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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PALESTINOS CRUELMENTE PUNIDOS EM GAZA

Crueldade


Mais de um milhão e meio de palestinos que vivem em Gaza estão sendo cruelmente punidos pelo “Estado Judeu”.

Pelo menos 800 mil pessoas estão no escuro.
A catástrofe está afetando hospitais, clínicas, poços de água, casas, fábricas, enfim, todos os aspectos da vida.
Este ano o inverno está extremamente rigoroso e muita crianças e idosos deverão morrer de frio.


É a pior punição coletiva de todo um povo de que se tem registro.
A ONU continua alertando que “o fechamento das fronteiras deve apenas aprofundar a crise que a região já atravessa".
E que “a maior parte dos habitantes de Gaza já depende de ajuda humanitária para sobreviver”.

Ainda Segundo a ONU, “a suspensão das operações da principal usina elétrica de Gaza pode ter um impacto devastador sobre a população de cerca de 1,5 milhão de palestinos”.

Essa atitude da ONU comprova mais uma vez a falência da organização.
Por muito menos ela aceitou a invasão do Afeganistão, por que não toma a mesma providência em relação a Israel?

posted by bourdoukan

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Só a resistência iraquiana é legal









No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - Armada, Política e Civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.


Só a resistência iraquiana é legal


Hana Albayaty, Abdul Ilah Albayaty, Ian Douglas(Comitê do Tribunal de Bruxelas)

05 de outubro de 2006
(original disponível em
http://www.brusselstribunal.org/ResistanceLegal.htm)


A ocupação do Iraque, dirigida pelo EUA, é uma viela sem saída política, nem militar, nem moral, nem econômica.
A Resistência Popular Nacional no Iraque é a única legal e legítima representação do povo iraquiano e da República do Iraque.
Só a resistência popular nacional pode e tem autoridade para decidir o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Em 2005, o Júri de Consciência do Tribunal Internacional sobre o Iraque (1) estabeleceu claramente a ilegalidade e imoralidade da invasão, ocupação e destruição do Iraque como um Estado e como uma nação, capitaneadas pelo EUA.

A legalidade está com o Iraque.
Enquanto a plêiade de ilegalidades cometidas pelo EUA no Iraque continua desenfreada, a lei internacional afirma:
- A ocupação do Iraque comandada pelo EUA é expressamente proibida sob a lei internacional, intituindo mudanças objetivadas a alterar permanentemente as estruturas fundacionais do Estado Iraquiano, incluindo as instituições judiciárias, econômicas e políticas e o tecido social (2).

Ademais, e dado que a invasão do Iraque em 2003 foi inequivocadamente ilegal sob a lei internacional, são ilegais não apenas a Constituição Permanente designada pelo EUA e a Assembléia Nacional, mas toda lei, tratado, acordo e contrato assinados no Iraque desde o início da invasão ilegal e subsequente ocupação.

Todos os Estados são obrigados, sob o direito internacional, a não reconhecer como legais as consequencias de atos ilegais levados a cabo por outros Estados. (3)
- A ocupação comandada pelo EUA é proibida, sob o direito internacional, de firmar quaisquer contratos de longo prazo que não tenham o acordo de um governo iraquiano soberano representando o soberano povo iraquiano (4).

Dado que, por definição, tal governo não pode existir sob ocupação, todos os intentos de vincular o futuro do petróleo iraquiano a multinacionais estrangeiras - particularmente por meio dos desfavoráveis “Acordos de Produção Compartilhada (PSAs) (5) - são ilegais, sem validade, efeito ou valor.
- A ocupação comandada pelo EUA é inequivocadamente proibida, sob o Direito Internacional, de promover ou permitir a divisão do Iraque em três ou mais unidades federais (6).

Tal resultado seria uma grave violação das leis de guerra que regem a ocupação beligerante.

É igualmente ilegal que a ocupação comandada pelo EUA engendre e fomente conflitos étnicos e sectários com o fim de levar a cabo políticas opostas aos interesses do povo iraquiano (7).
- Tendo as políticas da ocupação comandada pelo EUA fracassado, as autoridades da ocupação não têm o direito de intentar sujulgar os iraquianos pela força. Conduzindo operações punitivas que indiscriminadamente afetam civis ao longo de cidades inteiras - por exemplo os planos em curso para pacificar Baghdad pela quarta vez - são ilegais e puníveis sob o direito internacional (8).

A ocupação capitaneada pelo EUA e por seus mandatários feudais impostos, estão perpetrando punições coletivas, crimes contra a humanidade, utilizando armas proibidas e violando as leis de guerra ao não reconhecer os combatentes da resistência como combatentes (9).
- A campanha em curso de assassinatos, torturas, violações e terror contra os cidadãos sunitas do Iraque, incluindo a operação de esquadrões da morte financiados pelo EUA, constitui genocídio sob a Convenção sobre Genocídio de 1951 (10).

O fracasso das forças de ocupação em proteger, como são obrigados sob a lei internacional, o direito à vida e em assegurar a segurança de todos os cidadãos iraquianos - independemente de crenças confessionais ou outras singularidades - constitui Crime de Guerra e Crime contra a Humanidade (11).


- Só a resistência popular nacional é legal no Iraque.


Sua legalidade e legitimidade é baseada em numerosos instrumentos do Direito Internacional, incluindo documentos fundamentais e determinantes como a Carta das Nações Unidas (12).

Deveria ser reconhecida como um exército combatente e como a continuidade do Estado Iraquiano.

Só a resistência é legal
No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - armada, política e civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.
A total responsabilidade pelos desastres que se têm causados sobre o povo iraquiano recai sobre o EUA e seus fracassados “processo político” e medidas de segurança. Nenhuma escalada militar pode prover uma solução.

