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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

OS EUA NA HORA DA VERDADE.

Estamos vivendo uma nova época de hitler, sem hitler, mas com alguem que iguala: Bush.
Em uma analise fria, os militares norte-americanos, embora saibam que as armas estratégicas dos EUA não podem ser completamente destruidas pelos russos, sentem que estão em inferioridade, em face a aliança estratégica Russia/China.
Sabem também que a continuidade desta politica agressiva e expansionista, que visa submeter os povos do mundo pela força, pode isolar completamente os Estados Unidos, inclusive com o afastamento de seus titeres e lacaios europeus, a exemplo dos franceses e ingleses no periodo que antecedeu a segunda guerra mundial.
Atualmente a posição russa, é confortavél e a dos EUA em relação ao mundo desfavoravel, seguem os EUA os passos da alemanha nazista, quando pela mesma politica belicista, o mundo voltou-se contra ela.
Os EUA, são atualmente como ladrões de hotel, que vão forçando todas as portas, até que uma lhe seja favoravel e facil de entrar.
Sabem os EUA, que o caminho da força não tem volta, e no seu caso leva a catastrófe, que a exemplo do Iraque, embora tenha achado a porta aberta, encontrou o quarto com o seu dono, que reagiu.
Diferente da era hitler, seu clone ( Bush ) , não encontrou as nações despreparadas e isto esta saindo muito caro aos sonhos megalomaniacos do ditador yankee e hoje existe uma possibilidade de 70 % de uma guerra de grandes proporções, envolvendo os EUA, Russia, China e demais agregados.
UM FIM TRAGICO ?
Mesmo sendo uma importante potencia nuclear, os EUA estão tolhidos pela fraqueza interna,com as mesmas chances de um rato encurralado: se avança o gato pega, se recua as consequencias podem ser igualmente tragicas.
posted by Giovanik

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

MATANÇA DE CIVIS NO IRAQUE


Fragmentos da morte
Por Katherine Stapp*

Uma campanha global procura deter o uso de bombas de fragmentação.
As 57 nações que as armazenam são contrárias a uma moratória.

