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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO

"Só peço a Deus que a Dor... que a Injustiça... que a Guerra não me seja indiferente."

É o que diz a letra da trilha musical.

As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.

...o sofrimento do Povo Iraquiano continua...



quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Proteção para crianças iraquianas

A UNICEF pede a todas as parte em conflito que protejam as crianças – 21 de Março de 2003 - A UNICEF está extremamente preocupada com as consequências desta guerra nas crianças e nas mulheres do Iraque. Sabemos que em tempo de guerra as crianças são a camada da população mais vulnerável.


A UNICEF pede a todas as partes em conflito que protejam as crianças

Declaração da Directora Executiva da UNICEF
, Carol Bellamy
Nova York, 21 de Março de 2003 – A UNICEF está extremamente preocupada com as
consequências desta guerra nas crianças e nas mulheres do Iraque.
Sabemos que em tempo de
guerra as crianças são a camada da população mais vulnerável.
Sobretudo no Iraque onde, a fraca
administração, duas guerras anteriores e anos de sanções internacionais, enfraqueceram a
população iraquiana.
As crianças iraquianas estão extremamente vulneráveis.
Mais de 1 milhão de crianças com menos de
cinco anos estão mal nutridas.
Quando as crianças estão sub-nutridas a susceptibilidade à doença é
muito maior.
As doenças espalham-se rapidamente durante as guerras, quando o abastecimento de
água potável é interrompido, as pessoas estão deslocadas das suas casas, e as fontes de alimentos
e medicamentos estão comprometidas.
Quando se põe em causa a perda/falta de educação e os
traumas psico-sociais, não há dúvida de que os custos mais pesados da guerra recaiem sobre as
crianças.
Apelamos às partes neste conflito para que respeitem as suas obrigações humanitárias
internacionais.
Peço às partes neste conflito para que considerem a segurança das crianças uma
prioridade.
E pedimos-lhes que façam tudo o que puderem para proteger a vida das crianças, a sua
saúde e o seu bem-estar em geral.
A UNICEF é a principal organização que se ocupa dos direitos das crianças.
A trabalhar em mais de
150 países, a UNICEF luta pela saúde, educação, igualdade e protecção de todas as crianças.
A
UNICEF é totalmente financiada por contribuições voluntárias de indivíduos, fundações, empresas e
governos.
A UNICEF dá apoio às crianças iraquianas desde 1952.
Nos últimos meses, pôs de pé/em marcha
campanhas de imunização, e enviou reforços/suplementos nutricionais para aumentar as resistências
das crianças iraquianas por forma a melhorar as hipóteses de sobrevivência em caso de guerra. A
UNICEF também posicionou milhares de toneladas de ajuda de emergência no Iraque e países
vizinhos, incluindo bolachas de alto teor proteico, medicamentos, purificadores para água e outros
artigos de primeira necessidade.

Para mais informações é favor contactar:
Wivina Belmonte, UNICEF Geneva, wbelmonte@unicef.org - (+41-79) 909 5509
Alfred Ironside, UNICEF New York, aironside@unicef.org - (+1-212) 326 7261
Jo Bailey, UNICEF Media, New York, jbailey@unicef.org (+1-212) 326 7412
Madalena Grilo, Comité Port. UNICEF, mmgrilo@unicef.pt - (+351-21) 317 7500

sábado, 1 de dezembro de 2007

EUA INVADIU IRAQUE.CULPA DE QUEM?


O Presidente dos Estados Unidos da América ouviu os conselhos da CIA

e por isso invadiu o Iraque.




Hoje, esse mesmo presidente aconselha-se com o General Petreaus sobre como retirar do Iraque (inteiros).

Este mesmo presidente teve seis conselheiros (e por acaso, todos da mesma religião) e entretanto, todos perderam o seu emprego por razões diferentes, mas sobre tudo pelas derrotas no Iraque.
São muitas as razões do desastre total no Iraque e as opiniões sobre quem é culpado diferem:


O General Petraeus culpa a Al-Qaeda


Condi Rice culpa o Irão


George Bush culpa o terrorismo global


Ehud Olmert culpa a Síria


a minha sogra culpa a minha escrita


Hilary Clinton culpa os veículos Hummer não blindados


Barak Obama culpa o jet lag das tropas


Al Gore culpa o aquecimento global


Ossama Bin Laden culpa os infiéis


os dois milhões de refugiados culpam o Alto Comissariado para os Refugiados e


um milhão de mortos culpam…ninguém, já não culpam ninguém.