A ocupação deve acabar, e acabar já.
_____________________________________Notas dos autores e de IraqSolidaridad (
www.iraqsolidaridad.org)

1. Clique aqui para acessar, em espanhol, o documento final da sessão de Istambul do Tribunal Internacional sobre o Iraque, de 24 a 27 de junho de 2005.
2. Artigos 43 e 55 da Convenção de Haia IV, 1907, relativos às leis e costumes da guerra terrestre;

artigos 54 e 64 da Convenção de Genebra IV, 1949, sobre a proteção de civis em tempos de guerra.
3. Artigo 41(2) dos Artigos Preliminares sobre Responsabilidade Estatal da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, representando a norma do direito internacional consuetudinário (e adotada na Resolução 56/83 da Assembléia Geral das Nações Unidas de 26/01/2002, “Responsabilidade dos Estados por Atos Internacionalmente Ilícitos”), impede os Estados de se beneficiarem de seus próprios atos ilegais:

“Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação (de uma obrigação derivada de uma norma obrigatória do Direito Internacional geral)” (destaque do autor);

Seção III(e), Resolução 36/103 da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.
4. Resolução 1803 (XVII) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Soberania Permanente sobre Recursos Naturais”.
5. Veja-se em IraqSolidaridad: “Em 2006 será aprovada uma nova lei de hidrocarbonetos. EUA insta governo iraquiano a liberalizar o setor petrolífero” (
http://www.iraqsolidaridad.org/2006/docs/econ_6-09-06.html), e ligações relacionadas.
6. Em 11/10/2006 o parlamento iraquiano dava sinal verde à lei que permitirá o estabelecimento de regiões autônomas no Iraque.
7. Resolução 1514 (XV) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1960, “Declaração sobre a Concessão de Independência aos países e povos coloniais”.
8. Artigo 50 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907; artigo 33, Convenção de Genebra IV, 1949: “Estão proibidas as punições coletivas e qualquer medida de intimidação ou de terrorismo”;

artigo 51, Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977.
9. Artigo 3 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907: “As forças armadas das partes beligerantes podem consistir em combatentes e não-combatentes. Em caso de captura pelo inimigo, ambos têm direito a serem tratados como prisioneiros de guerra”.
10. Artigos 2 e 3 da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, 1951.
11. Princípio VI, Princípios do Direito Internacional Reconhecidos na Carta do Tribunal de Nuremberg e no Julgamento do Tribunal, adotado pela Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, 1951.
12. Os direitos à autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional, e soberania sem interferência externa foram afirmados numerosas vezes por uma série de organismos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembléia Geral, a Comissão de Direitos Humanos, a Comissão de Direito Internacional e a Côrte Internacional de Justiça.

O princípio da autodeterminação prevê que quando se suprime estes direitos pela força, pode-se fazer uso da força para opôr-se e conseguir a autodeterminação.

A Comissão de Direitos Humanos tem rotineiramente reafirmado a legitimidade da luta contra a ocupação com todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução nº 3, XXXV, dessa Comissão, 21/02/1979).

Expressamente, a Resolução 37/43 da Assembléia Geral, adotada em 03/12/1982: “Reafirma-se a legitimidade da luta dos povos por independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação da dominação colonial e estrangeira, por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada” (Ver também as Resoluções da Assembléia Geral 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 e 32/154).

O artigo 1(4) do Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977, considera as lutas por autodeterminação como situações de conflito armado internacional.

A Declaração de Genebra sobre o Terrorismo estabelece: “Como reiteradamente reconhecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas, os povos que estão lutando contra dominação colonial, ocupação estrangeira e regimes racistas, no exercício do seu direito a autodeterminação têm o direito de usar a força para conseguir seus objetivos nos marcos do Direito Internacional Humanitário.

Tal uso legal da força não pode ser confundido com atos de terrorismo internacional”.

No exercício do seu direito a autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito “de lutar…e buscar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta [das Nações Unidas]” e, em conformidade com a Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados.

É nesses mesmos termos que o artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução 3314 (XXIX) da Assembléia Geral, 14/12/1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira.

A Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados (Resolução 2625(XXV) da Assembléia Geral) cita o princípio de que “Os Estados se absterão em suas relações internacionais, da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra atuação incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.

O reconhecimento, pela ONU, da legitimidade da luta dos povos sob dominação ou ocupação colonial e estrangeira está em consonância com a proibição geral do uso da força consagrado como princípio fundamental da Carta das Nações Unidas, porque um Estado que forçosamente subjuga um povo a dominação colonial e estrangeira está cometendo um ato ilegal tal como definido no Direito Internacional, e o povo submetido, no exercício de seu inerente direito a autodefesa, lutará para defender e conseguir seu direito a autodeterminação.
Entry Filed under:
Luta Internacional

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

DESVENDANDO VERDADES

I - ASPECTOS GERAIS DO IMPERIALISMO AMERICANO


ESTADOS UNIDOS, UMA DEMOCRACIA TERRORISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531214543992998159

BREVE HISTÓRIA DO IMPERIALISMO AMERICANO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531251628888115471

ESTADOS UNIDOS, O PAÍS MAIS ODIADO DO PLANETA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531851859157666063

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DO IMPERIALISMO AMERICANO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531258992609544463

EUA - DOUTRINA DO DESTINO MANIFESTO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531271368557807887

O PRIMEIRO MASSACRE DOS EUA CONTRA OS MUÇULMANOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531279756628936975

HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531291799717234959

DE VOLTA À IDADE MÉDIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531280205453019407

CONTE A VERDADE AO POVO, SR. PRESIDENTE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531306954509338895

MENTIRAS DE ESTADO - A TRADIÇÃO MENTIROSA DOS EUA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531430948067690767

OVER THERE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531308236557076751

A VÍBORA AMERICANA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531421112592582927

O CAPITALISMO LIBERAL

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531278869718190351

DE HITLER A BUSH: O IRAQUE E O NEW AMERICAN CENTURY

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531292933588601103

RESUMO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531588442370951439

COMO O US ARMY RECRUTA SEUS SOLDADOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531304186402916623

O US ARMY E O ROUBO DO TREM DE OURO NAZISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531414676584089871

NOAM CHOMSKY - LIVRO - O QUE TIO SAM REALMENTE QUER

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CRIMINOSOS DEMOCRÁTICOS

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EXPORTAR É PERIGOSO

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A "RECONSTRUÇÃO" DO IRAQUE

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OS EUA E O ÚLTIMO CRIME DE GUERRA DO SÉCULO XX

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A NOVA ARMA DOS EUA: A MANIPULAÇÃO DO CLIMA

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A MILITARIZAÇÃO DA NEUROCIÊNCIA

