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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

CONTRA A GUERRA AO IRAQUE

Toda guerra é estúpida. Toda guerra é absurda. Toda guerra é desumana.
O BUSCA DA VERDADE junta-se aos blogueiros que denunciam a tragédia da guerra
EUA X Iraque e revela a miséria que os jornais e as TVs não mostram.
Mas, porém, um aviso: é preciso ter muito sangue para acessar o verdadeiro relato da guerra que as emissoras não mostram, mas que o povo do Iraque está vivendo.
Acesse o site das fotos AQUI

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Resistência Iraquiana versus ocupação militar do imperialismo ianque

Resistência iraquiana: signo esperançador da impotência imperialista no actual caos sistémico mundial capitalista


Boníssima notícia para todos os explorados do planeta: o povo iraquiano resiste contra a ocupaçom militar do imperialismo ianque.


Cada dia ataca e cada semana fai baixas aos invasores.


O saque do petróleo nom pode pagar as despesas da invasom porque as sabotagens impedem o seu roubo.


Bush corre sério risco de nom ser reeleito no próximo ano.


A evoluçom militar da situaçom no Iraque é um signo MUITO esperançador para o imediato futuro da Humanidade.


Porque evidencia a impotência imperialista no actual caos sistémico mundial capitalista.


Os últimos 500 anos dessa desgraça universal que é o capitalismo tenhem criado os cinco mil milhons de pessoas que actualmente estám em situaçom de sofrimento extremo ou grave neste planeta, demonstrando empiricamente a validade da lei geral da acumulaçom capitalista enunciada por Marx no Livro primeiro do Capital.


Eu próprio tenho argumentado esse cálculo no meu recente livro Que fazer?


Lutar por Euskal Herria contra a Uniom Europeia e o capitalismo mundial.


Esse funesto recorde histórico conseguido polo capitalismo (nunca antes na história da humanidade houvo tanta miséria, tanto sofrimento humano como o que o capitalismo tem fabricado) coincide com a crise terminal do Modo de Produçom Capitalista.


Agudizadas as suas contradiçons genético-estruturais, levadas a máximos já insuportáveis e insustentáveis a sua contradiçom primeira (o Capital contra o Trabalho) e a sua contradiçom segunda (o Capital contra a Natureza), o capitalismo é já incapaz de repetir os seus êxitos anteriores: os de atingir novos reequilíbrios que prolonguem a sua vida mediante a "purga" de umha das suas crises periódicas genético-estruturalmente programadas no seu ADN.


E tem-se sumido (e tem sumido o planeta) no típico caos sitémico mundial característico das vésperas da mudança de um Modo de Produçom.


Tam sido nessa conjuntura histórica (desconhecida nos últimos 500 anos) que pola primeira vez em muitas décadas a extrema direita ianque tem deixado de ser o grupo de pressom que influi no (e se beneficia do) poder executivo dos Estados Unidos.


Para passar a ocupá-lo directamente. Isso nom tinha acontecido nunca nos sessenta anos do período 1941-2001.


Esses "falcons", esses ultradireitistas ianques dos quais o imbecil e criminosos Bush é apenas o pelele e o mascarom de proa, tenhem reconhecido a excepcionalidade da crise mundial capitalista.


E propositadamente tenhem deixado de tentar manter o Modo de Produçom Capitalista para ensaiarem um novo sistema alternativo: um fascismo planetário imperialista baseado na manutençom e o uso da supremacia militar incontestável dos exércitos dos Estados Unidos.


Como tem escrito Immanuel Wallerstein:


"Acreditam que os Estados Unidos tem o exército mais poderoso do mundo, que podem vencer qualquer campanha militar que empreendam, e que o prestígio e o poder estado-unidense no sistema-mundo somente podem ser restaurados por umha demonstraçom de força"


(http://www.basque-red.net/gap/iwg/105g.htm )
por isso levavam anos a reclamar umha guerra contra o Iraque.


Por exemplo reclamárom-na publicamente durante os últimos anos da presidência de Clinton mediante um manifesto assinado por vinte "falcons" entre os que estavam o actual vicepresidente Cheney e o actual secretário da Defesa Rumsfeld.


Por isso apenas seis dias após a queda das Torres Gémeas Bush assinou um documento, clasificado como "alto segredo", polo qual o presidente se dirigia ao Pentágono instando-o a começar a planejar "opçons militares" para umha invasom do Iraque.


Por isso em 17 de Setembro de 2002 a Presidência de Bush emitiu a sua "Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América".


Documento que era a declaraçom clara e global da política estado-unidense posterior à guerra fria e ao 11-S.


