Mostrando postagens com marcador crimes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crimes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

TORTURAS EM ABU GHRAIB

Avisamos desde já que são fotos fortes de humilhação e tortura.
Queremos também deixar aqui a nossa solidariedade ao povo Iraqueano, infelizmente também passamos por torturas americanas.

Estas fotos foram publicadas originalmente no jornal americano Washington Post, elas mostram imagens de tortura cometida por soldados Americanos contra prisioneiros Iraquianos na prisão Abu Ghraib, situada fora da cidade de Bagdá no Iraque.

Vídeo mostra tortura contra iraquianos em Abu Ghraib
Por Terra
21/05/2004 às 21:42
Nao demora e os iraquianos pedem Sadam de volta... por brandura!
Devem estar pensando: "Eu era feliz e nao sabia!"

Na verdade, o Povo Iraquiano que sempre amou sua Pátria, RESISTE contra os invasores e seus aliados, dizendo PUNIÇÃO aos CRIMINOSOS!














Images from Abu Ghraib (IMAGENS DE ABU GHRAIB)
Photos of Iraqis Being Abused by US Personnel



This page contains the most recently-released photos.




For earlier photos, click here.




You can download the segment here.
Many of the images were screen-captured from the broadcast.


The others were disseminated by Reuters, the BBC, the Sydney Morning Herald, and other outlets.
Still more photos (not included here) have been released by Salon here.
Salon has released even more photos and videos here.








TV australiana divulga novas fotos de tortura em Abu Ghraib
da redação
• A rede de TV pública australiana SBS (“Special Broadcasting Service”) exibiu na quarta-feira, 16 de fevereiro, novas fotos da prisão de Abu Ghraib, em 2003, com iraquianos sendo torturados por soldados das forças de ocupação.


A divulgação de casos de ``homicídio, tortura e humilhação sexual`` envolvendo as tropas anglo-americanas deslocadas para a ocupação do Iraque indicam que os crimes teriam sido ainda piores do que já se sabia.




Algumas fotos mostram corpos de presos mortos dentro de Abu Ghraib, enquanto outras revelam detentos com feridas na cabeça e no corpo.




A TV australiana advertiu, antes de exibir as imagens, que ``estas são fotos que o governo norte-americano não quer que você veja``.




A jornalista da SBS, Olivia Rousset, disse à BBC inglesa que uma das fotos mostra um oficial de alta patente iraquiano sendo tratado de profundos ferimentos no pescoço após ter resistido enquanto era transferido entre celas do complexo carcerário.


Outras fotos mostram um detento obrigado a cobrir-se de excrementos e uma sala banhada de sangue.


Um homem nu também é visto pendurado de cabeça para baixo em um beliche enquanto que outro, encapuzado e vestido com um uniforme laranja de prisioneiro, é, aparentemente, ameaçado por um cão.


Um preso exibe as cicatrizes em seu antebraço esquerdo que parecem terem sido causadas por queimaduras e um outro agoniza sobre uma maca, coberto de sangue.


Ao todo, são pelo menos 100 fotos de presos sendo torturados e agredidos por soldados norte-americanos e quatro vídeos com o mesmo teor.




O material foi confiscado por militares em Abu Ghraib e entregue para a Divisão de Investigações Criminais do Exército dos EUA.




O programa Dateline da SBS exibiu ainda trechos de um vídeo em que homens enfileirados estariam sendo forçados a se masturbar em frente à câmera.


Outro vídeo parece mostrar um prisioneiro batendo a própria cabeça contra a parede.




O fato mesmo de que as imagens provenham da Austrália – um dos mais fiéis aliados militares dos EUA no mundo, tendo participado das operações no Iraque com cerca de 900 soldados – demonstra a abrangência da crise imperialista.




Cenas de barbárie




Alguns guardas identificados com os abusos de presos, praticados em 2003 no Iraque, já foram a julgamento militar nos EUA.


Alguns, que já receberam sentenças de prisão, como a militar Lynndie England, aparecem nas novas imagens.


