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sábado, 1 de dezembro de 2007

Jesus: Palestino e Árabe


O problema com Jesus
O problema com Jesus ou
Jesus foi realmente esmagado por um bulldozer??
Para começar, ele era de uma família da classe média, o pai era um humilde carpinteiro, nada de luxo, nada emocionante.
Até se podia chamá-lo proletário,tendo em conta que também foi refugiado… no Egipto, mas não roubou nada ao sair do Egipto, como fez Moisés…
Por ser uma pessoa honesta Jesus ficou mais pobree consequentemente também foi proletário.
E acrescentando o facto dele ter nascido e sido criado debaixo da ocupação de uma grande potência imperial, que ele, no mínimo, detestava…
O que fez dele um agitador, um arruaceiro, um militante,um activista também conhecido como revolucionário,e nos termos de hoje em dia, seriaum apoiante de Chávez, de Castro, ou de Saddam…ou simplesmente um membro do Hamas (ou incluso, um líder do Hamas).
De qualquer maneira, ele era do terceiro mundo e árabe
E ainda pior do que árabe, ele era palestino!!
Um palestino contra Roma, e contra os rabinos de barba comprida de Jerusalém!!
Com tal descrição…
Jesus andava mesmo à procura de problemas!!
Além disso, ele também não gostava dos ricos, e até ajudava os pobres.
Perdoou a uma prostituta e até a defendeu!!
E também deu de comer aos famintos, deu roupa aos necessitados e pregou pela igualdade.
Tal como faz o Hamas… hoje em dia.
Imagine-se!!
Num país ocupado, como a Palestina, alguém veio para separar César de Deus, para separar a teocracia da política, para diferenciar entre o Judaísmo e o monoteísmo, e para promover a igualdade e partilhar a riqueza…
Tal pessoa estava mesmo à procura de problemas:
um palestino proletário, contra a ocupação e com um dogmatismo anti-religioso e a favor da igualdade social…até Karl Marx teria inveja dele.
De facto, Marx tinha inveja dele,e as igrejas esqueceram-se dele, e começaram a venerar a mãe dele, em vez dele.
Estava-se mesmo a ver o que ia acontecer, não admira que ele não tenha vivido mais do que 33 anos!!
Nos dias de hoje, teria sido morto a tiro aos 14 anos,ou esmagado por um bulldozer israelense!!
Raja Chemayel

domingo, 18 de novembro de 2007

A Brutalidade Insana do Estado de Israel


Atrocidades na Terra Prometida
A Brutalidade Insana do Estado de Israel

Por Kathleen Christison
* - 17/07/06

Original em Counterpunch -
www.counterpunch.org
Tradução do Círculo Bolivariano de São Paulo - www.unidadepopular.org

