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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO

"Só peço a Deus que a Dor... que a Injustiça... que a Guerra não me seja indiferente."

É o que diz a letra da trilha musical.

As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.

...o sofrimento do Povo Iraquiano continua...



domingo, 30 de março de 2008

SUA TELEVISÃO MENTE!


Vocês já ouviram falar sobre isso, não ouviram?

A “FACE BRANCA” E A “FACE NEGRA” DA NOTÍCIA
Tal como existe uma “economia branca” e uma “economia negra”, nos meios de comunicação – por razões comerciais – também existe uma “face branca” e uma “face negra” das notícias difundidas diariamente.
As “notícias negras” (que disfarçam a verdadeira fonte) nas cadeias mediáticas têm um amplo espectro de penetração massiva que supera largamente qualquer operação psicológica concebida pelos meios militares.
A frase “pacificar e democratizar o Iraque”, por exemplo, difundida diariamente pelos títulos das grandes agências e cadeias, foi decisiva para que os iraquianos se esquecessem da ocupação militar e fossem votar em massa nas duas eleições convocadas por Washington e pelo seu governo fantoche no país ocupado.
Até agora, Bush e os democratas tinham dirimido a sua disputa pela Casa Branca, utilizando o Iraque nas grandes cadeias informativas, valendo-se sobretudo da propaganda “negra” lançada através de golpes de efeito psicológico apresentados como “informação objectiva”.
Há que esclarecer que a propaganda encoberta (tipo “terrorismo da Al Qaeda” ou “torturas no Iraque”) produz resultados demolidores, dado que o público massivo da televisão, da rádio ou dos jornais a consome na ignorância dos interesses e objectivos políticos que veicula, e acreditando que se trata de notícias que não têm outro objectivo para além de informar.
A perigosidade extrema da propaganda “negra” assenta no facto de ser apresentada como se fosse uma “notícia” comum pelos média que o sistema cataloga como “credíveis e sérios”.
Assim, por exemplo, a guerra psicológica eleitoral entre Bush e Kerry desenvolveu-se a partir de títulos e textos informativos de The New York Times, The Washington Post, Reuters, CNN, Associated Press, etc., órgãos de comunicação que são tidos como “fontes confiáveis” até por alguma imprensa considerada “alternativa”.
Não ocorre a ninguém pensar que essas estruturas mediáticas são empresas capitalistas que comercializam e lucram com a informação, tal como outras o fazem com o petróleo, com armas, ou com a especulação financeira.
Assim, por exemplo, os democratas valeram-se das denúncias sobre torturas a presos iraquianos por soldados estadunidenses, ou das clássicas aparições de ex­‑assessores “arrependidos” acusando a administração Bush; ao mesmo tempo, a partir da Casa Branca, teve lugar o habitual “aproveitamento eleitoral” com as incontáveis aparições da Al Qaeda no universo “informativo” da imprensa internacional.
Na realidade, nesta altura da massificação informativa e manipuladora da imprensa internacional (superior a qualquer operação de inteligência militar com acção psicológica), é duvidoso o efeito real que possam ter na opinião pública internacional ou local os segmentos infiltrados de “boas notícias” do Pentágono nas populações denunciadas pelos diários norte-americanos.
Os resultados dessas operações são mínimos quando comparados com o efeito das mensagens manipuladoras enviadas através dos títulos das grandes cadeias e média internacionais.
Nessa operação manipuladora vale mais frequentemente o “ocultamento da informação” do que o que se diz explicitamente no desenvolvimento das notícias. Regra geral – e neste ponto a maioria dos especialistas coincide – as transações do Pentágono e da CIA com as grandes cadeias mediáticas não giram à volta de mensagens combinadas mas sim do ocultamento de informação.
Um exemplo claro disto veio à luz quando este fim-de-semana The New York Times revelou que conhecia desde há muito a informação sobre a espionagem interna ordenada por Bush à Agência Nacional de Inteligência estadunidense.
E por que não a deu a conhecer antes?
Simplesmente porque o diário, durante esse tempo, ainda não tinha tomado uma posição extrema a favor dos interesses de poder que hoje querem derrubar Bush e ficar com a Casa Branca.
Não são poucos os peritos e os estudiosos que advogam que as grandes holding mundiais de imprensa utilizam uma “face negra da informação” subvencionada pelo Pentágono e pela CIA, a qual só é conhecida e negociada pelos altos executivos e responsáveis desses consórcios.
Ou seja, que essa operação de contratar informação encoberta da CIA e do Pentágono faz parte da “política de mercado” desses consórcios comunicacionais, que não existem para dizer a verdade mas sim para acumular lucros através do comércio da informação.
Naturalmente que nessas transações com os grandes polvos da informação mundial não intervêm de forma directa representantes da CIA ou do Pentágono, antes se efectuam por intermédio das “empresas biombo” contratadas para o efeito.
E, naturalmente, há algo que The New York Times e o conjunto da imprensa norte-americana nunca vão contar.
Os “serviços” que as grandes cadeias prestam ao Pentágono e à Casa Branca difundindo diariamente notícias do Iraque ou do Afeganistão provenientes apenas de fontes e porta-vozes militares dos EUA, são infinitamente muito mais rentáveis que qualquer operação de manipulação realizada com a compra de média locais.
Não se trata apenas – como diz o jornalista Robert Fisk – do facto de os correspondentes “informarem sobre o Iraque” a partir das suas casas ou dos hotéis da Zona Verde, mas sim do facto de a esmagadora maioria das notícias sobre o Iraque nas grandes cadeias de massas provirem de fontes do exército dos EUA.
Esse é o ponto fulcral da questão, no qual estão envolvidos não apenas as grandes cadeias televisivas e agências mas também o conjunto dos diários norte-americanos encabeçados pelo The New York Times e The Washington Post.
De tal forma, que estes grandes média (como é o caso do Times e do Post) que denunciam operações pontuais de acção psicológica do Pentágono nos média locais, servem de veículo de transmissão de informação sobre o Iraque proveniente dos porta-vozes do Pentágono.
Este contra-senso só se explica pela guerra interna que mantém uma parte do establishment do poder e dos grandes média estadunidenses com a administração republicana de George W. Bush.
Tudo o que “revelam” ou “denunciam” as grandes cadeias contra Bush (ainda que correspondam a uma realidade objectiva, como é o caso do Iraque) vai no sentido dos interesses desses sectores que querem afastar o actual presidente da Casa Branca.
Ou seja, resumindo a questão, as grandes cadeias mediáticas “anti­‑Bush” denunciam as operações “menores” do Pentágono utilizando “empresas biombo” e média locais, mas escondem zelosamente as “grandes operações de ocultamento e manipulação massiva da informação” de que fazem parte através de transacções secretas com a inteligência norte-americana.
A desinformação (ou a falta de contra-informação) a nível das massas, permite que estas operações de acção psicológica continuem a desenvolver-se sob a forma de “notícias”, ou de informação objectiva, sem que nenhum meio de comunicação do sistema ponha em causa a sua veracidade.
E isto indica claramente que o verdadeiro cenário em que se vai definir a guerra pelo controlo da Casa Branca, daqui em diante, é o campo mediático da propaganda “negra”, onde Bush e os democratas combaterão sem tréguas, sem que a maioria do mundo saiba de nada.
À margem disto, e tal como foram sempre, as cadeias e diários norte-americanos continuarão a ser os maiores contratados privados da informação ao serviço da Casa Branca e do Pentágono.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Satélites espiões dos EUA em colisão com a Terra

A notícia não é uma invenção comunista, nem está num site da Bolívia ou da Venezuela.

E as fontes são do governo americano: Eis a notícia na sua íntegra:

“Sáb, 26 Jan, 09h03

Um grande satélite de espionagem dos Estados Unidos perdeu energia e propulsão, e poderá colidir com a Terra entre fevereiro e março, informam fontes do governo americano.

O satélite, que está fora de controle, pode conter material perigoso e não se sabe em que parte do planeta cairá.

