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domingo, 19 de agosto de 2007

GUERRA CONTRA O IRAQUE:AMPLIAÇÃO DO CONFLITO MUNDIAL

Austríacos temem que conflito no Iraque leve a guerra mundial
da Reuters, em Viena
Mais da metade dos austríacos questionados por uma pesquisa publicada hoje disse temer que uma guerra liderada pelos Estados Unidos para derrubar o presidente Saddam Hussein provoque uma guerra mundial.
Na sondagem da revista semanal News, 56% dos entrevistados afirmaram que "sim" quando questionados se acreditavam que uma guerra no Iraque poderia se ampliar para um conflito mundial, e 41% deles disseram que "não".
Dos consultados, 3% se declararam indecisos.
Um terço dos entrevistados disse que se sentia apreensivo por causa da guerra no Iraque.
Já o líder de extrema direita Joerg Haider, que apóia abertamente o Iraque contra os Estados Unidos, ofereceu, em uma entrevista também publicada pela News, asilo em sua Província para o ministro das Relações Exteriores iraquiano.
Haider, amigo de longa data do ministro Naji Sabri e duro crítico da política norte-americana no Oriente Médio, foi questionado sobre se Sabri poderia contar com refúgio na Caríntia, onde o líder austríaco é governador, caso a liderança do Iraque fosse forçada a deixar o país.
"Sempre há espaço em minha casa para um amigo", respondeu Haider. Os dois são amigos desde que Sabri foi embaixador em Viena, na década de 1990.
No mês passado, Haider elogiou o presidente Saddam Hussein como sendo um visionário árabe.
O governador austríaco acusa os EUA de irem para uma guerra no Iraque por petróleo.
"Eu pessoalmente ficaria satisfeito se os iraquianos tivessem êxito em se defender desta agressão", disse Haider à revista.
03/04/2003 - 12h40

quarta-feira, 4 de julho de 2007

"LUTA COM ADAGAS" CONTRA O "SOFISTICADO INIMIGO"

08 de abril, 2002 - Publicado às 09h16 GMT

Saddam promete lutar até com adagas contra o Ocidente

Saddam Hussein comparou iraquianos a palestinos

O líder iraquiano, Saddam Hussein, respondeu de maneira desafiadora às ameaças de Estados Unidos e Grã-Bretanha sobre uma possível operação militar contra o país.

Em uma reunião de gabinete, no domingo, Saddam afirmou que, se necessário, o povo iraquiano vai "lutar com adagas" contra o "sofisticado inimigo".

O discurso do líder iraquiano foi uma resposta aos alertas do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, de que uma ação militar pode ser necessária, caso o Iraque não permita a entrada dos inspetores de armamentos da ONU no país.

Saddam comparou os iraquianos com os palestinos e garantiu que vai resistir contra qualquer operação militar.


Luta com adagas


"Se metade das suas defesas aéreas forem destruídas, vai lutar com a outra metade", disse o líder iraquiano aos membros do gabinete.


"Se a outra metade for destruída,vai lutar com adagas, assim como nossos irmãos na Palestina estão fazendo agora", acrescentou.


"Nós vamos lutar com pedras, mísseis, aviões e com tudo o que tivermos", declarou Saddam.


Nos próximos dias, o ministro do Exterior do Iraque, Naji Sabri, deve viajar a Nova York para conversar com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Autoridades iraquianas querem que os funcionários da ONU realizem a inspeção de armas no país dentro de um período pré-definido e, depois disso, suspendam as sanções impostas contra o Iraque.


Oposição em Londres


Cerca de 150 membros do Parlamento britânico, a maioria do Partido Trabalhista (o mesmo de Blair), já assinaram uma moção expressando "profundo desconforto" com o envolvimento da Grã-Bretanha nos planos de ataque ao Iraque.
"A retórica sobre qualquer possível ação no Iraque, sem evidências relevantes de que Saddam está envolvido com a criação de armas de destruição em massa, é muito irresponsável", disse a ex-ministra do Trabalho da Grã-Bretanha, Glenda Jackson.


No meio político britânico, especula-se que a secretária de Desenvolvimento Internacional da Grã-Bretanha, Clare Short, possa renunciar ao cargo, caso o governo do país apóie uma operação militar americana sem a participação da ONU.


Short é conhecida como uma pacifista histórica e, em outras oportunidades, já manifestou oposição a operações militares.