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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

PELA UNIDADE E SOBERANIA DO IRAQUE




"The Iraqi leadership believes that the Palestinians - and it does not matter who they are and how we [in Iraq] view one figure or another - are not terrorists. The Palestinians fight and struggle with legitimate means... it is a legitimate activity which we support explicitly and not in secret..."
Iraqi Deputy Prime Minister, Tareq Aziz, in response to the speech of US President Bush, MBC Television, 14 September 2002.

Tareq Aziz enfrenta ‘corte’ do invasor e homenageia Sadam

“Tive a honra de trabalhar com o herói Sadam, responsável pela unidade e soberania do Iraque”, afirmou Tareq com altivez na corte-farsa montada por Bush para funcionar no QG ianque da Zona Verde

Em plena corte-farsa de Bush, no interior do QG da invasão em Bagdá, o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz, prestou nessa segunda-feira dia 5 sua homenagem ao “herói Sadam”e afirmou ainda que foi o Irã, “com gás cianeto”, que “matou milhares de curdos em Halabja, e não o Iraque”.

“O governo do qual fiz parte não cometeu genocídio contra o povo curdo”, reiterou o líder iraquiano, que compareceu como testemunha do ex-ministro da Defesa Sultan Hachim, no assim-chamado, pelo invasor, ‘caso Anfal’.

“Tive a honra de trabalhar com o herói Sadam, responsável pela unidade e soberania do Iraque”, afirmou Tareq com altivez, apesar de seu conhecido estado precário de saúde e ao qual o invasor se nega a dar cuidados.

Tais declarações levaram o fantoche Mohamed Oreib Al Kalifa, que encena ser “juiz” chefe, a tentar silenciá-lo com ameaças.
Ao que Tareq reagiu com ironia: “já sou um prisioneiro. Que mais pode me fazer?”.
Depois de Sadam, é Tareq a face mais conhecida no mundo inteiro da revolução iraquiana.
Também de sua amplitude, um cristão, companheiro de sunitas, xiitas, curdos, turcomentos – todos iraquianos.

ANFAL

O ‘caso Anfal’ não passa de um apêndice da principal peça de propaganda do governo ianque contra a revolução iraquiana, e de demonização de Sadam, a tragédia de Halabja, onde cinco mil foram mortos por ataque com gás venenoso durante a guerra Irã-Iraque.
Tareq foi, pois, direto à questão.
“As armas químicas usadas naquele tempo que causaram a morte de milhares de pessoas [em Halabja] eram feitas de gás cianeto e não de gás mustarda. Quem tinha esse gás era o Irã, não o Iraque”, destacou.

“O ataque químico à aldeia curda de Halabja foi cometido pelos iranianos em uma ofensiva contra a população curda”, assinalou Tareq.
Ele acrescentou que a ofensiva iraniana com armas químicas em 1988 “é confirmada por documentos internacionais”.
Isso ficou estabelecido até mesmo através de relatórios do Pentágono, como um “publicado em 1989 e disponível na internet”, lembrou.
Também citou um artigo de Milton Viorst na revista norte-americana “New Yorker”.

Tareq apontou outro indício de que o governo iraquiano nada tinha a ver com Halabja.
Nas conversações de 1991, entre os líderes iraquianos e uma delegação curda que incluía o atual ‘presidente’ Jalal Talabani, “sobre compensações para as vítimas curdas da guerra”, Halabja não foi “sequer mencionada por qualquer das partes”, registrou.

Aliás, por todo o Oriente Médio, foi o Iraque, a revolução de Sadam, que mais direitos concedeu aos curdos.
Direito de ter sua língua, escolas, assembléia.
A única condição era a de que se reconhecessem como iraquianos e a grande maioria dos curdos se integrou na revolução, inclusive de armas na mão, contra os iranianos, na época – como testemunhou o correspondente de então do “Guardian”, Patrick Cockburn.
Que também considerou impossível que “182 mil curdos” fossem mortos nessas imediações e isso não transpirasse imediatamente.

ANALISTA DA CIA

Provavelmente o relatório a que Tareq se refere trata-se do estudo conduzido pelo analista sênior da CIA sobre o Iraque no decorrer da guerra Irã-Iraque e professor da Escola de Guerra dos EUA, Stephen Pelletiere, que concluiu que “foi gás iraniano que matou os curdos, não iraquiano”.
De acordo com sua investigação para o Pentágono, “as condições dos corpos dos civis curdos indicaram que eles tinham sido mortos por um agente sanguíneo – isto é, um gás à base de cianeto – que, como se sabe, era usado pelo Irã’.
Os iraquianos – que tinham gás mostarda, que atua por princípio diferente – “não tinham agentes sanguíneos na época”.