As autoridades falaram sob a condição de que seus nomes não fossem revelados.

"As agências apropriadas estão monitorando a situação", limitou-se a afirmar um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Gordon Johndroe. "Diversos satélites caíram sem causar danos ao longo dos anos. Estamos buscando opções para mitigar qualquer possível dano que o satélite venha a causar".

Ele não comentou a possibilidade de o satélite ser desviado por um míssil. Disse que seria inadequado discutir detalhes no momento.

Um alto funcionário do governo americano afirmou que congressistas e governos estrangeiros estão sendo informados da situação. A maior reentrada descontrolada de um aparelho espacial americano foi a do Skylab, uma estação espacial de 78 toneladas que saiu de órbita em 1979. Seus destroços caíram, sem causar danos, numa parte remota da Austrália. Em 2000, engenheiros da Nasa conseguiram guiar a queda do Observatório Compton de Raios Gama, dirigindo-o para o Oceano Pacífico. Autoridades acreditam que, em 2002, os restos de um satélite de 3 toneladas caíram como "chuva" sobre o Golfo Pérsico”

FONTE:http://br.noticias.yahoo.com/s/26012008/...

Sobre satélites espiões, para quem quiser saber mais sobre o assunto:

Satélites são poderosas ferramentas de estratégia militar. As imagens captadas por satélites são informações estratégicas preciosas, que se tornam cada vez mais imprescindíveis nas operações de defesa internacionais, bem como nas decisões táticas da guerra moderna. É tal a dependência, que esses artefatos passaram a ser conhecidos como os olhos e ouvidos da inteligência militar. Se já é grande a capacidade de resolução dos satélites comerciais, que observam o dia-a-dia das cidades, o rastreamento efetuado por um satélite militar de uso exclusivo do Pentágono (o ministério da Defesa norte-americano), pode atingir impressionante visualização, fornecendo localizações geográficas para mísseis e bombas e dando suporte a todas as ações militares. Sem os satélites, seria impossível manter conectadas todas as forças bélicas. Aviões, submarinos, navios e tanques só se comunicam porque os satélites funcionam como antenas, captando e retransmitindo informações traduzidas por impulsos elétricos. Esses verdadeiros espiões eletrônicos são lançados ao espaço por foguetes e milhares estão em órbita no espaço, mas não há estatísticas oficiais. Há veículos de várias nacionalidades, russos, israelenses, chineses, franceses, até brasileiros. A maior parte, entretanto, é norte-americana. Desde o lançamento do Corona, primeiro satélite de reconhecimento usado pela CIA, em 1958, foi impressionante o desenvolvimento científico e tecnológico da área. A resolução das imagens obtidas por satélites militares sempre foi um segredo guardado a sete chaves. Mas, desde 1994, quando os serviços de imageamento por sensoriamento remoto deixaram de ser um privilégio das instituições militares e agências de espionagem internacionais, essas imagens foram ficando cada vez mais acessíveis para quem tiver poder aquisitivo para comprar.Satélite Ikonos, com exploração civil e militar Além dos satélites Landsat e Ikonos, cuja exploração é militar e comercial, existem satélites especializados em observação puramente militar, como o Lacrosse, o USA 144 e o Keyhole (buraco da fechadura, em inglês, conhecido pela sigla KH) que são capazes de recolher imagens em movimento quase em tempo real, pois são equipados com câmaras que possuem capturadores eletroópticos e infravermelhos, e têm uma capacidade de definição (menor detalhe identificável) que chega a 10 centímetros.

Como os satélites foram utilizados no Afeganistão.

A caçada a Osama Bin Laden e seus seguidores da Al Qaeda, no Afeganistão, foi feita por uma constelação de satélites militares e comerciais. Assim como o acompanhamento das tropas das forças de países que apoiavam o Taleban, como o Iraque, o Irã e o Paquistão, foram monitoradas pela inteligência militar dos EUA por meio de satélites de espionagem. Apesar de seus próprios satélites serem capazes de obter imagens muito precisas, o Departamento de Defesa norte-americano, adquiriu direitos exclusivos de imagens feitas por satélites comerciais do território do Afeganistão. O objetivo era obter uma visão completa do território afegão e impedir que qualquer outro país ou veículo de imprensa, tivesse acesso às imagens da zona de conflito. Segundo a Agência Estado, foi firmado um contrato com a empresa Space Imaging Inc., com sede em Denver, da ordem de milhões de dólares, para o fornecimento de imagens feitas pelo satélite comercial Ikonos, contratado com exclusividade. Um executivo da empresa afirmou que os EUA pagaram não apenas pelos direitos exclusivos, mas pelo tempo que o satélite esteve sobre a área de conflito, o que impede que qualquer pessoa possa ter acesso a essas fotos. As melhores imagens feitas pelo satélite Ikonos têm precisão de um metro, o que significa que se pode distinguir objetos com essa dimensão máxima. O satélite opera a 680km de altura e dá uma volta ao redor da Terra em 98 minutos.

Com tanta tecnologia, estariam contados os dias de Bin Laden?

Não, respondem unanimemente os especialistas, citando o ocorrido na Guerra do Golfo quando Saddam Hussein sempre escapou dos olhos eletrônicos.

"Do espaço, tem-se uma visão vertical. Os satélites vêem principalmente o topo da cabeça de alguém. Identificar uma pessoa do alto não é possível", explica Steven Aftergood, da Federação de Cientistas Americanos (FAS).Tecnologia não está isenta de falhas. Hoje em dia as guerras são administradas a milhares de quilômetros do front. São os satélites espiões que decidem qual área deve ser atacada. O bombardeio só começa depois das regiões serem fotografadas. O piloto de um avião bombardeiro tem autonomia próxima a zero para identificar e lançar um alvo, ou seja, não é ele quem toma as decisões. Os ataques são realizados pelas chamadas bombas inteligentes, guiadas por GPS (Global Positioning System) ou laser. Estas armas recebem dados continuamente enquanto voam em direção ao alvo e têm uma margem de erro de dois metros. Qualquer atraso na transmissão de informações, interferência eletrônica ou simplesmente perda do sinal, no entanto, pode significar um erro capaz de mandar as bombas a quilômetros do destino original. Esse foi o caso do caça americano que lançou bombas de 450 quilogramas sobre três armazéns da Cruz Vermelha em Cabul. As cruzes de três metros de comprimento por três de largura, pintadas em vermelho nos telhados dos prédios, não foram suficientes para poupá-los do chamado "fogo amigo". Erros assim, que acabam por ferir e matar civis, não são novidade e têm se tornado bem mais freqüentes do que seria desejável.

Especialistas em estratégia militar garantem que, por mais desenvolvida que seja a tecnologia de guerra, os chamados "danos colaterais" ocorrem por falhas no planejamento, limitações do equipamento, influência das condições atmosféricas que podem causar interferência de nuvens, fumaça ou chuva forte e por erro humano - como foi o caso da Cruz Vermelha, segundo admitiu o Pentágono.

As mil e uma utilidades dos satélites militares e o Sivam

Segundo informações divulgadas pela Comissão do Parlamento Europeu de Estrasburgo - criada para investigar a extensão da espionagem industrial e comercial norte-americana sobre seus aliados da União Européia - a chamada rede Echelon, disponível aos estrategistas militares americanos, é um conjunto de satélites capazes de registrar pequenos detalhes em terra. O projeto Echelon, considerado a maior e mais sofisticada de todas as operações de espionagem, é um sistema de vigilância global que utiliza uma combinação de 120 satélites e sensíveis estações de escuta, que captam e analisam conversas e comunicações eletrônicas que cruzam o mundo - telefonemas, fax, telex, correio eletrônico - além de sinais de rádio.

