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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Presidente Saddam e a Liberdade da Igreja

Bento XVI teme ´maus-tratos´ contra cristãos no Iraque


O Pontífice teme que a sociedade "que surge (no Iraque) não tolere a religião cristã"


ROMA - O Papa Bento XVI teme que a minoria cristã no Iraque sofra "maus-tratos" por fundamentalistas muçulmanos, disse ele hoje ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

O Papa se mostrou muito preocupado "que os cristãos sejam maltratados pela maioria muçulmana", contou Bush após a primeira reunião entre os dois. O Pontífice teme que "a nova sociedade que surge (no Iraque) não tolere a religião cristã", disse Bush em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi.
A Santa Sé também comentou o assunto no comunicado sobre o encontro com o presidente americano, dizendo que o Papa chamou a atenção para as "condições críticas" pelas quais passa a comunidade cristã no Iraque.
Saddam Hussein protegia a minoria religiosa - de cerca de um milhão de pessoas - dos vizinhos muçulmanos. Mas, após a derrubada do ditador, os cristãos vêm sendo alvo de ameaças e violência, o que preocupa a Igreja.
O comunicado do Vaticano também pede uma solução "regional e negociada" para o conflito no Iraque, o qual considera "preocupante".
Bush disse que em seu encontro com o Papa, de cerca de 35 minutos, não discutiram se a guerra era "justa" ou não. O presidente classificou Bento XVI como "um homem muito inteligente e carinhoso", e descreveu a reunião como "uma experiência comovente".
Durante a conversa, o Papa disse que acompanhava atentamente o debate sobre a reforma migratória nos EUA, que pretende abrir uma via para a legalização de cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais. "Disse a ele que apoio de forma enérgica a reforma migratória, que, por um lado, fará cumprir a lei e, por outro, tratará as pessoas com dignidade", disse Bush.
Segundo o presidente, a situação na África também foi abordada. Bush informou ao Papa sobre os programas dos EUA para combater a Aids e a malária.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jun/09/93.htm?RSS

http://www.lustosa.net/noticias/106473.php

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

SAQUE DO IRAQUE É OFICIALIZADO

Leoa de Guennol
Os soldadinhos do US Army saquearam o Museu de Bagdá, ROUBANDO milhares de peças de arte.

E agora elas são vendidas às claras.

Mais um crime nas costas do execrável genocida/ladrão babybush.


Saque oficializado

10/12/07

A notícia ganhou destaque em todas as mídias:“A casa Sotheby's vendeu nesta quarta-feira em NovaYork a Leoa Guennol, uma peça mesopotâmica (iraquiana) de cerca de 5 mil anos, por US$ 57,16 milhões, o valor mais alto já atingido por uma escultura durante um leilão”.

“Após uma apertada disputa entre cinco licitantes, com rodadas sendo aplaudidas pelo público, a estatueta,de cerca de 8,25 centímetros de altura, foi para as mãos de uma pessoa de nacionalidade britânica, que pediu o anonimato”.


Vejam vocês.


Nenhuma palavra sobre o vendedor da escultura ou de como ela foi parar ali.

Nenhuma palavra sobre a destruição e o saque de sítios históricos no Iraque.


Nada! Absolutamente nada!


É por essas e outras que o delinqüente Bush invade e ocupa países.

Sabe que a mídia e seus pilantras jogam no mesmo time que ele.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Um Iraque diferente


“Sei do perigo de cobrir uma guerra, mas, mesmo assim, gostaria de voltar e terminar o meu trabalho. É muito interessante”


Em um dia foi informado que poderia ir cobrir a guerra no Iraque, duas semanas depois já estava com a mala pronta e um equipamento de 80 mil dólares sob sua responsabilidade.


O jornalista da TV Bandeirantes Herbert Moraes, primeiro goiano a cobrir uma guerra, ou uma “pré-guerra”, conta em entrevista exclusiva para o Jornal Opção todos os detalhes sobre como é o Iraque sob um foco nada sensacionalista, e, sim, humanista.

Herbert traça o perfil da sociedade iraquiana, seus costumes, curiosidades e fala sobre fatos que o marcaram.


Como foi repórter e cinegrafista ao mesmo tempo, além de fotógrafo, Herbert Moraes retrata uma Bagdá com a riqueza de detalhes da informação narrada pelo povo e documentada por suas lentes.


