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segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Os meios de comunicação tratam de ocultar o massacre





Os meios de comunicação tratam de ocultar o massacre



As televisons ocidentais e outros meios de comunicaçom das burguesias "aliadas" estám a censurar as informaçons que chegam aos respectivos povos, com o intuito de evitar a extensom dos protestos ante os sangrentos efeitos da invasom anglo-norte-americana do Iraque.

Se durante as primeiras jornadas adiárom ao máximo o reconhecimento das primeiras vítimas civis dos bombardeamentos ocidentais, louvando a "precisom" e "selecçom" dos ataques, na actualidade estám a peneirar a difusom de imagens que podam influir na tomada de consciência antibelicista das populaçons ocidentais.

É evidente que os próprios ianques e ingleses doseiam a informaçom que os jornalistas podem enviar às redacçons, mas também estas evitam emitir imagens "fortes de mais".
É preciso recorrer aos canais de televisom árabes e a portais informativos da Internet para ver as conseqüências das bombas "aliadas" largadas indiscriminadamente sobre Bassorá, Bagdad e outras cidades iraquianas.
Crianças mutiladas e com o corpo queimado, hospitais cheios de feridos e dúzias de homens, mulheres e crianças, populaçom civil, assassinados em nome da sua própria "libertaçom".

Os activistas antiguerra e jornalistas independentes que estám em Bagdad e conseguem passar mensagens pela Internet contam que é enorme o número de civis em estado grave nos hospitais iraquianos, que as bombas já atingírom dezenas de casas e alvos nom militares como museus, escolas e mesquitas; que há umha repulsa grande aos soldados norte-americanos e ingleses nas áreas invadidas por terra e que até agora nengumha importante cidade foi completamente tomada polo exército agressor pois a resistência do exército e o povo iraquianos está sendo muito grande.
Todo bem diferente da versom dos factos divulgada pola Casa Branca.

Alguns meios pró-imperialistas até se permitem fazer gozaçom com a tragédia, limitando a sua informaçom sobre as vítimas civis a supostas "manipulaçons" oficiais iraquianas, negando a evidência das dúzias de mortos e mortas contabilizadas já em cada cidade acossada por ianques e ingleses.

Contudo, cada vez resulta mais difícil esconder umha realidade tam incontestável.,
Soube-se, por exemplo, que um míssil estado-unidense impactou contra um autocarro na vila iraquiana de Ratba, matando cinco civis de nacionalidade síria de maneira imediata, enquanto outros dez ficárom com ferimentos de importáncia.

Ao mesmo tempo que a Administração ianque denunciava a violação da Convençom de Genebra por os invasores apresados por forças iraquianas terem sido mostrados às cámaras, alguns jornalistas já narrárom a execuçom espontánea de iraquianos detidos polas forças "aliadas".
Resulta sarcástico ver os assassinos em massa, os torturadores de centenas de prisioneiros de guerra em Guantánamo, queixarem-se porque meia dúzia dos seus soldados, que estám a invadir e massacrar um país, som mostrados ao mundo pola televisom estatal do país invadido.

De outra parte, enquanto o exército norte-americano afirma ter conseguido importantes vitórias em solo iraquiano, o canal de TV libanês Al Manar dizia, neste sábado, que as forças dos Estados Unidos e da Gram Bretanha estavam retrocedendo no sul país, "humilhadas pela forte Resistência do Povo Iraquiano".

O mando estadou-unidense está a negar qualquer acçom de castigo recebida polas forças iraquianas, de maneira que estas se vem obrigadas a mostrar publicamente os seus avanços.
Assim, USA reconheceu que perdeu em combate o seu primeiro helicóptero Apache só depois de que a TV iraquiana oferecesse as incontestáveis imagens do aparelho destruído.
Os dois ocupantes do helicóptero fôrom detidos.

Os ianques também acabárom por reconhecer que Nasiriya, Bassorá e Faw nom estavam vencidas, umha vez que as milícias iraquianas continuam a causar baixas entre o todopoderoso exército invasor apesar do seu bem menor potencial bélico.

Também se revelam como umha farsa as supostas rendições em massa de militares árabes nas primeiras jornadas, farsa com que os invasores pretenderam desmoralizar a Resistência Iraquiana que defende heroicamente a soberania do seu país.

Os próprios meios ocidentais reconhecem que há ordem de que as imagens de vítimas norte-americanas e inglesas nom sejam mostradas nas televisons, para evitar o desánimo dos seus "compatriotas".
Só os canais árabes independentes conseguem romper o certo informativo mostrando os cadáveres dos invasores e também as vítimas civis da guerra imperialista.

