Mostrando postagens com marcador Afeganistão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Afeganistão. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de janeiro de 2008

Guantânamo

A Baia de Guantánamo fica localizada no sul da ilha de Cuba e tem cerca de 111,9 km² de área.
A baía foi concedida aos Estados Unidos como estação naval em 1903, em troca do pagamento de 4 085 dólarespor ano.
Da base de Guantánamo, existe uma dependência chamada Navassa, ilha desabitada com 5 km², situada entre a Jamaica e o Haiti.
É na base naval americana da baía que se encontram os prisioneiros das guerras do Afeganistão e Iraque.
Fidel Castro tentou em vão desfazer a concessão, e desde então, em sinal de protesto, nunca utilizou o pagamento do aluguel pago pelos EUA, que se mantém no mesmo valor até hoje.
Ao redor da base encontra-se ainda o único campo minado do ocidente.
A manutenção da base de Guantánamo não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, por isto, não há como fiscalizar o que acontece em seu interior. Os presos muitas vezes não possuem direito a advogados, visitas ou sequer a um julgamento. Existem denúncias de tortura.
Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos prisioneiros.
Tal situação tem requerido alguma atenção por parte dos mídia internacionais, uma vez que supostamente viola a convenção de Genebra e os direitos humanos.

Campo delta em Guantánamo, uma base militar estado-unidense em solo cubano.
Base Naval
Tornou-se célebre após a implantação, a quinze quilômetros da cidade com o mesmo nome, da base naval dos Estados Unidos da América de Guantánamo.
É no interior desta base que se encontra a Prisão de Guantánamo (Campo Delta), com uma área de 117,6 km² e alugada (arrendada) pelo governo dos EUA ao Governo de Cuba pela soma irrisória de 4 085 dólares anuais.
Cuba reivindica esse território.
Prisão de Guantánamo
Desde janeiro de 2002, depois dos violentos ataques terroristas de 11 de setembro, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros (muitos são afegãos e iraquianos) acusados de ligação aos grupos Taleban (Taliban) e Al-Qaeda, numa área excluída ao controle internacional no que concerne às condições de detenção dos mesmos.
Segundo a Cruz Vermelha internacional, e o próprio FBI [1], estes prisioneiros são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra[1] [2].

Segundo a Anistia Internacional, já se passaram mais de cinco anos desde que os primeiros detentos foram enviados pelos Estados Unidos à sua base naval na baía de Guantánamo, em Cuba.
Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação formal, e sem esperança de obter um julgamento justo.
Segundo a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada".

FECHAR GUANTÂNAMO AGORA!!!!!!





Manifestações no mundo todo contra Guantánamo


Ainda bem que existe a Anistia Internacional para denunciar DESRESPEITOS ABSOLUTOS aos direitos humanos como o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E DE TORTURAS de Guantánamo. Não é à toa que babybush é o ser mais odiado do planeta, e os EUA nunca foram tão mal vistos como nestes tempos.

posted by Jaime Munhoz


Manifestações no mundo marcam aniversário da base de Guantánamo

LONDRES (AFP) — Manifestações marcaram nesta sexta-feira o sexto aniversário da abertura do campo de detenção americano de Guantánamo em diversas capitais européias, principalmente em Londres, onde dezenas de manifestantes reproduziram as condições dos presos.

A Anistia Internacional mobilizou ativistas na Suécia, Irlanda, Paraguai, Filipinas e Barein, entre outros países, para exigir o fechamento da prisão por onde passou até agora mais de 800 homens e adolescentes acusados por Washington de terrorismo, sem a possibilidade de julgamento e sem direito a um advogado ou a ver sua família.

Vestindo uniformes de cor laranja, parecidos com os dos prisioneiros do campo, os manifestantes protestaram nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Londres.

Os "detentos" estavam cercados por "guardas" com uniformes militares, alguns com cães, que davam diversas ordens como a de pôr as mãos na cabeça, segundo um jornalista da AFP presente no local.

A manifestação foi organizada pela Anistia Internacional, que exige o fechamento do campo localizado na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. O campo recebeu seus primeiros prisioneiros da "guerra contra o terrorismo" no dia 11 de janeiro de 2002.

Na quinta-feira à noite, duas jaulas de aço, cujas dimensões correspondem às das celas do campo, foram colocadas em frente à embaixada americana em Londres. Durante toda a noite, militantes vestidos com roupas cor de laranja se revezaram nas celas.

A Anistia denuncia o fato de que o campo "continua a existir em um vazio jurídico", que 275 pessoas ainda estejam detidas lá "fora de qualquer legislação", e pede seu "fechamento imediato", explicou à AFP Sarah Burton, uma diretora da organização de defesa dos Direitos Humanos.

Manifestações similares foram realizadas por toda a Europa: em Roma, entre 30 e 40 pessoas se reuniram, levando bandeirolas com as inscrições "Fechem imediatamente Guantánamo" ou "Ponham fim às detenções ilegais".

Em Atenas, doze militantes se manifestaram diante do Parlamento grego.

Com os olhos vendados e alguns acorrentados, eles estavam ajoelhados sobre um falso gramado com espreguiçadeiras, sob uma placa indicando "Guantánamo, hotel 50 estrelas".

Uma manifestação também foi realizada nos Estados Unidos no National Mall em Washington para exigir ao governo Bush o fechamento do campo.

Um documento neste sentido assinado por 1.100 parlamentares do mundo inteiro e por cerca de 100.000 cidadãos americanos deve ser enviado à Casa Branca, segundo a Anistia.

Seis anos depois da chegada a Guantánamo dos primeiros prisioneiros dos Estados Unidos em sua "guerra contra o terrorismo", no dia 11 de janeiro de 2002, ninguém foi julgado e tudo indica que o centro de detenção da base naval de Cuba permanecerá por muito tempo em funcionamento.

Os apelos para o fechamento da prisão da base naval americana se multiplicam novamente no mundo com a chegada do aniversário de sua criação.

Há quase dois anos o governo americano insiste em sua determinação em fechar a prisão. "Mas devido a questões legais não houve muitos avanços", reconheceu há poucos dias o secretário de Defesa, Robert Gates.



09/01/2008 - 06h42
Dois ex-presos de Guantánamo comparecem a tribunal em Londres

Dois ex-presos da base americana de Guantánamo (Cuba), residentes no Reino Unido, compareceram hoje ao Tribunal de Westminster de Londres.
Jamil al-Banna, um jordaniano de 45 anos, e Omar Deghayes, um líbio de 38, retornaram ao Reino Unido em dezembro.

Eles permaneceram na prisão de Guantánamo por cinco anos.

A Espanha requer a sua extradição por supostamente pertencerem a uma célula da Al Qaeda.
Logo após chegar a território britânico, em 19 de dezembro, Banna e Deghayes foram detidos. Havia uma ordem de detenção válida em toda a União Européia, devido à sua suposta participação numa célula da organização terrorista Al Qaeda na Espanha.
Os dois pagaram fiança de 69,5 mil euros e estão em liberdade, mas deverão comparecer hoje ao tribunal.

Eles têm que cumprir um toque de recolher, viver em suas residências e usar um dispositivo eletrônico de vigilância.
Banna, pai de cinco filhos, recebeu a ajuda da atriz e defensora dos direitos humanos Vanessa Redgrave, que pagou a metade da fiança.

Deghayes também foi ajudado pela atriz britânica, que contribuiu com 20,25 mil euros.
Cerca de 300 homens continuam presos no centro de detenção de Guantánamo, aberto pelos Estados Unidos em 2002 após a operação militar contra o regime taleban no Afeganistão.

sábado, 1 de dezembro de 2007

Satélites de espionagem

Satélites são poderosas ferramentas de estratégia militar As imagens captadas por satélites são informações estratégicas preciosas, que se tornam cada vez mais imprescindíveis nas operações de defesa internacionais, bem como nas decisões táticas da guerra moderna.

