em sétimo lugar, invadimos o Líbano, como distracção, porque Israel fracassou de todas as maneiras e repetidamente também.
Em oitavo lugar, se nunca encontrarmos as armas de Saddam escondidas no Líbano,então continuamos (de acordo com o planeado) a procurá-las, na Síria...
Em nono lugar,depois de devastar, destruir e arruinar a Síria, também,o último, e décimo passo, será declarar tudo isto um êxito total,e tudo em benefício de Israel...Claro!
Posso estar enganado, por isso aceitaria quaisquer outras análises ou acusações.
Até lá eu digo:“Foi tudo feito pelo bem de Israel”ou melhor “pelo bem do Israóleo”.

http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Armas%20de%20Destrui%C3%A7%C3%A3o%20Massiva

Devils for Bush

Muito provavelmente é verdade que George W. Bush fala com Deus, mas resta saber se Deus, alguma vez falou com George.
Sendo tão ignorante sobre tantos temas e disciplinas ele também é muito fraco, especialmente a geografia, supostamente foi “pedido” a George W. Bush que “invadisse o Irão” mas acabou por incendiar o Iraque, independentemente de quem lhe tenha pedido para o fazer…
O George errou no alvo… apenas por uma letra…e um milhão de mortos e quatro milhões de refugiadosconsideram-no responsável… sem esquecer também…vinte cinco mil norte-americanos que usamuma cadeira de rodas ou um membro artificial…
Em segundo lugar, de certeza que foi alguém, que não Deus,que pediu ao George que “invadisse o Irão”ou praticamente para invadir o Iraque…
De qualquer forma, o Diabo, Haliburton, Blackwater,Al-Qaeda e Israel não se queixam da ignorância ou do erro do George.
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Iraque

Estado Palestino Fantoche

Conferência de Anápolis
Imperialismo marca conferência para formação de um Estado palestino fantoche
25 de novembro de 2007

O departamento de Estado norte-americano confirmou na quarta-feira (21) a realização da conferência internacional sobre o Oriente Médio, marcada para o dia 27 de novembro na cidade de Anápolis, no estado de Maryland.

"Tenho o prazer de anunciar que no dia 27 de novembro os Estados Unidos receberão o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, o presidente da Autoridade Palestina (ANP), Mahmud Abbas, membros do comitê da Liga Árabe, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, do G8, e outros atores importantes do cenário internacional, para uma conferência em Anápolis, Maryland", confirmou o porta-voz do departamento de Estado, Sean McCormack (AFP, 21/11/2007).

Foram convidados ao todo autoridades de 49 países e instituições, mas os EUA tentam convencer mais países árabes considerados chaves a enviarem seus delegados ao encontro, como a Síria, que se compromete a participar da conferência somente se a questão das Colinas de Golã entrarem na pauta.
O território sírio está ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, na qual foram ocupados também Faixa de Gaza, Cisjordânia e Península do Sinai.

Numa demonstração amistosa com Abbas, o governo israelense anunciou durante a semana uma lista com centenas de nomes de presos palestinos que deverão ser libertados antes do encontro.
Ao todo são 431 nomes, todos membros do Fatah, partido de Abbas, e nenhum está vinculado a atentados contra israelenses.
Israel tem mais de 11 mil presos palestinos e a libertação destes é uma das principais reivindicações da ANP.
Entre julho e outubro deste ano, ao menos 350 presos foram soltos, a maioria membros do Fatah.
O governo de Ehud Olmert quer um acordo com Abbas e o Fatah, e não com o povo palestino, que vive em situações subumanas por causa do boicote do imperialismo na Faixa de Gaza.
Esta é também uma oferta em troca do apoio de Abbas ao reconhecimento do Estado hebreu em área palestina.
Após sete anos desde o fracasso das últimas conversações sobre a formação de um Estado palestino, o imperialismo tenta agora mais do que nunca promover uma conferência para a institucionalização de um Estado lacaio aos seus interesses.
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=1808

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NINGUÉM ENCONTRA UMA PALAVRA PARA DESCREVER ISTO!

Se um ocidental tem cinco namoradas,
deixa três delas, engravida as outra duas e se casa com a sexta, só para depois se divorciar, chamam-no playboy!

Quando um árabe tem mais de uma namorada, chamam-no infiel, macho ou macho chauvinista senão maníaco sexual.

Quando Saddam Hussein ocupou o seu Koweit, chamaram-no invasor, ditador e “ameaça a paz”,

quando George Bush bombardeia Bagdad, chamam-no “distribuidor da democracia”.

