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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Refugiados do Iraque chegam ao Brasil


Palestinos refugiados do Iraque chegam ao Brasil
São Paulo.
Fugidos do Iraque desde a queda do regime de Saddam Hussein que os protegia, eles permaneceram por quatro anos em um campo na Jordânia e ontem chegaram ao Brasil - primeiro país da América Latina a aceitar refugiados de fora da região sob o programa da ONU, fortalecendo o Programa de Reassentamento Solidário.
Canadá e Nova Zelândia já os receberam e o Chile deve ser o próximo.
Os 35 palestinos que aterrissaram ontem em Guarulhos serão reassentados no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Outros dois grupos chegarão em 4 e 18 de outubro.
Ao todo serão mais de 100 refugiados.
Na chegada do primeiro grupo, um menino, inicialmente assustado e acompanhado de seus pais, desembarcou com duas bolas na cor verde-e-amarela do Brasil.
- Agradecemos ao governo brasileiro por este gesto humanitário e, ao mesmo tempo, reforçamos que a solução para os refugiados não é humanitária.
A solução para eles é deixar de ser refugiados - defendeu Emir Saleh Mourad, secretário-geral da Confederação Árabe-Palestina do Brasil.
Eles abandonaram o país em 2003, fugindo de prisões arbitrárias, desaparecimentos e torturas praticadas por milícias armadas.
Até 2003, a Jordânia acolheu refugiados palestinos, mas desde então não aceita mais.
O campo de Ruweished, a 70 Km da fronteira com o Iraque, será definitivamente fechado com a decisão das autoridades brasileiras de receber o grupo.
- Eles não têm saída para outro país.
São cerca de 15 mil palestinos no Iraque que não têm para onde ir - disse a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Astrid Van Genderen Stort. - Jordânia, Síria e Líbano acreditam que outros devem assumir a responsabilidade.
Os iraquianos formam o maior grupo de candidatos a asilo no Ocidente.
Cerca de 19.800 pediram asilo a países ocidentais na primeira metade de 2007, perfazendo um de cada sete pedidos do tipo feitos durante aquele período.
Aumentou em 45% o número de iraquianos que pedem asilo, se aproximando de um total de 22.200.
[ 22/09/2007 ] 02:01

O encontro entre Brasil & Palestina

DIPLOMACIA
[24/09/2007 - 20:29]


Lula tem encontro com Mahmoud Abbas
Da redação
São Paulo - O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, terá um encontro nesta terça-feira (25), em Nova Iorque, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Os dois se encontram às 11h, como parte da agenda paralela dos chefes de estado presentes na 62ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
O encontro ocorrerá da própria sede da ONU e vai tratar de questões bilaterais entre Brasil e Palestina.

O Brasil recebeu na última semana um grupo de 35 refugiados palestinos que moravam na Jordânia.
Em julho, o governo da Palestina enviou ao Brasil um mensageiro para pedir ajuda e conselho para o estabelecimento da paz no país árabe.

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=16002

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

A GUERRA CONTRA O IRAQUE

Iraque: colocar a culpa
Sob qualquer norma da lei internacional, a culpabilidade para crimes cometidos é um preceito fundamental.
No caso de Iraque, foram cometidos os piores – assassinato em grande escala, crimes de guerra, vandalismo gratuito, terrorismo de estado, destruição de estruturas civis com armamento militar, estupro, assassinato de crianças, tortura e a propositada destruição de um estado, num ato ilegal de matança planejado pelo clique de elitistas corporativos que gravita ao redor da Casa Branca e que, juntamente com Tel Aviv, dita a política externa EUA.
No entanto, o dedo ainda não foi apontado a ninguém por uma comunidade internacional no meio de um ataque monumental de covardia, preferindo examinar seu umbigo e o estado das suas unhas.(...)
Depois vieram as mentiras do Colin Powell no edifício da ONU, as descobertas da “inteligência estrangeira magnífica” (uma tese britânica de doutoramento do início dos anos 90 copiada e colada da Internet), a máquina de guerra a volta do regime de Bush entrou em acção, a ONU foi desrespeitada porque não daria seu aval a outra guerra ilegal de Washington e a invasão foi lançada.
Após pouco mais que quatro anos, qual é o estado do Iraque hoje?
Em junho de 2007, 1.241 civis perderam suas vidas na violência.
Em julho de 2007, a cifra aumentou para 1.650, enquanto entre as forças armadas dos EUA registou seu segundo índice mais baixo de perdas – apenas 70 tropas, mas mesmo assim, dois por dia, todos os dias, num total de mais de 3.600 tropas desde a invasão em Março de 2003.
Em somente um dia, 1 de agosto, 70 civis foram mortos e mais que 100 feridos em três ataques por bombas em Bagdade.
Oito milhões de iraquianos estão agora em necessidade urgente de apoio de emergência: 4 milhões em necessidade imediata de ajuda de alimentação e auxílio humanitário, mais que dois milhões internamente deslocados (IDs), muitos sem sítio parte ir e mais que dois milhões de refugiados em Síria e Jordânia – de acordo com o relatório recente do Oxfam "Abordando o Desafio Humanitário no Iraque", a "crise de refugiados que mais rapidamente cresce no mundo". 43% de iraquianos vivem em "pobreza absoluta", os direitos da mulher quase desapareceram – as que arriscam sair sem véu podem ser estupradas ou então decapitadas à luz do dia – só 60% dos cidadãos que necessitam auxílio de alimentação têm acesso a isso, o índice de desemprego está agora acima de 50%, a desnutrição em crianças subiu de 19% (durante os ataques terroristas da OTAN e o bloqueio desumano nos 1990) a 28%, querendo dizer que carca de um terço das crianças do Iraque têm uma alimentação insuficiente.Dois milhões de pessoas não têm nenhum lar, nenhum trabalho, nenhum rendimento e acima de metade dos IDs tem acesso apenas esporádico a nutrição. 70% de iraquianos estão sem abastecimentos de água adequados, 80% estão sem saneamento básico e 40% dos quadros qualificados no Iraque deixaram o país.
A quem culpar para esta situação catastrófica?
Em qualquer estado de lei civilizado, se alguém entra ilegalmente em outro lar, mata a família, estupra a esposa, destrói a propriedade e distribui contratos bilionários sem qualquer concurso aos amigos, é executado um devido processo legal, há uma acusação, um julgamento e encontra-se o culpado.
No caso do Iraque, o facto que o culpado seja tão fácil de identificar mas mesmo assim tão invisível, diz tudo sobre a ausência de um estado de lei na comunidade internacional no começo do terceiro milénio.
Os Estados Unidos da América e seus aliados que perpetraram este ato chocante de terrorismo de estado devem ser responsabilizados, seus líderes julgados pelos crimes que foram cometidos.
Se não, as gerações futuras verão com incredulidade esta, uma das alturas mais escuras da história para a lei internacional e quaisquer normas básicas de decência humana.
Timothy BANCROFT-HINCHEYPRAVDA.Ru
publicado por Nmensis