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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

VERGONHA MUNDIAL: MASSACRE DE PALESTINOS

Palestino segurando a Bandeira de seu País na fronteira com o Egito

A situação dos Palestinos em Gaza é revoltante!

UM VERDADEIRO GENOCÍDIO!

Mesmo estando a milhas de distância, impossível não sentir a dor desses seres humanos que têm sido massacrados diariamente pelo exército de Israel!!!!!!!!!!
Onde estão os órgãos competentes que nada fazem para terminar com isso?
Quando os verdadeiros criminosos e terroristas serão punidos?


Abaixo seguem depoimentos acerca da situação dos Palestinos


É o pior holocausto da nossa civilização,em duração, em omissão da midia e no tamanho dos campos de concentração.Hitler não bombardeava seus campos de concentração.Muitos sobreviveram sera que nesse holocausto teremos sobreviventes? Em relação a Resistência Palestina devemos pensar o que leva um jovem a amarrar uma bomba em seu corpo não consigo pensar que ele esta se divertindo com o ato.

Enquanto houver OCUPAÇÃO, haverão sempre homens-bomba, porque ninguem, eu disse NINGUEM tem o direito de ocupar território alheio sob quaisquer argumentos. No dia em que Israel fizer o dever de casa, retirando incondicionalmente suas tropas dos territórios palestinos, daí os homens-bomba não terão razão de existir. Os palestinos não tem direito de ir e vir, não tem sequer uma pátria, são submetidos a humilhações cotidianamente, sofrem de cortes de água, tem ambulâncias fuziliadas por soldados de Israel, tem casas demolidas para dar espaço a estradas que favorecem colonos judeus...poderia ficar aqui a noite inteira descrevendo atrocidades cometidas por militares de Israel contra civis palestinos. Mas quem tiver paciência (e estômago) que leia os relatórios da Anistia Internacional e do Crescente Vermelho. Não se pode imaginar um povo subjulgado que não tenha algum tipo de reação. Os homens-bomba são resultado direto da ocupação. E mesmo assim não representam a totalidade do povo palestino, assim como Sharon não representa o povo judeu. Vale lembrar que os tanques, aviões e helicópteros de Israel matam muito mais do que qualquer atentado a bomba dos palestinos. Os números falam por sí. 2,608 palestinos assassinados contra 819 israelenses. Fim da ocupação. Por um estado palestino independente. Shana Tová.


Bem, como nos meus tempos de escola, vamos decorar a tabuada: Dois vezes um, dois. Dois vezes dois, quatro. Ocupação gera terrorismo. Atentados são resultado da ocupação. Tem gente que precisa escrever isso num quadro negro por cem vezes. Mas, a julgar pelo entendimento embotado de alguns, nem se fosse um milhão de vezes adiantaria alguma coisa. Israel não tem de sair e voltar. Tem de sair e só. Repetindo: Ninguem tem o direito de ocupar território alheio sob quaisquer argumento. A ONU já demandou diversas vezes a saída das tropas isralenses do território palestino e Israel simplesmente ignora todas estas resoluções, sob a cobertura do Tio Sam. É preciso entender quem é a força agressora e quem é vítima dela. Atribuir aos palestinos a responsabilidade integral pela violência do Oriente Médio seria o mesmo que culpar as vítimas de bala perdida na favela por estarem no local errado na hora errada. A vítima não é a culpada e os palestinos são vítimas. Até porque, pelo que eu saiba, É Israel quem recebe bilhões de dólares dos Estados Unidos e não a Palestina. É Israel quem tem tanques, helicópteros e aviões, além de uma das tropas mais bem treinadas do mundo e não a Palestina. Não é Israel que está ocupada por tropas palestinas, e sim a Palestina que está ocupada por tropas de Israel. Portanto, não adianta ficar aqui jogando conversa fora tentando culpabilizar os palestinos. Já disse e repito, um tanque israelense Merkava destrói e mata muito mais do que qualquer homem-bomba. Dizer que os palestinos querem destruir o estado de Israel simplesmente se explodindo dentro de coletivos e pizzarias é um completo absurdo. Mas os atentados tem muito mais peso na mídia do que as campanhas de agressão de Israel que matam três vezes mais. Escrevam estes números em seus cadernos de escola: Foram 2,608 palestinos assassinados contra 819 israelenses. Quando houverem dois estados vivendo lado a lado, então poderemos pensar em paz. Israel sái dos territórios, é estabelecido um estado palestino independente, pronto! Se ainda assim os atentados continuarem, aí sim, eu dirigirei minhas críticas ao governo palestino. Por enquanto, a Palestina é vítima e Israel o agressor. E a retórica barata de que os palestinos não querem a paz não vai mudar essa realidade. Shaná Tová.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

URÂNIO EMPOBRECIDO USADO PELOS INVASORES DO IRAQUE




Governos central e local nada fazem


Onde está a Lei, a Ordem, o Respeito aos DIREITOS HUMANOS?

E os criminosos serão punidos?

Quando?

Esse silêncio é CRIMINOSO!

Não podemos nos calar diante de um CRIME pois seremos cúmplices!!!

Vamos divulgar (embora não queiram) e exigir PUNIÇÃO aos Verdadeiros Criminosos e Terroristas que invadiram um País livre e soberano!

OUT OF IRAQ NOW!

Fora do Iraque agora(já)!


Aswat al-Iraq (Voices of Iraq)


Os níveis de radiação em certas zonas da província de Bassorá, no sul do Iraque, indicam que estão em perigo iminente milhares de habitantes locais que assim estariam muito mais atreitos a contrair cancros e malformações à nascença, segundo Khajak Vartanian, técnico de radiação ambiental na província.

“Nos últimos 4 anos, houve em Bassorá um aumento sem precedentes desses casos, e também de deficiências renais, doenças da pele, alergias, infertilidades e abortos recorrentes – aumento esse atribuído à poluição de urânio empobrecido”.


As autoridades pro-EUA simplesmente não ouvem as propostas de medidas para prevenir o desastre.




