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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Não ao acordo entre Mercosul e Israel


FEPAL - FEDERAÇÃO ÁRABE PALESTINA DO BRASIL
A intenção de assinar um Acordo entre Israel e o Mercosul
Durante a invasão israelense ao Líbano, em 2006, os diplomatas israelenses se conformaram em aguardar uma ocasião mais oportuna para a assinatura do Tratado de Livre Comércio entre os países do Mercosul e Israel, afinal seria deveras inconveniente para a diplomacia sul americana assinar um acordo com um estado invasor e terrorista ao mesmo tempo que este, através de sua máquina de guerra, promovia um massacre contra a população civil libanesa.
Em matéria do jornal O Valor, de 26/11/07, lê-se : “O primeiro acordo de livre comércio do Mercosul com um país de fora da América Latina pode ser com Israel, no começo de 2008” (ver matéria abaixo).
Nada mudou de 2006 a 2007 que possa justificar a assinatura deste acordo.
Israel continua ocupando os territórios palestinos, o muro do apatheid continua sendo erguido, mais de 12 mil prisioneiros palestinos, controle da água, confisco de mais terras férteis , bombardeios e incursões contra as cidades palestinas, centenas de mortes de civis, boicote a todas as formas de ajuda humanitária à população palestina, centenas de chek points, a construção de mais colonias judaicas nos territórios ocupados continua.
O processo de paz, a reunião de Anápolis, nao produziu nada de imediato, concreto, que possa nos convencer que Israel realmente deseja uma paz justa e duradoura com os palestinos e os árabes em geral.
Portanto, reiteramos nosso veemente repúdio a qualquer assinatura de acordos comerciais, culturais, cientificos e de qualquer outra natureza, dos paises do Mercosul com Israel, um estado fora-da-lei, terrorista e assassino do povo palestino.
Reiteramos nossa total indignação a esse tipo de acordo que trará dividendos financeiros que serão usados por Israel para continuar sua ocupaçao e seus crimes de guerra.
Avaliamos que caso esse acordo seja assinado, o governo brasileiro e os governos do Mercosul estarão sendo cúmplices diretos da ocupação israelense e todas as suas consequencias para o povo palestino.
Tal qual em 2006, onde o protesto da sociedade civl chegou ao Palácio do Planalto e ao Itamaraty, chamamos as entidades islâmicas, árabes e palestinas no Brasil, chamamos a todas as entidades da sociedade civil brasileira ,todas as entidades solidárias com o povo palestino, chamamos a todos os amigos e amigas do povo palestino, chamamos todos os cidadãos e cidadãs brasileiras e brasileiros para protestar e transmitir ao Governo Brasileiro um firme pedido:NÃO AO ACORDO ENTRE MERCOSUL E ISRAEL!
PRESIDENTE LULA, NÃO ASSINE ESTE ACORDO!http://www.petitiononline.com/pal2006/petition.html
posted by bourdoukan

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

NINGUÉM ENCONTRA UMA PALAVRA PARA DESCREVER ISTO!

Se um ocidental tem cinco namoradas,
deixa três delas, engravida as outra duas e se casa com a sexta, só para depois se divorciar, chamam-no playboy!

Quando um árabe tem mais de uma namorada, chamam-no infiel, macho ou macho chauvinista senão maníaco sexual.

Quando Saddam Hussein ocupou o seu Koweit, chamaram-no invasor, ditador e “ameaça a paz”,

quando George Bush bombardeia Bagdad, chamam-no “distribuidor da democracia”.

Quando os talibãs proíbem o comércio de ópio no Afeganistão e também a sua exportação para o ocidente chamam-nos perversos e uma ameaça para o ocidente.

Quando as forcas da NATO esperam que de outra maneira as exportações de ópio para o ocidente aumentem …

Ninguém encontra uma palavra para descrever isto.

Quando um piloto israelense bombardeia a central eléctrica de Beirute chamam-no “herói”,

quando um palestino viaja num autocarro israelense cheio de colonos ilegais e de militaresa caminho do trabalho…

chamam-no terrorista!

O Presidente Ahmadinejad não detém uma execução totalmente legal de um criminoso condenado em Teerão…enquanto o Presidente Bush nunca deu nenhuma amnistia, nem adiamento, aos prisioneiros no corredor da morte…

E depois o Professor Lee Bollinger chama ao Presidente Ahmadinejad “ditador mesquinho”…

Quando o Presidente Ahmadinejad propôs que se apagasse do mapa um estado agressor, ilegal e ilegítimo chamado Israel,chamaram-lhe tirano e anti-semita.

O que é que devemos chamar ao Presidente Bush por apagar praticamente o Iraque do mapa?

Quando Bollinger se queixados prisioneiros “inocentes” em Teerão…o que é que devemos chamar aos prisioneiros da Baía de Guantánamo?

Quando um russo de olhos azuis que nem sequer é semita, e muito menos judeu, chega à Palestina, chama-se a isto a “lei dos retornados”.

Os palestinos que estão exilados, ou a viver debaixo da ocupação não têm nome…

chamam-lhes “os filhos de um Deus inferior”.

Raja Chamayel

À espera que o Professor Bollinger fume ópio afegão e termine numa prisão do Bush e tenha o Presidente Ahmadinejad como seu advogado…

29 de Setembro de 2007

Visite o meu blog antes que o Professor Bollinger o faça!!
http://frustratedarabdiary.blogspot.com
Publicada por Cristina
http://umarabefrustrado.blogspot.com/search/label/Bagdad

domingo, 18 de novembro de 2007

A Brutalidade Insana do Estado de Israel


Atrocidades na Terra Prometida
A Brutalidade Insana do Estado de Israel

Por Kathleen Christison
* - 17/07/06

Original em Counterpunch -
www.counterpunch.org
Tradução do Círculo Bolivariano de São Paulo - www.unidadepopular.org

