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sábado, 12 de janeiro de 2008

FECHAR GUANTÂNAMO AGORA!!!!!!





Manifestações no mundo todo contra Guantánamo


Ainda bem que existe a Anistia Internacional para denunciar DESRESPEITOS ABSOLUTOS aos direitos humanos como o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E DE TORTURAS de Guantánamo. Não é à toa que babybush é o ser mais odiado do planeta, e os EUA nunca foram tão mal vistos como nestes tempos.

posted by Jaime Munhoz


Manifestações no mundo marcam aniversário da base de Guantánamo

LONDRES (AFP) — Manifestações marcaram nesta sexta-feira o sexto aniversário da abertura do campo de detenção americano de Guantánamo em diversas capitais européias, principalmente em Londres, onde dezenas de manifestantes reproduziram as condições dos presos.

A Anistia Internacional mobilizou ativistas na Suécia, Irlanda, Paraguai, Filipinas e Barein, entre outros países, para exigir o fechamento da prisão por onde passou até agora mais de 800 homens e adolescentes acusados por Washington de terrorismo, sem a possibilidade de julgamento e sem direito a um advogado ou a ver sua família.

Vestindo uniformes de cor laranja, parecidos com os dos prisioneiros do campo, os manifestantes protestaram nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Londres.

Os "detentos" estavam cercados por "guardas" com uniformes militares, alguns com cães, que davam diversas ordens como a de pôr as mãos na cabeça, segundo um jornalista da AFP presente no local.

A manifestação foi organizada pela Anistia Internacional, que exige o fechamento do campo localizado na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. O campo recebeu seus primeiros prisioneiros da "guerra contra o terrorismo" no dia 11 de janeiro de 2002.

Na quinta-feira à noite, duas jaulas de aço, cujas dimensões correspondem às das celas do campo, foram colocadas em frente à embaixada americana em Londres. Durante toda a noite, militantes vestidos com roupas cor de laranja se revezaram nas celas.

A Anistia denuncia o fato de que o campo "continua a existir em um vazio jurídico", que 275 pessoas ainda estejam detidas lá "fora de qualquer legislação", e pede seu "fechamento imediato", explicou à AFP Sarah Burton, uma diretora da organização de defesa dos Direitos Humanos.

Manifestações similares foram realizadas por toda a Europa: em Roma, entre 30 e 40 pessoas se reuniram, levando bandeirolas com as inscrições "Fechem imediatamente Guantánamo" ou "Ponham fim às detenções ilegais".

Em Atenas, doze militantes se manifestaram diante do Parlamento grego.

Com os olhos vendados e alguns acorrentados, eles estavam ajoelhados sobre um falso gramado com espreguiçadeiras, sob uma placa indicando "Guantánamo, hotel 50 estrelas".

Uma manifestação também foi realizada nos Estados Unidos no National Mall em Washington para exigir ao governo Bush o fechamento do campo.

Um documento neste sentido assinado por 1.100 parlamentares do mundo inteiro e por cerca de 100.000 cidadãos americanos deve ser enviado à Casa Branca, segundo a Anistia.

Seis anos depois da chegada a Guantánamo dos primeiros prisioneiros dos Estados Unidos em sua "guerra contra o terrorismo", no dia 11 de janeiro de 2002, ninguém foi julgado e tudo indica que o centro de detenção da base naval de Cuba permanecerá por muito tempo em funcionamento.

Os apelos para o fechamento da prisão da base naval americana se multiplicam novamente no mundo com a chegada do aniversário de sua criação.

Há quase dois anos o governo americano insiste em sua determinação em fechar a prisão. "Mas devido a questões legais não houve muitos avanços", reconheceu há poucos dias o secretário de Defesa, Robert Gates.



09/01/2008 - 06h42
Dois ex-presos de Guantánamo comparecem a tribunal em Londres

Dois ex-presos da base americana de Guantánamo (Cuba), residentes no Reino Unido, compareceram hoje ao Tribunal de Westminster de Londres.
Jamil al-Banna, um jordaniano de 45 anos, e Omar Deghayes, um líbio de 38, retornaram ao Reino Unido em dezembro.

Eles permaneceram na prisão de Guantánamo por cinco anos.

A Espanha requer a sua extradição por supostamente pertencerem a uma célula da Al Qaeda.
Logo após chegar a território britânico, em 19 de dezembro, Banna e Deghayes foram detidos. Havia uma ordem de detenção válida em toda a União Européia, devido à sua suposta participação numa célula da organização terrorista Al Qaeda na Espanha.
Os dois pagaram fiança de 69,5 mil euros e estão em liberdade, mas deverão comparecer hoje ao tribunal.

Eles têm que cumprir um toque de recolher, viver em suas residências e usar um dispositivo eletrônico de vigilância.
Banna, pai de cinco filhos, recebeu a ajuda da atriz e defensora dos direitos humanos Vanessa Redgrave, que pagou a metade da fiança.