Palavras não bastam; termos comuns são inadequados para descrever os horrores que Israel perpetra diariamente e tem perpetrado durante anos contra os palestinos.
A tragédia de Gaza já foi descrita mais de cem vezes, bem como as tragédias de 1948, de Qibia, de Sabra e de Jenin – 60 anos de atrocidades perpetradas em nome do judaísmo.
Mas o horror geralmente esbarra em ouvidos moucos na maior parte de Israel, na arena política dos Estados Unidos e na grande mídia dos EUA.
Aqueles que se horrorizam – e há muitos – não conseguem penetrar no escudo de impassividade que protege a elite política e midiática de Israel, ainda mais do que nos EUA, e cada vez mais no Canadá e Europa, de ver, de se preocupar.
Mas é preciso ser dito agora, bem alto: aqueles que concebem e executam as políticas israelenses transformaram Israel em um monstro, e chegou a hora de todos nós – todos os israelenses, todos os judeus que permitem que Israel fale por eles, todos os americanos que não fazem nada para acabar com o apoio dos EUA por Israel e suas políticas assassinas – de reconhecer que nós nos maculamos moralmente ao continuar a ficar de braços cruzados enquanto Israel leva a cabo suas atrocidades contra os palestinos.
Um país que determina o primado de uma etnia ou religião sobre todas as outras acabará ficando psicologicamente enfermo.
Narcisisticamente obcecado com sua própria imagem, terá de lutar para manter sua superioridade racial a todo custo e irá inevitavelmente encarar qualquer resistência a essa superioridade imaginária como uma ameaça a sua existência.
De fato, qualquer outro povo automaticamente se torna uma ameaça a sua existência pelo simples fato de existir.
Ao tentar se proteger contra ameaças imaginárias, o estado racista se torna cada vez mais paranóico, sua sociedade mais fechada e isolada, intelectualmente limitada.
Contratempos a enfurecem; humilhações a enlouquecem.
O estado açoita furiosamente num esforço desvairado, destituído de qualquer senso de proporção, para se reassegurar de sua força.
O modelo se esvaiu na Alemanha nazista, ao tentar manter uma mítica superioridade ariana. Está se esvaindo agora em Israel.
“Esta sociedade não mais reconhece nenhuma fronteira, geográfica ou moral”, escreveu o intelectual israelense e ativista anti-sionista Michel Warschawski em seu livro de 2004, “Rumo a uma Tumba Aberta: a Crise da Sociedade Israelense”.
Israel não conhece limite algum e está se esvaindo ao descobrir que sua tentativa de submeter os palestinos e engolir a Palestina inteira está sendo minado por um povo palestino tenaz e digno que se recusa a submeter-se em silêncio e desistir de resistir à arrogância israelense.
Nós nos Estados Unidos ficamos tão acostumados à tragédia inflingida por Israel, e caímos facilmente na sua lábia que automaticamente, por alguma armadilha da imaginação, converte atrocidades israleenses em exemplos de como Israel é vitimizado.
Mas um exército que solta uma bomba de 225 quilos em um apartamento residencial no meio da noite e mata 14 civis dormindo, como aconteceu em Gaza há quatro anos, não é um exército que opera por normas civilizadas.
Um exército que solta uma bomba de 225 quilos em uma casa no meio da noite e mata um homem, sua esposa e sete de seus filhos, como aconteceu em Gaza há quatro dias, não é o exército de um país moral.
Uma sociedade que pode deixar de lado, como desimportante, o assassinato brutal de uma menina de 13 anos por um oficial do exército alegando que ela ameaçou soldados em um posto militar – uma entre as quase 700 crianças palestinas assassinadas por israelenses desde que a Intifada começou – não é uma sociedade dotada de consciência.
Um governo que prende uma menina de 15 anos – uma entre as centenas de crianças em prisões israelenses – pelo crime de empurrar e fugir de um soldado que tentava lhe fazer uma revista quando ela entrava numa mesquita não é um governo com qualquer postura moral. (Essa história, que não é do tipo que vá aparecer alguma vez na mídia americana, foi noticiada pelo Sunday Times de Londres.
A menina levou três tiros enquanto fugia e foi condenada a 18 meses de prisão depois de sair do coma).
Os críticos de Israel cada vez mais notam que Israel está se autodestruindo, à beira de uma catástrofe por sua própria culpa.
O jornalista israelense Gideon Levy fala de uma sociedade em “colapso moral”.
Michel Warschawski escreve sobre uma “loucura israelense”, uma “putrefação” da sociedade civilizada, que levou Israel a um rumo suicida.
Ele prevê o fim do empreendimento sionista; Israel é uma “quadrilha de arruaceiros” que “caçoa da legalidade e da moralidade civil. Um estado que se enche de desprezo pela justiça perde a força para sobreviver”.
Como Warschawski nota com amargor, Israel já não conhece mais nenhuma fronteira moral – se alguma vez conheceu.
Aqueles que continuam a apoiar Israel, que criam pretextos para isso enquanto ele mergulha na corrupção, perderam suas referências morais.

*Kathleen Christison é uma ex-analista política da CIA e trabalhou com temas do Oriente Médio durante 30 anos.
Ela é autora de "Percepções da Palestina" e "Ferida da Espoliação".
Pode ser contactada pelo email: kathy.bill@christison-santafe.com.
Este artigo encontra-se no site do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
http://www.unidadepopular.org/israhell6.htm

domingo, 14 de outubro de 2007

MURO DA SEGREGAÇÃO RACIAL

PALESTINA • 08/01/2004
O Muro da segregação racial na Cisjordânia, é um projeto sionista de nova colonização na Palestina.
por Raed El Arabi : da Direção da União da Juventude Árabe para América Latina (UJAAL)
Um Muro que, na sua conclusão, isola aos palestinos cisjordanos e a metade de seu território, principalmente as zonas urbanas.
Um projeto sionista para uma nova fase de colonização.
Diversas ONGs e setores populares, de todo o mundo tem convocado uma jornada internacional de protestos e mobilizações contra a construção do Muro e do crime sionista contra o povo palestino.
Características do Muro
O muro de concreto gigantesco, comummente conhecido como o Muro de apartheid, ou Muro de Segregação Racial, que está sendo construido pelo governo sionista de Israel na Cisjordânia, não é uma idéia nova, más sim, é apenas uma materialização, do que foi decidido em 1973.