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UMA AMEAÇA PIOR QUE O TERRORISMO

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A AGENDA DOS EUA PARA A DOMINAÇÃO MILITAR GLOBAL

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IRAQUE - O SEGREDO POR TRÁS DAS SANÇÕES

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CARTA DE RAMSEY CLARK À ONU

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FRASES DE FAMOSOS

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RESUMO DAS CONVENÇÕES DE GENEBRA

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ECHELON - ESPIONAGEM MUNDIAL VIA SATÉLITE

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531457922609793295

NEOCONS - O QUE SÃO

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PSICO-GUERRA MACIÇA CONTRA A VENEZUELA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531634561729775887

O PORMAIOR DO FINANCIAMENTO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531634306179221775

O TERROR OCIDENTAL

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GORE VIDAL - PORQUE O AFEGANISTÃO

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GORE VIDAL - COM BUSH PERDEMOS A CONSTITUIÇÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531590173242771727

GORE VIDAL - OS EUA DE BUSH VIRARAM REPÚBLICA BANANEIRA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531590710113683727

IRÃ - A MAIOR CRISE DOS TEMPOS MODERNOS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531640733597780239

CONSEQUÊNCIAS DE UM ATAQUE AO IRÃ COM BOMBAS NUCLEARES

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531645123054356751

O BRANQUEAMENTO DOS LUCROS

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531850993721755919

IMPERIALISMO USA BRASILEIRO PARA BUCHA DE CANHÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531675333854316815

A RESSURREIÇÃO ECONOMICISTA DA RELIGIÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531849035216668943

ATROCIDADES DOS EUA NA GUERRA DA CORÉIA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531877240266901775

AS CLOACAS DO MUNDO

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VIETNÃ - CHACINAS DE MY LAY E TUONGAN

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531425214286350607

VIETNÃ LUTA CONTRA LEGADO DO AGENTE LARANJA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531426174211541263

CONDENAÇÃO DOS MUROS DE BAGDÁ E EUA/MÉXICO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2531855166282483983

PUTIN COMPARA EUA À ALEMANHA NAZISTA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532154508323145999

RUSSIA - UM NOVO BUNKER À DOMINAÇÃO GLOBAL?

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=32077123&tid=2532153694426843407

BLACKWATER: O EXÉRCITO SOMBRA DE BUSH

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MEMORIAL DE ATROCIDADES DA CIA

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COMO A CIA DERRUBOU MOSSADEQ, DO IRÃ

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1964- O GOLPE DO IMPERIALISMO

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O CAOS FUNDAMENTALISTA

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EUA AMEAÇAM RÚSSIA

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400 MILHÕES VIVEM E TRABALHAM EM CAMPOS MINADOS

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UNITED FRUIT E AS "REPÚBLICAS BANANEIRAS"

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posted by Jaime Munhoz

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Condenação à morte das Resistentes Iraquianas



Fotos: mulheres iraquianas com suas crianças após a invasão estadunidense no ano de 2003.
As mulheres iraquianas são contra a ocupação e invasão do Iraque pelos Eua e aliados bem como contra o "governo-fantoche" instalado desde 2003 que coaduna com tanta morte e destruição.
Mais de 2 mil mulheres iraquianas estão presas por “razões de segurança”

A condenação à morte de três resistentes iraquianas mostra que a execução de Saddam Hussein e outros membros do partido Baas não foram actos isolados.
Como se não bastassem as execuções praticadas pelos esquadrões da morte, a clique governante iraquiana prepara o caminho para execuções ‘judicialmente sancionadas’ de todos os que se oponham ao seu regime e à ocupação norte-americana.
É vital denunciar a condenação à morte das resistentes iraquianas.
Importa repudiar mais esta barbaridade e compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença.
Até à data, sabia-se do assassinato de resistentes praticado por esquadrões da morteintimamente ligados ao governo iraquiano e às forças de ocupação.
Mas não se falava da condenação à morte de membros da Resistência.
Eman Khamas, resistente iraquiana e membro do WTI, refere, sobre isto, que na realidade não se trata do primeiro caso; simplesmente, até agora não eram dados como pertencendo à resistência.
A escritora e resistente iraquiana Haifa Zangana, igualmente membro do WTI, referiu que “as execuções dos que eles (poder iraquiano) chamam ‘terroristas’ e ‘criminosos’ têm ocorrido às dúzias desde há um ano para cá”, acrescentando que “uma execução pública teve lugar em Mossul, no norte do Iraque, há dois meses”. Salienta que “todavia, é a primeira vez que se ouve falar da condenação de mulheres à morte”.
Segundo Mohamed Khorshid, dirigente das organizações de direitos humanos do Iraque, em declarações ao jornal Asharq Al Awsat, em 6 de Abril de 2006, “há mais de 2 mil mulheres classificadas como ‘prisioneiros de segurança’ que estão sob supervisão tanto das forças de ocupação como do seu regime fantoche, em várias prisões, campos e centros de detenção”.
Numa declaração recente no parlamento, diz Khorshid, a ministra iraquiana dos direitos humanos reconheceu haver mais de mil mulheres naquelas condições; mas, perante a reacção pública, a ministra deu o dito por não dito um dia depois. Comentando a condenação das três mulheres, uma representante do WTI da Turquia, sublinhou tratar-se de “um sinal de abertura de uma época de execuções ‘legais’ no Iraque, uma prova horrível de que as execuções de Saddam Hussein e de outros líderes do partido Baas não foram actos isolados ou incidentes excepcionais”.
Pelo contrário, acrescenta, “foram a maneira de a clique governante iraquiana preparar o caminho para execuções ‘judicialmente sancionadas’ de todos os que se oponham ao seu regime e à ocupação norte-americana.”
Como refere a mensagem que a União dos Advogados Iraquianos fez chegar ao Tribunal Mundial sobre o Iraque, informando sobre a condenação sumária das resistentes e dos procedimentos sem lei do Supremo Tribunal Iraquiano, é vital protestar e agir contra estes actos a fim de compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença.
Importa informar o maior número de pessoas de mais esta barbaridade e instar as instituições relevantes a intervir.
Exige-se do governo e das autoridades portuguesas uma tomada de posição junto das autoridades iraquianas e norte-americanas no sentido de impedir a execução e de condenar a arbitrariedade do Tribunal Supremo Iraquiano.
Humam al-Hamzah
Oriente Médio Vivo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Saddam Hussein e o Povo Iraquiano

Seiscentos líderes iraquianos repelem corte de Bush e exigem devolução do Poder a Sadam

Seiscentos líderes tribais de todas as regiões do Iraque – norte, sul e centro - divulgaram no dia 6 uma carta dirigida aos parlamentares do Partido Democrata dos EUA,
em que denunciam a sentença de morte contra o Presidente Sadam Hussein, repudiam o tribunal de Bush, exigem sua libertação e retorno ao poder.

