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sábado, 13 de outubro de 2007

IRAQUE: UM "ETERNO PESADELO" PARA GENOCIDAS, CRIMINOSOS E TRAIDORES

"OBVIUS"

"GENERAL EUA: IRAQUE É UM PESADELO SEM FIM
Esse tal Sanchez, um torturador genocida, nada mais que isso, pelo menos disse a verdade.
Foi interessante ele dizer que são incompetentes e corruptos os líderes políticos dos EUA.
Na mosca.
E a derrota no Iraque vai ter consequências muito maiores que a derrota no Vietnã, porque vai haver um redesenhamento geo-estratégico no OM, com o Irã assumindo papel de destaque e os EUA cada vez mais longe do ouro negro da região.
E os tais "príncipes" da Arábia Saudita que se cuidem,pois o povo saudita já está cansado de sofrer nas mãos deles com o apoio dos ianques.
E os palestinos sairão ganhando também, porque israel vai ficar sem pai nem mãe, pois depois da derrota para o Hizzbollah, perdeu a utilidade para os americanos.
E como sempre dizemos,se for necessário para continuar a conseguir o petróleo do OM, os EUA entregam a cabeça de israel aos árabes numa bandeja de prata.
Te cuida, Tio Sam, teu futuro não é bom não.
Te cuida, israel, teu pescoço vai ser colocado à venda".

domingo, 19 de agosto de 2007

INIMIGOS PRINCIPAIS OU INIMIGO PRINCIPAL?

Na semana passada as duas maiores autoridades executoras da política de guerra do governo Bush, a secretária de Estado, Condoleeza Rice, e o da Defesa, Robert Gates, fizeram uma incursão no Oriente Médio.
Primeiramente foram juntos ao Egito.
Depois visitaram a Arábia Saudita. Em seguida, a delegação dividiu tarefas.
Rice seguiu viagem à Palestina ocupada (Jerusalém e Ramallah), enquanto Gates deslocou-se ao Kuweit e aos Emirados Árabes Unidos.

Na primeira etapa da visita, os secretários de Bush reuniram-se em Charm el-Cheik, no Egito, com representantes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuweit.

A missão teve três objetivos, todos relacionados com a aplicação do plano de reestruturação do Oriente Médio, a prioridade do segundo mandato de George W. Bush.

O primeiro objetivo foi conseguir apoio para estabilizar o Iraque.
Mais de quatro anos depois de iniciada a guerra de agressão, o imperialismo norte-americano colhe um retumbante fracasso.
O Iraque se insurgiu, as forças patrióticas foram capazes de organizar uma tenaz resistência, que inflige pesadas perdas humanas e materiais aos agressores (ver artigo “Por que os EUA perderam”, de Abdul al-Bayaty e Hanna al-Bayaty em www.cebrapaz.org.br).
É muito limitada a capacidade de ação desses países árabes no conflito iraquiano.
Por mais reacionários e pró-americanos que sejam, um envolvimento direto desses países ao lado das forças de ocupação atiça ainda mais o nacionalismo árabe, resultando no efeito contrário ao esperado.

Os emissários de Bush levaram na bagagem um pacote de ajuda militar para a aquisição de armamentos e tecnologia, no valor de 20 bilhões de dólares a serem negociados com a Arábia Saudita e outros países.
Ao Egito e Israel os belicistas estadunidenses ofereceram um pacote de ajuda militar da ordem de 43 bilhões de dólares.
A mensagem é clara.
Os Estados Unidos estão apostando em mais militarização da região, o que, independentemente de qualquer intenção proclamada, redundará em maior instabilidade.

O segundo objetivo foi fazer com que esses países exerçam pressão sobre o Irã no sentido de desencorajar a continuidade do programa nuclear desse país.
Ora, o Irã já sofreu duas resoluções da ONU ameaçando aplicar sanções caso não suspenda o programa nuclear, mas a atitude de Teerã é inabalável, não havendo qualquer sinal de que vá submeter-se aos ditames de Washington.
Disso se conclui que o exercício de pressões sobre o Irã, seja por parte dos Estados Unidos ou de interpostas forças também só acarretará mais instabilidade na região.

O terceiro objetivo relacionou-se com a Palestina.
Rice buscou envolver seus aliados nos esforços para organizar uma conferência de “paz” no final do ano.
Também nesse aspecto os resultados tendem a ser pífios.
A tática de distribuir migalhas tem por resultado o aprofundamento das divisões entre as diferentes forças que atuam naquele cenário.
A tentativa de isolamento, cerco e aniquilamento do movimento Hamas, que venceu as eleições, conduzirá a mais dilacerações, portanto a mais guerra, nunca à paz nem à criação de um verdadeiro Estado Palestino.
Além do que, é indefectível a posição pró-israelense do governo Bush.

Quem deu o principal argumento para atestar o fracasso da missão de Rice e Gates foram os próprios, quando proclamaram quem são os inimigos principais dos Estados Unidos na região: a Síria, o Irã, o Hezbolá e o Hamas.
A Síria e o Irã são dois países soberanos e não dão mostras de estar dispostos a renunciar aos seus objetivos nacionais.
Atacá-los militarmente cobraria um preço altíssimo que os EUA não estão em condições de pagar na presente situação.
Quanto ao Hezbolá e ao Hamas, são dois movimentos de resistência que já estão nos campos de batalha.
A amarga experiência israelense, derrotado pelo Hezbolá durante a guerra de julho-agosto do ano passado, indica que se trata de uma força difícil de aniquilar, pela sua capacidade de combate, pelas profundas raízes que deitou no seio da população libanesa e pelo imenso prestígio de que desfruta em todo o mundo árabe.
Quanto ao Hamas, desalojá-lo à força das posições que conquistou poderá representar uma tragédia humanitária numa Palestina já martirizada há muitas décadas.