Nova York – Cresce a pressão internacional contra o uso das chamadas bombas de fragmentação, ou de dispersão, que espalham centenas de estilhaços letais e são responsáveis pela morte de milhares de civis.
Mas os governos que as armazenam se fazem de surdos.
“A guerra no Iraque agravou a necessidade de atuar contra essas armas, já que mais de mil iraquianos foram feridos ou mortos por estilhaços durante o bombardeio de seu país”, disse ao Terramérica Virgil Wiebe, assessor legal do Comitê Central Menonita, um dos grupos mais ativos a favor da moratória.
“É cada vez mais claro que alguns tipos de bombas de dispersão simplesmente deveriam ser proibidos. É muito comum não explodirem e criarem pequenos campos minados que farão muitas vítimas”, acrescentou.
Em novembro, a Coalizão das Munições de Dispersão, formada por 85 organizações não-governamentais de 42 países, se reuniu na cidade holandesa de Haia para pedir uma moratória da produção, do comércio e uso dessas armas, “até que seus problemas humanitários estejam resolvidos”.
Entre os integrantes dessa coalizão estão a Anistia Internacional, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Human Rights Watch.
Esta reunião coincidiu, deliberadamente, com outra, em Genebra, da “Convenção sobre proibições ou restrições do emprego de certas armas convencionais que possam ser consideradas excessivamente nocivas ou de efeitos indiscriminados”, de 1980. Um novo quinto protocolo dessa Convenção foi aprovado, em Genebra, sobre alguns efeitos imediatos das bombas de dispersão, mas, não se refere ao seu uso em geral nem aos alvos aos quais possam ser dirigidas.
Até agora, somente a Suécia ratificou esse protocolo e nenhum país apóia a moratória.
Pelo menos 57 nações armazenam bombas desse tipo, especialmente Estados Unidos, Rússia e China.
Entre as bombas de dispersão mais perigosas estão a Munição de Efeitos Combinados BLU-97, muito usada no Iraque e Afeganistão pela Força Aérea norte-americana, e a Munição Convencional Melhorada de Duplo Propósito (DPICM, sigla em inglês), utilizada pelo exército dos EUA no Iraque, explicou Wiebe, do Comitê Central Menonita.
Os efeitos dessas bombas foram detalhados em um relatório da Human Rights Watch, divulgado em dezembro de 2003.
Segundo o documento, foram causadas mais vítimas civis do que qualquer outro fator durante a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, em março e abril desse ano. Washington “não deu uma resposta oficial ao nosso relatório”, disse o pesquisador Mark Hiznay, da divisão de armas dessa ONG.
“Pressionamos o congresso para que enfrente a questão ao examinar a proposta presidencial de orçamento para 2005 e negue financiamento para a produção de bombas de dispersão”, acrescentou.
Um dos principais perigos dessas bombas é que os estilhaços que se espalham sem estourar podem ser recolhidos por civis que, freqüentemente, são crianças.
Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, as crianças feridas no Iraque por explosões tardias foram mais de mil desde o fim da invasão.
A ONG britânica Contagem de Cadáveres no Iraque (IBC, sigla em inglês) documentou pelo menos 200 mortes de civis nesse país causadas por bombas de dispersão, embora o chefe do Estado Maior Conjunto norte-americano, general Richard Myers, tenha garantido em abril que havia “apenas um caso registrado como conseqüência devido a bombas de dispersão”.
No dia 31 de março de 2003, um ataque norte-americano com essas bombas contra a cidade de Al Hilla, no centro do Iraque, deixou saldo de, pelo menos, 33 civis mortos e outros 109 feridos.
“É uma vergonha terrível que apenas uns poucos parlamentares britânicos defendam, de vez em quando, a proibição das bombas de dispersão”, disse ao Terramérica o porta-voz do IBC, John Sloboda, que destacou a necessidade dos meios de comunicação darem maior atenção ao problema.
Equipes militares e do Departamento de Estado dos Estados Unidos retiram estilhaços não detonadas de algumas zonas do Iraque e garantem que procuram alertar a população sobre elas com cartazes e palestras em escolas, além de conselhos locais.
Washington e Londres alegam que essas bombas são armas de guerra legítimas, e nos últimos anos foi desenvolvida uma nova geração que, segundo dizem, é muito mais certeira, com efeitos tardios inferiores a 1% dos casos.
Douglas Karas, porta-voz do Pentágono (Ministério da Defesa dos EUA) garantiu ao Terramérica que a Força Aérea de seu país usou no Iraque bombas de dispersão “muito certeiras”, projetadas para “funcionar contra alvos previstos” e não espalhar munições caso não os atingissem.
Outras perguntas sobre vítimas civis e a proposta de moratória não foram respondidas por Karas nem por outros funcionários do Pentágono consultados.

* A autora é colaboradora do Terramérica.

domingo, 1 de julho de 2007



O Escudo na Europa é uma declaração de guerra

Noam Chomsky-



O chamado Escudo Antimísseis aumenta o risco de uma guerra. A estratégia consiste em aumentar as ameaças de agressão no Oriente Médio, com conseqüências incalculáveis e o perigo de uma guerra nuclear definitiva (...) Aceitar o chamado Escudo Antimísseis significa a escolha pelo fim da espécie humana em um futuro não muito longínquo.