Pessoalmente, eu culpo muitas pessoas,mas culpo principalmente o único ganhador deste jogo:O Estado de Israel… quem mais??


Raja Chemayel
Sem culpa… mas frustrado!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Comparemos: Iraque de Saddam e pós-Saddam


O DIA EM QUE GEORGE CHEGOU...


Comparemos quanta pilhagem está agora a ter lugar no Museu Nacional Arqueológico de Bagdad e noutras partes do Iraque, à era do regime de Saddam.


Comparemos quanto contrabando e roubo de petróleo existe agora em comparação com os tempos em que Saddam era presidente.


Juntemos a isto violações, roubos, assaltos e por último, mas não menos importante, a limpeza étnica generalizada.


Quantas igrejas se construíram durante o reinado de Saddam e, quantas mesquitas foram destruídas desde que chegou George Bush?


Quando Saddam era Presidente, os judeus de Bagdad andavam à vontade nas ruas da cidade,mas agora têm de ser protegidos por mercenários bem pagos…


Quantos iraquianos fugiram do seu país em comparação com os dois milhões de trabalhadores estrangeiros que estavam bem empregados no Iraque antes de que o George chegasse…


Não é preciso ter um Doutoramento em Ciências Políticas, nem ser especialista em história do Médio Oriente…


Acenda a sua televisão!


Se a Al-Qaeda alguma vez existiu… nunca foi dentro do Iraque, até e somente depois de que o George chegasse.


A fome, o caos e a guerra civil chegaram depois da invasão do George.


Se os EUA e os seus paus-mandados se retirassem do Iraque na tarde da próxima sexta-feira, a paz voltaria… na manhã da seguinte segunda-feira.


Nunca houve armas escondidas, nem vamos ver nenhuma democracia!


Boa-noite!


Adeus!


E para a próxima vez deixem os vossos “Georges” em casa e com trela…



Raja Chemayel

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Baía de Guantânamo


Human Rights Watch
A Organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch divulgou documento que tem por título Cinco mitos sobre a Baía de Guantánamo.
1-MITO: Os detentos em Guantánamo são “os piores dos piores”.
FATO: Do total de homens enviados a Guantánamo, poucos são parte do alto escalão da Al-Qaeda ou do Taliban, como alega o governo americano.
Centenas deles não estavam sequer envolvidos no conflito, mas, na verdade, foram vendidos aos Estados Unidos por caçadores de recompensa ou denunciados por membros de grupos organizados rivais motivados por vingança; enquanto representantes do alto escalão da Al-Qaeda que tinham o dinheiro para pagar compraram sua liberdade.
De acordo com Michael Sheuer, chefe da unidade de busca a Osama bin Laden da CIA de 1999 até 2004, não mais do que dez por cento dos enviados à Baía de Guantánamo são considerados detentos realmente “valiosos”.
2-MITO: Todos os detentos de Guantánamo são combatentes que lutaram contra os Estados Unidos.
FATO: Muitos deles não foram capturados em ação ou nem mesmo perto de um campo de batalha.
Os detentos foram presos em 14 países, incluindo Gâmbia, Bósnia e Tailândia. Quase a metade foi presa no Paquistão – e, como citado acima, os milhares de dólares oferecidos pelos Estados Unidos a caçadores de recompensas contribuíram grandemente para tantas prisões não justificadas.
De acordo com os registros das forças armadas americanas, a maioria deles não foi sequer acusada pelos Estados Unidos de lutar contra o país ou contra forças de coalizão.
3-MITO: Todos os detentos de Guantánamo serão processados.
FATO: Dos quase 400 homens que ainda estão presos em Guantánamo (outros 300 já foram repatriados ou libertados), apenas 10 foram acusados de um crime.
Nenhum deles foi condenado.
Agora, o governo de Bush alega ter um planejamento para formalizar acusações contra um total de 70 detentos sob as comissões militares aprovadas pelo congresso americano durante o segundo semestre.
Mesmo assim, tal formalização das acusações ainda deixa mais de 300 detentos em Guantánamo que nunca foram – e nunca serão – processados.
Eles estão simplesmente sendo detidos indefinidamente sem nenhuma acusação ou julgamento.
A maioria dos detentos entrou com pedidos de habeas corpus junto a tribunais federais pedindo que um juiz analisasse a legalidade de suas prisões. Pressionado pelo presidente Bush, o congresso aprovou uma lei que impede os tribunais de analisar pedidos de habeas corpus – ou qualquer outro pedido referente ao tratamento recebido pelos detentos.
Caso não haja uma nova lei aprovada pelo congresso recém-eleito ou uma decisão da corte suprema que determine que a negação de habeas corpus é inconstitucional, os detentos podem passar o resto de suas vidas atrás das grades, sem julgamento ou nenhuma análise independente da legalidade de suas prisões.
4-MITO: Todos os detentos de Guantánamo tiveram audiências justas com um juiz em que eles puderam contestar sua prisão.
FATO: A nenhum dos detentos foi dada a chance de ter uma audiência justa ou imparcial com um juiz para determinar se sua prisão é ou não justificada.
O governo de Bush alega que as audiências breves que ocorreram com três oficiais militares substituem suficientemente uma análise judicial independente. Os oficiais que conduziram essas audiências basearam-se em provas secretas de acesso restrito, supostamente genuínas e precisas, porém nenhuma delas foi, em qualquer momento, mostrada aos detentos.
Como conseqüência, os detentos ficaram reféns de conclusões tiradas de provas nunca vistas por eles; os sujeitando a decisões feitas com base em provas nunca contestadas.
Em muitos casos, os detentos não foram sequer informados sobre as atividades específicas que eles eram acusados de desenvolver e que alegadamente os classificariam como “combatentes inimigos”.
Além disso, não lhes foi dado o direito a um advogado e, em muitos dos casos, eles não puderam apresentar nenhuma testemunha ou prova, tendo somente seus próprios depoimentos como sua base de suas defesas.
5-MITO: Todos os detentos de Guantánamo têm sido tratados de forma humana.
FATO: Chefes do Pentágono, incluindo o então secretário de defesa Donald Rumsfeld, deram aos interrogadores de Guantánamo ampla autoridade para fazer uso de técnicas de interrogação que variavam de práticas cruéis à tortura de fato, passando por tratamento degradante e desumano.
As práticas incluíam forçar os detentos a permanecer em pé por longos períodos, privação contínua do sono, posições dolorosas, exposição a calor e frio extremos e intimidação com cães.
Um memorando emitido por um oficial do FBI que visitou Guantánamo descreve os detentos como sendo “algemados pelos pés e mãos, deixados em posição fetal no chão, sem cadeira, comida ou água...
Muitas vezes os detentos tinham urinado ou defecado em si próprios e tinham sido deixados neste estado por 18, 24 horas ou mais”.
Os militares têm, desde então, repudiado o uso de tais técnicas abusivas de interrogação em um manual de combate do exército recentemente publicado.
posted by bourdoukan