É tal a dependência, que esses artefatos passaram a ser conhecidos como os olhos e ouvidos da inteligência militar.

Se já é grande a capacidade de resolução dos satélites comerciais, que observam o dia-a-dia das cidades, o rastreamento efetuado por um satélite militar de uso exclusivo do Pentágono (o ministério da Defesa norte-americano), pode atingir impressionante visualização, fornecendo localizações geográficas para mísseis e bombas e dando suporte a todas as ações militares.


Sem os satélites, seria impossível manter conectadas todas as forças bélicas.


Aviões, submarinos, navios e tanques só se comunicam porque os satélites funcionam como antenas, captando e retransmitindo informações traduzidas por impulsos elétricos.

Satélites militares e civis circundam a órbita da Terra
Esses verdadeiros espiões eletrônicos são lançados ao espaço por foguetes e milhares estão em órbita no espaço, mas não há estatísticas oficiais.
Há veículos de várias nacionalidades, russos, israelenses, chineses, franceses, até brasileiros.
A maior parte, entretanto, é norte-americana.
Desde o lançamento do Corona, primeiro satélite de reconhecimento usado pela CIA, em 1958, foi impressionante o desenvolvimento científico e tecnológico da área.
A resolução das imagens obtidas por satélites militares sempre foi um segredo guardado a sete chaves.
Mas, desde 1994, quando os serviços de imageamento por sensoriamento remoto deixaram de ser um privilégio das instituições militares e agências de espionagem internacionais, essas imagens foram ficando cada vez mais acessíveis para quem tiver poder aquisitivo para comprar.

Satélite Ikonos, com exploração civil e militar
Além dos satélites Landsat e Ikonos, cuja exploração é militar e comercial, existem satélites especializados em observação puramente militar, como o Lacrosse, o USA 144 e o Keyhole (buraco da fechadura, em inglês, conhecido pela sigla KH) que são capazes de recolher imagens em movimento quase em tempo real, pois são equipados com câmaras que possuem capturadores eletroópticos e infravermelhos, e têm uma capacidade de definição (menor detalhe identificável) que chega a 10 centímetros.

Como os satélites foram utilizados no Afeganistão
A caçada a Osama Bin Laden e seus seguidores da Al Qaeda, no Afeganistão, foi feita por uma constelação de satélites militares e comerciais.
Assim como o acompanhamento das tropas das forças de países que apoiavam o Taleban, como o Iraque, o Irã e o Paquistão, foram monitoradas pela inteligência militar dos EUA por meio de satélites de espionagem.
Apesar de seus próprios satélites serem capazes de obter imagens muito precisas, o Departamento de Defesa norte-americano, adquiriu direitos exclusivos de imagens feitas por satélites comerciais do território do Afeganistão.
O objetivo era obter uma visão completa do território afegão e impedir que qualquer outro país ou veículo de imprensa, tivesse acesso às imagens da zona de conflito.
Segundo a Agência Estado, foi firmado um contrato com a empresa Space Imaging Inc., com sede em Denver, da ordem de milhões de dólares, para o fornecimento de imagens feitas pelo satélite comercial Ikonos, contratado com exclusividade.
Um executivo da empresa afirmou que os EUA pagaram não apenas pelos direitos exclusivos, mas pelo tempo que o satélite esteve sobre a área de conflito, o que impede que qualquer pessoa possa ter acesso a essas fotos.
As melhores imagens feitas pelo satélite Ikonos têm precisão de um metro, o que significa que se pode distinguir objetos com essa dimensão máxima.
O satélite opera a 680km de altura e dá uma volta ao redor da Terra em 98 minutos.

Com tanta tecnologia, estariam contados os dias de Bin Laden?
Não, respondem unanimemente os especialistas, citando o ocorrido na Guerra do Golfo quando Saddam Hussein sempre escapou dos olhos eletrônicos.
"Do espaço, tem-se uma visão vertical. Os satélites vêem principalmente o topo da cabeça de alguém. Identificar uma pessoa do alto não é possível", explica Steven Aftergood, da Federação de Cientistas Americanos (FAS).
Tecnologia não está isenta de falhas.
Hoje em dia as guerras são administradas a milhares de quilômetros do front.
São os satélites espiões que decidem qual área deve ser atacada.
O bombardeio só começa depois das regiões serem fotografadas.
O piloto de um avião bombardeiro tem autonomia próxima a zero para identificar e lançar um alvo, ou seja, não é ele quem toma as decisões.
Os ataques são realizados pelas chamadas bombas inteligentes, guiadas por GPS (Global Positioning System) ou laser.
Estas armas recebem dados continuamente enquanto voam em direção ao alvo e têm uma margem de erro de dois metros.
Qualquer atraso na transmissão de informações, interferência eletrônica ou simplesmente perda do sinal, no entanto, pode significar um erro capaz de mandar as bombas a quilômetros do destino original.
Esse foi o caso do caça americano que lançou bombas de 450 quilogramas sobre três armazéns da Cruz Vermelha em Cabul.
As cruzes de três metros de comprimento por três de largura, pintadas em vermelho nos telhados dos prédios, não foram suficientes para poupá-los do chamado "fogo amigo".
Erros assim, que acabam por ferir e matar civis, não são novidade e têm se tornado bem mais freqüentes do que seria desejável.
Especialistas em estratégia militar garantem que, por mais desenvolvida que seja a tecnologia de guerra, os chamados "danos colaterais" ocorrem por falhas no planejamento, limitações do equipamento, influência das condições atmosféricas que podem causar interferência de nuvens, fumaça ou chuva forte e por erro humano - como foi o caso da Cruz Vermelha, segundo admitiu o Pentágono.
As mil e uma utilidades dos satélites militares e o Sivam
Segundo informações divulgadas pela Comissão do Parlamento Europeu de Estrasburgo - criada para investigar a extensão da espionagem industrial e comercial norte-americana sobre seus aliados da União Européia - a chamada rede Echelon, disponível aos estrategistas militares americanos, é um conjunto de satélites capazes de registrar pequenos detalhes em terra.
O projeto Echelon, considerado a maior e mais sofisticada de todas as operações de espionagem, é um sistema de vigilância global que utiliza uma combinação de 120 satélites e sensíveis estações de escuta, que captam e analisam conversas e comunicações eletrônicas que cruzam o mundo - telefonemas, fax, telex, correio eletrônico - além de sinais de rádio.
Ela inicialmente foi implantada para recolher o máximo de informações sobre a União Soviética e seus aliados.
Com a queda do bloco soviético pensou-se que o Echelon seria paralisado ou desativado, mas o sistema não só não foi desativado como, pelo contrário, cresceu e refinou-se.
Administrado pela supersecreta NSA (National Security Agency) dos EUA e operado com a colaboração de agências similares da Inglaterra (GCHQ - Government Communications Headquarters), Austrália, Canadá, e Nova Zelândia, ele é capaz de processar, diariamente, até 2 bilhões de dados, filtrando-os por meio de um sistema de inteligência artificial.
O relatório dessa Comissão menciona ainda que, graças ao sofisticado sistema de interceptação de informações, empresas dos Estados Unidos ganharam supercontratos que disputavam com grupos franceses.
Um deles foi o do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que causou tanta polêmica no Brasil e acabou favorecendo a empresa Raytheon na concorrência com a Thomson francesa.
A Raytheon, que ganhou o contrato para instalar as bases do Sivam no valor de US$ 1,4 bilhão, é quem faz a montagem e manutenção de todas as bases da NSA e do Echelon no mundo.
A Raytheon Company é especialista no desenvolvimento dos chamados "Sistemas Eletrônicos de Defesa", tendo sido a primeira empresa a desenvolver os sistemas de mísseis teleguiados, com capacidade para atingir alvos em movimento, em 1948.
Foi ela também que desenvolveu o sistema computacional do veículo espacial, que levou os astronautas, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, a dar o primeiro passeio na Lua em sua histórica jornada.
Um dos seus principais produtos, resultante de nove anos de pesquisas contratadas pelo governo americano, foram os mísseis de defesa Patriots (PAC-1/2), que fizeram sucesso na Guerra do Golfo em 1991 ao interceptar e destruir os mísseis "Scud" usados pelo Iraque.
Uma das suas principais colaboradoras é a empresa Space Imaging do satélite Ikonos.

