Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gaza. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

PALESTINOS CRUELMENTE PUNIDOS EM GAZA

Crueldade


Mais de um milhão e meio de palestinos que vivem em Gaza estão sendo cruelmente punidos pelo “Estado Judeu”.

Pelo menos 800 mil pessoas estão no escuro.
A catástrofe está afetando hospitais, clínicas, poços de água, casas, fábricas, enfim, todos os aspectos da vida.
Este ano o inverno está extremamente rigoroso e muita crianças e idosos deverão morrer de frio.


É a pior punição coletiva de todo um povo de que se tem registro.
A ONU continua alertando que “o fechamento das fronteiras deve apenas aprofundar a crise que a região já atravessa".
E que “a maior parte dos habitantes de Gaza já depende de ajuda humanitária para sobreviver”.

Ainda Segundo a ONU, “a suspensão das operações da principal usina elétrica de Gaza pode ter um impacto devastador sobre a população de cerca de 1,5 milhão de palestinos”.

Essa atitude da ONU comprova mais uma vez a falência da organização.
Por muito menos ela aceitou a invasão do Afeganistão, por que não toma a mesma providência em relação a Israel?

posted by bourdoukan

domingo, 18 de novembro de 2007

A Brutalidade Insana do Estado de Israel


Atrocidades na Terra Prometida
A Brutalidade Insana do Estado de Israel

Por Kathleen Christison
* - 17/07/06

Original em Counterpunch -
www.counterpunch.org
Tradução do Círculo Bolivariano de São Paulo - www.unidadepopular.org

Palavras não bastam; termos comuns são inadequados para descrever os horrores que Israel perpetra diariamente e tem perpetrado durante anos contra os palestinos.
A tragédia de Gaza já foi descrita mais de cem vezes, bem como as tragédias de 1948, de Qibia, de Sabra e de Jenin – 60 anos de atrocidades perpetradas em nome do judaísmo.
Mas o horror geralmente esbarra em ouvidos moucos na maior parte de Israel, na arena política dos Estados Unidos e na grande mídia dos EUA.
Aqueles que se horrorizam – e há muitos – não conseguem penetrar no escudo de impassividade que protege a elite política e midiática de Israel, ainda mais do que nos EUA, e cada vez mais no Canadá e Europa, de ver, de se preocupar.
Mas é preciso ser dito agora, bem alto: aqueles que concebem e executam as políticas israelenses transformaram Israel em um monstro, e chegou a hora de todos nós – todos os israelenses, todos os judeus que permitem que Israel fale por eles, todos os americanos que não fazem nada para acabar com o apoio dos EUA por Israel e suas políticas assassinas – de reconhecer que nós nos maculamos moralmente ao continuar a ficar de braços cruzados enquanto Israel leva a cabo suas atrocidades contra os palestinos.
Um país que determina o primado de uma etnia ou religião sobre todas as outras acabará ficando psicologicamente enfermo.
Narcisisticamente obcecado com sua própria imagem, terá de lutar para manter sua superioridade racial a todo custo e irá inevitavelmente encarar qualquer resistência a essa superioridade imaginária como uma ameaça a sua existência.
De fato, qualquer outro povo automaticamente se torna uma ameaça a sua existência pelo simples fato de existir.
Ao tentar se proteger contra ameaças imaginárias, o estado racista se torna cada vez mais paranóico, sua sociedade mais fechada e isolada, intelectualmente limitada.
Contratempos a enfurecem; humilhações a enlouquecem.
O estado açoita furiosamente num esforço desvairado, destituído de qualquer senso de proporção, para se reassegurar de sua força.
O modelo se esvaiu na Alemanha nazista, ao tentar manter uma mítica superioridade ariana. Está se esvaindo agora em Israel.
“Esta sociedade não mais reconhece nenhuma fronteira, geográfica ou moral”, escreveu o intelectual israelense e ativista anti-sionista Michel Warschawski em seu livro de 2004, “Rumo a uma Tumba Aberta: a Crise da Sociedade Israelense”.
Israel não conhece limite algum e está se esvaindo ao descobrir que sua tentativa de submeter os palestinos e engolir a Palestina inteira está sendo minado por um povo palestino tenaz e digno que se recusa a submeter-se em silêncio e desistir de resistir à arrogância israelense.
Nós nos Estados Unidos ficamos tão acostumados à tragédia inflingida por Israel, e caímos facilmente na sua lábia que automaticamente, por alguma armadilha da imaginação, converte atrocidades israleenses em exemplos de como Israel é vitimizado.
Mas um exército que solta uma bomba de 225 quilos em um apartamento residencial no meio da noite e mata 14 civis dormindo, como aconteceu em Gaza há quatro anos, não é um exército que opera por normas civilizadas.
Um exército que solta uma bomba de 225 quilos em uma casa no meio da noite e mata um homem, sua esposa e sete de seus filhos, como aconteceu em Gaza há quatro dias, não é o exército de um país moral.
Uma sociedade que pode deixar de lado, como desimportante, o assassinato brutal de uma menina de 13 anos por um oficial do exército alegando que ela ameaçou soldados em um posto militar – uma entre as quase 700 crianças palestinas assassinadas por israelenses desde que a Intifada começou – não é uma sociedade dotada de consciência.
Um governo que prende uma menina de 15 anos – uma entre as centenas de crianças em prisões israelenses – pelo crime de empurrar e fugir de um soldado que tentava lhe fazer uma revista quando ela entrava numa mesquita não é um governo com qualquer postura moral. (Essa história, que não é do tipo que vá aparecer alguma vez na mídia americana, foi noticiada pelo Sunday Times de Londres.
A menina levou três tiros enquanto fugia e foi condenada a 18 meses de prisão depois de sair do coma).
Os críticos de Israel cada vez mais notam que Israel está se autodestruindo, à beira de uma catástrofe por sua própria culpa.
O jornalista israelense Gideon Levy fala de uma sociedade em “colapso moral”.
Michel Warschawski escreve sobre uma “loucura israelense”, uma “putrefação” da sociedade civilizada, que levou Israel a um rumo suicida.
Ele prevê o fim do empreendimento sionista; Israel é uma “quadrilha de arruaceiros” que “caçoa da legalidade e da moralidade civil. Um estado que se enche de desprezo pela justiça perde a força para sobreviver”.
Como Warschawski nota com amargor, Israel já não conhece mais nenhuma fronteira moral – se alguma vez conheceu.
Aqueles que continuam a apoiar Israel, que criam pretextos para isso enquanto ele mergulha na corrupção, perderam suas referências morais.