Que além de umha hipócrita retórica incluía o aviso de que os Estados Unidos exigiam o monopólio do uso (e do abuso) da guerra preventiva para esmagar as que eles definam como ameaças estrangeiras.


A guerra preventiva nom só foi estigmatizada como crime de guerra em 1946 nos tribunais de Nuremberga ("Principiar umha guerra de agressom nom só é um crime; é o crime internacional supremo, que difere unicamente do resto dos crimes de guerra em que nele se contém a acumulaçom de toda a maldade dos ditos outros crimes").


É que desde a Paz de Westfalia de 1648 todo o funcionamento político internacional do sistema interestatal do mundo capitalista tem estado pivotado precisamente sobre a negaçom do direito à guerra preventiva.


Por isso a sua proclamaçom polos "falcons" ianques actualmente governantes é o sintoma inequívoco da sua tentativa de substituiçom de um mundo baseado no Modo de Produçom Capitalista (que reconhecen já ferido e em crise) por um império fascista planetário ianque baseado na indiscutível hegemonia militar.


Baseado noutra proclamaçom do documento sobre a "Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América": a intençom dos Estados Unidos de se manterem na medida do possível militarmente tam por diante de qualquer possível rival que aspire à hegemonia mundial como para que a este lhe resulte absurdo pensar sequer em apresentar o desafio.


Por isso neste ano de 2003 a despesa em Defesa dos Estados Unidos vão igualar A SOMA do gastado polos nove estados que o seguem no gasto militar: a Rússia, França, o Japom, Inglaterra, a Alemanha, a China, a Arábia Saudita, Itália e o Brasil.


Mas a resistência iraquiana está a crescer e a ganhar.


Está a demonstrar que o poder militar ianque pode ganhar guerras MAS NOM PODE MANTER OCUPAÇONS.


O fascismo militar planetário ianque É INVIÁVEL.


A guerrilha urbana converte as cidades em selvas do Viet Nam.


E hoje a maioria da populaçom do Terceiro Mundo concentra-se já em gigantescas macroconurbaçons.


O poder militar atómico ianque poderia destruir a populaçom de países inteiros.


Mas nom pode mantê-los submetidos.


E está por ver se os seus pilotos nom se rebeleariam como acaba de fazer a elite dos pilotos israelianos.


Como disse Bertolt Brecht:


General, o teu tanque é mais forte do que um carro.

Arrasa um bosque e esmaga cem homens.

Mas tem um defeito: necessita um condutor.

General, o teu bombardeiro é poderoso.

Voa mais rápido do que a tormenta e carrega mais do que um elefante.

Mas tem um defeito: necessita um piloto.

General, o homem é muito útil,

Pode voar e pode matar.

Mas tem um defeito: pode pensar.
Honra, pois, à
heróica resistência contra o invasor do Povo Trabalhador Iraquiano.


Que os criminosos de guerra Aznar, Blair e Bush chamam, é claro, "terrorismo".


Numa parede em Faluja uma legenda em árabe.


"Aquele que der a mais mínima ajuda aos americanos é um traidor e um colaborador".


Serve na Galiza, Països Cataláns, Canárias, Astúries, Ceuta, Melilha e Euskal Herria substituindo americanos por espanhóis.

PALAVRAS DO PRESIDENTE SADDAM HUSSEIN:


"Levantem-se contra o ocupador, não confiem naqueles que falam sobre sunitas e xiitas, porque a única questão agora para o nosso grande país é a ocupação."

"Não há prioridades exceto expulsar o ocupador infiel, criminoso, assassino e covarde..."

"O Iraque...será vitorioso...e nós reconstruiremos o Iraque que eles querem dividir em pedaços.


Unam-se e o inimigo e os traidores que vieram com ele fugirão...
Boicotem o ocupador, essa é a sua missão sob o Islã, a religião e o país."


sexta-feira, 6 de julho de 2007

OS TRAUMAS DAS CRIANÇAS IRAQUIANAS


Os traumas das crianças iraquianas


25 de Dezembro de 2006
adaptado de um artigo de Dahr Jamail / Inter Press Service
Fonte: IPS


Ahmed Ghazi, comerciante em Faluja, tem fracas razões para armazenar brinquedos inocentes na sua loja.


“É melhor importarmos brinquedos como armas e tanques porque no Iraque são mais vendidos aos rapazes, diz Ghazi à IPS.


“As crianças tentam imitar o que vêem das suas janelas”.


E acrescenta haver também importações especiais para as raparigas, “que preferem bonecas que choram do que outras que dançam, cantam canções ou tocam música.”


O investigador social Nuha Khalil, do Instituto Iraquiano para o desenvolvimento da Criança em Bagdad, disse à IPS que as meninas estão agora a expressar a sua tristeza reprimida, representando o papel de uma mãe preocupada que cuida da sua filhinha.