Palavras não bastam; termos comuns são inadequados para descrever os horrores que Israel perpetra diariamente e tem perpetrado durante anos contra os palestinos.
A tragédia de Gaza já foi descrita mais de cem vezes, bem como as tragédias de 1948, de Qibia, de Sabra e de Jenin – 60 anos de atrocidades perpetradas em nome do judaísmo.
Mas o horror geralmente esbarra em ouvidos moucos na maior parte de Israel, na arena política dos Estados Unidos e na grande mídia dos EUA.
Aqueles que se horrorizam – e há muitos – não conseguem penetrar no escudo de impassividade que protege a elite política e midiática de Israel, ainda mais do que nos EUA, e cada vez mais no Canadá e Europa, de ver, de se preocupar.
Mas é preciso ser dito agora, bem alto: aqueles que concebem e executam as políticas israelenses transformaram Israel em um monstro, e chegou a hora de todos nós – todos os israelenses, todos os judeus que permitem que Israel fale por eles, todos os americanos que não fazem nada para acabar com o apoio dos EUA por Israel e suas políticas assassinas – de reconhecer que nós nos maculamos moralmente ao continuar a ficar de braços cruzados enquanto Israel leva a cabo suas atrocidades contra os palestinos.
Um país que determina o primado de uma etnia ou religião sobre todas as outras acabará ficando psicologicamente enfermo.
Narcisisticamente obcecado com sua própria imagem, terá de lutar para manter sua superioridade racial a todo custo e irá inevitavelmente encarar qualquer resistência a essa superioridade imaginária como uma ameaça a sua existência.
De fato, qualquer outro povo automaticamente se torna uma ameaça a sua existência pelo simples fato de existir.
Ao tentar se proteger contra ameaças imaginárias, o estado racista se torna cada vez mais paranóico, sua sociedade mais fechada e isolada, intelectualmente limitada.
Contratempos a enfurecem; humilhações a enlouquecem.
O estado açoita furiosamente num esforço desvairado, destituído de qualquer senso de proporção, para se reassegurar de sua força.
O modelo se esvaiu na Alemanha nazista, ao tentar manter uma mítica superioridade ariana. Está se esvaindo agora em Israel.
“Esta sociedade não mais reconhece nenhuma fronteira, geográfica ou moral”, escreveu o intelectual israelense e ativista anti-sionista Michel Warschawski em seu livro de 2004, “Rumo a uma Tumba Aberta: a Crise da Sociedade Israelense”.
Israel não conhece limite algum e está se esvaindo ao descobrir que sua tentativa de submeter os palestinos e engolir a Palestina inteira está sendo minado por um povo palestino tenaz e digno que se recusa a submeter-se em silêncio e desistir de resistir à arrogância israelense.
Nós nos Estados Unidos ficamos tão acostumados à tragédia inflingida por Israel, e caímos facilmente na sua lábia que automaticamente, por alguma armadilha da imaginação, converte atrocidades israleenses em exemplos de como Israel é vitimizado.
Mas um exército que solta uma bomba de 225 quilos em um apartamento residencial no meio da noite e mata 14 civis dormindo, como aconteceu em Gaza há quatro anos, não é um exército que opera por normas civilizadas.
Um exército que solta uma bomba de 225 quilos em uma casa no meio da noite e mata um homem, sua esposa e sete de seus filhos, como aconteceu em Gaza há quatro dias, não é o exército de um país moral.
Uma sociedade que pode deixar de lado, como desimportante, o assassinato brutal de uma menina de 13 anos por um oficial do exército alegando que ela ameaçou soldados em um posto militar – uma entre as quase 700 crianças palestinas assassinadas por israelenses desde que a Intifada começou – não é uma sociedade dotada de consciência.
Um governo que prende uma menina de 15 anos – uma entre as centenas de crianças em prisões israelenses – pelo crime de empurrar e fugir de um soldado que tentava lhe fazer uma revista quando ela entrava numa mesquita não é um governo com qualquer postura moral. (Essa história, que não é do tipo que vá aparecer alguma vez na mídia americana, foi noticiada pelo Sunday Times de Londres.
A menina levou três tiros enquanto fugia e foi condenada a 18 meses de prisão depois de sair do coma).
Os críticos de Israel cada vez mais notam que Israel está se autodestruindo, à beira de uma catástrofe por sua própria culpa.
O jornalista israelense Gideon Levy fala de uma sociedade em “colapso moral”.
Michel Warschawski escreve sobre uma “loucura israelense”, uma “putrefação” da sociedade civilizada, que levou Israel a um rumo suicida.
Ele prevê o fim do empreendimento sionista; Israel é uma “quadrilha de arruaceiros” que “caçoa da legalidade e da moralidade civil. Um estado que se enche de desprezo pela justiça perde a força para sobreviver”.
Como Warschawski nota com amargor, Israel já não conhece mais nenhuma fronteira moral – se alguma vez conheceu.
Aqueles que continuam a apoiar Israel, que criam pretextos para isso enquanto ele mergulha na corrupção, perderam suas referências morais.

*Kathleen Christison é uma ex-analista política da CIA e trabalhou com temas do Oriente Médio durante 30 anos.
Ela é autora de "Percepções da Palestina" e "Ferida da Espoliação".
Pode ser contactada pelo email: kathy.bill@christison-santafe.com.
Este artigo encontra-se no site do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
http://www.unidadepopular.org/israhell6.htm

domingo, 14 de outubro de 2007

MURO DA SEGREGAÇÃO RACIAL

PALESTINA • 08/01/2004
O Muro da segregação racial na Cisjordânia, é um projeto sionista de nova colonização na Palestina.
por Raed El Arabi : da Direção da União da Juventude Árabe para América Latina (UJAAL)
Um Muro que, na sua conclusão, isola aos palestinos cisjordanos e a metade de seu território, principalmente as zonas urbanas.
Um projeto sionista para uma nova fase de colonização.
Diversas ONGs e setores populares, de todo o mundo tem convocado uma jornada internacional de protestos e mobilizações contra a construção do Muro e do crime sionista contra o povo palestino.
Características do Muro
O muro de concreto gigantesco, comummente conhecido como o Muro de apartheid, ou Muro de Segregação Racial, que está sendo construido pelo governo sionista de Israel na Cisjordânia, não é uma idéia nova, más sim, é apenas uma materialização, do que foi decidido em 1973.

O Muro de 8 metros de altura, é duas vezes mais alto que o anterior muro de Berlim.
Fontes palestinas antecipam que pode alcançar entre 650 a 700 km de longitude, segundo declarações dos radicais do Likud, isso significa, quatro vezes mais longo do que era o comprimento do Muro de Berlim, e 45 metros de largura (em algumas zonas terá um Muro interno e outro externo). 145 Km já estão construidos.
Nem as críticas internacionais, nem as exigências da ONU tem conseguido parar o projeto do governo sionista.
"Não tenho outra alternativa, a separação é a única possibilidade de segurança", "devemos levantar barreiras que impedem a entrada de terroristas suicidas e outros agressores", com estas palavras, argumentou a construção do Muro, o assassino sionista Ehud Barak, quando anunciava no Camp David em julho de 2000, que o projeto será de separação física e económica.

Será equipado com alta tecnologia sofisticado de vigilância, fio farpado, fios elétricos, e rodeado por trincheiras; também haverão patrulhas constantemente.
Os palestinos de 12 cidade que ficarão divididos pelo Muro, terão que pedir licença para cruzá-lo.
O custo total da sua construção se calcula em mais de 1 bilhão de Euros.
O dia 9 de Novembro de 2003, é o dia no qual coincide a queda do Muro de Berlin, quando milhares comemoravam o 14º aniversário da queda do muro de Berlin, o governo sionista de Isreal, nesta data fechou a primeira fase da construção, e inciciou assim no dia 1º de Outubro a segunda.
O texto da declaração foi feita em público imediatamente.

A segunda fase da construção do Muro:

"Está nova fase terá que cobrir a construção de 270 Km: desde o assentamento de Elqana, ao sul de Qalquilya, até o acampamento militar de Ofer, perto da cidade de Ramalah (140 Km); desde o assentamento de Har Gilo, ao sul de jerusalèm, até o assentamento de Carmel, ao sul de Hebrón (115 Km); e 15 Km mais ao longo da fronteira noroeste de Jerusalém"[1].

145 kilómetros do Muro já estão construidos

Algo mais de 145 kilómetros do "Muro de segregação racial", aprovados previamente, pelo governo sionista, já estão práticamente completados.
Ao redor do asentamento de Ariel o muro se encontra a 22 kilómetros da "línha verde"[2], (desviando dentro das terras de Cisjordânia).
Em total 44 assentamentos estarão situados ao oeste do Muro, e 65.000 hectares, um 11.6% de Cisjordânia estará isolado, entre o "Muro" e a "línha verde".
As aldeias de Rummana, Taba e Yanin foram postos num cantão, separados da Cisjordãnia e do resto da palestina por dois muros separados.

Se estima que 100,000 árvores de azeitona e 50,000 de uma variedade ampla de frutas da região, já foram roubados ou destruidos pelo exército sionista, ao longo dos primeiros 112 km do Muro, de acordo com os dados do grupo Palestino de proteção do meio ambiente.

Um relatório da ONU em maio de 2003, refere-se que, o Muro atingirá imensamente Palestinos, em todos os sentidos.
O relatório informa que: "95,000 palestinos permanecerão viver entre o Muro e a Linha Verde (61,000 deles no distrito de Jerusalém) quando se completa."
O relatório confirma que o Muro deixará muitos Palestinos sem acesso a recursos de água[3].

O Muro, afetará seriamente o viver de milhares de Palestinos.
Separa fazendeiros de suas terras, divide as famílias, e muitos ficarão sem tarbalho ou longe dos negócios.
Os pastores foram forçados vender seus rebanhos devido a destruição do pastgem pelo exército sionista.
Algumas ONGs tem denunciado que a primeira fase de construção do Muro tem deixado a 20.000 pessoas sem meio de vida, patrimônio e tem arrasado miles de hectares de terrenos e de poços de agua em Cisjordania.
A organização de direitos humanos israelense, "Btselem", afirmou que o recorrido da "barreira de separação" aprovado pelo governo israelense atingirá diretamente os inteésses de 875.000 palestinos e outros 263.000 ficarão isolados, entre eles 115.000 pessoas encerradas entre o Muro e a "línha verde", que separa a Israel de Cisjordania.