*Kathleen Christison é uma ex-analista política da CIA e trabalhou com temas do Oriente Médio durante 30 anos.
Ela é autora de "Percepções da Palestina" e "Ferida da Espoliação".
Pode ser contactada pelo email: kathy.bill@christison-santafe.com.
Este artigo encontra-se no site do Círculo Bolivariano de São Paulo - http://www.unidadepopular.org.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
http://www.unidadepopular.org/israhell6.htm

terça-feira, 9 de outubro de 2007

"ENGANO" LAMENTÁVEL!

Israel diz que assassinato de crianças foi engano
A nota é da BBC: “O Exército israelense admitiu ter errado quando disparou contra três crianças palestinas, na última quarta feira.Segundo a investigação do Exército, as três crianças mortas no norte da Faixa de Gaza estavam brincando de pega-pega quando foram atingidas por disparos de um tanque israelense.
Os resultados da investigação, publicados nesta sexta-feira, contradizem a primeira versão do Exército, segundo a qual as crianças teriam sido enviadas por militantes palestinos para recolher lançadores de foguetes usados contra Israel”.
Ontem, neste mesmo blog, eu havia acusado a mídia de não ter demonstrado maior interesse pelas crianças e de ter se preocupado em ouvir somente as explicações dos israelenses.
Hoje, a BBC traz mais algumas informações.
Leiamos:
“As crianças eram todas da família El Razala, da cidade de Beit Hanoun, e tinham saído para brincar perto de casa. Ihia, de 12 anos, e Mahmoud, de 10, morreram imediatamente. A prima Sara, também de 10 anos, morreu algumas horas depois, no hospital de Gaza”.
Até aí tudo bem.
Mas em seguida e para amainar a brutalidade israelense, eis o que a BBC publica: “Segundo porta-vozes militares, os grupos armados palestinos costumam lançar foguetes contra Israel a partir de áreas residenciais, colocando em risco a vida de civis”. E mais: “De acordo com o Exército, no momento exato da ocorrência era impossível perceber que se tratava de crianças".
Ou seja:
nem mesmo quando os criminosos confessam o crime, a mídia se preocupa em aprofundar a investigação.
Sequer ouve os familiares das vítimas.
Talvez pelo fato de os palestinos serem semitas, estão sempre reacendendo o anti-semitismo do qual os euro-estadunidenses não conseguem se livrar.
Lamentável!
posted by bourdoukan
31.8.07