Nas imagens apresentadas a seguir, Herbert conseguiu documentar lugares proibidos de serem fotografados e que se há 30 dias existiam, hoje, quatro dias do início da guerra, já estão todos destruídos.
Euler Belém — Como foi decidido que você iria para o Iraque?
Eu estava na redação, quando o então diretor executivo da Band, Carlos Amorim perguntou, na redação, quem falava bem inglês.
Disseram que eu falava.
Ele, então, me chamou e perguntou como estava o meu inglês.
Falei que estava bom.
Ele disse para eu preparar a documentação e a minha mala que eu iria para o Iraque.
Eles pediram o meu passaporte e uma semana depois voltaram a me chamar.
Foi quando disseram que dentro de quatro dias eu iria para o Iraque.
Estudei muito sobre o Oriente Médio antes de ir.
Euler Belém — Qual é a rota para chegar ao Iraque?
Depende.
O normal seria São Paulo–Amsterdã, Amsterdã–Amã na Jordânia, depois para Bagdá.
O problema no meu caso foi quando cheguei em Damasco, Síria.
O espaço aéreo estava fechado no Iraque, então, tive de pegar um ônibus para Bagdá.
A viagem durou quatorze horas.
Euler Belém — Quantos quilômetros?
São mil quilômetros no deserto.
Euler Belém — Qual era o ônibus?
Uma marinete, o mesmo que aquelas jardineiras antigas.
Era um ônibus velho, sem banheiro.
O vidro da frente estava quebrado e entrava um poeirão terrível.
Euler Belém — Tem militares na estrada?
Tem e eles checam tudo.
Como eu estava com o pessoal da Federação das entidades árabes, e eles eram convidados do governo iraquiano, não tive problema.
Euler Belém — Você foi a convite do governo iraquiano?
A Band não, mas, nos quatro primeiros dias, estive acompanhado de um grupo que estava a convite do governo do Iraque.
Por isso, tivemos algumas regalias.
Por exemplo: quando entrei na Síria, tive problema com o equipamento, já no Iraque, não.
Na saída, tive problemas, porque não estava mais com o grupo.
Quase que não consigo voltar.
Patrícia Moraes — O seu equipamento foi apreendido?
Foi apreendido na Síria.
A Síria tem um problema sério com Israel por causa das Colinas de Golan.
Israel tomou as Colinas de Golan da Síria.
Não chega a ser uma guerra, mas é um problema militar.
Por isso, eles desconfiam muito de quem entra com equipamento.
Na Síria, não pude usar o meu equipamento.
Euler Belém — A estrada entre Síria e Bagdá tem restaurante?
Somente depois de ter entrado no Iraque a gente parou num posto militar que tinha um restaurante e havia um pessoal preparando carneiro.
Ofereceram carneiro, mas o grupo que estava comigo e eu não aceitamos.
Estava muito frio, eram umas seis horas da manhã.
Tomamos um chá e comemos pão sírio, que eles fazem na hora, com queijo.
Euler Belém — Como era sua alimentação no Iraque?
Comida árabe.
Eles fazem um arroz-de-carreteiro muito bom.
Euler Belém — Arroz-de-carreteiro com carneiro?
Com carneiro, tabule e homus.
Eles comem muito pepino.
No café-da-manhã eles comem tomate, pepino, azeitona, homus. [pasta de sementes de grão-de-bico]
Euler Belém — Na Síria, como eles analisam a situação entre Iraque e Estados Unidos?
A Síria tem uma relação muito boa com o Iraque.
Ambos são governos ditatoriais.
É normal para eles passarem o poder de pai para filho.
Eu não acredito que essa invasão americana vá provocar um movimento do povo contra Saddam Hussein.
Euler Belém — Quais são as conseqüências do embargo econômico na sociedade iraquiana?
O abastecimento alimentar é contornado com os países vizinhos.
Tanto na Síria como no Iraque não há Coca-Cola.
Eles tomam uma bebida parecida com Pepsi que é produzida no Irã.
Refrigerantes vêm do Irã, arroz do Vietnã e açúcar do Brasil.
O mercado negro é muito grande e sem nenhum tipo de controle do governo.
Há muita mercadoria da China, Taiwan e Irã.
Mesmo tentando contornar as dificuldades provocadas pelo embargo, o Iraque tem 1 milhão de famintos.
Euler Belém — A vida em Bagdá é muito cara?
Muito cara.
O dinar iraquiano não vale nada.
Por exemplo, 1 dólar corresponde a 8 notas de 250 dinares, isto é, 2 mil dinares.
Com 2 mil dinares se consegue comer bem em Bagdá.
Com 10 dólares pode se comer um banquete no restaurante mais caro.
Eu entrevistei um garçom que ganha um dólar por dia e estava muito feliz.
O recepcionista do hotel onde eu estava hospedado ganha 75 dólares por mês, que é muito no Iraque.
Euler Belém — Água é importada?
A água de garrafa é do Irã.
O grupo que ficou comigo durante quatro dias tomou água da torneira do hotel e teve diarréia.
Patrícia Moraes — Como é o sistema de saúde?
O Hospital Central de Criança Saddam Hussein já foi referência no mediterrâneo e, hoje, não tem mais nem equipamentos, tudo está sucateado.
Não há nem mesmo antibióticos básicos. Quem tem leucemia está condenado a morte, por exemplo.
Euler BelémVocê falou que o iraquiano está pronto para a guerra, e que respeita muito Saddam Hussein.
Qual é a explicação?
Um pouco é resultado da repressão, e a outra explicação é a lealdade e a admiração por Saddam Hussein.
O fato de ele ter sido soldado e, hoje, ser um líder faz com que tenha respeito na sociedade.
Euler Belém — Existe oposição a Saddam Hussein?
Existe uma oposição, mas bem camuflada.
Euler Belém — Se os Estados Unidos conseguirem derrubar Saddam Hussein vão conseguir implantar um novo governo?
Não. Se Saddam Hussein cair, quem vai governar é Frank Tomy, que é o senhor dos anéis.
É impossível implantar uma democracia onde existem tribos.
Os curdos, os sunitas, os xiitas possuem estilo de vida diferente.
Patrícia Moraes — A ditadura Saddam Hussein oferece condições de vida para a sociedade?
Oferece.
Não existe analfabetismo no Iraque, são 6 milhões de crianças estudando.
Patrícia Moraes — Mas a saúde é precária.
A saúde é precária, porque existe o embargo, mas todos têm acesso aos hospitais, e, antes do embargo, o governo dava tudo para os iraquianos em termos de saúde. As universidades são públicas ou particulares. Eu fui a uma universidade de economia, onde os alunos pagam 100 dólares por ano. Todos os iraquianos querem trabalhar para o governo.
Patrícia Moraes — Há muita diferença social?
Tem classe alta, média e baixa.
O bairro mais miserável de Bagdá é habitado por curdos que são contra o regime de Saddam.
Lá, a miséria é como em São Paulo.
Não há saneamento, recolhimento de lixo.
O governo abandonou a população.
As pessoas ricas trabalham para o governo.
Euler Belém — Você chegou a conversar com algum opositor ao regime de Saddam Hussein?
Conversei com um homem, na feira, que não concordava com o governo Saddam.
Foi a única pessoa entre as centenas que eu conversei que falou mal do governo Saddam.
Disse que, apesar de não gostar, tinha que abaixar a cabeça, porque mora ali e trabalha para o governo.
Ele também disse que não podia falar mal do governo Saddam dentro da casa dele para os filhos. E quando fala do governo é para a mulher, trancados no quarto, e muito baixo.
Euler Belém — Como você se comunicava com as pessoas?
Eu tinha um guia que trabalhava para o Ministério das Relações Exteriores.
Tudo o que ele me dizia era filtrado.
Era de acordo com o que ele achava que eu podia saber.
Em Bagdá, os jornalistas são obrigados a sair com guia.
Uma vez eu fui fazer uma reportagem junto com um jornalista português.
O tema era a saída dos iraquianos de Bagdá.
Fomos a uma empresa de ônibus internacionais que fazia Bagdá–Damasco, Bagdá–Amã.
Quando estávamos entrevistando o dono de uma loja, o guia do jornalista português, que era uma pessoa medrosa, disse que ninguém estava deixando Bagdá.
Eu percebi que a tradução não tinha sido verídica e fui dar uma volta, foi quando conversei com um funcionário da mesma loja.
Perguntei como estava o negócio e ele falou que o número de pessoas viajando tinha aumentado por causa da guerra.
Euler Belém — Para onde os curdos vão?
Para a Síria, Jordânia.
Euler Belém — Você notou tensão e medo nas pessoas?
Muito disfarçado.
As pessoas estavam seguindo com a vida normalmente, mas por causa do governo.
A imagem que aparece das crianças jogando bola foi colocada na televisão pelo governo, que não revelou o limite de 48 horas estipulado pelos Estados Unidos para o início da guerra.
O governo maquia muito.
Euler Belém — A televisão estatal controla tudo?
Tudo.
São três canais que a toda hora passam clipes horrorosos do Saddam Hussein e músicas em sua homenagem.
As mensagens são passadas exaustivamente na televisão.
Há dois anos que ele não aparece em público.
Patrícia Moraes — Que característica da sociedade pareceu mais interessante para você?
Várias.
As mulheres são gordas e os casamentos são muito interessantes.
Os noivos não participam da festa de casamento.
Eles chegam depois com a família.
Os homens não participam desse ritual.
Participam da festa as mulheres de ambas as famílias que são as mães, irmãs, a tia da tia, a cunhada da cunhada.
É a família inteira mesmo.
Elas vão para a porta do elevador e começam a cantar, representando a hora do acasalamento.
O noivo sobe em um elevador com a família dele e ela sobe em outro elevador com a família dela. Eles chegam ao andar das núpcias e as famílias acompanham os noivos até a porta do quarto.
A noiva chora, se despedem e a família volta para a festa.
Patrícia Moraes — Vestida de branco?
Vestida de branco, de véu e grinalda.
Patrícia Moraes — Muitas jóias?
Muitas pedras preciosas e muita maquiagem.
As mãos também são pintadas.
Euler Belém — Os homens também são gordos?
São e todos usam bigode.
Fumam muito, exageradamente.
Euler Belém — Cigarro ou cachimbo?
Cigarro.
É estranho quem não fuma.
Não fumar e não ter filhos é estranho no Iraque.
No elevador, tem cinzeiro.
Outra coisa muito interessante aconteceu quando fui de Bagdá para Damasco.
Eu estava no avião de uma empresa iraquiana, quando, de repente, o piloto que estava taxiando na pista começou a rezar.
Depois, todos começaram a fumar.
Euler Belém — Você não ficou sufocado?
Na hora eu chamei a aeromoça e perguntei se as pessoas podiam fumar.
Ela disse que sim.
As mulheres não fumam, mas todos os homens fumam.
Euler Belém — As pessoas se paqueram?
Eles não são como no Irã ou no Afeganistão.
Não são tão radicais com a religião.
Nem todas as mulheres usam véu.
Depende da tribo.
Os xiitas admitem que elas usem véu, mas não precisam usar burca;
as sunitas podem usar maquiagem e não precisam usar véu.
Euler Belém — Tem prostituição?
Tem, mas muito disfarçada na Rua Arassat, a mais chique de Bagdá.
Onde estão os bons restaurantes e lojas.