O relatório a que Tareq aludiu, desmonta, portanto, a fantasia reacionária do “exército de Sadam jogando gás venenoso no seu próprio povo”.
Não se trata de uma peça contra o Irã, como alguns poderiam alegar, porque diz que “a tragédia de Halabja ocorreu no decorrer de uma batalha entre iraquianos e iranianos – estes últimos no controle da cidade – que definiria o estratégico controle da maior represa do país, Darbanddikhan, e assim, das águas do Tigre e do Eufrates”.
Portanto, se deu no meio de uma batalha e não tendo civis curdos como alvo.
Como destacou Pelletiere, “os civis que foram mortos tiveram o infortúnio de serem pegos no meio disso”.

Quanto ao ‘Anfal’, não passa de uma projeção, sobre os líderes revolucionários iraquianos, dos crimes de guerra de que são useiros e vezeiros os capos do império, como está aí o próprio Iraque, Afeganistão, Vietnã, Coréia para serem exemplos.
Se, como alegam os invasores ianques, seus fantoches e mariposas, “foram mortos 182 mil curdos”, passados quatro anos de ocupação no Iraque inteiro e 16 anos de “autonomia da região” curda, todo dia devia ter alguém achando uma, duas covas em massa, ainda mais com os invasores dispostos a premiar com verdinhas.
Também já deveria ter aparecido alguém, algum renegado, que teria participado da matança, para dar “detalhes”.
Mas não encontram nada porque não há nada.


sábado, 8 de dezembro de 2007

Curdos: entre a rebeldia e a paz

Breve histórico do curdos do Iraque.

Muitos estão pagando, e outros virão a pagar um preço muito alto pelo desmantelamento do Iraque, dentre eles os curdos.
Os curdos são um povo tribalizado, suas lideranças não são centralizadas, são divididos em "tribos", ao longo de sua história sempre houve lideres próximos ao Iranianos, outros ao Turcos e alguns próximos ao árabes iraquianos.
Essa divisão que sempre foi, na verdade, o maior inimigo da independência curda.
A comissão britânica que desenhou as linhas de fronteira do norte do Iraque, colocou propositalmente a região curda como parte do Iraque, assim a monarquia iraquiana que atuava como defensora da empresas petroliferas do Iraque, teria controle sob os poços de petroleo dessa região.
Desde então as relações entre curdos e arabes tem sido marcadas por altos e baixos, a principio, a monarquia iraquiana, um regime pro-Ocidente extremamente repressor, adotando uma tática de controle semelhante à que a Turquia exerce atualmente, negava aos curdos o acesso ao ensino superior, entre outros direitos básicos, ocorrendo assim de maneira semelhante aos xiitas do sul, grande parte da população vivia em um regime de semi-feudalismo.
Depois veio a revolução popular de 1958, que destruiu a familia real, a situação melhorou relativamente para os curdos do Iraque, já que a revolução mudou os rumos da politica petrolifera, mas como marca da relações curdo/iraquiana sempre houve alternância em periodos de rebeldia e de paz.

Depois de alguns anos de conflitos, o partido Baa's(baath) realizou uma serie de acordos com os curdos em 1969, e em 1971 o Baa's reconheceu o direito dos curdos a ter um pais, o curdistão se tornou de fato uma região autônoma dentro do Iraque, além disto o Baa's cedeu participação no governo aos curdos.
Mas por outro lado, isso não viria a garantir a paz, pois as lideranças curdas(Barzani) em 1973, procurou aproximação com os piores inimigos do Iraque: Israel, Irã e a CIA.
O que fez retomar as tensões entre os curdos e o partido Baa's que atingiram seu ápice em uma atrevida reivindicação de posse sobre poços petroliferos situados em cidades mistas ao norte de Bagdad.
Em 1980 quando se iniciou a terrivel guerra Irã x Iraque, o Baa's procurou aproximação com os curdos, mas somente o PKK(partido do trabalhadores do curdistão, o mais ativo contra a Turquia) se aliou ao Baa's.
Enquanto o PKD(partido democratico do curdistão) cujo braço armado é as milicias peshmerga, e o lider é o Barzani(sic), se tornaram aliados do Irã.
O Partido Baa's como represália ao fato do PKD no inicio da guerra ter se tornado aliado do Irã, removeu todos vilarejos perto da fronteira Irã x Iraque, onde ficava as principais bases de milicos do PKD.
Em torno de 1985, a guerrã Irã x Iraque estava sendo travado em territorio Iraquiano, e apostando na derrota do Iraque, tanto o PKK e como o PKD se aliaram ao Irã, chegando ao ponto de combaterem juntos contra o Iraque na cidade de Basra.
O partido Baa's diante deste quadro trágico iniciou a operação liquidação dos traidores, tendo o seu ápice no que ficou conhecida como a operação Anfal.