O Muro de 8 metros de altura, é duas vezes mais alto que o anterior muro de Berlim.
Fontes palestinas antecipam que pode alcançar entre 650 a 700 km de longitude, segundo declarações dos radicais do Likud, isso significa, quatro vezes mais longo do que era o comprimento do Muro de Berlim, e 45 metros de largura (em algumas zonas terá um Muro interno e outro externo). 145 Km já estão construidos.
Nem as críticas internacionais, nem as exigências da ONU tem conseguido parar o projeto do governo sionista.
"Não tenho outra alternativa, a separação é a única possibilidade de segurança", "devemos levantar barreiras que impedem a entrada de terroristas suicidas e outros agressores", com estas palavras, argumentou a construção do Muro, o assassino sionista Ehud Barak, quando anunciava no Camp David em julho de 2000, que o projeto será de separação física e económica.

Será equipado com alta tecnologia sofisticado de vigilância, fio farpado, fios elétricos, e rodeado por trincheiras; também haverão patrulhas constantemente.
Os palestinos de 12 cidade que ficarão divididos pelo Muro, terão que pedir licença para cruzá-lo.
O custo total da sua construção se calcula em mais de 1 bilhão de Euros.
O dia 9 de Novembro de 2003, é o dia no qual coincide a queda do Muro de Berlin, quando milhares comemoravam o 14º aniversário da queda do muro de Berlin, o governo sionista de Isreal, nesta data fechou a primeira fase da construção, e inciciou assim no dia 1º de Outubro a segunda.
O texto da declaração foi feita em público imediatamente.

A segunda fase da construção do Muro:

"Está nova fase terá que cobrir a construção de 270 Km: desde o assentamento de Elqana, ao sul de Qalquilya, até o acampamento militar de Ofer, perto da cidade de Ramalah (140 Km); desde o assentamento de Har Gilo, ao sul de jerusalèm, até o assentamento de Carmel, ao sul de Hebrón (115 Km); e 15 Km mais ao longo da fronteira noroeste de Jerusalém"[1].

145 kilómetros do Muro já estão construidos

Algo mais de 145 kilómetros do "Muro de segregação racial", aprovados previamente, pelo governo sionista, já estão práticamente completados.
Ao redor do asentamento de Ariel o muro se encontra a 22 kilómetros da "línha verde"[2], (desviando dentro das terras de Cisjordânia).
Em total 44 assentamentos estarão situados ao oeste do Muro, e 65.000 hectares, um 11.6% de Cisjordânia estará isolado, entre o "Muro" e a "línha verde".
As aldeias de Rummana, Taba e Yanin foram postos num cantão, separados da Cisjordãnia e do resto da palestina por dois muros separados.

Se estima que 100,000 árvores de azeitona e 50,000 de uma variedade ampla de frutas da região, já foram roubados ou destruidos pelo exército sionista, ao longo dos primeiros 112 km do Muro, de acordo com os dados do grupo Palestino de proteção do meio ambiente.

Um relatório da ONU em maio de 2003, refere-se que, o Muro atingirá imensamente Palestinos, em todos os sentidos.
O relatório informa que: "95,000 palestinos permanecerão viver entre o Muro e a Linha Verde (61,000 deles no distrito de Jerusalém) quando se completa."
O relatório confirma que o Muro deixará muitos Palestinos sem acesso a recursos de água[3].

O Muro, afetará seriamente o viver de milhares de Palestinos.
Separa fazendeiros de suas terras, divide as famílias, e muitos ficarão sem tarbalho ou longe dos negócios.
Os pastores foram forçados vender seus rebanhos devido a destruição do pastgem pelo exército sionista.
Algumas ONGs tem denunciado que a primeira fase de construção do Muro tem deixado a 20.000 pessoas sem meio de vida, patrimônio e tem arrasado miles de hectares de terrenos e de poços de agua em Cisjordania.
A organização de direitos humanos israelense, "Btselem", afirmou que o recorrido da "barreira de separação" aprovado pelo governo israelense atingirá diretamente os inteésses de 875.000 palestinos e outros 263.000 ficarão isolados, entre eles 115.000 pessoas encerradas entre o Muro e a "línha verde", que separa a Israel de Cisjordania.

