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sábado, 1 de dezembro de 2007

Jesus: Palestino e Árabe


O problema com Jesus
O problema com Jesus ou
Jesus foi realmente esmagado por um bulldozer??
Para começar, ele era de uma família da classe média, o pai era um humilde carpinteiro, nada de luxo, nada emocionante.
Até se podia chamá-lo proletário,tendo em conta que também foi refugiado… no Egipto, mas não roubou nada ao sair do Egipto, como fez Moisés…
Por ser uma pessoa honesta Jesus ficou mais pobree consequentemente também foi proletário.
E acrescentando o facto dele ter nascido e sido criado debaixo da ocupação de uma grande potência imperial, que ele, no mínimo, detestava…
O que fez dele um agitador, um arruaceiro, um militante,um activista também conhecido como revolucionário,e nos termos de hoje em dia, seriaum apoiante de Chávez, de Castro, ou de Saddam…ou simplesmente um membro do Hamas (ou incluso, um líder do Hamas).
De qualquer maneira, ele era do terceiro mundo e árabe
E ainda pior do que árabe, ele era palestino!!
Um palestino contra Roma, e contra os rabinos de barba comprida de Jerusalém!!
Com tal descrição…
Jesus andava mesmo à procura de problemas!!
Além disso, ele também não gostava dos ricos, e até ajudava os pobres.
Perdoou a uma prostituta e até a defendeu!!
E também deu de comer aos famintos, deu roupa aos necessitados e pregou pela igualdade.
Tal como faz o Hamas… hoje em dia.
Imagine-se!!
Num país ocupado, como a Palestina, alguém veio para separar César de Deus, para separar a teocracia da política, para diferenciar entre o Judaísmo e o monoteísmo, e para promover a igualdade e partilhar a riqueza…
Tal pessoa estava mesmo à procura de problemas:
um palestino proletário, contra a ocupação e com um dogmatismo anti-religioso e a favor da igualdade social…até Karl Marx teria inveja dele.
De facto, Marx tinha inveja dele,e as igrejas esqueceram-se dele, e começaram a venerar a mãe dele, em vez dele.
Estava-se mesmo a ver o que ia acontecer, não admira que ele não tenha vivido mais do que 33 anos!!
Nos dias de hoje, teria sido morto a tiro aos 14 anos,ou esmagado por um bulldozer israelense!!
Raja Chemayel

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Verdadeiras Intenções de Israel



Israel roubando mais terras
Estaria Israel mesmo interessado em “negociar a paz”?




Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para a
breve “reunião de paz” entre
Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.



Israel roubando mais terras

Enquanto os holofotes da comunidade internacional se voltam para
a breve “reunião de paz” entre Israel e a Autoridade Palestina,
organizada pelos Estados Unidos, o governo israelense está
ocupado com outra coisa: expandir os seus assentamentos ilegais
na Cisjordânia, que ironicamente é controlada hoje pela própria
Autoridade Palestina.
O mais recente relatório do movimento pacifista israelense Peace
Now,
que abrange o período entre maio e outubro de 2007, informa
que há 88 construções ilegais israelenses em distintos pontos na
Cisjordânia,
“variando de pequenas casas até grandes projetos de
dezenas e centenas de edifícios”.


O mais chocante no relatório é
provavelmente a descrição de um novo bloco residencial ultraortodoxo,
com cerca de 600 unidades, que será anexado ao
assentamento ilegal de Givat Zeev, ao norte de Jerusalém.

As
intenções do governo israelense ficam claras quando o relatório
prova que novas construções estão a caminho em 34 dos 105
“pontos de controle” militares israelenses nas
terras palestinas
ocupadas.
O que fica evidente é que os “encontros de paz” entre Israel e a
Autoridade Palestina, tão glorificados pela mídia ocidental,
escondem uma realidade constante da Palestina – a anexação
ilegal de terras pelo governo israelense
.

Com o território palestino
sendo diariamente engolido por assentamentos israelenses, é difícil
imaginar um estado palestino independente em um futuro próximo.
Outro ponto crítico do relatório da Peace Now indica exatamente
isso, ao condenar a construção da estrada E-1 por parte de Israel.
Supostamente, a estrada serviria para “facilitar o transporte para os
palestinos”, mas, ao que tudo indica, trata-se de um meio para
dividir a Cisjordânia a tal ponto que se tornem duas terras que não
sejam limítrofes.