A emissora garante que há fotos não-reveladas que a exibem praticando atos sexuais com os carcerários.




Algumas das novas fotos trazem ângulos diferentes de cenas já conhecidas em todo o mundo, como a de um homem encapuzado com fios amarrados aos dedos, presos nus obrigados a se empilhar uns sobre os outros e, ainda, presos sendo ameaçados com cachorros.




De acordo com a emissora australiana, as novas imagens já haviam sido exibidas em sessões reservadas a membros do Congresso norte-americano. ``Eles ficaram chocados com essas imagens adicionais, que revelaram o horror completo dos abusos que aconteciam em Abu Ghraib``, revela a TV SBS.
De acordo com a emissora, essas imagens são motivo de disputa judicial nos Estados Unidos, onde o governo se esforça para evitar que a imprensa tenha o direito de levá-las a público.




Uma porta-voz da SBS se negou a revelar como as fotos foram obtidas, mas acrescentou que a rede tem ``confiança na credibilidade da fonte`` dessas fotos e vídeos.




Em setembro do ano passado, um juiz de Nova York autorizou uma requisição da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, sigla em inglês) para ver as imagens censuradas.




O grupo utilizou a lei da Liberdade de Informação para conquistar esse direito na justiça. “As fotos devem ser liberadas para que o público tenha alguma idéia do que ocorreu em Abu Ghraib”, disse Amrit Singh, da ACLU, à rede SBS.




“É o público que deve decidir, ao ver as imagens, o que é preciso ser feito”.




Amrit Singh, um porta-voz da ACLU, disse esperar depois do programa que a divulgação destas novas imagens possam acentuar a pressão sobre o governo americano para que puna os altos-comandos do Exército, e não apenas os sete soldados de patente inferior como Lynndie England, condenados à uma pena máxima de dez anos.
Em maio de 2004 – em um comitê de inquérito das forças armadas no Senado – o secretário de Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, afirmou que nem todas as imagens de abusos em Abu Ghraib haviam sido divulgadas publicamente.
O desespero do governo Bush – patente no esforço conjunto dos aparelhos repressivos e ideológicos do Estado norte-americano, como o Pentágono ou o judiciário, em ocultar as cenas nuas e cruas da ocupação – revela a mais absoluta hipocrisia e cinismo da ocupação imperialista do Iraque, através das mais sórdidas, abjetas e repugnantes evidências de sistemático desrespeito ao direito internacional e, ainda, à tão propalada “liberdade de imprensa”.
A crise que se instalou no Iraque demonstra de forma aguda, e dramática, a férrea disjuntiva histórica – socialismo ou barbárie – abrindo-se em toda sua profundidade.
Visite a página da emissora SBS
Assista o vídeo da reportagem (real player)
Veja mais imagens das torturas no Iraque[ 21/2/2006 18:00:00 ]

http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?
http://midiaindependente.org/pt/blue/2004/05/279331.shtml

A nódoa da tortura persiste
...mais inquietante de tudo talvez seja a idéia que os Estados Unidos tenham se convertido em uma nação que considera a tortura como algo aceitável. Em janeiro deste ano, apesar de todo o dano causado, o secretário da Justiça dos EUA, Alberto Gonzales, continuava insistindo em que não havia nenhum impedimento para que a CIA dispensasse tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos ao interrogar cidadãos não-americanos fora dos Estados Unidos.
Para poder limpar a nódoa de Abu Ghraib, os Estados Unidos terão de processar os oficiais superiores que ordenaram ou tacitamente perdoaram as torturas, confessar aquilo que o presidente autorizou e repudiar de uma vez por todas os maus-tratos a prisioneiros.


sábado, 10 de novembro de 2007

POR LA JUSTICIA

Posada Carriles deve ser julgado pelos seus crimes
Posada Carriles deve ser julgado pelos seus crimes

Enquanto em nome da luta contra o terrorismo, milhares de pessoas morrem no Iraque e no Afeganistão, e outras – arbitrariamente detidas – são torturadas em Abu Ghraib e Guantánamo, o governo dos Estados Unidos protege o mais conhecido terrorista do hemisfério ocidental, procura enganar a opinião pública com intermináveis manobras pseudo legais e nega se a julgá-lo pelos seus verdadeiros crimes.