A ONU lava as mãos para não ser cúmplice:
A construção do Muro de segregação racial na Cisjordânia pelo governo sionista de Israel foi objeto de uma massiva condena na Asambléia Geral das Nações Unidas no final do mes de outubro de 2003.
A petição da iniciativa foi dos países árabes, que após uma longa jornada de negociações foi aceita.
A medida foi aprovada por 144 votos a favor, 12 abstenções e 4 em contra, entre eles os Estados Unidos e o Estado sionista de israel.
Com uma amplia maioría, a Assembléia Geral da ONU tem aprovado a resolução que exige de Israel a paralização do Muro.
O embaixador israelense Dan Gillerman, na ONU qualificou a decisão de "farsa".
O observador permanente da Autoridad Nacional Palestina na ONU, Nasser Al-Kidwa, deu seu agradecimento aos países que apoiaram a resolução.
A pesar da resolução da ONU e da condena da comunidade internacional, o governo sionista em resposta, declarou que continuará na construção do Muro.
Nestá resolução se exige de Israel "que paralise e dé marcha atrás na construção do Muro na Cisjordânia e no oeste de Jerusalém.
Segundo declarações da ONU, a Assembléia se manifesta "particularmente preocupada" pelas consequências da edificação deste muro, que "prejudica futuras negociações e fáz físicamente impossível a solução de criar dois Estados", como contempla a 'Estrada do Mapa'.

O Muro é um projeto sionista de colonização:
Se trata de um projeto que tem recebido a condena da comunidade internacional, que o considera uma iniciativa motivada por razões claramente políticas e não só de seguridade.
O Governo sionista argumenta que é necessário construir o Muro para impedir a entrada de atacantes palestinos, que tem matado a centenas de israelenses nos últimos 3 anos.
Os palestinos e a comunidade internacional temem que se trate de uma política de fatos consumados por parte de Ariel Sharon para anexar zonas de Cisjordania.

Declarações da ala radical do Likud, informam que o projeto de separar a Cisjordânia das fronteiras de Jordânia é um projeto que foi estabelecido um pouco antes da Guerra de 1967.
Ao longo da istalação do Muro, este se desvia em várias localidades, de uma forma que respeita os assentamentos dos colonos sionistas, e em grande parte para anexar terrenos agrícolas férteis que pertenceram sempre aos palestinos.

A política racista e expansionista do governo sionista de Israel, vende hoje a idéia de querer através do Muro estabelecer, uma medida de seguridade, para evitar a infiltração dos grupos armados da Intifada, como HAMAS, Al Jihad Islâmica e FPLP, no território ocupado.

Na realidade, o projeto da construção do Muro de segregação racial, não é um passo novo na política de colonização sionista, já que em 1973, Sharon havia declarado na sua visita ao assentamento de Ariel, sobre seu projeto de construir um Muro entre israelenses e palestinos.
E as declarações dos radicais do Likud, confirmam isso.

No verão de 2002, se provocou uma controvérsia no governo de Sharon quando começou a construçaõ do lado leste do Muro, que atingia a "Linha Verde", perto da aldeia Salim, ao oeste de Jenin, onde foram anexadas as terra mais férteis, e os moradores palestinos -os donos- serão deslocados futuramente.
A ala radical do likud, declarou: "a razão de anexar éstas terras é atrair novos colonos judeus no futuro para os novos assentamentos com terras férteis".

A crise à onde vai?

Depois que Sharon tinha falado em Herzliya sobre o Muro e o crescimento demográfico palestino, Benjamin Netanyahu disse:
o problema do Sharon se coloca entre duas escolhas apertadas, entre o aliado estratégico, George W. Bush, e o "amigo" que é eficiente nas eleições israelenses, o líder radical Zaif Hafir, que recusa abandonar nem sequer um único alcance de mão da terra confiscada para alcançar progresso político de segurança.