Essa questão se evidencia após uma breve análise
de onde os assentamentos são construídos – a maioria deles no
lado oeste do controverso “Muro de Israel”.

Absolutamente, todos os
assentamentos israelenses nas terras palestinas ocupadas são
ilegais perante a Lei Internacional.

Após a Guerra Árabe-Israelense
de 1967, o Estado de Israel decidiu expandir suas fronteiras ao leste
de Jerusalém, de 6,5 km² para 70,5 km², incluindo assim terras de
muitas vilas palestinas da Cisjordânia.

Condenados pela
comunidade internacional, representada oficialmente pela ONU,
Israel até hoje ignora a Resolução 242, que os obriga a devolver as
terras ilegalmente ocupadas a seus legítimos proprietários.
O Peace Now se recusa a aceitar a justificativa usada pelo governo
israelense de que a expansão na Cisjordânia, lar de 2,4 milhões de
palestinos, se trata do “crescimento natural de Israel”.

Usando as
próprias estatísticas fornecidas pelo governo, o relatório indica que
o número de colonos judeus vivendo em terras palestinas na

Cisjordânia teve um crescimento anual de 5,8%, contra somente
1,8% de crescimento dentro das fronteiras de Israel no mesmo
período.

Dessa maneira, fica claro que o foco israelense é expandir
suas fronteiras através da captura de terras na Cisjordânia
. Citando
diretamente do Peace Now: “O crescimento dos assentamentos é
muito maior do que o ‘crescimento natural de Israel’
, e inclui uma
migração massiva de colonos para a Cisjordânia”.


No início da semana passada,
cerca de 2 mil judeus ultraortodoxos,
muitos deles colonos
das terras palestinas na
Cisjordânia, protestaram nas
ruas de Jerusalém contra o
suposto diálogo entre Israel e a

Autoridade Palestina.

Para eles, ainda existe o sonho de uma
“Grande Israel”, ocupando toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.


Protestos como os atuais e essa ideologia extremista judaica é que
culminaram no assassinato do primeiro-ministro israelense Yitzhak
Rabin, em 1995, por parte de colonos israelenses que o viam como
um obstáculo quanto ao sonho judaico.

Dessa vez, os radicais
foram ainda mais longe.


Rabinos ameaçaram até George W. Bush
por seu envolvimento com a causa, citando a destruição causada
pelo furacão Katrina como uma “punição divina” pela interferência
estadunidense na política israelense
.


Com isso, Israel está em uma situação delicada – ao mesmo tempo
em que oferecem um “diálogo” para a Autoridade Palestina, roubam
terras na Cisjordânia para satisfazer aos extremistas dentro do país.


De uma maneira ou outra, como colocado por Yariv Oppenheimer,
diretor-geral do Peace Now
, “se essa política continuar, teremos um
estado colono ao invés de um estado palestino na Cisjordânia”.

Ao
que tudo indica, é esse o caminho do governo israelense.



“O conhecimento é em si mesmo um poder” – Francis Bacon ( 1561 – 1626 )

http://www.orientemediovivo.com.br/pdfs/edicao_82.pdf

sábado, 3 de novembro de 2007

BRASIL, IRAQUE e PALESTINA

Jameel Al Juboury, presidente da Federação Geral dos Trabalhadores do Iraque:

‘Agressão aos palestinos atinge a todos que lutam pela soberania’

"A posição do Iraque de apoio e solidariedade ao povo palestino é a posição dos povos livres de todo o mundo", afirmou Jameel Salman Al Juboury, em entrevista ao HP durante visita à redação

HORA DO POVO - Que avaliação o senhor faz desta visita e dos contatos no Brasil ?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY - Em primeiro lugar, quero dizer que estou muito contente em visitar o Brasil, pois sempre tive desejo de conhecer vosso país.
Tentamos participar do congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, atendendo o convite do presidente Antonio Neto, mas não foi possível devido às circunstâncias do bloqueio contra o nosso país.
Temos boas relações com povo brasileiro e com a Central.
Temos a nossa luta comum contra o imperialismo, e isto é muito importante.
Em nossa visita ao Brasil, em nossas reuniões com trabalhadores brasileiros, especialmente com Antonio Neto, presidente da Central, achamos muito importante para o desenvolvimento das relações entre os trabalhadores dos nossos países e para deter a agressão dos EUA aos povos.
Queremos trabalhar juntos contra essa política do governo dos EUA para que seja contida e não obtenha sucesso.