Ela inicialmente foi implantada para recolher o máximo de informações sobre a União Soviética e seus aliados. Com a queda do bloco soviético pensou-se que o Echelon seria paralisado ou desativado, mas o sistema não só não foi desativado como, pelo contrário, cresceu e refinou-se. Administrado pela supersecreta NSA (National Security Agency) dos EUA e operado com a colaboração de agências similares da Inglaterra (GCHQ - Government Communications Headquarters), Austrália, Canadá, e Nova Zelândia, ele é capaz de processar, diariamente, até 2 bilhões de dados, filtrando-os por meio de um sistema de inteligência artificial.O relatório dessa Comissão menciona ainda que, graças ao sofisticado sistema de interceptação de informações, empresas dos Estados Unidos ganharam supercontratos que disputavam com grupos franceses. Um deles foi o do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que causou tanta polêmica no Brasil e acabou favorecendo a empresa Raytheon na concorrência com a Thomson francesa. A Raytheon, que ganhou o contrato para instalar as bases do Sivam no valor de US$ 1,4 bilhão, é quem faz a montagem e manutenção de todas as bases da NSA e do Echelon no mundo.

A Raytheon Company é especialista no desenvolvimento dos chamados "Sistemas Eletrônicos de Defesa", tendo sido a primeira empresa a desenvolver os sistemas de mísseis teleguiados, com capacidade para atingir alvos em movimento, em 1948. Foi ela também que desenvolveu o sistema computacional do veículo espacial, que levou os astronautas, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, a dar o primeiro passeio na Lua em sua histórica jornada. Um dos seus principais produtos, resultante de nove anos de pesquisas contratadas pelo governo americano, foram os mísseis de defesa Patriots (PAC-1/2), que fizeram sucesso na Guerra do Golfo em 1991 ao interceptar e destruir os mísseis "Scud" usados pelo Iraque. Uma das suas principais colaboradoras é a empresa Space Imaging do satélite Ikonos.

São os bens e serviços fornecidos pela Raytheon que vão controlar e defender o território, o espaço aéreo e o meio ambiente da Amazônia brasileira.

Seus programas de defesa estarão uma vez mais em ação. Outra de suas parceiras é a Atech - Fundação Aplicação de Tecnologias Críticas, a instituição responsável pela integração geral do projeto Sivam. A Atech, que faz o desenvolvimento do sistema, da modelagem operacional e institucional, e a implementação da infra-estrutura e da rede de telecomunicações do Sivam, é controlada nos EUA pela Amazon Technologies Company. Ela foi contratada sem licitação pelo governo brasileiro por razões de segurança, uma vez que é ela que vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos.Em virtude das nebulosidades deste complexo jogo de interesses e preocupados com a proteção ao patrimônio estratégico nacional, a Câmara dos Deputados em Brasília, instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar o tráfico de influência e a corrupção ativa na implantação do Sistema de Vigilância da Amazônia, tendo em vista as acusações feitas contra o embaixador Júlio César Gomes dos Santos, suspeito de tráfico de influência a favor da Raytheon. As denúncias sobre o caso Sivam foram divulgadas pela revista IstoÉ, em 1995, a partir da gravação de fitas feitas pela polícia federal de conversas telefônicas entre o empresário José Afonso Assumpção, dono da Líder Táxi Aéreo, representante dos interesses da empresa norte-americana Raytheon no Brasil, e Santos, então coordenador de apoio e de cerimonial da Presidência da República. As empresas estavam envolvidas na implantação do projeto que foi concebido pelo Ministério da Aeronáutica e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, com o propósito de vigiar, fiscalizar e controlar permanentemente a Amazônia Legal (que compreende a Região Norte do Brasil, o estado do Mato Grosso e parte do estado do Maranhão). Depois de seguidos adiamentos foi aprovado no dia 04 de junho, com o voto contrário em separado do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o relatório final da CPI do Sivam, apresentado pelo deputado Confúcio Moura (PMDB-RO). O documento afirma a insuficiência de provas contra o embaixador e não esclarece as ligações entre as empresas envolvidas no projeto. Nesse sentido, a comissão apenas aprovou um requerimento para anexar ao parecer a análise dos autos de Chinaglia, que apresentou novas denúncias segundo as quais o projeto foi produzido pela própria empresa Raytheon e depois vendido ao governo brasileiro. "Há questões que a CPI deixou de analisar, há indícios de que o projeto não leva em conta os interesses nacionais", disse o parlamentar sobre as informações avaliadas pela CPI. O Sivam é uma rede de coleta e processamento de informações obtidas por cada órgão governamental que trabalha na Amazônia. Terá uma infra-estrutura comum de meios técnicos destinados à aquisição e tratamento de dados para a visualização e difusão de imagens, mapas e previsões. Esses meios abrangem o sensoriamento remoto, a monitoração ambiental e meteorológica, a exploração de comunicações, a vigilância por radares, recursos computacionais e meios de telecomunicações. O sistema deverá entrar em operação dia 25 de julho de 2002, após cinco anos de implementação. A inauguração será em Manaus, no Complexo que engloba o Centro Regional de Vigilância de Manaus (CRV) e o Centro de Vigilância Aérea (CVA).

Apesar do assunto ser tratado abundantemente no exterior, no Brasil, quando o tema é vigilância por satélites e seus procedimentos operacionais relativos à obtenção, análise e disseminação controlada de informações relevantes sobre ameaças à segurança e/ou defesa do país, ele ainda é tabu.

Sinal disso é a declaração do Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Alberto Mendes Cardoso, respondendo a indagações dos deputados da Comissão Especial de Segurança Pública, em agosto do ano passado. O ministro disse textualmente: "Sobre o Echelon, é assunto da área da inteligência, que infelizmente não posso comentar publicamente com V.Exas. Talvez em algum momento possamos discuti-lo".

FONTE:http://www.comciencia.br/reportagens/gue...

posted by Silv@

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

VERGONHA MUNDIAL: MASSACRE DE PALESTINOS

Palestino segurando a Bandeira de seu País na fronteira com o Egito

A situação dos Palestinos em Gaza é revoltante!

UM VERDADEIRO GENOCÍDIO!

Mesmo estando a milhas de distância, impossível não sentir a dor desses seres humanos que têm sido massacrados diariamente pelo exército de Israel!!!!!!!!!!
Onde estão os órgãos competentes que nada fazem para terminar com isso?
Quando os verdadeiros criminosos e terroristas serão punidos?


Abaixo seguem depoimentos acerca da situação dos Palestinos


É o pior holocausto da nossa civilização,em duração, em omissão da midia e no tamanho dos campos de concentração.Hitler não bombardeava seus campos de concentração.Muitos sobreviveram sera que nesse holocausto teremos sobreviventes? Em relação a Resistência Palestina devemos pensar o que leva um jovem a amarrar uma bomba em seu corpo não consigo pensar que ele esta se divertindo com o ato.

Enquanto houver OCUPAÇÃO, haverão sempre homens-bomba, porque ninguem, eu disse NINGUEM tem o direito de ocupar território alheio sob quaisquer argumentos. No dia em que Israel fizer o dever de casa, retirando incondicionalmente suas tropas dos territórios palestinos, daí os homens-bomba não terão razão de existir. Os palestinos não tem direito de ir e vir, não tem sequer uma pátria, são submetidos a humilhações cotidianamente, sofrem de cortes de água, tem ambulâncias fuziliadas por soldados de Israel, tem casas demolidas para dar espaço a estradas que favorecem colonos judeus...poderia ficar aqui a noite inteira descrevendo atrocidades cometidas por militares de Israel contra civis palestinos. Mas quem tiver paciência (e estômago) que leia os relatórios da Anistia Internacional e do Crescente Vermelho. Não se pode imaginar um povo subjulgado que não tenha algum tipo de reação. Os homens-bomba são resultado direto da ocupação. E mesmo assim não representam a totalidade do povo palestino, assim como Sharon não representa o povo judeu. Vale lembrar que os tanques, aviões e helicópteros de Israel matam muito mais do que qualquer atentado a bomba dos palestinos. Os números falam por sí. 2,608 palestinos assassinados contra 819 israelenses. Fim da ocupação. Por um estado palestino independente. Shana Tová.