Quando Mikhail Gorbachov permitiu que a Alemanha tomasse parte de uma aliança militar hostil, aceitou uma grave ameaça à segurança da Rússia, por razões demasiado conhecidas para que voltem a elas agora. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos se comprometeu a não ampliar a OTAN para o leste. Este compromisso foi violado alguns anos mais tarde, o que levantou poucos comentários no Ocidente, mas ampliou o risco de um confronto militar.
Pode-se imaginar como os Estados Unidos iriam reagir se a Rússia, a China, o Irã ou qualquer outra potência estrangeira ousasse apenas pensar em colocar um sistema de defesa antimísseis em qualquer região próxima às fronteiras norte-americanas. Isso sem de fato iniciar a levar este plano a cabo. Em tais circunstâncias, praticamente inimagináveis, não apenas haveria, com certeza, uma reação violenta dos Estados Unidos, como esta reação seria também compreensível por razões simples e claras.
É reconhecido por todos que a defesa com mísseis é uma arma de "primeiro golpe".
Reconhecidos analistas militares norte-americanos a descrevem assim: "Não é apenas um escudo, mas uma capacitação para a ação". Esta arma facilitará a aplicação mais eficiente da potência militar dos Estados Unidos no exterior. "Isolando o país da possibilidade de represálias, o escudo antimísseis garantirá a capacidade e a disposição dos Estados Unidos para modelar o contexto em outras partes do mundo" ."A defesa com mísseis serve para proteger a capacidade dos Estados Unidos em exercer o poder no exterior. Não tem a ver com defesa, é uma arma ofensiva, por isso temos necessidade dela".
Todas estas explicações vêm de reconhecidas fontes liberais, membros da tendência dominante do poder, que deseja desenvolver esta arma e posicioná-la nos limites externos da área de influência norte-americana no mundo. A lógica é simples e fácil de compreender, um sistema de escudo antimísseis em pleno funcionamento envia uma mensagem aos objetivos em potencial: "Podemos atacar quando quisermos e vocês não poderão contra-atacar, portanto não podem nos impedir".
Estão vendendo o sistema aos europeus como uma defesa contra os mísseis iranianos. Ainda que os iranianos tenham armas nucleares e mísseis de longo alcance, a probabilidade que os usem para atacar a Europa é inferior à probabilidade de que a Europa receber o impacto de um asteróide. Portanto, se trata-se realmente de um mecanismo de defesa, a República Tcheca deveria instalar um sistema para a defesa contra asteróides.
Se o Irã der o mais insignificante sinal de querer fazer algo semelhante, o país se evaporaria. O sistema aponta, de fato, para o Irã, porém, como arma de primeiro golpe. Ele faz parte das crescentes ameaças contra o Irã, que constituem por si mesmas uma grave violação da Carta das Nações Unidas, ainda que isto nunca venha à luz. Quando Mikhail Gorbachov permitiu que a Alemanha tomasse parte de uma aliança militar hostil, aceitou uma grave ameaça à segurança da Rússia, por razões demasiado conhecidas para que voltem a elas agora. Em contrapartida, o governo dos Estados Unidos se comprometeu a não ampliar a OTAN para o leste. Este compromisso foi violado alguns anos mais tarde, o que levantou poucos comentários no Ocidente, mas ampliou o risco de um confronto militar.
O chamado Escudo Antimísseis aumenta o risco de uma guerra. A estratégia consiste em aumentar as ameaças de agressão no Oriente Médio, com conseqüências incalculáveis e o perigo de uma guerra nuclear definitiva.
Há mais de meio século Bertrand Russell e Albert Einstein lançaram um alerta aos povos do mundo a fim de que enfrentem o fato de estamos diante de uma escolha clara, terrível e inevitável: "Teremos de dar um fim à espécie humana? Ou a humanidade está disposta a renunciar à guerra?".


Aceitar o chamado Escudo Antimísseis significa a escolha pelo fim da espécie humana em um futuro não muito longínquo.


[Artigo tirado do 'Diário Vermelho' do Brasil, 5 de xuño de 2007]


As opinións vertidas nos artigos de opinión, enviados polos nosos colaboradores ou tiradas doutros meios, non teñen porque ser necesariamente compartidas pola CIG.