UNIDADE DOS POVOS
Todos os partidos e movimentos, todos os povos precisam estar juntos e formar uma grande frente para barrar os crimes dos EUA, para impedir que cometam mais crimes contra os povos de todo o mundo.
Nós sabemos que o governo norte-americano tem uma política contra os povos da América Latina, Ásia, África e, especialmente, contra os povos que querem viver em paz e manter sua independência.
A administração norte-americana não respeita a soberania, a liberdade, a opinião e nem as decisões dos povos, muitos menos os direitos humanos.
Os EUA não têm amigos, têm interesses e, enquanto tagarelam sobre direitos humanos, são contra os mais elementares direitos do homem.
Falam contra o terrorismo enquanto perpetram, estimulam e apóiam o terrorismo em todo o mundo, especialmente na Palestina, onde os assassinatos de crianças e idosos são perpetrados com tanques e armas americanas, tudo com o apoio dos Estados Unidos.
Essa política imperialista dos EUA também impõe sofrimento ao povo do Iraque, seja através das sanções – que afrontam as leis internacionais –, seja interferindo nos assuntos internos do Iraque via financiamento dos traidores do país que vivem nos EUA.
Há ainda as agressões dos aviões americanos e ingleses nas regiões norte e sul do país.
O povo do Iraque está junto, unido com seu governo, com o comando do país e gosta do presidente Saddam Hussein.
Por isso somos unidos e fortes e estamos lutando contra essas potências.
A administração norte-americana vive falando em democracia e sobre combate ao terrorismo.
Mas onde está sua democracia ?
Onde está seu combate ao terrorismo?
Por exemplo, no Afeganistão, sob intervenção dos EUA, bombardeiam todos os dias as populações pobres daquele país.
O povo da Síria tem suas colinas de Golan invadidas por Israel;
o povo libanês teve o sul do país invadido e continua sofrendo agressões;
a Líbia, o Sudão e Cuba passaram e passam por agressões e embargos.
Essa é a política dos Estados Unidos contra todos os povos que querem viver em paz.
Nós estamos seguros de que o governo dos EUA não alcançará vitória contra os povos, pelo contrário, tem colhido - e continuará colhendo - derrotas e mais derrotas nos últimos embates no mundo, inclusive com o Iraque.
Os EUA não podem fazer nada contra o Iraque porque não têm direito, não têm razão.
Os países estão lutando por sua liberdade, por sua independência e vão ser vitoriosos no final porque estão lutando por seus justos direitos.
Nosso povo está lutando por princípios em que acredita.
Existe uma imensa diferença entre lutar por princípios e lutar por interesses econômicos espúrios.
Os EUA não têm princípios, nem ideologia e estão perdendo a própria alma. Lutam apenas visando se apoderar do que pertence aos povos.
Nós acreditamos na vitória efetiva ao final porque lutamos contra a agressão, contra a discriminação, contra a "globalização" e contra a privatização.
O governo dos EUA diz que o Iraque, o Irã, Coréia Popular, são o demônio, diz que estes países são "eixo do mal".
Na verdade, estes são países que lutam contra o hegemonismo que a Casa Branca quer impor.
E essa conversa de Bush é uma tentativa de borrar a realidade, uma vã tentativa de confundir para esconder a verdade.
Assim, falam de "globalização" tentando esconder os problemas econômicos do III mundo, os problemas econômicos nos Estados Unidos e, sobretudo, abafar as evidências das agressões que caracterizam a política dos EUA.

HP – Que avanços ocorreram nas relações entre a Federação Geral dos Trabalhadores do Iraque e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY – Foram muito frutíferas nossas reuniões de trabalho, nossos debates, trocas de opiniões e de informações.
Firmamos um manifesto conjunto entre as duas organizações sindicais, cujo objetivo maior é fortalecer e desenvolver o trabalho comum entre os trabalhadores do Brasil e do Iraque.
Esta visita foi um sucesso porque somos povos amigos e temos boas relações com os trabalhadores brasileiros.
Necessitamos trabalhar juntos, sempre.
Esperamos que uma delegação da Central, encabeçada pelo presidente Neto, visite o Iraque para aprofundarmos as relações entre os trabalhadores dos dois países.