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

PRESIDENTE SADDAM E O TRIBUNAL FANTOCHE



Redacción 20 de outubro 2005

O presidente deposto do Iraque Saddam Hussein negou-se a responder às perguntas feitas pelo juiz e também negou-se a reconhecer a legitimidade do Tribunal Especial Iraquiano (TEI), formado pelo governo fantoche do país.

Hussein foi levado ao "tribunal" ontem (19) em Bagdá, sob a acusação de que teria ordenado o massacre de 143 xiitas em 1982.

"Reivindico o direito constitucional de fazer valer meus direitos de chefe de Estado e me recuso a responder", disse, dirigindo-se ao presidente do tribunal.

"Não reconheço sua autoridade porque todo (este tribunal) carece de fundamento", acrescentou.

O ex-vice-presidente Taha Yassine Ramadan, vestido com uma túnica branca, também não quis dar sua identidade, limitando-se a dizer que sua "identidade fora roubada".

Acrescentou que confirmava "o que o presidente Saddam Hussein disse".

Redes de TV iraquianas mostraram imagens do início do julgamento e do presidente do tribunal, o curdo Rizgar Mohamed Amin , que lia um documento.

"Esta é a primeira audiência, do primeiro caso, Dujail", disse o presidente do tribunal, antes de chamar os oito acusados.

Hussein estava sentado e rodeado por uma cerca de 1,5m de altura.

Todos podem ser condenados à pena de morte.

Farsa

A filha mais velha de Hussein, Raghad, criticou desde Amã, na Jordânia, onde está exilada, a farsa do julgamento, informou um membro do comitê de defesa.

"Raghad está aborrecida com o modo como o julgamento é realizado, principalmente com a ausência dos advogados solicitados por seu pai", disse em Amã (Jordânia) o advogado jordaniano Issam Ghazzawi, referindo-se ao comitê de defesa, que inclui letrados árabes e estrangeiros, entre eles o ex-secretário de Justiça americano Ramsey Clark.

O conjunto de advogados não foi escolhido por Hussein, tampouco pôde conversar com o acusado livremente, como o exigido pelas convenções internacionais.

Apenas o advogado iraquiano Khalil al Dulaimi foi autorizado pelo governo fantoche e pelas forças de ocupação a defender o presidente deposto.

Entre as acusações contra os oito réus estão as de "assassinato, expulsão, prisão, tortura e desrespeito às normas internacionais".

Durante a sessão, Hussein observou a troca de argumentos entre acusação, defesa e o presidente do tribunal, sem fazer intervenções.

Após uma breve audiência, o juiz adiou a sessão e marcou a próxima audiência para 28 de novembro próximo.

Al Dulaimi havia pedido um adiamento por três meses, mas o juiz optou por pouco mais de um mês.

Tensão

A tensão era sentida em todo o país com o início do julgamento, dois anos após Hussein ter sido capturado pelas tropas americanas, em 2003.

Em Tikrit, cidade natal do ex-presidente e de quase toda sua família, a tensão era mais evidente.

Dezenas de pessoas concentraram-se em um estádio da cidade para protestar contra o julgamento.

No Iraque, as reações ao início do "julgamento" do ex-presidente foram variadas.

A mídia ocidental procurou exibir imagens de muçulmanos xiitas e curdos se manifestando a favor de penas duras contra Hussein.

A imprensa colaboracionista, dirigida por antigos adversários do governo de Hussein, colocou o "julgamento" em suas manchetes.

"Julgamento de um tirano" e "Primeiro ditador árabe a ser julgado" estampavam alguns jornais.

Na imprensa da comunidade sunita, o julgamento foi mencionado, sem grandes artigos.

Em nenhuma outra parte o contraste foi tão marcante quanto nos distritos bagdalis de Azamiyah, de maioria sunita, e Kazimiyah, de população xiita, separados apenas pelo Rio Tigre.

Apenas um fator unia as duas populações: a precária rede elétrica de Bagdá.