A ONU lava as mãos para não ser cúmplice:
A construção do Muro de segregação racial na Cisjordânia pelo governo sionista de Israel foi objeto de uma massiva condena na Asambléia Geral das Nações Unidas no final do mes de outubro de 2003.
A petição da iniciativa foi dos países árabes, que após uma longa jornada de negociações foi aceita.
A medida foi aprovada por 144 votos a favor, 12 abstenções e 4 em contra, entre eles os Estados Unidos e o Estado sionista de israel.
Com uma amplia maioría, a Assembléia Geral da ONU tem aprovado a resolução que exige de Israel a paralização do Muro.
O embaixador israelense Dan Gillerman, na ONU qualificou a decisão de "farsa".
O observador permanente da Autoridad Nacional Palestina na ONU, Nasser Al-Kidwa, deu seu agradecimento aos países que apoiaram a resolução.
A pesar da resolução da ONU e da condena da comunidade internacional, o governo sionista em resposta, declarou que continuará na construção do Muro.
Nestá resolução se exige de Israel "que paralise e dé marcha atrás na construção do Muro na Cisjordânia e no oeste de Jerusalém.
Segundo declarações da ONU, a Assembléia se manifesta "particularmente preocupada" pelas consequências da edificação deste muro, que "prejudica futuras negociações e fáz físicamente impossível a solução de criar dois Estados", como contempla a 'Estrada do Mapa'.

O Muro é um projeto sionista de colonização:
Se trata de um projeto que tem recebido a condena da comunidade internacional, que o considera uma iniciativa motivada por razões claramente políticas e não só de seguridade.
O Governo sionista argumenta que é necessário construir o Muro para impedir a entrada de atacantes palestinos, que tem matado a centenas de israelenses nos últimos 3 anos.
Os palestinos e a comunidade internacional temem que se trate de uma política de fatos consumados por parte de Ariel Sharon para anexar zonas de Cisjordania.

Declarações da ala radical do Likud, informam que o projeto de separar a Cisjordânia das fronteiras de Jordânia é um projeto que foi estabelecido um pouco antes da Guerra de 1967.
Ao longo da istalação do Muro, este se desvia em várias localidades, de uma forma que respeita os assentamentos dos colonos sionistas, e em grande parte para anexar terrenos agrícolas férteis que pertenceram sempre aos palestinos.

A política racista e expansionista do governo sionista de Israel, vende hoje a idéia de querer através do Muro estabelecer, uma medida de seguridade, para evitar a infiltração dos grupos armados da Intifada, como HAMAS, Al Jihad Islâmica e FPLP, no território ocupado.

Na realidade, o projeto da construção do Muro de segregação racial, não é um passo novo na política de colonização sionista, já que em 1973, Sharon havia declarado na sua visita ao assentamento de Ariel, sobre seu projeto de construir um Muro entre israelenses e palestinos.
E as declarações dos radicais do Likud, confirmam isso.

No verão de 2002, se provocou uma controvérsia no governo de Sharon quando começou a construçaõ do lado leste do Muro, que atingia a "Linha Verde", perto da aldeia Salim, ao oeste de Jenin, onde foram anexadas as terra mais férteis, e os moradores palestinos -os donos- serão deslocados futuramente.
A ala radical do likud, declarou: "a razão de anexar éstas terras é atrair novos colonos judeus no futuro para os novos assentamentos com terras férteis".

A crise à onde vai?

Depois que Sharon tinha falado em Herzliya sobre o Muro e o crescimento demográfico palestino, Benjamin Netanyahu disse:
o problema do Sharon se coloca entre duas escolhas apertadas, entre o aliado estratégico, George W. Bush, e o "amigo" que é eficiente nas eleições israelenses, o líder radical Zaif Hafir, que recusa abandonar nem sequer um único alcance de mão da terra confiscada para alcançar progresso político de segurança.

Sharon sugeriu a idéia de ter eleições prévias dentro de dois meses na qual o eleito será quem daria as escolhas de qualquer acordo, ou a execução do plano de separação ou continuar na confrontação sangrenta com os "suicidas Palestinos".
Acredita-se que esta chance está disponível causar a mudança que ele procura antes das eleições presidenciais norte americanas em novembro de 2004.
Sharon tem se manifestado em várias oportunidades de não reconhecer a "Linha Verde" como uma condição de princípio que expressa sua recusa à Resolução 242 da ONU.
O Likud argumenta que a reivindicação desta Resolução é impossível, o governo sionista de Isreal recusou admitir à Linha Verde como base para negociação.
Sua desculpa é que Palestina não teve fronteiras que foram reconhecidas sob o Mandato Britânico, infelizmente Yasser Arafat em Oslo concordou.
Mas nos últimos três meses, Sharon declarou um número de vezes que ele estava pronto para ajustar o Muro à medidas próximas da "Linha Verde" se os Palestinos assinam o Acordo de Paz de certa maneira que garante implementação de suas condições.
Não só isso, a política de Sharon pode também pôr em perigo de dissolução o governo, porque os partidos religiosos extremos, definitivamente se retirarão da Coalizão de Rightist.
Para evitar encarar crises fatais, ou acontecer o mesmo quando Yitzhak Rabin em 1995 tentou destruir a maioria dos assentamentos e retornar à Linha Verde, foi enfrentado com um "movimento" de protestos violentos que eventualmente levaram a seu assassinato.
Os temores do Estado sionista de Israel do crescimento demográfico palestino e dos ataques da Intifada levarão ao aumento das correntes de oposição para compôr a Intifada.
E éste tipo de crises do sionismo e das negociações de Paz, só fortalecem HAMAS, Al-Jihad Islâmica e a FPLP, assim a Intifada vai fazendo de Abu Alaá outra cópia fracassada de Abu Mazen, e talvez de Sharon outra cópia morta de Y. Rabin. ===========================================================
[1]- Grupo Palestino de Proteção do Meio Ambiente (uma ONG).
[2]-22 de novembro de 1967, resolução 242 do conselho de Segurança da ONU: determina a devolução dos territórios ocupados pelo Estado sionista de Israel na Cisjordâni e Gaza, e determinar uma linha verde, que respeita o território para a criação do Estado palestino.
[3]- Grupo Palestino de Proteção do Meio Ambiente.
Fonte:
PALESTINA1

CRIME NA CISJORDÂNIA

O Muro da Vergonha
CRIME NA CISJORDÂNIA
Seiscentos e oitenta mil palestinos da Cisjordânia irão sofrer
directamente com o muro de separação que está a ser construído por Israel, cuja legalidade será estudada a partir de 23 de Fevereiro pelo Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) de Haia.
Cerca de 850 km2 do território da Cisjordânia, com excepção de Jerusalém Leste, cerca de 14,5% daquele total, estarão brevemente no interior deste muro e da linha de armistício de 1949, a chamada linha verde, segundo revela um relatório elaborado pela agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
Mais de 274 mil palestinianos que vivem em 122 povoações e cidades irão "viver em regiões fechadas - entre o Muro e a linha verde - ou em enclaves totalmente cercados pelo muro", segundo revela o documento.
Outros 400 mil que vivem a leste daquela linha serão obrigados a atravessá-la em "check-points" para chegar às suas quintas ou locais de trabalho.
"Isto significa que o muro afectará directamente mais de 680 mil palestinianos, o que representa 30% da população da Cisjordânia", revela o relatório da ONU.
Apenas 11% do traçado do muro, que se estende por 700 quilómetros, coincide com a "linha verde", que separa a Cisjordânia de Israel.
Pelo seu traçado sinuoso, que avança em profundidade na Cisjordânia, a linha de separação, uma vez terminada, será muito mais longa do que a linha verde, segundo a mesma fonte, adiantando ainda que "os danos causados pela destruição de terras e de bens para a construção do muro são irreversíveis e os palestinianos correm o risco de não se conseguirem impor economicamente ainda que a situação política melhore no terreno".
Os 180 km de muro já construídos isolaram já povoações inteiras da Cisjordânia dos mercados, dos serviços hospitalares e das escolas.
Para terminar este troço, mais de 1100 hectares de terras particulares palestinianas foram confiscadas e 102 mil árvores arrancadas.
Estas terras, onde trabalha um quarto da população total, são das mais férteis da Cisjordânia e geram em média 900 mil dólares por ano e por km2, isto é, o dobro do que geram os campos noutros locais da Cisjordãnia ou da Faixa de Gaza.