Euler Belém — A riqueza é ostensiva?
Os prédios, as construções?
Não.
A riqueza é vista somente nos Palácios de Saddam Hussein.
Euler Belém — As companhias de petróleo são todas do governo?
São todas estatais.
Tem algumas companhias estatais que possuem acordos comerciais com França, Rússia.
Euler Belém — Você não tem medo de cobrir guerra?
Não tive medo nenhum.
No primeiro dia, quando peguei o ônibus de Damasco para Bagdá, tive um pouco de medo. Durante as 14 horas de viagem, o motorista deu carona para uma família com cinco filhos, um iraquiano e a mulher.
E para dois tunisianos que estavam indo para Bagdá fazer parte de um protesto pró-Iraque.
No meio do caminho, eu tomei um Dramin para dormir.
Eu nunca tinha tomado Dramim e apaguei.
Atrás do ônibus tinha um banco grande que a gente revezava, porque dava para deitar.
Na minha vez, como eu tinha tomado Draminm, dormi e não acordei mais.
O pessoal ficou nervoso comigo, porque não tinha cristo que me levantasse.
Numa determinada hora da viagem o ônibus parou numa barricada, todos desceram e eu continuei dormindo.
Alguém pediu para que o tunisiano me acordasse.
Ele era escuro, grandão, vestia um casaco preto e usava bigode.
Ele foi me acordar sacudindo e falando árabe.
Eu só via esse homem falando árabe comigo, de casaco preto, com cara de árabe.
O ônibus vazio, pensei: bom, mataram todo mundo e só faltou eu.
Me descobriram aqui no canto e agora sou eu.
Nesse momento, alguém lá fora me chamou: “Herbert desce daí”.
Foi quando eu me acalmei. [Risos]
Euler Belém — Você gritou?
Não, fiquei olhando, parado.
Ainda estava sob o efeito do remédio.
Esse foi o único medo que passei.
Euler Belém — Você ainda pode voltar para o Iraque. Agora não é mais arriscado?
É. Eu não voltaria para o Iraque, porque, como não há serviço de embaixada, não há ninguém para autorizar a entrada no país.
Agora é cada um por si.
Euler Belém — Como os jornalistas do New York Times conseguiram entrar?
Porque eles já estavam em Bagdá.
Euler Belém — Eles não saem também?
Se quiserem, podem sair.
Euler Belém — Onde eles ficam?
Há alguma área de menos risco?
Não.
Toda a imprensa fica no prédio do Ministério da Informação, porque ninguém pode trabalhar fora.
Embaixo do prédio existe um abrigo antiaéreo.
Esse pode ser um dos alvos. [No primeiro dia de bombardeio este prédio foi um dos primeiros alvos acertados.]
Euler Belém — Você iria para o Kuait ou para a Síria?
Iria para o Kuait.
A Síria está muito longe de Bagdá.
Patrícia Moraes — Há muitos abrigos espalhados pela cidade?
Muitos.
Euler Belém — Você acha que Saddam Hussein foge?
Ele não tem uma Al Qaeda.
O Bin Laden tem uma rede atrás dele e pode se esconder em cavernas.
Saddam Hussein não é o tipo que se esconde em caverna.
Euler Belém — Você sabe de algum grupo terrorista finlandês ligado ao Saddam?
Desconheço essa história.
Eu encontrei dois finlandeses no Iraque e achei estranho.
Na Síria, também tinha um finlandês.
Euler Belém — Qual o motivo que eles dão para a guerra?
Petróleo.
Eles odeiam os americanos.
Patrícia Moraes — Você falou de uma curiosidade da sociedade.
Agora me fala sobre alguma coisa que te surpreendeu?
As privadas.
Não tem privada, é latrina.
No banheiro tem um buraco, com um lugar para colocar os pés e é preciso abaixa para fazer as necessidades.
Euler Belém — Um mau cheiro terrível?
É.
Tem outra curiosidade.
O grupo que viajou comigo me disse que as fezes ficariam da cor de doce de leite.
Foi dito e feito.
Euler Belém — Por que acontece isso?
Por causa da comida.
Não sei o que eles usam, mas ficou parecendo doce de leite.
Eu estava no aeroporto, na Síria, quando fui usar o banheiro e vi umas fezes com a cor também de doce de leite.
O povo, realmente, tem as fezes cor de doce de leite.{risos]
Euler Belém — Como são os jornais?
Tem um jornal para estrangeiros, o Irait Dain, que é uma porcaria.
O papel é bom, mas no canto sempre tem um pensamento de Saddam com uma foto dele.
A primeira manchete sempre é alguma coisa relacionada a Saddam.
Tem umas matérias ridículas de meia página sobre como surgiu o guarda-chuva.
Patrícia Moraes — Quanto da sociedade fala inglês?
Muito pouco e eles falam um inglês macarrônico.
Somente quem trabalha no alto escalão do governo fala inglês.
Mas, nas escolas, têm aulas de espanhol e de inglês.
Euler Belém — Quais são as marcas físicas e psicológicas da guerra de 1991?
Física nenhuma, porque tudo o que foi bombardeado, foi demolido.
Por isso, há muito espaço aberto em Bagdá.
Al Meria era um abrigo para 450 crianças e mulheres.
Todos estavam lá, no dia do ataque, em 1991.
Eles preservaram o lugar como ficou naquela época.
Quando se entra, ainda é possível sentir o cheiro de queimado.
Doze anos depois, é impressionante.
Todas as 400 e tantas pessoas que estavam lá dentro morreram.
No teto do abrigo está o buraco do míssil que entrou.
Euler Belém — Há alguma possibilidade de você ter que voltar?
Toda.
Eu sou a única pessoa que tem visto na Bandeirantes para entrar no Iraque.
Euler Belém — É cara a estada no Iraque?
É.
Eu gastei 4 mil dólares em duas semanas.
O hotel é muito caro.
Eu fiquei em dois hotéis.
Em um hotel gastei 400 dólares e, no outro, 1.700 dólares.
Gastei muito com telefone, porque tinha que ligar para os guias.
Do dia 20 a 25, gastei 200 dólares por dia para poder trabalhar.
É preciso ter uma autorização do Ministério da Informação, que, na verdade, é uma forma deles tirarem dinheiro dos jornalistas.
Eles cobram 200 dólares por dia para o jornalista poder trabalhar.
No total, eram 200 dólares e mais 100 dólares para o guia indicado por eles, ou seja, esse dinheiro também vai para o ministério.
Como foram 300 dólares por dia, em cinco dias eu gastei 1.500 dólares.
Na Babilônia, também gastei muito.
Logo que cheguei, comecei a filmar quando um homem que fica vigiando me perguntou se eu tinha autorização do Ministério do Patrimônio Histórico e da Cultura, que custa 5 mil dólares.
Como eu não tinha, o guia, que estava comigo, me disse para seguir a visita sem a câmara.
Eu segui com o guia da Babilônia e o outro que mora lá ficou conversando com o meu guia. Quando voltei, o guia que me mostrou a Babilônia foi embora e o meu guia me disse que, se eu pagasse 200 dólares para o guia que mora lá, poderia filmar.
Paguei e filmei tudo, até um dos palácios de Saddam Hussein que não podem ser filmados.
Tudo em Bagdá funciona com propina.
É o “rachim”.
Euler Belém — A Babilônia está conservada?
Está bonita.
Na verdade, como tudo foi destruído e o que sobrou foi levado pelos alemães.
Saddam Hussein reconstruiu tudo.
Quando se entra na Babilônia há uma placa enorme com o perfil de Nabucodonosor [que viveu antes de Cristo] e, ao lado, o perfil de Saddam Hussein.
Ele gosta de se igualar aos grandes reis da Mesopotâmia, tanto que construiu um palácio ao lado.
Euler Belém — Não há turistas?
Desde 1991, os 1.500 turistas que visitavam a Babilônia, por dia, sumiram.
Patrícia Moraes — Você entrevistou o vice-primeiro ministro, Tarik Aziz, o que ele falou?
Perguntei para ele que opinião tinha sobre a afirmação de George W. Bush de que o Iraque seria o 54º Estado americano depois do ataque.
Ele respondeu que era um absurdo, que o povo iraquiano não iria admitir essa supremacia americana e que todos os iraquianos estavam preparados para a guerra.
Então perguntei se ele estava preparado.
Ele falou que estava e que jamais abandonaria o Iraque.
Patrícia Moraes — Você passou por algum treinamento de segurança?
Nada.
Euler Belém — Você está com vontade de voltar?
Estou, porque é muito interessante.
Mas, como tenho noção do perigo, passaria por um treinamento de segurança, como o jornalista Caco Barcelos, na Inglaterra, antes de ir.
Euler Belém — Caco Barcelos foi para o Kuait?
Marcos Uchôa está no Kuait.
Eu só iria se tivesse um aparato maior.
Eu não iria como fui dessa vez, carregando equipamento de 180 mil dólares na mão.
Euler Belém — Por que a Globo foi expulsa do Iraque?
Quem a tirou de lá?
Dizem que foi por causa da história dos guias.
Em uma das reportagens do Luiz Carlos Azenha, ele falou que, finalmente, tinha conseguido entrevistar os iraquianos para saber o que eles pensavam sobre a vida em Bagdá.
O embaixador do Iraque, na hora, ligou daqui para o Iraque e contou.
Na mesma hora, mandaram eles de volta.
Euler Belém — Como é o clima?
À noite, agora, faz muito frio, porque é inverno.
Mas, na quinta-feira, 20, começa a Primavera.
Euler Belém — Lá tem árvores?
Muitas tâmaras.
Euler Belém — Você viu alguma livraria, banca de revista?
Não.
Euler Belém — E farmácia?
Poucas .
Euler Belém — A presença militar lá é ostensiva?
É.
Não se pode fotografar nada.
No dia que eu fotografei o prédio com a imagem de Saddam o policial quis tomar a minha câmera.
Euler Belém — Com fuzil na mão?
Fuzil na mão.
Euler Belém — Fuzil novo?
Não, velho. Tudo sucateado
Patrícia Moraes — Como é o povo iraquiano?
São amigáveis, inteligentes e interessados.
Euler Belém — Não perguntaram se você era jogador de futebol?
Toda hora eles falavam Ronaldo, Ronaldinho.
Patrícia Moraes — Há boates, bares para sair à noite?
Não.
O estádio de futebol funciona todos os dias com jogos ou shows de música.
Eles prezam muito a família.
Euler Belém — Há droga?
Quem usa droga é condenado à morte.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A RESISTÊNCIA DO POVO IRAQUIANO CONTRA OS INVASORES & ALIADOS