Apesar dos altos e baixos, sempre houve expressiva participação curda no governo e no exército do Iraque; dos 8 homens "fortes" de Saddam, 2 eram curdos.
Barzani e Talabani(do PKD) em 2001 forjaram um acordo com a Turquia para esta não entrar no Norte do Iraque, acordo este que não inclui o PKK, o partido mais atuante contra a Turquia.
Grande parte da região chamada etnicamente de Curdistão se encontra na Turquia, os curdos da Turquia vivem em um regime de escravidão, é negado o direito a falar seu idioma e ao ensimo médio perpetuando o ciclo que os leva a somente a trabalhar em empregos de "segunda classe".
Por isso a Turquia mantem olhos abertos sobre o norte do Iraque, ja que o PKK tem forte bases lá.

Os curdos pagam um preço muito caro pelas más escolhas de seus lideres, em janeiro deste ano assistimos o Irã disparar obuses contra vilarejos curdos. Este é o presente do Irã por eles o terem ajudado.
Com o que a Turquia faz atualmente, é dificil imaginar que um dia em 1919 os curdos ajudaram a Turquia no episódio conhecido como o genocidio armênio e no massacre do assirios iraquianos em 1920.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

QUEM LUTA NO IRAQUE?

Quem luta no Iraque?
Uma pergunta básica, mas poucos sabem responder




Quem é o inimigo?
Quem luta contra quem?
Passados quase 5 anos
desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque atrás das “armas
de destruição em massa” de Saddam Hussein, que nunca existiram,
essas são questões básicas e óbvias mas que, ao mesmo tempo,
não são fáceis de responder.

As forças estadunidenses
passaram por tantos planos fracassados nesse período, apoiando
uns e deixando de apoiar outros aleatoriamente, que não se sabe
mais quem é aliado e quem é inimigo.
Os sunitas iraquianos estão divididos.
O Partido Islâmico do Iraque,
que desde 2003 é parte do governo-fantoche iraquiano pós-Saddam
Hussein, e a aliança tribal de Al-Anbar
estão decididamente a favor
das forças de ocupação, procurando se integrar ao atual governo
iraquiano sob a retórica de “tolerar a ocupação”
.
Ao mesmo tempo,
a Resistência Iraquiana, que tem o Partido Ba’ath, de Saddam
Hussein, como um dos seus principais financiadores, se recusa a
negociar com as forças de ocupação, mas, ao mesmo tempo,
começa a ganhar espaço no atual governo iraquiano.

Recentemente, 22 grupos da Resistência anunciaram a criação de
uma frente única, sob a liderança de Izzat Ibrahim al-Douri, hoje o
homem do regime de Saddam Hussein mais procurado pelos
estadunidenses
.
Os sunitas do Ba’ath abriram diálogo com Ayad
Allawi, político xiita iraquiano
que se tornou o primeiro governante
do país da era pós-Saddam Hussein.
Allawi é um dos fundadores
do Acordo Nacional Iraquiano, um dos atuais partidos políticos
iraquianos no governo do país.

A batalha entre a classe trabalhadora e a elite xiita, representados
respectivamente pela Assembléia Suprema para a Revolução
Islâmica do Iraque e pelo Partido Islâmico Dawa, são parte do atual
governo-fantoche e têm o apoio dos Estados Unidos
.
Ao mesmo
tempo,
o Jaish al-Mahdi, a milícia do clérigo Muqtada al-Sadr,
causador de pelo menos 20% de todas as baixas estadunidenses
no Iraque desde 2003, freou suas operações depois do mês de
agosto, se organizando politicamente para a eventual retirada das
forças de ocupação.

Os curdos, minoria étnica no Iraque, se mantém politicamente a
favor das forças de ocupação
.
Cerca de 50 mil soldados da milícia
curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) apóiam os
Estados Unidos desde 2003 e auxiliaram a invasão do Iraque pelo
norte do país.
As primeiras batalhas de forças estadunidenses no
norte do Iraque foram baseadas em inteligência e assessoria dos
militantes curdos.
Em troca, os Estados Unidos garantiram que o
Curdistão, região semi-autônoma que o PKK controla e luta para
torná-la independente da Turquia e do Iraque, se tornaria uma
região sem a interferência das forças estadunidenses.
Apesar disso,
o PKK é designado oficialmente como uma organização terrorista
pelos próprios Estados Unidos, pela OTAN e pela União Européia, o
que os torna um aliado imprevisível.

A Al-Qaeda no Iraque reflete
com perfeição o caos gerado
pelas forças de ocupação no
Iraque – de fato, a Al-Qaeda
chegou ao Iraque
simultaneamente à ocupação,
um bônus à “liberdade e
democracia”
prometida ao povo iraquiano por George W. Bush.
Exatamente como as forças estadunidenses, a Al-Qaeda é mais um
órgão estrangeiro atormentando a política iraquiana
.
A milícia
sunita, espelhada na organização de Osama Bin Laden
, tem como
seu foco principal o ataque às forças de ocupação, mas
recentemente também tem investido contra a Resistência Iraquiana
e milícias xiitas, devido à oposição maciça do povo iraquiano quanto
às operações do grupo no país.