Luis Posada Carriles foi acusado e submetido a um julgamento inconcluso na Venezuela pelo atentado em 1976 contra um avião civil onde morreram setenta e três pessoas.

Depois de escapar das prisões venezuelanas, em 1982, trabalhou para a CIA na operação conhecida como Irão Contras e na organização do genocida Plano Condor.

Preparou depois, em 1997, uma série de actos terroristas contra hotéis de Havana – num deles perdeu a vida o jovem turista Itáliano Fabio Di Celmo – e, em 2000, no projecto de atentado contra o Presidente Fidel Castro na Universidade do Panamá.

Em Marco de 2005, Posada Carriles entrou ilegalmente nos Estados Unidos.

Só depois de reiteradas denúncias públicas que revelavam a presença deste criminoso no seu território, o governo de George W. Bush procedeu à sua detenção e processamento por delitos migratórios e falso testemunho, sem a menor alusão ao terrorismo.

Com o tratamento outorgado a Posada Carriles, as autoridades norte americanas, pressionadas pelos grupos extremistas cubanos do sul da Florida, puseram em absoluta evidência a moral dupla da sua guerra contra o terrorismo em nome da qual torturam, sequestram e bombardeiam.

Ao mesmo tempo, como foi denunciado em numerosos foros internacionais e agências de Nações Unidas, cinco activistas anti-terroristas cubanos permanecem injustamente presos nos Estados Unidos, submetidos juntamente com os seus familiares a um tratamento cruel e discriminatório.

Todas as pessoas honestas que no mundo levantam a sua voz contra a guerra e contra o terrorismo têm diante de si uma prova irrefutável da falta de ética em que a actual administração de Washington baseia a sua actuação.

Nós, abaixo assinados, exigimos que o governo dos Estados Unidos, em cumprimento das suas obrigações internacionais, processe Luis Posada Carriles por todos os seus crimes ou atenda à solicitação de extradição efectuada pela Venezuela, e que até hoje não obteve resposta.