Quando os talibãs proíbem o comércio de ópio no Afeganistão e também a sua exportação para o ocidente chamam-nos perversos e uma ameaça para o ocidente.

Quando as forcas da NATO esperam que de outra maneira as exportações de ópio para o ocidente aumentem …

Ninguém encontra uma palavra para descrever isto.

Quando um piloto israelense bombardeia a central eléctrica de Beirute chamam-no “herói”,

quando um palestino viaja num autocarro israelense cheio de colonos ilegais e de militaresa caminho do trabalho…

chamam-no terrorista!

O Presidente Ahmadinejad não detém uma execução totalmente legal de um criminoso condenado em Teerão…enquanto o Presidente Bush nunca deu nenhuma amnistia, nem adiamento, aos prisioneiros no corredor da morte…

E depois o Professor Lee Bollinger chama ao Presidente Ahmadinejad “ditador mesquinho”…

Quando o Presidente Ahmadinejad propôs que se apagasse do mapa um estado agressor, ilegal e ilegítimo chamado Israel,chamaram-lhe tirano e anti-semita.

O que é que devemos chamar ao Presidente Bush por apagar praticamente o Iraque do mapa?

Quando Bollinger se queixados prisioneiros “inocentes” em Teerão…o que é que devemos chamar aos prisioneiros da Baía de Guantánamo?

Quando um russo de olhos azuis que nem sequer é semita, e muito menos judeu, chega à Palestina, chama-se a isto a “lei dos retornados”.

Os palestinos que estão exilados, ou a viver debaixo da ocupação não têm nome…

chamam-lhes “os filhos de um Deus inferior”.

Raja Chamayel

À espera que o Professor Bollinger fume ópio afegão e termine numa prisão do Bush e tenha o Presidente Ahmadinejad como seu advogado…

29 de Setembro de 2007

Visite o meu blog antes que o Professor Bollinger o faça!!
http://frustratedarabdiary.blogspot.com
Publicada por Cristina
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Bagdad

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

"CONTRA A GUERRA AO IRAQUE"

Os movimentos pró e anti-guerra
Alguns ocidentais são “contra a guerra” no Iraque porque os veículos Hummer não são todos blindados…nem sequer tem ar condicionado.
Alguns ocidentais são “contra a guerra” no Iraque porque os soldados são mortos ou perdem uma perna ou… as duas.
Alguns ocidentais são “contra a guerra” no Iraque porque é mau para o meio ambiente mundial e também porque afecta o preço do combustível…
Algumas pessoas são a favor da guerra no Iraque porque é bom para a hegemonia dos EUA,bom para Israel e bom para dividir um Iraque forte em pequenos estados.
Algumas pessoas são a favor da guerra no Iraque porque os recursos naturais já não estão nas mãos dos iraquianos independentistas nacionalistas e o poder passou de um partido secular moderno para forças duvidosas teocráticas e feudais.
Algumas pessoas no Congresso dos EUA querem finalmente parar esta guerra porque: já não sabem que mentiras inventar!!

domingo, 18 de novembro de 2007

A Brutalidade Insana do Estado de Israel


Atrocidades na Terra Prometida
A Brutalidade Insana do Estado de Israel

Por Kathleen Christison
* - 17/07/06

Original em Counterpunch -
www.counterpunch.org
Tradução do Círculo Bolivariano de São Paulo - www.unidadepopular.org