>>>Veja:Lições da Escuridão, 1992, de Werner Herzog.


sábado, 12 de janeiro de 2008

Guantânamo

A Baia de Guantánamo fica localizada no sul da ilha de Cuba e tem cerca de 111,9 km² de área.
A baía foi concedida aos Estados Unidos como estação naval em 1903, em troca do pagamento de 4 085 dólarespor ano.
Da base de Guantánamo, existe uma dependência chamada Navassa, ilha desabitada com 5 km², situada entre a Jamaica e o Haiti.
É na base naval americana da baía que se encontram os prisioneiros das guerras do Afeganistão e Iraque.
Fidel Castro tentou em vão desfazer a concessão, e desde então, em sinal de protesto, nunca utilizou o pagamento do aluguel pago pelos EUA, que se mantém no mesmo valor até hoje.
Ao redor da base encontra-se ainda o único campo minado do ocidente.
A manutenção da base de Guantánamo não encontra amparo em nenhuma convenção internacional e, por isto, não há como fiscalizar o que acontece em seu interior. Os presos muitas vezes não possuem direito a advogados, visitas ou sequer a um julgamento. Existem denúncias de tortura.
Os Estados Unidos não permitem que a ONU inspecione as condições da base e do tratamento recebido pelos prisioneiros.
Tal situação tem requerido alguma atenção por parte dos mídia internacionais, uma vez que supostamente viola a convenção de Genebra e os direitos humanos.

Campo delta em Guantánamo, uma base militar estado-unidense em solo cubano.
Base Naval
Tornou-se célebre após a implantação, a quinze quilômetros da cidade com o mesmo nome, da base naval dos Estados Unidos da América de Guantánamo.
É no interior desta base que se encontra a Prisão de Guantánamo (Campo Delta), com uma área de 117,6 km² e alugada (arrendada) pelo governo dos EUA ao Governo de Cuba pela soma irrisória de 4 085 dólares anuais.
Cuba reivindica esse território.
Prisão de Guantánamo
Desde janeiro de 2002, depois dos violentos ataques terroristas de 11 de setembro, estão encarcerados nesta base militar prisioneiros (muitos são afegãos e iraquianos) acusados de ligação aos grupos Taleban (Taliban) e Al-Qaeda, numa área excluída ao controle internacional no que concerne às condições de detenção dos mesmos.
Segundo a Cruz Vermelha internacional, e o próprio FBI [1], estes prisioneiros são vítimas de tortura, desrespeitando assim os direitos humanos e a convenção de Genebra[1] [2].

Segundo a Anistia Internacional, já se passaram mais de cinco anos desde que os primeiros detentos foram enviados pelos Estados Unidos à sua base naval na baía de Guantánamo, em Cuba.
Apesar da generalizada condenação internacional, centenas de prisioneiros políticos, de mais de 30 nacionalidades, lá permanecem sem nenhuma acusação formal, e sem esperança de obter um julgamento justo.
Segundo a Anistia Internacional, "Guantánamo é o símbolo da injustiça e do abuso, e deve ser fechada".

FECHAR GUANTÂNAMO AGORA!!!!!!





Manifestações no mundo todo contra Guantánamo


Ainda bem que existe a Anistia Internacional para denunciar DESRESPEITOS ABSOLUTOS aos direitos humanos como o CAMPO DE CONCENTRAÇÃO E DE TORTURAS de Guantánamo. Não é à toa que babybush é o ser mais odiado do planeta, e os EUA nunca foram tão mal vistos como nestes tempos.

posted by Jaime Munhoz


Manifestações no mundo marcam aniversário da base de Guantánamo

LONDRES (AFP) — Manifestações marcaram nesta sexta-feira o sexto aniversário da abertura do campo de detenção americano de Guantánamo em diversas capitais européias, principalmente em Londres, onde dezenas de manifestantes reproduziram as condições dos presos.

A Anistia Internacional mobilizou ativistas na Suécia, Irlanda, Paraguai, Filipinas e Barein, entre outros países, para exigir o fechamento da prisão por onde passou até agora mais de 800 homens e adolescentes acusados por Washington de terrorismo, sem a possibilidade de julgamento e sem direito a um advogado ou a ver sua família.

Vestindo uniformes de cor laranja, parecidos com os dos prisioneiros do campo, os manifestantes protestaram nas proximidades da embaixada dos Estados Unidos em Londres.

Os "detentos" estavam cercados por "guardas" com uniformes militares, alguns com cães, que davam diversas ordens como a de pôr as mãos na cabeça, segundo um jornalista da AFP presente no local.

A manifestação foi organizada pela Anistia Internacional, que exige o fechamento do campo localizado na base naval americana de Guantánamo, em Cuba. O campo recebeu seus primeiros prisioneiros da "guerra contra o terrorismo" no dia 11 de janeiro de 2002.

Na quinta-feira à noite, duas jaulas de aço, cujas dimensões correspondem às das celas do campo, foram colocadas em frente à embaixada americana em Londres. Durante toda a noite, militantes vestidos com roupas cor de laranja se revezaram nas celas.

A Anistia denuncia o fato de que o campo "continua a existir em um vazio jurídico", que 275 pessoas ainda estejam detidas lá "fora de qualquer legislação", e pede seu "fechamento imediato", explicou à AFP Sarah Burton, uma diretora da organização de defesa dos Direitos Humanos.

Manifestações similares foram realizadas por toda a Europa: em Roma, entre 30 e 40 pessoas se reuniram, levando bandeirolas com as inscrições "Fechem imediatamente Guantánamo" ou "Ponham fim às detenções ilegais".

Em Atenas, doze militantes se manifestaram diante do Parlamento grego.

Com os olhos vendados e alguns acorrentados, eles estavam ajoelhados sobre um falso gramado com espreguiçadeiras, sob uma placa indicando "Guantánamo, hotel 50 estrelas".

Uma manifestação também foi realizada nos Estados Unidos no National Mall em Washington para exigir ao governo Bush o fechamento do campo.

Um documento neste sentido assinado por 1.100 parlamentares do mundo inteiro e por cerca de 100.000 cidadãos americanos deve ser enviado à Casa Branca, segundo a Anistia.

Seis anos depois da chegada a Guantánamo dos primeiros prisioneiros dos Estados Unidos em sua "guerra contra o terrorismo", no dia 11 de janeiro de 2002, ninguém foi julgado e tudo indica que o centro de detenção da base naval de Cuba permanecerá por muito tempo em funcionamento.

Os apelos para o fechamento da prisão da base naval americana se multiplicam novamente no mundo com a chegada do aniversário de sua criação.

Há quase dois anos o governo americano insiste em sua determinação em fechar a prisão. "Mas devido a questões legais não houve muitos avanços", reconheceu há poucos dias o secretário de Defesa, Robert Gates.



09/01/2008 - 06h42
Dois ex-presos de Guantánamo comparecem a tribunal em Londres

Dois ex-presos da base americana de Guantánamo (Cuba), residentes no Reino Unido, compareceram hoje ao Tribunal de Westminster de Londres.
Jamil al-Banna, um jordaniano de 45 anos, e Omar Deghayes, um líbio de 38, retornaram ao Reino Unido em dezembro.

