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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TORTURAS EM ABU GHRAIB

Avisamos desde já que são fotos fortes de humilhação e tortura.
Queremos também deixar aqui a nossa solidariedade ao povo Iraqueano, infelizmente também passamos por torturas americanas.

Estas fotos foram publicadas originalmente no jornal americano Washington Post, elas mostram imagens de tortura cometida por soldados Americanos contra prisioneiros Iraquianos na prisão Abu Ghraib, situada fora da cidade de Bagdá no Iraque.

Vídeo mostra tortura contra iraquianos em Abu Ghraib
Por Terra
21/05/2004 às 21:42
Nao demora e os iraquianos pedem Sadam de volta... por brandura!
Devem estar pensando: "Eu era feliz e nao sabia!"

Na verdade, o Povo Iraquiano que sempre amou sua Pátria, RESISTE contra os invasores e seus aliados, dizendo PUNIÇÃO aos CRIMINOSOS!














Images from Abu Ghraib (IMAGENS DE ABU GHRAIB)
Photos of Iraqis Being Abused by US Personnel



This page contains the most recently-released photos.




For earlier photos, click here.




You can download the segment here.
Many of the images were screen-captured from the broadcast.


The others were disseminated by Reuters, the BBC, the Sydney Morning Herald, and other outlets.
Still more photos (not included here) have been released by Salon here.
Salon has released even more photos and videos here.








TV australiana divulga novas fotos de tortura em Abu Ghraib
da redação
• A rede de TV pública australiana SBS (“Special Broadcasting Service”) exibiu na quarta-feira, 16 de fevereiro, novas fotos da prisão de Abu Ghraib, em 2003, com iraquianos sendo torturados por soldados das forças de ocupação.


A divulgação de casos de ``homicídio, tortura e humilhação sexual`` envolvendo as tropas anglo-americanas deslocadas para a ocupação do Iraque indicam que os crimes teriam sido ainda piores do que já se sabia.




Algumas fotos mostram corpos de presos mortos dentro de Abu Ghraib, enquanto outras revelam detentos com feridas na cabeça e no corpo.




A TV australiana advertiu, antes de exibir as imagens, que ``estas são fotos que o governo norte-americano não quer que você veja``.




A jornalista da SBS, Olivia Rousset, disse à BBC inglesa que uma das fotos mostra um oficial de alta patente iraquiano sendo tratado de profundos ferimentos no pescoço após ter resistido enquanto era transferido entre celas do complexo carcerário.


Outras fotos mostram um detento obrigado a cobrir-se de excrementos e uma sala banhada de sangue.


Um homem nu também é visto pendurado de cabeça para baixo em um beliche enquanto que outro, encapuzado e vestido com um uniforme laranja de prisioneiro, é, aparentemente, ameaçado por um cão.


Um preso exibe as cicatrizes em seu antebraço esquerdo que parecem terem sido causadas por queimaduras e um outro agoniza sobre uma maca, coberto de sangue.


Ao todo, são pelo menos 100 fotos de presos sendo torturados e agredidos por soldados norte-americanos e quatro vídeos com o mesmo teor.




O material foi confiscado por militares em Abu Ghraib e entregue para a Divisão de Investigações Criminais do Exército dos EUA.




O programa Dateline da SBS exibiu ainda trechos de um vídeo em que homens enfileirados estariam sendo forçados a se masturbar em frente à câmera.


Outro vídeo parece mostrar um prisioneiro batendo a própria cabeça contra a parede.




O fato mesmo de que as imagens provenham da Austrália – um dos mais fiéis aliados militares dos EUA no mundo, tendo participado das operações no Iraque com cerca de 900 soldados – demonstra a abrangência da crise imperialista.




Cenas de barbárie




Alguns guardas identificados com os abusos de presos, praticados em 2003 no Iraque, já foram a julgamento militar nos EUA.