Bem, como nos meus tempos de escola, vamos decorar a tabuada: Dois vezes um, dois. Dois vezes dois, quatro. Ocupação gera terrorismo. Atentados são resultado da ocupação. Tem gente que precisa escrever isso num quadro negro por cem vezes. Mas, a julgar pelo entendimento embotado de alguns, nem se fosse um milhão de vezes adiantaria alguma coisa. Israel não tem de sair e voltar. Tem de sair e só. Repetindo: Ninguem tem o direito de ocupar território alheio sob quaisquer argumento. A ONU já demandou diversas vezes a saída das tropas isralenses do território palestino e Israel simplesmente ignora todas estas resoluções, sob a cobertura do Tio Sam. É preciso entender quem é a força agressora e quem é vítima dela. Atribuir aos palestinos a responsabilidade integral pela violência do Oriente Médio seria o mesmo que culpar as vítimas de bala perdida na favela por estarem no local errado na hora errada. A vítima não é a culpada e os palestinos são vítimas. Até porque, pelo que eu saiba, É Israel quem recebe bilhões de dólares dos Estados Unidos e não a Palestina. É Israel quem tem tanques, helicópteros e aviões, além de uma das tropas mais bem treinadas do mundo e não a Palestina. Não é Israel que está ocupada por tropas palestinas, e sim a Palestina que está ocupada por tropas de Israel. Portanto, não adianta ficar aqui jogando conversa fora tentando culpabilizar os palestinos. Já disse e repito, um tanque israelense Merkava destrói e mata muito mais do que qualquer homem-bomba. Dizer que os palestinos querem destruir o estado de Israel simplesmente se explodindo dentro de coletivos e pizzarias é um completo absurdo. Mas os atentados tem muito mais peso na mídia do que as campanhas de agressão de Israel que matam três vezes mais. Escrevam estes números em seus cadernos de escola: Foram 2,608 palestinos assassinados contra 819 israelenses. Quando houverem dois estados vivendo lado a lado, então poderemos pensar em paz. Israel sái dos territórios, é estabelecido um estado palestino independente, pronto! Se ainda assim os atentados continuarem, aí sim, eu dirigirei minhas críticas ao governo palestino. Por enquanto, a Palestina é vítima e Israel o agressor. E a retórica barata de que os palestinos não querem a paz não vai mudar essa realidade. Shaná Tová.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

URÂNIO EMPOBRECIDO USADO PELOS INVASORES DO IRAQUE




Governos central e local nada fazem


Onde está a Lei, a Ordem, o Respeito aos DIREITOS HUMANOS?

E os criminosos serão punidos?

Quando?

Esse silêncio é CRIMINOSO!

Não podemos nos calar diante de um CRIME pois seremos cúmplices!!!

Vamos divulgar (embora não queiram) e exigir PUNIÇÃO aos Verdadeiros Criminosos e Terroristas que invadiram um País livre e soberano!

OUT OF IRAQ NOW!

Fora do Iraque agora(já)!


Aswat al-Iraq (Voices of Iraq)


Os níveis de radiação em certas zonas da província de Bassorá, no sul do Iraque, indicam que estão em perigo iminente milhares de habitantes locais que assim estariam muito mais atreitos a contrair cancros e malformações à nascença, segundo Khajak Vartanian, técnico de radiação ambiental na província.

“Nos últimos 4 anos, houve em Bassorá um aumento sem precedentes desses casos, e também de deficiências renais, doenças da pele, alergias, infertilidades e abortos recorrentes – aumento esse atribuído à poluição de urânio empobrecido”.


As autoridades pro-EUA simplesmente não ouvem as propostas de medidas para prevenir o desastre.




>>>Veja:Lições da Escuridão, 1992, de Werner Herzog.


SILÊNCIO CRIMINOSO

Iraque - As 935 mentiras de bush & gang
Foram catalogadas 935 afirmações falsas sobre o Iraque feitas por babybush & gang. A começar pelas ADMs que Saddan não possuía, a tentativa de ligar Saddan a Osama, outra mentira, e por aí vai.Depois babybush quer saber porque sua popularidade está lá embaixo e porque ele é considerado o pior presidenteda história dos EUA, o que não é pouca coisa, porqueo que tem de bandido que governou aquele país não é brincadeira.
O ex-Presidente Italiano, o homem que revelou a existência da Operação Gládio, Francesco Cossiga, veio a público falar sobre os atentados do 11 de Setembro, afirmando, num dos mais respeitados jornais italianos, que os ataques foram executados pela CIA e pela Mossad e que esse facto era do conhecimento geral entre os serviços de informações a nível global.


O ex-Presidente Italiano, o homem que revelou a existência da Operação Gládio, Francesco Cossiga, veio a público falar sobre os atentados do 11 de Setembro, afirmando, num dos mais respeitados jornais italianos, que os ataques foram executados pela CIA e pela Mossad e que esse facto era do conhecimento geral entre os serviços de informações a nível global.Cossiga foi eleito Presidente do Senado Italiano em Julho de 1983 antes de obter uma maioria decisiva nas eleições de 1985 tornando-se Presidente de Itália nesse ano. Francesco Cossiga ganhou o respeito dos partidos da oposição com a reputação de um político honesto e conduziu o país durante sete anos até Abril de 1992.A tendência de Cossiga para ser honesto preocupou a elite governante italiana e foi forçado a demitir-se após ter revelado a existência, e a sua participação na criação, da Operação Gládio – uma rede de operações secretas sob os auspícios da NATO que executou atentados bombistas por toda a Europa nos anos 60, 70 e 80.A especialidade da Gládio era executar o que se chama "false flag operations," ataques terroristas que eram imputados à oposição doméstica e geopolítica.As revelações de Cossiga contribuíram para uma investigação do parlamento italiano em 2000 sobre a Gládio, durante a qual foram reveladas provas de que os ataques foram administrados pelo aparelho de inteligência americano.Em Março de 2001, o agente da Gládio Vincenzo Vinciguerra afirmou, em testemunho sob juramento, "Vocês têm de atacar civis, pessoas, mulheres, crianças, pessoas inocentes, gente anónima arredada da política. A razão é muito simples: forçar... o povo a virar-se para o estado a pedir mais segurança." http://citadino.blogspot.com/2007/12/o-ex-presidente-italiano-francesco.html
enviado por: MVM<==>News
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Junte as 3 notícias e veja como é impressionante o silêncio sobre esse assunto.
A declaração não é de um qualquer, é do ex-presidente da Itália:
os ataques foram executados pela CIA e pela Mossad e que esse facto era do conhecimento geral entre os serviços de informações a nível global.
>>>Estudo revela que guerra do Iraque se baseou em declarações falsas
Um estudo de duas organizações jornalísticas sem fins lucrativos afirma que o presidente George W. Bush e altas autoridades do governo emitiram centenas de declarações falsas sobre a ameaça do Iraque à segurança dos EUA nos dois anos que se seguiram aos ataques terroristas de 11/9.
O estudo concluiu que os relatórios "faziam parte de uma campanha organizada que direcionou efetivamente a opinião pública e, no processo, empurrou o país para uma guerra com decididas falsas pretensões".
O resultado da análise das organizações foi publicado no site do Centro da Integridade Pública, que trabalhou em parceria com o Fundo para a Independência do Jornalismo.
O porta-voz da Casa Branca Scott Stanzel afirmou que não comentará o estudo porque não o viu.
O trabalho das organizações reuniu 935 declarações falsas --em pronunciamentos, relatórios, entrevistas e outros meios-- divulgadas durante dois anos.
Estas declarações foram compiladas em um banco de dados a partir de 11 de setembro de 2001.
A análise mostrou que Bush e seus secretários e membros do governo mentiram deliberadamente sobre as suspeitas de que o Iraque produzia ou detinha armas de destruição em massa.
"Agora é incontestável que o Iraque não possui nenhuma arma de destruição em massa", afirmou Charles Lewis e Mark Reading-Smith, do Fundo para a Independência do Jornalismo.
"Em outras palavras, o governo Bush levou a nação à guerra baseado em informações equivocadas propagadas metodicamente e que culminaram em uma operação militar contra o Iraque em março de 2003.
O estudo revela o nome de altos membros do governo envolvidos nas mentiras.
Entre eles figuram o vice-presidente Dick Cheney, Condoleezza Rice (secretária de Estado), Donald Rumsfeld (ex-secretário de Defesa), Colin Powell (ex-secretário de Estado), Paul Wolfowitx (ex-vice-secretário de Defesa), e outros.
"O efeito cumulativo das mentiras foi massiva", dizem os autores na apresentação do estudo.
Segundo ele, a mídia reconheceu que durante os meses anteriores à guerra adotou uma atitude condescendente e sem críticas em relação ao governo.
Desde a invasão do país, em 2003, a onda de violência na qual o Iraque está imerso causou a morte de 151 mil pessoas, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Pesquisa da entidade mostra que no primeiro ano da invasão, 128 iraquianos morreram diariamente de maneira violenta;
no segundo ano, o número caiu para 115, ao tempo que
no terceiro voltou a subir, para 126, com mais da metade das mortes ocorridas em Bagdá.