Eles permaneceram na prisão de Guantánamo por cinco anos.

A Espanha requer a sua extradição por supostamente pertencerem a uma célula da Al Qaeda.
Logo após chegar a território britânico, em 19 de dezembro, Banna e Deghayes foram detidos. Havia uma ordem de detenção válida em toda a União Européia, devido à sua suposta participação numa célula da organização terrorista Al Qaeda na Espanha.
Os dois pagaram fiança de 69,5 mil euros e estão em liberdade, mas deverão comparecer hoje ao tribunal.

Eles têm que cumprir um toque de recolher, viver em suas residências e usar um dispositivo eletrônico de vigilância.
Banna, pai de cinco filhos, recebeu a ajuda da atriz e defensora dos direitos humanos Vanessa Redgrave, que pagou a metade da fiança.

Deghayes também foi ajudado pela atriz britânica, que contribuiu com 20,25 mil euros.
Cerca de 300 homens continuam presos no centro de detenção de Guantánamo, aberto pelos Estados Unidos em 2002 após a operação militar contra o regime taleban no Afeganistão.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

MALFORMAÇÕES EM CRIANÇAS IRAQUIANAS DEVIDO AO URÂNIO EMPOBRECIDO USADO NAS GUERRAS

" No sólo son cobardes los que hacen estas atrocidades, también lo son los que callan "
"No hago ninguna distinción entre combatientes y no combatientes. El que se pone al servicio de una banda de criminales es tan culpable como ellos, aunque se contente con servirles de recadero, de espía o de enfermero. Del mismo modo, aunque uno se limitase a curar a los heridos durante la batalla, no estaría absuelto de toda falta."
De Autobiografía. La historia de mis experimentos con la Verdad de Gandhi.
VOCES POR EL CESE AL FUEGO EN IRAK

El presente correo trae el Boletin armas contra las guerras no. 157 acerca de las Malformaciones en Irak , hallazgo que como se vera tiene sustento científico, estos nuevos datos son solo la punta del iceberg de la acción bélica a la que en estos momentos esta siendo sometida la población de IRAK , estas atrocidades son manifestación del alcance del poder del fuego en tiempos de un hacer tecnológico cada vez mas desarticulado del valor de la vida y la condición humana del pueblo de Irak.
Situaciones como las que muestran las imágenes no pueden continuar, nosotros no tenemos las armas, las armas están en manos de soldados que tal vez tampoco quisieran accionarlas, pero las accionan y accionaran mientras desde arriba, otros den las ordenes. nosotros tenemos el poder de la conciencia, unámonos y desde nuestra convicción de un presente y futuro en paz para Irak y demás pueblos del mundo en situación de guerra, digamos basta a la barbarie, basta a la violencia, basta a la guerra, basta a la manipulación de armas químicas.
Nosotros tenemos el poder de la convocatoria del cese a esta guerra, el cese a todas las guerras, nosotros tenemos el poder de la interconexión, manifestemos lo humanos que somos, hagamos valer nuestra voz del cese al fuego en Irak y demás lugares del mundo donde la violencia y la guerra pretenden impedir los lazos de amistad y hermandad entre los pueblos sean una realidad.

Te invitamos a emitir tu llamado al cese a la guerra contra Irak, exprésate con un mensaje y haz que estas imágenes recorran el mundo acompañadas de tus comentarios, hagámoslo con la convicción de que nuestra acción tiene sentido y lo mas importante, SE HARA SENTIR...

Una vez concluido tu mensaje hazlo llegar a tu lista de correos, nos interesa llegar a más y mas personas, nos interesa que este medio sirva a la acción de la elevación de la conciencia planetaria.

La fuerza del amor esta en cada uno de nosotros, que ella se exprese al mundo a través de nuestras voces...
Gracias!
Maria Walter, Venezuela
mariawalter@hotmail.com

Uranio "empobrecido" y malformaciones genéticas en Irak, los nuevos datos son solo la punta del iceberg.
Actualización de los estudios anteriores

Maldito ejército yanki, malditos generales y malditos todos aquellos que le dan cobertura a esos vampiros...
Y después los muy cínicos, nos hablan de Dios y dicen que están en contra del aborto...

Como ya explicamos en el boletín anterior (1) los efectos genéticos del uranio están ampliamente demostrados.
Se sabe que el uranio es tóxico para el sistema reproductor por lo menos desde 1953 y que produce degeneraciones de los testículos y los espermatozoides. (2)

Recordemos que en la República de Bielorrusia tras la contaminación radiactiva del accidente de la central nuclear ucraniana de Chernobyl en 1986, la frecuencia de malformaciones fetales se incrementó. (3)


Más lejos en el Noroeste de Croacia, también se detectó un aumento de las malformaciones congénitas tras Chernobil. (4)

Desde 1989 había trabajos experimentales en ratones que demostraban que el Uranio era tóxico para el desarrollo fetal. (5)

La primera utilización masiva del uranio mal llamado empobrecido fue en 1991 durante la guerra del Golfo.
El primero en alertar sobre las malformaciones a consecuencia de las armas de uranio en Irak fue el Dr. Siegwart Horst-Gunther, Presidente de la Asociación humanitaria Cruz Amarilla Internacional.


Gunther observó sobre el terreno un aumento de malformaciones además de la aparición de nuevas enfermedades y un incremento de las antiguas tras la guerra del golfo.
Constató malformaciones tanto en niños como en animales que fotografió en su libro.

Recogió algunas municiones en Iraq en 1993 que fueron analizadas en laboratorios Universitarios de Alemania y resultaron ser radiactivas.
En premio se le encarceló y cuando nos reunimos con él en Alemania en 2003 tenía cáncer. (6) (7)

Ramsey Clark, ex Ministro de Justicia de EEUU le agradeció en un prefacio a su libro el haber sido el primero en denunciarlo.
Los primeros signos llegaron 2 años tras la guerra cuando los beduinos nómadas pidieron ayuda, llevando a sus recién nacidos deformes a los hospitales urbanos. (8)

Numerosos trabajos posteriores confirmaron la implicación del uranio en el daño genético.

Muchos de ellos estaban hechos con implantes experimentales de fragmentos de uranio, lo que es una forma de minimizar los efectos tóxicos.
Estos son más peligrosos cuando las finas partículas de los aerosoles generados por las explosiones penetran en el organismo por vía respiratoria.

Aun así los resultados de estos trabajos llegaban también a la conclusión de que el uranio incluso con fragmentos relativamente grandes implantados se acumulaba en los tejidos lejos del implante y que era genotóxico.

