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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

INVASÃO DO IRAQUE: CINCO ANOS DE TERROR PARA O POVO IRAQUIANO

"Só peço a Deus que a Dor... que a Injustiça... que a Guerra não me seja indiferente."

É o que diz a letra da trilha musical.

As imagens da invasão do Iraque em março de 2003 foram coletadas dos noticiários de TV à época.

...o sofrimento do Povo Iraquiano continua...



quarta-feira, 10 de outubro de 2007

LEMBREM-SE DOS PALESTINOS

Tenho recebido inúmeros e-mails de leitores indignados com o comportamento da mídia diante do acidente da TAM e das vaias contra o presidente Lula durante a abertura dos jogos pan-americanos.
Poderia citar outros fatos, mas creio que não vem ao caso.
No entanto, gostaria apenas de salientar que esse comportamento dos detentores dos meios de comunicação é regra geral (não consigo enxergar exceções) todas as vezes que se julgam prejudicados em seus interesses.
Agora os leitores imaginem o que é ler e assistir há mais de 60 anos a esse mesmo comportamento (diria odioso até) dessa mesma mídia em relação aos palestinos.
Têm o seu país ocupado,
dividido,
seus lares demolidos,
seus hospitais destruídos,
suas escolas fechadas,
seus alunos e professores perseguidos e assassinados e,
como se não bastassem tais brutalidades,
são denominados pela mídia de terroristas.
Isso mesmo!
Acusam os naturais da terra, que perderam tudo (e que hoje são confinados no maior campo de concentração de que se tem notícia), de terroristas e a seus algozes de pacifistas.
Por isso, lembrem-se dos palestinos todas as vezes que se sentirem injustiçados.

posted by bourdoukan

domingo, 8 de julho de 2007

Amnistia Internacional lamenta execução de Saddam

A Amnistia Internacional (AI) reagiu negativamente à execução de Saddam Hussein, lamentando que o Tribunal de Apelo iraquiano tenha ignorado as maiores falhas ocorridas durante o julgamento do ex-ditador, falhas que tornaram o julgamento injusto.

"A AI opõe-se à pena de morte em todos os casos, por ser uma violação do direito à vida e por ser um castigo cruel, desumano e degradante. Mas a pena de morte é especialmente negativa quando aplicada depois de um julgamento injusto", disse Malcolm Smart, director do Programa da AI para o Médio Oriente e Norte de África.


A AI recebeu com satisfação a decisão de levar Saddam a julgamento, pelos crimes cometidos durante o ser regime, mas lamenta que tal não tenha sido feito através de um processo justo.


Saddam Hussain foi condenado à morte em 5 de Novembro de 2006, pelo seu envolvimento na morte de 148 pessoas na vila de al-Dujail.


O julgamento teve início em Outubro de 2005, quase dois anos depois de Saddam ter sido capturado pelas forças Norte-americanas, e terminou em Julho de 2006.


O Tribunal de Apelo confirmou a sentença em 26 de Dezembro de 2006.


Na opinião da AI, a interferência política minou a independencia e imparcialidade do tribunal, levando à resignação do primeiro juíz-presidente e impedindo a nomeação de um seu substituto.


O tribunal não tomou as medidas adquadas para proteger as testemunhas e os advogados de defesa, três dos quais foram assassinados.


Saddam Hussain também recusou ser defendido durante o primeiro ano após a sua detenção, e reclamações apresentadas pelos seus advogados durante o julgamento, relativas a diversos procedimentos, não parecem ter tido respostas adequadas do tribunal.

O processo de apelo falhou totalmente na correcção das erros do primeiro julgamento.


"Todos os acusados têm o direito a um julgamento justo, seja qual for a gravidade das acusações que sobre eles recaia. Este facto foi constantemente ignorado pelo próprio Saddam Hussein, durante as décadas da sua ditadura. A sua queda constituiu a oportunidade de restituir este direito básico e, ao mesmo tempo, de garantir justiça pelos crimes cometidos. Foi uma oportunidade perdida e que se tornou ainda pior com a aplicação da pena capital", disse Malcolm Smart.


Saddam Hussain, juntamente com outros acusados, estava também a ser julgado por outros crimes, envolvendo a morte de milhares de pessoas.

Espera-se que este julgamento continue para os outros acusados.

A execução de Saddam vem dificultar grandemente o processo de estabelecimento da verdade sobre o que aconteceu durante a sua ditadura.

http://penademorte.enaoso.net/index.php?op=arqu&dt=200612