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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Devils for Bush

Muito provavelmente é verdade que George W. Bush fala com Deus, mas resta saber se Deus, alguma vez falou com George.
Sendo tão ignorante sobre tantos temas e disciplinas ele também é muito fraco, especialmente a geografia, supostamente foi “pedido” a George W. Bush que “invadisse o Irão” mas acabou por incendiar o Iraque, independentemente de quem lhe tenha pedido para o fazer…
O George errou no alvo… apenas por uma letra…e um milhão de mortos e quatro milhões de refugiadosconsideram-no responsável… sem esquecer também…vinte cinco mil norte-americanos que usamuma cadeira de rodas ou um membro artificial…
Em segundo lugar, de certeza que foi alguém, que não Deus,que pediu ao George que “invadisse o Irão”ou praticamente para invadir o Iraque…
De qualquer forma, o Diabo, Haliburton, Blackwater,Al-Qaeda e Israel não se queixam da ignorância ou do erro do George.
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Iraque

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

OS MERCENÁRIOS IMPUNES NO IRAQUE

Caso Blackwater faz EUA limitarem circulação de diplomatas em Bagdá
Iraquianos dizem que seguranças privados atiraram contra civis desarmados
DA REDAÇÃO

Os EUA proibiram ontem a circulação de seus diplomatas e funcionários civis fora da Zona Verde, a área fortemente militarizada de Bagdá que abriga prédios do governo iraquiano e do comando americano.
A medida, tomada sob pressão do governo iraquiano, visa evitar ataques e conter a animosidade contra a Blackwater, empresa particular responsável pela segurança dos comboios.
No domingo, agentes da companhia envolveram-se em um tiroteio que matou 20 pessoas e feriu 35 na capital.
"O que houve foi um crime. Deixou, tanto dentro do governo quanto em meio ao povo iraquiano, profundo ressentimento e indignação", disse o premiê Nuri al Maliki, que pediu o fim do contrato da Blackwater.
A empresa privada, que recebe US$ 800 milhões do governo americano por sua atuação no Iraque e Afeganistão, diz ter reagido "corretamente" a um ataque ao comboio de diplomatas que passava pelo bairro sunita de Mansur.
A explosão de um carro-bomba teria provocado a reação.
A versão é questionada pelo governo iraquiano.
Testemunhas dizem que os agentes de segurança atiraram indiscriminadamente contra civis.
"Ninguém atirou neles, eles não foram cercados por homens armados nem foram alvo de explosão", afirmou o advogado Hasan Salman à rede de TV CNN, da cama do hospital onde está internado.
Segundo ele, os agentes bloquearam a rua e fizeram sinais para que os motoristas deixassem o local.
"Quando fizemos o retorno, abriram fogo contra os carros."
Os EUA divulgaram comunicado lamentando a "perda de vidas inocentes".
Washington criou um comitê conjunto com Bagdá para investigar o caso.
Lei promulgada pelo governo de transição dos EUA após a queda de Saddam Hussein, em 2003, exime as firmas de segurança privadas no Iraque, que hoje têm quase 50 mil homens, de obedecerem as leis do país.
Com agências internacionais

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

PUNIÇÃO PARA OS MERCENÁRIOS


Os mercenários impunes do
Iraque
Os agentes contratados não podem ser punidos

No último domingo (16), empregados da empresa estadunidense de
“segurança privada” Blackwater
, que emprega grande parte dos
mais de 18 mil mercenários que agem ao lado das forças de
ocupação no Iraque
, abriram fogo indiscriminadamente contra civis
iraquianos
em uma movimentada praça de Bagdá.