En 1999 Pellmar encontro "En ratas, hay una fuerte evidencia de que el uranio empobrecido se acumula en los tejidos incluyendo los tejidos testiculares, huesos, riñones y cerebro." (9)

En 1998 Benson afirma "Existen investigaciones que muestran que los implantes de uranio empobrecido migran a los testículos y los ovarios de los roedores y a la placenta y al feto.... el uranio empobrecido ha mostrado ser genotóxico." (10)

Incluso varios trabajos de A.C. Miller del Instituto de Radio biología de las fuerzas armadas USA confirmaron la genotoxicidad del uranio empobrecido. (11)

Hemos tratado este tema mucho más ampliamente en el boletín anterior (1).

Los médicos iraquíes llevan años denunciado el aumento de las malformaciones tras la guerra del golfo y publicando trabajos científicos que lo demuestran.

Trabajos científicos que se enfrentan con la censura de la ciencia médica ortodoxa financiada por las multinacionales cuyo orden impuesto ha provocado las guerras.

Es un deber inexcusable ayudarles a difundirlos.

En anteriores publicaciones hemos informado del aumento indiscutible de malformaciones en Irak tras la guerra del golfo en 1991.
Antes de que empezara la guerra de 2003 publicamos varios resúmenes de trabajos científicos iraquíes que así lo demostraban. (12)

Se confirmó que había altos niveles de contaminación radiactiva en las plantas de Basora, en el sur de Iraq. (13)

Los informes de nacimientos monstruosos fueron especialmente importantes en el Sur de Iraq tras la guerra del golfo. (14)

En el 2002, traducimos y resumimos varios estudios sobre las malformaciones en Irak tras la guerra.
Malformaciones del tubo neural en Diwaaniah y sobre las malformaciones en general en Basora. (15)

El estudio sobre las malformaciones del tubo neural (incluyendo la ausencia de cerebro) realizado por Muhamad M. Al. mostraba claramente un importante aumento de las mismas tras la guerra y un aumento de las aberraciones cromosómicas.

Mientras que la incidencia normal mundial es de 1/1000 nacidos en 1998 se registró un 5.4 /1000 y en el 2000 un 8.4 /1000, en muchos casos además asociadas a otras malformaciones. (16)

El estudio sobre el uranio empobrecido y la salud de los habitantes de Basora en el capítulo de las anomalías congénitas durante el periodo de 1990 a 1998 realizado por los Médicos de la Facultad de Medicina de la Universidad de Basora Imad Al-Sadoon, Genan G. Hassan & Alim A-H. Yacoub también muestra claramente el aumento de las mismas. (17)

La tabla 1 muestra el número de nacimientos, el número de anomalías congénitas registradas y la tasa de incidencia por 1000 de estas anomalías.

En 1998 era de 7.76/1000 mientras que en 1990 era de 3.04/1000.

Cuando se agrupan y se comparan los periodos de 1991 a 1994 y de 1995 a 1998 para estabilizar los datos, la tasa de incidencia del primer periodo es de 2.5 anomalías congénitas por 1000 comparadas con 4.57 por 1000 para el segundo periodo.
La diferencia es estadísticamente altamente significativa (SND=5.37, P<0.01.

El estudio cita también la nueva aparición de 39 casos de Hidrocéfalos (aumento del volumen del líquido cefalorraquídeo que se suele manifestar por un aumento monstruoso del perímetro craneal) que no habían sido encontrados anteriormente.
Aunque respecto a esa última malformación en el libro del Dr. Gunther anterior a estos estudios ya figuraban casos fotografiados.

También me parece destacable el aumento importante en el último periodo (1999-2000) de malformaciones congénitas múltiples, muchas de las cuales nunca se habían visto.

Información Completa http://www.amcmh.org/PagAMC/ciar/boletines/cr_bol157.htm#


Poema The war of the praetorians...

Só a resistência iraquiana é legal









No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - Armada, Política e Civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.


Só a resistência iraquiana é legal


Hana Albayaty, Abdul Ilah Albayaty, Ian Douglas(Comitê do Tribunal de Bruxelas)

05 de outubro de 2006
(original disponível em
http://www.brusselstribunal.org/ResistanceLegal.htm)


A ocupação do Iraque, dirigida pelo EUA, é uma viela sem saída política, nem militar, nem moral, nem econômica.
A Resistência Popular Nacional no Iraque é a única legal e legítima representação do povo iraquiano e da República do Iraque.
Só a resistência popular nacional pode e tem autoridade para decidir o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Em 2005, o Júri de Consciência do Tribunal Internacional sobre o Iraque (1) estabeleceu claramente a ilegalidade e imoralidade da invasão, ocupação e destruição do Iraque como um Estado e como uma nação, capitaneadas pelo EUA.

A legalidade está com o Iraque.
Enquanto a plêiade de ilegalidades cometidas pelo EUA no Iraque continua desenfreada, a lei internacional afirma:
- A ocupação do Iraque comandada pelo EUA é expressamente proibida sob a lei internacional, intituindo mudanças objetivadas a alterar permanentemente as estruturas fundacionais do Estado Iraquiano, incluindo as instituições judiciárias, econômicas e políticas e o tecido social (2).

Ademais, e dado que a invasão do Iraque em 2003 foi inequivocadamente ilegal sob a lei internacional, são ilegais não apenas a Constituição Permanente designada pelo EUA e a Assembléia Nacional, mas toda lei, tratado, acordo e contrato assinados no Iraque desde o início da invasão ilegal e subsequente ocupação.

Todos os Estados são obrigados, sob o direito internacional, a não reconhecer como legais as consequencias de atos ilegais levados a cabo por outros Estados. (3)
- A ocupação comandada pelo EUA é proibida, sob o direito internacional, de firmar quaisquer contratos de longo prazo que não tenham o acordo de um governo iraquiano soberano representando o soberano povo iraquiano (4).

Dado que, por definição, tal governo não pode existir sob ocupação, todos os intentos de vincular o futuro do petróleo iraquiano a multinacionais estrangeiras - particularmente por meio dos desfavoráveis “Acordos de Produção Compartilhada (PSAs) (5) - são ilegais, sem validade, efeito ou valor.
- A ocupação comandada pelo EUA é inequivocadamente proibida, sob o Direito Internacional, de promover ou permitir a divisão do Iraque em três ou mais unidades federais (6).

Tal resultado seria uma grave violação das leis de guerra que regem a ocupação beligerante.