sábado, 3 de novembro de 2007

BRASIL, IRAQUE e PALESTINA

Jameel Al Juboury, presidente da Federação Geral dos Trabalhadores do Iraque:

‘Agressão aos palestinos atinge a todos que lutam pela soberania’

"A posição do Iraque de apoio e solidariedade ao povo palestino é a posição dos povos livres de todo o mundo", afirmou Jameel Salman Al Juboury, em entrevista ao HP durante visita à redação

HORA DO POVO - Que avaliação o senhor faz desta visita e dos contatos no Brasil ?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY - Em primeiro lugar, quero dizer que estou muito contente em visitar o Brasil, pois sempre tive desejo de conhecer vosso país.
Tentamos participar do congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, atendendo o convite do presidente Antonio Neto, mas não foi possível devido às circunstâncias do bloqueio contra o nosso país.
Temos boas relações com povo brasileiro e com a Central.
Temos a nossa luta comum contra o imperialismo, e isto é muito importante.
Em nossa visita ao Brasil, em nossas reuniões com trabalhadores brasileiros, especialmente com Antonio Neto, presidente da Central, achamos muito importante para o desenvolvimento das relações entre os trabalhadores dos nossos países e para deter a agressão dos EUA aos povos.
Queremos trabalhar juntos contra essa política do governo dos EUA para que seja contida e não obtenha sucesso.