Alguns, que já receberam sentenças de prisão, como a militar Lynndie England, aparecem nas novas imagens.


A emissora garante que há fotos não-reveladas que a exibem praticando atos sexuais com os carcerários.




Algumas das novas fotos trazem ângulos diferentes de cenas já conhecidas em todo o mundo, como a de um homem encapuzado com fios amarrados aos dedos, presos nus obrigados a se empilhar uns sobre os outros e, ainda, presos sendo ameaçados com cachorros.




De acordo com a emissora australiana, as novas imagens já haviam sido exibidas em sessões reservadas a membros do Congresso norte-americano. ``Eles ficaram chocados com essas imagens adicionais, que revelaram o horror completo dos abusos que aconteciam em Abu Ghraib``, revela a TV SBS.
De acordo com a emissora, essas imagens são motivo de disputa judicial nos Estados Unidos, onde o governo se esforça para evitar que a imprensa tenha o direito de levá-las a público.




Uma porta-voz da SBS se negou a revelar como as fotos foram obtidas, mas acrescentou que a rede tem ``confiança na credibilidade da fonte`` dessas fotos e vídeos.




Em setembro do ano passado, um juiz de Nova York autorizou uma requisição da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) para ver as imagens censuradas.




O grupo utilizou a lei da Liberdade de Informação para conquistar esse direito na justiça. “As fotos devem ser liberadas para que o público tenha alguma idéia do que ocorreu em Abu Ghraib”, disse Amrit Singh, da ACLU, à rede SBS.




“É o público que deve decidir, ao ver as imagens, o que é preciso ser feito”.




Amrit Singh, um porta-voz da ACLU, disse esperar depois do programa que a divulgação destas novas imagens possam acentuar a pressão sobre o governo americano para que puna os altos-comandos do Exército, e não apenas os sete soldados de patente inferior como Lynndie England, condenados à uma pena máxima de dez anos.
Em maio de 2004 – em um comitê de inquérito das forças armadas no Senado – o secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, afirmou que nem todas as imagens de abusos em Abu Ghraib haviam sido divulgadas publicamente.
O desespero do governo Bush – patente no esforço conjunto dos aparelhos repressivos e ideológicos do Estado norte-americano, como o Pentágono ou o judiciário, em ocultar as cenas nuas e cruas da ocupação – revela a mais absoluta hipocrisia e cinismo da ocupação imperialista do Iraque, através das mais sórdidas, abjetas e repugnantes evidências de sistemático desrespeito ao direito internacional e, ainda, à tão propalada “liberdade de imprensa”.
A crise que se instalou no Iraque demonstra de forma aguda, e dramática, a férrea disjuntiva histórica – socialismo ou barbárie – abrindo-se em toda sua profundidade.
Visite a página da emissora SBS
Assista o vídeo da reportagem (real player)
Veja mais imagens das torturas no Iraque[ 21/2/2006 18:00:00 ]

http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?
http://midiaindependente.org/pt/blue/2004/05/279331.shtml

A nódoa da tortura persiste
...mais inquietante de tudo talvez seja a idéia que os Estados Unidos tenham se convertido em uma nação que considera a tortura como algo aceitável. Em janeiro deste ano, apesar de todo o dano causado, o secretário da Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, continuava insistindo em que não havia nenhum impedimento para que a CIA dispensasse tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos ao interrogar cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos.
Para poder limpar a nódoa de Abu Ghraib, os Estados Unidos terão de processar os oficiais superiores que ordenaram ou tacitamente perdoaram as torturas, confessar aquilo que o presidente autorizou e repudiar de uma vez por todas os maus-tratos a prisioneiros.