Imagem da foz do Amazonas captada por satélite

São os bens e serviços fornecidos pela Raytheon que vão controlar e defender o território, o espaço aéreo e o meio ambiente da Amazônia brasileira.

Seus programas de defesa estarão uma vez mais em ação.

Outra de suas parceiras é a Atech - Fundação Aplicação de Tecnologias Críticas, a instituição responsável pela integração geral do projeto Sivam.

A Atech, que faz o desenvolvimento do sistema, da modelagem operacional e institucional, e a implementação da infra-estrutura e da rede de telecomunicações do Sivam, é controlada nos EUA pela Amazon Technologies Company.

Ela foi contratada sem licitação pelo governo brasileiro por razões de segurança, uma vez que é ela que vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos.


Em virtude das nebulosidades deste complexo jogo de interesses e preocupados com a proteção ao patrimônio estratégico nacional, a Câmara dos Deputados em Brasília, instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar o tráfico de influência e a corrupção ativa na implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia, tendo em vista as acusações feitas contra o embaixador Júlio César Gomes dos Santos, suspeito de tráfico de influência a favor da Raytheon.

As denúncias sobre o caso Sivam foram divulgadas pela revista IstoÉ, em 1995, a partir da gravação de fitas feitas pela polícia federal de conversas telefônicas entre o empresário José Afonso Assumpção, dono da Líder Táxi Aéreo, representante dos interesses da empresa norte-americana Raytheon no Brasil, e Santos, então coordenador de apoio e de cerimonial da Presidência da República.

As empresas estavam envolvidas na implantação do projeto que foi concebido pelo Ministério da Aeronáutica e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com o propósito de vigiar, fiscalizar e controlar permanentemente a Amazônia Legal (que compreende a Região Norte do Brasil, o estado do Mato Grosso e parte do estado do Maranhão).

Depois de seguidos adiamentos foi aprovado no dia 04 de junho, com o voto contrário em separado do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o relatório final da CPI do Sivam, apresentado pelo deputado Confúcio Moura (PMDB-RO).

O documento afirma a insuficiência de provas contra o embaixador e não esclarece as ligações entre as empresas envolvidas no projeto.

Nesse sentido, a comissão apenas aprovou um requerimento para anexar ao parecer a análise dos autos de Chinaglia, que apresentou novas denúncias segundo as quais o projeto foi produzido pela própria empresa Raytheon e depois vendido ao governo brasileiro.

"Há questões que a CPI deixou de analisar, há indícios de que o projeto não leva em conta os interesses nacionais", disse o parlamentar sobre as informações avaliadas pela CPI.

O Sivam é uma rede de coleta e processamento de informações obtidas por cada órgão governamental que trabalha na Amazônia.

Terá uma infra-estrutura comum de meios técnicos destinados à aquisição e tratamento de dados para a visualização e difusão de imagens, mapas e previsões.

Esses meios abrangem o sensoriamento remoto, a monitoração ambiental e meteorológica, a exploração de comunicações, a vigilância por radares, recursos computacionais e meios de telecomunicações.

O sistema deverá entrar em operação dia 25 de julho de 2002, após cinco anos de implementação.

A inauguração será em Manaus, no Complexo que engloba o Centro Regional de Vigilância de Manaus (CRV) e o Centro de Vigilância Aérea (CVA).

Apesar do assunto ser tratado abundantemente no exterior, no Brasil, quando o tema é vigilância por satélites e seus procedimentos operacionais relativos à obtenção, análise e disseminação controlada de informações relevantes sobre ameaças à segurança e/ou defesa do país, ele ainda é tabu.

Sinal disso é a declaração do Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Alberto Mendes Cardoso, respondendo a indagações dos deputados da Comissão Especial de Segurança Pública, em agosto do ano passado.

O ministro disse textualmente: "Sobre o Echelon, é assunto da área da inteligência, que infelizmente não posso comentar publicamente com V.Exas. Talvez em algum momento possamos discuti-lo".
(M.P.)

http://www.comciencia.br/reportagens/guerra/guerra04.htm

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NINGUÉM ENCONTRA UMA PALAVRA PARA DESCREVER ISTO!

Se um ocidental tem cinco namoradas,
deixa três delas, engravida as outra duas e se casa com a sexta, só para depois se divorciar, chamam-no playboy!

Quando um árabe tem mais de uma namorada, chamam-no infiel, macho ou macho chauvinista senão maníaco sexual.

Quando Saddam Hussein ocupou o seu Koweit, chamaram-no invasor, ditador e “ameaça a paz”,

quando George Bush bombardeia Bagdad, chamam-no “distribuidor da democracia”.

Quando os talibãs proíbem o comércio de ópio no Afeganistão e também a sua exportação para o ocidente chamam-nos perversos e uma ameaça para o ocidente.

Quando as forcas da NATO esperam que de outra maneira as exportações de ópio para o ocidente aumentem …

Ninguém encontra uma palavra para descrever isto.

Quando um piloto israelense bombardeia a central eléctrica de Beirute chamam-no “herói”,

quando um palestino viaja num autocarro israelense cheio de colonos ilegais e de militaresa caminho do trabalho…

chamam-no terrorista!

O Presidente Ahmadinejad não detém uma execução totalmente legal de um criminoso condenado em Teerão…enquanto o Presidente Bush nunca deu nenhuma amnistia, nem adiamento, aos prisioneiros no corredor da morte…

E depois o Professor Lee Bollinger chama ao Presidente Ahmadinejad “ditador mesquinho”…

Quando o Presidente Ahmadinejad propôs que se apagasse do mapa um estado agressor, ilegal e ilegítimo chamado Israel,chamaram-lhe tirano e anti-semita.

O que é que devemos chamar ao Presidente Bush por apagar praticamente o Iraque do mapa?

Quando Bollinger se queixados prisioneiros “inocentes” em Teerão…o que é que devemos chamar aos prisioneiros da Baía de Guantánamo?

Quando um russo de olhos azuis que nem sequer é semita, e muito menos judeu, chega à Palestina, chama-se a isto a “lei dos retornados”.

Os palestinos que estão exilados, ou a viver debaixo da ocupação não têm nome…

chamam-lhes “os filhos de um Deus inferior”.