A energia falhou diversas vezes durante a transmissão do julgamento.

Na televisão, as grandes redes se preocuparam em mostrar os sentimentos dos oposicionistas e silenciaram em relação às grandes manifestações em Tikrit, Bagdá e Faluja, a favor de Hussein.

Uma seqüência veiculada pela CNN mostra uma dona-de-casa xiita cuspindo na tela da televisão ao ver a imagem de Hussein.

Quando o juiz se dirigiu ao ex-presidente como "senhor Saddam", ela gritou: "Monstro Saddam, você quer dizer!"

Do outro lado do Rio Tigre, num bairro de maioria sunita — a mesma confissão de Hussein — alguns moradores também ficaram galvanizados pelas imagens na TV.

Namir Sharif, ex-oficial do Exército, quase chorou de orgulho ao ver Hussein desafiar a autoridade do tribunal.

"É um ato heróico", disse.

Alguns iraquianos assistiram à primeira sessão do tribunal com temor ou ódio, outros com alegria, outros ainda com amargura e até uma certa nostalgia.

Mas todos assistiram com atenção, incapazes de desviar os olhos da imagem do antigo líder, antes senhor supremo do Iraque, agora réu em julgamento.

Palestinos querem Bush lá

Para os palestinos, Hussein é mais vítima do que algoz, um alvo direto do imperialismo americano.

Para os israelenses, o presidente iraquiano deposto é uma figura demoníaca. Os dois lados têm visões opostas do julgamento de Saddam.

Os palestinos acreditam que o ex-presidente é vítima de uma injustiça; os israelenses esperam que o julgamento sirva de alerta a outros déspotas do Oriente Médio.

Osama Shagnobi, um morador de Gaza, lembra dos cerca de US$ 21.000 que sua família recebeu do governo iraquiano por causa da morte do irmão, Mohammed, num choque com soldados israelenses.

"Não é possível comparar a vida do meu irmão com dinheiro nenhum no mundo, mas sentimos que Hussein estava entre as poucas pessoas ao nosso lado e mostrou que alguém se importava com a perda que sofremos", disse Shagnobi.

Por intermédio de organizações assistenciais islâmicas, o regime de Saddam enviava regularmente dinheiro a parentes de homens-bomba e de extremistas mortos em combates com Israel.

Os palestinos também reverenciaram Saddam quando ele disparou 39 mísseis Scud na direção de Israel durante a Guerra do Golfo, travada em 1991.

Os disparos causaram danos consideráveis, mas poucas vítimas.

Já os israelenses têm uma posição totalmente diferente, algo bastante esperado.

Para eles, o julgamento de Saddam é visto como um "evento que obrigará líderes árabes" a perceber que poderão "pagar por seus atos", repercutindo a opinião da mídia oficial americana e israelense.

"Hoje é um dia especial, pois um terremoto atinge o mundo árabe, com líderes pagando por seus crimes", vituperou o ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, em entrevista à Rádio Israel.

Em Jerusalém, o israelense Bibi Nissin, de 51 anos, disse acreditar que Saddam terá um julgamento "justo".

"Espero que ele seja condenado à prisão perpétua. E não me importa onde ele cumprirá a sentença, já que não estará aqui em Israel."

Muitos palestinos, revoltados com o favorecimento americano a Israel e com a ocupação do Iraque, gostariam que o presidente dos EUA, George W. Bush, fosse julgado junto com Hussein.

"Se ele é um assassino, o que poderíamos falar dos atos americanos cometidos no Iraque?", questionou o motorista de taxi Saed Souror, de 32 anos.

"Para existir justiça, Bush e Saddam deveriam ser levados ao banco dos réus juntos."

Veja abaixo parte da transcrição do início do "julgamento":

Hussein: Aqueles que lutaram pela causa de Deus serão vitoriosos... estou à mercê de Deus, o mais poderoso.

Amin (juiz 'responsável'): Senhor Saddam, por favor, nos diga sua identidade, seu nome... Você tem bastante tempo, você terá tempo suficiente para dizer o que quiser e expressar seus pensamentos. Mas esta corte tem um procedimento e nós temos que segui-lo.

Hussein: Quem são vocês? O que vocês estão fazendo aqui? Eu não respondo a esta "chamada" corte, com todo o respeito. E me reservo o direito constitucional como Presidente do Iraque (...) Eu não reconheço nem a entidade que autoriza vocês, nem a agressão, porque tudo baseado em falsidade é falsidade... Você já foi juiz antes?