terça-feira, 25 de setembro de 2007

MASSACRE DE SABRA E CHATILA:ISRAEL CONTRA CIVIS PALESTINOS


Massacre de Sabra e Shatila:
25 anos depois

Esse mês de setembro marca 25 anos do Massacre de Sabra e
Shatila, que aconteceu no Líbano, em 1982.
Desde então, são 25
anos de agonia, memórias e traumas dos sobreviventes de uma das
piores campanhas criminosas de Israel contra civis palestinos.
Os
culpados nunca foram punidos, assim como os sobreviventes nunca
foram indenizados.
Em junho de 1982, as forças de ocupação israelenses, ainda
comandadas por Ariel Sharon, então Ministro da Defesa, invadiram
o Líbano e ocuparam Beirute.
Após dois meses de um violento
cerco focando os ataques em áreas civis, um cessar-fogo foi
conseguido pelo enviado estadunidense Philip Habib.
As forças da
OLP (suposto motivo da invasão israelense) deixaram o Líbano
como ditava os termos do acordo.
Mas os planos de Israel não eram
tão claros – eles mantiveram o cerco à capital libanesa.
Em julho do mesmo ano, Ariel Sharon anunciou sua intenção de
permitir a entrada da milícia do Partido Falange, de Bashir Gemayel,
presidente recém-eleito do Líbano graças a um golpe israelense,
nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila para
“limpar o local dos terroristas remanescentes”.
Os falangistas, uma
milícia maronita de extrema-direita, aliada do “lar nacional judaico”,
era o maior exército privado do Líbano.
Ironicamente, as forças da
OLP – os “terroristas” – já haviam deixado o Líbano.
Em 15 de
setembro, jatos militares e tropas israelenses já haviam armado um
cerco nos campos de refugiados palestinos.

No dia seguinte, com o cerco
israelense armado e seguro,
Israel deu a luz verde para a
milícia de Gemayel invadir
Sabra e Shatila.
Sabendo que,
na realidade, nenhum
“terrorista” estava no local,

apenas 150 soldados de Gemayel invadiram os campos no final
tarde do dia 16 de setembro.
Pelas próximas 40 horas, os soldados
estupraram, mataram e feriram civis palestinos, a maioria deles
mulheres, crianças e idosos, sob a observação sistemática das
forças israelenses.
Duas horas depois do início da matança,
relatórios terríveis chegaram ao comando israelense, mas ninguém
se mexeu.
Nunca será possível saber o verdadeiro número de
vítimas do massacre – além das mais de mil pessoas que foram
enterrados em covas coletivas construídas pelo Comitê
Internacional da Cruz Vermelha em Beirute, centenas de outras
nunca foram encontrados.
A estimativa de mortos gira em torno de
2500 a 3000 civis palestinos.
As vítimas e sobreviventes do crime
até hoje não tiveram o direito de nem sequer ter uma investigação
formal da tragédia.
O Knesset, o parlamento israelense, abriu uma comissão de
inquérito sobre o caso, presidida por Yitzhak Kahan.
Apesar das
limitações da comissão (por ser política e não judicial, ignorando
dessa forma as vozes das vítimas), concluiu-se que Ariel Sharon foi

diretamente o responsável pelo massacre, e recomendou que ele
fosse destituído de suas atribuições de Ministro da Defesa.
Oficialmente, Sharon resignou o cargo.
Na realidade, porém, ele
continuou agindo livremente como Ministro da Defesa de Israel,
somente não carregando o nome do cargo.
Em 19 de setembro do mesmo ano, a ONU condenou o massacre
através da Resolução 521
.
Pouco depois, em dezembro, a
Assembléia-Geral da ONU classificou o massacre como “um ato de
genocídio”.
Apesar disso, o homem que foi “pessoalmente
responsável” pelo crime, assim como seus associados, nunca foram
punidos e nem sequer julgados.
Em 1984, os jornalistas israelenses
Ze'ev Schiff e Ehud Ya'ari concluíram a história do massacre com
as seguintes palavras: “Se existe uma lição moral para o doloroso
episódio de Sabra e Shatila, ela ainda precisa ser reconhecida”.
Essa realidade permanece ainda hoje.