[Assinaturas iniciais:]Adolfo Pérez Esquivel, Argentina; Noam Chomsky, EUA; Oscar Niemeyer, Brasil; Alfonso Sastre, Espanha; Eduardo Galeano, Uruguai; Danny Glover, EUA; Istvan Meszaros, Hungria; Alice Walker, EUA; Gianni Miná, Itália; Blanca Chancosa, Equador; Cindy Sheehan, EUA; Manu Chao, França-Espanha; Boaventura de Sousa, Portugal; Frei Betto, Brasil; Mario Benedetti, Uruguai; Ariel Dorfman, Chile-EUA; Tristán Bauer, Argentina; Howard Zinn, EUA; Armand Mattelart, Bélgica; Gioconda Belli, Nicarágua; Russell Banks, EUA; Nora Cortiñas, Argentina; João Pedro Stédile, Brasil; Medea Benjamín, EUA; Roy Brown, Porto Rico; Belén Gopegui, Espanha; Hildebrando Pérez Grande, Peru; Luis Britto, Venezuela; Jane Franklin, EUA; Daniel Viglietti, Uruguai; Emir Sader, Brasil; Miguel Bonasso, Argentina; Lucius Walker, EUA; Piero Gleijeises, Itália-EUA; Gianni Vattimo, Itália; Jorge Enrique Adoum, Equador; Juan Gelman, Argentina; Michel Collon, Bélgica; James Petras, EUA; Hebe de Bonafini, Argentina; Francois Houtart, Bélgica; Stella Calloni, Argentina; Eric Toussaint, Bélgica; Atilio Borón, Argentina; Naomi Klein, Canadá; Pascual Serrano, Espanha; Heinz Dieterich, México; Manuel Cabieses, Chile; Keith Ellis, Canadá; Michael Parenti, EUA; Arturo Corcuera, Peru; Beverly Keene, EUA-Argentina; Carlos Fazio, México; Ramón Chao, Espanha/França; James Early, EUA; Jorge Sanjinés, Bolívia; Franz Hinkelammert, Alemanha-Costa Rica; Adolfo Sánchez Vázquez, Espanha-México; Volodia Teitelboim, Chile; Noé Jitrik, Argentina; Wim Dierckxens, Holanda-Costa Rica; Victor Victor, República Dominicana; Fernando Buen Abad, México; Saul Landau, EUA; Salim Lamrani, França; Juan Madrid, Espanha; Rene Burri, Suiça; Luisa Valenzuela, Argentina; Carlos Fernández Liria, Espanha; José Steinsleger, Argentina-México; Roberto Montoya, Argentina; Fernando Morais, Brasil; Federico Álvarez, México; Montserrat Ponsa, Espanha; Héctor Díaz-Polanco, México; Setsuko Ono, EUA; Antonio Maira, Espanha; Marilia Guimaraes, Brasil; Pepe Viñoles, Suécia; Ana Delicado Palacios, Espanha; Tununa Mercado, Argentina; Winston Orrillo, Peru; John Gerassi, EUA; Santiago Alba Rico, Espanha; Gilberto López y Rivas, México; Rafael Cancel Miranda, Porto Rico; James Cockcroft, EUA; Eva Forest, Espanha; Juan Mari Brás, Porto Rico; Michèle Mattelart, França; Donatella Meszaros, Itália; Víctor Flores Olea, México; Maribel Permuy, Espanha; Hernando Calvo Ospina, Colômbia; Rosina Valcárcel, Peru; Pablo Guayasamín, Equador; Isaura Navarro, Espanha; Pilar Roca, Peru; Carlos Gabetta, Argentina; Etna Velarde, Peru; Ernesto Carmona, Chile; Néstor Kohan, Argentina; Vicente Romano, Espanha; Vicente Battista, Argentina; Carlos “Chino” Dominguez, Peru; Nazanín Amirian, Irão; Higinio Polo, Espanha; Beinusz Szmukler, Argentina; Pablo Romo, México; Aton Fon Filho, Brasil; Manuel Talens, Espanha; Alcira Argumedo, Argentina; David Acera, Espanha; Arnoldo Mora, Costa Rica; Juan Cristóbal, Peru; Julio César Monge, El Salvador; Harald Neuber; Alemanha; Alfredo Vera, Equador; Fernando Rendón, Colômbia; Leslee Lee, Peru; Ángel Guerra, Cuba; Alessandra Riccio, Itália; Atilio Bonilla, Peru; Gennaro Carotenuto, Itália; Javier Couso, Espanha; Reynaldo Naranjo, Peru; Carlos Varea, Espanha; Gustavo Espinoza, Peru; John Pateman, Reino Unido; Héctor Arenas, Colômbia; Federico García, Peru; Eva Björklund, Suécia; Jordan Flaherty, EUA; Bruno Portuguez, Peru; Raúl Zurita, Chile; Gloria La Riva, EUA; Francisco Cañizales, Venezuela; Marta Harnecker, Chile; Peter Bohmer, EUA; Ann Sparanese, EUA; Francisco (Pancho) Villa, Chile; Yhonny García, Venezuela; Patricia Ariza, Colômbia; Raúl Vallejo, Equador; Georges E. Maouvois, Martinica; Isidora Aguirre, Chile; Antoine Chao, França; Xiomara García Venezuela; Sara Rosenberg, Argentina; Fernando Butazzoni, Uruguai; Danielle Bleitrach, França; Jacek Wozniak; Polónia; Jaime Chao, França; Miguel Urbano, Portugal

Por la Justicia

http://www.infoalternativa.org/apelo/apelo009.htm

posted by Francisco Trindade

http://franciscotrindade.blogspot.com/2007_04_01_archive.html

terça-feira, 9 de outubro de 2007

"ENGANO" LAMENTÁVEL!