Sharon sugeriu a idéia de ter eleições prévias dentro de dois meses na qual o eleito será quem daria as escolhas de qualquer acordo, ou a execução do plano de separação ou continuar na confrontação sangrenta com os "suicidas Palestinos".
Acredita-se que esta chance está disponível causar a mudança que ele procura antes das eleições presidenciais norte americanas em novembro de 2004.
Sharon tem se manifestado em várias oportunidades de não reconhecer a "Linha Verde" como uma condição de princípio que expressa sua recusa à Resolução 242 da ONU.
O Likud argumenta que a reivindicação desta Resolução é impossível, o governo sionista de Isreal recusou admitir à Linha Verde como base para negociação.
Sua desculpa é que Palestina não teve fronteiras que foram reconhecidas sob o Mandato Britânico, infelizmente Yasser Arafat em Oslo concordou.
Mas nos últimos três meses, Sharon declarou um número de vezes que ele estava pronto para ajustar o Muro à medidas próximas da "Linha Verde" se os Palestinos assinam o Acordo de Paz de certa maneira que garante implementação de suas condições.
Não só isso, a política de Sharon pode também pôr em perigo de dissolução o governo, porque os partidos religiosos extremos, definitivamente se retirarão da Coalizão de Rightist.
Para evitar encarar crises fatais, ou acontecer o mesmo quando Yitzhak Rabin em 1995 tentou destruir a maioria dos assentamentos e retornar à Linha Verde, foi enfrentado com um "movimento" de protestos violentos que eventualmente levaram a seu assassinato.
Os temores do Estado sionista de Israel do crescimento demográfico palestino e dos ataques da Intifada levarão ao aumento das correntes de oposição para compôr a Intifada.
E éste tipo de crises do sionismo e das negociações de Paz, só fortalecem HAMAS, Al-Jihad Islâmica e a FPLP, assim a Intifada vai fazendo de Abu Alaá outra cópia fracassada de Abu Mazen, e talvez de Sharon outra cópia morta de Y. Rabin. ===========================================================
[1]- Grupo Palestino de Proteção do Meio Ambiente (uma ONG).
[2]-22 de novembro de 1967, resolução 242 do conselho de Segurança da ONU: determina a devolução dos territórios ocupados pelo Estado sionista de Israel na Cisjordâni e Gaza, e determinar uma linha verde, que respeita o território para a criação do Estado palestino.
[3]- Grupo Palestino de Proteção do Meio Ambiente.
Fonte:
PALESTINA1

CRIME NA CISJORDÂNIA

O Muro da Vergonha
CRIME NA CISJORDÂNIA
Seiscentos e oitenta mil palestinos da Cisjordânia irão sofrer
directamente com o muro de separação que está a ser construído por Israel, cuja legalidade será estudada a partir de 23 de Fevereiro pelo Tribunal Internacional de Justiça (CIJ) de Haia.
Cerca de 850 km2 do território da Cisjordânia, com excepção de Jerusalém Leste, cerca de 14,5% daquele total, estarão brevemente no interior deste muro e da linha de armistício de 1949, a chamada linha verde, segundo revela um relatório elaborado pela agência da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários.
Mais de 274 mil palestinianos que vivem em 122 povoações e cidades irão "viver em regiões fechadas - entre o Muro e a linha verde - ou em enclaves totalmente cercados pelo muro", segundo revela o documento.
Outros 400 mil que vivem a leste daquela linha serão obrigados a atravessá-la em "check-points" para chegar às suas quintas ou locais de trabalho.
"Isto significa que o muro afectará directamente mais de 680 mil palestinianos, o que representa 30% da população da Cisjordânia", revela o relatório da ONU.
Apenas 11% do traçado do muro, que se estende por 700 quilómetros, coincide com a "linha verde", que separa a Cisjordânia de Israel.
Pelo seu traçado sinuoso, que avança em profundidade na Cisjordânia, a linha de separação, uma vez terminada, será muito mais longa do que a linha verde, segundo a mesma fonte, adiantando ainda que "os danos causados pela destruição de terras e de bens para a construção do muro são irreversíveis e os palestinianos correm o risco de não se conseguirem impor economicamente ainda que a situação política melhore no terreno".
Os 180 km de muro já construídos isolaram já povoações inteiras da Cisjordânia dos mercados, dos serviços hospitalares e das escolas.
Para terminar este troço, mais de 1100 hectares de terras particulares palestinianas foram confiscadas e 102 mil árvores arrancadas.
Estas terras, onde trabalha um quarto da população total, são das mais férteis da Cisjordânia e geram em média 900 mil dólares por ano e por km2, isto é, o dobro do que geram os campos noutros locais da Cisjordãnia ou da Faixa de Gaza.