sábado, 19 de janeiro de 2008

A História do Iraque

The story of Iraq





http://www.youtube.com/watch?v=EN7ryKeqwI0

O PETRÓLEO É DOS IRAQUIANOS!

Let the Iraqis decide what to do with their oil


Deixem os Iraquianos decidirem o que fazer com seu petróleo



Help us pile thousands of postcards like the one below on the desk of Speaker of the House Nancy Pelosi asking her to do everything in her power to let Iraqis decide what to do with their oil.

We'll send you postcards;

all you have to do is ask your friends, family and other members of your community to sign them.



Dear Speaker Pelosi:
Establishing a sound process for extraction and distribution of oil revenues is a vital step toward peace and stability in Iraq. For this process to be successful, it must reflect the desires and interests of Iraqis themselves. Please do everything in your power to prevent the United States from pressuring Iraqis to pass the 'hydrocarbons bill' or any other legislation dictating who will control Iraq's oil, including the role of private companies.
Sincerely,
Your Name


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Junte-se a nós

Because foreign policy is too important to be left to the politicians.
Porque policiar os estrangeiros é importante demais para ser deixado para os políticos.

http://www.justforeignpolicy.org/issues/iraqoil.html

A GUERRA CONTRA O IRAQUE DEVE ACABAR

The war must end: A million Iraqis have been killed


To: Speaker of the House Nancy Pelosi and Senate Majority Leader Harry Reid
Cc: Members of the U.S. House of Representatives and Senate

The invasion of Iraq and the continuing occupation have killed and injured many people.
While we know the names of the U.S. and coalition soldiers who have died, the suffering of Iraqis is not fully known because the United States government does not produce accurate estimates of Iraqi casualties.

The current best estimate is that over one million Iraqis have died as a result of the invasion.
That number is an extrapolation of a scientific study led by researchers from Johns Hopkins that estimated that as of July 2006, 650,000 Iraqi deaths were attributable to the invasion.
The extrapolation was done by the organization Just Foreign Policy.
And the war and deaths continue.
Soldiers continue to be sent with deadly weapons into Iraqi neighborhoods and bombs continue to be dropped.

We urge Congress to end the occupation of Iraq without further delay, and to require that the U.S. government produce a scientifically rigorous estimate of Iraqi deaths resulting from the invasion as a step toward accountability.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Guantânamo

A Baia de Guantánamo fica localizada no sul da ilha de Cuba e tem cerca de 111,9 km² de área.
A baía foi concedida aos Estados Unidos como estação naval em 1903, em troca do pagamento de 4 085 dólarespor ano.
Da base de Guantánamo, existe uma dependência chamada Navassa, ilha desabitada com 5 km², situada entre a Jamaica e o Haiti.
É na base naval americana da baía que se encontram os prisioneiros das guerras do Afeganistão e Iraque.
Fidel Castro tentou em vão desfazer a concessão, e desde então, em sinal de protesto, nunca utilizou o pagamento do aluguel pago pelos EUA, que se mantém no mesmo valor até hoje.
Ao redor da base encontra-se ainda o único campo minado do ocidente.
A manutenção da base de Guantánamo não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, por isto, não há como fiscalizar o que acontece em seu interior. Os presos muitas vezes não possuem direito a advogados, visitas ou sequer a um julgamento. Existem denúncias de tortura.
Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos prisioneiros.
Tal situação tem requerido alguma atenção por parte dos mídia internacionais, uma vez que supostamente viola a convenção de Genebra e os direitos humanos.

Campo delta em Guantánamo, uma base militar estado-unidense em solo cubano.
Base Naval
Tornou-se célebre após a implantação, a quinze quilômetros da cidade com o mesmo nome, da base naval dos Estados Unidos da América de Guantánamo.
É no interior desta base que se encontra a Prisão de Guantánamo (Campo Delta), com uma área de 117,6 km² e alugada (arrendada) pelo governo dos EUA ao Governo de Cuba pela soma irrisória de 4 085 dólares anuais.
Cuba reivindica esse território.
Prisão de Guantánamo
Desde janeiro de 2002, depois dos violentos ataques terroristas de 11 de setembro, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros (muitos são afegãos e iraquianos) acusados de ligação aos grupos Taleban (Taliban) e Al-Qaeda, numa área excluída ao controle internacional no que concerne às condições de detenção dos mesmos.
Segundo a Cruz Vermelha internacional, e o próprio FBI [1], estes prisioneiros são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra[1] [2].

Segundo a Anistia Internacional, já se passaram mais de cinco anos desde que os primeiros detentos foram enviados pelos Estados Unidos à sua base naval na baía de Guantánamo, em Cuba.
Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação formal, e sem esperança de obter um julgamento justo.
Segundo a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada".

FECHAR GUANTÂNAMO AGORA!!!!!!





Manifestações no mundo todo contra Guantánamo


Ainda bem que existe a Anistia Internacional para denunciar DESRESPEITOS ABSOLUTOS aos direitos humanos como o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E DE TORTURAS de Guantánamo. Não é à toa que babybush é o ser mais odiado do planeta, e os EUA nunca foram tão mal vistos como nestes tempos.

posted by Jaime Munhoz


Manifestações no mundo marcam aniversário da base de Guantánamo

LONDRES (AFP) — Manifestações marcaram nesta sexta-feira o sexto aniversário da abertura do campo de detenção americano de Guantánamo em diversas capitais européias, principalmente em Londres, onde dezenas de manifestantes reproduziram as condições dos presos.

A Anistia Internacional mobilizou ativistas na Suécia, Irlanda, Paraguai, Filipinas e Barein, entre outros países, para exigir o fechamento da prisão por onde passou até agora mais de 800 homens e adolescentes acusados por Washington de terrorismo, sem a possibilidade de julgamento e sem direito a um advogado ou a ver sua família.

Vestindo uniformes de cor laranja, parecidos com os dos prisioneiros do campo, os manifestantes protestaram nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Londres.

Os "detentos" estavam cercados por "guardas" com uniformes militares, alguns com cães, que davam diversas ordens como a de pôr as mãos na cabeça, segundo um jornalista da AFP presente no local.

A manifestação foi organizada pela Anistia Internacional, que exige o fechamento do campo localizado na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. O campo recebeu seus primeiros prisioneiros da "guerra contra o terrorismo" no dia 11 de janeiro de 2002.

Na quinta-feira à noite, duas jaulas de aço, cujas dimensões correspondem às das celas do campo, foram colocadas em frente à embaixada americana em Londres. Durante toda a noite, militantes vestidos com roupas cor de laranja se revezaram nas celas.