Deghayes também foi ajudado pela atriz britânica, que contribuiu com 20,25 mil euros.
Cerca de 300 homens continuam presos no centro de detenção de Guantánamo, aberto pelos Estados Unidos em 2002 após a operação militar contra o regime taleban no Afeganistão.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Baía de Guantânamo


Human Rights Watch
A Organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch divulgou documento que tem por título Cinco mitos sobre a Baía de Guantánamo.
1-MITO: Os detentos em Guantánamo são “os piores dos piores”.
FATO: Do total de homens enviados a Guantánamo, poucos são parte do alto escalão da Al-Qaeda ou do Taliban, como alega o governo americano.
Centenas deles não estavam sequer envolvidos no conflito, mas, na verdade, foram vendidos aos Estados Unidos por caçadores de recompensa ou denunciados por membros de grupos organizados rivais motivados por vingança; enquanto representantes do alto escalão da Al-Qaeda que tinham o dinheiro para pagar compraram sua liberdade.
De acordo com Michael Sheuer, chefe da unidade de busca a Osama bin Laden da CIA de 1999 até 2004, não mais do que dez por cento dos enviados à Baía de Guantánamo são considerados detentos realmente “valiosos”.
2-MITO: Todos os detentos de Guantánamo são combatentes que lutaram contra os Estados Unidos.
FATO: Muitos deles não foram capturados em ação ou nem mesmo perto de um campo de batalha.
Os detentos foram presos em 14 países, incluindo Gâmbia, Bósnia e Tailândia. Quase a metade foi presa no Paquistão – e, como citado acima, os milhares de dólares oferecidos pelos Estados Unidos a caçadores de recompensas contribuíram grandemente para tantas prisões não justificadas.
De acordo com os registros das forças armadas americanas, a maioria deles não foi sequer acusada pelos Estados Unidos de lutar contra o país ou contra forças de coalizão.
3-MITO: Todos os detentos de Guantánamo serão processados.
FATO: Dos quase 400 homens que ainda estão presos em Guantánamo (outros 300 já foram repatriados ou libertados), apenas 10 foram acusados de um crime.
Nenhum deles foi condenado.
Agora, o governo de Bush alega ter um planejamento para formalizar acusações contra um total de 70 detentos sob as comissões militares aprovadas pelo congresso americano durante o segundo semestre.
Mesmo assim, tal formalização das acusações ainda deixa mais de 300 detentos em Guantánamo que nunca foram – e nunca serão – processados.
Eles estão simplesmente sendo detidos indefinidamente sem nenhuma acusação ou julgamento.
A maioria dos detentos entrou com pedidos de habeas corpus junto a tribunais federais pedindo que um juiz analisasse a legalidade de suas prisões. Pressionado pelo presidente Bush, o congresso aprovou uma lei que impede os tribunais de analisar pedidos de habeas corpus – ou qualquer outro pedido referente ao tratamento recebido pelos detentos.
Caso não haja uma nova lei aprovada pelo congresso recém-eleito ou uma decisão da corte suprema que determine que a negação de habeas corpus é inconstitucional, os detentos podem passar o resto de suas vidas atrás das grades, sem julgamento ou nenhuma análise independente da legalidade de suas prisões.
4-MITO: Todos os detentos de Guantánamo tiveram audiências justas com um juiz em que eles puderam contestar sua prisão.
FATO: A nenhum dos detentos foi dada a chance de ter uma audiência justa ou imparcial com um juiz para determinar se sua prisão é ou não justificada.
O governo de Bush alega que as audiências breves que ocorreram com três oficiais militares substituem suficientemente uma análise judicial independente. Os oficiais que conduziram essas audiências basearam-se em provas secretas de acesso restrito, supostamente genuínas e precisas, porém nenhuma delas foi, em qualquer momento, mostrada aos detentos.
Como conseqüência, os detentos ficaram reféns de conclusões tiradas de provas nunca vistas por eles; os sujeitando a decisões feitas com base em provas nunca contestadas.
Em muitos casos, os detentos não foram sequer informados sobre as atividades específicas que eles eram acusados de desenvolver e que alegadamente os classificariam como “combatentes inimigos”.
Além disso, não lhes foi dado o direito a um advogado e, em muitos dos casos, eles não puderam apresentar nenhuma testemunha ou prova, tendo somente seus próprios depoimentos como sua base de suas defesas.
5-MITO: Todos os detentos de Guantánamo têm sido tratados de forma humana.
FATO: Chefes do Pentágono, incluindo o então secretário de defesa Donald Rumsfeld, deram aos interrogadores de Guantánamo ampla autoridade para fazer uso de técnicas de interrogação que variavam de práticas cruéis à tortura de fato, passando por tratamento degradante e desumano.
As práticas incluíam forçar os detentos a permanecer em pé por longos períodos, privação contínua do sono, posições dolorosas, exposição a calor e frio extremos e intimidação com cães.
Um memorando emitido por um oficial do FBI que visitou Guantánamo descreve os detentos como sendo “algemados pelos pés e mãos, deixados em posição fetal no chão, sem cadeira, comida ou água...
Muitas vezes os detentos tinham urinado ou defecado em si próprios e tinham sido deixados neste estado por 18, 24 horas ou mais”.
Os militares têm, desde então, repudiado o uso de tais técnicas abusivas de interrogação em um manual de combate do exército recentemente publicado.
posted by bourdoukan

domingo, 18 de novembro de 2007

EUA: Um risco para a PAZ MUNDIAL



Bush ironiza os Direitos Humanos


O presidente estadunidense, George W. Bush, que assume a
autoridade pessoal para matar, seqüestrar, torturar e espiar
qualquer "inimigo da liberdade dos Estados Unidos", ironicamente
abriu seu discurso anual na ONU, no último dia 25 de setembro,
citando a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O presidente
eleito da nação estadunidense fez uso da declaração da ONU,
adotada em 1948, para justificar a sua "guerra contra o terrorismo" e
outras políticas supostamente adotadas para "eliminar terroristas e
ameaças".
"Para conquistarmos as promessas da Declaração, precisamos
confrontar ameaças de longo-termo, e também responder às
necessidades imediatas de hoje, incluindo a destruição de redes
terroristas e levar à justiça os seus operantes",
afirmou.