“Nós, como representantes da maioria do povo iraquiano, acreditamos que Sadam Hussein é o único presidente legítimo do Iraque.
Os EUA o encarceraram como prisioneiro de guerra, apesar de ser contrário à lei internacional levá-lo a uma corte ilegal e a um julgamento injusto”, apontou a mensagem.
O documento acrescenta que “por todos esses anos, desde março de 2003, a maioria do povo iraquiano crê que a segurança e estabilidade do Oriente Médio não será conseguida, a menos que o Presidente legítimo do Iraque, Sadam, retorne ao poder.”
“A propósito, queremos informar-lhes que a maioria dos líderes tribais que assinaram esse documento éramos oponentes de Sadam nos anos antes da ocupação”, destacaram os signatários.
Sobre o tribunal de Bush, os líderes tribais apontaram que “não tem qualquer legalidade e foi estabelecido pelo governador civil americano, Bremer, e vocês sabem que a lei internacional proíbe o invasor de alterar as leis e o sistema econômico do país sob ocupação, e o Iraque é hoje um país sob ocupação de acordo com as resoluções da ONU e leis internacionais”.
“Sob as atuais circunstâncias, onde ninguém pode proteger a si mesmo ou a sua família, inclusive as autoridades dos EUA e os membros do governo que usam helicópteros, tanques e milhares de guardas, como vários de vocês viram quando estiveram em Bagdá, não há a menor chance de que haja um julgamento imparcial”, acrescenta a carta.
Como é possível ser um tribunal justo, quando nove dos advogados de defesa foram assassinados durante o julgamento?
Como pode ser justo, se as testemunhas de defesa não podem chegar até o tribunal?”

Gostaríamos de lhes informar que Presidente algum serviu o Iraque como Sadam o fez.
E assim, como fizemos meses atrás em Kirkuk, anunciamos nossa demanda pela libertação de Sadam e retorno à sua posição. Anunciamos ainda, naquele encontro, que a execução de Sadam levaria mais milhões dos nossos homens armados contra as forças dos EUA.
E responsabilizamos o governo dos EUA pela destruição da infra-estrutura e morte de mais de 655 mil iraquianos e pelos quatro milhões mortos nos 13 anos de sanções contra nosso povo.
Assim, acreditamos que é de vossa responsabilidade ética ajudar-nos a restabelecer as coisas como elas eram antes da invasão e evitar qualquer dano a Sadam, e tendo em vista que ele é um preso de guerra sob custódia de vocês, sublinharam.

Para concluir, os líderes iraquianos expressaram aos congressistas democratas “nossa aspiração pela paz entre nossos países.
Gostaríamos de restabelecer boas relações com os EUA, e o único modo para isso é começar a devolver a autoridade aos legítimos líderes iraquianos, e evitando que qualquer dos seus fantoches atinjam Sadam”.
A.P.
Matéria da Edição de 08/12/2006

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Verdadeiras Intenções de Israel



Israel roubando mais terras
Estaria Israel mesmo interessado em “negociar a paz”?




Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para a
breve “reunião de paz” entre
Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.



Israel roubando mais terras

Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para
a breve “reunião de paz” entre Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.
O mais recente relatório do movimento pacifista israelense Peace
Now,
que abrange o período entre maio e outubro de 2007, informa
que há 88 construções ilegais israelenses em distintos pontos na
Cisjordânia,
“variando de pequenas casas até grandes projetos de
dezenas e centenas de edifícios”.


O mais chocante no relatório é
provavelmente a descrição de um novo bloco residencial ultraortodoxo,
com cerca de 600 unidades, que será anexado ao
assentamento ilegal de Givat Zeev, ao norte de Jerusalém.

As
intenções do governo israelense ficam claras quando o relatório
prova que novas construções estão a caminho em 34 dos 105
“pontos de controle” militares israelenses nas
terras palestinas
ocupadas.
O que fica evidente é que os “encontros de paz” entre Israel e a
Autoridade Palestina, tão glorificados pela mídia ocidental,
escondem uma realidade constante da Palestina – a anexação
ilegal de terras pelo governo israelense
.

Com o território palestino
sendo diariamente engolido por assentamentos israelenses, é difícil
imaginar um estado palestino independente em um futuro próximo.
Outro ponto crítico do relatório da Peace Now indica exatamente
isso, ao condenar a construção da estrada E-1 por parte de Israel.
Supostamente, a estrada serviria para “facilitar o transporte para os
palestinos”, mas, ao que tudo indica, trata-se de um meio para
dividir a Cisjordânia a tal ponto que se tornem duas terras que não
sejam limítrofes.

Essa questão se evidencia após uma breve análise
de onde os assentamentos são construídos – a maioria deles no
lado oeste do controverso “Muro de Israel”.

Absolutamente, todos os
assentamentos israelenses nas terras palestinas ocupadas são
ilegais perante a Lei Internacional.

Após a Guerra Árabe-Israelense
de 1967, o Estado de Israel decidiu expandir suas fronteiras ao leste
de Jerusalém, de 6,5 km² para 70,5 km², incluindo assim terras de
muitas vilas palestinas da Cisjordânia.

Condenados pela
comunidade internacional, representada oficialmente pela ONU,
Israel até hoje ignora a Resolução 242, que os obriga a devolver as
terras ilegalmente ocupadas a seus legítimos proprietários.
O Peace Now se recusa a aceitar a justificativa usada pelo governo
israelense de que a expansão na Cisjordânia, lar de 2,4 milhões de
palestinos, se trata do “crescimento natural de Israel”.