Amin: Não há espaço para este tipo de conversa neste tribunal.

Hussein: Estou neste tribunal militar desde as 2h30 da madrugada, e usando a mesma roupa desde as 9h. Você me conhece, você é iraquiano e sabe muito bem que eu não fico cansado.

Amin : Estou aqui para perguntar sobre sua identidade.

Hussein: Eu respondi essa pergunta por escrito e a enviei a você.

Amin: Senhor Saddam, vá em frente. Você é culpado ou inocente?

Hussein: Eu disse o que disse, eu não sou culpado, sou inocente.

Com agências internacionais

Nova publicada no Diário Vermelho .

http://www.arroutadanoticias.com/novas/nova201020054.html

domingo, 19 de agosto de 2007

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Foto: muro da vergonha "Israel"
Foto: meninas armadas - libano-thumb

ESCOLHER O LADO CERTO DA HISTÓRIA
Zillah Branco*
A conscientização dos povos que leva à participação cada vez maior nas ações sociais obriga-nos a escolher sempre o lado certo da história.
Cada vez que analisamos os fatos políticos, que tomamos posição a favor ou contra uma estratégia de luta, somos obrigados eticamente a aprofundar o conhecimento sobre as raízes do problema e as suas conseqüências.
Não é fácil distinguir a responsabilidade política dos que provocam conflitos e daqueles que se defendem com as armas disponíveis mesmo que sejam bárbaras e desumanas sem o disfarce da tecnologia mais sofisticada.
O que não se pode é condenar como terroristas os que fazem guerrilha e guerra de resistência nacional quando agredidos por forças regulares ditatoriais ou de outro país dominador.
Se na luta popular utilizam os recursos que os transformam em bombas humanas ou se provocam a participação social nas ações, não se tornam “bárbaros” em comparação com os agressores que dispõem de alta tecnologia e exércitos regulares.
O agressor é o responsável pelas conseqüências bárbaras e terroristas da ação que promove.
Bush e seus assessores, mais os governos submissos ao imperialismo, como Israel e Inglaterra, por exemplo, promovem guerras com falsa publicidade de defesa da democracia e dos direitos humanos, invadem territórios alheios e matam civis em nome de uma absurda justiça que disfarça os seus mais mesquinhos interesses de poder econômico e político.
A mídia, alimentada na sua maioria por essas campanhas de falsa publicidade, mostra a luta dos que resistem muitas vezes com os recursos do terrorismo por falta de equipamentos e organização bélicos para fazer frente ao armamento sofisticado do imperialismo, e a imagem que fica é a de que o verdadeiro agressor é a vítima de bárbaros invasores.
Na mídia predomina o efeito da imagem e uma bomba atirada de longe parece mais “humanizada” que a explosão de dinamite que um soldado suicida carrega no seu corpo. O conceito de terrorismo hoje está preso à arma sem sofisticação, quando na verdade a alta tecnologia bélica e os recursos científicos aplicados à estratégia de ataque, têm uma dose de cinismo, de prepotência, de crueldade, de traição, do maior terror.
As populações usadas como escudo pelo invasor são as grandes vítimas e as guerras cirúrgicas praticadas pelo imperialismo, e agora especialmente por Israel, utilizam os serviços de espionagem e a corrupção para despejar mísseis diretamente sobre o carro, a casa, a aldeia onde pensam estar o seu inimigo, sabendo que muitos civis também serão mortos e cidades destruídas.
Esta é uma forma terrorista calculada para matar sem risco, mais grave que os que provocam morte e morrem juntos.
O terrorismo praticado por um Estado não tem qualquer justificação.
Há anos que Israel seqüestra, prende e mata palestinos e libaneses que lutam pelo desenvolvimento dos seus povos. São nove mil prisioneiros nas cadeias de Israel, incluindo mulheres e crianças, que provocaram o seqüestro de três soldados israelenses que serviriam como moeda de troca nas negociações pela paz regional.
A desproporção do número de prisioneiros por si só torna injustificável a agressão de Israel ao Líbano e Gaza.
Sem argumentos válidos os pretextos giram em torno da pretensão de “povo eleito” e “vitimas do holocausto nazista”, como se merecessem privilégios negados aos outros povos.