A frase do
presidente estadunidense ironiza a Declaração Universal dos
Direitos Humanos e faz pouco caso de estudos internacionais como
o realizado pelo jornal médico britânico The Lancet, que alerta que
"os números de 655 mil civis iraquianos mortos pela ocupação
desde 2003 é subestimado".

Infelizmente, Bush conta com o apoio
da mídia ocidental para disseminar as suas propagandas de paz.
Ao analisar brevemente os 30 artigos descritos no texto da
Declaração, alguns deles vêm à tona como incompatíveis com a
política imperialista conduzida pelo governo dos Estados Unidos:
"todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança
pessoal; ninguém será submetido à tortura nem a penas ou
tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes; ninguém pode ser
arbitrariamente preso, detido ou exilado; nenhuma disposição da
presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver
para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se
entregar a alguma atividade ou de praticar algum ato destinado a
destruir os direitos e liberdades aqui enunciados".

Apesar de Bush e
a sua "guerra contra o terrorismo" terem violado todos esses direitos
universais, a Declaração ainda sim foi utilizada por ele como a base
de sua política criminosa internacional.
Em 2006, a própria ONU, através da sua Comissão de Direitos
Humanos, elaborou um relatório de cerca de 40 páginas em que,
com base em testemunhos recolhidos junto a ex-reclusos e seus
respectivos familiares, concluiu que "o governo estadunidense não
só tortura os prisioneiros do campo de concentração de
Guantánamo, como lhes nega o legítimo direito a um julgamento
imparcial, mantendo-os em prisão arbitrária, em alguns casos há
mais de quatro anos"
.

É no mínimo irônico que o próprio acusado
formal de conduzir tais crimes discurse hoje sobre Direitos
Humanos perante a ONU, justificando a todo o mundo os seus
crimes exatamente através dos artigos pelos quais foi acusado.


Infelizmente, parece que o povo estadunidense, que

democraticamente elegeu George W. Bush como seu líder por duas
vezes seguidas, continua alienado e aberto somente às
interpretações fabricadas pela mídia ocidental.

Em setembro, a
aprovação quanto à maneira que o presidente estadunidense tem
lidado com a guerra no Iraque cresceu, representando um salto de 8
pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado
em julho, segundo a última pesquisa NBC/Wall Street Journal.

São
poucos os estadunidenses que, de fato, conseguem analisar a
extensão dos danos causados pelos seus próprios crimes
.

O
pacifista estadunidense Kevin Danaher, integrante da Global
Exchange, organização de defesa dos direitos humanos com sede
em São Francisco, nos Estados Unidos, explicou bem a relação do
governo e da mídia com a ignorância do povo estadunidense:

"Nos
Estados Unidos, há uma tradição de os governos criarem grandes
mentiras. Atualmente, muitas pessoas devem acreditar que foi o
Iraque que atacou os Estados Unidos".

"A base do imperialismo é a
apatia e a ignorância existente na mente dos estadunidenses",
argumentou Danaher.


Enquanto o governo
estadunidense continua os
massacres no Afeganistão e no
Iraque
, no intuito de trocar o
sangue iraquiano pelo sucesso
econômico e político pessoal de
Bush e seus aliados, o povo

estadunidense mostrou ser condizente com os crimes pelos quais
os Estados Unidos foram culpados pela ONU.

As recentes
pesquisas estadunidenses fazem lembrar o testamento de
Mohammad Sidique Khan, um dos supostos envolvidos nos ataques
em Londres em 2005:

"Nossas palavras não têm qualquer efeito
sobre vocês, portanto vou falar em uma língua que vocês
entendem. Os seus governos democraticamente eleitos continuam
a perpetuar atrocidades contra o meu povo. Nós estamos em
guerra, e eu sou um soldado – agora vocês também experimentarão
a realidade dessa situação".

As pessoas morrem com bombas e
tiros, mas antes que isso aconteça, elas são assassinadas por
idéias – esse é o caso dos Estados Unidos, um risco para a paz
mundial.