Usando as
próprias estatísticas fornecidas pelo governo, o relatório indica que
o número de colonos judeus vivendo em terras palestinas na

Cisjordânia teve um crescimento anual de 5,8%, contra somente
1,8% de crescimento dentro das fronteiras de Israel no mesmo
período.

Dessa maneira, fica claro que o foco israelense é expandir
suas fronteiras através da captura de terras na Cisjordânia
. Citando
diretamente do Peace Now: “O crescimento dos assentamentos é
muito maior do que o ‘crescimento natural de Israel’
, e inclui uma
migração massiva de colonos para a Cisjordânia”.


No início da semana passada,
cerca de 2 mil judeus ultraortodoxos,
muitos deles colonos
das terras palestinas na
Cisjordânia, protestaram nas
ruas de Jerusalém contra o
suposto diálogo entre Israel e a

Autoridade Palestina.

Para eles, ainda existe o sonho de uma
“Grande Israel”, ocupando toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.


Protestos como os atuais e essa ideologia extremista judaica é que
culminaram no assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak
Rabin, em 1995, por parte de colonos israelenses que o viam como
um obstáculo quanto ao sonho judaico.

Dessa vez, os radicais
foram ainda mais longe.


Rabinos ameaçaram até George W. Bush
por seu envolvimento com a causa, citando a destruição causada
pelo furacão Katrina como uma “punição divina” pela interferência
estadunidense na política israelense
.


Com isso, Israel está em uma situação delicada – ao mesmo tempo
em que oferecem um “diálogo” para a Autoridade Palestina, roubam
terras na Cisjordânia para satisfazer aos extremistas dentro do país.


De uma maneira ou outra, como colocado por Yariv Oppenheimer,
diretor-geral do Peace Now
, “se essa política continuar, teremos um
estado colono ao invés de um estado palestino na Cisjordânia”.

Ao
que tudo indica, é esse o caminho do governo israelense.



“O conhecimento é em si mesmo um poder” – Francis Bacon ( 1561 – 1626 )

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_82.pdf

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Conferência pela PAZ no Oriente Médio


DIPLOMACIA
[26/09/2007 - 13:55]
Abbas convida Lula para conferência da paz
O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, convidou o presidente do Brasil para participar da conferência pela paz no Oriente Médio, que deve ocorrer em novembro nos Estados Unidos. Abbas também agradeceu ao Brasil por ter recebido refugiados palestinos.
Eles se encontraram ontem após abertura da assembléia da ONU em Nova York.
Isaura Daniel
isaura.daniel@anba.com.br
São Paulo – O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, agradeceu ontem (25), em Nova York, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fato de o Brasil ter recebido refugiados palestinos em seu território.
Na última sexta-feira (21) desembarcou no país um grupo de 35 palestinos que morava no deserto da Jordânia e vai viver nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul.
O encontro de Lula e do ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, com Abbas fez parte da agenda paralela à 62ª Assembléia Geral das Nações Unidas.
Segundo a assessoria do Itamaraty, Abbas afirmou que o gesto do Brasil, ao acolher os refugiados, traduz o empenho do país pela paz.
De acordo com a assessoria, Abbas demonstrou, no encontro, otimismo em relação ao avanço do processo de paz no seu país.
O presidente da Palestina convidou Lula para participar da conferência pela paz no Oriente Médio, que deve ocorrer no mês de novembro em Washington.
A conferência, que foi tema de um encontro na segunda-feira entre o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e Mahmoud Abbas, é uma iniciativa do governo norte-americano.
Os Estados Unidos, junto com União Européia, ONU e Rússia, integram o quarteto mediador da paz para o Oriente Médio.
Bush disse que os Estados Unidos vão trabalhar duro para que possa haver a criação de um estado palestino democrático que viva em paz com o seu vizinho Israel.
Segundo o Itamaraty, Abbas afirmou, no encontro com Lula, que seria importante a participação do Brasil na conferência como líder regional.
O presidente Lula, de acordo com a assessoria, já respondeu e disse ao líder palestino que vai participar sim do encontro.
Abbas também convidou o presidente do Brasil para visitar o seu país, a Palestina.
Lula nunca esteve na Palestina como presidente, mas Abbas já o visitou no Brasil.
Abbas participou da Cúpula de Países Árabes e Sul-Americanos que ocorreu em maio de 2005 em Brasília por iniciativa do presidente Lula.
Na época, em um encontro entre os dois chefes de estado, Lula já colocou o Brasil a disposição para colaborar com o país árabe no processo de paz na região.
Os dois líderes vem construindo uma relação estreita ao longo das suas administrações.
Abbas enviou cumprimentos a Lula quando ele foi reeleito e também o elogiou pela iniciativa de promover a Cúpula de Países Árabes e Sul-Americanos.
Em julho deste ano, Mahmoud Abbas enviou para Brasília um representante do seu governo, Musa Amer Odeh, para pedir ajuda e conselho do presidente Lula para o estabelecimento da paz no seu país.
O Brasil também enviou observadores para as eleições que ocorreram na Palestina em janeiro de 2005, quando foi eleito o presidente Mahmoud Abbas, e em janeiro do ano passado, na eleição de parlamentares locais.
A Palestina é membro da Liga dos Estados Árabe e a sede do seu governo fica em Ramallah.
O país enfrenta dificuldade de levar a economia adiante, em função dos conflitos locais, mas tem como principais atividades produtivas a agricultura, a indústria alimentícia, de calçados, a exploração de minérios e o setor mobiliário.
No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) da Palestina, soma de todas as riquezas, alcançou US$ 4,7 bilhões.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