O MURO DA SEPARAÇÃO

foto: cerca em Belém
Israel faz obras para separar israelenses de palestinos


Guila Flintde Belém


Os projetos para separar israelenses de palestinos se intensificaram
Existe uma palavra em hebraico que todos os palestinos sabem dizer: "mahsom", que significa barreira ou ponto de checagem.
Durante os últimos anos, Israel vem desenvolvendo projetos de grandes dimensões que visam criar uma separação fisica entre palestinos e israelenses nos territórios ocupados.
Na Cisjordânia, vivem 250 mil colonos israelenses e mais de 2 milhões de palestinos.
Os assentamentos pontilham toda a Cisjôrdania criando um mapa complexo no qual assentamentos israelenses e cidades, vilarejos e aldeias palestinos se entremeiam.
Em imagens : Belém sob controle dos palestinos

Projetos
Os
projetos de separação têm o objetivo de evitar o encontro entre as duas populações e incluem a construção de cercas e muros, a escavação de fossas, a instalação de bloqueios nas estradas com blocos de concreto e montes de areia e a presença de pontos de checagem militares em locais considerados estratégicos.
Segundo as autoridades israelenses, a meta é garantir a segurança de israelenses, depois que dezenas deles foram mortos por atiradores palestinos tanto nas estradas da Cisjordânia quanto nos assentamentos.
Para os palestinos, a presença desses obstáculos físicos transforma suas cidades e aldeias em prisões e dificulta todos os aspectos da vida da população.
Também está em andamento a construção de estradas periféricas, para contornar as regiões habitadas por palestinos.
Desde o início da Intifada, em setembro de 2000, o tráfego de veículos palestinos nessas estradas foi proibido e elas servem exclusivamente para a movimentação de colonos israelenses.
'Zona de separação'
A cidade de Belém, assim como todas as outras cidades palestinas, está ficando cada vez mais cercada por todos os tipos de obstáculos físicos que impedem a passagem dos habitantes, não só em direção às cidades israelenses como também em direção a outras cidades palestinas e à zona rural.
Ao norte do vilarejo de Beit Sahour, na periferia da cidade de Belém, as autoridades israelenses estão concluindo a construção de um trecho da chamada “zona de separação”.
Segundo porta-vozes israelenses, o objetivo do projeto é impedir que atacantes palestinos saiam de Beit Sahour em direção a Jerusalém.
Rodeando a parte norte do vilarejo se vê um complexo de cercas de arame farpado, cercas eletrônicas e valas.
Entre as cercas está sendo construída uma nova estrada que levará colonos israelenses que moram em assentamentos ao sudeste de Belém para Jerusalém.
Para construir esta estrada foram confiscadas terras agrícolas pertencentes a 5 aldeias palestinas e também parte da área urbana de Beit Sahour.

'Pretexto'
Segundo Jamal Salman, diretor-geral da prefeitura de Belém, o objetivo da cerca ao redor de Beit Sahour não é garantir a seguranca de civis israelenses.
A seguranca é só o pretexto”, disse Salman à BBC Brasil, “mas o objetivo verdadeiro é confiscar mais terras dos palestinos e criar fatos consumados nessa área, pois a cerca não passa na linha verde (fronteira original entre Israel e a Cisjordânia, antes da ocupação israelense na guerra de 1967), mas sim avança nas áreas palestinas”.
Durante o mês de março, os moradores da parte norte de Belém foram informados pelas autoridades israelenses que um muro deverá ser construído, separando o bairro onde eles moram do resto da cidade.
Esse bairro fica junto à
Tumba de Raquel, local de peregrinacao para judeus ortodoxos que acreditam que lá foi enterrada a matriarca.
Desde a ocupação da Cisjordânia, em 1967, a Tumba de Raquel foi gradualmente transformada em uma base militar israelense, e hoje esta cercada por muros e torres de controle, com soldados em guarda 24 horas por dia.
O novo muro, que deverá ter 8 metros de altura, deverá servir para separar os palestinos dos israelenses que vão rezar na Tumba de Raquel.
Amjad Awwad, de 35 anos, é dono de um supermercado nesse bairro.
“Essa sempre foi a área mais próspera de Belém”,
disse Awwad, “mas nos últimos anos, por causa da base militar instalada na Tumba de Raquel, esta região virou uma área morta. Das 80 lojas que havia aqui, 73 já foram fechadas”.

'Gueto'
Cerca de 450 palestinos moram ou trabalham nesta parte de Belém.
Eles temem que a construção do novo muro torne sua vida insuportável.
“Se esse novo muro for construído, Belém será dividida em duas partes e os moradores do bairro vão passar a viver em um gueto”, disse Jamal Salman, da prefeitura, “de um lado haverá o muro com 8 metros de altura e, do outro, a cerca que impede a nossa passagem para Jerusalém”.
O próprio Salman tem uma loja nesse bairro e disse que, se o muro for construído, ele terá que pedir permissão às autoridades israelenses a cada vez que quiser ir de sua casa, que fica no sul de Belém, a sua loja.
A Prefeitura de Belém entrou com um apelo contra a construção do novo muro na Suprema Corte de Justica de Israel.
A Corte pediu esclarecimentos ao Ministério da Defesa.
Os palestinos em Belém esperam que a Corte aceite o apelo e proíba a construção do novo muro.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

LEMBREM-SE DOS PALESTINOS

Tenho recebido inúmeros e-mails de leitores indignados com o comportamento da mídia diante do acidente da TAM e das vaias contra o presidente Lula durante a abertura dos jogos pan-americanos.
Poderia citar outros fatos, mas creio que não vem ao caso.
No entanto, gostaria apenas de salientar que esse comportamento dos detentores dos meios de comunicação é regra geral (não consigo enxergar exceções) todas as vezes que se julgam prejudicados em seus interesses.
Agora os leitores imaginem o que é ler e assistir há mais de 60 anos a esse mesmo comportamento (diria odioso até) dessa mesma mídia em relação aos palestinos.
Têm o seu país ocupado,
dividido,
seus lares demolidos,
seus hospitais destruídos,
suas escolas fechadas,
seus alunos e professores perseguidos e assassinados e,
como se não bastassem tais brutalidades,
são denominados pela mídia de terroristas.
Isso mesmo!
Acusam os naturais da terra, que perderam tudo (e que hoje são confinados no maior campo de concentração de que se tem notícia), de terroristas e a seus algozes de pacifistas.
Por isso, lembrem-se dos palestinos todas as vezes que se sentirem injustiçados.

posted by bourdoukan

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PRESIDENTE SADDAM E O TRIBUNAL FANTOCHE



Redacción 20 de outubro 2005

O presidente deposto do Iraque Saddam Hussein negou-se a responder às perguntas feitas pelo juiz e também negou-se a reconhecer a legitimidade do Tribunal Especial Iraquiano (TEI), formado pelo governo fantoche do país.

Hussein foi levado ao "tribunal" ontem (19) em Bagdá, sob a acusação de que teria ordenado o massacre de 143 xiitas em 1982.

"Reivindico o direito constitucional de fazer valer meus direitos de chefe de Estado e me recuso a responder", disse, dirigindo-se ao presidente do tribunal.

"Não reconheço sua autoridade porque todo (este tribunal) carece de fundamento", acrescentou.

O ex-vice-presidente Taha Yassine Ramadan, vestido com uma túnica branca, também não quis dar sua identidade, limitando-se a dizer que sua "identidade fora roubada".

Acrescentou que confirmava "o que o presidente Saddam Hussein disse".