8 de outubro de 2007
Edição 77

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Mister Bush autorizou tortura

Antes tarde do que nunca
NYT (NEW YORK TIMES)
confirma em manchete: ‘Bush autorizou tortura’, como disse o HP em junho de 2004

“Os pareceres secretos são um legado encoberto do 2º mandato de Mister Bush”, afirmou o New York Times

Com três anos de retardo em relação ao HP, mas enfim, o jornal “The New York Times” confirmou na primeira página, no dia 4 de outubro de 2007, que Bush autorizou a tortura.
O HP obteve, na época, os memorandos da tortura da própria mídia dos EUA, em meio ao escândalo de Abu Graib.
O “NYT” revelou, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos de 2005, mandando torturar, e outra ordem, de julho deste ano, para que a CIA retomasse a tortura e as prisões secretas.
Página 7
NYT afirma em 1ª página que governo Bush autorizou tortura

“The New York Times” confirma, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006, Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas
Com três anos de retardo, mas enfim, o jornal “The New York Times” confirmou na primeira página, no dia 4 de outubro de 2007, que “Bush autorizou tortura”, como disse o HP em junho de 2004 nas manchetes do dia 16 e do dia 18.
O HP obteve, na época, os memorandos da tortura - esses assinados em 2002 - da própria mídia dos EUA, em meio ao escândalo de Abu Graib.
O “NYT” revelou, ainda, a existência de mais dois memorandos secretos, de 2005, mandando torturar, e que, depois de breve intervalo em 2006 por causa da decisão da Suprema Corte mandando respeitar as Convenções de Genebra, Bush ordenou à CIA em julho deste ano a retomada da tortura e das prisões secretas.

“LEGADO ENCOBERTO”
Em editorial, o “NYT” afirmou, também, que “os pareceres secretos são um legado encoberto do segundo mandato de Bush”.
Talvez seja por isso que trate secundariamente os pareceres de 2002 a favor da tortura, mas que foram os que deram base aos seguintes.
Esses memorandos de 2002 foram pedidos pela Casa Branca ao Departamento de Justiça, para “orientação” em “campo” da CIA, sobre “os padrões de conduta sob a Convenção contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanas e Degradantes, tal como implementado nas seções 2340-2340 do título 18 do Código Penal dos EUA”.
A “consulta” foi respondida pelo chefe do “Office Legal Counsel”- OLC (Advocacia da União), Jay Baybee, e devolvida ao então “conselheiro jurídico” de Bush, Alberto Gonzáles, depois seu ministro da Justiça, para entrega à CIA.
A ordem era estripar, organizar campos de concentração, prisões secretas e vôos de “rendição”, a título da “guerra ao terror”, e com impunidade garantida por Bush.
ABU GRAIB
Em decorrência do escândalo de Abu Graib, assim como no Senado houve a iniciativa, do senador John McCain, de restaurar no exército dos EUA o respeito às Convenções de Guerra de Genebra, ignoradas por Bush, o Departamento de Justiça emitiu um parecer de que a tortura era “hedionda” em dezembro de 2004.
Foi um salve-se quem puder, o secretário de Justiça John Ashcroft caiu e Bush colocou no lugar seu fiel Gonzáles.
Enquanto o Departamento encenava considerar “hedionda” a tortura, Bush cuidava de emitir, em 2005, através deles dois pareceres mantidos secretos, que autorizavam a tortura.

Quando a Suprema Corte, depois de meia década de omissão, assegurou a todos os presos em campos de concentração dos EUA a proteção das Convenções de Guerra de Genebra, Bush encenou uma breve parada na tortura.
Mas, informa o “NYT”, isso já acabou.
“Em julho, após um mês de debate dentro do governo, o presidente Bush assinou uma nova ordem executiva autorizando o uso do que o governo chama de técnicas ‘acentuadas’ de interrogatório e autoridades dizem que a CIA está de novo mantendo presos em prisões secretas no exterior”.

Os memorandos Baybee-Gonzáles estabeleceram uma verdadeira “jurisprudência da tortura”, asseverando que, para “ser tortura”, os atos praticados “têm de ser de uma natureza extrema” ao infligir, ou ter a intenção de infligir, “severa dor ou sofrimento, seja mental ou físico”.
“Certos atos podem ser cruéis, desumanos e degradantes, mas ainda assim não produzir dor e sofrimento para ser enquadrada na proibição contra a tortura da Seção 2340-A”, assinalou o documento.
Tortura, só com “dor que é difícil agüentar.”
Continuando, diz que tal dor teria de ser “equivalente em intensidade à dor que acompanha sérios ferimentos físicos, falência de órgãos, parada de função corporal, ou mesmo morte” e, para que “a dor ou sofrimento mental chegue à tortura, deve causar dano psicológico significante, e de significativa duração, por exemplo, meses ou mesmo anos”.

O memorando ia além: o Código Penal, “tomado como um conjunto”, só proibiria plenamente “os atos extremos”.
Já a Convenção contra a Tortura, assinada pelos EUA, supostamente proibiria “somente os mais extremos atos, reservando penalidades criminais unicamente para a tortura e deixando de requerer essas penalidades para tratamento e punições cruéis, desumanas e degradantes”.
Uma fraude de Bush: naturalmente, a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos e Punições Cruéis, Desumanos e Degradantes, como bem diz o nome, é um tratado que proíbe qualquer tratamento cruel, desumano e degradante, isto é, tortura – o que foi estabelecido no texto legal exatamente para evitar que a CIA e outros criminosos pudessem torturar impunemente, apenas alegando que não é tortura.
Assim, a lei de proibição da tortura seria travestida de lei sobre o direito de torturar, já que, pelo parecer dos juristas da CIA e Bush, só os “atos extremos” seriam “limitações à lei”.