LONG LIVE THE GLORIOUS NATION OF IRAQ

Iraq Resistance Dedication

(Reply)
"Your free to speak as you wish.
The USA invaded Iraq under false pretenses and have destroyed thousands of innocent lives. that is why they are a target.
Insurgent is a blanket term.
Some groups in Iraq are basically fighting a civil war.
The resistance is targeting the coalition and their supporters".

"The USA wants to dominate the world, Iraq never tried to. If you want to compare soldiers to demonic forces, then look at the invaders versus the people that are simply protecting what is theirs".

"Before the illegal invasion of the coalition crusaders, Iraq was not having this sort of sectarian violence".

http://www.youtube.com/user/Ouillish
http://www.youtube.com/watch?v=6qDAiLESuCU

sábado, 20 de outubro de 2007

Mensagem do Dia

INDEPENDENCIA OU MORTE.
"Só o sentimento Nacional pode inir os iraquianos e vencer tantos latrogenocidas. Sigam o exemplo dos Vietnamitas e dos Afgaos, lutem lutem lutem, se nao conseguirem pelo menos morreram lutando. Se conseguirem, serao respeitadíssimos por sua coragem e determinaçao. E vagabundo internacional nenhum ousará colocar botas militares imundas em suas terras para roubar e matar, pelos proximos 50 anos. Abraçao".
posted by Faria

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

"INCURSÕES", INVASÕES e "TUTELAS"?

De incursões, invasões e tutelas

Já o denunciei mais de uma vez e não vou parar, já que os pilantras da mídia continuam praticando a mesma desonestidade semântica.
Atentem para o trecho publicado na Folha de S. Paulo de hoje:
“Os 2.000 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) que invadiram uma fazenda...”
Agora esse outro trecho sobre o Iraque: Estados Unidos realizam incursão no Iraque “.
Perceberam a sutileza?
Os integrantes do MST quando ocupam uma área improdutiva no Brasil são denominados, em letras garrafais, de INVASORES!
Já os soldados dos Estados Unidos que atravessam os sete mares e INVADEM outro país, a mídia os considera incursionistas.
E não para aí.
Atentem para esse outro trecho que a Folha de S.Paulo traz diariamente em suas páginas:
“Leia o que já foi publicado sobre o Iraque sub tutela": ou simplesmente Iraque sob tutela.
Sob tutela?
Quer dizer que um país é invadido e ocupado e os pilantras denominam essa excrescência de tutela?
Fica a sugestão:
Que tal os sem-teto realizarem uma incursão ao prédio da Folha de S.Paulo e manterem o local sob tutela?
posted by bourdoukan
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

VITÓRIA DA INTERNET

Atentem para esse trecho de uma reportagem do Financial Times
( Aqui para assinantes)

“Não há vestígio da operação que provocou a guerra: o ataque do Hizbollah através da fronteira, em que dois soldados israelenses foram capturados e três outros, mortos”.