Redes de TV iraquianas mostraram imagens do início do julgamento e do presidente do tribunal, o curdo Rizgar Mohamed Amin , que lia um documento.

"Esta é a primeira audiência, do primeiro caso, Dujail", disse o presidente do tribunal, antes de chamar os oito acusados.

Hussein estava sentado e rodeado por uma cerca de 1,5m de altura.

Todos podem ser condenados à pena de morte.

Farsa

A filha mais velha de Hussein, Raghad, criticou desde Amã, na Jordânia, onde está exilada, a farsa do julgamento, informou um membro do comitê de defesa.

"Raghad está aborrecida com o modo como o julgamento é realizado, principalmente com a ausência dos advogados solicitados por seu pai", disse em Amã (Jordânia) o advogado jordaniano Issam Ghazzawi, referindo-se ao comitê de defesa, que inclui letrados árabes e estrangeiros, entre eles o ex-secretário de Justiça americano Ramsey Clark.

O conjunto de advogados não foi escolhido por Hussein, tampouco pôde conversar com o acusado livremente, como o exigido pelas convenções internacionais.

Apenas o advogado iraquiano Khalil al Dulaimi foi autorizado pelo governo fantoche e pelas forças de ocupação a defender o presidente deposto.

Entre as acusações contra os oito réus estão as de "assassinato, expulsão, prisão, tortura e desrespeito às normas internacionais".

Durante a sessão, Hussein observou a troca de argumentos entre acusação, defesa e o presidente do tribunal, sem fazer intervenções.

Após uma breve audiência, o juiz adiou a sessão e marcou a próxima audiência para 28 de novembro próximo.

Al Dulaimi havia pedido um adiamento por três meses, mas o juiz optou por pouco mais de um mês.

Tensão

A tensão era sentida em todo o país com o início do julgamento, dois anos após Hussein ter sido capturado pelas tropas americanas, em 2003.

Em Tikrit, cidade natal do ex-presidente e de quase toda sua família, a tensão era mais evidente.

Dezenas de pessoas concentraram-se em um estádio da cidade para protestar contra o julgamento.

No Iraque, as reações ao início do "julgamento" do ex-presidente foram variadas.

A mídia ocidental procurou exibir imagens de muçulmanos xiitas e curdos se manifestando a favor de penas duras contra Hussein.

A imprensa colaboracionista, dirigida por antigos adversários do governo de Hussein, colocou o "julgamento" em suas manchetes.

"Julgamento de um tirano" e "Primeiro ditador árabe a ser julgado" estampavam alguns jornais.

Na imprensa da comunidade sunita, o julgamento foi mencionado, sem grandes artigos.

Em nenhuma outra parte o contraste foi tão marcante quanto nos distritos bagdalis de Azamiyah, de maioria sunita, e Kazimiyah, de população xiita, separados apenas pelo Rio Tigre.

Apenas um fator unia as duas populações: a precária rede elétrica de Bagdá.

A energia falhou diversas vezes durante a transmissão do julgamento.

Na televisão, as grandes redes se preocuparam em mostrar os sentimentos dos oposicionistas e silenciaram em relação às grandes manifestações em Tikrit, Bagdá e Faluja, a favor de Hussein.

Uma seqüência veiculada pela CNN mostra uma dona-de-casa xiita cuspindo na tela da televisão ao ver a imagem de Hussein.

Quando o juiz se dirigiu ao ex-presidente como "senhor Saddam", ela gritou: "Monstro Saddam, você quer dizer!"

Do outro lado do Rio Tigre, num bairro de maioria sunita — a mesma confissão de Hussein — alguns moradores também ficaram galvanizados pelas imagens na TV.

Namir Sharif, ex-oficial do Exército, quase chorou de orgulho ao ver Hussein desafiar a autoridade do tribunal.

"É um ato heróico", disse.

Alguns iraquianos assistiram à primeira sessão do tribunal com temor ou ódio, outros com alegria, outros ainda com amargura e até uma certa nostalgia.

Mas todos assistiram com atenção, incapazes de desviar os olhos da imagem do antigo líder, antes senhor supremo do Iraque, agora réu em julgamento.

Palestinos querem Bush lá

Para os palestinos, Hussein é mais vítima do que algoz, um alvo direto do imperialismo americano.

Para os israelenses, o presidente iraquiano deposto é uma figura demoníaca. Os dois lados têm visões opostas do julgamento de Saddam.

Os palestinos acreditam que o ex-presidente é vítima de uma injustiça; os israelenses esperam que o julgamento sirva de alerta a outros déspotas do Oriente Médio.

Osama Shagnobi, um morador de Gaza, lembra dos cerca de US$ 21.000 que sua família recebeu do governo iraquiano por causa da morte do irmão, Mohammed, num choque com soldados israelenses.

"Não é possível comparar a vida do meu irmão com dinheiro nenhum no mundo, mas sentimos que Hussein estava entre as poucas pessoas ao nosso lado e mostrou que alguém se importava com a perda que sofremos", disse Shagnobi.

Por intermédio de organizações assistenciais islâmicas, o regime de Saddam enviava regularmente dinheiro a parentes de homens-bomba e de extremistas mortos em combates com Israel.

Os palestinos também reverenciaram Saddam quando ele disparou 39 mísseis Scud na direção de Israel durante a Guerra do Golfo, travada em 1991.

Os disparos causaram danos consideráveis, mas poucas vítimas.

Já os israelenses têm uma posição totalmente diferente, algo bastante esperado.

Para eles, o julgamento de Saddam é visto como um "evento que obrigará líderes árabes" a perceber que poderão "pagar por seus atos", repercutindo a opinião da mídia oficial americana e israelense.

"Hoje é um dia especial, pois um terremoto atinge o mundo árabe, com líderes pagando por seus crimes", vituperou o ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, em entrevista à Rádio Israel.

Em Jerusalém, o israelense Bibi Nissin, de 51 anos, disse acreditar que Saddam terá um julgamento "justo".

"Espero que ele seja condenado à prisão perpétua. E não me importa onde ele cumprirá a sentença, já que não estará aqui em Israel."

Muitos palestinos, revoltados com o favorecimento americano a Israel e com a ocupação do Iraque, gostariam que o presidente dos EUA, George W. Bush, fosse julgado junto com Hussein.

"Se ele é um assassino, o que poderíamos falar dos atos americanos cometidos no Iraque?", questionou o motorista de taxi Saed Souror, de 32 anos.

"Para existir justiça, Bush e Saddam deveriam ser levados ao banco dos réus juntos."

Veja abaixo parte da transcrição do início do "julgamento":

Hussein: Aqueles que lutaram pela causa de Deus serão vitoriosos... estou à mercê de Deus, o mais poderoso.

Amin (juiz 'responsável'): Senhor Saddam, por favor, nos diga sua identidade, seu nome... Você tem bastante tempo, você terá tempo suficiente para dizer o que quiser e expressar seus pensamentos. Mas esta corte tem um procedimento e nós temos que segui-lo.

Hussein: Quem são vocês? O que vocês estão fazendo aqui? Eu não respondo a esta "chamada" corte, com todo o respeito. E me reservo o direito constitucional como Presidente do Iraque (...) Eu não reconheço nem a entidade que autoriza vocês, nem a agressão, porque tudo baseado em falsidade é falsidade... Você já foi juiz antes?

Amin: Não há espaço para este tipo de conversa neste tribunal.

Hussein: Estou neste tribunal militar desde as 2h30 da madrugada, e usando a mesma roupa desde as 9h. Você me conhece, você é iraquiano e sabe muito bem que eu não fico cansado.

Amin : Estou aqui para perguntar sobre sua identidade.

Hussein: Eu respondi essa pergunta por escrito e a enviei a você.

Amin: Senhor Saddam, vá em frente. Você é culpado ou inocente?

Hussein: Eu disse o que disse, eu não sou culpado, sou inocente.