Assim, é mais provável que, ao invés de alcançar os objetivos anunciados, o resultado da missão de Rice e Gates seja uma mais nítida caracterização do imperialismo norte-americano como o inimigo principal dos povos do Oriente Médio.
José Reinaldo de Carvalho*
jornalista é Diretor de Comunicação do Cebrapaz.

domingo, 29 de julho de 2007

IRAQUE: VENCEDOR DA COPA DA ÁSIA







29/07/2007 01:07 - Com o título, o Iraque está classificado para a Copa das Confederações de 2009, que reunirá todos os campeões continentais e da Copa do Mundo na África do Sul

Soldado iraquiano exibe bandeira e fuzil durante festa
Indonésia, 29/07/2007 - O torcedor iraquiano, acostumado a guerra e a sofrimentos, vive momento de extrema alegria com sua seleção
Iraque, 29/07/2007 - Soldados iraquianos comemoram com fuzis nas mãos a conquista histórica da Copa da Ásia

Iraque, 29/07/2007 - A guerra deu lugar a festa em diversas cidades do Iraque
Comemoração da Copa da Ásia deixa 4 mortos no Iraque
Dezenas de milhares de iraquianos saíram às ruas hoje, desafiando um toque de recolher imposto pelo governo, para comemorar a inédita conquista da Copa da Ásia de futebol.
Na final do torneio, em Jakarta (Indonésia), os "leões da Mesopotâmia" venceram a seleção da Arábia Saudita por 1 a 0.
Segundo o governo iraquiano, pelo menos quatro pessoas morreram e cerca de 50 ficaram feridas pelos disparos feitos durante as comemorações.
Mas não houve informes de carros-bomba como o que matou pelo menos 50 pessoas em Basra na última quarta-feira, depois de a seleção do Iraque vencer a da Coréia do Sul na semifinal da Copa da Ásia.
"Longa vida ao Iraque" e "Bagdá é vitoriosa", gritavam os torcedores ao dançar e dar tiros para cima em cidades como Bagdá, cuja população é mista de xiitas e sunitas, em Basra (predominantemente xiita), em Tikrit (cidade sunita onde nasceu o presidente Saddam Hussein, deposto após a invasão do país pelos EUA) e Sulaimaniyah (de maioria curda).
"Há uma grande diferença entre os Leões da Mesopotâmia, que lutam para pôr um sorriso nas faces de seu povo, e aqueles que trabalham nos cantos escuros, espalhando a morte e a lamentação entre o povo inocente.
Estamos orgulhosos de vocês. Vocês merecem nosso amor e respeito", disse em comunicado aos jogadores o primeiro-ministro Nouri al-Maliki (xiita).
O governo iraquiano ofereceu um prêmio de US$ 10 mil a cada jogador da seleção.
Já o presidente do Iraque, Jalal Talabani (curdo), anunciou um prêmio de US$ 20 mil para Younis Mahmoud, o autor do gol na vitória sobre os sauditas, depois de um passe do único jogador curdo da seleção, Mulla Mohammed.
Durante entrevista em Jakarta depois da vitória, Mahmoud disse que não voltaria ao Iraque para comemorar.
"Não quero que o povo iraquiano fique zangado comigo, Mas, se eu voltar com a equipe, qualquer um poderá me matar. Um de meus amigos mais chegados, gente do governo foi à casa dele para prendê-lo e nem eu, nem sua família soube onde ele estava durante mais de um ano", disse o jogador.
Mahmoud, que atua no futebol do Qatar, no Golfo Pérsico, também criticou a ocupação de seu país por tropas dos EUA.
"Quero que a América saia. Hoje, amanhã ou depois de amanhã, mas que eles saiam. Eu gostaria que os americanos não tivessem invadido o Iraque e espero que isso termine logo", acrescentou.
A seleção iraquiana não joga em seu próprio país desde a primeira invasão norte-americana, há 17 anos.
Como quase todos os jogadores da seleção iraquiana são xiitas, a partida entre Iraque e Arábia Saudita, predominantemente sunita, foi apelidada de "Ali versus Omar", lembrando a origem da oposição entre as duas principais correntes religiosas do mundo muçulmano (segundo os xiitas, no final do século VII, Omar Ibn al-Khatab, o segundo califa, teria usurpado o poder de Ali Ibn abi-Taleb, primo do profeta Maomé).
Em Bagdá, o comando das forças de ocupação norte-americanas informaram que dois soldados dos Estados Unidos morreram hoje em ataques ocorridos em diferentes pontos da capital.
Essas baixas elevam para 3.648 o número de militares dos EUA mortos no Iraque desde a invasão, em março de 2003.
Ao todo, a coalizão que invadiu o Iraque contabiliza 3,940 militares mortos.
Há estimativas de que o número de iraquianos mortos desde o início do conflito supera os 650 mil.