Perceberam?
Já não se fala mais em soldados seqüestrados, mas capturados.
E não podia ser diferente.
Israel invadiu o Líbano.
Os guerrilheiros do Hizbollah reagiram e capturaram os invasores.
Capturaram e não seqüestraram.
Mas não pensem que essa mudança aconteceu porque os redatores adquiriram consciência.
Não, não foi por isso.
É que não suportaram a pressão exercida pelos leitores através da Internet.
Mas é bom não descuidar.
Essa gente não tem caráter e vive da pilantragem.
Todo cuidado é pouco.

posted by bourdoukan
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

sábado, 6 de outubro de 2007

ACONTECEU EM 2003

Inspetores negam existência de armas de destruição em massa e retardam planos norte-americanos de invadir o Iraque
Ao contrário do que os norte-americanos esperavam, o relatório apresentado pelo inspetor-chefe Hans Blix na 6ª feira, dia 14 de fevereiro de 2003, ao Conselho de Segurança da ONU deixou claro que nas 11 semanas em que vasculham o país, já tendo realizado mais de 400 visitas sem aviso prévio e com acesso livre a todas as instalações, os inspetores não encontraram nenhum indício da existência das armas de destruição em massa que os EUA acusam o Iraque de possuir e, ainda, que houve uma mudança de atitude no governo de Bagdá. Para aumentar o tormento do presidente norte-americano George W. Bush, ávido para comandar a invasão do Iraque, dando início a II Guerra do Golfo, o encarregado pelas inspeções de armas nucleares, Mohamed el-Baradei, inspetor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), declarou que até aquela data na tinha encontrado "indícios de atividades nucleares ou correlatas no Iraque". O banho de água fria no assanhamento dos EUA de obterem a autorização formal da ONU para dar início a carnificina no Iraque foi reforçado com a afirmação de Hans Blix duvidando da autenticidade das fotografias mostradas ao Cônselho de Segurança pelo secretário de Estado dos EUA Collin Powell dias antes (ver matéria "Colin Powell não apresenta provas na ONU", na edição de 07 de fevereiro). Dos 15 países com assento no Conselho de Segurança, dez estavam representados por ministros das Relações Exteriores. Fora os próprios EUA e seu "poodle", a Inglaterra, apenas o chanceler da Espanha manifestou apoio à posição norte-americana. França, China e Rússia, que têm poder de veto nas resoluções do Conselho de Segurança, mantiveram a posição anterior de que as inspeções devem continuar.

Bush confronta ONU e diz que não aceita adiamento dos cronogramas da guerra
No domingo, dia 16 de fevereiro de 2003, em entrevista ao programa Meet the Press, da TV NBC, expressando o desdém que seu país dedica a qualquer coisa que contrarie a vontade imperial de George W. Bush, a assessora de Segurança Nacional da Casa Branca, Condoleezza Rice, advertiu a ONU de que os EUA não aceitarão uma decisão que implique em conceder mais tempo ao Iraque. Com arrogância, Condoleezza Rice disse que estava com a impressão de que "o Conselho de Segurança não é capaz de adotar uma decisão".

Poodle de Bush: "Iraque falhou em colaborar"
Ainda atordoado com a decepção imposta pelos inspetores aos EUA e penalizado com a expressão atônita de Colin Powell, cujas mentiras foram desmascaradas em público, a vivo e a cores para todo o mundo, que acompanhava a sessão do Conselho de Segurança pela televisão, o ministro das relações exteriores da Inglaterra, Jack Straw, fingiu que não tinha ouvido os depoimentos dos inspetores de disse que "o Iraque falhou em colaborar e seguir instruções da comunidade internacional". Ouvindo Jack Straw falar, Hans Blix e Mohamed el-Baradei se entreolharam como se não estivessem acreditando nas palavras do ministro inglês.
Desmoralizado, Colin Powell renova ameaças ao Iraque
Contendo a cólera com os inspetores que desmoralizaram seu pronunciamento-armação do dia 05 de fevereiro, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, desconsiderou o discurso ouvido e despejou sua ira em Saddam Hussein, dizendo que "o Iraque vai sofrer sérias conseqüências por não seguir à risca a resolução 1441 da ONU". Ninguém entendeu nada.
O novo herói do Conselho de Segurança
A expressar a posição da França, o ministro das relações exteriores Dominique Villepin contradisse Colin Powell e Jack Straw, dizendo que o Iraque colaborando com as inspeções e, mais ainda, que "o uso da força seria perigoso com risco para a população, para a região e para a estabilidade internacional, devendo ser visto apenas como último recurso". Ao encerrar seu discurso, Villepin disse que a França está comprometida em construir um mundo melhor, sendo muito aplaudido.

Iraque renuncia à presidência da Conferência sobre Desarmamento
Na 6ª feira, dia 14 de setembro de 2003, ao tempo que os inspetores de armas Hans Blix e Mohamed ElBaradei apresentavam seus relatórios positivos no plenário do Conselho de Segurança, o governo do Iraque em carta à ONU renunciando à presidência da Conferência sobre Desarmamento de Genebra, declinando de um posto que lhe pertenceria naturalmente a partir do dia 17 de março, tendo em vista o sistema rotativo que determina sua condução. Que coisa mais estranha!
Aviões-espião começam a sobrevoar o Iraque
Na 2ª feira, dia 17 de fevereiro de 2003, um avião-espião norte-americano U-2, segundo dizem a serviço da ONU, fez o primeiro vôo de reconhecimento sobre o território iraquiano. Foi o primeiro sobrevôo do país dentro do programa de inspeção aérea autorizado pelo governo em atendimento a mais uma das exigências dos inspetores da ONU. Foram 4 horas e 20 minutos de bisbilhotagem aérea que, a exemplo, das bisbilhotagens terrestres, nada encontrou. Onde estarão as tais armas de destruição em massa que os norte-americanos dizem existir?