É igualmente ilegal que a ocupação comandada pelo EUA engendre e fomente conflitos étnicos e sectários com o fim de levar a cabo políticas opostas aos interesses do povo iraquiano (7).
- Tendo as políticas da ocupação comandada pelo EUA fracassado, as autoridades da ocupação não têm o direito de intentar sujulgar os iraquianos pela força. Conduzindo operações punitivas que indiscriminadamente afetam civis ao longo de cidades inteiras - por exemplo os planos em curso para pacificar Baghdad pela quarta vez - são ilegais e puníveis sob o direito internacional (8).

A ocupação capitaneada pelo EUA e por seus mandatários feudais impostos, estão perpetrando punições coletivas, crimes contra a humanidade, utilizando armas proibidas e violando as leis de guerra ao não reconhecer os combatentes da resistência como combatentes (9).
- A campanha em curso de assassinatos, torturas, violações e terror contra os cidadãos sunitas do Iraque, incluindo a operação de esquadrões da morte financiados pelo EUA, constitui genocídio sob a Convenção sobre Genocídio de 1951 (10).

O fracasso das forças de ocupação em proteger, como são obrigados sob a lei internacional, o direito à vida e em assegurar a segurança de todos os cidadãos iraquianos - independemente de crenças confessionais ou outras singularidades - constitui Crime de Guerra e Crime contra a Humanidade (11).


- Só a resistência popular nacional é legal no Iraque.


Sua legalidade e legitimidade é baseada em numerosos instrumentos do Direito Internacional, incluindo documentos fundamentais e determinantes como a Carta das Nações Unidas (12).

Deveria ser reconhecida como um exército combatente e como a continuidade do Estado Iraquiano.

Só a resistência é legal
No Iraque, só a Resistência Popular Nacional - armada, política e civil - tem a autoridade, tanto como fato objetivo como sob o Direito Internacional, para determinar o caminho para a paz e a estabilidade no Iraque.

Nenhum outro ator - e, com certeza, em nenhum caso os políticos títeres instalados pelo EUA em uma “Zona Verde” (de Baghdad) de 10 quilômetros quadrados - podem falar em nome dos iraquianos ou representar a República do Iraque.
A total responsabilidade pelos desastres que se têm causados sobre o povo iraquiano recai sobre o EUA e seus fracassados “processo político” e medidas de segurança. Nenhuma escalada militar pode prover uma solução.

A ocupação deve acabar, e acabar já.
_____________________________________Notas dos autores e de IraqSolidaridad (
www.iraqsolidaridad.org)

1. Clique aqui para acessar, em espanhol, o documento final da sessão de Istambul do Tribunal Internacional sobre o Iraque, de 24 a 27 de junho de 2005.
2. Artigos 43 e 55 da Convenção de Haia IV, 1907, relativos às leis e costumes da guerra terrestre;

artigos 54 e 64 da Convenção de Genebra IV, 1949, sobre a proteção de civis em tempos de guerra.
3. Artigo 41(2) dos Artigos Preliminares sobre Responsabilidade Estatal da Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, representando a norma do direito internacional consuetudinário (e adotada na Resolução 56/83 da Assembléia Geral das Nações Unidas de 26/01/2002, “Responsabilidade dos Estados por Atos Internacionalmente Ilícitos”), impede os Estados de se beneficiarem de seus próprios atos ilegais:

“Nenhum Estado reconhecerá como legal uma situação (de uma obrigação derivada de uma norma obrigatória do Direito Internacional geral)” (destaque do autor);

Seção III(e), Resolução 36/103 da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Declaração sobre a Inadmissibilidade de Intervenção e Interferência nos Assuntos Internos dos Estados”.
4. Resolução 1803 (XVII) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1962, “Soberania Permanente sobre Recursos Naturais”.
5. Veja-se em IraqSolidaridad: “Em 2006 será aprovada uma nova lei de hidrocarbonetos. EUA insta governo iraquiano a liberalizar o setor petrolífero” (
http://www.iraqsolidaridad.org/2006/docs/econ_6-09-06.html), e ligações relacionadas.
6. Em 11/10/2006 o parlamento iraquiano dava sinal verde à lei que permitirá o estabelecimento de regiões autônomas no Iraque.
7. Resolução 1514 (XV) da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 14/12/1960, “Declaração sobre a Concessão de Independência aos países e povos coloniais”.
8. Artigo 50 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907; artigo 33, Convenção de Genebra IV, 1949: “Estão proibidas as punições coletivas e qualquer medida de intimidação ou de terrorismo”;

artigo 51, Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977.
9. Artigo 3 do Regulamento da Convenção de Haia IV, 1907: “As forças armadas das partes beligerantes podem consistir em combatentes e não-combatentes. Em caso de captura pelo inimigo, ambos têm direito a serem tratados como prisioneiros de guerra”.
10. Artigos 2 e 3 da Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, 1951.
11. Princípio VI, Princípios do Direito Internacional Reconhecidos na Carta do Tribunal de Nuremberg e no Julgamento do Tribunal, adotado pela Comissão de Direito Internacional das Nações Unidas, 1951.
12. Os direitos à autodeterminação, independência nacional, integridade territorial, unidade nacional, e soberania sem interferência externa foram afirmados numerosas vezes por uma série de organismos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança, a Assembléia Geral, a Comissão de Direitos Humanos, a Comissão de Direito Internacional e a Côrte Internacional de Justiça.

O princípio da autodeterminação prevê que quando se suprime estes direitos pela força, pode-se fazer uso da força para opôr-se e conseguir a autodeterminação.

A Comissão de Direitos Humanos tem rotineiramente reafirmado a legitimidade da luta contra a ocupação com todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada (Resolução nº 3, XXXV, dessa Comissão, 21/02/1979).

Expressamente, a Resolução 37/43 da Assembléia Geral, adotada em 03/12/1982: “Reafirma-se a legitimidade da luta dos povos por independência, integridade territorial, unidade nacional e libertação da dominação colonial e estrangeira, por todos os meios disponíveis, incluindo a luta armada” (Ver também as Resoluções da Assembléia Geral 1514, 3070, 3103, 3246, 3328, 3382, 3421, 3481, 31/91, 32/42 e 32/154).

O artigo 1(4) do Protocolo I da Convenção de Genebra, 1977, considera as lutas por autodeterminação como situações de conflito armado internacional.

A Declaração de Genebra sobre o Terrorismo estabelece: “Como reiteradamente reconhecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas, os povos que estão lutando contra dominação colonial, ocupação estrangeira e regimes racistas, no exercício do seu direito a autodeterminação têm o direito de usar a força para conseguir seus objetivos nos marcos do Direito Internacional Humanitário.

Tal uso legal da força não pode ser confundido com atos de terrorismo internacional”.

No exercício do seu direito a autodeterminação, os povos sob dominação colonial e estrangeira têm o direito “de lutar…e buscar e receber apoio, de acordo com os princípios da Carta [das Nações Unidas]” e, em conformidade com a Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados.