IMPUNIDADE
Outro parágrafo considera que essa mesma seção 2340-A [do Código Penal dos EUA] “pode ser inconstitucional se aplicada a interrogatórios feitos de conformidade com os poderes do comandante-em-chefe” [isto é, Bush].
Ou seja, seria inconstitucional proibir a tortura, se for Bush quem a ordenar.
Tal proibição de torturar [da seção 2340-A do Código Penal dos EUA] “nas circunstâncias atuais pode ser barrada porque representaria uma infração da autoridade do presidente para conduzir a guerra.
A necessidade de auto-defesa pode justificar métodos de interrogatórios que podem violar a seção 2340-A”.
Para completar, uma cláusula de impunidade total para os torturadores: “a necessidade de auto-defesa poderia fornecer justificativas que eliminariam qualquer responsabilidade criminal”.

O memorando também socorre os torturadores caso ocorram os tais “extremos” – “falência de órgãos, morte, dano permanente das funções mentais”, ou seja, as condições que no início eram apresentadas como supostas restrições à tortura.
O torturador não seria culpado de nada perante a Lei porque lhe faltaria “a intenção específica”.
É o que pretendem Bush e seus juristas: “violar a seção 2340-A [proibição do Código Penal à tortura] requer que a dor e sofrimento severo deva ser infligido com intenção específica. Se o acusado [de torturar] agiu com o conhecimento de que a dor e sofrimento severos eram razoavelmente adequados para o resultado que pretendia, ele teria agido somente com intenção geral”, portanto, não seria culpado e não teria que pagar por seus crimes.

BOM MOTIVO
O artigo do “NYT” também cita um bom motivo, para parar com a tortura e o desrespeito às Convenções de Genebra, a exemplo do HP de três anos antes.
No caso do “HP”, o senador democrata Joseph Biden interpelou o então ministro Ashcroft, lembrando-lhe de uma outra boa razão para a proibição contra a tortura, “caso não seja pelo motivo que a Humanidade a repudia.
Destina-se a proteger meu filho no exército.
É por isso que nós temos esses tratados.
Então, quando americanos são capturados, eles não são torturados.
Essa é a razão, caso alguém a tenha esquecido”.
John Hutson, um dos principais advogados da marinha dos EUA de 1997 a 2000, disse ao “NYT” temer que tal tratamento ponha em risco no futuro americanos.
“O problema é que, uma vez que você tenha uma opinião legal dizendo que tal técnica é OK, o que acontece quando um dos seus é capturado e eles fazem isso com ele?
Como nós protestamos, então?”
ANTONIO PIMENTA
http://www.horadopovo.com.br/

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Isto está acontecendo: terrorismo e tortura

EUA torturam inocentes suspeitos de terrorismo
Como nós nos tornamos um país onde o fato de gays se casarem é considerado uma abominação, mas a tortura é aceitável?
Bob Herbert

Maher Arar, 34, nasceu na Síria e migrou para o Canadá quando era adolescente.
No dia 26 de setembro de 2002, ao retornar de umas férias com a família na Tunísia, foi preso por autoridades americanas no aeroporto de Kennedy, em Nova York, onde estava em trânsito.
Arar, cidadão canadense, não foi formalmente acusado de nenhum crime.
Mas, como nos diz Jane Mayer, em um artigo cativante e profundamente perturbador na atual edição da revista "New Yorker", ele "foi algemado e teve os pés acorrentados por policiais à paisana. Assim, foi transferido para um jato executivo".
Em um instante, Arar mergulhou em um pesadelo cada vez mais comum, cortesia dos Estados Unidos da América.
O avião decolou do Kennedy, "voou para Washington, continuou para Portland, Maine, e parou em Roma, Itália. Depois, pousou em Amman, na Jordânia."
Qualquer direito que Arar pensasse que tivesse, como cidadão canadense ou apenas como ser humano, foi deixado para trás.
Às vezes, durante a viagem, Arar ouviu os pilotos e sua equipe se identificarem em comunicações de rádio como membros da "Unidade Especial de Remoção".
Ele estava sendo levado, sob ordens do governo dos EUA, para a Síria, onde seria torturado.

O título do artigo de Mayer é "Terceirizando a Tortura".
É um relato detalhado do programa americano assustador e extremamente sigiloso conhecido como "rendição extraordinária". Esse é um dos grandes eufemismos de nossa era.
Rendição extraordinária é o nome que se dá quando a polícia detém indivíduos sem sombra de processo legal e os envia para serem interrogados por regimes famosos por praticarem a tortura. Em termos de mau comportamento, está lado a lado com a contratação de assassinos.
Nossos capangas em lugares como Síria, Egito, Marrocos, Uzbequistão e Jordânia estão torturando suspeitos de terrorismo em nome de uma nação --os Estados Unidos-- que acaba de passar por uma eleição nacional na qual a questão de valores morais foi supostamente decisiva.
Como nos tornamos um país onde gays se casarem é considerado uma abominação, mas a tortura é aceitável?
Como salientou Mayer: "Suspeitos de terrorismo na Europa, África, Ásia e Oriente Médio foram abduzidos por agentes americanos mascarados e forçados a entrar em um jato Gulfstream 5, como o descrito por Arar. Ao chegarem aos países estrangeiros, frequentemente somem. Os presos não recebem advogados e muitas famílias não têm informações de seu destino."