Palavras não bastam; termos comuns são inadequados para descrever os horrores que Israel perpetra diariamente e tem perpetrado durante anos contra os palestinos.
A tragédia de Gaza já foi descrita mais de cem vezes, bem como as tragédias de 1948, de Qibia, de Sabra e de Jenin – 60 anos de atrocidades perpetradas em nome do judaísmo.
Mas o horror geralmente esbarra em ouvidos moucos na maior parte de Israel, na arena política dos Estados Unidos e na grande mídia dos EUA.
Aqueles que se horrorizam – e há muitos – não conseguem penetrar no escudo de impassividade que protege a elite política e midiática de Israel, ainda mais do que nos EUA, e cada vez mais no Canadá e Europa, de ver, de se preocupar.
Mas é preciso ser dito agora, bem alto: aqueles que concebem e executam as políticas israelenses transformaram Israel em um monstro, e chegou a hora de todos nós – todos os israelenses, todos os judeus que permitem que Israel fale por eles, todos os americanos que não fazem nada para acabar com o apoio dos EUA por Israel e suas políticas assassinas – de reconhecer que nós nos maculamos moralmente ao continuar a ficar de braços cruzados enquanto Israel leva a cabo suas atrocidades contra os palestinos.
Um país que determina o primado de uma etnia ou religião sobre todas as outras acabará ficando psicologicamente enfermo.
Narcisisticamente obcecado com sua própria imagem, terá de lutar para manter sua superioridade racial a todo custo e irá inevitavelmente encarar qualquer resistência a essa superioridade imaginária como uma ameaça a sua existência.
De fato, qualquer outro povo automaticamente se torna uma ameaça a sua existência pelo simples fato de existir.
Ao tentar se proteger contra ameaças imaginárias, o estado racista se torna cada vez mais paranóico, sua sociedade mais fechada e isolada, intelectualmente limitada.
Contratempos a enfurecem; humilhações a enlouquecem.
O estado açoita furiosamente num esforço desvairado, destituído de qualquer senso de proporção, para se reassegurar de sua força.
O modelo se esvaiu na Alemanha nazista, ao tentar manter uma mítica superioridade ariana. Está se esvaindo agora em Israel.
“Esta sociedade não mais reconhece nenhuma fronteira, geográfica ou moral”, escreveu o intelectual israelense e ativista anti-sionista Michel Warschawski em seu livro de 2004, “Rumo a uma Tumba Aberta: a Crise da Sociedade Israelense”.
Israel não conhece limite algum e está se esvaindo ao descobrir que sua tentativa de submeter os palestinos e engolir a Palestina inteira está sendo minado por um povo palestino tenaz e digno que se recusa a submeter-se em silêncio e desistir de resistir à arrogância israelense.
Nós nos Estados Unidos ficamos tão acostumados à tragédia inflingida por Israel, e caímos facilmente na sua lábia que automaticamente, por alguma armadilha da imaginação, converte atrocidades israleenses em exemplos de como Israel é vitimizado.
Mas um exército que solta uma bomba de 225 quilos em um apartamento residencial no meio da noite e mata 14 civis dormindo, como aconteceu em Gaza há quatro anos, não é um exército que opera por normas civilizadas.
Um exército que solta uma bomba de 225 quilos em uma casa no meio da noite e mata um homem, sua esposa e sete de seus filhos, como aconteceu em Gaza há quatro dias, não é o exército de um país moral.
Uma sociedade que pode deixar de lado, como desimportante, o assassinato brutal de uma menina de 13 anos por um oficial do exército alegando que ela ameaçou soldados em um posto militar – uma entre as quase 700 crianças palestinas assassinadas por israelenses desde que a Intifada começou – não é uma sociedade dotada de consciência.
Um governo que prende uma menina de 15 anos – uma entre as centenas de crianças em prisões israelenses – pelo crime de empurrar e fugir de um soldado que tentava lhe fazer uma revista quando ela entrava numa mesquita não é um governo com qualquer postura moral. (Essa história, que não é do tipo que vá aparecer alguma vez na mídia americana, foi noticiada pelo Sunday Times de Londres.
A menina levou três tiros enquanto fugia e foi condenada a 18 meses de prisão depois de sair do coma).
Os críticos de Israel cada vez mais notam que Israel está se autodestruindo, à beira de uma catástrofe por sua própria culpa.
O jornalista israelense Gideon Levy fala de uma sociedade em “colapso moral”.
Michel Warschawski escreve sobre uma “loucura israelense”, uma “putrefação” da sociedade civilizada, que levou Israel a um rumo suicida.
Ele prevê o fim do empreendimento sionista; Israel é uma “quadrilha de arruaceiros” que “caçoa da legalidade e da moralidade civil. Um estado que se enche de desprezo pela justiça perde a força para sobreviver”.
Como Warschawski nota com amargor, Israel já não conhece mais nenhuma fronteira moral – se alguma vez conheceu.
Aqueles que continuam a apoiar Israel, que criam pretextos para isso enquanto ele mergulha na corrupção, perderam suas referências morais.

*Kathleen Christison é uma ex-analista política da CIA e trabalhou com temas do Oriente Médio durante 30 anos.
Ela é autora de "Percepções da Palestina" e "Ferida da Espoliação".
Pode ser contactada pelo email: kathy.bill@christison-santafe.com.
Este artigo encontra-se no site do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
http://www.unidadepopular.org/israhell6.htm

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Verdadeiras Intenções de Israel



Israel roubando mais terras
Estaria Israel mesmo interessado em “negociar a paz”?




Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para a
breve “reunião de paz” entre
Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.