Os mercenários impunes do Iraque
No último domingo (16), empregados da empresa estadunidense de
“segurança privada” Blackwater, que emprega grande parte dos
mais de 18 mil mercenários que agem ao lado das forças de
ocupação no Iraque, abriram fogo indiscriminadamente contra civis
iraquianos em uma movimentada praça de Bagdá, deixando 11
mortos, entre eles um policial iraquiano.
O novo crime representou o
fim da tolerância do povo iraquiano para quanto à empresa
estadunidense, que já cometeu crimes semelhantes no passado e
acredita-se que tenha iniciado e estimulado os ataques sectários
entre sunitas e xiitas no país desde 2004.
Um dia após o crime, o Ministério do Interior do Iraque finalmente
cancelou a licença da empresa para agir no país.
O primeiro-ministro
do governo iraquiano pró-ocupação
, Nouri al-Maliki, afirmou
que “o crime gerou muito ódio no governo e no povo iraquiano
quanto à empresa”
e que “não será tolerada a matança de nossos
civis a sangue frio”
.
Segundo o diretor de operações do ministério
iraquiano, Abdul Karim Khalaf, o governo iraquiano irá processar
qualquer empresa que usar “força excessiva”.
A decisão do governo iraquiano marca uma mudança drástica de
postura, que reflete a atual crise entre quem os colocou no poder,
George W. Bush, e os mesmos.
Recentemente, o governo iraquiano
tem criticado o contínuo insucesso das forças estadunidenses no
Iraque, classificando o “novo plano de segurança” de George W.
Bush – o mesmo que ele afirmou recentemente estar sendo um
“sucesso” – como “mais uma estratégia inútil”.
Ao mesmo tempo,
Bush procura culpar a ineficácia do governo iraquiano pelo fracasso
na ocupação do país.
A nova postura do governo iraquiano, mesmo
que não passe de uma simples máscara, reflete a crescente tensão
interna em um período em que as forças de ocupação começam a
falar em deixar o país.
Certamente, o governo de Nouri al-Maliki não
se manterá por muito tempo após o Iraque ser abandonado pelos
Estados Unidos
.
A decisão de banir a Blackwater é apenas um
passo em falso para conquistar um pouco do apoio popular
iraquiano em um momento de incerteza.
Expulsar a Blackwater do país (pelo menos na “história oficial”) é o
máximo que os iraquianos podem fazer.
O estado legal de
mercenários estrangeiros contratados para “fazer o trabalho sujo”
no Iraque é uma questão que não tem justificativa.
Eles se
encontram em um limbo, fora dos limites das leis – por isso agem
como agem, pois sairão impunes.
O estadunidense Peter W. Singer,
especialista em empresas de segurança dos Estados Unidos,
afirmou que o governo ou povo iraquiano só terá a oportunidade de
processar os culpados pelos crimes se o governo estadunidense
concordar com o caso.
Segundo ele, “dependerá se o governo
estadunidense irá entregar seus empregados para um tribunal

iraquiano, o que é logicamente improvável”.


A Blackwater tem um contrato
estimado em US$ 300 milhões
(cerca de R$ 575 milhões) com
o Departamento de Estado
estadunidense para fazer a
“segurança de seus funcionários
e equipamentos” no Iraque –


pelo menos é essa a proposta oficial, que obviamente não reflete a
realidade.

Para os mais de 182 mil mercenários contratados por
diversas empresas ligadas aos governos da coalizão, não existe
qualquer ponto legal em que se especifique qualquer tipo de
conseqüência por ações criminosas, algo que para os contratados e
os contratantes representa uma segurança.

Apesar de estarem
sempre fortemente armados
, muitos desses agentes não recebem
um treinamento apropriado, possibilitando às empresas contratarem
profissionais com pouca experiência militar e economizar nos
gastos salariais.
Entre os mais bem pagos, alguns ganham até mil
dólares por dia, muito mais do que qualquer soldado receberia.
Vergonhosamente, cerca de 500 ex-militares brasileiros se alistaram
para atuar como mercenários no Iraque, recrutados em segredo
principalmente nos estados de São Paulo e Goiás por uma empresa
estadunidense com sede na Flórida.
O alvo dos recrutadores são
militares ou ex-militares brasileiros dispostos a ir para o Iraque em
troca de um salário mensal que oscilaria entre 6 mil e 8 mil dólares,
com a missão de “vigiar instalações militares em território
iraquiano”.
“Na situação em que vivemos, qualquer coisa vale a
pena. Um dia vou ter que morrer, não?”,
relatou um dos candidatos,
um ex-segurança particular que esteve um ano no exército e que
não quis ser identificado por medo de represálias.
Um porta-voz da secretária de Estado estadunidense, Condoleezza
Rice, disse que ela quer assegurar que “esteja sendo feito todo o
possível para evitar a morte de inocentes e para garantir que esse
tipo de incidente não volte a ocorrer”.
Infelizmente, em nome de
interesses políticos e econômicos estadunidenses, mais de 655 mil
civis iraquianos foram mortos desde 2003.
Quanto aos crimes dos
mercenários contratados, certamente nada será feito – sairão
impunes, assim como George W. Bush e seus aliados.


http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_75.pdf


sexta-feira, 13 de julho de 2007

CONHEÇA O EXÉRCITO MERCENÁRIO MAIS PODEROSO DO MUNDO




Segundo Juan Carlos Díaz Guerrero, da agência Prensa Latina, há no Iraque atualmente cerca de 236 "empresas" de segurança privada, estrangeiras e iraquianas, que empregam por volta de 100 mil homens.