É nesses mesmos termos que o artigo 7 da Definição de Agressão (Resolução 3314 (XXIX) da Assembléia Geral, 14/12/1974) reconhece a legitimidade da luta dos povos sob dominação colonial e estrangeira.

A Declaração de Princípios de Direito Internacional relativos às Relações Amistosas e Cooperação entre Estados (Resolução 2625(XXV) da Assembléia Geral) cita o princípio de que “Os Estados se absterão em suas relações internacionais, da ameaça ou uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra atuação incompatível com os propósitos das Nações Unidas”.

O reconhecimento, pela ONU, da legitimidade da luta dos povos sob dominação ou ocupação colonial e estrangeira está em consonância com a proibição geral do uso da força consagrado como princípio fundamental da Carta das Nações Unidas, porque um Estado que forçosamente subjuga um povo a dominação colonial e estrangeira está cometendo um ato ilegal tal como definido no Direito Internacional, e o povo submetido, no exercício de seu inerente direito a autodefesa, lutará para defender e conseguir seu direito a autodeterminação.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Condenação à morte das Resistentes Iraquianas



Fotos: mulheres iraquianas com suas crianças após a invasão estadunidense no ano de 2003.
As mulheres iraquianas são contra a ocupação e invasão do Iraque pelos Eua e aliados bem como contra o "governo-fantoche" instalado desde 2003 que coaduna com tanta morte e destruição.
Mais de 2 mil mulheres iraquianas estão presas por “razões de segurança”

A condenação à morte de três resistentes iraquianas mostra que a execução de Saddam Hussein e outros membros do partido Baas não foram actos isolados.
Como se não bastassem as execuções praticadas pelos esquadrões da morte, a clique governante iraquiana prepara o caminho para execuções ‘judicialmente sancionadas’ de todos os que se oponham ao seu regime e à ocupação norte-americana.
É vital denunciar a condenação à morte das resistentes iraquianas.
Importa repudiar mais esta barbaridade e compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença.
Até à data, sabia-se do assassinato de resistentes praticado por esquadrões da morte – intimamente ligados ao governo iraquiano e às forças de ocupação.
Mas não se falava da condenação à morte de membros da Resistência.
Eman Khamas, resistente iraquiana e membro do WTI, refere, sobre isto, que na realidade não se trata do primeiro caso; simplesmente, até agora não eram dados como pertencendo à resistência.
A escritora e resistente iraquiana Haifa Zangana, igualmente membro do WTI, referiu que “as execuções dos que eles (poder iraquiano) chamam ‘terroristas’ e ‘criminosos’ têm ocorrido às dúzias desde há um ano para cá”, acrescentando que “uma execução pública teve lugar em Mossul, no norte do Iraque, há dois meses”. Salienta que “todavia, é a primeira vez que se ouve falar da condenação de mulheres à morte”.
Segundo Mohamed Khorshid, dirigente das organizações de direitos humanos do Iraque, em declarações ao jornal Asharq Al Awsat, em 6 de Abril de 2006, “há mais de 2 mil mulheres classificadas como ‘prisioneiros de segurança’ que estão sob supervisão tanto das forças de ocupação como do seu regime fantoche, em várias prisões, campos e centros de detenção”.
Numa declaração recente no parlamento, diz Khorshid, a ministra iraquiana dos direitos humanos reconheceu haver mais de mil mulheres naquelas condições; mas, perante a reacção pública, a ministra deu o dito por não dito um dia depois. Comentando a condenação das três mulheres, uma representante do WTI da Turquia, sublinhou tratar-se de “um sinal de abertura de uma época de execuções ‘legais’ no Iraque, uma prova horrível de que as execuções de Saddam Hussein e de outros líderes do partido Baas não foram actos isolados ou incidentes excepcionais”.
Pelo contrário, acrescenta, “foram a maneira de a clique governante iraquiana preparar o caminho para execuções ‘judicialmente sancionadas’ de todos os que se oponham ao seu regime e à ocupação norte-americana.”
Como refere a mensagem que a União dos Advogados Iraquianos fez chegar ao Tribunal Mundial sobre o Iraque, informando sobre a condenação sumária das resistentes e dos procedimentos sem lei do Supremo Tribunal Iraquiano, é vital protestar e agir contra estes actos a fim de compelir as autoridades iraquianas a revogar a sentença.
Importa informar o maior número de pessoas de mais esta barbaridade e instar as instituições relevantes a intervir.
Exige-se do governo e das autoridades portuguesas uma tomada de posição junto das autoridades iraquianas e norte-americanas no sentido de impedir a execução e de condenar a arbitrariedade do Tribunal Supremo Iraquiano.
Humam al-Hamzah
Oriente Médio Vivo

terça-feira, 27 de novembro de 2007

"CAVALEIRO DA TORTURA"


Procurador-Geral dos EUA, Alberto Gonzáles, veio ao Brasil debater políticas de combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
Defensor da pena de morte, Gonzáles é o autor de um documento secreto que autorizou a prática da tortura nas prisões de Guantánamo e de Abu Ghraib.
Entre os organismos de direitos humanos internacionais é chamado de “cavaleiro tortura”.
Mães da Praça de Maio repudiaram sua visita a Argentina.
Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

Seis governadores se reuniram hoje em Brasília com o procurador-geral dos EUA (Secretário de Justiça), Alberto R. Gonzáles, e com o subsecretário norte-americano para Assuntos Políticos, Nicholas Burns.
Na pauta da reunião, parcerias na área energética e questões de segurança e a colaboração para o combate ao crime entre os estados brasileiros e os EUA.
Gonzáles também se reuniu com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para debater a instalação de um mecanismo de consulta bilateral para troca de experiências no combate aos crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e terrorismo.
Os Estados Unidos têm especial interesse na política do governo brasileiro para a área da tríplice fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), apontada por Washington como um ponto de encontro e de financiamento para o terrorismo.
Com os governadores, Gonzáles debateu temas relativos à política carcerária e segurança.
Participaram da reunião na residência oficial do embaixador dos Estados Unidos, Clifford Sobel, os governadores Sérgio Cabral (RJ), Jaques Wagner (BA), José Roberto Arruda (DF), Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Yeda Crusius (RS). Ao sair da reunião, a governadora Yeda Crusius disse que se tratou de uma “agenda inovadora” que reuniu autoridades federais de primeiro nível dos EUA com autoridades estaduais brasileiras.
Segundo ela, a maior preocupação do RS é em relação à política carcerária.
“E nisso vou dar continuidade na conversa com o procurador Alberto Gonzáles nos Estados Unidos”, disse.
E acrescentou: “Ao contrário da nossa aproximação histórica no campo de inteligência e segurança, no setor de economia temos nos distanciado dos Estados Unidos”.
Em se tratando de política carcerária, a trajetória de Gonzáles é polêmica, para dizer o mínimo.
Ele é o autor de um memorando secreto que concedeu via livre para as torturas nas prisões de Guantánamo e de Abu Ghraib.