O MURO DA SEPARAÇÃO

foto: cerca em Belém
Israel faz obras para separar israelenses de palestinos


Guila Flintde Belém


Os projetos para separar israelenses de palestinos se intensificaram
Existe uma palavra em hebraico que todos os palestinos sabem dizer: "mahsom", que significa barreira ou ponto de checagem.
Durante os últimos anos, Israel vem desenvolvendo projetos de grandes dimensões que visam criar uma separação fisica entre palestinos e israelenses nos territórios ocupados.
Na Cisjordânia, vivem 250 mil colonos israelenses e mais de 2 milhões de palestinos.
Os assentamentos pontilham toda a Cisjôrdania criando um mapa complexo no qual assentamentos israelenses e cidades, vilarejos e aldeias palestinos se entremeiam.
Em imagens : Belém sob controle dos palestinos

Projetos
Os
projetos de separação têm o objetivo de evitar o encontro entre as duas populações e incluem a construção de cercas e muros, a escavação de fossas, a instalação de bloqueios nas estradas com blocos de concreto e montes de areia e a presença de pontos de checagem militares em locais considerados estratégicos.
Segundo as autoridades israelenses, a meta é garantir a segurança de israelenses, depois que dezenas deles foram mortos por atiradores palestinos tanto nas estradas da Cisjordânia quanto nos assentamentos.
Para os palestinos, a presença desses obstáculos físicos transforma suas cidades e aldeias em prisões e dificulta todos os aspectos da vida da população.
Também está em andamento a construção de estradas periféricas, para contornar as regiões habitadas por palestinos.
Desde o início da Intifada, em setembro de 2000, o tráfego de veículos palestinos nessas estradas foi proibido e elas servem exclusivamente para a movimentação de colonos israelenses.
'Zona de separação'
A cidade de Belém, assim como todas as outras cidades palestinas, está ficando cada vez mais cercada por todos os tipos de obstáculos físicos que impedem a passagem dos habitantes, não só em direção às cidades israelenses como também em direção a outras cidades palestinas e à zona rural.
Ao norte do vilarejo de Beit Sahour, na periferia da cidade de Belém, as autoridades israelenses estão concluindo a construção de um trecho da chamada “zona de separação”.
Segundo porta-vozes israelenses, o objetivo do projeto é impedir que atacantes palestinos saiam de Beit Sahour em direção a Jerusalém.
Rodeando a parte norte do vilarejo se vê um complexo de cercas de arame farpado, cercas eletrônicas e valas.
Entre as cercas está sendo construída uma nova estrada que levará colonos israelenses que moram em assentamentos ao sudeste de Belém para Jerusalém.
Para construir esta estrada foram confiscadas terras agrícolas pertencentes a 5 aldeias palestinas e também parte da área urbana de Beit Sahour.

'Pretexto'
Segundo Jamal Salman, diretor-geral da prefeitura de Belém, o objetivo da cerca ao redor de Beit Sahour não é garantir a seguranca de civis israelenses.
“A seguranca é só o pretexto”, disse Salman à BBC Brasil, “mas o objetivo verdadeiro é confiscar mais terras dos palestinos e criar fatos consumados nessa área, pois a cerca não passa na linha verde (fronteira original entre Israel e a Cisjordânia, antes da ocupação israelense na guerra de 1967), mas sim avança nas áreas palestinas”.
Durante o mês de março, os moradores da parte norte de Belém foram informados pelas autoridades israelenses que um muro deverá ser construído, separando o bairro onde eles moram do resto da cidade.
Esse bairro fica junto à
Tumba de Raquel, local de peregrinacao para judeus ortodoxos que acreditam que lá foi enterrada a matriarca.
Desde a ocupação da Cisjordânia, em 1967, a Tumba de Raquel foi gradualmente transformada em uma base militar israelense, e hoje esta cercada por muros e torres de controle, com soldados em guarda 24 horas por dia.
O novo muro, que deverá ter 8 metros de altura, deverá servir para separar os palestinos dos israelenses que vão rezar na Tumba de Raquel.
Amjad Awwad, de 35 anos, é dono de um supermercado nesse bairro.
“Essa sempre foi a área mais próspera de Belém”,
disse Awwad, “mas nos últimos anos, por causa da base militar instalada na Tumba de Raquel, esta região virou uma área morta. Das 80 lojas que havia aqui, 73 já foram fechadas”.