ONU pede paz aos EUA
Em sua sessão da 3ª feira, dia 18 de fevereiro de 2003, o plenário da ONU foi palco de mais uma retumbante manifestação pela paz no mundo. Representantes de 27 países sem assento no Conselho de Segurança se revezaram no parlatório para, usando a linguagem diplomática de "dar mais tempo aos inspetores", condenar a intenção guerreira de George W. Bush. No dia seguinte, outros 29 embaixadores ocuparam a tribuna para também expressar a posição de seus países contrária à guerra. De todos os países que oficializaram posição perante o plenário das Nações Unidas, só a Austrália, Japão, Argentina e Peru – países que dependem ou têm medo da reação comercial ou militar dos EUA – não apresentaram uma condenação formal dos seus intentos bélicos. A tese que ganhou força entre os países que integram a ONU foi a proposta da França, que emerge como a grande defensora da paz, defendendo a concessão de "mais tempo mais e recursos aos inspetores". Ainda naquela 4ª feira, dia 19, falando na rádio France Info, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, deu mais uma demonstração de que o governo dos EUA não está ligando para a opinião dos outros e acusou os países pacifistas, que querem dar mais tempo aos inspetores, de "temerem sua responsabilidade". Embora a decisão da guerra já esteja tomada, os EUA estão empenhados em conseguir o respaldo oficial da ONU, arrancando, se necessário, à fórceps, uma resolução do Conselho de Segurança autorizando o uso da força contra o Iraque.

Papa recebe Aziz e ora pela paz
Na 5ª feira, dia 13 de fevereiro de 2003, em audiência de 30 minutos no seu gabinete no Vaticano, o papa João Paulo II recebeu o vice-primeiro-ministro do Iraque, o cristão Tariq Aziz, que lhe entregou uma mensagem pessoal do presidente Saddam Hussein. Na ocasião, o Papa reiterou sua oposição aos planos norte-americanos de invadir o Iraque. Na seqüência, Tariq Aziz se reuniu com o secretário de Estado e o ministro das Relações Exteriores do Vaticano, que também se manifestaram contra os intentos guerreiros de George W. Bush. Na 3ª feira, dia 18, o Papa recebeu a visita do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, para que repetiu a posição da Igreja Católica contra a iminente invasão do Iraque pelos EUA.

Colocando a hipocrisia diplomática de lado, a Alemanha diz a verdade sobre a guerra
Que armas, que nada. Bush quer o petróleo do Iraque
Em entrevista publicada pelo jornal Die Welt na 4ª feira, dia 19 de fevereiro de 2003, o ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Juergen Trittin, disse que, ao contrário do discurso contra armas de destruição em massa, os EUA querem a guerra para "controlar o petróleo do Iraque, fortalecendo, assim, sua posição econômica e geoestratégica". Desabituado a ouvir a verdade, o governo norte-americano ficou tiririca com o governo alemão.

Árabes contra a guerra
Em seu encontro extraordinário, no domingo, dia 16 de fevereiro de 2003, os 22 chanceleres da Liga Árabe acertaram que os países árabes devem negar "qualquer tipo de apoio a uma ação militar contra o Iraque". Em nota distribuída à imprensa, os ministros dizem: "reafirmamos a necessidade de nossos países deixarem de oferecer assistência ou instalações a qualquer ação militar que represente uma ameaça à segurança e a integridade do território iraquiano". O presidente do Egito, Hosni Mubarak, informou que vai propor uma reunião de emergência da Cúpula Árabe para os dias 27 e 28 em Sharm el-Sheik.

Guerra pode custar caro aos EUA
Em artigo publicado no jornal The Washington Post na 4ª feira, dia 19 de fevereiro de 2003, o ex-assessor de segurança nacional da Casa Branca, Zbigniew Brzezinski, afirmou que o comportamento do governo Bush vem despertando uma crescente oposição à sua política, o que pode custar a liderança internacional aos EUA. Num raro laivo de sinceridade, Zbigniew Brzezinski reconheceu que "o Iraque não representa uma iminente ameaça à segurança global" e, se a preocupação do governo Bush fosse a segurança mundial, deveria "tratar com maior seriedade a verdadeira e iminente ameaça representada pela Coréia do Norte".

CONTRA A OCUPAÇÃO DO IRAQUE

Proteste contra a ocupação do Iraque
Diga não à ganância e perversidade do governo dos EUA.









19 de março de 2003:
Movido por desejos de poder e ganância, EUA invadem o Iraque e promovem morte, destruição, tortura e mutilações.
Bombardeios a população civil, frios assassinatos e regime de tortura e medo são a marca da ocupação do Iraque.



sábado, 18 de agosto de 2007

OS EUA ESTÃO CORRENDO ATRÁS DE UMA MIRAGEM



Porque os EUA perderam *
No Iraque os EUA são confrontados pela força da sociedade
geopolítica unida por milhares de anos.