Alter ego judicial de Bush
A visita de Gonzáles faz parte de um giro pela América Latina com o objetivo de discutir parcerias para a luta contra o terrorismo e o narcotráfico.
O jornal argentino Página 12, por ocasião da visita de Gonzáles a Buenos Aires, quarta-feira, destacou que ele é considerado o ideólogo das torturas aos prisioneiros em Guantánamo e Abu Ghraib, “algo assim como o alter ego judicial de George Bush”.
Filho de mexicanos, assinalou ainda o jornal, Gonzáles fez toda sua carreira junto a George W. Bush.
Hoje, é chamado pelos organismos internacionais de direitos humanos como o “cavaleiro da tortura”.
Gonzáles foi secretário de Estado de Texas, durante o governo Bush.
Uma das principais características de sua gestão, acrescenta o jornal argentino, é que raras vezes atendeu aos pedidos de clemência que os condenados à morte enviavam ao governo.
Gonzáles é acusado de ter omitido informações que poderiam ter salvo a vida de alguns presos.
Durante o governo Bush, o Texas usou a pena de morte como nenhum outro Estado na história dos EUA (foram 152 casos).

A matéria do Página 12 dá mais detalhes sobre a trajetória de Gonzáles.
Ele foi acusado pela União Norte-americana para as Liberdades Civis e pelo Centro para Direitos Constitucionais, entre outros organismos, de interpretar as leis para a conveniência de Bush.
Essa atitude, diz o texto, converteu-se em uma dolorosa certeza em escala mundial a partir de 2000, quando George W. Bush chegou à Casa Branca.
Em 2002, Gonzáles escreveu um memorando secreto no qual considerou que a Convenção de Genebra não valia para os “inimigos combatentes”, expressão pela qual o governo dos EUA passou a designar os homens da Al Qaeda e os talibãs do Afeganistão.
A partir daquele momento, segundo o memorando, só seria considerada tortura a prática na qual a dor gerada nos interrogatórios incluísse “feridas que produzam a morte, a falência de um órgão ou sérios impedimentos de uma função corporal”.
Ou seja, tortura mas não mata.

Direitos obsoletos
Foi assim que os militares dos EUA, nas prisões de Guantánamo e Abu Ghraib tiveram sinal verde para golpear prisioneiros das mais variadas formas, promover humilhações sexuais, amedrontrar presos com cães e outras práticas consideradas “cruéis e desumanas” pela Cruz Vermelha Internacional.
Gonzáles teorizou sobre a questão, dizendo que, depois de 11 de setembro, o mundo passou a enfrentar “um novo paradigma”, razão pela qual os direitos civis protegidos pela Convenção de Genebra teriam se tornado “obsoletos”.
Segundo o diretor executivo do Centro de Estudos Legais e Sociais da Argentina (CELS), Gastón Chillier, Gonzáles criou a estrutura legal que permitiu a tortura em Abu Ghraib e Guantánamo.
Chillier pediu ao presidente Nestor Kirchner que reafirmasse a Gonzáles, no encontro que mantiverem, a posição da Argentina contra a prática da tortura.
Sua passagem pela Argentina foi alvo de protesto por parte das Mães da Praça de Maio.
Através de um comunicado oficial, as Mães da Praça de Maio repudiaram a presença de Gonzáles em solo argentino:
“Repudiamos energicamente a visita ao país do procurador geral dos Estados Unidos, Alberto Gonzáles, impulsionador da tortura e de outros métodos criminais naquilo que Bush denomina “guerra contra o terrorismo. Nos envergonha que um sinistro personagem pise solo argentino, onde milhares de pessoas foram vítimas destes métodos criminais.
A visita deste delegado da morte ofende ao povo, ainda mais no momento em que a Argentina está empenhada no resgate da memória, da verdade e da justiça, e acaba de firmar uma Convenção Internacional sobre a Desaparição Forçada de Pessoas como crime contra a humanidade”.

Por ocasião de sua nomeação para o Departamento de Justiça dos EUA, a Anistia Internacional e várias outras organizações não-governamentais criticaram duramente Gonzáles em uma carta aberta publicada no jornal The New York Times.
“Pode ser que vocês não conheçam Alberto Gonzáles”, dizia a carta, “mas estamos certos de que reconhecerão os resultados de seu trabalho”.
Ao lado do texto, aparecia uma das fotos dos abusos cometidos contra prisioneiros iraquianos na prisão de Abu Ghraib.
Gonzáles ficou conhecido também por elaborar uma interpretação peculiar dos termos da Convenção de Genebra.
Por um lado, defendeu que ela garante “a proteção aos militares norte-americanos no exterior”. Por outro, relativizou a definição de tortura contra prisioneiros capturados em conflitos considerados como parte da guerra dos EUA contra o terrorismo.

“Cavaleiro da tortura” vem ao Brasil debater combate ao crime

Procurador-Geral dos EUA, Alberto Gonzáles, veio ao Brasil debater políticas de combate ao narcotráfico e ao terrorismo.
Defensor da pena de morte, Gonzáles é o autor de um documento secreto que autorizou a prática da tortura nas prisões de Guantánamo e de Abu Ghraib.
Entre os organismos de direitos humanos internacionais é chamado de “cavaleiro tortura”.
Mães da Praça de Maio repudiaram sua visita a Argentina.

Marco Aurélio Weissheimer - Carta Maior

Carta Maior

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TORTURAS EM ABU GHRAIB

Avisamos desde já que são fotos fortes de humilhação e tortura.
Queremos também deixar aqui a nossa solidariedade ao povo Iraqueano, infelizmente também passamos por torturas americanas.

Estas fotos foram publicadas originalmente no jornal americano Washington Post, elas mostram imagens de tortura cometida por soldados Americanos contra prisioneiros Iraquianos na prisão Abu Ghraib, situada fora da cidade de Bagdá no Iraque.

Vídeo mostra tortura contra iraquianos em Abu Ghraib
Por Terra
21/05/2004 às 21:42
Nao demora e os iraquianos pedem Sadam de volta... por brandura!
Devem estar pensando: "Eu era feliz e nao sabia!"