'Gueto'
Cerca de 450 palestinos moram ou trabalham nesta parte de Belém.
Eles temem que a construção do novo muro torne sua vida insuportável.
“Se esse novo muro for construído, Belém será dividida em duas partes e os moradores do bairro vão passar a viver em um gueto”, disse Jamal Salman, da prefeitura, “de um lado haverá o muro com 8 metros de altura e, do outro, a cerca que impede a nossa passagem para Jerusalém”.
O próprio Salman tem uma loja nesse bairro e disse que, se o muro for construído, ele terá que pedir permissão às autoridades israelenses a cada vez que quiser ir de sua casa, que fica no sul de Belém, a sua loja.
A Prefeitura de Belém entrou com um apelo contra a construção do novo muro na Suprema Corte de Justica de Israel.
A Corte pediu esclarecimentos ao Ministério da Defesa.
Os palestinos em Belém esperam que a Corte aceite o apelo e proíba a construção do novo muro.

MARCHA A FAVOR DOS PALESTINOS

Em Porto Alegre, centenas marcham a favor de palestinos

CAIO JUNQUEIRA

Enviado da Folha Online a Porto Alegre

Centenas de pessoas participaram na tarde desta sexta-feira de da "Marcha contra a ocupação da Palestina", no 5º Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

De acordo com os organizadores, 10 mil pessoas estiveram presentes.

No final do ato, eles derrubaram um muro de cerca de 2 metros de comprimento por sete de largura.

O muro construído no local é uma alusão ao que israelenses começaram a construir em junho de 2002 entre Israel e a Cisjordânia, alegando impedir ataques palestinos.

Com gritos contra o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e contra o presidente dos Estados Unidos, George Bush, os manifestantes percorreram boa parte da orla do rio Guaíba, onde o fórum é realizado.

Natural de Ramallah, na Cisjordânia, Hasan Barghotti é um dos 55 palestinos que veio a Porto Alegre participar dos debates do fórum.

Ele disse que, depois que o muro foi construído por Israel, as perspectivas de paz entre os dois povos diminuíram.

"As agressões ao povo palestino continuam aumentando. Os israelenses destroem nossas casas e as árvores históricas do nosso povo. Com a construção do muro, a paz ficou mais difícil", disse durante a caminhada.

Os embaixadores da Síria e da Palestina participaram do ato junto com centenas de descendentes de palestinos e militantes do PSTU e do PC do B.

O deputado federal Jamil Murad (PC do B-SP) também compareceu.

Ele disse que, devido ao avanço das tecnologias, foi permitido aos brasileiros terem mais informações sobre o que acontece no Oriente Médio.

De acordo com ele, isso fez com que os a maioria dos brasileiros apóie a causa palestina.

"Com o advento da tecnologia moderna, tem sido colocado na mídia opiniões diferentes que facilitam a compreensão, pelos brasileiros, do conflito. Querem condenar os palestinos como terroristas, mas Israel seleciona os civis que mata. Os fatos falam mais que os debates."

Muro

A construção do "muro de proteção" foi requisitada pela direita e esquerda israelenses, após a onda de atentados suicidas que atingiu Israel desde o início da Segunda Intifada (revolta palestina contra a ocupação israelense) no final de setembro de 2000.

Com extensão prevista de 350 km, o "muro de proteção" deve cobrir do norte ao sul a "linha verde" ----limite imposto por Israel após a Guerra dos Seis Dias entre israelenses e árabes, em 1967-- e englobar também o setor oriental de Jerusalém, onde os palestinos pretendem construir um dia a capital do seu Estado.

O complexo defensivo deve ser alto em alguns pontos e ainda terá dispositivos eletrônicos capazes de detectar infiltrações, fossas antitanques e pontos de observação e patrulha.

28/01/2005 - 22h31

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u80425.shtml

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

ALGO DE NOVO NA PALESTINA

http://free-palestine.deviantart.com/art/Who-is-Goliath-now-26711773
Há algo de novo na Palestina

Recebo do palestino Mohsen Ismaíl, residente na Faixa de Gaza o seguinte e-mail:

Em nome de Deus, Clemente e Misericordioso.
Caro Jirges
Diga aos seus leitores, David mudou de religião.
Agora ele é muçulmano.
Jirges
Diga aos seus leitores, Golias virou israelense.
Fala inglês e pilota tanques contra nosso povo.
Jirges
Peça aos seus leitores para prestarem atenção.
Além das pedras, nossas crianças estão ficando especialistas no manejo das fundas.
E que mestre melhor do que Davi na arte do manejo da funda?
Jirges
Há algo de novo na Palestina.
É o guerreiro David, cansado de ver o seu nome usado em vão.
Há algo de novo na Palestina.
É o muçulmano David contra o infiel Golias.
É o que me dizem os filhos de Alláh!
Al hamdu-lilLáh

posted by bourdoukan
http://blogdobourdoukan.blogspot.com/2007_08_01_archive.html


terça-feira, 25 de setembro de 2007

MASSACRE DE SABRA E CHATILA:ISRAEL CONTRA CIVIS PALESTINOS


Massacre de Sabra e Shatila:
25 anos depois

Esse mês de setembro marca 25 anos do Massacre de Sabra e
Shatila, que aconteceu no Líbano, em 1982.
Desde então, são 25
anos de agonia, memórias e traumas dos sobreviventes de uma das
piores campanhas criminosas de Israel contra civis palestinos.
Os
culpados nunca foram punidos, assim como os sobreviventes nunca
foram indenizados.
Em junho de 1982, as forças de ocupação israelenses, ainda
comandadas por Ariel Sharon, então Ministro da Defesa, invadiram
o Líbano e ocuparam Beirute.
Após dois meses de um violento
cerco focando os ataques em áreas civis, um cessar-fogo foi
conseguido pelo enviado estadunidense Philip Habib.
As forças da
OLP (suposto motivo da invasão israelense) deixaram o Líbano
como ditava os termos do acordo.
Mas os planos de Israel não eram
tão claros – eles mantiveram o cerco à capital libanesa.
Em julho do mesmo ano, Ariel Sharon anunciou sua intenção de
permitir a entrada da milícia do Partido Falange, de Bashir Gemayel,
presidente recém-eleito do Líbano graças a um golpe israelense,
nos campos de refugiados palestinos de Sabra e Shatila para
“limpar o local dos terroristas remanescentes”.
Os falangistas, uma
milícia maronita de extrema-direita, aliada do “lar nacional judaico”,
era o maior exército privado do Líbano.
Ironicamente, as forças da
OLP – os “terroristas” – já haviam deixado o Líbano.
Em 15 de
setembro, jatos militares e tropas israelenses já haviam armado um
cerco nos campos de refugiados palestinos.

No dia seguinte, com o cerco
israelense armado e seguro,
Israel deu a luz verde para a
milícia de Gemayel invadir
Sabra e Shatila.
Sabendo que,
na realidade, nenhum
“terrorista” estava no local,

apenas 150 soldados de Gemayel invadiram os campos no final
tarde do dia 16 de setembro.
Pelas próximas 40 horas, os soldados
estupraram, mataram e feriram civis palestinos, a maioria deles
mulheres, crianças e idosos, sob a observação sistemática das
forças israelenses.
Duas horas depois do início da matança,
relatórios terríveis chegaram ao comando israelense, mas ninguém
se mexeu.
Nunca será possível saber o verdadeiro número de
vítimas do massacre – além das mais de mil pessoas que foram
enterrados em covas coletivas construídas pelo Comitê
Internacional da Cruz Vermelha em Beirute, centenas de outras
nunca foram encontrados.
A estimativa de mortos gira em torno de
2500 a 3000 civis palestinos.
As vítimas e sobreviventes do crime
até hoje não tiveram o direito de nem sequer ter uma investigação
formal da tragédia.
O Knesset, o parlamento israelense, abriu uma comissão de
inquérito sobre o caso, presidida por Yitzhak Kahan.
Apesar das
limitações da comissão (por ser política e não judicial, ignorando
dessa forma as vozes das vítimas), concluiu-se que Ariel Sharon foi

diretamente o responsável pelo massacre, e recomendou que ele
fosse destituído de suas atribuições de Ministro da Defesa.
Oficialmente, Sharon resignou o cargo.
Na realidade, porém, ele
continuou agindo livremente como Ministro da Defesa de Israel,
somente não carregando o nome do cargo.
Em 19 de setembro do mesmo ano, a ONU condenou o massacre
através da Resolução 521
.
Pouco depois, em dezembro, a
Assembléia-Geral da ONU classificou o massacre como “um ato de
genocídio”.
Apesar disso, o homem que foi “pessoalmente
responsável” pelo crime, assim como seus associados, nunca foram
punidos e nem sequer julgados.
Em 1984, os jornalistas israelenses
Ze'ev Schiff e Ehud Ya'ari concluíram a história do massacre com
as seguintes palavras: “Se existe uma lição moral para o doloroso
episódio de Sabra e Shatila, ela ainda precisa ser reconhecida”.
Essa realidade permanece ainda hoje.