Dentre essas empresas uma se destaca.


Chama-se Blackwater.


A Blackwater é uma das maiores beneficiarias da "guerra ao terror".


Seus contratos com o governo dos EUA, muitos sem licitação, se aproximam da cifra de um bilhão de dólares.


Foi fundada em 1996 pelo ex-militar Erik Prince, um cristão conservador e multimilionário.


Sua familia fez generosas doações políticas que beneficiaram a direita religiosa e "à revolução republicana de 1994".


Atualmente a Blackwater possui 2.300 pessoas trabalhando para ela em nove países.


Eram da Blackwater os quatro mercenários mortos, em março de 2004, em Faluja, cuja as cenas dos seus corpos pendurados em uma ponte horrorizaram a opinião pública norte-americana dando início ao sangrento cerco à cidade iraquiana.


Para saber mais leia "Blackwater: O exército sombra de Bush", texto de Jeremy Scahill, jornalista independente autor de "Blackwater: A ascensão do exercito mercenário mais poderoso do mundo" (Blackwater: The Rise of the World's Most Powerful Mercenary Army).


Leia também:- El negocio de los mercenarios en Irak - Por Juan Carlos Díaz Guerrero, da agência Prensa Latina

- Cães de guerra corporativos - Por Walter Fanganiello Maierovitch

- Nova geração de cães de guerra - Por Philippe Leymarie no Le Monde Diplomatic

segunda-feira, 9 de julho de 2007

MERCENÁRIOS NO IRAQUE


Imperialismo usa brasileiro para bucha de canhão

Archibaldo Figueira

A inclusão de "brasileiros ilegais" nas tropas de ocupação do USA no Iraque e Afeganistão em troca da cidadania ianque tende a explodir, com a aprovação de novas normas para a imigração, classificando como criminosos todos os estrangeiros que vivem clandestinamente naquele país.

As resistências da juventude ianque ao serviço militar (não é obrigatório no USA) aumentam de dia para dia, deixando o Pentágono com extrema dificuldade para atender às necessidades de reforços das tropas de ocupação.
Troca de nacionalidade ou de cidadania tem sido assunto malandramente transferido da agenda dos encontros de George Bush e Luiz Inácio para a pauta dos "assessores especiais".

A questão é "troca para quem e com que finalidade".

Em 2001 a esposa atual do gerente brasileiro, Marisa Letícia Rocco Casa, requereu a nacionalidade italiana para ela e os filhos, o que lhe foi concedido por direito de sangue (descendência, ou jus sanguinis), em 2005, com o marido em pleno exercício do mandato.
Vale lembrar: Dona Marisa Letícia (que agora usa os dois nomes, "para ficar mais formal", andou se justificando com asinina sinceridade.

Segundo ela, o pedido de cidadania italiana foi para "garantir aos filhos um futuro mais seguro".

Marcus Cláudio, Fábio Luiz, Luiz Claudio e..., já receberam passaporte italiano. Essa senhora deve saber muito bem qual futuro seu marido está construindo aqui.
Estranho também é que 17 parentes de Palocci fizeram o mesmo.


Compra de braços
O gerente do México, Felipe Calderón, foi direto ao assunto com George Bush, suplicando-lhe uma reforma mais branda das normas para imigração.
A gerência ianque tem lançado mão de todo tipo de moeda para comprar braços que possam empunhar um fuzil contra os povos oprimidos.