Esses são os principais grupos étnicos, religiosos e ideológicos
envolvidos com a atual destruição do Iraque, em função da
desastrosa invasão estadunidense do país.
Durante os quase cinco
anos de ocupação,
entre as dezenas de planos que foram testados,
todos esses grupos tiveram, em um momento ou outro, apoio dos
Estados Unidos.
Milícias curdas e xiitas tiveram apoio das forças de
ocupação contra os sunitas do Partido Ba’ath na invasão do país,
assim como milícias sunitas foram armadas pelos estadunidenses
para combater os xiitas pró-Irã, e até a própria Al-Qaeda entrou em
negociações com oficiais das forças de ocupação em função de
interesses semelhantes, porém conflitantes, que ambos têm no
país.
Em função da derrotada campanha estadunidense, não se
sabe mais quem é aliado e quem é inimigo no Iraque, e é por esse e
outros motivos que a ocupação do país deve se estender além do
planejado.

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_84.pdf

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PRESIDENTE SADDAM E O TRIBUNAL FANTOCHE



Redacción 20 de outubro 2005

O presidente deposto do Iraque Saddam Hussein negou-se a responder às perguntas feitas pelo juiz e também negou-se a reconhecer a legitimidade do Tribunal Especial Iraquiano (TEI), formado pelo governo fantoche do país.

Hussein foi levado ao "tribunal" ontem (19) em Bagdá, sob a acusação de que teria ordenado o massacre de 143 xiitas em 1982.

"Reivindico o direito constitucional de fazer valer meus direitos de chefe de Estado e me recuso a responder", disse, dirigindo-se ao presidente do tribunal.

"Não reconheço sua autoridade porque todo (este tribunal) carece de fundamento", acrescentou.

O ex-vice-presidente Taha Yassine Ramadan, vestido com uma túnica branca, também não quis dar sua identidade, limitando-se a dizer que sua "identidade fora roubada".

Acrescentou que confirmava "o que o presidente Saddam Hussein disse".

Redes de TV iraquianas mostraram imagens do início do julgamento e do presidente do tribunal, o curdo Rizgar Mohamed Amin , que lia um documento.

"Esta é a primeira audiência, do primeiro caso, Dujail", disse o presidente do tribunal, antes de chamar os oito acusados.

Hussein estava sentado e rodeado por uma cerca de 1,5m de altura.

Todos podem ser condenados à pena de morte.

Farsa

A filha mais velha de Hussein, Raghad, criticou desde Amã, na Jordânia, onde está exilada, a farsa do julgamento, informou um membro do comitê de defesa.

"Raghad está aborrecida com o modo como o julgamento é realizado, principalmente com a ausência dos advogados solicitados por seu pai", disse em Amã (Jordânia) o advogado jordaniano Issam Ghazzawi, referindo-se ao comitê de defesa, que inclui letrados árabes e estrangeiros, entre eles o ex-secretário de Justiça americano Ramsey Clark.

O conjunto de advogados não foi escolhido por Hussein, tampouco pôde conversar com o acusado livremente, como o exigido pelas convenções internacionais.

Apenas o advogado iraquiano Khalil al Dulaimi foi autorizado pelo governo fantoche e pelas forças de ocupação a defender o presidente deposto.

Entre as acusações contra os oito réus estão as de "assassinato, expulsão, prisão, tortura e desrespeito às normas internacionais".

Durante a sessão, Hussein observou a troca de argumentos entre acusação, defesa e o presidente do tribunal, sem fazer intervenções.

Após uma breve audiência, o juiz adiou a sessão e marcou a próxima audiência para 28 de novembro próximo.

Al Dulaimi havia pedido um adiamento por três meses, mas o juiz optou por pouco mais de um mês.

Tensão

A tensão era sentida em todo o país com o início do julgamento, dois anos após Hussein ter sido capturado pelas tropas americanas, em 2003.

Em Tikrit, cidade natal do ex-presidente e de quase toda sua família, a tensão era mais evidente.

Dezenas de pessoas concentraram-se em um estádio da cidade para protestar contra o julgamento.

No Iraque, as reações ao início do "julgamento" do ex-presidente foram variadas.

A mídia ocidental procurou exibir imagens de muçulmanos xiitas e curdos se manifestando a favor de penas duras contra Hussein.

A imprensa colaboracionista, dirigida por antigos adversários do governo de Hussein, colocou o "julgamento" em suas manchetes.

"Julgamento de um tirano" e "Primeiro ditador árabe a ser julgado" estampavam alguns jornais.

Na imprensa da comunidade sunita, o julgamento foi mencionado, sem grandes artigos.

Em nenhuma outra parte o contraste foi tão marcante quanto nos distritos bagdalis de Azamiyah, de maioria sunita, e Kazimiyah, de população xiita, separados apenas pelo Rio Tigre.