MASSACRE DE SABRA E CHATILA:ISRAEL CONTRA CIVIS PALESTINOS


Massacre de Sabra e Shatila:
25 anos depois

Esse mês de setembro marca 25 anos do Massacre de Sabra e
Shatila, que aconteceu no Líbano, em 1982.
Desde então, são 25
anos de agonia, memórias e traumas dos sobreviventes de uma das
piores campanhas criminosas de Israel contra civis palestinos.
Os
culpados nunca foram punidos, assim como os sobreviventes nunca
foram indenizados.
Em junho de 1982, as forças de ocupação israelenses, ainda
comandadas por Ariel Sharon, então Ministro da Defesa, invadiram
o Líbano e ocuparam Beirute.
Após dois meses de um violento
cerco focando os ataques em áreas civis, um cessar-fogo foi
conseguido pelo enviado estadunidense Philip Habib.
As forças da
OLP (suposto motivo da invasão israelense) deixaram o Líbano
como ditava os termos do acordo.
Mas os planos de Israel não eram
tão claros – eles mantiveram o cerco à capital libanesa.
Em julho do mesmo ano, Ariel Sharon anunciou sua intenção de
permitir a entrada da milícia do Partido Falange, de Bashir Gemayel,
presidente recém-eleito do Líbano graças a um golpe israelense,
nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila para
“limpar o local dos terroristas remanescentes”.
Os falangistas, uma
milícia maronita de extrema-direita, aliada do “lar nacional judaico”,
era o maior exército privado do Líbano.
Ironicamente, as forças da
OLP – os “terroristas” – já haviam deixado o Líbano.
Em 15 de
setembro, jatos militares e tropas israelenses já haviam armado um
cerco nos campos de refugiados palestinos.

No dia seguinte, com o cerco
israelense armado e seguro,
Israel deu a luz verde para a
milícia de Gemayel invadir
Sabra e Shatila.
Sabendo que,
na realidade, nenhum
“terrorista” estava no local,

apenas 150 soldados de Gemayel invadiram os campos no final
tarde do dia 16 de setembro.
Pelas próximas 40 horas, os soldados
estupraram, mataram e feriram civis palestinos, a maioria deles
mulheres, crianças e idosos, sob a observação sistemática das
forças israelenses.
Duas horas depois do início da matança,
relatórios terríveis chegaram ao comando israelense, mas ninguém
se mexeu.
Nunca será possível saber o verdadeiro número de
vítimas do massacre – além das mais de mil pessoas que foram
enterrados em covas coletivas construídas pelo Comitê
Internacional da Cruz Vermelha em Beirute, centenas de outras
nunca foram encontrados.
A estimativa de mortos gira em torno de
2500 a 3000 civis palestinos.
As vítimas e sobreviventes do crime
até hoje não tiveram o direito de nem sequer ter uma investigação
formal da tragédia.
O Knesset, o parlamento israelense, abriu uma comissão de
inquérito sobre o caso, presidida por Yitzhak Kahan.
Apesar das
limitações da comissão (por ser política e não judicial, ignorando
dessa forma as vozes das vítimas), concluiu-se que Ariel Sharon foi

diretamente o responsável pelo massacre, e recomendou que ele
fosse destituído de suas atribuições de Ministro da Defesa.
Oficialmente, Sharon resignou o cargo.
Na realidade, porém, ele
continuou agindo livremente como Ministro da Defesa de Israel,
somente não carregando o nome do cargo.
Em 19 de setembro do mesmo ano, a ONU condenou o massacre
através da Resolução 521
.
Pouco depois, em dezembro, a
Assembléia-Geral da ONU classificou o massacre como “um ato de
genocídio”.
Apesar disso, o homem que foi “pessoalmente
responsável” pelo crime, assim como seus associados, nunca foram
punidos e nem sequer julgados.
Em 1984, os jornalistas israelenses
Ze'ev Schiff e Ehud Ya'ari concluíram a história do massacre com
as seguintes palavras: “Se existe uma lição moral para o doloroso
episódio de Sabra e Shatila, ela ainda precisa ser reconhecida”.
Essa realidade permanece ainda hoje. 

sexta-feira, 13 de julho de 2007

ENTREVISTA A TRÊS GENERAIS IRAQUIANOS


Artigo colhido no www.globalresearch.ca (Canadá), sobre a situação atual no Iraque


Em vésperas da chamada "transferência de soberania" para o novo governo interino iraquiano em 30 de Junho, ex-generais de Saddam Hussein que se tornaram membros da elite da resistência iraquiana saíram momentaneamente das suas posições clandestinas para explicarem a sua versão dos acontecimentos e falarem das suas intenções.


No ver destes oficiais do Baas, a "grande batalha" no Iraque ainda está para vir.


"Os americanos prepararam a guerra, nós preparamos o pós-guerra. E a transferência de poder em 30 de Junho em nada vai alterar os nossos objectivos. Este novo governo provisório designado pelos americanos não tem legitimidade aos nossos olhos. Não passam de marionetas."


Porque esperaram estes ex-oficiais tanto tempo para saírem dos esconderijos?


"Porque agora estamos certos de que vamos ganhar."


Encontro secreto
Hotel Palestina, terça-feira, 3 horas da tarde.

Uma semana depois do nosso pedido forma, a perspectiva de um encontro com a resistência vai-se tornando mais improvável.

Chegamos a uma série de becos sem saída - até que um homem que nunca víramos antes se aproxima da nossa mesa.

"Continuam a querer encontrar-se com membros da resistência ?"

Dirige-se à minha colega, uma jornalista árabe que já esteve muitas vezes no Iraque.

A conversa é curta.
"Encontramo-nos amanhã de manhã no Hotel Babel", diz o homem antes de desaparecer.

Contra todas as expectativas, este contacto parece ser mais fiável do que todos os que fizéramos antes.
Hotel Babel, quarta-feira, 9 da manhã.

À entrada do cibercafé, atulhado de mercenários estrangeiros, o homem que víramos na véspera deixa cair as palavras:

"Amanhã às 10 da manhã na rua al-Saadoun, em frente ao Palestina.
Não tragam o vosso carro".
Chegamos ao lugar do encontro na quinta de manhã, de táxi.

O nosso contacto está lá.

Depois de um rápido "Salam Aleikum" entramos no carro dele.

"Onde vamos ?" Sem resposta.
Somos conduzidos durante mais de duas horas.

Em Bagdad, mesmo quanto o trânsito não está completamente bloqueado pelas barreiras militares, os engarrafamentos são permanentes.

Num só ano, mais de 300.000 veículos foram contrabandeados para o país.

Os outros carros todos não têm placas de matrícula e a maior parte dos condutores nem sabe o que quer dizer "carta de condução".
"Não demoramos a chegar. Conhecem Bagdad ?", pergunta o nosso homem.

A resposta é claramente não.