Arar foi levado porque seu nome constava de uma lista de possíveis terroristas.
Ele foi acusado de colaborar com um homem no Canadá cujo irmão era suspeito.
"Apesar de inicialmente tentar afirmar sua inocência, Arar eventualmente confessou qualquer coisa que seus torturadores quisessem", escreveu Mayer.
A confissão sob tortura foi inútil.
Autoridades sírias informaram aos EUA que não encontraram ligações entre Arar e o terrorismo. Ele foi liberado em outubro de 2003, sem jamais ser acusado, e hoje está de volta ao Canadá.
Barbara Olshansky é diretora jurídica assistente do Centro de Direitos Constitucionais, que está representando Arar em um processo contra os EUA.
Pedi a ela que descrevesse o estado físico e emocional de Arar quando foi liberado.
Ela pareceu abalada com a memória.
"Ele não é grande", disse ela. "Tinha perdido mais de 20 kg. Estava com terrivelmente pálido, com os olhos afundados. Parecia uma pessoa morta por dentro."

Qualquer governo que comete, compensa, promove ou fomenta a tortura é uma força maligna no mundo.
E os que se recusam a levantar suas vozes contra algo tão claramente malignos como a tortura são possibilitadores, se não colaboradores.
Nos EUA, há uma noção disseminada, porém enganada, de que todos detidos pelo governo em sua chamada guerra ao terror de fato têm conexões com a atividade terrorista.
Isso é totalmente errado.
Tony Blair conhece um pouco esse tipo de coisa.
Dois dias atrás (9/2), o primeiro-ministro britânico pediu desculpas formalmente a 11 pessoas que foram erroneamente condenadas e aprisionadas por explosões na Inglaterra causadas pelo Exército Republicano Irlandês (IRA), há três décadas.
Jogar fora o Estado de Direito para permitir atos do mal como seqüestro e tortura não é uma política defensável para uma nação civilizada.
É errado.
E nada de bom pode brotar disso.
Publicado originalmente pelo The New York Times em 11 de fevereiro de 2005

sábado, 13 de outubro de 2007

TORTURAS CONTRA IRAQUIANOS

Relatório aponta abusos "sádicos" contra iraquianos
Por Caroline Drees,
Reuters, 1o de maio, 2004

Prisioneiros iraquianos enfrentaram numerosos "abusos criminais sádicos, gratuitos e ostensivos" por parte dos soldados norte-americanos, incluindo sodomia e espancamentos, de acordo com um relatório do Exército dos Estados Unidos citado pela revista New Yorker.
A New Yorker disse ter obtido uma cópia do relatório interno de 53 páginas sobre supostos abusos na famosa prisão Abu Ghraib, perto de Bagdá.
Em um artigo publicado em seu site no sábado, a revista informou que o relatório foi autorizado pelo tenente-general Ricardo Sanchez, o principal oficial dos EUA no Iraque, e ficou pronto em fevereiro.
A edição de 10 de maio da revista chega às bancas na segunda-feira.
O relatório do Exército citou abusos como "quebrar lanternas fosforescentes e jogar o líquido fosfórico nos detentos;
...bater nos prisioneiros com um cabo de vassoura e uma cadeira;
ameaçar os presos homens com estupro;
permitir que um guarda policial militar desse pontos em um detento ferido após ser jogado contra a parede de sua cela;
sodomizar um preso com uma lanterna fosforescente e
talvez com um cabo de vassoura".
Escrito pelo general-de-divisão Antonio Taguba, o relatório afirma que as evidências que provam as acusações incluem "depoimentos detalhados de testemunhas e a descoberta de evidência fotográfica extremamente descritiva".
Uma autoridade da defesa dos EUA, que pediu para não ser identificada, disse que não tinha conhecimento do relatório mencionado pela New Yorker, mas afirmou: "Levamos a sério todos os relatos de abuso de presos. Todas as acusações de maus-tratos são investigadas. Estamos comprometidos a tratar todas as pessoas sob nosso controle com dignidade, respeito e humanidade. O Exército dos EUA agiu imediatamente em todos os casos de suposto abuso".

Investigação em curso
A notícia do relatório militar aparece dias depois da divulgação de fotos mostrando abusos dos soldados dos EUA contra prisioneiros iraquianos.
As fotos mostraram soldados norte-americanos sorrindo, fazendo poses ou sinal de positivo enquanto prisioneiros iraquianos aparecem nus, empilhados ou simulando atos sexuais uns com os outros.

O presidente dos EUA, George W. Bush, se disse na sexta-feira profundamente aborrecido com o abuso, mas afirmou que apenas "poucas pessoas" deveriam ser responsabilizadas.
Ele defendeu a conduta das forças de ocupação norte-americanas, enquanto a Casa Branca tenta controlar a repercussão negativa das fotos no Iraque e no mundo árabe.

Um jornal britânico também publicou fotos mostrando soldados britânicos aparentemente urinado em um prisioneiro de guerra iraquiano algemado.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse no sábado que o abuso dos presos iraquianos é "completa e totalmente inaceitável"...

TORTURAS: MUITAS COISAS A SABER

A nódoa da tortura persiste
Por Reed Brody
Publicado em
Folha de São Paulo

15 de maio de 2005

"Na verdade, Abu Ghraib é só a ponta do iceberg."