Raja Chamayel

À espera que o Professor Bollinger fume ópio afegão e termine numa prisão do Bush e tenha o Presidente Ahmadinejad como seu advogado…

29 de Setembro de 2007

Visite o meu blog antes que o Professor Bollinger o faça!!
http://frustratedarabdiary.blogspot.com
Publicada por Cristina
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Bagdad

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Casos de suicídio entre soldados servindo no Iraque e Afeganistão


Suicídio: a maior arma contra a
ocupação

Eles representam as baixas de guerra que não se ouve falar sobre –
são os soldados suicidas, aqueles que tiram suas próprias vidas por
não superar as condições dos campos de batalha da “guerra contra
o terrorismo”
de George W. Bush e seus aliados.
Em um momento
em que o Exército dos Estados Unidos já não consegue mais atingir
suas metas de recrutamento militar, a mídia ocidental tem feito bem
o seu trabalho de esconder os fatos por trás dessa realidade.
Números alarmantes foram divulgados sobre as guerras no
Afeganistão e Iraque.
Segundo o estudo da rede de notícias
estadunidense CBS News, a primeira tentativa de contar a
quantidade de suicídios devido à “guerra contra o terrorismo”, o
número de veteranos que cometeram suicídio é quase o dobro da
quantidade de soldados que morreram em combate no Iraque

desde a invasão, em 2003.
Só em 2005, pelo menos 6256
veteranos se mataram – uma média de 17 por dia.
Em 2006 e 2007,
a tendência é uma situação ainda pior.
A estatística é chocante, se
comparada ao total de militares estadunidenses mortos em batalha
no país – de acordo com fontes ocidentais, 3866 militares desde
2003 – uma média de 2,4 por dia.
A mesma história se repete no Reino Unido.
Bob Ainsworth, o
Ministro das Forças Armadas, confirmou recentemente ao
Parlamento britânico que os casos de suicídio entre soldados
servindo no Afeganistão e no Iraque representam 1 para cada 10
soldados mortos em combate
.
Tobias Ellwood, membro do
Parlamento, alertou que “a alta taxa de suicídios sugerem os
horrores que nossas tropas estão passando”.
“Nem todos voltam
para casa com ferimentos de guerra, mas, no fim, ninguém volta
sem ter mudado”, descreve Paul Rieckhoff, ex-militar e fundador da
ONG Iraq and Afghanistan Veterans for America.

Durante o estudo, a CBS
entrevistou o pai de um soldado
de 23 anos que deu um tiro na
própria cabeça ainda em 2005.

Ele afirma que os militares
tentam esconder o problema do
público.
“Eles não querem que
o real número de baixas seja conhecido”, afirma Mike Bowman.
O
filho de Bowman, Tim, patrulhava uma das áreas consideradas mais
perigosas de Bagdá: a estrada para o aeroporto.
Quando ele
voltou, seus olhos estavam sem vida. Não havia mais aquela luz no
olhar”,
relembra Bowman.
Oito meses depois, no dia de ação de
graças
– o feriado mais importante para as famílias estadunidenses
Tim cometeu suicídio.
Outras estatísticas interessantes mostram que os veteranos
estadunidenses
são 1 em cada 4 pessoas sem-teto nos Estados
Unidos hoje, ainda que representem apenas 11% da população total
do país.
Considerando isso, fica evidente a falta de cuidado que o
governo adota com seus “heróis de guerra”.
Para ilustrar o descaso
do governo,
os veteranos do Vietnã demoraram, em média, uma
década para ficarem em situação de miséria e não possuírem um
local para se abrigarem.
“Para muitos, voltar para casa da batalha
não é um fim no conflito”,
explica Daniel Akaka, diretor do comitê do
Senado para os veteranos.
De fato, parece que o maior inimigo dos
estadunidenses é a própria “guerra contra o terrorismo”.

CRIMINOSOS DOS EUA NO IRAQUE

EUA : criminosos no Iraque
Literalmente, soldados criminosos estão no país


O Pentágono sempre apresenta novidades.
Desesperados pelo
fracasso da ocupação do Iraque, e pela baixíssima moral de suas
tropas também no Afeganistão, o governo estadunidense decidiu
abrir as portas do seu exército para um novo tipo de recrutas –
homens detidos nos Estados Unidos, com histórico criminal.

EUA: criminosos no Iraque

A nova
estratégia estadunidense condiz com a tática militar empregada
recentemente nos países sob ocupação.
Algumas regiões, mesmo
áreas residenciais, foram declaradas “zonas de tiro livre”.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, o número
de recrutas do exército estadunidense que foram inocentados por
seus crimes cometidos em solo estadunidense para serem enviados
ao Iraque e Afeganistão subiu de 15% em 2006 para 18% esse ano.
Estatísticas do próprio Pentágono indicam que esse é o caso de 3
em cada 10 novos recrutas.
Cerca de dois terços desses novos
recrutas aprovados foram liberados de ofensas criminais, sendo o
uso de drogas e o roubo e utilização de armas de fogo ilegais os
crimes mais comuns.
Em 2007, o Pentágono passou não somente a
ignorar recrutas com histórico criminal, mas também a ignorar
doenças que, anteriormente, desqualificavam potenciais soldados
para o trabalho.
Entre essas doenças estão a asma, bronquite e
distúrbios psicológicos como as mais comuns.
Em uma manobra desesperada devido às derrotas no Afeganistão e
no Iraque, o Pentágono se mostrou despreocupado perante as
conseqüências que tais decisões podem causar para a população
dos países ocupados.
O general estadunidense Michael Rochelle,
chefe do comando de recrutamento do Exército dos Estados
Unidos
, afirmou que a revisão dos métodos de recrutamento é
“necessária”, diante da dificuldade de alcançar as metas de
alistamento.
“Eu acredito que tem que ser feito”, disse Rochelle.
O
Exército estadunidense não consegue atingir suas metas de
recrutamento desde maio de 2006.
Até abril de 2007, estava 16%
abaixo de seus objetivos para o ano.
Segundo Rochelle, “a guerra
no Iraque está causando preocupação entre recrutas em potencial e
suas famílias”.
Além de levar criminosos para combater no Iraque, a recente
decisão do Exército de declarar “zonas de tiro livre” no país reflete
o
fracasso das forças de ocupação
, e
a total irresponsabilidade para
com a população civil do país.
Enquanto a mídia ocidental se focou
nos mais recentes crimes da Blackwater e outras
“contratantes de
segurança”
, a administração Bush aproveitou para dar maior
liberdade a seus soldados nos campos de batalha, autorizando, por
exemplo, as tropas a abrirem fogo contra os por eles intitulados
“MAMs” (sigla em inglês para “military-age males”, ou
“homens com
idade militar
”).
Com a nova ordem, o número de vítimas civis no
Iraque subiu no último mês.

O final de outubro foi marcado
por crimes contra os civis
iraquianos.
No dia 21, em um
ataque estadunidense contra
supostos militantes xiitas em
Sadr City, as forças de
ocupação abriram fogo

indiscriminadamente contra a população local, deixando 49 mortos.

Dois dias depois, um helicóptero estadunidense abriu fogo contra
civis em Mukaisheefa, ao norte de Bagdá, deixando 16 mortos,
entre eles 6 mulheres e 3 crianças, e outros 14 gravemente feridos.
As forças ocidentais justificaram os dois ataques afirmando que o
primeiro, em Sadr City, deixou “muitos insurgentes mortos”, e o
segundo, em Mukaisheefa, tirou a vida de
“um conhecido membro
de uma célula de fabricação de IEDs”
(abreviatura em Inglês para
Dispositivo Explosivo Improvisado)
, “além de 5 outros MAMs”. Com
a nova ordem de “zonas de tiro livre”, os “MAMs” se tornaram mais
comuns.
A população iraquiana pagará pelas decisões irresponsáveis do
governo estadunidense.
De acordo com a ONU, cerca de 4,2
milhões de iraquianos foram desabrigados até então, a maioria
fugindo para a Síria e a Jordânia
.
O jornal médico britânico The
Lancet
, que realizou a única análise científica até então sobre o
número de civis mortos no Iraque desde a invasão do país, alerta
que “os números de 655 mil civis iraquianos mortos pela ocupação
desde 2003 é subestimado”.
Fontes do atual governo iraquiano, pró-ocidental,
afirmam que “cerca de 300 civis são mortos diariamente
pelas tropas estadunidenses e seus colaboradores”.
Certamente, a
presença dos Estados Unidos no Iraque não tem qualquer relação
com o slogan “liberdade e democracia”.