Com agências internacionais

Nova publicada no Diário Vermelho .

http://www.arroutadanoticias.com/novas/nova201020054.html

GAZA CHORA A EXECUÇÃO DE SADDAM

Os palestinos realizavam neste sábado em Gaza os rituais de Aïd al-Adha (a Festa do Sacrifício, também chamada Aïd al-Kebir), que dura quatro dias, entristecidos com a execução de Saddam Hussein.
Os festejos começam a partir deste sábado para os sunitas e, domingo, para os xiitas - as duas principais correntes do Islã que têm se caracterizado por um clima de contínua tensão.
"Saddam apoiava totalmente os palestinos, política, moralmente e financeiramente. Doou milhões de dólares às famílias dos mártires", disse um policial palestino.
Saddam era o mais popular dos líderes árabes nos territórios palestinos.
Durante a segunda Intifada, ele enviou milhões de dólares às famílias dos que morreram em combate com o Exército israelense e às dos autores dos atentados suicidas em Israel.
Em cada discurso importante, não esquecia jamais de prestar homenagem à ‘Palestina’, que aplaudiu os tiros de mísseis Scud iraquianos contra Tel Aviv durante a guerra do Golfo em 1991.
Na última carta tornada pública na quarta-feira desta semana e dirigida aos iraquianos, Saddam Hussein escreveu: "Longa vida ao Iraque. Longa vida à Palestina. Longa vida à jihad e aos mujahedines. Deus é grande. Que Ele amaldiçoe os miseráveis".
Fonte: Diário do Grande ABC
Publicado em 30.06.2006 às 14h26

O drama dos refugiados iraquianos com a Guerra contra o Iraque

foto: Um grupo de refugiados iraquianos que acaba de chegar a Damasco descarrega suas bagagens no bairro de Jaramana
Quem paga “a exportação da democracia”
de Gianni Valente

A agência da ONU para os refugiados (Unhcr) descreve o resultado da crise iraquiana como “o mais maciço deslocamento de uma população no Oriente Médio desde o êxodo dos palestinos que se seguiu à criação do Estado de Israel em 1948”.

Numa população de 26 milhões de pessoas, cerca de 1,8 milhões de iraquianos são refugiados dentro do próprio país, número que poderia crescer a 2,3 milhões até o fim do ano.

Outros 2 milhões vivem no exílio.

Além de um milhão de refugiados na Síria, de que falamos nestas páginas, 750 mil foram expatriados para a Jordânia.

O que preocupa é sobretudo o cenário realista de um aumento exponencial do êxodo de um país dilacerado pela guerra civil.

Se até 2004 se registrava entre a população que fugiu em conseqüência da guerra um fluxo consistente de retorno ao Iraque (300 mil em 2003, 200 mil em 2004), em 2006 apenas 500 refugiados retornaram estavelmente a seu país (ao passo que a média de exilados gira em 40 mil por mês).

Os recursos.
Em janeiro de 2007, a Unhcr lançou um apelo para o angariamento de 60 milhões de dólares necessários para sustentar os programas de proteção e assistência aos refugiados iraquianos ao longo deste ano.

Em meados de fevereiro, as doações cobriam apenas a metade do valor necessário, com as contribuições mais consistentes feitas pelos Estados Unidos (18 milhões) e pela Austrália (2,2 milhões), estando ausentes quase todos os países europeus (com as exceções significativas da Suécia e da Dinamarca).

A Unhcr convocou para os próximos 17 e 18 de abril uma conferência internacional sobre os refugiados e exilados iraquianos, a se realizar em Genebra.

Dirigiu também um apelo à comunidade internacional para que “alivie o ônus humanitário” que pesa sobre os países hóspedes, onde os governos “vêm encontrando dificuldades crescentes na tentativa de administrar um número de refugiados tão amplo”.
Portas fechadas.

Os governos ocidentais não abrem as fronteiras aos iraquianos com status de refugiados.

Só os EUA se declararam disponíveis a acolher sete mil até setembro.

Em meio ao desinteresse geral da comunidade internacional, a exceção é a Suécia, onde 9 mil iraquianos pediram asilo em 2006.


Palestinos sem pátria.

Entre aqueles que mais sofreram com o caos e a violência que explodiram no Iraque pós-Saddam estão os palestinos, que haviam encontrado refúgio no país quando fugiram de suas terras em razão do conflito israelense-palestino iniciado em 1948.

Antes de 2003, eram 34 mil.

Hoje, a barbárie que cresce contra eles (homicídios premeditados, seqüestros, torturas) é também um meio de despejar o ressentimento e a inveja ante a assistência material – alimento, alojamento, assistência à saúde e educação – de que gozavam sob o velho regime baathista.

Nenhum dos países da região – nem a Síria – abre as fronteiras para oferecer a eles asilo e segurança.

Um símbolo desse blecaute humanitário é o caso dos 700 palestinos que se encontram há meses acampados vivendo no limite da sobrevivência em al-Waleed, terra de ninguém entre o Iraque e a Síria.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Refugiados do Iraque chegam ao Brasil


Palestinos refugiados do Iraque chegam ao Brasil
São Paulo.
Fugidos do Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein que os protegia, eles permaneceram por quatro anos em um campo na Jordânia e ontem chegaram ao Brasil - primeiro país da América Latina a aceitar refugiados de fora da região sob o programa da ONU, fortalecendo o Programa de Reassentamento Solidário.
Canadá e Nova Zelândia já os receberam e o Chile deve ser o próximo.
Os 35 palestinos que aterrissaram ontem em Guarulhos serão reassentados no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Outros dois grupos chegarão em 4 e 18 de outubro.
Ao todo serão mais de 100 refugiados.
Na chegada do primeiro grupo, um menino, inicialmente assustado e acompanhado de seus pais, desembarcou com duas bolas na cor verde-e-amarela do Brasil.
- Agradecemos ao governo brasileiro por este gesto humanitário e, ao mesmo tempo, reforçamos que a solução para os refugiados não é humanitária.
A solução para eles é deixar de ser refugiados - defendeu Emir Saleh Mourad, secretário-geral da Confederação Árabe-Palestina do Brasil.
Eles abandonaram o país em 2003, fugindo de prisões arbitrárias, desaparecimentos e torturas praticadas por milícias armadas.
Até 2003, a Jordânia acolheu refugiados palestinos, mas desde então não aceita mais.
O campo de Ruweished, a 70 Km da fronteira com o Iraque, será definitivamente fechado com a decisão das autoridades brasileiras de receber o grupo.
- Eles não têm saída para outro país.
São cerca de 15 mil palestinos no Iraque que não têm para onde ir - disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Astrid Van Genderen Stort. - Jordânia, Síria e Líbano acreditam que outros devem assumir a responsabilidade.
Os iraquianos formam o maior grupo de candidatos a asilo no Ocidente.
Cerca de 19.800 pediram asilo a países ocidentais na primeira metade de 2007, perfazendo um de cada sete pedidos do tipo feitos durante aquele período.
Aumentou em 45% o número de iraquianos que pedem asilo, se aproximando de um total de 22.200.
[ 22/09/2007 ] 02:01