CNN, BBC e naturalmente também os canais espanhóis aderem à versom pró-ocidental do que acontece no Iraque.
Assim, a CNN chegou a colocar um apresentador ante as cámaras desejando boa sorte e êxito aos pilotos que partiam para castigar Bagdad com as suas cargas explosivas.
Finalmente, os jornalistas deste canal fôrom expulsos da capital iraquiana.
A espanhola Telecinco limitou-se nas primeiras jornadas a mostrar supostas manipulaçons informativas do regime iraquiano, como se nada pudesse contar do férreo controlo informativo imposto polos ianques.
TVE nom deixa de esconder as massivas manifestaçons contra a guerra, prática de resto habitual no canal público espanhol.

A dependência directa da protecçom das forças anglo-norte-americanas coloca os mais de 100 jornalistas que acompanham o avanço invasor, correspondentes espanhóis incluídos, nas antípodas da independência crítica que deve caracterizar um jornalismo minimamente objectivo.

Mais umha vez, fica em evidência a estreita relaçom entre imprensa e poder, a posta ao serviço de aquela ante este, a actualidade da censura.
Se a realidade extrema de umha guerra torna mais patente a funçom ideológica e alienante dos meios de comunicaçom, é preciso compreendermos que tal funçom é estrutural e torna o controlo da informaçom umha arma de primeira ordem na manutenção do sistema capitalista, e portanto também na sua necessária destruição.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A HERÓICA RESISTÊNCIA IRAQUIANA


A Heróica Resistência Iraquiana
Livro de José Gil de Almeida, lançado em Curitiba (edição impressa esgotada)
Dedicatória - Este livro é dedicado à memória do Imam Ayatollah al-Uzma Ruhollah al-Musaui al
Khomeini (A misericórdia de Deus seja convosco).

O que temos a ver com isso

Na condição de católico, dedicar este livro a uma liderança islâmica pode parecer estranho, uma vez que a imprensa ocidental tem feito lavagem cerebral nos leitores e telespectadores para satanizar o Islam.
Usar a religião para manipular os povos é uma política covarde do imperialismo norteamericano.
Infelizmente, muitas pessoas se deixam levar por essa artimanha e passam a defender os interesses dos criminosos e não das vítimas, a defender o mal.

Hoje os muçulmanos tem a honra de combater os inimigos da humanidade: os imperialistas norte-americanos e os sionistas.
A quadrilha que conseguiu ocupar a Casa Branca está de braços dados com os terroristas de Ariel Sharon, promovendo massacres, carnificinas e terrorismo de Estado - o pior dos terrorismos existentes.
O dinheiro extorquido dos povos oprimidos financia a imprensa ocidental corrupta e os políticos covardes.

Ontem, o mundo abraçava os vietnamitas que lutavam contra os norte-americanos.
Hoje o mundo abraça os palestinos e os muçulmanos em geral.

Apresentação
Um livro de verdade sobre a verdade no Iraque
Tenho a honra de escrever a introdução deste livro "A heróica Resistência iraquiana".
Na condição de árabe sírio, brasileiro naturalizado, pai de filhos brasileiros, tive a satisfação de encontrar um brasileiro - José Gil - que é mais árabe do que muitos árabes.

Desde os 17 anos de idade, o autor deste livro participava de manifestações pró-Palestina em Maringá, e jamais mudou seu posicionamento.
Ele viajou à Líbia 14 vezes, e em uma dessas viagens, 1986, sobreviveu ao ataque norte-americano, quando estava em Trípoli. Visitou outros países árabes,
escreveu artigos e livros em defesa da Causa Árabe.
Portanto, este livro não é novidade: ele segue a linha política de um revolucionário que, como ensinou Che Guevara, abraça as causas dos injustiçados em todas as partes do mundo.

Este livro é único.
Nenhum outro livro publicado no Brasil traz as informações que "A heróica
Resistência iraquiana"
traz.
O autor recebe diariamente notícias da Resistência iraquiana.
Como ele faz isso? Não sei! Como ele foi um dos únicos brasileiros a trocar e-mails com o filho de Sadam Hussein,Uday, meses antes de ser morto em confronto com soldados norte-americanos no Iraque? Não sei!
Por quê José Gil foi condecorado na Líbia?
Com certeza, foi justamente por suas posições políticas, sua solidariedade internacional, e seu trabalho permanente na construção de um mundo melhor e mais justo para todos.

Em 2002, quando o povo saiu às ruas para derrubar presidentes na Argentina, José Gil participou das manifestações em Buenos Aires e publicou o livro "Argentina conflagrada".
Quando o presidente Hugo Chávez assinou a Lei da Terra na Venezuela, José Gil estava em Caracas e publicou o livro "Venezuela: imprensa mercenária, golpe fracassado". Quando o general paraguaio Lino Oviedo esteve preso em Brasília, em um quartel da Polícia Militar, José Gil o visitava todos os meses e publicou os livros "A verdade sobre o general Lino Oviedo" e "A Justiça da injustiça".