Apenas um fator unia as duas populações: a precária rede elétrica de Bagdá.

A energia falhou diversas vezes durante a transmissão do julgamento.

Na televisão, as grandes redes se preocuparam em mostrar os sentimentos dos oposicionistas e silenciaram em relação às grandes manifestações em Tikrit, Bagdá e Faluja, a favor de Hussein.

Uma seqüência veiculada pela CNN mostra uma dona-de-casa xiita cuspindo na tela da televisão ao ver a imagem de Hussein.

Quando o juiz se dirigiu ao ex-presidente como "senhor Saddam", ela gritou: "Monstro Saddam, você quer dizer!"

Do outro lado do Rio Tigre, num bairro de maioria sunita — a mesma confissão de Hussein — alguns moradores também ficaram galvanizados pelas imagens na TV.

Namir Sharif, ex-oficial do Exército, quase chorou de orgulho ao ver Hussein desafiar a autoridade do tribunal.

"É um ato heróico", disse.

Alguns iraquianos assistiram à primeira sessão do tribunal com temor ou ódio, outros com alegria, outros ainda com amargura e até uma certa nostalgia.

Mas todos assistiram com atenção, incapazes de desviar os olhos da imagem do antigo líder, antes senhor supremo do Iraque, agora réu em julgamento.

Palestinos querem Bush lá

Para os palestinos, Hussein é mais vítima do que algoz, um alvo direto do imperialismo americano.

Para os israelenses, o presidente iraquiano deposto é uma figura demoníaca. Os dois lados têm visões opostas do julgamento de Saddam.

Os palestinos acreditam que o ex-presidente é vítima de uma injustiça; os israelenses esperam que o julgamento sirva de alerta a outros déspotas do Oriente Médio.

Osama Shagnobi, um morador de Gaza, lembra dos cerca de US$ 21.000 que sua família recebeu do governo iraquiano por causa da morte do irmão, Mohammed, num choque com soldados israelenses.

"Não é possível comparar a vida do meu irmão com dinheiro nenhum no mundo, mas sentimos que Hussein estava entre as poucas pessoas ao nosso lado e mostrou que alguém se importava com a perda que sofremos", disse Shagnobi.

Por intermédio de organizações assistenciais islâmicas, o regime de Saddam enviava regularmente dinheiro a parentes de homens-bomba e de extremistas mortos em combates com Israel.

Os palestinos também reverenciaram Saddam quando ele disparou 39 mísseis Scud na direção de Israel durante a Guerra do Golfo, travada em 1991.

Os disparos causaram danos consideráveis, mas poucas vítimas.

Já os israelenses têm uma posição totalmente diferente, algo bastante esperado.

Para eles, o julgamento de Saddam é visto como um "evento que obrigará líderes árabes" a perceber que poderão "pagar por seus atos", repercutindo a opinião da mídia oficial americana e israelense.

"Hoje é um dia especial, pois um terremoto atinge o mundo árabe, com líderes pagando por seus crimes", vituperou o ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, em entrevista à Rádio Israel.

Em Jerusalém, o israelense Bibi Nissin, de 51 anos, disse acreditar que Saddam terá um julgamento "justo".

"Espero que ele seja condenado à prisão perpétua. E não me importa onde ele cumprirá a sentença, já que não estará aqui em Israel."

Muitos palestinos, revoltados com o favorecimento americano a Israel e com a ocupação do Iraque, gostariam que o presidente dos EUA, George W. Bush, fosse julgado junto com Hussein.

"Se ele é um assassino, o que poderíamos falar dos atos americanos cometidos no Iraque?", questionou o motorista de taxi Saed Souror, de 32 anos.

"Para existir justiça, Bush e Saddam deveriam ser levados ao banco dos réus juntos."

Veja abaixo parte da transcrição do início do "julgamento":

Hussein: Aqueles que lutaram pela causa de Deus serão vitoriosos... estou à mercê de Deus, o mais poderoso.

Amin (juiz 'responsável'): Senhor Saddam, por favor, nos diga sua identidade, seu nome... Você tem bastante tempo, você terá tempo suficiente para dizer o que quiser e expressar seus pensamentos. Mas esta corte tem um procedimento e nós temos que segui-lo.

Hussein: Quem são vocês? O que vocês estão fazendo aqui? Eu não respondo a esta "chamada" corte, com todo o respeito. E me reservo o direito constitucional como Presidente do Iraque (...) Eu não reconheço nem a entidade que autoriza vocês, nem a agressão, porque tudo baseado em falsidade é falsidade... Você já foi juiz antes?

Amin: Não há espaço para este tipo de conversa neste tribunal.

Hussein: Estou neste tribunal militar desde as 2h30 da madrugada, e usando a mesma roupa desde as 9h. Você me conhece, você é iraquiano e sabe muito bem que eu não fico cansado.

Amin : Estou aqui para perguntar sobre sua identidade.