UNIDADE DOS POVOS
Todos os partidos e movimentos, todos os povos precisam estar juntos e formar uma grande frente para barrar os crimes dos EUA, para impedir que cometam mais crimes contra os povos de todo o mundo.
Nós sabemos que o governo norte-americano tem uma política contra os povos da América Latina, Ásia, África e, especialmente, contra os povos que querem viver em paz e manter sua independência.
A administração norte-americana não respeita a soberania, a liberdade, a opinião e nem as decisões dos povos, muitos menos os direitos humanos.
Os EUA não têm amigos, têm interesses e, enquanto tagarelam sobre direitos humanos, são contra os mais elementares direitos do homem.
Falam contra o terrorismo enquanto perpetram, estimulam e apóiam o terrorismo em todo o mundo, especialmente na Palestina, onde os assassinatos de crianças e idosos são perpetrados com tanques e armas americanas, tudo com o apoio dos Estados Unidos.
Essa política imperialista dos EUA também impõe sofrimento ao povo do Iraque, seja através das sanções – que afrontam as leis internacionais –, seja interferindo nos assuntos internos do Iraque via financiamento dos traidores do país que vivem nos EUA.
Há ainda as agressões dos aviões americanos e ingleses nas regiões norte e sul do país.
O povo do Iraque está junto, unido com seu governo, com o comando do país e gosta do presidente Saddam Hussein.
Por isso somos unidos e fortes e estamos lutando contra essas potências.
A administração norte-americana vive falando em democracia e sobre combate ao terrorismo.
Mas onde está sua democracia ?
Onde está seu combate ao terrorismo?
Por exemplo, no Afeganistão, sob intervenção dos EUA, bombardeiam todos os dias as populações pobres daquele país.
O povo da Síria tem suas colinas de Golan invadidas por Israel;
o povo libanês teve o sul do país invadido e continua sofrendo agressões;
a Líbia, o Sudão e Cuba passaram e passam por agressões e embargos.
Essa é a política dos Estados Unidos contra todos os povos que querem viver em paz.
Nós estamos seguros de que o governo dos EUA não alcançará vitória contra os povos, pelo contrário, tem colhido - e continuará colhendo - derrotas e mais derrotas nos últimos embates no mundo, inclusive com o Iraque.
Os EUA não podem fazer nada contra o Iraque porque não têm direito, não têm razão.
Os países estão lutando por sua liberdade, por sua independência e vão ser vitoriosos no final porque estão lutando por seus justos direitos.
Nosso povo está lutando por princípios em que acredita.
Existe uma imensa diferença entre lutar por princípios e lutar por interesses econômicos espúrios.
Os EUA não têm princípios, nem ideologia e estão perdendo a própria alma. Lutam apenas visando se apoderar do que pertence aos povos.
Nós acreditamos na vitória efetiva ao final porque lutamos contra a agressão, contra a discriminação, contra a "globalização" e contra a privatização.
O governo dos EUA diz que o Iraque, o Irã, Coréia Popular, são o demônio, diz que estes países são "eixo do mal".
Na verdade, estes são países que lutam contra o hegemonismo que a Casa Branca quer impor.
E essa conversa de Bush é uma tentativa de borrar a realidade, uma vã tentativa de confundir para esconder a verdade.
Assim, falam de "globalização" tentando esconder os problemas econômicos do III mundo, os problemas econômicos nos Estados Unidos e, sobretudo, abafar as evidências das agressões que caracterizam a política dos EUA.

HP – Que avanços ocorreram nas relações entre a Federação Geral dos Trabalhadores do Iraque e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY – Foram muito frutíferas nossas reuniões de trabalho, nossos debates, trocas de opiniões e de informações.
Firmamos um manifesto conjunto entre as duas organizações sindicais, cujo objetivo maior é fortalecer e desenvolver o trabalho comum entre os trabalhadores do Brasil e do Iraque.
Esta visita foi um sucesso porque somos povos amigos e temos boas relações com os trabalhadores brasileiros.
Necessitamos trabalhar juntos, sempre.
Esperamos que uma delegação da Central, encabeçada pelo presidente Neto, visite o Iraque para aprofundarmos as relações entre os trabalhadores dos dois países.

HP – Quais as conquistas sociais e as mudanças mais significativas que a revolução dirigida pelo partido Baath trouxe para os trabalhadores e para o povo iraquiano?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY – A revolução fez muito pelos trabalhadores e pelo povo do nosso país.
Por exemplo, a Lei do Trabalho, que garantiu a previdência, a seguridade social para a mulher trabalhadora, foi uma das grandes conquistas.
No terreno da organização sindical e popular houve imensos avanços.
Antes da revolução, os sindicatos eram ilegais e atuavam na clandestinidade, sob forte perseguição.
Vitoriosa a revolução, não apenas os sindicatos foram legalizados e estimulados, como todos os setores da população puderam se organizar de forma democrática.
Assim, a organização das mulheres, dos jovens e estudantes passou também a existir a partir de então.
A revolução garantiu a independência e protegeu a economia do nosso país. Construiu uma sociedade com base socialista.
As riquezas do Iraque foram nacionalizadas, especialmente o petróleo e outros recursos minerais.
A revolução deu autonomia aos curdos, que antes não tinham liberdade.
A revolução estabeleceu a reforma agrária, eletrificou o país e garantiu educação para todos.
Antes, nem as pessoas mais ricas eram alfabetizadas.
Para tornar efetivo o acesso das camadas mais pobres da população à educação foi instituída uma lei tornando obrigatório que as crianças frequentassem a escola, cobrando-se a responsabilidade das famílias.
A revolução iraquiana vitoriosa em 1968 foi liderada pelo presidente Saddam Hussein que comandou uma frente nacional composta pelo Partido Baath, pelo Partido Comunista, Partido Curdo e lideranças independentes.