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_83.pdf

domingo, 18 de novembro de 2007

EUA: Um risco para a PAZ MUNDIAL



Bush ironiza os Direitos Humanos


O presidente estadunidense, George W. Bush, que assume a
autoridade pessoal para matar, seqüestrar, torturar e espiar
qualquer "inimigo da liberdade dos Estados Unidos", ironicamente
abriu seu discurso anual na ONU, no último dia 25 de setembro,
citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O presidente
eleito da nação estadunidense fez uso da declaração da ONU,
adotada em 1948, para justificar a sua "guerra contra o terrorismo" e
outras políticas supostamente adotadas para "eliminar terroristas e
ameaças".
"Para conquistarmos as promessas da Declaração, precisamos
confrontar ameaças de longo-termo, e também responder às
necessidades imediatas de hoje, incluindo a destruição de redes
terroristas e levar à justiça os seus operantes",
afirmou.

A frase do
presidente estadunidense ironiza a Declaração Universal dos
Direitos Humanos e faz pouco caso de estudos internacionais como
o realizado pelo jornal médico britânico The Lancet, que alerta que
"os números de 655 mil civis iraquianos mortos pela ocupação
desde 2003 é subestimado".

Infelizmente, Bush conta com o apoio
da mídia ocidental para disseminar as suas propagandas de paz.
Ao analisar brevemente os 30 artigos descritos no texto da
Declaração, alguns deles vêm à tona como incompatíveis com a
política imperialista conduzida pelo governo dos Estados Unidos:
"todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança
pessoal; ninguém será submetido à tortura nem a penas ou
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes; ninguém pode ser
arbitrariamente preso, detido ou exilado; nenhuma disposição da
presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver
para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se
entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a
destruir os direitos e liberdades aqui enunciados".

Apesar de Bush e
a sua "guerra contra o terrorismo" terem violado todos esses direitos
universais, a Declaração ainda sim foi utilizada por ele como a base
de sua política criminosa internacional.
Em 2006, a própria ONU, através da sua Comissão de Direitos
Humanos, elaborou um relatório de cerca de 40 páginas em que,
com base em testemunhos recolhidos junto a ex-reclusos e seus
respectivos familiares, concluiu que "o governo estadunidense não
só tortura os prisioneiros do campo de concentração de
Guantánamo, como lhes nega o legítimo direito a um julgamento
imparcial, mantendo-os em prisão arbitrária, em alguns casos há
mais de quatro anos"
.

É no mínimo irônico que o próprio acusado
formal de conduzir tais crimes discurse hoje sobre Direitos
Humanos perante a ONU, justificando a todo o mundo os seus
crimes exatamente através dos artigos pelos quais foi acusado.


Infelizmente, parece que o povo estadunidense, que

democraticamente elegeu George W. Bush como seu líder por duas
vezes seguidas, continua alienado e aberto somente às
interpretações fabricadas pela mídia ocidental.

Em setembro, a
aprovação quanto à maneira que o presidente estadunidense tem
lidado com a guerra no Iraque cresceu, representando um salto de 8
pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado
em julho, segundo a última pesquisa NBC/Wall Street Journal.

São
poucos os estadunidenses que, de fato, conseguem analisar a
extensão dos danos causados pelos seus próprios crimes
.

O
pacifista estadunidense Kevin Danaher, integrante da Global
Exchange, organização de defesa dos direitos humanos com sede
em São Francisco, nos Estados Unidos, explicou bem a relação do
governo e da mídia com a ignorância do povo estadunidense:

"Nos
Estados Unidos, há uma tradição de os governos criarem grandes
mentiras. Atualmente, muitas pessoas devem acreditar que foi o
Iraque que atacou os Estados Unidos".

"A base do imperialismo é a
apatia e a ignorância existente na mente dos estadunidenses",
argumentou Danaher.


Enquanto o governo
estadunidense continua os
massacres no Afeganistão e no
Iraque
, no intuito de trocar o
sangue iraquiano pelo sucesso
econômico e político pessoal de
Bush e seus aliados, o povo

estadunidense mostrou ser condizente com os crimes pelos quais
os Estados Unidos foram culpados pela ONU.

As recentes
pesquisas estadunidenses fazem lembrar o testamento de
Mohammad Sidique Khan, um dos supostos envolvidos nos ataques
em Londres em 2005:

"Nossas palavras não têm qualquer efeito
sobre vocês, portanto vou falar em uma língua que vocês
entendem. Os seus governos democraticamente eleitos continuam
a perpetuar atrocidades contra o meu povo. Nós estamos em
guerra, e eu sou um soldado – agora vocês também experimentarão
a realidade dessa situação".

As pessoas morrem com bombas e
tiros, mas antes que isso aconteça, elas são assassinadas por
idéias – esse é o caso dos Estados Unidos, um risco para a paz
mundial.


8 de outubro de 2007
Edição 77

sábado, 10 de novembro de 2007

POR LA JUSTICIA

Posada Carriles deve ser julgado pelos seus crimes
Posada Carriles deve ser julgado pelos seus crimes

Enquanto em nome da luta contra o terrorismo, milhares de pessoas morrem no Iraque e no Afeganistão, e outras – arbitrariamente detidas – são torturadas em Abu Ghraib e Guantánamo, o governo dos Estados Unidos protege o mais conhecido terrorista do hemisfério ocidental, procura enganar a opinião pública com intermináveis manobras pseudo legais e nega se a julgá-lo pelos seus verdadeiros crimes.

Luis Posada Carriles foi acusado e submetido a um julgamento inconcluso na Venezuela pelo atentado em 1976 contra um avião civil onde morreram setenta e três pessoas.

Depois de escapar das prisões venezuelanas, em 1982, trabalhou para a CIA na operação conhecida como Irão Contras e na organização do genocida Plano Condor.

Preparou depois, em 1997, uma série de actos terroristas contra hotéis de Havana – num deles perdeu a vida o jovem turista Itáliano Fabio Di Celmo – e, em 2000, no projecto de atentado contra o Presidente Fidel Castro na Universidade do Panamá.

Em Marco de 2005, Posada Carriles entrou ilegalmente nos Estados Unidos.

Só depois de reiteradas denúncias públicas que revelavam a presença deste criminoso no seu território, o governo de George W. Bush procedeu à sua detenção e processamento por delitos migratórios e falso testemunho, sem a menor alusão ao terrorismo.

Com o tratamento outorgado a Posada Carriles, as autoridades norte americanas, pressionadas pelos grupos extremistas cubanos do sul da Florida, puseram em absoluta evidência a moral dupla da sua guerra contra o terrorismo em nome da qual torturam, sequestram e bombardeiam.

Ao mesmo tempo, como foi denunciado em numerosos foros internacionais e agências de Nações Unidas, cinco activistas anti-terroristas cubanos permanecem injustamente presos nos Estados Unidos, submetidos juntamente com os seus familiares a um tratamento cruel e discriminatório.

Todas as pessoas honestas que no mundo levantam a sua voz contra a guerra e contra o terrorismo têm diante de si uma prova irrefutável da falta de ética em que a actual administração de Washington baseia a sua actuação.