E, o apoio imperialista dos Estados Unidos interessados no domínio dos territórios árabes por razões econômicas e estratégicas, desmoraliza mais ainda as retensas justificações “histórico culturais” relativas ao anti-semitismo que são usadas para sensibilizar a opinião pública.
As populações daqueles paises sob bombardeio são vítimas inocentes do terror que é a guerra e a opressão, mas as populações de todo o mundo são vítimas dos enganos divulgados pela mídia que instigam preconceitos e ódios para dividir a humanidade mais uma vez como fez o nazismo há 60 anos.
Famílias dividem-se, amizades são desfeitas, em discussões mal conduzidas baseadas em falsas explicações dessa nova guerra que nada mais é que moderna versão do velho plano de domínio sobre os povos do Oriente Médio alimentado pela pressão constante de Israel como ponta de lança do imperialismo.
Muito já se escreveu sobre a velha estratégia expansionista de Israel, como o artigo de Gershon Knispel “As areias que engolem povos” (na revista Caros Amigos), e sobre os interesses imperialistas bem claros nas declarações de Condoleeza Rice quando disse: “Não vejo qualquer interesse na diplomacia se for para voltar ao status quo anterior entre Israel e o Líbano.
Penso que isso seria um erro.
O que nós estamos presenciando, de certa forma, é um começo, são as dores do parto de um novo Oriente Médio, e seja o que for que façamos, devemos estar certos de que avançamos para o novo Oriente Médio e que não voltaremos ao antigo” (publicado no jornal Avante! do PCP, Portugal Agosto/2006).
Não é novidade, pois em 1996 Israel enunciou um documento intitulado “Uma ruptura limpa: uma nova estratégia para a segurança” onde se prevê: a anulação dos acordos de paz de Oslo;
a eliminação de Iasser Arafat;
a anexação de territórios palestinos;
a derrubada de Saddam Husseim para desestabilizar a Síria e o Líbano;
o desmantelamento do Iraque com a criação de um Estado Palestino no seu território;
a utilização de Israel como base complementar do programa norte-americano de guerra das estrelas.
Bush já expressou o seu desejo de controlar as zonas ricas em hidrocarbonetos do Golfo da Guiné ao Mar Cáspio, passando pelo Golfo Pérsico, o que exige uma redefinição de fronteiras como a que está em curso.
Os que vivem em Israel e os que têm afeto por aquele povo, têm dificuldade em compreender a maquiavélica estratégia que vem sendo aplicada por aquele Estado desde 1957 e nas várias agressões aos povos vizinhos, o que provocou o nascimento de movimentos de resistência como o Hamas e o Hezbolá hoje acusados de terrorismo por se defenderem com armas de pedra ou homens bomba.
É preciso alcançar um distanciamento que permita ver o coletivo histórico apesar dos sacrifícios pessoais de quem vive naquele país.
Não está em causa o direito de existir um Estado de Israel, não voltamos ao tempo do anti-semitismo que foi gravado com o holocausto na Segunda Guerra.
Lamentavelmente o Governo de Israel é que tem assumido a posição nazista de ponta de lança do imperialismo contra os povos vizinhos prestando-se a abrir o caminho comandado pelos que ambicionam o controle das bacias de petróleo no Oriente Médio.
Perdeu a guerra contra o Líbano pela segunda vez, mas não desiste de permanecer no território que devastou cruelmente.
A ONU tem sido enfraquecida durante toda esta escalada bélica que acompanhou a destruição da União Soviética.
Mas as nações que defendem a democracia manifestaram o seu repúdio às chacinas feitas contra o povo libanês e terão de reerguer a instituição internacional que defende o direito dos povos para que o mundo não mergulhe na barbárie absoluta.
A história do expansionismo imperialista é antiga e tornou-se mais visível depois da queda da União Soviética.
Dialeticamente os antigos aliados da estratégia traçada pelos governos norte-americanos hoje se apercebem de que perdem a própria independência e dignidade nacional na subordinação que mantinham.
Foi expressiva a solidariedade das nações mais ricas com o Líbano e o isolamento dos governos de Israel e dos Estados Unidos como agressores.
Os caminhos da paz estão abertos e serão fortalecidos pela manifestação permanente de todos os povos.
Zillah Branco é cientista social e Conselheira do Cebrapaz.