Israel diz que assassinato de crianças foi engano
A nota é da BBC: “O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira.Segundo a investigação do Exército, as três crianças mortas no norte da Faixa de Gaza estavam brincando de pega-pega quando foram atingidas por disparos de um tanque israelense.
Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel”.
Ontem, neste mesmo blog, eu havia acusado a mídia de não ter demonstrado maior interesse pelas crianças e de ter se preocupado em ouvir somente as explicações dos israelenses.
Hoje, a BBC traz mais algumas informações.
Leiamos:
“As crianças eram todas da família El Razala, da cidade de Beit Hanoun, e tinham saído para brincar perto de casa. Ihia, de 12 anos, e Mahmoud, de 10, morreram imediatamente. A prima Sara, também de 10 anos, morreu algumas horas depois, no hospital de Gaza”.
Até aí tudo bem.
Mas em seguida e para amainar a brutalidade israelense, eis o que a BBC publica: “Segundo porta-vozes militares, os grupos armados palestinos costumam lançar foguetes contra Israel a partir de áreas residenciais, colocando em risco a vida de civis”. E mais: “De acordo com o Exército, no momento exato da ocorrência era impossível perceber que se tratava de crianças".
Ou seja:
nem mesmo quando os criminosos confessam o crime, a mídia se preocupa em aprofundar a investigação.
Sequer ouve os familiares das vítimas.
Talvez pelo fato de os palestinos serem semitas, estão sempre reacendendo o anti-semitismo do qual os euro-estadunidenses não conseguem se livrar.
Lamentável!
posted by bourdoukan
31.8.07

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

OS MERCENÁRIOS IMPUNES NO IRAQUE

Caso Blackwater faz EUA limitarem circulação de diplomatas em Bagdá
Iraquianos dizem que seguranças privados atiraram contra civis desarmados
DA REDAÇÃO

Os EUA proibiram ontem a circulação de seus diplomatas e funcionários civis fora da Zona Verde, a área fortemente militarizada de Bagdá que abriga prédios do governo iraquiano e do comando americano.
A medida, tomada sob pressão do governo iraquiano, visa evitar ataques e conter a animosidade contra a Blackwater, empresa particular responsável pela segurança dos comboios.
No domingo, agentes da companhia envolveram-se em um tiroteio que matou 20 pessoas e feriu 35 na capital.
"O que houve foi um crime. Deixou, tanto dentro do governo quanto em meio ao povo iraquiano, profundo ressentimento e indignação", disse o premiê Nuri al Maliki, que pediu o fim do contrato da Blackwater.
A empresa privada, que recebe US$ 800 milhões do governo americano por sua atuação no Iraque e Afeganistão, diz ter reagido "corretamente" a um ataque ao comboio de diplomatas que passava pelo bairro sunita de Mansur.
A explosão de um carro-bomba teria provocado a reação.
A versão é questionada pelo governo iraquiano.
Testemunhas dizem que os agentes de segurança atiraram indiscriminadamente contra civis.
"Ninguém atirou neles, eles não foram cercados por homens armados nem foram alvo de explosão", afirmou o advogado Hasan Salman à rede de TV CNN, da cama do hospital onde está internado.
Segundo ele, os agentes bloquearam a rua e fizeram sinais para que os motoristas deixassem o local.
"Quando fizemos o retorno, abriram fogo contra os carros."
Os EUA divulgaram comunicado lamentando a "perda de vidas inocentes".
Washington criou um comitê conjunto com Bagdá para investigar o caso.
Lei promulgada pelo governo de transição dos EUA após a queda de Saddam Hussein, em 2003, exime as firmas de segurança privadas no Iraque, que hoje têm quase 50 mil homens, de obedecerem as leis do país.
Com agências internacionais