Nós, abaixo assinados, exigimos que o governo dos Estados Unidos, em cumprimento das suas obrigações internacionais, processe Luis Posada Carriles por todos os seus crimes ou atenda à solicitação de extradição efectuada pela Venezuela, e que até hoje não obteve resposta.

[Assinaturas iniciais:]Adolfo Pérez Esquivel, Argentina; Noam Chomsky, EUA; Oscar Niemeyer, Brasil; Alfonso Sastre, Espanha; Eduardo Galeano, Uruguai; Danny Glover, EUA; Istvan Meszaros, Hungria; Alice Walker, EUA; Gianni Miná, Itália; Blanca Chancosa, Equador; Cindy Sheehan, EUA; Manu Chao, França-Espanha; Boaventura de Sousa, Portugal; Frei Betto, Brasil; Mario Benedetti, Uruguai; Ariel Dorfman, Chile-EUA; Tristán Bauer, Argentina; Howard Zinn, EUA; Armand Mattelart, Bélgica; Gioconda Belli, Nicarágua; Russell Banks, EUA; Nora Cortiñas, Argentina; João Pedro Stédile, Brasil; Medea Benjamín, EUA; Roy Brown, Porto Rico; Belén Gopegui, Espanha; Hildebrando Pérez Grande, Peru; Luis Britto, Venezuela; Jane Franklin, EUA; Daniel Viglietti, Uruguai; Emir Sader, Brasil; Miguel Bonasso, Argentina; Lucius Walker, EUA; Piero Gleijeises, Itália-EUA; Gianni Vattimo, Itália; Jorge Enrique Adoum, Equador; Juan Gelman, Argentina; Michel Collon, Bélgica; James Petras, EUA; Hebe de Bonafini, Argentina; Francois Houtart, Bélgica; Stella Calloni, Argentina; Eric Toussaint, Bélgica; Atilio Borón, Argentina; Naomi Klein, Canadá; Pascual Serrano, Espanha; Heinz Dieterich, México; Manuel Cabieses, Chile; Keith Ellis, Canadá; Michael Parenti, EUA; Arturo Corcuera, Peru; Beverly Keene, EUA-Argentina; Carlos Fazio, México; Ramón Chao, Espanha/França; James Early, EUA; Jorge Sanjinés, Bolívia; Franz Hinkelammert, Alemanha-Costa Rica; Adolfo Sánchez Vázquez, Espanha-México; Volodia Teitelboim, Chile; Noé Jitrik, Argentina; Wim Dierckxens, Holanda-Costa Rica; Victor Victor, República Dominicana; Fernando Buen Abad, México; Saul Landau, EUA; Salim Lamrani, França; Juan Madrid, Espanha; Rene Burri, Suiça; Luisa Valenzuela, Argentina; Carlos Fernández Liria, Espanha; José Steinsleger, Argentina-México; Roberto Montoya, Argentina; Fernando Morais, Brasil; Federico Álvarez, México; Montserrat Ponsa, Espanha; Héctor Díaz-Polanco, México; Setsuko Ono, EUA; Antonio Maira, Espanha; Marilia Guimaraes, Brasil; Pepe Viñoles, Suécia; Ana Delicado Palacios, Espanha; Tununa Mercado, Argentina; Winston Orrillo, Peru; John Gerassi, EUA; Santiago Alba Rico, Espanha; Gilberto López y Rivas, México; Rafael Cancel Miranda, Porto Rico; James Cockcroft, EUA; Eva Forest, Espanha; Juan Mari Brás, Porto Rico; Michèle Mattelart, França; Donatella Meszaros, Itália; Víctor Flores Olea, México; Maribel Permuy, Espanha; Hernando Calvo Ospina, Colômbia; Rosina Valcárcel, Peru; Pablo Guayasamín, Equador; Isaura Navarro, Espanha; Pilar Roca, Peru; Carlos Gabetta, Argentina; Etna Velarde, Peru; Ernesto Carmona, Chile; Néstor Kohan, Argentina; Vicente Romano, Espanha; Vicente Battista, Argentina; Carlos “Chino” Dominguez, Peru; Nazanín Amirian, Irão; Higinio Polo, Espanha; Beinusz Szmukler, Argentina; Pablo Romo, México; Aton Fon Filho, Brasil; Manuel Talens, Espanha; Alcira Argumedo, Argentina; David Acera, Espanha; Arnoldo Mora, Costa Rica; Juan Cristóbal, Peru; Julio César Monge, El Salvador; Harald Neuber; Alemanha; Alfredo Vera, Equador; Fernando Rendón, Colômbia; Leslee Lee, Peru; Ángel Guerra, Cuba; Alessandra Riccio, Itália; Atilio Bonilla, Peru; Gennaro Carotenuto, Itália; Javier Couso, Espanha; Reynaldo Naranjo, Peru; Carlos Varea, Espanha; Gustavo Espinoza, Peru; John Pateman, Reino Unido; Héctor Arenas, Colômbia; Federico García, Peru; Eva Björklund, Suécia; Jordan Flaherty, EUA; Bruno Portuguez, Peru; Raúl Zurita, Chile; Gloria La Riva, EUA; Francisco Cañizales, Venezuela; Marta Harnecker, Chile; Peter Bohmer, EUA; Ann Sparanese, EUA; Francisco (Pancho) Villa, Chile; Yhonny García, Venezuela; Patricia Ariza, Colômbia; Raúl Vallejo, Equador; Georges E. Maouvois, Martinica; Isidora Aguirre, Chile; Antoine Chao, França; Xiomara García Venezuela; Sara Rosenberg, Argentina; Fernando Butazzoni, Uruguai; Danielle Bleitrach, França; Jacek Wozniak; Polónia; Jaime Chao, França; Miguel Urbano, Portugal

Por la Justicia

http://www.infoalternativa.org/apelo/apelo009.htm

posted by Francisco Trindade

http://franciscotrindade.blogspot.com/2007_04_01_archive.html

domingo, 21 de outubro de 2007

Conclusões Óbvias

Liberdade imediata a Saddam Hussein
A prisão do chefe de governo do Iraque, Saddam Hussein, é conseqüência da violação imperialista da autodeterminação dos povos.
A nação iraquiana foi invadida e está ocupada militarmente pelos Estados Unidos por razões econômicas e estratégicas.
A maior potência exerce o poder de ditadura mundial, munida de uma capacidade bélica gigantesca.
A total desintegração de um poder de Estado nacional pela ocupação militar e a edificação de um outro poder sob o comando externo dos Estados Unidos expõem a face ditatorial do imperialismo.
O governo das multinacionais e do capital financeiro procura mascarar a ditadura imperialista com a farsa de levar a democracia ao Iraque em substituição ao regime carrasco de Saddam Hussein.
Institui um governo títere e corrompe as lideranças de etnias que compõem o povo iraquiano.
O Estado iraquiano está cercado pelos tanques dos invasores e quem o comanda são os generais norte-americanos.
Essa ditadura do capital imperialista conta com a resistência de uma guerra de guerrilha e não consegue ganhar o apoio unificado do povo iraquiano.
A caça à cúpula governamental de Saddam, anunciada ao mundo em cartas de baralho e oferecida recompensa de milhões de dólares a delatores, foi traçada como condição para destruir a resistência e estabilizar um poder títere.
A prisão de Saddam, apresentada em condições humilhantes, constitui um ponto alto da estratégia norte-americana de domesticar os iraquianos.
Os meios de comunicação do mundo inteiro foram acionados para apresentar um rato de esgoto e estabelecer antecipadamente o julgamento da pena de morte.
Quase no mesmo instante em que os porta-vozes do imperialismo incentivam a população mundial a parabenizar o chefe do imperialismo Bush, as forças militares que ocupam o Afeganistão assassinam uma centena de crianças.
E, a olhos vistos, os milhares de manifestantes iraquianos que protestavam contra a prisão de Saddam são metralhados nas ruas.
Sobre o sangue da população oprimida, Bush monta a farsa do julgamento de Saddam.
Não foi o povo iraquiano que derrubou seu governo e não será ele que ajustará contas de seus crimes.
O imperialismo precisa dar a impressão de que limpa a humanidade de um facínora.
Na verdade, pisoteia a autodeterminação dos povos e exerce sua ditadura mundial.
É contra esse poder e a barbárie dos opressores dos povos semicoloniais que os trabalhadores e a juventude devem defender liberdade imediata a Saddam Hussein e fora os Estados Unidos do Iraque.
Erson Martins, Diretor da Apropuc.

sábado, 13 de outubro de 2007

TORTURAS: MUITAS COISAS A SABER

A nódoa da tortura persiste
Por Reed Brody
Publicado em
Folha de São Paulo

15 de maio de 2005

"Na verdade, Abu Ghraib é só a ponta do iceberg."