Hussein: Eu respondi essa pergunta por escrito e a enviei a você.

Amin: Senhor Saddam, vá em frente. Você é culpado ou inocente?

Hussein: Eu disse o que disse, eu não sou culpado, sou inocente.

Com agências internacionais

Nova publicada no Diário Vermelho .

http://www.arroutadanoticias.com/novas/nova201020054.html

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

DIVISÕES RELIGIOSAS NO IRAQUE

The Independent: divisões religiosas no Iraque se aprofundam

As três principais comunidades religiosas do Iraque responderam de maneira diferente à derrubada do presidente Saddam Hussein e à ocupação, em 2003. Tais respostas aprofundaram as divisões entre elas.
Os muçulmanos sunitas, que são 20% dos 27 milhões de habitantes do Iraque e que foram a comunidade dominante durante centenas de anos, apoiou a resistência armada contra os Estados Unidos desde o início.
Os xiitas, que equivalem a 60% da população iraquiana, não fizeram resistência à ocupação, mas somente porque estavam convencidos de que mediante eleições assumiriam o poder, privilégio que acreditavam merecer por ser maioria.
A atitude perante os EUA pode estar mudando atualmente.
Somente os curdos, que são outros 20% da população, apoiaram totalmente a presença americana no Iraque.
As animosidades étnicas e sectárias no Iraque foram sempre mais profundas do que os próprios iraquianos admitiam, mas as divisões agora se converteram em abismos.
Cada dia que passa são menos numerosos os bairros de população mista em Bagdá.
Os xiitas, que integram provavelmente três quartos da população da capital, estão expulsando os sunitas, que estão sendo concentrados no sudoeste da cidade.
Cerca de 4,2 milhões de iraquianos fugiram de seus lares e se converteram em refugiados, seja para dentrou ou para fora do país, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
Os sunitas jamais aceitaram o predomínio dos xiitas e asseguram que eles não são mais que títeres dos iranianos.
Adnan Dulaimi, que encabeça o maior bloco do parlamento, a Frente do Acordo Iraquiano, advertiu esta semana que o governo do Iraque corre perigo de cair nas mãos dos "persas" e "safawíes", estes últimos são a dinastia iraniana que adotou o xiismo.
As pequenas minorias são as mais afetadas pela situação, pois não possuem milícias.
Os cristãos são considerados ao mesmo tempo vulneráveis e prósperos, o que os converte em alvo para seqüestradores.
Muitos fugiram do país e provavelmente têm mais facilidades para sair que os muçuilmanos, graças a contatos no exterior.
Algumas das comunidades mais antigas do mundo estão desaparecendo.
Aos cristãos que permaneceram no Iraque foi imposto um pagamento aos rebeldes, ou que se convertam ao Islã.
A comunidade dos Mandeos — gnósticos cujo profeta é João Batista — em Bagdá, uma vez foi famosa por seus profetas, ouríves e joalheiros, mas a suposta prosperidade que os fez célebres os converteram em objeto favorito dos criminosos.
Com freqüência se desconhece o tamanho real de uma minoria porque muitas delas exageram suas dimensões.
Os turcomenos se concentram em Kirkuk e seus alredores, mas também são dominantes na cidade de Tal Afar, a oeste de Mosul.
A Turquia assumiu a defesa dessa comunidade.
Uma bomba explodiu em 7 de julho em uma aldeia xiita-turcomena no sul de Kirkuk, matando 210 pessoas e ferindo 400.
É provável que tenham sido alvo da suposta rede al-Qaida.
Mais por serem xiitas que por serem turcomenos.
A província de Nínive, da qual Mosul é sua capital, é um mosaico de comunidades.
Há ali 350 mil Iaziditas, cuja religião tem elementos do zoroastrismo, maniqueísmo, judaísmo, proto-cristianismo e islamismo.
Estão também presentes os Shabakos, que falam uma variação do curdo e em sua maioria vivem a leste de Mosul.
As autoridades curdas querem que tanto yaziditas como shabakos votem como curdos e se unam ao governo regional do Curdistão, em um referendo que será celebrado no fim deste ano.
The Independent

La Jornada

domingo, 29 de julho de 2007

O ESPORTE QUEBRA BARREIRAS, UNE POVOS E PROPAGA A PAZ!







Técnico brasileiro une sunitas e xiitas para conquista inédita do Iraque

A seleção de futebol iraquiana se classificou nesta quarta para a final da Copa da Ásia.

Jorvan Vieira, que comanda o time do Oriente Médio, falou com exclusividade ao G1.
Dani Blaschkauer Do G1, em São Paulo
Reuters
Jogador iraquiano Bassim Abbas reza após vitória de sua seleção (Foto: Nicky Loh/Reuters)

O esporte quebra barreiras, une povos e propaga a paz.
Quantas vezes você já leu ou ouviu isto?
Então, prepare-se, porque nesta quarta-feira (25) a frase ganhou um reforço.