HP – Quais as conquistas sociais e as mudanças mais significativas que a revolução dirigida pelo partido Baath trouxe para os trabalhadores e para o povo iraquiano?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY – A revolução fez muito pelos trabalhadores e pelo povo do nosso país.
Por exemplo, a Lei do Trabalho, que garantiu a previdência, a seguridade social para a mulher trabalhadora, foi uma das grandes conquistas.
No terreno da organização sindical e popular houve imensos avanços.
Antes da revolução, os sindicatos eram ilegais e atuavam na clandestinidade, sob forte perseguição.
Vitoriosa a revolução, não apenas os sindicatos foram legalizados e estimulados, como todos os setores da população puderam se organizar de forma democrática.
Assim, a organização das mulheres, dos jovens e estudantes passou também a existir a partir de então.
A revolução garantiu a independência e protegeu a economia do nosso país. Construiu uma sociedade com base socialista.
As riquezas do Iraque foram nacionalizadas, especialmente o petróleo e outros recursos minerais.
A revolução deu autonomia aos curdos, que antes não tinham liberdade.
A revolução estabeleceu a reforma agrária, eletrificou o país e garantiu educação para todos.
Antes, nem as pessoas mais ricas eram alfabetizadas.
Para tornar efetivo o acesso das camadas mais pobres da população à educação foi instituída uma lei tornando obrigatório que as crianças frequentassem a escola, cobrando-se a responsabilidade das famílias.
A revolução iraquiana vitoriosa em 1968 foi liderada pelo presidente Saddam Hussein que comandou uma frente nacional composta pelo Partido Baath, pelo Partido Comunista, Partido Curdo e lideranças independentes.

HP – Que medidas de solidariedade estão sendo tomadas pelo governo do Iraque frente às agressões de Israel ao povo palestino?

JAMEEL SALMAN AL JUBOURY - A agressão contra os palestinos é uma agressão contra o Iraque e contra os povos amigos que lutam por sua independência e liberdade.
O que os palestinos estão sofrendo por parte do governo israelense tem o apoio do governo norte-americano.
Por isso, o presidente Saddam Hussein está convocando voluntários para lutar junto com o povo palestino e já se apresentaram como voluntários 7 milhões de iraquianos, homens e mulheres, dispostos a batalhar pela libertação de Jerusalém.
O presidente Saddam Hussein determinou que 1 bilhão de dólares do programa "Petróleo por Alimentos" seja aplicado em ajuda ao povo palestino e também está oferecendo medicamento e alimentos.
Durante esse período de intensificação das ações terroristas do Estado de Israel contra os palestinos foi enviada uma equipe médica para a Jordânia para tratar dos palestinos feridos.
Nos casos mais graves, os pacientes são levados de avião de Amã para Bagdá, onde há melhores condições para atendimento.
Esta nossa posição de apoio aos palestinos é também a posição dos povos livres de todo o mundo.
Redação

domingo, 14 de outubro de 2007

O MURO DA SEPARAÇÃO

foto: cerca em Belém
Israel faz obras para separar israelenses de palestinos


Guila Flintde Belém


Os projetos para separar israelenses de palestinos se intensificaram
Existe uma palavra em hebraico que todos os palestinos sabem dizer: "mahsom", que significa barreira ou ponto de checagem.
Durante os últimos anos, Israel vem desenvolvendo projetos de grandes dimensões que visam criar uma separação fisica entre palestinos e israelenses nos territórios ocupados.
Na Cisjordânia, vivem 250 mil colonos israelenses e mais de 2 milhões de palestinos.
Os assentamentos pontilham toda a Cisjôrdania criando um mapa complexo no qual assentamentos israelenses e cidades, vilarejos e aldeias palestinos se entremeiam.
Em imagens : Belém sob controle dos palestinos