Reed Brody, porta-voz e advogado especial da Human Rights Watch

Um ano se passou desde a publicação das primeiras fotografias de soldados dos EUA humilhando e torturando detentos da prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Enquanto as fotografias horrorizavam o mundo, Washington tentava caracterizá- las como incidente isolado, obra de algumas "batatas podres".
O presidente dos EUA, George W. Bush, referiu-se ao caso como "conduta abominável por parte de alguns soldados americanos que desonraram nosso país, sem consideração pelos nossos valores".
Mas agora já sabemos que o único aspecto realmente excepcional dos horrores de Abu Ghraib foi terem sido fotografados.
Na verdade, Abu Ghraib é só a ponta do iceberg.
Ao redor do mundo, em um grande arquipélago de centros de detenção, divulgados ou secretos, os Estados Unidos estão brutalizando muçulmanos detidos em nome do combate ao terrorismo.
Na baía de Guantánamo, em Cuba, relatórios de agentes do FBI recentemente revelados testemunham detentos acorrentados sendo forçados a sentarem-se em seus próprios excrementos.
Esses documentos apenas vieram agravar relatos anteriores de presos forçados em posições dolorosamente estressantes, de detentos humilhados por interrogadoras mulheres, e de prolongado abandono dos mesmos a temperaturas extremamente quentes ou frias.
No Afeganistão, onde ao menos nove prisioneiros morreram sob a custódia dos Estados Unidos, os detidos têm sido severamente espancados por guardas e interrogadores, privados de sono por extensivos períodos e intencionalmente expostos ao frio intenso.
Ao menos 11 suspeitos de serem membros da Al Qaeda e com toda probabilidade muitos mais, simplesmente "desapareceram".
A CIA os está retendo em locais não-divulgados, sem nenhuma notificação a seus familiares, sem acesso ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e sem supervisão de como estão sendo tratados, colocando-os efetivamente fora da proteção da lei.
Alega-se que o detido Khalid Shaikh Mohammed, supostamente um idealizador dos atentados de 11 de Setembro, foi submetido à técnica do "submarino": amarrado com correias a uma tábua e submergido à força para sofrer o pavor de ser afogado.
Cerca de 100 a 150 detidos foram "entregues" a países onde a tortura é de rotina.
Por exemplo, Maher Arar, cidadão canadense detido na cidade de Nova York durante uma transferência entre dois vôos, foi mandado para a Síria.
Depois de liberado, dez meses mais tarde, ele descreveu as repetidas torturas de que foi vítima, freqüentemente com cabos e fios elétricos.
Em um aeroporto na Suécia, agentes dos Estados Unidos encapuzaram e drogaram dois cidadãos egípcios e de lá os conduziram ao Egito, em um avião alugado pelo governo norte-americano.
Também esses detidos proporcionaram detalhados relatos de tortura incluindo choques elétricos.
Mamdouh Habib, um Australiano sob a custódia dos americanos, foi transportado do Paquistão ao Afeganistão, de lá para o Egito e em seguida para Guantánamo.
Agora, de volta à Austrália, Habib alega que, no Egito, foi dependurado em um gancho na parede, golpeado e submetido a choques elétricos.
Esse padrão de maus-tratos passando por vários países não é resultado de ações de soldados individuais que desobedeceram regras, mas sim das decisões assumidas por oficiais superiores para dobrar as regras, ignorá-las ou deixá-las de lado.
No entanto, somente soldados rasos, como os reservistas do Exército -a recruta Lynndie R. England e o especialista Charles A. Graner Jr.-, estão sendo acusados porque foram fotografados em Abu Ghraib, enquanto os seus mandantes continuam livres de culpa.
Há um mês apenas o Exército eximiu de todo delito o general Ricardo Sanchez, ex-comandante supremo das forças norte-americanas no Iraque.
Mas foi esse mesmo general Sanchez quem concedeu autoridade aos interrogadores em Abu Ghraib de utilizar cães para aterrorizar os detidos, que assim fizeram e agora sabemos que aconteceu.
Ainda há muita coisa que não sabemos.
Diretrizes supostamente assinadas pelo presidente Bush autorizando a CIA a estabelecer centros de detenção secretos e a "entregar" suspeitos a países praticantes de tortura continuam sendo confidenciais.
Muitas outras fotos e vídeos demonstrando maus-tratos de prisioneiros permanecem sob sigilo.
Apesar das diretrizes terem sido adotadas em nome do combate ao terrorismo, os maus-tratos generalizados contra prisioneiros muçulmanos certamente têm sido benéficos para a Al Qaeda.
Tais atos por parte dos Estados Unidos também constituem um desafio direto à defesa dos direitos humanos em todo o mundo.
Perpetradores de atrocidades, como o Sudão e o Zimbábue, têm se deleitado em citar os maus-tratos dispensados pelos Estados Unidos aos seus prisioneiros para desviar críticas à própria má conduta.
Porém mais inquietante de tudo talvez seja a idéia que os Estados Unidos tenham se convertido em uma nação que considera a tortura como algo aceitável.
Em janeiro deste ano, apesar de todo o dano causado, o secretário da Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, continuava insistindo em que não havia nenhum impedimento para que a CIA dispensasse tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos ao interrogar cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos.
Para poder limpar a nódoa de Abu Ghraib, os Estados Unidos terão de processar os oficiais superiores que ordenaram ou tacitamente perdoaram as torturas, confessar aquilo que o presidente autorizou e repudiar de uma vez por todas os maus-tratos a prisioneiros.
Também disponível em INGLÊS

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO SOBRE O LÍBANO


Human Right Watch denuncia: Israel despejou Quatro milhões de bombas sobre o Líbano
A Human Rights Watch está iniciando uma campanha pelo banimento das bombas de fragmentação.
Mas o que são bombas de fragmentação?
A Human Rights Watch responde:
“são armas terrivelmente imprecisas e não confiáveis que não distinguem entre alvos militares e civis. Elas espalham milhares de “bombinhas” em uma área maior do que dois campos de futebol.
Dessas, centenas não explodem com o impacto, infestando a paisagem com explosivos que não foram explodidos e que agem como minas terrestres, esperando para matar ou ferir indiscriminadamente”.
A Human continua: “O dano causado pelas munições de fragmentação continua por décadas, freqüentemente causando um número maior de mortes e desmembramentos de civis depois que o conflito terminou do que quando este estava acontecendo”.
Estados Unidos e Israel são os campeões na utilização dessas armas.
Desde o Vietnam e mais recentemente o Afeganistão e o Iraque, foram e continuam sendo alvos dos invasores anglo-americanos.
No Líbano, foi Israel quem barbarizou.
Com a palavra a Human Rights:
“Munições de fragmentação foram usadas recentemente durante a guerra no Líbano em meados de 2006, quando Israel lançou um número estimado de quatro milhões de submunições no Líbano”.(...)
Assista ao vídeo com legendas em português http://www.hrw.org/portuguese/video/2007/clusters/video.html

posted by bourdoukan

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

OS MERCENÁRIOS IMPUNES NO IRAQUE

Caso Blackwater faz EUA limitarem circulação de diplomatas em Bagdá
Iraquianos dizem que seguranças privados atiraram contra civis desarmados
DA REDAÇÃO