Um brasileiro conseguiu fazer com que jogadores esquecessem a rivalidade étnica para fazer o Iraque chegar a um posto que nunca alcançou antes: a seleção de futebol se classificou para a decisão da Copa da Ásia ao vencer a Coréia do Sul por 4 a 3 nos pênaltis, após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.
Até então, o melhor resultado do time iraquiano fora um quarto lugar em 1976 (clique aqui para ver o site de futebol internacional do GloboEsporte).

Num dos países mais violentos do mundo, foi a surpreendente união entre povos que levou o time à final do campeonato.

"Aqui, eles brincam, se beijam, se abraçam, dão as mãos e até tocam música árabe juntos. O ambiente é o melhor possível”, contou Jorvan ao G1, por telefone, direto de Kuala Lumpur, na Malásia.

“A tônica de nossas conversas e preleções é justamente esta: dar o exemplo de que é possível a convivência pacífica”, completou ele.

CLIQUE AQUI PARA COMENTAR A NOTÍCIA
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL76962-5602,00.html#frmPost

De arma na mão iraquiano comemora com amigos vitória da seleção na Copa da Ásia (Foto: Reuters)
Os conflitos no Iraque, principalmente entre xiitas e sunitas, existem desde quando Saddam Hussein liderava o país sob uma ditadura linha-dura.

Após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, a minoria sunita perdeu o poder para os xiitas.
A mudança levou a um aumento da tensão entre os dois grupos, que chegou à atual guerra civil (clique aqui para ler mais e ver o mapa da divisão sectária).
Reuters

O treinador brasileiro Jorvan Vieira (Foto: Reuters)

“A situação no país é trágica. Eles têm várias linhas da religião. É um fato memorável poder reunir todas estas três tribos [sunitas, xiitas e curdos], no bom sentido", diz o brasileiro Jorvan Vieira.

O feito inédito para a história do futebol iraquiano fez até o brasileiro virar embaixador honorário do Iraque.

“O secretário do primeiro-ministro (Nuri al-Maliki) veio até aqui nos parabenizar. E disse que eu, a partir de agora, serei sempre o embaixador do país. Recebi a informação com muita honra e alegria. O futebol nos leva para este tipo de situação”, disse ele, que contou que se o time for campeão (enfrentará a Arábia Saudita, do técnico brasileiro Hélio dos Anjos, na decisão no próximo domingo, dia 29) os atletas ganharão uma viagem de avião para Bagdá.
“Espero poder entrar neste Airbus 300. Botamos os capacetezinhos, coletes à prova de bala e vamos para lá. Quando aceitei a proposta de dois meses para comandar o Iraque, uma das razões era poder dar um sorriso para este povo tão sofrido”, completou o técnico brasileiro (clique aqui para ler mais sobre Jorvan).

arte
Mapa do Iraque dividido (Arte: G1)


sábado, 7 de julho de 2007

Festival cultural oferece raro alívio ao povo de Bagdá

As luzes diminuíram e um poeta solitário subiu ao palco.
"Se a pátria nos chama, devemos todos sair em sua defesa", disse Samir Al Quaraishi ao público.
"Nossos pais não nos criaram para trancar nossas portas."
Essa e outras mensagens de união nacional foram o centro de um raro festival nesta semana em Bagdá (Iraque), no qual poetas, atores e cantores instaram os presentes a lembrarem-se de uma época em que o país não estava em guerra.

Por razões de segurança, o evento patrocinado pelo governo não foi divulgado nos jornais iraquianos, e a maior parte dos convites foi feita boca a boca.
Por causa do rígido toque de recolher de Bagdá, a apresentação foi feita ao meio dia e não à noite.
Dezenas de policiais fecharam as ruas para o Teatro Nacional no dia do evento, atrapalhando o tráfego por horas.
Todos eram cuidadosamente revistados na entrada.
Quando o público de cerca de 100 pessoas conseguiu entrar, porém, apreciou uma apresentação de arte que lamentava a violência incessante do Iraque e apelava para a paz.

Quatro atrizes surgiram no palco com roupas típicas de diferentes regiões do país.
Uma delas representou o Norte, outra o Sul e outra Bagdá.
A quarta deveria representar Sherazade, personagem do clássico As Mil e Uma Noites.
As atrizes dançaram alegremente até ouvirem uma bomba – gravada – ecoando pelo auditório. Elas correram para camas no palco e se cobriram de medo.

Depois, um homem começou a falar.
"Meu país está sangrando; por tanto tempo estava sangrando a civilização", disse Hani Al Fayad, poeta de Nasiriyah.

O objetivo do festival era pedir o fim da violência sectária, segundo Ghanim Hamid, gerente da televisão Al Sumaria, que coordenou o evento.
"Acredito que a influência da arte nas pessoas é maior do que as palavras dos políticos", disse ele.
"A mídia e a arte devem trabalhar juntas na campanha de reconstrução contra o terrorismo", completou.