Reed Brody, porta-voz e advogado especial da Human Rights Watch

Um ano se passou desde a publicação das primeiras fotografias de soldados dos EUA humilhando e torturando detentos da prisão de Abu Ghraib, no Iraque.
Enquanto as fotografias horrorizavam o mundo, Washington tentava caracterizá- las como incidente isolado, obra de algumas "batatas podres".
O presidente dos EUA, George W. Bush, referiu-se ao caso como "conduta abominável por parte de alguns soldados americanos que desonraram nosso país, sem consideração pelos nossos valores".
Mas agora já sabemos que o único aspecto realmente excepcional dos horrores de Abu Ghraib foi terem sido fotografados.
Na verdade, Abu Ghraib é só a ponta do iceberg.
Ao redor do mundo, em um grande arquipélago de centros de detenção, divulgados ou secretos, os Estados Unidos estão brutalizando muçulmanos detidos em nome do combate ao terrorismo.
Na baía de Guantánamo, em Cuba, relatórios de agentes do FBI recentemente revelados testemunham detentos acorrentados sendo forçados a sentarem-se em seus próprios excrementos.
Esses documentos apenas vieram agravar relatos anteriores de presos forçados em posições dolorosamente estressantes, de detentos humilhados por interrogadoras mulheres, e de prolongado abandono dos mesmos a temperaturas extremamente quentes ou frias.
No Afeganistão, onde ao menos nove prisioneiros morreram sob a custódia dos Estados Unidos, os detidos têm sido severamente espancados por guardas e interrogadores, privados de sono por extensivos períodos e intencionalmente expostos ao frio intenso.
Ao menos 11 suspeitos de serem membros da Al Qaeda e com toda probabilidade muitos mais, simplesmente "desapareceram".
A CIA os está retendo em locais não-divulgados, sem nenhuma notificação a seus familiares, sem acesso ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e sem supervisão de como estão sendo tratados, colocando-os efetivamente fora da proteção da lei.
Alega-se que o detido Khalid Shaikh Mohammed, supostamente um idealizador dos atentados de 11 de Setembro, foi submetido à técnica do "submarino": amarrado com correias a uma tábua e submergido à força para sofrer o pavor de ser afogado.
Cerca de 100 a 150 detidos foram "entregues" a países onde a tortura é de rotina.
Por exemplo, Maher Arar, cidadão canadense detido na cidade de Nova York durante uma transferência entre dois vôos, foi mandado para a Síria.
Depois de liberado, dez meses mais tarde, ele descreveu as repetidas torturas de que foi vítima, freqüentemente com cabos e fios elétricos.
Em um aeroporto na Suécia, agentes dos Estados Unidos encapuzaram e drogaram dois cidadãos egípcios e de lá os conduziram ao Egito, em um avião alugado pelo governo norte-americano.
Também esses detidos proporcionaram detalhados relatos de tortura incluindo choques elétricos.
Mamdouh Habib, um Australiano sob a custódia dos americanos, foi transportado do Paquistão ao Afeganistão, de lá para o Egito e em seguida para Guantánamo.
Agora, de volta à Austrália, Habib alega que, no Egito, foi dependurado em um gancho na parede, golpeado e submetido a choques elétricos.
Esse padrão de maus-tratos passando por vários países não é resultado de ações de soldados individuais que desobedeceram regras, mas sim das decisões assumidas por oficiais superiores para dobrar as regras, ignorá-las ou deixá-las de lado.
No entanto, somente soldados rasos, como os reservistas do Exército -a recruta Lynndie R. England e o especialista Charles A. Graner Jr.-, estão sendo acusados porque foram fotografados em Abu Ghraib, enquanto os seus mandantes continuam livres de culpa.
Há um mês apenas o Exército eximiu de todo delito o general Ricardo Sanchez, ex-comandante supremo das forças norte-americanas no Iraque.
Mas foi esse mesmo general Sanchez quem concedeu autoridade aos interrogadores em Abu Ghraib de utilizar cães para aterrorizar os detidos, que assim fizeram e agora sabemos que aconteceu.
Ainda há muita coisa que não sabemos.
Diretrizes supostamente assinadas pelo presidente Bush autorizando a CIA a estabelecer centros de detenção secretos e a "entregar" suspeitos a países praticantes de tortura continuam sendo confidenciais.
Muitas outras fotos e vídeos demonstrando maus-tratos de prisioneiros permanecem sob sigilo.
Apesar das diretrizes terem sido adotadas em nome do combate ao terrorismo, os maus-tratos generalizados contra prisioneiros muçulmanos certamente têm sido benéficos para a Al Qaeda.
Tais atos por parte dos Estados Unidos também constituem um desafio direto à defesa dos direitos humanos em todo o mundo.
Perpetradores de atrocidades, como o Sudão e o Zimbábue, têm se deleitado em citar os maus-tratos dispensados pelos Estados Unidos aos seus prisioneiros para desviar críticas à própria má conduta.
Porém mais inquietante de tudo talvez seja a idéia que os Estados Unidos tenham se convertido em uma nação que considera a tortura como algo aceitável.
Em janeiro deste ano, apesar de todo o dano causado, o secretário da Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, continuava insistindo em que não havia nenhum impedimento para que a CIA dispensasse tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos ao interrogar cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos.
Para poder limpar a nódoa de Abu Ghraib, os Estados Unidos terão de processar os oficiais superiores que ordenaram ou tacitamente perdoaram as torturas, confessar aquilo que o presidente autorizou e repudiar de uma vez por todas os maus-tratos a prisioneiros.
Também disponível em INGLÊS

sábado, 6 de outubro de 2007

CONTRA A OCUPAÇÃO DO IRAQUE

Proteste contra a ocupação do Iraque
Diga não à ganância e perversidade do governo dos EUA.