Os EUA proibiram ontem a circulação de seus diplomatas e funcionários civis fora da Zona Verde, a área fortemente militarizada de Bagdá que abriga prédios do governo iraquiano e do comando americano.
A medida, tomada sob pressão do governo iraquiano, visa evitar ataques e conter a animosidade contra a Blackwater, empresa particular responsável pela segurança dos comboios.
No domingo, agentes da companhia envolveram-se em um tiroteio que matou 20 pessoas e feriu 35 na capital.
"O que houve foi um crime. Deixou, tanto dentro do governo quanto em meio ao povo iraquiano, profundo ressentimento e indignação", disse o premiê Nuri al Maliki, que pediu o fim do contrato da Blackwater.
A empresa privada, que recebe US$ 800 milhões do governo americano por sua atuação no Iraque e Afeganistão, diz ter reagido "corretamente" a um ataque ao comboio de diplomatas que passava pelo bairro sunita de Mansur.
A explosão de um carro-bomba teria provocado a reação.
A versão é questionada pelo governo iraquiano.
Testemunhas dizem que os agentes de segurança atiraram indiscriminadamente contra civis.
"Ninguém atirou neles, eles não foram cercados por homens armados nem foram alvo de explosão", afirmou o advogado Hasan Salman à rede de TV CNN, da cama do hospital onde está internado.
Segundo ele, os agentes bloquearam a rua e fizeram sinais para que os motoristas deixassem o local.
"Quando fizemos o retorno, abriram fogo contra os carros."
Os EUA divulgaram comunicado lamentando a "perda de vidas inocentes".
Washington criou um comitê conjunto com Bagdá para investigar o caso.
Lei promulgada pelo governo de transição dos EUA após a queda de Saddam Hussein, em 2003, exime as firmas de segurança privadas no Iraque, que hoje têm quase 50 mil homens, de obedecerem as leis do país.
Com agências internacionais

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

OS VERDADEIROS CRIMINOSOS SERÃO PUNIDOS?

As leis são para todos?
Enquanto George W. Bush ironicamente discursava sobre o
“progresso” das forças estadunidenses no Iraque, ao visitar o país,
na semana passada, de maneira secreta por “questões de
segurança”, as tropas britânicas se retiravam de Al-Basra, o que
para muitos especialistas significou a derrota da coalizão na
principal província do Iraque.
No período atual da guerra, em que as
forças de ocupação iniciam os preparativos para a retirada do país,
nos perguntamos se as nações ricas, como os Estados Unidos e o
Reino Unido, irão um dia ser responsabilizadas pelo doloroso crime
contra a nação iraquiana.
Após mais de 4 anos de ocupação, o Iraque hoje representa o mais
dramático e destrutivo exemplo do que acontece quando os poderes
ocidentais enviam suas máquinas de destruição pelo mundo
baseando somente em seu senso de imperialismo.
Depois de
desmascarado o mito sobre as “armas de destruição em massa” de
Saddam Hussein – o motivo pelo qual o Iraque foi invadido – o
governo estadunidense passou a justificar a ocupação do Iraque
pela presença da Al-Qaeda no país.
O recente discurso de Bush
focou exatamente nesse ponto: “Vocês estão impedindo que a Al-
Qaeda use o Iraque como um lugar para planejar ataques contra os
Estados Unidos”
, disse ele aos soldados estadunidenses.
Ironicamente, porém, foi também comprovado por diversos órgãos
ocidentais (muitos deles estadunidenses) que a Al-Qaeda só
chegou ao Iraque após a invasão do país.
O Reino Unido, sob o
comando de Tony Blair, foi a ferramenta utilizada para criar a ilusão
de que o “perigo” que representava o Iraque era algo de nível
mundial, e que, portanto, uma coalizão internacional era necessária
para solucionar a questão.
Dessa forma, os principais aliados da
Guerra do Iraque fabricaram a frágil coalizão que hoje procura a
porta de saída do Iraque em chamas.
No entanto, serão eles
responsabilizados pelos crimes cometidos?
A aliança imperialista anglo-estadunidense causou uma crise
humanitária no Iraque.
De acordo com a ONU, cerca de 4,2 milhões
de iraquianos foram desabrigados até então, a maioria fugindo para
a Síria e a Jordânia.
O jornal médico britânico The Lancet realizou
um estudo que alerta que “os números de 655 mil civis iraquianos
mortos pela ocupação desde 2003 é subestimado”.
Além disso, os
líderes ocidentais somaram insultos aos danos causados,
subestimando e inteligência da população mundial (com sucesso
em alguns casos) ao inventar novos motivos para continuar a guerra
a cada vez que outro é desmascarado.
Infelizmente, para o terror
dos civis iraquianos, muitos líderes ocidentais compraram a teoria
de que a ocupação do Iraque era justificável pela presença da Al-
Qaeda no país.
Enfim, quando os superpoderes agem com
impunidade – ao invadir, destruir e abandonar outras nações – a
mensagem que recebemos é que fazemos parte de um jogo sem
regras.
Qual a conseqüência de tal realidade?
Quando todos os
criminosos saem impunes, ninguém tem um incentivo para agir
racionalmente, nem sequer pacificamente.
Os eleitores estadunidenses não puniram Bush por causa de seus
crimes de guerra e contra a humanidade no Iraque, Palestina e
Afeganistão – eles simplesmente o repreenderam por ter falhado
em realizar o sonho imperial de forma breve e barata.
Não houve
reclamações quando Bush destruiu um país inteiro.
Pelo contrário,
ele foi aclamado por homens e mulheres, que o enalteceram na
Câmara dos Deputados.
Ninguém falou sobre levá-lo a um tribunal
para responder a acusações por esses crimes – tal idéia nem
sequer existiu.
Os estadunidenses expressaram apenas a sua
frustração por não detonar iraquianos como seus ancestrais fizeram
tão facilmente com a população nativa da América do Norte.
Como
resultado, ante a um tribunal de crimes de guerra, Bush sempre
poderia afirmar, de maneira correta, que a
maioria dos Estados
Unidos estava com ele desde o início da guerra.

Todos que se calam perante tal
injustiça têm a sua parcela de
culpa no que acontece e no que virá.
Assim que os bombardeios
a Bagdá foram iniciados, a
consciência moral do Ocidente
evaporou-se – todos se calaram

e simplesmente esperaram pelo que viria a seguir.
Se a coalizão
criminosa liderada pelos Estados Unidos
conseguir entrar, destruir e
abandonar o Iraque – como está sendo feito, em um completo
vácuo moral movido pelos “valores ocidentais” de “progresso” – o
mundo certamente sofrerá as violentas conseqüências que se
seguirão, e será tarde demais para manifestações de paz e críticas
de direitos humanos.
Se a impunidade persistir, a popular sentença
de que “violência gera violência” jamais será tão verdadeira.
Se nos
calarmos, o sangue dos mártires terá sido derramado em vão.