HP – Que medidas de solidariedade estão sendo tomadas pelo governo do Iraque frente às agressões de Israel ao povo palestino?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY - A agressão contra os palestinos é uma agressão contra o Iraque e contra os povos amigos que lutam por sua independência e liberdade.
O que os palestinos estão sofrendo por parte do governo israelense tem o apoio do governo norte-americano.
Por isso, o presidente Saddam Hussein está convocando voluntários para lutar junto com o povo palestino e já se apresentaram como voluntários 7 milhões de iraquianos, homens e mulheres, dispostos a batalhar pela libertação de Jerusalém.
O presidente Saddam Hussein determinou que 1 bilhão de dólares do programa "Petróleo por Alimentos" seja aplicado em ajuda ao povo palestino e também está oferecendo medicamento e alimentos.
Durante esse período de intensificação das ações terroristas do Estado de Israel contra os palestinos foi enviada uma equipe médica para a Jordânia para tratar dos palestinos feridos.
Nos casos mais graves, os pacientes são levados de avião de Amã para Bagdá, onde há melhores condições para atendimento.
Esta nossa posição de apoio aos palestinos é também a posição dos povos livres de todo o mundo.
Redação

domingo, 21 de outubro de 2007

Conclusões Óbvias

Liberdade imediata a Saddam Hussein
A prisão do chefe de governo do Iraque, Saddam Hussein, é conseqüência da violação imperialista da autodeterminação dos povos.
A nação iraquiana foi invadida e está ocupada militarmente pelos Estados Unidos por razões econômicas e estratégicas.
A maior potência exerce o poder de ditadura mundial, munida de uma capacidade bélica gigantesca.
A total desintegração de um poder de Estado nacional pela ocupação militar e a edificação de um outro poder sob o comando externo dos Estados Unidos expõem a face ditatorial do imperialismo.
O governo das multinacionais e do capital financeiro procura mascarar a ditadura imperialista com a farsa de levar a democracia ao Iraque em substituição ao regime carrasco de Saddam Hussein.
Institui um governo títere e corrompe as lideranças de etnias que compõem o povo iraquiano.
O Estado iraquiano está cercado pelos tanques dos invasores e quem o comanda são os generais norte-americanos.
Essa ditadura do capital imperialista conta com a resistência de uma guerra de guerrilha e não consegue ganhar o apoio unificado do povo iraquiano.
A caça à cúpula governamental de Saddam, anunciada ao mundo em cartas de baralho e oferecida recompensa de milhões de dólares a delatores, foi traçada como condição para destruir a resistência e estabilizar um poder títere.
A prisão de Saddam, apresentada em condições humilhantes, constitui um ponto alto da estratégia norte-americana de domesticar os iraquianos.
Os meios de comunicação do mundo inteiro foram acionados para apresentar um rato de esgoto e estabelecer antecipadamente o julgamento da pena de morte.
Quase no mesmo instante em que os porta-vozes do imperialismo incentivam a população mundial a parabenizar o chefe do imperialismo Bush, as forças militares que ocupam o Afeganistão assassinam uma centena de crianças.
E, a olhos vistos, os milhares de manifestantes iraquianos que protestavam contra a prisão de Saddam são metralhados nas ruas.
Sobre o sangue da população oprimida, Bush monta a farsa do julgamento de Saddam.
Não foi o povo iraquiano que derrubou seu governo e não será ele que ajustará contas de seus crimes.
O imperialismo precisa dar a impressão de que limpa a humanidade de um facínora.
Na verdade, pisoteia a autodeterminação dos povos e exerce sua ditadura mundial.
É contra esse poder e a barbárie dos opressores dos povos semicoloniais que os trabalhadores e a juventude devem defender liberdade imediata a Saddam Hussein e fora os Estados Unidos do Iraque.
Erson Martins, Diretor da Apropuc.