“Olhando em volta, elas vêem apenas mulheres de luto que perderam os seus entes queridos”, disse Khalil.


“A nossa tarefa de dar conforto a estas meninas e remediar os danos que elas carregam é praticamente impossível”.


Centenas de milhares de crianças enfrentaram qualquer espécie de trauma.

E, para outras, a falta de uma vida normal é, por si mesma, já um trauma enorme.

A falta de entretenimento está a desenvolver uma série de problemas.

Há apenas 10 cinemas em Bagdad e dois parques públicos – destruídos – não sendo minimamente seguros para as crianças.

As crianças não podem brincar na rua e, mesmo em casa, também já não estão seguras.

As Nações Unidas estimam que mais de 100.000 iraquianos fogem do país todos os meses.

O número de iraquianos a viver noutros países árabes é agora superior a 1 milhão e 800 mil.

De acrescentar que, dentro do Iraque, há mais de 1 milhão e 600 mil deslocados.

A Organização Internacional para os Refugiados afirma que o número crescente de pessoas a fugir do Iraque significa que esta crise de refugiados pode, em breve, ultrapassar a de Darfur.

E as crianças sofrem mais por partir e sofrem também ainda mais nos locais para onde forem.


“Crianças sem lar têm tendência a ser rudes e a isolarem-se no novo ambiente e dos novos colegas, diz Hayam al-Ukaili, directora de uma escola primária.


“Não se integram no novo ambiente como deveriam. É como se sentissem que isso lhes é imposto e portanto rejeitam-no simplesmente”.


Professores e assistentes sociais afirmam que as crianças começaram a alimentar um forte ódio aos Estados Unidos.


Já não vêem nos EUA a imagem de uma boa vida.


“As crianças perderam a esperança nos EUA e o governo do Iraque tem contribuído para piorar essa situação”, diz Abdul Wahid Nathum, em Bagdad, um investigador de uma ONG iraquiana que presta apoio a crianças.


“A sua compreensão dos acontecimentos em curso é incrível”, diz ele.


“Provavelmente acontece assim porque os membros mais velhos da família continuam a falar de política e a ver as notícias. Ao falar-se com uma criança de 12 anos, fica-se surpreendido pela quantidade enorme de notícias terríveis que ela tem na cabeça, o que não é correcto, nem saudável.”


“As crianças são as mais afectadas pelos acontecimentos trágicos”, diz, em Faluja, o psicoterapeuta Dr. Khali al-Kubaissi.


“As sua frágeis personalidades não conseguem enfrentar a perda de um pai, de uma mãe ou da casa de família, acontecimentos sempre acompanhados por grande horror. O resultado é catastrófico e as crianças do Iraque estão em perigo sério de cair na solidão ou na violência”.


As dificuldades das crianças são particularmente notórias este ano.


“As únicas coisas que têm nas mentes são armas, balas, morte e medo da ocupação norte-americana,” diz aos repórteres Maruan Abdullah, porta-voz da Associação de Psicólogos do Iraque, aquando da apresentação de um estudo, em Fevereiro deste ano.


O relatório adverte que “ as crianças no Iraque, sujeitas à insegurança extrema em que vivem, nomeadamente com medo de raptos e de explosões, estão a sofrer sérios danos do ponto de vista psicológico.”


A API inquiriu mais de 1.000 crianças por todo o Iraque, num período superior a quatro meses, e verificou que 92% das crianças examinadas tinham problemas de aprendizagem, largamente atribuídos ao clima de medo e insegurança em que vivem.


Com quase metade da população do Iraque abaixo dos 18 anos, o impacto da ocupação, violenta e caótica, é devastador.


Três guerras desde 1980, uma crise de refugiados de proporções impressionantes, a perda de familiares, ataques suicidas, carros bomba e a constante ameaça de invasão das casas pelos soldados ocupantes ou pelos pelotões da morte significam que os jovens iraquianos estão destroçados, tanto do ponto de vista físico como mental.


Nos princípios de Abril de 2003, o Fundo das Nações Unidas para as Crianças estimou que meio milhão de crianças iraquianas estão traumatizadas pela invasão levada a cabo pelos Estados Unidos.


A situação tem piorado terrivelmente desde então.


Num relatório publicado no início do ano pelo Ministro da Educação do Iraque, constata-se que foram mortas 64 crianças e 57 ficaram feridas em 417 ataques a escolas, num período de quatro meses.


Ao todo foram raptadas 47 crianças no seu caminho de ou para casa, durante este mesmo período


Tradução do inglês: TMI-AP (GM)