Só aprende a orientar-se nesta imensa cidade que nela circular livremente e a pé.

E os comportamentos criminais, que se espalham como um vírus, a onda de raptos, os 50 ou 60 ataques diários contra as forças de ocupação e a resposta indiscriminada dos soldados americanos, não incentivam nada a andar a pé.
O carro pára numa álea de acesso, junto de um minibus com os vidros fumados.

Abre-se uma das portas.

A bordo estão três homens e um condutor que perscruta atentamente todas as ruas e casas em volta.

Enquanto que nós ignoramos totalmente em que situação nos encontramos, os nossos interlocutores parecem saber muito bem com quem estão a falar.

"Antes de quaisquer conversas, nós não queremos que vocês possam ter dúvidas acerca das nossas identidades", dizem, enquanto tiram alguns papéis de um poeirento saco de plástico: bilhetes de identidade, identificações militares, e várias fotografias que os mostram de uniforme ao lado de Saddam Hussein.

São dois generais e um coronel do desmantelado exército iraquiano, agora em fuga há muitos meses, perseguidos pelas espionagens da coligação.
"Gostaríamos de rectificar alguma informação que anda a circular nos media ocidentais, por isso tomámos a iniciativa de nos encontrarmos convosco".

A conversa dura mais de três horas.


Voltando à queda de Bagdad
"Nós sabíamos que, se os Estados Unidos decidissem atacar o Iraque, não teríamos qualquer hipótese de enfrentar o seu poderio tecnológico e militar. Como a guerra estava antecipadamente perdida, tratámos de preparar o pós-guerra. Por outras palavras: a resistência. Contrariamente ao que tem sido espalhado, nós não desertamos quando as tropas americanas entraram no centro de Bagdad, em 5 de Abril de 2003. Lutamos durante uns dias para honrar o Iraque – e não o Saddam Hussein - e então recebemos ordens para dispersar."
Bagdad caíu em 9 de Abril: Saddam e o seu exército desapareceram.
"Como tínhamos previsto, as zonas estratégicas caíram rapisamente sob o controlo dos americanos e seus aliados. Pela nossa parte, era tempo de executarmos o nosso plano. Já estavam organizados movimentos de oposição à ocupação. A nossa estratégia não foi organizada só quando a regime caíu."

Este plano B, que parece ter totalmente enganado os americanos, foi, segundo estes oficiais, cuidadosamente organizado durante meses ou mesmo anos antes de 20 de Março de 2003, data do início da Operação Liberdade para o Iraque.

Tinha como objectivo "libertar o Iraque e expulsar a coligação. Recuperar a nossa soberania e instalar uma democracia laica, mas não a que os americanos impõem. O Iraque sempre foi um país progressista, nós não queremos voltar para trás, queremos andar para a frente", dizem os três taticistas.

Claro que não darão nomes nem números precisos acerca da rede clandestina.

"Temos o número suficiente, o que não falta são voluntários".


Falluja
A ofensiva mortífera das tropas americanas contra Falluja, em Março, foi um ponto de viragem no que diz respeito à resistência.

A pilhagem indiscriminada dos soldados americanos durante as operações de busca (referida por inúmeras testemunhas) e a humilhação sexual infligida aos prisioneiros, como em Abu Ghraib em Bagdad, serviram apenas para fazer crescer a revolta sentida pela maioria dos iraquianos. "Já não há qualquer confiança, e vai ser difícil reconquistá-la."
Segundo estes dirigentes da resistência, "atingimos o ponto sem regresso".

É exactamente igual o ponto de vista da mulher chiita que havíamos encontrado dois dias antes - antiga militante clandestina da oposição a Saddam: "O maior erro das forças de ocupação foi desprezar as nossas tradições e a nossa cultura. Não lhes basta terem bombardeado as nossas infrastruturas, quiseram destruir o nosso sistema social e a nossa dignidade. Isto, não o podemos permitir. São feridas profundas, vão levar muito tempo a cicatrizar. Preferimos viver sob o terror de um dos nossos a ter de viver na humilhação duma ocupação estrangeira."

Segundo os generais de Saddam, "mais de um ano após o começo da guerra, a insegurança e a anarquia ainda dominam o país. Devido à sua incapacidade para controlarem a situação e manterem as promessas que fizeram, os americanos antagonizaram a população no seu todo. A resistência não se limita a uns milhares de ativistas. Setenta e cinco por cento da população apoia-nos e ajuda-nos, directa e indiretamente, voluntariamente fornecendo informações e escondendo pessoas e armas. E isto apesar de muitos civis serem apanhados como danos colaterais nas nossas operações contra a coligação e os colaboracionistas."

Quem é que eles vêem como "colaboracionistas" ?

"Qualquer iraquiano ou estrangeiro que trabalhe com a coligação é um alvo. Ministros, mercenários, tradutores, homens de negócios, cozinheiros ou empregadas de limpeza, o grau de colaboração não importa. Assinar um contrato com o ocupante equivale a assinar a certidão de óbito. Iraquianos ou não, são traidores. Não se esqueçam de que estamos em guerra."

Os meios de dissuasão da resistência provocaram uma redução incessante da lista de candidatos a postos-chave no governo proposto pela coligação, e isto num país assolado por 13 anos de bloqueio e duas guerras, onde o desemprego se tornou um problema crucial.

O caos ambiente não é a única razão para as pessoas evitarem retomar as suas actividades profissionais.

Se os americanos, rapidamente ultrapassados por toda a situação, viessem a tomar a decisão de reintegrar ex-membros do partido Baas (polícias, agentes secretos, militares, quadros do ministério do petróleo), isso não se aplicaria a toda a gente.

A maior parte das vítimas do decreto de 16 de Maio de 2003 do administrador Paul Bremer que institui a des-baasificação do Iraque são ainda clandestinas.


A rede
Essencialmente composta por baasistas (sunitas e chiitas), a resistência agrupa actualmente "todos os movimentos de luta nacional contra a ocupação, sem distinção confessional, étnica ou política. Ao contrário do que vocês, no ocidente, imaginam, não há no Iraque uma guerra fratricida. Temos uma frente unida contra o inimigo. De Falluja a Ramadi, e incluindo Najaf, Kerbala e os subúrbios chiitas de Bagdad, os combatentes falam a uma só voz.
Tal como o jovem dirigente chiita Muqtada al-Sadr que é, como nós, a favor da unidade do povo iraquiano, multiconfessional e árabe. Nós apoiamo-lo numa perspectiva táctica e logística."
Cada região do Iraque tem os seus próprios combatentes e cada facção é livre

de escolher os seus alvos e o seu modus operandi.