Israel roubando mais terras

Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para
a breve “reunião de paz” entre Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.
O mais recente relatório do movimento pacifista israelense Peace
Now,
que abrange o período entre maio e outubro de 2007, informa
que há 88 construções ilegais israelenses em distintos pontos na
Cisjordânia,
“variando de pequenas casas até grandes projetos de
dezenas e centenas de edifícios”.


O mais chocante no relatório é
provavelmente a descrição de um novo bloco residencial ultraortodoxo,
com cerca de 600 unidades, que será anexado ao
assentamento ilegal de Givat Zeev, ao norte de Jerusalém.

As
intenções do governo israelense ficam claras quando o relatório
prova que novas construções estão a caminho em 34 dos 105
“pontos de controle” militares israelenses nas
terras palestinas
ocupadas.
O que fica evidente é que os “encontros de paz” entre Israel e a
Autoridade Palestina, tão glorificados pela mídia ocidental,
escondem uma realidade constante da Palestina – a anexação
ilegal de terras pelo governo israelense
.

Com o território palestino
sendo diariamente engolido por assentamentos israelenses, é difícil
imaginar um estado palestino independente em um futuro próximo.
Outro ponto crítico do relatório da Peace Now indica exatamente
isso, ao condenar a construção da estrada E-1 por parte de Israel.
Supostamente, a estrada serviria para “facilitar o transporte para os
palestinos”, mas, ao que tudo indica, trata-se de um meio para
dividir a Cisjordânia a tal ponto que se tornem duas terras que não
sejam limítrofes.

Essa questão se evidencia após uma breve análise
de onde os assentamentos são construídos – a maioria deles no
lado oeste do controverso “Muro de Israel”.

Absolutamente, todos os
assentamentos israelenses nas terras palestinas ocupadas são
ilegais perante a Lei Internacional.

Após a Guerra Árabe-Israelense
de 1967, o Estado de Israel decidiu expandir suas fronteiras ao leste
de Jerusalém, de 6,5 km² para 70,5 km², incluindo assim terras de
muitas vilas palestinas da Cisjordânia.

Condenados pela
comunidade internacional, representada oficialmente pela ONU,
Israel até hoje ignora a Resolução 242, que os obriga a devolver as
terras ilegalmente ocupadas a seus legítimos proprietários.
O Peace Now se recusa a aceitar a justificativa usada pelo governo
israelense de que a expansão na Cisjordânia, lar de 2,4 milhões de
palestinos, se trata do “crescimento natural de Israel”.

Usando as
próprias estatísticas fornecidas pelo governo, o relatório indica que
o número de colonos judeus vivendo em terras palestinas na

Cisjordânia teve um crescimento anual de 5,8%, contra somente
1,8% de crescimento dentro das fronteiras de Israel no mesmo
período.

Dessa maneira, fica claro que o foco israelense é expandir
suas fronteiras através da captura de terras na Cisjordânia
. Citando
diretamente do Peace Now: “O crescimento dos assentamentos é
muito maior do que o ‘crescimento natural de Israel’
, e inclui uma
migração massiva de colonos para a Cisjordânia”.


No início da semana passada,
cerca de 2 mil judeus ultraortodoxos,
muitos deles colonos
das terras palestinas na
Cisjordânia, protestaram nas
ruas de Jerusalém contra o
suposto diálogo entre Israel e a

Autoridade Palestina.

Para eles, ainda existe o sonho de uma
“Grande Israel”, ocupando toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.


Protestos como os atuais e essa ideologia extremista judaica é que
culminaram no assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak
Rabin, em 1995, por parte de colonos israelenses que o viam como
um obstáculo quanto ao sonho judaico.

Dessa vez, os radicais
foram ainda mais longe.


Rabinos ameaçaram até George W. Bush
por seu envolvimento com a causa, citando a destruição causada
pelo furacão Katrina como uma “punição divina” pela interferência
estadunidense na política israelense
.


Com isso, Israel está em uma situação delicada – ao mesmo tempo
em que oferecem um “diálogo” para a Autoridade Palestina, roubam
terras na Cisjordânia para satisfazer aos extremistas dentro do país.


De uma maneira ou outra, como colocado por Yariv Oppenheimer,
diretor-geral do Peace Now
, “se essa política continuar, teremos um
estado colono ao invés de um estado palestino na Cisjordânia”.

Ao
que tudo indica, é esse o caminho do governo israelense.



“O conhecimento é em si mesmo um poder” – Francis Bacon ( 1561 – 1626 )

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_82.pdf