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

SADDAM HUSSEIN, PROTETOR DOS PALESTINOS


Saddam diz que árabes negligenciaram palestinos

18 de dezembro, 2001 - Publicado às 18h19 GMT

Saddam Hussein pede uma conferência sobre palestinos

Frank Gardner, especialista da BBC para o Oriente Médio

O presidente do Iraque, Saddam Hussein, pediu às lideranças árabes que realizem uma reunião de emergência para discutir a situação do conflito entre palestinos e israelenses.
O pedido de Saddam ocorreu durante um pronunciamento na tevê, transmitido para os países do mundo árabe.
Segundo o presidente do Iraque, os árabes não vêm demonstrando suficiente apoio aos palestinos.
Uma reunião extraordinária entre ministros do Exterior árabes que discutirá a situação nos territórios palestinos está prevista para acontecer nesta quinta-feira.
Mas os países árabes estão divididos quanto à forma de lidar com Israel.
Retórica popular
Segundo Saddam Hussein, a conferência deveria ser realizada na cidada sagrada muçulmana de Meca, na Arábia Saudita, e discutiria exclusivamente a situação dos palestinos.
A próxima conferência árabe deve acontecer em março.
Mas, segundo o líder iraquiano, aguardar até março "é como avisar que os bombeiros estão chegando a alguém que está em cima do carvão em brasa".
Esse tipo de discurso é bem recebido nas ruas aqui no mundo árabe.
E faz parte do apelo de Saddam Hussein entre os cidadãos comuns árabes - a idéia de que eles podem contar com o líder iraquiano quando quiserem uma forte retórica antiisraelense.
Mas o líder do Iraque sabe que não há possibilidade de ele ser convidado para uma conferência de países árabes em território saudita.
Os países do Golfo Árabe não perdoaram Saddam por ter invadido há 11 anos o Kuwait.
Discurso de Arafat
Há também cisões entre o mundo árabe quanto ao discurso feito pelo líder palestino Yasser Arafat no último domingo.
Em seu pronunciamento, Arafat pediu o fim dos atos de violência praticados por militantes palestinos contra Israel e um retorno à mesa de negociações.
Países árabes moderados, como Jordânia e Egito, consideram que o fim da violência é a única maneira de pôr fim à ocupação israelense.
Mas outras nações árabes consideram que o fim ações contra Israel representa uma traição.
Nesta terça-feira, um jornal saudita chegou até a acusar Arafat "de se render a Israel".

sábado, 30 de junho de 2007

A INTERNET E AS LUTAS NO ORIENTE MÉDIO

Imagem do site de contagem de corpos no Iraque http://www.iraqbodycount.net/
Ninguém mais duvida da importância que a Internet tem para o mundo atual. Nem nas fileiras da esquerda e muito menos na direita. Não sabemos mais viver sem a rede mundial, a “teia” de computadores interligados. É certo que boa parte da população da terra, talvez metade dela, ainda não tenha acesso às vantagens da rede. Mas, olhando pelo outro lado, pelo menos três bilhões de pessoas têm acesso, de alguma forma, ou de casa, ou do seu trabalho, ou em locais chamados de cyber café ou lan house. Nossa coluna de hoje traz alguns endereços comentados, a partir de contatos que mantemos sistematicamente com vários países do mundo, sobre a questão do Oriente Médio. Vamos dar os endereços de páginas muito interessantes na internet, divididas em seis grandes blocos:
1. páginas relacionadas com a luta no Iraque;
2. páginas relacionadas com a questão palestina e algumas feitas por judeus;
3. páginas de apoio à causa árabe de um modo geral;
4. páginas que clamam pela condenação de Bush e Blair.
É a nossa forma de contribuir para todas essas lutas, às quais estamos envolvidos. Só lamento que a grande maioria dessas páginas sejam todas em inglês. Algumas têm a opção de versões de conteúdo em espanhol.
1. Sites sobre a questão do Iraque