por Abdul Ilah Albayaty e Hana Al Bayaty

Global Research , 22 de junho de 2007 .
weekly.ahram.org.eg

Há registros de que a resistência no Iraque está crescendo em tamanho e espalhando-se na sua capacidade de operar em um número cada vez maior de províncias, florescendo em muitas partes do território iraquiano.
De acordo com os EUA, isto decorre da intervenção de combatentes estrangeiros.
Na realidade, trata-se da recuperação do nacionalismo e da dignidade iraquianos. Enquanto a ocupação e seu governo lacaio continuam a encarcerar indiscriminada e massivamente cidadãos iraquianos suspeitos de manter elos com a resistência, parecem não ter a habilidade de quebrar as diferentes expressões iraquianas: armada, política e popular ou minar a simpatia que a Resistência Iraquiana desfruta entre a população. Diariamente, mesmo os mais amplos movimentos de opinião expressam sua rejeição à ocupação e seu governo títere.
A despeito do gasto de bilhões na implantação da guerra e em sua propaganda, como os planos do imperialismo dos EUA fracassaram no Iraque ?
Em primeiro lugar, seu fracasso é devido à incapacidade do governo dos EUA de reconhecer a impossibilidade de dividir o Iraque em Estados menores em conflito.
A nova aventura neocolonialista e erros de cálculos estão baseados em vários fatores, incluindo tomar seus desejos como se fossem realidade, sua confiança cega e isolada na força militar para alcançar seus propósitos, a obtenção de informações de alguns exilados iraquianos, marginais e alienados, e negação de estudar as características históricas, culturais e sociais do país que almejavam invadir e controlar.
Previamente à invasão e por todos estes desastrosos anos de ocupação, os EUA subestimaram a força do povo iraquiano e seu nacionalismo e cultura arraigados, que se uniram para enfrentar os planos imperialistas dos EUA com uma resistência imperturbável que emana de todos os estratos da sociedade iraquiana, inclusive das supostas bases aliadas.
Ingenuamente os EUA pensaram que poderiam usar a riqueza da sociedade iraquiana , caracterizada pelo seu cosmopolismo histórico e multiconfessionalismo, na tentativa de dividi-la sectariamente em muitas linhas, com a finalidade de controlar toda a sociedade iraquiana.
Os EUA estão correndo atrás de uma miragem.
O Iraque através de milhares de anos é composto por inúmeras etnias e religiosidades que convivem em solidariedade entre si, não importando suas diferenças: os cristãos, os sabbits, os yeziidies são igualmente ligados ao Iraque enquanto muçulmanos, e são tão iraquianos quanto os irmãos muçulmanos.
Todos os iraquianos, quaisquer que sejam suas etnias, religiões ou grupos sociais, são descendentes de sucessivas civilizações iraquianas e de sua história.
Os valores da vida comum na região geográfica chamada Iraque ou Mesopotâmia os unifica.
Aqueles que conhecem o Iraque, sua unidade árabe-muçulmana e sua história, estão conscientes de que aqueles que desejam dividir o Iraque e subjugá-lo à vontade de potências estrangeiras serão confrontados pelas forças milenares de uma sociedade unida, além dos interesses geopolíticos de sua região e da constituição da sua sociedade.
Nunca na história duas nações puderam co-habitar a bacia geográfica que agora se chama Iraque.
Sempre foi interesse do povo iraquiano se estabelecer nesta bacia, todas as sucessivas civilizações uniram-se num futuro geopolítico comum.
Se, no passado, os dois rios foram os fatores de união de todos os aspectos da vida da nação iraquiana, agora somam o papel dos interesses culturais, geopolíticos e da propriedade comum de uma terra e suas riquezas.
É verdade que há no Iraque diversos grupos políticos que se opunham à liderança do governo iraquiano antes da invasão e da destruição do Iraque.
Eles têm, como qualquer oposição, o direito de ser contrários ao governo nacional. Entretanto, alguns se apresentaram como colaboradores do imperialismo norte-americano e de seus aliados e do seu plano criminoso de dividir a terra, tanto por ignorância, ganância, ou por razões sectárias ou pessoais.
Eles serão atirados juntamente com os idealizadores deste plano no refugo da história. Ignoram que a relação antiga e complexa do Iraque com sua identidade e suas relações comuns com as nações vizinhas, assim como a experiência contemporânea com relação a políticas imperialistas, em direção ao progresso e ao desenvolvimento, especialmente os EUA após enfrentar 13 anos de sanções com vistas a incapacitar o Iraque.
Ao contrário destes grupos sectários, a própria população, independentemente de sua opção religiosa, étnica ou tendência política, já provou sua heróica resistência contra a tentativa de dividir o Iraque, e seu favorecimento à unidade e à integridade da nação iraquiana.
O Iraque está numa área que costumava ser chamada Mesopotâmia .
Todos os iraquianos são filhos e filhas desta história e são herdeiros de todas as civilizações que emergiram desta terra.
Onde os sumérios inventaram a escrita, os babilônios inventaram a lei; os assírios unificaram a região, seguidos pelos Abbasid que introduziram o avanço do “Estado de todos os cidadãos” e da solidariedade social, abrindo o caminho para a unificação da civilização árabe-muçulmana que sobrevive orgulhosamente até os nossos dias.
Desde então, o Iraque é baseado não na etnia ou na religião ou no sectarismo,mas na história iraquiana.
O povo iraquiano é a expressão de sua herança, não importando sua religião ou etnia. Quando o Iraque pude viver em paz e ter um Estado estável, o país provará que pode participar do engrandecimento da cultura humana e do desenvolvimento, criando uma grande civilização e incentivando a ordem regional.
Bagdá é o berço da civilização árabe-muçulmana.
O destino do Iraque continua a ser uma questão daqueles que decidem o destino árabe. Para os iraquianos e os árabes em geral, destruir Bagdá , é uma tentativa de destruir sua memória, sua identidade e seus interesses.
As características geopolíticas do Iraque são e sempre serão uma grande influência na histó
ria iraquiana.
Não é surpresa alguma o fato de os EUA escolheram ocupar o Iraque para garantir sua dominação regional e global.
Por meio da ocupação do Iraque, os EUA acreditavam que poderiam controlar toda a região e, por extensão, manter sua hegemonia unipolar.
Em primeiro lugar, o Iraque é um país rico em recursos naturais, seja petróleo, gás ou água.
Em segundo lugar, ele desfruta de uma posição geográfica central na região.
Esta posição sempre foi motivo da cobiça externa.
Nenhuma potência regional pode ser considerada sem o fato de ter feito tentativas de controlar ou enfraquecer o Iraque.
Na verdade, o Iraque é uma encruzilhada.
Seu território fornece a rota e a influência necessárias, para através do Irã, alcançar a Síria, a Jordânia e a bacia do Golfo Árabe.
O Iraque é também o centro de um caminho natural da Turquia ao Golfo e vice versa. Consequentemente, ao mesmo tempo em que o Iraque está no centro dos interesses estrangeiros, a segurança do país, sua estabilidade e unidade são também necessárias para todos estes países.
De fato, a mais leve deterioração das relações entre o Iraque e quaisquer das nações vizinhas, automaticamente prejudicaria a cooperação em toda a região e, por outro lado, qualquer vizinho que pretenda ter hegemonia sobre o Iraque representa um retrocesso para o Iraque e todas as nações vizinhas.
A única equação que serve aos interesses do Iraque é insistir em seu caráter árabe-muçulmano e nas boas e fraternas relações tanto com a Turquia, quanto com o Irã.
Se o Iraque rompesse relações com quaisquer dos seus vizinhos, ele reduziria sua capacidade de se beneficiar de sua posição central, prejudicando a cooperação e o desenvolvimento da infra-estrutura.
O país penalizaria sua indústria e sua agricultura, e cortaria o comércio regional necessário para o seu crescimento e progresso.
Quanto mais seus vizinhos florescerem e progredirem, mais o Iraque poderá ter oportunidades de se desenvolver por meio da cooperação entre eles.
O mito de que o desenvolvimento econômico, social e político da Turquia e do Irã poderia representar um perigo para o Iraque, fica como uma análise superficial e ignorante da relação entre estes Estados, e das leis que regem o desenvolvimento entre os países vivinhos.
De fato, quanto mais o Irã e a Turquia se desenvolverem e mais ricos forem, mais necessitarão de que o Iraque seja estável, próspero e unido.
Para isso, é preciso que o Iraque represente poder de compra de mercadorias e fonte de fatores de produção.
Ninguém pode tirar o Iraque de sua circunstância geopolítica e cultural.