Em artigo para a revista canadense Canadian Dimension, o professor Saul Landau, da Universidade do Estado da Califórnia observa que, "até o início do Século 21, o Pentágono não teve maiores problemas para a manutenção do efetivo, principalmente porque o serviço na Guarda Nacional parecia atraente para centenas de milhares de rapazes e moças pobres, que consideravam remota a possibilidade de um conflito mais sério no exterior. Tudo mudou, entretanto, depois de Bush ter invadido o Afeganistão e o Iraque, e descoberto que não dispunha de tropas suficientes para ocupar as duas áreas."
Para equacionar o problema, recorreu à Guarda Nacional e promoveu uma verdadeira escalada de salários e outros benefícios.

Os soldos militares triplicaram e até quadruplicaram, de alto a baixo, em menos de 20 anos.

Em 1981, um soldado raso, recruta, ganhava menos de US$ 4.500 anuais.

Hoje, recebe pouco menos de US$ 15 mil.

Os vencimentos de um cabo saltaram de US$ 5 mil para US$ 22 mil.

Além disto, ele ou ela têm alimentação, habitação e vestuário (uniformes) inteiramente grátis, podendo contar, ainda, com descontos em quase todos os estabelecimentos comerciais. Como oficiais, passaram a ter vencimentos que ascendem a US$ 125 mil anuais (R$ 20 mil mensais), o que lhes permite esquiar nos Alpes, desfrutar de táxi-aéreo e frequentar os clubes mais reservados.
Saul Landau salienta, entretanto, que a partir de 2003, diante de estatísticas segundo as quais os mortos chegavam a 2 mil e os feridos passavam de 20 mil, o recrutamento caiu para níveis ridículos, levando o governo ianque a cortejar estrangeiros radicados, legal ou ilegalmente, em território ianque.

De uma canetada, reduziu de três para um ano o prazo para a concessão de cidadania aos alistados e estabeleceu um fundo que financia estudos universitários até 50 mil dólares.

Agora, abrandou as exigências draconianas baixadas pelo US Department of Homeland Security (Departamento de Segurança Interna) a partir do 11 de setembro e, oferecendo cidadania rápida para os ilegais, conseguiu fisgar cerca de 110 mil "voluntários estrangeiros".

O Pentágono não revela a origem desses combatentes, sabendo-se, apenas no que diz respeito à nacionalidade, que há numerosos brasileiros entre eles, embora a maioria (55 mil) seja de mexicanos.


Mistura ruim
A introdução de normas considerando criminoso todo estrangeiro que resida clandestinamente em território ianque é ameaça para nada menos de 1 milhão e 200 mil brasileiros, considerando apenas os que vivem nas áreas de Miami e Boston.

Trata-se de mais uma artimanha ianque para arranjar bucha de canhão.
Já se tornou rotina no Exército do USA a substituição de pessoas de respeito por delinquentes, pessoas com problemas psiquiátricos ou de pouca inteligência política.

Isto, por si só, explica as atrocidades e torturas que soldados ianques praticam contra homens, mulheres, crianças e anciãos dos países ocupados.
Estatísticas do Departamento de Defesa mostram que o número de delinquentes condenados que vão servir como recrutas no Exército e no Corpo de Fuzileiros Navais - para ter a pena relevada - vem crescendo desde 2003.

Nos três últimos anos, nada menos do que 100 mil homens e mulheres de passado criminoso foram incorporados às forças armadas ianques, segundo o Centro de Pesquisas Militares Michael D. Palm, da Califórnia.
Os condenados por crime grave aumentaram de 411 em 2003 para 901 em 2006, confessa o Pentágono.

Com relação a delitos menores - furto, emissão de cheque sem fundos ou lesões corporais - o número passou de 2.700, em 2003, para mais de 6.000 em 2006.


Ação externa
Além de atrair combatentes estrangeiros no território ianque e obter dos gerentes de sete países - Colômbia, República Dominicana, El Salvador, Honduras, Costa Rica, Nicarágua e Panamá - o apoio declarado para esta política, o sanguinário governo ianque espalhou pela América Latina agentes da CIA e 15 outras agências de espionagem, bem como recrutadores de centenas de empresas de fachada para arrebanhar mercenários.
No Brasil, esses recrutadores conseguiram até licença do Comando da 1ª Divisão de Exército para treinar mercenários no Centro de Instrução de Gericinó, acabando por cortar a carreira de um general e um tenente-coronel, Rui Monarca da Silveira e Roberto Raimundo Criscuoli, respectivamente.