19 de março de 2003:
Movido por desejos de poder e ganância, EUA invadem o Iraque e promovem morte, destruição, tortura e mutilações.
Bombardeios a população civil, frios assassinatos e regime de tortura e medo são a marca da ocupação do Iraque.



sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A GUERRA CONTRA O IRAQUE

Iraque: colocar a culpa
Sob qualquer norma da lei internacional, a culpabilidade para crimes cometidos é um preceito fundamental.
No caso de Iraque, foram cometidos os piores – assassinato em grande escala, crimes de guerra, vandalismo gratuito, terrorismo de estado, destruição de estruturas civis com armamento militar, estupro, assassinato de crianças, tortura e a propositada destruição de um estado, num ato ilegal de matança planejado pelo clique de elitistas corporativos que gravita ao redor da Casa Branca e que, juntamente com Tel Aviv, dita a política externa EUA.
No entanto, o dedo ainda não foi apontado a ninguém por uma comunidade internacional no meio de um ataque monumental de covardia, preferindo examinar seu umbigo e o estado das suas unhas.(...)
Depois vieram as mentiras do Colin Powell no edifício da ONU, as descobertas da “inteligência estrangeira magnífica” (uma tese britânica de doutoramento do início dos anos 90 copiada e colada da Internet), a máquina de guerra a volta do regime de Bush entrou em acção, a ONU foi desrespeitada porque não daria seu aval a outra guerra ilegal de Washington e a invasão foi lançada.
Após pouco mais que quatro anos, qual é o estado do Iraque hoje?
Em junho de 2007, 1.241 civis perderam suas vidas na violência.
Em julho de 2007, a cifra aumentou para 1.650, enquanto entre as forças armadas dos EUA registou seu segundo índice mais baixo de perdas – apenas 70 tropas, mas mesmo assim, dois por dia, todos os dias, num total de mais de 3.600 tropas desde a invasão em Março de 2003.
Em somente um dia, 1 de agosto, 70 civis foram mortos e mais que 100 feridos em três ataques por bombas em Bagdade.
Oito milhões de iraquianos estão agora em necessidade urgente de apoio de emergência: 4 milhões em necessidade imediata de ajuda de alimentação e auxílio humanitário, mais que dois milhões internamente deslocados (IDs), muitos sem sítio parte ir e mais que dois milhões de refugiados em Síria e Jordânia – de acordo com o relatório recente do Oxfam "Abordando o Desafio Humanitário no Iraque", a "crise de refugiados que mais rapidamente cresce no mundo". 43% de iraquianos vivem em "pobreza absoluta", os direitos da mulher quase desapareceram – as que arriscam sair sem véu podem ser estupradas ou então decapitadas à luz do dia – só 60% dos cidadãos que necessitam auxílio de alimentação têm acesso a isso, o índice de desemprego está agora acima de 50%, a desnutrição em crianças subiu de 19% (durante os ataques terroristas da OTAN e o bloqueio desumano nos 1990) a 28%, querendo dizer que carca de um terço das crianças do Iraque têm uma alimentação insuficiente.Dois milhões de pessoas não têm nenhum lar, nenhum trabalho, nenhum rendimento e acima de metade dos IDs tem acesso apenas esporádico a nutrição. 70% de iraquianos estão sem abastecimentos de água adequados, 80% estão sem saneamento básico e 40% dos quadros qualificados no Iraque deixaram o país.
A quem culpar para esta situação catastrófica?
Em qualquer estado de lei civilizado, se alguém entra ilegalmente em outro lar, mata a família, estupra a esposa, destrói a propriedade e distribui contratos bilionários sem qualquer concurso aos amigos, é executado um devido processo legal, há uma acusação, um julgamento e encontra-se o culpado.
No caso do Iraque, o facto que o culpado seja tão fácil de identificar mas mesmo assim tão invisível, diz tudo sobre a ausência de um estado de lei na comunidade internacional no começo do terceiro milénio.
Os Estados Unidos da América e seus aliados que perpetraram este ato chocante de terrorismo de estado devem ser responsabilizados, seus líderes julgados pelos crimes que foram cometidos.
Se não, as gerações futuras verão com incredulidade esta, uma das alturas mais escuras da história para a lei internacional e quaisquer normas básicas de decência humana.
Timothy BANCROFT-HINCHEYPRAVDA.Ru
publicado por Nmensis

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Iraquianos presos e torturados em cárceres clandestinos

Foto: Soldado de EEUU vigilan a varios detenidos iraquíes, uno de ellos herido, tras un enfrentamiento en Baquba el 29 de marzo de 2007.

Los ocupantes han mantenido a miles de detenidos iraquíes en cárceles clandestinas


Global Policy Forum / IraqSolidaridad: 07-05-07Informe de ‘Global Policy Forum’ (III)


“Decenas de miles de personas inocentes han sido objeto de detenciones abusivas, separadas de sus familias y mantenidas incomunicadas durante largos periodos de tiempo. Esta política ha aterrorizado a la población iraquí, ha producido graves daños y ha violado gravemente la legislación internacional.”