domingo, 15 de julho de 2007

RESOLUÇÃO DA RAWA

Resolução da RAWA sobre os ataques terroristas aos Estados Unidos
O Povo do Afeganistão não tem nada a ver com Osama e os seus cúmplices
A 11 de Setembro de 2001 o mundo ficou perplexo perante os horríveis ataques aos Estados Unidos da América.
A RAWA alinha com o resto do mundo expressando a sua dor e condenando este acto bárbaro de violência e terror.
A RAWA já tinha, inclusive, avisado que os Estados Unidos não podiam apoiar as facções fundamentalistas islâmicas mais traiçoeiras, criminosas, antidemocráticas e machistas existentes porque, depois de tanto os Taliban como os Mujahid terem cometido todo o tipo de crimes horrendos contra o nosso Povo, não teriam certamente nenhum tipo de problemas em cometer o mesmo tipo de crimes contra o Povo Americano, que eles consideram infiel.
Aliás, para se poderem manter no poder, estes bárbaros assassinos estão dispostos a seguir qualquer via assassina.
Mas infelizmente temos que assumir que foi o próprio governo dos Estados Unidos que apoiou o ditador paquistanês Gen. Zia-ul Haq.
A criar milhares de escolas religiosas que vieram a formar os primeiros Taliban.
Similarmente, como é claro para todos, Osama Bin Laden era o menino dos olhos da CIA.
Mas o mais espantoso é que os políticos norte americanos ainda não aprenderam a lição com a sua política no nosso país e continuam a apoiar esta ou aquela facção fundamentalista.
Na nossa opinião, qualquer tipo de apoio a qualquer fundamentalista, seja Taliban ou Mujahid, é um atentado aos direitos das mulheres e aos direitos humanos.
Confirmando-se que os suspeitos autores dos ataques terroristas estão fora dos Estados Unidos, provar-se-á uma vez mais a nossa constante denúncia de que os terroristas fundamentalistas devorarão os seus criadores.
O governos dos Estados Unidos deveria pensar bem nas causas de fundo deste acontecimento, que não o primeiro nem será o último.
Os Estados Unidos devem, duma vez por todas, acabar com o seu apoio aos terroristas afegãos e seus apoiantes.
Agora, porque os os Taliban e Osama Bin laden são os principais suspeitos aos olhos dos oficiais de guerra americanos, vão os Estados Unidos submeter o Afeganistão a uma ofensiva militar similar à de 1998 e matar milhares de inocentes afegãos por crimes cometidos apenas pelos Taliban e Osama Bin Laden?
Será que os Estados Unidos pensam que, aniquilando milhares de vidas de afegãos pobres e inocentes, atingirão as reais causas de fundo do terrorismo?
Ou será que se incentivará ainda mais esse terrorismo?
Do nosso ponto de vista, uma grande e indiscriminada ofensiva militar sobre uma nação, há mais de duas décadas, enfrenta permanentes desastres e está quase totalmente destruída, não é nenhum motivo de orgulho.
Não pensamos sequer que um ataque desta natureza seja o desejo da maior parte dos cidadãos americanos.
O Governo Americano e os seus cidadãos deviam saber que há uma grande diferença entre o pobre e destroçado povo afegão e os terroristas criminosos Mujahid e Taliban.
Reafirmamos a nossa solidariedade e apresentamos as mais profundas condolências ao povo norte americano, mas mantemos que a sua tristeza não será nunca aliviada por o Afeganistão ser atacado e o seu martirizado e desamparado povo ser assassinado.
Esperamos sinceramente que o grande povo americano saiba diferenciar o povo afegão duma mão cheia de terroristas fundamentalistas.
Os nossos corações estão com eles.
Fim ao Terrorismo!
Associação Revolucionária da Mulher Afeganistão (RAWA)
14 de Setembro de 2001
http://www.rawa.org/ny-attack_pr.htm