A chamada grande imprensa não publica os fatos e as verdades relatadas neste livro.
Como escreveu um sábio árabe, a verdade censurada é como uma rachadura em uma represa: lentamente, de
forma pequena - como este livro - ela aparece, e cresce, até se tornar insuportável e derrubar tudo -
toda a mentira - que encontra pela frente
.
Nos próximos anos, denunciar os crimes sionistas e imperialistas no Iraque, na Palestina, no Afeganistão, não será novidade, e até mesmo grandes e
famosos jornalistas farão isso, mas hoje, isso é um tabu, é um risco de vida, como o autor sabe muito bem.

Os primeiros leitores deste livro foram membros da Resistência iraquiana, que receberam os originais - traduzidos para inglês - e publicaram no site da Resistência www.albasrah.net

Mas o trabalho aqui está.
A verdade está aqui.
É simples como a vida.
Uma maravilhosa
simplicidade capaz de tocar os corações mais duros e
as pessoas menos informadas.

Mouthi Ibrahim
Presidente da Sociedade Árabe Brasileira do Estado do Paraná

Não foi fácil escrever este livro
A idéia de escrever um livro como este acaba sendo um mau negócio, e não tem nada a ver com ganhar experiência.
Como dizia o amigo Otávio de Maringá, de nordestina inteligência: "experiência é como lavar um burro com sabão: perde-se o sabão e o burro fica revoltado!"
Mau negócio pelos seguintes motivos:
1 - Prejuízo financeiro.
A venda dos livros de edição própria não cobre custos.
A venda para outros estados e países raramente cobre despesas de correio;
2 - Prejuízo político.
Ao tratar de temas como este, que desafiam a "verdade estabelecida" pela grande imprensa prostituta, acaba-se fazendo novos inimigos.
Para agradar a todos o diabo se fez de surdo e mudo.
Aquele que trouxe a verdade e a salvação, foi crucificado. Esse costume universal de crucificar
quem diz a verdade é a resposta da mediocridade dominante em todos os tempos da nossa história.

Então... para quê escrever e publicar um livro como este?
Pelo prazer de contestar, de desafiar os canalhas de plantão - de direita e de esquerda - que silenciam sobre temas candentes para agradar as elites dominantes - de esquerda e de direita.
Por falar em esquerda, os maiores corruptos que conheci foram egressos do Partidão, o antigo Partido Comunista, cujos seguidores se locupletam hoje em partidos mercenários e reacionários.
O único norte-americano herói, na minha opinião, chama-se Johnny Walker - e não é o wisqui -
é o jovem que se alistou como voluntário no exército Talibã e foi preso em combate, faminto e sedento,sem munição para atirar na própria cabeça.

Escrever a verdade é um dilema para qualquer comunicador. Os mais céticos dizem que não
existe verdade.
É fácil dizer isso quando se participa do banquete das elites.

Escrever a verdade é fazer pontaria certeira contra as "verdades estabelecidas", a mentira diária da mídia brasileira que copia a censurada imprensa norte-americana.

Não acredito que seja possível escrever a verdade sem defender a causa palestina, afegã, iraquiana.
Impossível escrever a verdade sem citar os prisioneiros de Guantânamo, torturados todos os dias por soldados norte-americanos.
Impossível não falar das crianças iraquianas abusadas sexualmente por soldados norte-americanos e ingleses em prisões e centro de detenção no Iraque ocupado.

Como escrever sobre o futuro da humanidade sem citar as centenas de crianças líbias contaminadas com vírus HIV em hospital público, em mais uma ação terrorista do Mossad, serviço
secreto israelense?
Como esquecer que a Yukus, a maior empresa de petróleo da Rússia, foi desapropriada pelo governo porque estava enviando petróleo russo para Israel a custo zero?

Estes fatos servem para ilustrar os tempos medíocres que vivemos.
A opinião pública passou a ser manipulada por uma elite destruidora dos recursos naturais e do meio ambiente.
Os meios de comunicação promovem uma verdadeira lavagem cerebral no povo brasileiro para impor o modo de vida norte-americano.
Os brasileiros - a maioria - da elite perversa do nosso país tem os olhos ou os pés nos Estados Unidos, para onde enviam seus filhos para estudar e seu dinheiro, ou melhor, o dinheiro do povo brasileiro.

Desde o descobrimento do Brasil, isto é, desde a invasão do Brasil por colonialistas portugueses, o hábito de roubar as riquezas locais e enviar para o exterior permanece.
Mudou apenas a bandeira do explorador, mas a essência de tudo, continua a mesma.

Este livro está sendo publicado para desafiar o boicote norte-americano a todas as iniciativas independentes e autônomas na área de informação.
A imprensa brasileira - com raras exceções - é um mero tambor de ressonância da imprensa norte-americana, considerada a pior dos países desenvolvidos, isto é, a mais corrompida, a mais prostituida.
A revista Veja mais parece um boletim do Departamento de Estado norte-americano que uma revista informativa.

Agradeço os amigos e os conhecidos que colaboraram com este trabalho. Agradeço a Resistência iraquiana - www.albasrah.net - pelo envio de informações cruciais e fundamentais.