Na verdade, o Povo Iraquiano que sempre amou sua Pátria, RESISTE contra os invasores e seus aliados, dizendo PUNIÇÃO aos CRIMINOSOS!














Images from Abu Ghraib (IMAGENS DE ABU GHRAIB)
Photos of Iraqis Being Abused by US Personnel



This page contains the most recently-released photos.




For earlier photos, click here.




You can download the segment here.
Many of the images were screen-captured from the broadcast.


The others were disseminated by Reuters, the BBC, the Sydney Morning Herald, and other outlets.
Still more photos (not included here) have been released by Salon here.
Salon has released even more photos and videos here.








TV australiana divulga novas fotos de tortura em Abu Ghraib
da redação
• A rede de TV pública australiana SBS (“Special Broadcasting Service”) exibiu na quarta-feira, 16 de fevereiro, novas fotos da prisão de Abu Ghraib, em 2003, com iraquianos sendo torturados por soldados das forças de ocupação.


A divulgação de casos de ``homicídio, tortura e humilhação sexual`` envolvendo as tropas anglo-americanas deslocadas para a ocupação do Iraque indicam que os crimes teriam sido ainda piores do que já se sabia.




Algumas fotos mostram corpos de presos mortos dentro de Abu Ghraib, enquanto outras revelam detentos com feridas na cabeça e no corpo.




A TV australiana advertiu, antes de exibir as imagens, que ``estas são fotos que o governo norte-americano não quer que você veja``.




A jornalista da SBS, Olivia Rousset, disse à BBC inglesa que uma das fotos mostra um oficial de alta patente iraquiano sendo tratado de profundos ferimentos no pescoço após ter resistido enquanto era transferido entre celas do complexo carcerário.


Outras fotos mostram um detento obrigado a cobrir-se de excrementos e uma sala banhada de sangue.


Um homem nu também é visto pendurado de cabeça para baixo em um beliche enquanto que outro, encapuzado e vestido com um uniforme laranja de prisioneiro, é, aparentemente, ameaçado por um cão.


Um preso exibe as cicatrizes em seu antebraço esquerdo que parecem terem sido causadas por queimaduras e um outro agoniza sobre uma maca, coberto de sangue.


Ao todo, são pelo menos 100 fotos de presos sendo torturados e agredidos por soldados norte-americanos e quatro vídeos com o mesmo teor.




O material foi confiscado por militares em Abu Ghraib e entregue para a Divisão de Investigações Criminais do Exército dos EUA.




O programa Dateline da SBS exibiu ainda trechos de um vídeo em que homens enfileirados estariam sendo forçados a se masturbar em frente à câmera.


Outro vídeo parece mostrar um prisioneiro batendo a própria cabeça contra a parede.




O fato mesmo de que as imagens provenham da Austrália – um dos mais fiéis aliados militares dos EUA no mundo, tendo participado das operações no Iraque com cerca de 900 soldados – demonstra a abrangência da crise imperialista.




Cenas de barbárie




Alguns guardas identificados com os abusos de presos, praticados em 2003 no Iraque, já foram a julgamento militar nos EUA.


Alguns, que já receberam sentenças de prisão, como a militar Lynndie England, aparecem nas novas imagens.


A emissora garante que há fotos não-reveladas que a exibem praticando atos sexuais com os carcerários.




Algumas das novas fotos trazem ângulos diferentes de cenas já conhecidas em todo o mundo, como a de um homem encapuzado com fios amarrados aos dedos, presos nus obrigados a se empilhar uns sobre os outros e, ainda, presos sendo ameaçados com cachorros.




De acordo com a emissora australiana, as novas imagens já haviam sido exibidas em sessões reservadas a membros do Congresso norte-americano. ``Eles ficaram chocados com essas imagens adicionais, que revelaram o horror completo dos abusos que aconteciam em Abu Ghraib``, revela a TV SBS.
De acordo com a emissora, essas imagens são motivo de disputa judicial nos Estados Unidos, onde o governo se esforça para evitar que a imprensa tenha o direito de levá-las a público.




Uma porta-voz da SBS se negou a revelar como as fotos foram obtidas, mas acrescentou que a rede tem ``confiança na credibilidade da fonte`` dessas fotos e vídeos.




Em setembro do ano passado, um juiz de Nova York autorizou uma requisição da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) para ver as imagens censuradas.




O grupo utilizou a lei da Liberdade de Informação para conquistar esse direito na justiça. “As fotos devem ser liberadas para que o público tenha alguma idéia do que ocorreu em Abu Ghraib”, disse Amrit Singh, da ACLU, à rede SBS.




“É o público que deve decidir, ao ver as imagens, o que é preciso ser feito”.




Amrit Singh, um porta-voz da ACLU, disse esperar depois do programa que a divulgação destas novas imagens possam acentuar a pressão sobre o governo americano para que puna os altos-comandos do Exército, e não apenas os sete soldados de patente inferior como Lynndie England, condenados à uma pena máxima de dez anos.
Em maio de 2004 – em um comitê de inquérito das forças armadas no Senado – o secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, afirmou que nem todas as imagens de abusos em Abu Ghraib haviam sido divulgadas publicamente.
O desespero do governo Bush – patente no esforço conjunto dos aparelhos repressivos e ideológicos do Estado norte-americano, como o Pentágono ou o judiciário, em ocultar as cenas nuas e cruas da ocupação – revela a mais absoluta hipocrisia e cinismo da ocupação imperialista do Iraque, através das mais sórdidas, abjetas e repugnantes evidências de sistemático desrespeito ao direito internacional e, ainda, à tão propalada “liberdade de imprensa”.
A crise que se instalou no Iraque demonstra de forma aguda, e dramática, a férrea disjuntiva histórica – socialismo ou barbárie – abrindo-se em toda sua profundidade.
Visite a página da emissora SBS
Assista o vídeo da reportagem (real player)
Veja mais imagens das torturas no Iraque[ 21/2/2006 18:00:00 ]

http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?
http://midiaindependente.org/pt/blue/2004/05/279331.shtml

A nódoa da tortura persiste
...mais inquietante de tudo talvez seja a idéia que os Estados Unidos tenham se convertido em uma nação que considera a tortura como algo aceitável. Em janeiro deste ano, apesar de todo o dano causado, o secretário da Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, continuava insistindo em que não havia nenhum impedimento para que a CIA dispensasse tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos ao interrogar cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos.
Para poder limpar a nódoa de Abu Ghraib, os Estados Unidos terão de processar os oficiais superiores que ordenaram ou tacitamente perdoaram as torturas, confessar aquilo que o presidente autorizou e repudiar de uma vez por todas os maus-tratos a prisioneiros.