Site da Resistência Iraquiana:
http://www.iraqresistance.net/
É uma página feita na França, cujo conteúdo maior é todo em francês. As versões em inglês e espanhol têm menos conteúdo. É feita por membro da direção da Resistência e da Insurgência, sejam eles sunitas, xiitas ou cristãos, ou ainda sem religião. O que os unifica é a exigência da retirada das tropas anglo-americanas de ocupação. É ricamente ilustrada, com fotos.
Site do Tribunal Internacional do Iraque:
http://www.worldtribunal.org/
É a página do Tribunal Internacional que julgou as violações das convenções internacionais sobre a guerra contra o Iraque e a sua ocupação. Ele vem sendo alimentado desde 2003 e concluiu seus trabalhos em junho último, na cidade de Istambul na Turquia, onde Bush e Blair foram duramente condenados. É composto por entidades em todo o mundo, intelectuais, religiosos e pessoas progressistas e patriotas de todos os países. Realizou pelo menos 15 sessões nacionais em diversos países. Os militantes do Cebrapaz - Centro Brasileiro de Solidariedade pela Paz - estão empenhados em construir no Brasil um tribunal semelhante, para ser instalado ainda no segundo semestre, com apoio das maiores e mais importantes entidades da sociedade civil organizada deste país. Nesta página podem ser assistidos vídeos sobre as sessões do Tribunal e fotos de todos os países que instalaram as sessões nacionais.
Site de contagem de corpos no Iraque:
http://www.worldtribunal.org/
Esta é uma página feita por ingleses contrários à guerra. Ganhou destaque nos jornais do mundo inteiro com a divulgação de que os americanos ocupantes do Iraque mataram quatro vezes mais civis do que a própria insurgência com os seus ataques às tropas americanas e seus colaboradores. Eles se propõe a contar os corpos das pessoas mortas. Usam diversas fontes como referência e por isso divulgam números “mínimos” e “máximos”, pois não é uma contagem precisa. Começaram a fazer isso por uma declaração infeliz, mas convicta, de um dos generais chefe da ocupação, que disse que eles não podem fazer isso (contar corpos). Há uma pequena parte do site que é feita em português. Vale a pena vê-la e navegar sobre ela.
Site Eletrônico da guerra contra o Iraque:
http://electroniciraq.net/news/
Na mesma linha do site que falaremos abaixo, o Eletrônico da Intifada Palestina, este site é feito por jornalistas e veteranos de guerras dos Estados Unidos, mas que hoje são pacifistas e contrários a qualquer tipo de guerra. Totalmente em inglês. Em junho de 2003, quando iniciou sua campanha pela retirada das tropas, chegou a receber até um milhão de visitações na página, muito bem elaborada, com muitos recursos, banco de dados, relatórios, fotos. Muitos de seus elaboradores, são correspondentes e alguns moram no Iraque e países da região, prestando assim um grande serviço contra a guerra de Bush. A atualização do site é praticamente diária.
Site pela retirada das tropas do Iraque:
http://www.troopsoutnow.org/
Feito por americanos e veteranos de guerra, é um dos mais poderosos nos Estados Unidos. O site não é tão cheio de dados e de recursos, mas vale pelo banco de imagens, de banners, de fotos, de modelos de outdoors, que podem ser salvos em qualquer computador. São os publicitários americanos se esforçando contra a guerra e prestando um serviço a favor da paz. Site totalmente em inglês. As pessoas podem se cadastrar no site para receber material e assinar petições no ar pela retirada das tropas.
2. Sites sobre a questão Palestina
Site eletrônico da Intifada Palestina:
http://electronicintifada.net/new.shtml
É a página eletrônica da Intifada Palestina. É feita por um coletivo de palestinos, mas sem ligação direta com a Autoridade Nacional. Muito bem feita, visual muito bonito, chamativa, instrutiva, com um grande acervo de documentos e fotos, imagens, banners, cartazes, filmes etc. infelizmente, apenas na versão inglesa.
Site da História da Palestina:
http://www.palestinehistory.com/
É o melhor site sobre a história da Palestina que conheço. É feita por um palestino nascido nos Emirados Árabes Unidos em 1968, mas expulso das terras de seus antepassados que moravam em Gaza há mais de 700 anos. Seu nome é Esam Shasha, de 37 anos, que edita a página. É muito bem feita, muito ilustrada e, claro, é firme defensora do direito histórico dos palestinos àquelas terras. Eles concentram a contagem da história a partir de 1900, quando inicia a forte imigração judaica, com apoio do sionismo, para as terras Palestinas, então ocupadas pelos turcos, que posteriormente passariam às mãos dos britânicos na divisão do Oriente Médio feita a partir dos tratados de San Remo e Versalhes de 1922.
Site do Palestine Monitor:
http://www.palestinemonitor.org/nueva_web/
É um bom site também, feito por palestinos militantes de uma ONG, chamado “Rede Palestina Não Governamental”, formada de militantes e ativistas da luta palestina, formada a partir de setembro de 2000, quando se inicia a segunda Intifada palestina. Muitos são advogados. Não tem vínculos com a ANP e, também na maioria de seu conteúdo, é toda em inglês, mas nada que uma boa navegada, os internautas não possam localizar fotos, imagens, vídeos e banners que possam ser utilizados amplamente no dia-a-dia.
Site da Campanha Mundial contra a Construção do Muro de Israel: http://www.stopthewall.org/
É o site oficial da campanha mundial contra a construção do que vimos chamando de “Muro da Vergonha” de Israel. É feita tanto por palestinos, como seus apoiadores em várias partes do mundo. Ela angaria inclusive donativos, pede ajuda para que a página seja amplamente divulgada. As pessoas podem se cadastrar para receber o boletim eletrônico sobre a campanha. Há farto material, imagens, notícias, artigos, vídeos, desenhos que podem ser aproveitados, de livre uso.
Site do Centro Israelense de Informações e Direitos Humanos para os Palestinos: http://www.btselem.org/English/index.asp
Este é um site feito por uma ONG judaica, chamada Centro Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados. É feita em hebraico, mas é integralmente traduzida m seu conteúdo para o inglês. Existe desde 1989 e é composta por membro do parlamento israelenses, jornalistas, acadêmicos e intelectuais progressistas. Vale a pena. Tem muitos recursos à disposição.
Site contra a Ajuda Militar Americana à Israel:
http://www.stop-us-military-aid-to-israel.net/
Este também é um dos sites mais interessantes na luta palestina. É feito pelo esforço de dois cidadãos, um e origem palestina, o Sami Abuhamdeh e pelo israelense Benjamin Balak, economista e professor. É um site de campanha para que se interrompa os recursos financeiros dos Estados Unidos para Israel. Alguns estimam esse valor desde 1948 em mais de 1,5 trilhão de dólares. Esses recursos servem para reprimir cada vez mais os palestinos em suas terras. Este site e esta campanha é apoiada por mais de 21 outras grandes entidades e páginas na Internet, também disponível no site. As pessoas podem assinar a campanha e divulgarem a mesma em seus sites pessoas ou de entidades.
Site do Comitê Israelense contra a Demolição de Casas palestinas: http://www.icahd.org/eng/
Este também é um site feito por judeus, que se colocam contra a demolição de casas de palestinos, feitas a partir dos tratores da empresa Caterpilar dos EUA, chamados de “buldozzers”. Foi um desses tratores que esmagou a ativista dos direitos humanos americana, Rachel Courrie, cujo trator passou por cima de seu corpo em 2003, esmagando-a completamente. O endereço acima é da versão em inglês, pois o site é feito oficialmente nas línguas árabes e hebraica. É feito por uma ONG que se proclama contra a violência e de “ação direta”. Também fartamente ilustrado.
3. Sites de apoio à causa árabe em geral
Site do Comitê de Solidariedade com a Causa árabe (em espanhol):
http://www.nodo50.org/csca/
É um dos sites feitos em espanhol, engajados na causa do povo árabe, de sua luta. Ele deriva do jornal Nação Árabe, existente há 18 anos. O site em si tem apenas cinco anos de existência. As pessoas podem se cadastrar para receber boletins informativos e podem ter acesso a charges, desenhos, pôsteres, fotos relacionados com a luta dos árabes contra a opressão, contra a ocupação de suas terras. Desse site as pessoas podem navegar por dezenas de outros relacionados e de boa qualidade, na área da resistência iraquiana, da luta dos palestinos. Muito bem elaborado e mostra uma relação harmoniosa com os árabes que vivem na Espanha, país ocupado pelo império árabe por quase 700 anos seguidos.
Site do projeto de Informações e Pesquisas do Oriente Médio: http://www.merip.org/
É o site oficial do Centro de Informações e Pesquisas para o Oriente Médio. Ainda que totalmente em inglês, este site é derivado de uma entidade que já existe há 32 anos, sendo originário a partir de uma publicação de 1971, do jornalista francês Eric Rouleau. É uma ONG, sem fins lucrativos e tem sede em Washington, EUA. Esse site edita o Boletim “Relatório do Oriente Médio”, uma das mais respeitadas publicações sobre o tema, que já esta em seu número 235 (verão de 2005).
4. Sites contra Bush e Blair e contra a Guerra
Site do Julgamento Popular de Bush, nos EUA: http://www.peoplejudgebush.org/
Existem diversos sites na Internet que se propõe a fazer oposição a bush e a blair. Este se propõe a fazer o julgamento popular de Bush e é um dos mais ativos e organizados. Ele é parte de uma campanha iniciada na primavera de 2004 nos Estados Unidos, que cresceu muito em função de grandes evidências dos crimes cometidos pelo presidente americano contra o povo do Iraque e de outros povos do mundo. Eles tem muitos endereços de outros sites correlacionados, tem banco de charges e imagens contra Bush. Vale a pena ser visitado, apesar de totalmente em inglês. As pessoas podem assinar a petição contra Bush no próprio site.
Site do Fórum Global de Política: http://www.globalpolicy.org/
Este é um dos mais respeitados e famosos sites de política internacional. Ele trabalha com a própria Organização das Nações Unidas – ONU e é, tem com ela um status de consultiva. Tem por objetivo o monitoramento de toda a política global da própria ONU, sua aplicação no mundo, acompanhando as aplicações das decisões tomadas em plano mundial e como isso afeta os povos, suas conseqüências etc. procura também mobilizar as pessoas e os cidadãos a participarem mais ativamente da vida política nas questões das relações internacionais e como as decisões da ONU afetam a vida das pessoas. Existe desde 1993. tem um grande banco de dados e recursos que merecem ser consultados e pesquisados.
Site do International Action Center de Ramsey Clark: http://www.iacenter.org/
É o site do famoso ex-procurador geral dos Estados Unidos, Ramsey Clark, ligado ao Partido Democrata. Esse cidadão, advogado respeitadíssimos em seu país, é um dos que coordena o comitê de mais de mil advogados incumbidos da defesa do presidente do Iraque, Saddam Hussein. O site se proclama como sendo de informação, ativismo e resistência ao militarismo dos Estados Unidos, à guerra e se propõe a lutar contra todas as formas de discriminação e racismo e opressão que parte dos EUA. Tem muitos recursos, links para outros sites correlacionados.
Manteremos nosso compromisso com nossos leitores de informá-los bem sobre todos os desdobramentos que ocorrem no oriente Médio, seja na Palestina, no Iraque, no Irã, no Líbano e tantos outros países árabes ou não daquela explosiva região da terra. Em outros momentos e em outras colunas, vamos seguir difundindo os melhores sites de luta que envolvem assuntos do Oriente Médio. Haveriam ainda muitos outros endereços a serem difundidos, mas ficaremos com os aqui já comentados neste momento.
Andes solidárias com os palestinos
A pedido da combativa e ativa professora Soraya Smaili, da Unifesp e da Regional/SP do Andes e presidente do Instituto de Cultura Árabe, publico a seguir uma moção aprovada no último congresso da entidade, realizado em Fortaleza este mês de julho, de solidariedade ao povo palestino. Peço a todos que puderem, darem divulgação à mesma, por tratar-se de uma importante reunião ocorrida recentemente em Paris, que reuniu o maior número de entidade em apoio à causa palestina.
Moção – A 9 de julho p.p. se reuniram, em Paris e sob auspício da ONU, representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais da Palestina. Depois de amplo debate, emitiram uma declaração contendo um chamado a uma campanha internacional em defesa do direito inalienável de autodeterminação para o provo palestino. As reivindicações propostas são:
“1. Fim da ocupação e colonização de todas as terras árabes, e desmantelamento do Muro;
2. Reconhecimento dos direitos fundamentais e igualitários dos cidadãos árabe-palestinos de Israel;
3. Respeito, proteção e promoção do direito dos refugiados palestinos ao retorno aos seus lares e propriedade, como estipula a resolução 194 da ONU”.
O chamado está assinado por quase duzentas organizações representativas do movimento nacional e social da Palestina.
O 50º CONAD do ANDES – Sindicato Nacional, fiel às suas tradições internacionalistas e solidárias com os povos oprimidos do mundo, faz suas as reivindicações dos representantes do povo palestino, e se compromete a envidar esforços para a realização com toda força desta importante campanha internacional no Brasil.

* Lejeune Mato Grosso de Carvalho, Sociólogo, professor da Unimep e membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabes de Lisboa