A Anistia denuncia o fato de que o campo "continua a existir em um vazio jurídico", que 275 pessoas ainda estejam detidas lá "fora de qualquer legislação", e pede seu "fechamento imediato", explicou à AFP Sarah Burton, uma diretora da organização de defesa dos Direitos Humanos.

Manifestações similares foram realizadas por toda a Europa: em Roma, entre 30 e 40 pessoas se reuniram, levando bandeirolas com as inscrições "Fechem imediatamente Guantánamo" ou "Ponham fim às detenções ilegais".

Em Atenas, doze militantes se manifestaram diante do Parlamento grego.

Com os olhos vendados e alguns acorrentados, eles estavam ajoelhados sobre um falso gramado com espreguiçadeiras, sob uma placa indicando "Guantánamo, hotel 50 estrelas".

Uma manifestação também foi realizada nos Estados Unidos no National Mall em Washington para exigir ao governo Bush o fechamento do campo.

Um documento neste sentido assinado por 1.100 parlamentares do mundo inteiro e por cerca de 100.000 cidadãos americanos deve ser enviado à Casa Branca, segundo a Anistia.

Seis anos depois da chegada a Guantánamo dos primeiros prisioneiros dos Estados Unidos em sua "guerra contra o terrorismo", no dia 11 de janeiro de 2002, ninguém foi julgado e tudo indica que o centro de detenção da base naval de Cuba permanecerá por muito tempo em funcionamento.

Os apelos para o fechamento da prisão da base naval americana se multiplicam novamente no mundo com a chegada do aniversário de sua criação.

Há quase dois anos o governo americano insiste em sua determinação em fechar a prisão. "Mas devido a questões legais não houve muitos avanços", reconheceu há poucos dias o secretário de Defesa, Robert Gates.



09/01/2008 - 06h42
Dois ex-presos de Guantánamo comparecem a tribunal em Londres

Dois ex-presos da base americana de Guantánamo (Cuba), residentes no Reino Unido, compareceram hoje ao Tribunal de Westminster de Londres.
Jamil al-Banna, um jordaniano de 45 anos, e Omar Deghayes, um líbio de 38, retornaram ao Reino Unido em dezembro.

Eles permaneceram na prisão de Guantánamo por cinco anos.

A Espanha requer a sua extradição por supostamente pertencerem a uma célula da Al Qaeda.
Logo após chegar a território britânico, em 19 de dezembro, Banna e Deghayes foram detidos. Havia uma ordem de detenção válida em toda a União Européia, devido à sua suposta participação numa célula da organização terrorista Al Qaeda na Espanha.
Os dois pagaram fiança de 69,5 mil euros e estão em liberdade, mas deverão comparecer hoje ao tribunal.

Eles têm que cumprir um toque de recolher, viver em suas residências e usar um dispositivo eletrônico de vigilância.
Banna, pai de cinco filhos, recebeu a ajuda da atriz e defensora dos direitos humanos Vanessa Redgrave, que pagou a metade da fiança.

Deghayes também foi ajudado pela atriz britânica, que contribuiu com 20,25 mil euros.
Cerca de 300 homens continuam presos no centro de detenção de Guantánamo, aberto pelos Estados Unidos em 2002 após a operação militar contra o regime taleban no Afeganistão.

GEORGE WAR BU$H

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Presidente Saddam e a Liberdade da Igreja

Bento XVI teme ´maus-tratos´ contra cristãos no Iraque


O Pontífice teme que a sociedade "que surge (no Iraque) não tolere a religião cristã"


ROMA - O Papa Bento XVI teme que a minoria cristã no Iraque sofra "maus-tratos" por fundamentalistas muçulmanos, disse ele hoje ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

O Papa se mostrou muito preocupado "que os cristãos sejam maltratados pela maioria muçulmana", contou Bush após a primeira reunião entre os dois. O Pontífice teme que "a nova sociedade que surge (no Iraque) não tolere a religião cristã", disse Bush em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi.
A Santa Sé também comentou o assunto no comunicado sobre o encontro com o presidente americano, dizendo que o Papa chamou a atenção para as "condições críticas" pelas quais passa a comunidade cristã no Iraque.
Saddam Hussein protegia a minoria religiosa - de cerca de um milhão de pessoas - dos vizinhos muçulmanos. Mas, após a derrubada do ditador, os cristãos vêm sendo alvo de ameaças e violência, o que preocupa a Igreja.
O comunicado do Vaticano também pede uma solução "regional e negociada" para o conflito no Iraque, o qual considera "preocupante".
Bush disse que em seu encontro com o Papa, de cerca de 35 minutos, não discutiram se a guerra era "justa" ou não. O presidente classificou Bento XVI como "um homem muito inteligente e carinhoso", e descreveu a reunião como "uma experiência comovente".
Durante a conversa, o Papa disse que acompanhava atentamente o debate sobre a reforma migratória nos EUA, que pretende abrir uma via para a legalização de cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais. "Disse a ele que apoio de forma enérgica a reforma migratória, que, por um lado, fará cumprir a lei e, por outro, tratará as pessoas com dignidade", disse Bush.
Segundo o presidente, a situação na África também foi abordada. Bush informou ao Papa sobre os programas dos EUA para combater a Aids e a malária.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jun/09/93.htm?RSS

http://www.lustosa.net/noticias/106473.php

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

MALFORMAÇÕES EM CRIANÇAS IRAQUIANAS DEVIDO AO URÂNIO EMPOBRECIDO USADO NAS GUERRAS

" No sólo son cobardes los que hacen estas atrocidades, también lo son los que callan "
"No hago ninguna distinción entre combatientes y no combatientes. El que se pone al servicio de una banda de criminales es tan culpable como ellos, aunque se contente con servirles de recadero, de espía o de enfermero. Del mismo modo, aunque uno se limitase a curar a los heridos durante la batalla, no estaría absuelto de toda falta."
De Autobiografía. La historia de mis experimentos con la Verdad de Gandhi.
VOCES POR EL CESE AL FUEGO EN IRAK

El presente correo trae el Boletin armas contra las guerras no. 157 acerca de las Malformaciones en Irak , hallazgo que como se vera tiene sustento científico, estos nuevos datos son solo la punta del iceberg de la acción bélica a la que en estos momentos esta siendo sometida la población de IRAK , estas atrocidades son manifestación del alcance del poder del fuego en tiempos de un hacer tecnológico cada vez mas desarticulado del valor de la vida y la condición humana del pueblo de Irak.
Situaciones como las que muestran las imágenes no pueden continuar, nosotros no tenemos las armas, las armas están en manos de soldados que tal vez tampoco quisieran accionarlas, pero las accionan y accionaran mientras desde arriba, otros den las ordenes. nosotros tenemos el poder de la conciencia, unámonos y desde nuestra convicción de un presente y futuro en paz para Irak y demás pueblos del mundo en situación de guerra, digamos basta a la barbarie, basta a la violencia, basta a la guerra, basta a la manipulación de armas químicas.
Nosotros tenemos el poder de la convocatoria del cese a esta guerra, el cese a todas las guerras, nosotros tenemos el poder de la interconexión, manifestemos lo humanos que somos, hagamos valer nuestra voz del cese al fuego en Irak y demás lugares del mundo donde la violencia y la guerra pretenden impedir los lazos de amistad y hermandad entre los pueblos sean una realidad.

Te invitamos a emitir tu llamado al cese a la guerra contra Irak, exprésate con un mensaje y haz que estas imágenes recorran el mundo acompañadas de tus comentarios, hagámoslo con la convicción de que nuestra acción tiene sentido y lo mas importante, SE HARA SENTIR...

Una vez concluido tu mensaje hazlo llegar a tu lista de correos, nos interesa llegar a más y mas personas, nos interesa que este medio sirva a la acción de la elevación de la conciencia planetaria.