segunda-feira, 9 de julho de 2007

IRAQUE: O FUTURO A DEUS PERTENCE


Nada alegre o Iraque de Bush
Abdel Bari Atuán

IraqSolidaridad


Não são nada alegres as notícias do Iraque para os ocupantes. A guerra sectária se estabelece dia a dia, o novo primeiro ministro iraquiano não conseguiu encontrar seus ministros do Interior e da Defesa, seis meses depois das eleições1. Os horrores e a matança de Hadiza2 e al-Ishaqui abriram os olhos e colocaram às claras os crimes cometidos pelas tropas invasoras que vieram ao país sob a bandeira da libertação do Iraque.
As agências de notícias estrangeiras não computam os mortos iraquianos, nem os feridos. São números horríveis que seguem aumentando a cada hora, mas a vida dos iraquianos não é importante.
Os invasores ianques só se preocupam em documentar seus próprios mortos.
No novo Iraque não se sabe de onde vem a bala assassina: das milícias sectárias, dos ianques ou dos bandos armados; todos matam sem distinção. Como se isto não fosse suficiente, o governo ianque, que tem toda a responsabilidade por esta situação desastrosa no Iraque, trouxe suas tropas - que, supostamente, tinham que encarnar o princípio de disciplina e ordem militar, já que se proclamam como a primeira potência do mundo livre - para cometer assassinatos a sangue frio nas cidades de Hadiza e al-Ishaqui, matando famílias inteiras.
Nada avança no novo Iraque, exceto a corrupção, a morte e a dilapidação do dinheiro público em plena luz do dia. O Iraque é hoje o testemunho do maior roubo da História.
Milícias e sharia
As milícias que chegaram ao Iraque em cima dos tanques ianques levantaram alto a bandeira do Islã para matar em Basora3. Não discutem sobre como aplicar a sharia (lei islâmica) ou combater a ocupação, mas como roubar petróleo, quem rouba mais, quem vende mais, quem controla um maior número de poços e de produção. Ninguém sabe quanto petróleo exporta o Iraque, nem aonde vão parar seus benefícios4. Nenhum deles quer saber, nem britânicos nem ianques, porque sabê-lo seria passar a linha vermelha que poderia desencadear enfrentamentos e bombas nos arsenais contra as forças de ocupação.
O número de exilados iraquianos se multiplica. Os antigos exilados ficaram nos quartéis europeus escrevendo poesias e maldizendo o antigo regime, negando o que ocorre atualmente ou olhando para o futuro. Mas os que escapam agora do inferno da falsa democracia e da libertação, se amontoam na Jordânia, Síria ou qualquer país árabe que os acolha. São poucos os que conseguem chegar a Europa ou USA porque as portas do exílio estão trancadas. Já não contam com o pretexto de lutar contra Saddam Hussein para servir de salvoconduto para Suécia, Dinamarca, Grã Bretanha, Holanda e USA, onde lhes era garantido uma casa e uma pensão mensal.
Não há "classe média" no novo Iraque. Só há duas classes: os que pertencem à zona verde e os que são da zona maltratada, ou seja, todos os habitantes do Iraque.
Os que pertencem à primeira classe são os antigos opositores, os que têm enriquecido com a guerra, os que sugam o sangue do povo iraquiano, os que estão a serviço do projeto de violência, morte e destruição do USA.
Iraque, sem presente
O novo governo não vai poder melhorar a situação de segurança, mas ao contrário. Sua formação sofre os efeitos de um novo enfrentamento, desta vez entre os membros da Aliança que está no poder, pela repartição das cadeiras ministeriais5. O resultado é que não deixou de ser sectário, nem se converteu em nacional, mas é um corvo que quer aparentar um canário e que, afinal, não é nenhum dos dois.
Os que mais esperanças têm são os presidentes Bush e seu aliado Tony Blair, que esperam muito deste "governo" para que melhore a situação de segurança e assim possam retirar suas tropas do Iraque. Mas a realidade sobre o terreno deixa claro que al-Maliki não é melhor que Yaafari e que a situação não melhoraria nem que um grande aiatolá, como Ali as-Sistani, presidisse o "governo".
Sabemos bem - e o dizemos com plena certeza - que os ianques, demasiado covardes para reconhecer seus erros e seus crimes, são prisioneiros do passado e não querem ver o presente, o saltar ao futuro, porque o Iraque de hoje não tem presente e o futuro também não será agradável para eles.