O Iraque não pode ter relações com os EUA, a Rússia , a Europa ou Israel e ignorar os interesses árabe-muçulmanos.
É contra os interesses do Iraque e do povo iraquiano ser um mero protetorado do Irã ou de qualquer outro país.
O sonho de que o Iraque poderia ser subjugado pela ocupação EUA-Irã fracassou.
A livre vontade do Iraque e do povo iraquiano rejeita e rejeitará sempre, por meio de sua cultura e de seus interesses, ser subjugado a qualquer nação estrangeira seja ela regional ou uma superpotência global ou uma combinação entre ambas.
A história provou isso.
De fato, os planos dos EUA de destruir o Iraque enquanto nação e Estado não vão apenas contra os interesses de todos os iraquianos, mas de todas as nações vizinhas.
É uma ilusão, um plano não aplicável e sofre a resistência de todos os estratos da sociedade iraquiana.
Este plano criou tanta instabilidade que tornou impossível controlar, investir ou mesmo explorar os recursos do Iraque.
Ao abrir a porta para toda a sorte de interferência, a ocupação só podia resultar em um crime indescritível contra a humanidade e um desastre militar, econômico, político e moral para a própria ocupação.
O que a ocupação norte-americana e de seus aliados fizeram ao Iraque não apenas constitui crimes de guerra ou contra a humanidade; mas é algo que sempre será lembrado como o primeiro genocídio do século 21 e que o mundo, devido à polarização da mídia, não tem conhecimento de que isso não mudou a realidade que todos os iraquianos já conheciam.
Ao perpetrar um genocídio da civilização do Iraque, os EUA cometeram um suicídio moral.
Se os EUA não tivessem tentado este genocídio, seus planos jamais teriam dado certo. Ao perpetrarem o genocídio, os EUA anunciaram que sua moral estava arruinada e que seus planos não atingiriam o objetivo.
Para dividir o Iraque, uma sociedade com base na antiguidade, que existe há milhares de anos, em três ou mais protetorados fracos e conflitantes, os EUA têm de destruir toda a unidade iraquiana; em outras palavras, conduzir uma política que chega a ser uma ‘tabula rasa', que tem como objetivo toda a destruição do que a circunda, ou seja o Estado, a cultura, a história, a herança material, a sociedade, a sustentabilidade política, as instituições, o exército, os sistemas educacional, de saúde e judicial, a infra-estrutura , as comunicações, a identidade nacional, na verdade toda a essência do Iraque.
Isto interromperia e destruiria a existência de um povo vívido e seus valores morais e arruinaria o país por várias gerações , se não para toda a história.
Destruiria até mesmo a forma física das cidades.
A ocupação não oferece nada ao povo iraquiano além de um projeto organizado de extermínio, baseado na insanidade do “caos criativo”.
Nenhuma estatística pode incorporar a destruição que os EUA provocaram no Iraque. Eles dizimaram o Estado iraquiano e toda a classe popular e a classe média progressista do Iraque que provaram sua capacidade de gerenciar os recursos iraquianos de maneira independente, e de beneficiar a todos, tirando o Iraque da pobreza, da doença, do retrocesso e da ignorância.
A ocupação retrocedeu as liberdades civis de homens e mulheres ao patamar de 50 anos atrás.
Destruindo as garantias sociais, assassinou mais de um milhão de pessoas, além de mandar milhões para o exílio; orquestrou os esquadrões da morte e pilhou o país, inventou novos horrores de tortura e estupro; em nome de trazer a democracia, na verdade a ocupação trouxe a destruição material sobre uma massa popular, tendo como alvo obliterar sua psique, sua cultura, sua memória, seu tecido social, as suas instituições e as formas de administração, comércio e a vida diária. A ocupação atacou até mesmo as gerações ainda não-nascidas do Iraque com a destruição de 4.7 bilhões de urânio enriquecido ao ano.
A ocupação resultou na falência completa dos serviços públicos, indisponibilizando até mesmo os serviços básicos como o fornecimento de água e eletricidade. Num país com um patrimônio de 210 bilhões de barris de petróleo, sob a ocupação os iraquianos sofreram corte nos combustíveis.
A ocupação criou um estado de terror tal que famílias estão confinadas em casa, esperando para serem seqüestradas ou assassinadas a qualquer momento.
As pessoas são sumariamente executadas porque o nome de seu pai é Omar, Hussein ou Jean.
Antes da invasão e da destruição do Iraque, a maioria dos iraquianos sustentavam-se trabalhando em instituições públicas.
O Iraque possuía uma previdência social baseada no entendimento cultural comum a todos no Oriente de que a terra e suas riquezas são propriedade da nação.
Apoiada pelos recursos naturais do país, uma grande parte da população estava empregada nos sistema de saúde e educação, nas indústrias nacionais, e no exército nacional.
Desde a reforma agrária de 1959, seguida pelas nacionalizações de 1964, a classe média orientava o Estado e a sociedade.
Cerca de 70% da população iraquiana vivia nas cidades.
A nacionalização do setor petroleiro em 1971 levou ao aumento da classe média e à elevação dos padrões de vida dos setores mais pobres da população.
O plano de extermínio dos EUA tinha como alvo a destruição da classe media que naturalmente era herdeira da cultura, da ciência, da unidade, da dignidade, da luta por liberdade, o progresso e o desenvolvimento do povo iraquiano.
A ocupação tentou subjugar a classe média para torná-la em uma classe cabalmente feudal, feita de novos e antigos ladrões, seqüestradores, políticos marginais, trazendo de volta os extremistas religiosos, as gangues criminosas e os donos de terra que apareciam e desapareciam na situação criada pela ocupação.
Ficou evidente que mesmo antes da ocupação os EUA e seus aliados estavam correndo atrás de uma quimera.
Por que o povo iraquiano aceitaria e daria as boas vindas a um plano que o privaria de tudo e beneficiaria poucos?
A classe media marginalizada e empobrecida, a classe média instruída, a classe operária, todas perderam os benefícios que estavam implantados nacionalmente.
As mulheres e a juventude que sofreram com o desemprego e a ausência das liberdades civis, todos rejeitam a política dos EUA no Iraque.
Isto mostra que agora e no futuro a luta contra a ocupação nunca mais terá fim até que eventualmente ela seja derrotada com toda a sua política.
Sem a classe media, os EUA não podem construir um Estado que funcione.
A classe média iraquiana, com todas as suas partes incluídas, mais clara e mais ampla, e as classes trabalhadoras rejeitam a ocupação norte-americana e seus planos.
O povo iraquiano está resistindo e continuará a fazê-lo.
Se, devido à sua superioridade em poderio militar, os EUA continuarem a controlar bases como “A Zona Verde”, os iraquianos serão compelidos a continuar vivendo na resistência.
Entretanto, paralelamente, quanto mais tempo os EUA ocuparem o Iraque, mais pagarão com o sangue de seus jovens soldados, muito mais dinheiro será gasto, servindo às necessidades desta máquina de guerra sangrenta, cada vez mais sua imagem e reputação serão prejudicadas por todo o mundo, devido às suas políticas genocidas, e mais os EUA prejudicarão o futuro das suas novas gerações.
Por que todo este desperdício?
Os estrategistas norte-americanos, enquanto constróem o modelo deles para o Iraque, esquecem-se ou não atentam ao fato de que os movimentos sociais estão baseados na realidade sólida e na experiência vívida e não podem ser criados simplesmente pelo capricho de uma decisão política ou por meio de formas insidiosas de pressão por um ataque militar sobre a população pobre.
Pensando que eles poderiam ganhar no Iraque, dirigentes dos EUA consideram que tanques, estrategistas e táticos apenas têm de provar sua arrogância e ignorância.
Eles deveriam ler a história e analisar as realidades objetivas.
Nenhuma força estrangeira jamais será capaz de controlar o Iraque.
O país é pequeno, ma tem uma dignidade enorme, um legado de civilização sofisticado e com raízes na antiguidade e com muita experiência nacional em movimentos patrióticos.
Os EUA não podem mudar a vontade do povo de viver livre e sobrano em sua pátria, e sobre seus recursos naturais, como quaisquer outros povos do mundo.
Eles deviam ter perguntado aos britânicos.

Tradução do inglês por Maria Helena D Eugenio.
Abdul Ilah Albayaty é um analista político que vive na França e Hana Al Bayaty é membro do Comitê Executivo do Tribunal de Bruxelas contra os crimes de guerras. ( http://www.brusselstribunal.org/) (Do Brasil os Diretores do Cebrapaz, Socorro Gomes e José Reinaldo Carvalho, são consultores do Brussel's Tribunal (N.T.)