Projetos
Os
projetos de separação têm o objetivo de evitar o encontro entre as duas populações e incluem a construção de cercas e muros, a escavação de fossas, a instalação de bloqueios nas estradas com blocos de concreto e montes de areia e a presença de pontos de checagem militares em locais considerados estratégicos.
Segundo as autoridades israelenses, a meta é garantir a segurança de israelenses, depois que dezenas deles foram mortos por atiradores palestinos tanto nas estradas da Cisjordânia quanto nos assentamentos.
Para os palestinos, a presença desses obstáculos físicos transforma suas cidades e aldeias em prisões e dificulta todos os aspectos da vida da população.
Também está em andamento a construção de estradas periféricas, para contornar as regiões habitadas por palestinos.
Desde o início da Intifada, em setembro de 2000, o tráfego de veículos palestinos nessas estradas foi proibido e elas servem exclusivamente para a movimentação de colonos israelenses.
'Zona de separação'
A cidade de Belém, assim como todas as outras cidades palestinas, está ficando cada vez mais cercada por todos os tipos de obstáculos físicos que impedem a passagem dos habitantes, não só em direção às cidades israelenses como também em direção a outras cidades palestinas e à zona rural.
Ao norte do vilarejo de Beit Sahour, na periferia da cidade de Belém, as autoridades israelenses estão concluindo a construção de um trecho da chamada “zona de separação”.
Segundo porta-vozes israelenses, o objetivo do projeto é impedir que atacantes palestinos saiam de Beit Sahour em direção a Jerusalém.
Rodeando a parte norte do vilarejo se vê um complexo de cercas de arame farpado, cercas eletrônicas e valas.
Entre as cercas está sendo construída uma nova estrada que levará colonos israelenses que moram em assentamentos ao sudeste de Belém para Jerusalém.
Para construir esta estrada foram confiscadas terras agrícolas pertencentes a 5 aldeias palestinas e também parte da área urbana de Beit Sahour.

'Pretexto'
Segundo Jamal Salman, diretor-geral da prefeitura de Belém, o objetivo da cerca ao redor de Beit Sahour não é garantir a seguranca de civis israelenses.
A seguranca é só o pretexto”, disse Salman à BBC Brasil, “mas o objetivo verdadeiro é confiscar mais terras dos palestinos e criar fatos consumados nessa área, pois a cerca não passa na linha verde (fronteira original entre Israel e a Cisjordânia, antes da ocupação israelense na guerra de 1967), mas sim avança nas áreas palestinas”.
Durante o mês de março, os moradores da parte norte de Belém foram informados pelas autoridades israelenses que um muro deverá ser construído, separando o bairro onde eles moram do resto da cidade.
Esse bairro fica junto à
Tumba de Raquel, local de peregrinacao para judeus ortodoxos que acreditam que lá foi enterrada a matriarca.
Desde a ocupação da Cisjordânia, em 1967, a Tumba de Raquel foi gradualmente transformada em uma base militar israelense, e hoje esta cercada por muros e torres de controle, com soldados em guarda 24 horas por dia.
O novo muro, que deverá ter 8 metros de altura, deverá servir para separar os palestinos dos israelenses que vão rezar na Tumba de Raquel.
Amjad Awwad, de 35 anos, é dono de um supermercado nesse bairro.
“Essa sempre foi a área mais próspera de Belém”,
disse Awwad, “mas nos últimos anos, por causa da base militar instalada na Tumba de Raquel, esta região virou uma área morta. Das 80 lojas que havia aqui, 73 já foram fechadas”.

'Gueto'
Cerca de 450 palestinos moram ou trabalham nesta parte de Belém.
Eles temem que a construção do novo muro torne sua vida insuportável.
“Se esse novo muro for construído, Belém será dividida em duas partes e os moradores do bairro vão passar a viver em um gueto”, disse Jamal Salman, da prefeitura, “de um lado haverá o muro com 8 metros de altura e, do outro, a cerca que impede a nossa passagem para Jerusalém”.
O próprio Salman tem uma loja nesse bairro e disse que, se o muro for construído, ele terá que pedir permissão às autoridades israelenses a cada vez que quiser ir de sua casa, que fica no sul de Belém, a sua loja.
A Prefeitura de Belém entrou com um apelo contra a construção do novo muro na Suprema Corte de Justica de Israel.
A Corte pediu esclarecimentos ao Ministério da Defesa.
Os palestinos em Belém esperam que a Corte aceite o apelo e proíba a construção do novo muro.