1 Já designados na atualidade: o Ministério do Interior foi entregue ao xiíta Jawad al-Bulani, e o da Defesa, ao general Abd al-Qadir Jasim al-Ubaidi, um sunita muito criticado por ter participado com as forças ianques nos brutais operativos militares na província de al-Anbar, propriamente contra Faluya. 2 Veja em IraqSolidaridad: Hadiza: Crime de Guerra. Cronologia, nomes das vítimas e antecedentes do genocídio. 3 Veja em Iraqsolidaridad: Pedro Rojo e Carlos Varea: O Irã está intervindo na resistência em Basora? 4 Veja em Iraqsolidaridad: Quanto Petróleo o Iraque exportou? (BTC notícias) - O vice-presidente do Iraque marca o compromisso das novas autoridades com a liberação da economia. 5 Veja em IraqSolidaridad: Carlos Varea: O novo governo iraquiano: instável reapartição sectária - a lista do novo governo.
Ano V. nº 30, julho de 2006

domingo, 1 de julho de 2007

BUSH: PRESIDÊNCIA DELIRANTE

“…Por mais que o habitante da Casa Branca se empenhe em afirmar que a guerra fria já é passado, os seus actos e as suas palavras animam um novo clima de confrontação mundial estruturado em blocos, o que não é muito diferente do histórico conflito Este-Oeste” La Jornada - 11.06.07

Pouco antes de se iniciar a reunião do Grupo de nações mais poderosas do planeta, conhecido como G-8, o presidente dos Estados Unidos, George W Bush, atacou de novo o presidente russo, Vladimir Putin, a quem acusou de ser um obstáculo ao desenvolvimento democrático, lançou severas críticas à China, Bielo-Rússia, Cuba, Coreia do Norte, Sudão, Zimbabué, Irão, Venezuela, Uzbequistão e Vietname, referindo-se aos governos destes países como ditatoriais, carcerários e violadores das liberdades individuais.
Semelhantes expressões de hostilidade procedentes de uma superpotência militar que, como os Estados Unidos, não duvidou em invadir, arrasar e ocupar países que considera inimigos – Afeganistão e Iraque são apenas os exemplos mais recentes – não são desvalorizáveis por governo algum.
Por isso, as injúrias pronunciadas por Bush podem ter como efeito união entre os países referidos, por mais que não tenham, até agora, quase nada e comum, salvo encontrarem-se incluídos na lista de fobias da actual administração estadunidense.
Assim, por mais que o habitante da Casa Branca se empenhe em afirmar que a guerra fria já é passado, os seus actos e as suas palavras animam um novo clima de confrontação mundial estruturado em blocos, o que não é muito diferente do histórico conflito Este-Oeste.
Além disso, o actual governo dos Estados Unidos não tem a menor autoridade moral para advogar os direitos humanos noutros países:
Bush é o carcereiro de Guantanamo e de Abu Ghraib, o orquestrador da sinistra rede aérea da CIA – que se estende a vários continentes – para transportar centenas ou milhares de sequestrados para centros de tortura e prisões clandestinas, e responsável por severas restrições às liberdades civis e às garantias individuais no próprio território estadunidense.
Os relatórios de organizações independentes e prestigiosas como a Human Rights Watch e a Amnistia Internacional são consistentes a apontar Washington como a principal fonte de violações dos direitos humanos no mundo.
Finalmente, não pode ser tomado a sério um chefe de Estado que, na véspera de uma Cimeira em que, em teoria, se aspira restabelecer acordos, encarreirar acções conjuntas e atenuar ríspidez que caracteriza presentemente o ambiente internacional, se empenha em atiçar as tensões entre o seu país e a segunda potência nuclear do planeta e converta nações de todos os continentes noutras tantas encarnações do mal.
As declarações de Bush são, em suma, uma demonstração mais da miséria política e diplomática do actual governo dos Estados Unidos, miséria que foi um factor chave na sustentada perda de autoridade e influência de Washington no mundo.
Este artigo foi Editorial do La Jornada de 6 de Junho de 2007 Tradução de José Paulo Gascão