Muitos membros da platéia disseram que ficaram agradecidos principalmente por um dia no teatro.
Reuniões públicas de qualquer tipo são extremamente raras em Bagdá atualmente por causa da violência.

"Cada ator ou atriz tem um papel nesta comunidade de esclarecer ao povo que devem seu amor e lealdade ao país, e não a sua seita", disse a atriz Rasha Al Sahir.

"Estou tão feliz de estar aqui hoje. Sentimos falta desses festivais. Eles deviam fazer isso todos os dias", disse Saad Karim, funcionário do Ministério de Comércio.
"As canções e poemas que ouvi hoje me lembraram dos velhos tempos. De fato, vivemos juntos por séculos – sunitas, xiittas, árabes e curdos. Por que agora nos odiamos e combatemos uns aos outros?" perguntou.
"Construímos nossa história juntos, e devemos começar a construir nosso país juntos também."

27/05/2007
Fonte: USA Today

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=18707

terça-feira, 26 de junho de 2007

ORIENTE MÉDIO VIVO



por Humam al-Hamzah Friday, Jun. 15, 2007 at 8:15 AM



*foto da Resistência Iraquiana e do apache derrubado

O jornal "Oriente Médio Vivo" tem como um de seus principais objetivos oferecer informações justas sobre os atuais conflitos no Oriente Médio.

Acesse: www.orientemediovivo.com.br
Resistência Iraquiana: eventos da semana – 4 a 8 de junho


No dia 4 de junho, o grupo da Resistência Iraquiana Exército Islâmico do Iraque divulgou um comunicado oficial assinado pelo Dr. ‘Ali an-Nu‘aymi, porta-voz do grupo, desmentindo os estadunidenses que afirmaram estar em contato com a Resistência para ajudar a combater as forças da Al-Qaeda no Iraque.


Entre outras coisas, o comunicado afirma que:

1) “Os mujahidin do Exército Islâmico do Iraque vão continuar a dirigir a sua luta contra as forças estadunidenses de invasão e todos aqueles que têm como alvo os inocentes civis iraquianos”;

2) “Não existe qualquer negociação entre a Resistência Iraquiana e outros grupos”;

3) “A Resistência Iraquiana não tem responsabilidade por qualquer comunicado que não seja divulgado por seus contatos oficiais”.


No dia 5, as forças separatistas curdas pró-estadunidenses divulgaram um comunicado afirmando que forças da Turquia haviam atacado algumas regiões curdas no Iraque.

As áreas atacadas teriam sido as vilas de Kaystah e Nazdur, a 25 km ao norte de Zakhu. Anteriormente, sabia-se que as forças turcas haviam se mobilizado na fronteira com o Iraque, ameaçando invadir a região dominada pelos curdos do país em uma tentativa de conter os separatistas, que costumam realizar ataques em solo turco.

As forças turcas confirmaram que muitos dos armamentos apreendidos das forças curdas tinham inscrições de fabricação estadunidense.

O dia 6 foi marcado por uma declaração oficial dos líderes tribais das províncias iraquianas de Al-Anbar, Al-Mosul, Salah ad-Din, At-Ta’mim e Diyala rejeitando o novo plano estadunidense chamado “Conselho de Salvação”.

O plano seria de contratar forças policiais locais de cada uma das províncias para agir ao lado das forças de ocupação para “normalizar as relações” entre os líderes tribais e o atual governo-fantoche do país.

A declaração dos líderes promete uma “forte oposição” ao plano que, segundo eles, em nome do povo iraquiano, representa simplesmente “uma oportunidade de combater a Resistência Iraquiana”.

Segundo os líderes tribais e a Associação de Estudiosos Islâmicos do Iraque, o novo plano estadunidense serviria somente para aproximar a polícia dos homens da Resistência, em uma tentativa de contê-los.

No dia 7, as forças de invasão estadunidenses iniciaram a criação de muros também na cidade de Al-Fallujah, imitando o que foi iniciado em Bagdá sob grandes protestos dos civis sunitas e xiitas. Enquanto um toque de recolher foi ordenado, a cidade foi dividida em quatro partes, com pontos de controle entre cada parte.

A construção dos muros cimentados foi iniciada.

As forças estadunidenses justificaram a divisão porque os civis iraquianos estariam colaborando com os homens da Resistência, escondendo e transportando armamentos.

No dia 8, as forças de invasão confirmaram a morte de mais 5 de seus soldados em Bagdá.

De acordo com as fontes estadunidenses, 3505 soldados da invasão foram mortos no Iraque até o momento, mas o número pode ser ainda mais alto.

mas a maioria deles não está na lista oficial de mortos do exército estadunidense. Muitos dos soldados mortos pela Resistência Iraquiana têm suas identidades mostradas,

FONTE: Jornal Oriente Médio Vivo – http://www.orientemediovivo.com.br/