La fuerza del amor esta en cada uno de nosotros, que ella se exprese al mundo a través de nuestras voces...
Gracias!
Maria Walter, Venezuela
mariawalter@hotmail.com

Uranio "empobrecido" y malformaciones genéticas en Irak, los nuevos datos son solo la punta del iceberg.
Actualización de los estudios anteriores

Maldito ejército yanki, malditos generales y malditos todos aquellos que le dan cobertura a esos vampiros...
Y después los muy cínicos, nos hablan de Dios y dicen que están en contra del aborto...

Como ya explicamos en el boletín anterior (1) los efectos genéticos del uranio están ampliamente demostrados.
Se sabe que el uranio es tóxico para el sistema reproductor por lo menos desde 1953 y que produce degeneraciones de los testículos y los espermatozoides. (2)

Recordemos que en la República de Bielorrusia tras la contaminación radiactiva del accidente de la central nuclear ucraniana de Chernobyl en 1986, la frecuencia de malformaciones fetales se incrementó. (3)


Más lejos en el Noroeste de Croacia, también se detectó un aumento de las malformaciones congénitas tras Chernobil. (4)

Desde 1989 había trabajos experimentales en ratones que demostraban que el Uranio era tóxico para el desarrollo fetal. (5)

La primera utilización masiva del uranio mal llamado empobrecido fue en 1991 durante la guerra del Golfo.
El primero en alertar sobre las malformaciones a consecuencia de las armas de uranio en Irak fue el Dr. Siegwart Horst-Gunther, Presidente de la Asociación humanitaria Cruz Amarilla Internacional.


Gunther observó sobre el terreno un aumento de malformaciones además de la aparición de nuevas enfermedades y un incremento de las antiguas tras la guerra del golfo.
Constató malformaciones tanto en niños como en animales que fotografió en su libro.

Recogió algunas municiones en Iraq en 1993 que fueron analizadas en laboratorios Universitarios de Alemania y resultaron ser radiactivas.
En premio se le encarceló y cuando nos reunimos con él en Alemania en 2003 tenía cáncer. (6) (7)

Ramsey Clark, ex Ministro de Justicia de EEUU le agradeció en un prefacio a su libro el haber sido el primero en denunciarlo.
Los primeros signos llegaron 2 años tras la guerra cuando los beduinos nómadas pidieron ayuda, llevando a sus recién nacidos deformes a los hospitales urbanos. (8)

Numerosos trabajos posteriores confirmaron la implicación del uranio en el daño genético.

Muchos de ellos estaban hechos con implantes experimentales de fragmentos de uranio, lo que es una forma de minimizar los efectos tóxicos.
Estos son más peligrosos cuando las finas partículas de los aerosoles generados por las explosiones penetran en el organismo por vía respiratoria.

Aun así los resultados de estos trabajos llegaban también a la conclusión de que el uranio incluso con fragmentos relativamente grandes implantados se acumulaba en los tejidos lejos del implante y que era genotóxico.

En 1999 Pellmar encontro "En ratas, hay una fuerte evidencia de que el uranio empobrecido se acumula en los tejidos incluyendo los tejidos testiculares, huesos, riñones y cerebro." (9)

En 1998 Benson afirma "Existen investigaciones que muestran que los implantes de uranio empobrecido migran a los testículos y los ovarios de los roedores y a la placenta y al feto.... el uranio empobrecido ha mostrado ser genotóxico." (10)

Incluso varios trabajos de A.C. Miller del Instituto de Radio biología de las fuerzas armadas USA confirmaron la genotoxicidad del uranio empobrecido. (11)

Hemos tratado este tema mucho más ampliamente en el boletín anterior (1).

Los médicos iraquíes llevan años denunciado el aumento de las malformaciones tras la guerra del golfo y publicando trabajos científicos que lo demuestran.

Trabajos científicos que se enfrentan con la censura de la ciencia médica ortodoxa financiada por las multinacionales cuyo orden impuesto ha provocado las guerras.

Es un deber inexcusable ayudarles a difundirlos.

En anteriores publicaciones hemos informado del aumento indiscutible de malformaciones en Irak tras la guerra del golfo en 1991.
Antes de que empezara la guerra de 2003 publicamos varios resúmenes de trabajos científicos iraquíes que así lo demostraban. (12)

Se confirmó que había altos niveles de contaminación radiactiva en las plantas de Basora, en el sur de Iraq. (13)

Los informes de nacimientos monstruosos fueron especialmente importantes en el Sur de Iraq tras la guerra del golfo. (14)

En el 2002, traducimos y resumimos varios estudios sobre las malformaciones en Irak tras la guerra.
Malformaciones del tubo neural en Diwaaniah y sobre las malformaciones en general en Basora. (15)

El estudio sobre las malformaciones del tubo neural (incluyendo la ausencia de cerebro) realizado por Muhamad M. Al. mostraba claramente un importante aumento de las mismas tras la guerra y un aumento de las aberraciones cromosómicas.

Mientras que la incidencia normal mundial es de 1/1000 nacidos en 1998 se registró un 5.4 /1000 y en el 2000 un 8.4 /1000, en muchos casos además asociadas a otras malformaciones. (16)

El estudio sobre el uranio empobrecido y la salud de los habitantes de Basora en el capítulo de las anomalías congénitas durante el periodo de 1990 a 1998 realizado por los Médicos de la Facultad de Medicina de la Universidad de Basora Imad Al-Sadoon, Genan G. Hassan & Alim A-H. Yacoub también muestra claramente el aumento de las mismas. (17)

La tabla 1 muestra el número de nacimientos, el número de anomalías congénitas registradas y la tasa de incidencia por 1000 de estas anomalías.

En 1998 era de 7.76/1000 mientras que en 1990 era de 3.04/1000.

Cuando se agrupan y se comparan los periodos de 1991 a 1994 y de 1995 a 1998 para estabilizar los datos, la tasa de incidencia del primer periodo es de 2.5 anomalías congénitas por 1000 comparadas con 4.57 por 1000 para el segundo periodo.
La diferencia es estadísticamente altamente significativa (SND=5.37, P<0.01.

El estudio cita también la nueva aparición de 39 casos de Hidrocéfalos (aumento del volumen del líquido cefalorraquídeo que se suele manifestar por un aumento monstruoso del perímetro craneal) que no habían sido encontrados anteriormente.
Aunque respecto a esa última malformación en el libro del Dr. Gunther anterior a estos estudios ya figuraban casos fotografiados.

También me parece destacable el aumento importante en el último periodo (1999-2000) de malformaciones congénitas múltiples, muchas de las cuales nunca se habían visto.

Información Completa http://www.amcmh.org/PagAMC/ciar/boletines/cr_bol157.htm#


Poema The war of the praetorians...

Só a resistência iraquiana é legal









No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - Armada, Política e Civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.


Só a resistência iraquiana é legal


Hana Albayaty, Abdul Ilah Albayaty, Ian Douglas(Comitê do Tribunal de Bruxelas)

05 de outubro de 2006
(original disponível em
http://www.brusselstribunal.org/ResistanceLegal.htm)


A ocupação do Iraque, dirigida pelo EUA, é uma viela sem saída política, nem militar, nem moral, nem econômica.
A Resistência Popular Nacional no Iraque é a única legal e legítima representação do povo iraquiano e da República do Iraque.
Só a resistência popular nacional pode e tem autoridade para decidir o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Em 2005, o Júri de Consciência do Tribunal Internacional sobre o Iraque (1) estabeleceu claramente a ilegalidade e imoralidade da invasão, ocupação e destruição do Iraque como um Estado e como uma nação, capitaneadas pelo EUA.

A legalidade está com o Iraque.
Enquanto a plêiade de ilegalidades cometidas pelo EUA no Iraque continua desenfreada, a lei internacional afirma:
- A ocupação do Iraque comandada pelo EUA é expressamente proibida sob a lei internacional, intituindo mudanças objetivadas a alterar permanentemente as estruturas fundacionais do Estado Iraquiano, incluindo as instituições judiciárias, econômicas e políticas e o tecido social (2).