Porém, à medida que o tempo passa, as suas acções são cada vez mais coordenadas.

Os generais de Saddam insistem na inexistência de rivalidade entre estas diferentes organizações, excepto num ponto: qual delas conseguirá eliminar o maior número de americanos.


Armas escolhidas
"Os ataques são meticulosamente preparados. Não podem demorar mais de 20 minutos e operamos de preferência durante a noite ou de manhã muito cedo para limitar os riscos de atingir civis iraquianos."

Eles antecipam a nossa pergunta seguinte: "Não, não temos armas de destruição maciça. Mas temos mais de 50 milhões de armas convencionais."

Por iniciativa de Saddam, um autêntico arsenal foi escondido por todo o Iraque muito antes do começo da guerra. Não é artilharia pesada, não são tanques, nem helicópteros, mas sim Katyushas, morteiros (a que os iraquianos chamam haoun), minas anti-tanque, lança-granadas a propulsão rocket e outros lançadores rocket russos, mísseis, AK 47 e reservas substanciais de todos os tipos de munições. E a lista está longe de ser exaustiva.
Mas a arma mais eficiente continuam a ser os kamikazes.

Uma unidade especial, composta por 90% de iraquianos e 10% de combatentes estrangeiros, com mais de 5.000 homens e mulheres bem treinados.

Basta-lhes uma ordem verbal para conduzirem um veículo carregado de explosivos.
E se as reservas de armas diminuírem ?

"Não nos preocupa, há já algum tempo que fazemos as nossas próprias armas."
E mais não quiseram revelar.


Assumindo a responsabilidade
Sim, nós executamos os quatro mercenários americanos em Falluja, em Março passado.

Mas os soldados americanos demoraram quatro horas a remover os corpos, quando habitualmente o fazem em menos de 20 minutos.

Dois dias antes, uma mulher recém-casada tinha sido arbitrariamente presa.

Para a população de Falluja isto foi o cúmulo, de modo que exprimiu toda a sua fúria sobre os quatro cadáveres.

"Os americanos fizeram coisas bem piores a prisioneiros iraquianos em vida."
O ataque suicida que, em 22 de Setembro de 2003, provocou a morte de Akila al-Hashimi, diplomata e membro do Conselho de Governo Iraquiano, também foi perpetrado pela resistência, tal como o carro-bomba que matou o presidente do órgão executivo iraquiano, Ezzedin Salim, em 17 de Maio deste ano, à entrada da Zona Verde (nome dado pelos iraquianos à Zona Vermelha, devido ao grande número de ataques da resistência).
São também responsáveis pelo rapto de estrangeiros.

"Sabemos muito bem que o rapto de cidadãos estrangeiros prejudica a nossa imagem, mas tentem compreender a situação. Somos forçados a controlar a identidade das pessoas que circulam no nosso território. Se tivermos provas de que são trabalhadores humanitários ou jornalistas, soltamo-los.
Se forem espiões, mercenários ou colaboracionistas, executamo-los.Nesta matéria, queremos deixar claro, não somos responsáveis pela morte de Nick Berg, o americano que foi decapitado."
Tal como o ataque contra a sede da ONU em Bagdad em 20 de Agosto de 2003: "Nunca demos ordem para atacar as Nações Unidas e tínhamos muita estima pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello [representante especial da ONU que morreu no ataque], mas não é impossível que os autores deste ataque suicida venham de outro grupo da resistência. Como explicamos, nós não controlamos tudo. E não se pode esquecer que as Nações Unidas são responsáveis pelos 13 anos de bloqueio que nós sofremos."
E que dizem do ataque de 27 de Outubro de 2003 contra a Cruz Vermelha em Bagdad ?

"Não tivemos nada a ver com isso, sempre tivemos um grande respeito por essa organização e pelas pessoas que trabalham para ela. Que interesse poderíamos ter em atacar uma das poucas instituições que há muitos anos vem ajudando o povo iraquiano ? Sabemos que o ataque foi reivindicado por gente de Falluja, mas podemos afiançar-vos que esses não fazem parte da resistência. E mais: por razões políticas e económicas, há muitos interessados em nos desacreditar."


O pós-30 de Junho
"A resolução 1546 adoptada em 8 de Junho não é mais do que uma nova teia de mentiras aos olhos de muitos iraquianos. Primeiro, porque acaba oficialmente com a ocupação por tropas estrangeiras mas autoriza a presença de uma força multinacional sob comando americano, sem estipular a data da sua retirada.
Segundo, porque o veto iraquiano quanto às operações militares importantes, exigido pela França, pela Rússia e pela China, foi rejeitado. Washington limitou-se a conceder uma vaga noção de partenariado com a autoridade iraquiana e nada estabeleceu para o caso de desacordo. Os iraquianos não são parvos; a manutenção das tropas americanas no Iraque para além do 30 de Junho e o orçamento suplementar que conseguiram do Congresso não deixam dúvidas sobre quem realmente manda no país."

Que dizem acerca de um possível papel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)? "Se a OTAN intervier, não é para ajudar o nosso povo, mas sim para ajudar os americanos a saírem deste atoleiro. Se eles quisessem o nosso
bem-estar, deviam ter-se manifestado antes",
dizem os três oficiais enquanto vão olhando para os relógios.

É tarde e já excedemos longamente o tempo que nos foi concedido.
"Aquilo que as tropas americanas não conseguem fazer hoje, não são as tropas da OTAN que conseguirão mais tarde. É preciso que todos saibam: tropas ocidentais serão consideradas pelos iraquianos como ocupantes. Isto é algo em que George W. Bush e o seu fiel amigo Tony Blair têm de pensar muito bem.
Se é certo que ganharam uma batalha, também é certo que ainda não ganharam a guerra. A grande batalha ainda está para começar. A libertação de Bagdad não está longe."

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Posted by tmi-ap-a

outubro 18, 2004