Os agenciadores, Giovanni Piero Spinelli, Cristiano Meli e Salvatore Miglio (esses não são italianos terroristas), que se diziam representantes da empresa First Line, aliciavam ex-militares brasileiros, oferecendo-lhes US$ 3 mil por mês por contrato de dois anos.

O valor equivale a R$ 6.420 em moeda atual, cerca de seis vezes o salário de um cabo, por exemplo.

A proposta teria atraído pelo menos cinco militares da reserva: dois sargentos, dois cabos e um soldado.
Verificou-se também que mais de 500 brasileiros - de São Paulo, Goiânia, Curitiba e Brasília - se alistaram através da Inveco International Corporation para atuar como mercenários no Iraque.

Por longo tempo Frank Guenter Salewski e Heiko Helmut Emil Seibold (também não são estrangeiros terroristas e as empresas às quais estão ligados não precisam ser investigadas porque a CIA não gosta), dois alemães, ofereceram a militares e ex-militares brasileiros salários mensais variando entre US$ 6,5 mil e US$ 8 mil (R$ 17 mil e R$ 20,9 mil) somente para "vigiar instalações militares em território iraquiano."
Em Goiânia, onde a Inveco já alistou mais de 100 candidatos, Heiko Seibold anunciou que ainda analisará currículos e, depois, submeterá os candidatos a uma prova de fogo: um treinamento de uma semana, em território brasileiro.

A arregimentação de militares brasileiros para trabalhar no Iraque envolve outras empresas, como a Blackwater USA, Triple Canopy, DynCorp e Halliburton. A TEES Brazil, sediada em Curitiba, admitiu em sua página na Internet que fez uma sondagem de interessados e 300 pessoas mandaram currículos. Logo em seguida, porém, anunciou ter desistido de enviar homens ao Iraque "em virtude de crescente instabilidade na região, em especial a que diz respeito à segurança de contratados estrangeiros trabalhando no país".
Enquanto isso, estudantes que concluem o segundo grau são desestimulados a se candidatarem às escolas de formação de sargentos e oficiais, como também vem sendo desencadeado um processo de evasão de gente jovem do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Mas, ao que tudo indica, ninguém se preocupa muito com isto: afinal, com o governo ianque comandando os destinos dos exércitos na América Latina, há sempre trabalho para quem não se incomoda de ir à sujeira livrando-se da miséria econômica, política e cultural que o imperialismo nos impõe.


Segurança privada
Segundo a ZNet Iraq Solidaridad, no Iraque existem atualmente mais de 30 mil desses "especialistas em segurança privada", constituindo a segunda força militar estrangeira no país.

Esses mercenários são pagos por empresas ianques como a Bechtel e Halliburton, a pretexto de receberem proteção para a pilhagem de petróleo e outras riquezas iraquianas.

O recrutamento também se faz pela Internet, entre outros, nos endereços www. hctatics. com, www.iraqijobcenter.com ou nas páginas da Epi, Hostile Control Tatics LCC e Blackwater.
Os salários mensais vão de US$ 7 mil a 30 mil e incluem "benefícios" como férias na Europa a cada três meses.

Além disso, os "especialistas" podem exercitar livremente todos os seus "conhecimentos" como repressores, assassinos e torturadores, colaborando com as tropas invasoras.

Sua presença nas torturas em Abu Ghraib e na repressão a revoltas populares, como em Faluja, tem sido denunciada no mundo inteiro.

A Aegis Defense Systems é uma das empresas mais importantes entre as que prestam esse tipo de "serviço".

Em junho de 2004, foi premiada por autoridades do USA com um contrato de US$ 300 milhões para proteger a "zona verde" de Bagdá e coordenar as atividades de todas as empresas privadas de segurança que operam no Iraque.
Citando seu amigo Dan Broidy, autor de "The Halliburton Agenda: The Politics of Oil and Money" ("A agenda da Halliburton: a política do petróleo e do dinheiro"), o professor Landau estima que o USA tenha contratado mais de um segurança privado para cada grupo de 10 soldados no Iraque.

Saul recorda que, entre as mil primeiras baixas do USA no Iraque, havia 122 latinos, 70 dos quais recrutados entre os mexicanos:

"Chegando sem um braço, uma perna, um olho, ou totalmente desfigurados, ou mortos com o crânio esfacelado, eles espalharam dor e piedade nos dois lados do Rio Grande".