Ademais, e dado que a invasão do Iraque em 2003 foi inequivocadamente ilegal sob a lei internacional, são ilegais não apenas a Constituição Permanente designada pelo EUA e a Assembléia Nacional, mas toda lei, tratado, acordo e contrato assinados no Iraque desde o início da invasão ilegal e subsequente ocupação.

Todos os Estados são obrigados, sob o direito internacional, a não reconhecer como legais as consequencias de atos ilegais levados a cabo por outros Estados. (3)
- A ocupação comandada pelo EUA é proibida, sob o direito internacional, de firmar quaisquer contratos de longo prazo que não tenham o acordo de um governo iraquiano soberano representando o soberano povo iraquiano (4).

Dado que, por definição, tal governo não pode existir sob ocupação, todos os intentos de vincular o futuro do petróleo iraquiano a multinacionais estrangeiras - particularmente por meio dos desfavoráveis “Acordos de Produção Compartilhada (PSAs) (5) - são ilegais, sem validade, efeito ou valor.
- A ocupação comandada pelo EUA é inequivocadamente proibida, sob o Direito Internacional, de promover ou permitir a divisão do Iraque em três ou mais unidades federais (6).

Tal resultado seria uma grave violação das leis de guerra que regem a ocupação beligerante.

É igualmente ilegal que a ocupação comandada pelo EUA engendre e fomente conflitos étnicos e sectários com o fim de levar a cabo políticas opostas aos interesses do povo iraquiano (7).
- Tendo as políticas da ocupação comandada pelo EUA fracassado, as autoridades da ocupação não têm o direito de intentar sujulgar os iraquianos pela força. Conduzindo operações punitivas que indiscriminadamente afetam civis ao longo de cidades inteiras - por exemplo os planos em curso para pacificar Baghdad pela quarta vez - são ilegais e puníveis sob o direito internacional (8).

A ocupação capitaneada pelo EUA e por seus mandatários feudais impostos, estão perpetrando punições coletivas, crimes contra a humanidade, utilizando armas proibidas e violando as leis de guerra ao não reconhecer os combatentes da resistência como combatentes (9).
- A campanha em curso de assassinatos, torturas, violações e terror contra os cidadãos sunitas do Iraque, incluindo a operação de esquadrões da morte financiados pelo EUA, constitui genocídio sob a Convenção sobre Genocídio de 1951 (10).

O fracasso das forças de ocupação em proteger, como são obrigados sob a lei internacional, o direito à vida e em assegurar a segurança de todos os cidadãos iraquianos - independemente de crenças confessionais ou outras singularidades - constitui Crime de Guerra e Crime contra a Humanidade (11).


- Só a resistência popular nacional é legal no Iraque.


Sua legalidade e legitimidade é baseada em numerosos instrumentos do Direito Internacional, incluindo documentos fundamentais e determinantes como a Carta das Nações Unidas (12).

Deveria ser reconhecida como um exército combatente e como a continuidade do Estado Iraquiano.

Só a resistência é legal
No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - armada, política e civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.
A total responsabilidade pelos desastres que se têm causados sobre o povo iraquiano recai sobre o EUA e seus fracassados “processo político” e medidas de segurança. Nenhuma escalada militar pode prover uma solução.

A ocupação deve acabar, e acabar já.
_____________________________________Notas dos autores e de IraqSolidaridad (
www.iraqsolidaridad.org)

1. Clique aqui para acessar, em espanhol, o documento final da sessão de Istambul do Tribunal Internacional sobre o Iraque, de 24 a 27 de junho de 2005.
2. Artigos 43 e 55 da Convenção de Haia IV, 1907, relativos às leis e costumes da guerra terrestre;

artigos 54 e 64 da Convenção de Genebra IV, 1949, sobre a proteção de civis em tempos de guerra.
3. Artigo 41(2) dos Artigos Preliminares sobre Responsabilidade Estatal da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, representando a norma do direito internacional consuetudinário (e adotada na Resolução 56/83 da Assembléia Geral das Nações Unidas de 26/01/2002, “Responsabilidade dos Estados por Atos Internacionalmente Ilícitos”), impede os Estados de se beneficiarem de seus próprios atos ilegais:

“Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação (de uma obrigação derivada de uma norma obrigatória do Direito Internacional geral)” (destaque do autor);

Seção III(e), Resolução 36/103 da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.
4. Resolução 1803 (XVII) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Soberania Permanente sobre Recursos Naturais”.
5. Veja-se em IraqSolidaridad: “Em 2006 será aprovada uma nova lei de hidrocarbonetos. EUA insta governo iraquiano a liberalizar o setor petrolífero” (
http://www.iraqsolidaridad.org/2006/docs/econ_6-09-06.html), e ligações relacionadas.
6. Em 11/10/2006 o parlamento iraquiano dava sinal verde à lei que permitirá o estabelecimento de regiões autônomas no Iraque.
7. Resolução 1514 (XV) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1960, “Declaração sobre a Concessão de Independência aos países e povos coloniais”.
8. Artigo 50 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907; artigo 33, Convenção de Genebra IV, 1949: “Estão proibidas as punições coletivas e qualquer medida de intimidação ou de terrorismo”;

artigo 51, Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977.
9. Artigo 3 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907: “As forças armadas das partes beligerantes podem consistir em combatentes e não-combatentes. Em caso de captura pelo inimigo, ambos têm direito a serem tratados como prisioneiros de guerra”.
10. Artigos 2 e 3 da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, 1951.
11. Princípio VI, Princípios do Direito Internacional Reconhecidos na Carta do Tribunal de Nuremberg e no Julgamento do Tribunal, adotado pela Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, 1951.
12. Os direitos à autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional, e soberania sem interferência externa foram afirmados numerosas vezes por uma série de organismos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembléia Geral, a Comissão de Direitos Humanos, a Comissão de Direito Internacional e a Côrte Internacional de Justiça.

O princípio da autodeterminação prevê que quando se suprime estes direitos pela força, pode-se fazer uso da força para opôr-se e conseguir a autodeterminação.

A Comissão de Direitos Humanos tem rotineiramente reafirmado a legitimidade da luta contra a ocupação com todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução nº 3, XXXV, dessa Comissão, 21/02/1979).

Expressamente, a Resolução 37/43 da Assembléia Geral, adotada em 03/12/1982: “Reafirma-se a legitimidade da luta dos povos por independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação da dominação colonial e estrangeira, por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada” (Ver também as Resoluções da Assembléia Geral 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 e 32/154).

O artigo 1(4) do Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977, considera as lutas por autodeterminação como situações de conflito armado internacional.

A Declaração de Genebra sobre o Terrorismo estabelece: “Como reiteradamente reconhecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas, os povos que estão lutando contra dominação colonial, ocupação estrangeira e regimes racistas, no exercício do seu direito a autodeterminação têm o direito de usar a força para conseguir seus objetivos nos marcos do Direito Internacional Humanitário.

Tal uso legal da força não pode ser confundido com atos de terrorismo internacional”.

No exercício do seu direito a autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito “de lutar…e buscar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta [das Nações Unidas]” e, em conformidade com a Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados.

É nesses mesmos termos que o artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução 3314 (XXIX) da Assembléia Geral, 14/12/1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira.

A Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados (Resolução 2625(XXV) da Assembléia Geral) cita o princípio de que “Os Estados se absterão em suas relações internacionais, da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra atuação incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.

O reconhecimento, pela ONU, da legitimidade da luta dos povos sob dominação ou ocupação colonial e estrangeira está em consonância com a proibição geral do uso da força consagrado como princípio fundamental da Carta das Nações Unidas, porque um Estado que forçosamente subjuga um povo a dominação colonial e estrangeira está cometendo um ato ilegal tal como definido no Direito Internacional, e o povo submetido, no exercício de seu inerente direito a autodefesa, lutará para defender e conseguir seu direito a autodeterminação.
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